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sexta-feira, 22 de junho de 2012

TJ-DF absolve Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM. Se fosse do Mensalão do PT , o mundo viria abaixo. Viva a imprensa corrupta brasileira!

22.06.2012
Do blog APOSENTADO INVOCADO


do estadão.com.br
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal absolveu nesta quinta-feira, 21, o empresário Sebastião Abritta e o ex-secretário de Relações Institucionais do governo do DF, Durval Barbosa. Eles eram acusados de lavagem de dinheiro na compra de um imóvel em Brasília.

Barbosa foi secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal durante os governos de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda, e ficou conhecido por ter delatado o esquema de corrupção chamado ‘mensalão do DEM’, durante o governo Arruda. Ele confessou que se beneficiava do esquema e se beneficiou da delação premiada. Um vídeo, revelado pelo Estadãomostrou Barbosa oferecendo propina à filha do ex-governador Joaquim Roriz.

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Existe ex-gay? Conheça histórias de homens que largaram o homossexualismo

22.06.2012
Do portal GOSPELPRIME, 21.06.12
Por Leiliane Roberta Lopes

Enquanto muitos acreditam que não há como deixar de ser gay, testemunhos mostram o contrário.


Eduardo e Genoveva.
A homossexualidade tem dividido opiniões e gerado muita polêmica entre religiosos, principalmente quando o assunto é deixar de ser homossexual. Existe ex-gay?
pastor Silas Malafaia, que é formado em psicologia, e a psicóloga cristã Marisa Lobo já foram acusados por ativistas da causa gay por afirmarem que sim, é possível reverter um homossexual em heterossexual.
A grande maioria acredita que um homossexual já nasce com essa opção e que, portanto, não podem mudar de opção. Há quem diga também que o caso não é doença e tão pouco uma escolha, mas algo intrínseco que não pode ser mudado.
Todavia encontramos casos de pessoas que tiveram experiências homossexuais e que hoje são casados com mulheres como é o caso de Eduardo Rocha, 27, anos. Ele conta que foi violentado em sua infância e eu por esta causa se tornou homossexual, chegando a apresentar um programa de TVcomo “Grevâniah Rhiuchélley”, seu nome de travesti.
Ele testemunha que é possível sim se libertar do homossexualismo e hoje realiza trabalhos não contra a homossexualidade, mas contra a pedofilia que lhe trouxe sérios problemas pessoais. Eduardo é casado com Genoveva Brasil que também sofreu abuso sexual na sua infância e hoje trabalha ao lado de seu esposo na luta contra a pedofilia.
No blog do bispo Edir Macedo encontramos um vídeo contando um pouco sobre a história de Adriano Martins. Com fotos de diversas etapas de sua vida vemos um jovem que se declara ex-drogado, ex-garoto de programa e ex-homossexual. Hoje ele também é casado, pai e atua como obreiro da Igreja Universal do Reino de Deus.
Veja os vídeos:
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PSDB E FHC TAMBÉM FIZERAM ALIANÇA COM MALUF EM 1998: E por falar em aliança...

22.06.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 21.06.12


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GOLPE DE ESTADO: Impeachment de Fernando Lugo foi, sim, um golpe

