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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Bolívia envia ficha criminal de senador para que Brasil reconsidere asilo

15.06.2012
Do portal OPERA MUNDI
Por Redação/São Paulo

Roger Pinto Molina responde a mais de 20 processos, de corrupção a desvio de recursos públicos

O ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, afirmou nesta quinta-feira (14/06) que enviou a documentação necessária para que o Brasil reconsidere o asilo dado ao senador opositor Roger Pinto(foto) na semana passada. São mais de 20 processos nos quais o congressista é acusado por diversos crimes, entre eles corrupção e desvio de recursos públicos.

Molina chegou há duas semanas à embaixada brasileira na Bolívia requisitando o refúgio, alegando perseguição política por parte do governo de Evo Morales. O presidente boliviano nega as acusações e diz que Molina pretende fugir das acusações na Justiça.

"Me comuniquei com o chanceler (do Brasil) Antônio Patriota e o enviei toda a informação para que possa tomar a decisão mais correta possível. Eles têm a documentação", disse Choquehuanca.
Choquehuanca ressaltou várias vezes que "tudo é possível" quando perguntado se acredita que o Brasil possa voltar atrás e revogar o asilo ao parlamentar de direita. O ministro boliviano lembrou que, em 2006, o governo de La Paz revogou o asilo concedido a dois paraguaios após receber informações oficiais de Assunção sobre sua suposta participação no sequestro e assassinato de Cecilia, filha do ex-presidente paraguaio Raúl Cubas.

Segundo a argumentação de Choquehuanca, há normas internacionais sobre o merecimento de asilo e o Brasil deve avaliar a documentação e os pedidos na Bolívia para que Pinto não obtenha o benefício.

O presidente boliviano, Evo Morales, disse na quarta-feira que seria um equívoco se o Brasil confirmasse o asilo. Um dia antes, o vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, considerou a decisão como insensata porque, segundo ele, Pinto deve responder na Justiça por assassinato e desvio de dinheiro, entre outras acusações.

Segundo a ABI (Agência Boliviana de Informação), o chefe da bancada do MAS disse que há 20 processos criminais contra Pinto Molina. Entre eles, crimes de desvio ilegal de verbas da Zona Franca de Cobija (Zofraco), em 2001, no departamento de Pando.
Uma reportagem do jornal La Razón, de La Paz, diz que os processos contra o senador tramitam nos tribunais de La Paz, Santa Cruz, Sucre e Cobija, e se referem principalmente a acusações de desacato, venda de bens do Estado e corrupção.
Campanha difamatória

Em entrevista à ABI o senador boliviano Adolfo Mendoza disse que Pinto empreende uma campanha para enfraquecer as relações diplomáticas entre Brasil e Bolívia. Em uma conversa com o senador brasileiro Sérgio Petecão (PSD-AC), transmitida ao vivo e noticiada pelo jornal boliviano El Deber, Pinto afirmou que o chanceler Choquehuanca desejava que ele "aprodrecesse" na embaixada brasileira e acusou La Paz de lançar uma campanha de "desprestígio" contra ele.

"O governo não me deu salvoconduto. Na verdade, desatou uma campanha diário nos meios de comunicação, insinuando que matei, que sou um criminosos que roubou milhões de dólares", falou Pinto. "Irei fazer um pronunciamento no Senado pedindo sensibilidade do governo brasileiro, porque sei que sua vida está em risco", respondeu Petecão.


"Ante este tipo de postura, o Senado da Bolívia rechaça a ingerência de Petacão", deplorou Mendoza.

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Na primeira encruzilhada, Serra ameaça desistir

15.06.2012
Do portal BRASIL 247


Na primeira encruzilhada, Serra ameaça desistir
Foto: Adriana Spaca/Folhapress

EX-GOVERNADOR EXIGE COLIGAÇÃO DO PSDB COM O PSD DO PREFEITO KASSAB; PROJEÇÕES INDICAM QUE, ASSIM, TUCANOS ENCOLHERIAM NA CÂMARA MUNICIPAL, ENQUANTO PESSEDISTAS FORMARIAM "SUPER BANCADA"; DIRETÓRIOS ESTADUAL E MUNICIPAL EM PÉ DE GUERRA; SEM ALIANÇA, SERRA DIZ QUE PEGA O BONÉ E VOLTA PARA CASA