22.06.2012
Do portal da Revista CartaCapital
Por  Pedro Estevam Serrano


O presidente derrubado de Honduras Manuel Zelaya, com o então presidente Lula durante encontro em agosto de 2009: Brasil apoiou abertamente o mandatário deposto. Foto: Wilson Dias / ABr
O caso de Honduras em 2009, quando o presidente eleito Manuel Zelaya foi deposto, acendeu um claro sinal de alerta em todo continente latino-americano. A democracia como método de escolha majoritária e forma popular de decisão politica pode ser assolada por mandatários parlamentares e juízes togados que usam de seus poderes como afronta a Constituição, com o fim de destituir lideres eleitos democraticamente.
Em regimes presidencialistas, presidentes podem sofrer impedimento de seu mandato pelo Parlamento, mas isso apenas após a comprovação de condutas caracterizadoras de ilícitos e anteriormente previstas nas respectivas constituições ou em leis aprovadas pelos congressistas, após sua comprovação consistente por métodos processuais que garantam ampla defesa com o consequente contraditório e ampla defesa.
O Parlamento, quando realiza impedimento do mandato do presidente sem observância do devido processo legal e dos direitos do acusado, age com inegável abuso de poder, promovendo o que, no âmbito da ciência política, se alcunha como “golpe de estado” – ou seja, interrupção autoritária e, ao menos institucionalmente, violenta do ciclo democrático regular.
Quando se usa a expressão “julgamento político” para tal forma de juízo, não se quer dizer julgamento segundo a vontade integralmente autônoma e livre do julgador, inclusive com eventual dispensa do devido processo legal.
Em um estado democrático de direito não existem juízos imperiais, que se caracterizam pela formação autônoma da vontade do julgador. Para ser tido como tal, qualquer julgamento, por mais discricionário que seja, é pautado no que Kant e a moderna teoria constitucional chamam de juízo “heterônomo”, qual seja, no sentido jurídico, vontade constituída a partir dos fins e processos estipulados na ordem jurídica e não no juízo absolutamente subjetivo do julgador.
Um presidente de um regime presidencialista, portanto, não se confunde com o primeiro ministro de um regime parlamentarista. Não pode ser afastado da função por mero juízo de conveniência e oportunidade do Parlamento, mas apenas pelo cometimento de delitos previstos anteriormente na ordem jurídicas e demonstrados pelo devido processo legal.
Por óbvio, o devido processo legal não é uma mera pantomima formal. Há que se oferecer prazo razoável de defesa e a devida dilação probatória, os direitos do acusado hão de ser respeitados, a conduta tida como delitiva não deve ser circunscrita a mera decisão subjetiva quanto ao cumprimento de certos valores ideológicos. Ao eleitor cabe o juízo ideológico do governo, não ao parlamento.
Mais sobre a crise no Paraguai:

No caso de Zelaya, sequer direito de defesa anterior ao afastamento foi oferecido pelo Parlamento e pela jurisdição. No caso de Fernando Lugo no Paraguai, o que houve foi um “julgamento” a jato e de exceção. O prazo de defesa foi exíguo, sem a oferta da devida dilação probatória, as acusações têm caráter preponderantemente ideológico e não de juízo de ilicitude na conduta. A decisão já se encontrava decidida e escrita antes da apresentação da defesa. Ou seja: trata-se de mais um caso de ofensa grave a constituição nacional, perpetrada pelo respectivo Parlamento, que tira do poder um governante democraticamente eleito
O jovem jurista Luis Regules me observou que a quase totalidade de golpes de Estado na América Latina se deram com apoio parlamentar. É uma história de tristes resultados que insiste em se repetir cada vez mais como farsa.
A decisão aprovada nesta sexta-feira 22 pelo Senado do Paraguai, a nosso ver, tem evidente caráter de golpe de Estado e não pode ser aceita pelos organismos internacionais que, segundo tratados multilaterais, velam pela democracia no continente.
O Brasil precisa renovar a coragem democrática demonstrada no episódio do golpe contra o governo de Zelaya e apoiar abertamente o presidente do Paraguai democraticamente eleito e inconstitucionalmente declarado impedido.
Se nos aquietarmos face a tal ofensa praticada no país vizinho, a vítima amanhã pode ser a nossa democracia.

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Golpe no Paraguai é confirmado

22.06.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges
O Senado do Paraguai, controlado por forças de direita, acaba de aprovar o impeachment do presidente Fernando Lugo. O golpe de Estado, mascarado de “saída institucional”, teve o voto favorável de 39 senadores – quatro votaram contra a destituição e dois se abstiveram. O vice-presidente Federico Franco, que há muito investia na desestabilização do governo, deverá assumir o cargo.


O julgamento sumário do presidente democraticamente eleito teve início às 13h30 (pelo horário de Brasília) e durou apenas cinco horas. Os advogados de Fernando Lugo tiveram menos de duas horas para apresentar a defesa. Na verdade, a decisão golpista já havia sido tomada bem antes – com o apoio das reacionárias elites urbanas e rurais e da mídia empresarial do Paraguai.


Condenação sumária

Lugo foi acusado por “mau desempenho” de suas funções e pelo recente conflito agrário no país, em Curuguaty, que resultou na morte de 11 camponeses e seis policiais. Lugo chegou a apresentar uma ação de inconstitucionalidade à Suprema Corte de Justiça para suspender o julgamento político. Conforme denunciou o advogado do presidente, Emílio Camacho, “o que está acontecendo aqui não é um julgamento, é uma condenação. É a execução de uma sentença”.

Em entrevista à Rádio 10, da Argentina, Lugo criticou a decisão e disse que estimulará a resistência, “a partir de outras instâncias organizacionais... Certamente decidiremos impor uma resistência para que o âmbito democrático e participativo do Paraguai vá se consolidando”, afirmou. Para ele, o que ocorreu hoje no Senado “não é mais um golpe de Estado contra o presidente, é um golpe parlamentar disfarçado de julgamento legal, que serve de instrumento para um impeachment sem razões válidas que o justifiquem”.

Reação da Unasul

Em frente ao Congresso Nacional, em Assunção, milhares de pessoas se concentraram para condenar o golpe. Houve protestos também em frente à residência do golpista Federico Franco. Organizações populares prometem intensificar as manifestações nos próximos dias, exigindo o retorno da democracia. 

Pouco antes da condenação sumária, a União das Nações Latino-americanas (Unasul) divulgou nota oficial afirmando que a destituição de Fernando Lugo constitui “uma ameaça à ordem democrática” e anunciou que os países membros poderão romper as relações de cooperação com o Paraguai. A estatal petrolífera venezuelana, PDVSA, antecipou que poderá cancelar os repasses de combustível feitos à Petropar.

O golpe no Paraguai abre um perigoso precedente na América do Sul. Fernando Lugo foi eleito presidente em 2008 com 41% dos votos, interrompendo uma hegemonia de seis décadas do Partido Colorado e o domínio do país por forças direitistas da elite. Com todas as dificuldades do seu governo, sempre boicotado pelo parlamento, o “bispo dos pobres” representava a esperança de mudança para o sofrido povo paraguaio. O golpe visa conter a guinada progressista no continente.
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Presidente do Paraguai enfrenta processo de impeachment após perder apoio de aliados

22.06.2012
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO, 21.06.12
Por Agência EFE

Crise gerou imediata reação internacional: Unasul anunciou o envio imediato de um grupo de chanceleres dos países-membros a Assunção


O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, enfrenta nesta quinta-feira(21) um procsesso de  impeachment, organizado a toda velocidade pelo Congresso, sob a acusação de mau desempenho de suas funções pela morte de 17 pessoas em uma operação de reintegração de posse em uma fazenda do nordeste do país, perto da fronteira com o Brasil.

Em apenas cinco horas, a Câmara dos Deputados aprovou por arrasadora maioria um "julgamento político", o Senado se transformou em "tribunal" e fixou um calendário de processo que terminará amanhã, às 16h30 locais (17h30 de Brasília), com a sentença de Lugo.

A crise no Paraguai gerou uma imediata reação internacional: vários presidentes sul-americanos se reuniram no Rio de Janeiro, onde acontece a Rio+20, e a Unasul anunciou o envio imediato de um grupo de chanceleres dos países-membros a Assunção.

O secretário-geral da Unasul, o venezuelano Alí Rodríguez, disse que o bloco "avalia a possibilidade de aplicar um protocolo contra um golpe de Estado no Paraguai", que, segundo o presidente da Bolívia, Evo Morales, é o que está sendo planejado contra Lugo. Nesse mesmo sentido se expressaram líderes sem-terra do Paraguai, que anunciaram passeatas em Assunção em defesa de Lugo.

Em sua mensagem à nação após a resolução dos deputados, Lugo disse que vai "honrar a vontade das urnas" e evitar que "mais uma vez na história da República um fato político tire privilégio e soberania da suprema decisão do povo".

Cercado por alguns de seus ministros e chefes militares, Lugo pediu ao Legislativo que lhe ofereça "toda a garantia de uma justa e legítima defesa".

Mas Lugo ficou só em ambas as câmaras do Parlamento depois que seu principal aliado, o Partido Liberal, lhe tirou o apoio e ordenou a renúncia de seus quatro ministros no governo.

Apenas uma deputada esquerdista votou a favor de Lugo na câmara baixa, e três senadores por uma moção que teria concedido uma sobrevida de três dias ao presidente para preparar sua defesa.

De acordo com o regulamento e calendário aprovados pelo Senado, Lugo (ou seus advogados) terá que comparecer amanhã para expor sua defesa em uma sessão extraordinária às 12h (13h de Brasília).

Em seguida, o tribunal resolverá sobre a admissão ou rejeição das provas apresentadas pelas partes. Depois, os promotores e acusado apresentarão suas alegações orais, e às 16h30 (17h30) os senadores emitirão sua sentença inapelável.

Caso seja considerado culpado, Lugo será imediatamente afastado do cargo. Neste caso, quem assumiria de forma interina é o vice-presidente, o liberal Federico Franco, até a realização de eleições gerais, previstas para abril de 2013.

O senador Carlos Filizzola, que perdeu a pasta do Interior devido ao confronto na fazenda de Curuguaty no último dia 15, chamou o processo de "manobra política para truncar o mandato" de Lugo, e destacou que ela foi organizada "de maneira recorde" na história do Paraguai.

O último presidente do Paraguai que se submeteu e perdeu um "julgamento político" foi Raúl Cubas, cassado em 1999 durante o violento "março paraguaio".

O liberal Luis Alberto Wagner, apesar de ter reafirmado a decisão de seu partido de abandonar Lugo, advertiu que "qualquer pressa e tentativa de golpe e para definir o impeachment do presidente sofrerá uma condenação não só nacional, mas também internacional".

Em um breve comunicado, as Forças Armadas asseguraram que "se mantêm dentro de sua função específica que lhe é conferida pela Constituição e as leis, respeitando a ordem constitucional e democrática vigente"
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PERNAMBUCANO YAGO SANTIAGO É SAGRADO MESTRE INTERNACIONAL DE XADREZ

22.06.2012

MI Yago Santiago muda o mapa do Xadrez Brasileiro (Campanha Completa)


Vazquez (PAR) - Yago Santiago (BRA) 

Sudamericano Sub 20 -

Ao vencer o MF Paraguaio Guilhermo Vazquez, Yago passou pela porta mágica que separa o homem comum, dos homens que realizam feitos históricos.


Desde sempre, nos acostumamos a conviver com a outorga de títulos de MI e GM para os jogadores do eixo RIO / São Paulo (maioria das vezes).

O Nordeste, que nas décadas de 40, 50, 60 e começo dos anos 70 comandava e conquistava a maioria dos títulos do campeonato brasileiro absoluto de xadrez com Ronald e Hélder Câmara, Pinto Paiva, Luiz Tavares, Gentil, Eduardo Asfora, entre outros, viveu um período de estagnação, vendo a região sudeste dominar a cena nacional.

Que o título de Mestre Internacional conquistado por Yago Santiago de PERNAMBUCO, seja grande motivação, para Tiné, Luismar, Iack, Iung, Carlos Alberto, Jatobá e outros. Que seja o primeiro, mas não o último e que o Nordeste reocupe o lugar de destaque que merece no cenário enxadrístico nacional.

O Xadrez Pernambucano, não está morto, como muitos pensavam. Está mais forte e mais vivo do que nunca, e volta a liderar o Nordeste, a motivar esta imensa nação, a dar orgulho a todos os nordestinos. Parabéns a todos os enxadristas do Nordeste e em especial de Pernambuco.

Yago com 10 anos no I Torneio Vincent Pinzón - 2002

Información de jugadores

NombreSantiago Yago De Moura
TítuloFM
Ranking inicial2
Elo2347
Elo nacional0
Elo internacional2347
Performance2358
FIDE elo +/-11.4
Puntos7
Puesto2
FederaciónBRA
Código nacional0
Código FIDE2103877

RodadaM.No.Ini.AdversárioEloFEDPts.Resultado
1215Saltos Velez Adrian2147ECU5.5s 0
271IMBarbosa Evandro Amorim2401BRA7.0w 0
31225Avalos Matias1535PAR1.5s 1
4920Sanchez Sandoval Gonzalo2042CHI5.0w 1
5619Caetano Hugo Zanotti Mendonca2047BRA4.0s 1
6513Palma Moscoso Alvaro Dario2175ECU5.0w 1
734Torres Juan Camilo2337COL5.0s 1
8110FMCuellar Diego2269PER6.0w 1
927FMVazquez Guillermo2293PAR6.0s 1
DIA 22/06/2012 - NÃO ESQUECEREMOS ESTA DATA, Parabéns Yago !

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Golpe contra Lugo Paraguai: o elo mais fraco?

22.06.2012
Do blog Rodrigo Vianna
Por Rodrigo Vianna


Em 1917, quando a Revolução explodiu na Rússia, os marxistas encontraram uma explicação rápida para o fato de o movimento comunista não ter surgido com mais força nos países centrais do Capitalismo (como se depreendia que deveria ocorrer, pelas teorias de Marx): a terra do Czar era “o elo mais fraco da cadeia”.

Nos anos 60, de certa forma, foi isso também o que levou Guevara a fazer guerrilha na Bolívia, em busca de outros vietnãs mundo afora. O país andino era um Estado (aparentemente) fragilizado, sem a força de uma burguesia brasileira ou argentina, sem a coesão política de Colômbia e Venezuela. Além disso, o povo boliviano tinha tradição de luta – como já se fizera notar nos anos 50 do século XX. Guevara terminou cercado e morto, porque o “frágil” Estado boliviano teve apoio dos EUA no combate ao foco guerrilheiro. Não funcionou na Bolívia a idéia do “elo mais fraco”.

Mas a direita parece ter aprendido com isso.

Frente ao movimento contínuo de governos à esquerda, eleitos nos últimos 15 anos na América do Sul, e mesmo na América Central, os setores conservadores (com apoio aparente dos seviços de inteligência dos EUA) passaram a atuar para derrubar, justamente, os “elos mais fracos”.

Fizeram isso depois de perceber que atacar Chavez – como se tentou em 2002 – poderia gerar uma reação ainda mais perigosa no Continente. Primeiro, atuaram em Honduras. Lá, um presidente de origem conservadora, virara aliado tardio da esquerda bolivariana. Mas faltava coesão e mobilização social à base de apoio de Zalaya. A direita deu o golpe, com aparência de legalidade. O presidente foi tirado de pijama de casa, e deportado. Os EUA prontamente “reconheceram” o novo governo. E Honduras entrou depois numa espiral de violência, em que o Estado foi retomado pelas forças mais conservadoras.

Agora, o “elo mais fraco” é o Paraguai. Lugo chegou ao poder sem maioria no Congresso (alô rapaziada que torce  o nariz para as alianças de Lula e Dilma; sem aliança, Lula teria virado um Lugo em 2005), desgastou-se pessoalmente com escândalos sexuais. E a base social de seu governo – apesar de ter algum peso – parece ser a mais fraca do subcontinente, na comparação com Argentina, Venezuela, Equador, Bolívia, Brasil e Uruguai.

Há alguns anos, pessoas da minha família que moram em Assunção já haviam relatado o estranhamento geral no Paraguai com o tal EPP (uma guerrilha “misteriosa”, surgida em províncias de tradição agrária e que passou a atuar e espalhar o ‘terror” entre fazendeiros, justamente no governo Lugo). A mídia paraguaia tenta associar o EPP aos movimentos sociais históricos, que deram e dão apoio a Lugo. Cria-se assim uma gelatina confusa de “subversão” e ameaça à propriedade. Lugo seria associado a essa gelatina, essa é a base para o golpe parlamentar em curso.

Lugo é acusado – especificamente – de inação pelo confronto entre militantes sem-terra e a polícia, há poucos dias. Houve várias mortes. O confronto, registrado em imagens ricas e abundantemente distribuídas mundo afora, pode não ter sido “armado”. Não tenho provas para afirmar coisa parecida. Mas não me cheira bem. Sabemos que a CIA segue a atuar. O Wikileaks revela como opera a rede de informações (com apoio na mídia, inclusive brasileira, que tenta revereter a “onda vermelha” na américa do Sul). É fato que, à direita paraguaia, interessava sobremaneira ter um ou vários cadáveres à mão – para colocar na conta de Lugo. 

Como se o presidente, e não a histórica concentração de terras no país vizinho, fosse o cupado pelos confrontos agrários e a instabilidade no campo.  

Um ex-bispo, acusado ao mesmo tempo de subversão e de traição ao princípio católico do celibato, parece ser o “elo mais fraco” perfeito para uma direita acuada na América do Sul.

O libelo acusatório contra Lugo é uma piada, parece escrito pelo professor Hariovaldo. Mas na Venezuela, em 2002, os discursos dos golpistas também pareciam uma piada. E, se não fosse a reação popular, Chavez estaria exilado ou morto.

Resta saber se Lugo terá a grandeza  e a firmeza de Chavez. E mais que isso: se contará com apoio popular efetivo para reverter o golpe “hondurenho” desfechado pelo Parlamento. Apoio diplomático ele tem. A UNASUL está com Lugo. Mas Zelaya também teve todo esse apoio. E perdeu.

Do outro lado há o peso histórico da direita, que dialoga diretamente com Washington, na tentativa de iniciar a reversão da onda vermelha na América do Sul.

O Paraguai será o elo mais fraco a se romper? Ou a direita morrerá cercada no Parlamento – feito Guevara no interior boliviano? É a história que se escreverá nas ruas de Assunção e no interior do país vizinho.

Leia outros textos de Vasto Mundo

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Defesa de Lugo diz que ele é perseguido e que processo é ilegal

22.06.2012
Do portal da Agência Brasil, 
Por  Carolina Pimentel e Luciana Lima

Repórteres da Agência Brasil

Brasília – A defesa do presidente paraguaio, Fernando Lugo, alegou hoje (22) que ele está sendo vítima de perseguição política e que a abertura inesperada de processo de impeachment contra ele é inconstitucional.

O advogado Adolfo Ferreiro, um dos que representaram Lugo em sua defesa no Senado, disse que as mortes resultantes de conflitos entre camponeses e policiais não caracterizam uma situação de mau desempenho de Lugo no cargo de presidente.

"Alegam mau desempenho do presidente, mas não explicam por que razão ele teria incorrido em mau desempenho de suas funções. Não há nenhuma explicação técnica, e este processo demonstra total desconhecimento da estrutura política do Paraguai. Querem cassar um presidente eleito por professar ideias que são contrárias às ideias de seus julgadores", afirmou Ferreiro.
Entre as razões apontadas pelos deputados entraram com o pedido de impeachment estão a ligação de Lugo com movimentos sociais atuantes no campo e o conflito ocorrido há uma semana em uma fazenda no Nordeste do país, no qual morreram 17 pessoas. "Os acontecimentos trágicos não podem ser caractrizados como um mau desempenho do presidente", reforçou o advogado.
Lugo é acusado de instigar a invasão de terras no país. Os deputados também o acusam de submeter as forças de segurança a ordens dos movimentos sociais. Com isso, os parlamentares dizem que o presidente é incapaz de conter uma onda de violência no país.
De acordo com a imprensa local, enquanto o julgamento ocorre no Senado, manifestantes permanecem em frente ao Congresso Nacional em apoio ao presidente. O policiamento foi reforçado para conter possíveis conflitos.
Outro advogado de Lugo, Emílio Camacho, defendeu que a forma como o processo está sendo conduzido afeta a "soberania popular". "Se condenarmos um presidente da República, estaremos nos condenando", disse Camacho.
A defesa de Lugo teve duas horas para apresentar seus argumentos. A partir de agora, os senadores vão avaliar os argumentos da defesa e da acusação para decidir se será cassado mandato do presidente. Para tirá-lo do poder, são necessários 30 votos a favor do pedido, o equivalente a dois terços do Senado, formado por 45 senadores.
A previsão é de que a palavra final do Senado seja divulgada às 17h30, horário de Brasília. Lugo decidiu não comparecer ao julgamento político e perrmancer no Palacio de López, sede do governo.
Edição: Nádia Franco

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