247 – Diante da primeira encruzilhada em que sua candidatura a prefeito se depara nesta campanha, o ex-governador José Serra já apontou para seu partido o caminho que pode seguir: voltar para trás.
Em recados duros que chegaram os ouvidos do governador Geraldo Alckmin, em viagem a Nova York nesta sexta-feira 15, Serra disparou a ameaça de simplesmente desistir de concorrer caso o PSDB não aceite, como ele exige, firmar uma coligação formal com as legendas PSD, DEM e PR. Com olhos focados na liderança que, pessoalmente, poderá exercer sobre os coligados e no tempo de televisão que poderá dispor com -- e sem -- a soma dos espaços partidários no horário eleitoral gratuito, Serra sustenta que não se vê em condições de enfrentar, com chances, a disputa, caso não conte com o apoio das outras legendas.
O problema, para o partido dos tucanos, é que essa coligação irá resultar no chamado "chapão", em que candidatos a vereador de todas as siglas coligadas disputarão a eleição sob o mesmo guarda-chuva da candidatura Serra, dividindo proporcionalmente o resultado final. Nas projeções de líderes tucanos como o secretário de Energia José Aníbal, de franca influência nos diretórios palistanos, o chapão teria o efeito de reduzir em cerca de 50% o potencial eleitoral dos postulantes do partido. Assim, em lugar de fazer uma bancada com até 12 vereadores eleitos, os tucanos saíram para a disputa projetando vitórias de apenas 6 ou 7 concorrentes. A situação ganha complexidade quando se analisa o fechamento em curso da coligação com o PSD do prefeito Gilberto Kassab. Enquanto os tucanos, no último ano, viram oito de seu vereadores bandearem-se para outros partidos, e sua bancada, assim, ficar reduzida a sete edis, os pessedistas se beneficiaram dessa diáspora, com a adesão de três ex-tucanos, chegando a dez vereadores – a segunda maior bancada da Câmara, atrás apenas do PT.
A coligação PSDB-PSD tende a fortalecer ainda mais os filiados ao partido do prefeito, que, além de suas próprias bases, teriam a seu favor o resultado da conta de quociente partidário. O PSD largaria para a disputa com a chance real de formar o que já vai sendo chamada de super bancada, talvez entre 30% e 40% maior que a atual. Os tucanos candidatos temem que esse crescimento se dê sobre o seu definhamento. Serra não vê problema nisso, até porque considera os vereadores do PSD como estando sob a sua chefia.
Com 55 vereadores, a Câmara Municipal de São Paulo formará suas futuras bancadas pelo critério do quociente partidário – número resultante da divisão do número de votos válidos sob a mesma legenda ou coligação pelo quociente eleitoral. Nesse caso, a coligação funciona como um único partido: quem tiver mais votos dentro da coligação, está eleito, independentemente da legenda a que pertença. Aí reside a grande preocupação de parte do PSDB.
Enquanto isso, o PP do ex-governador Paulo Maluf está ameaçando abandonar as negociações de uma coligação com o PSDB. Por meio do secretário-geral da legenda, Jesse Ribeiro, Maluf pede, desde já, maior participação na eventual futura administração Serra, com um naco maior da secretária da Habitação e da Cohab, a companhia estatal que constróI casas populares. Caso não obtenha o que quer, ele ameaça fechar com o candidato do PT, Fernando Haddad.
Sob pressão, o governador Geraldo Alckmin, que nesta sexta-feira 15 está em Nova York, tem a complicada tarefa de administrar essa crise. Ficando ao lado de Serra, pode prejudicar seu próprio partido. Se, no entanto, se posicionar com os vereadores que temem o "chapão", corre o risco de ver Serra concretizar a ameaça de deixar a disputa. Inicialmente, Alckmin, pensando em sua situação de reeleição, em 2014, deverá apoiar as coligações defendidas pelo candidato a prefeito. Em matéria de democracia partidária, os tucanos paulistanos não estão, neste momento, em condições de dar lições a ninguém. Ali, quem vai decidir a pinimba, serão, mais uma vez, os chefes.

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MÍDIA GOLPISTA CONTRA A CPMI DO CACHOEIRA: Mídia continua apoiando Clube Nextel

15.06.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 
Por Miguel do Rosário, O Cafezinho


Um desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Tourinho Neto, declarou as escutas envolvendo Carlinhos Cachoeira ilegais porque as justificativas do juiz foram “insuficientes”. Em artigo publicado na Folha, o professor de Direito Público, Joaquim Falcão, explica o negócio:
Indício, diz o dicionário, é sinal aparente de algo que existe. O juiz achou que havia desde o início aparência de ilícitos. Seu cálculo de probabilidade parece se confirmar. Mas o desembargador acha que os indícios só se confirmaram após a escuta.
Ou seja, a Polícia Federal consegue desbaratar uma das mais sinistas máfias políticas da República, e Tourinho Neto diz que “os indícios só se confirmaram após a escuta”. Se outros desembargadores seguirem Tourinho Neto, Carlos Cachoeira, um dos maiores bandidos do Brasil, será solto e a operação Monte Carlo, que desbaratou uma das maiores máfias políticas que já atuaram na república, estará praticamente morta, com reflexos óbvios sobre a CPMI em curso.

É como se os EUA descobrissem os reais autores do 11 de setembro, baseados em escutas telefônicas, prendessem-nos, e um juiz os mandasse soltar porque os “indícios só se confirmaram após a escuta”.

E a mídia, que pressionou o STF a julgar o mensalão às pressas, em pleno período eleitoral, tem dado um apoio tácito à posição de Tourinho Neto. Ninguém manifesta contrariedade. Ao contrário, Jânio de Freitas, para minha grande decepção, vem com aquela conversinha pra boi dormir sobre “uso abusivo de escutas policiais de telefones”.

É a mídia, mais uma vez, dando uma forcinha ao Clube Nextel.

Ora, ontem publicou-se notícia de que as escutas representam um percentual mínimo nas investigações da Polícia Federal! Todas as escutas da PF são autorizadas judicialmente, e embasadas em indícios levantados por competentes investigadores.

A situação é particualrmente absurda porque o esquema desbaratado caracterizou-se justamente por fazer escutas clandestinas.

O modus operandis da organização quadrilheira baseava-se na realização de grampos ilegais, com os quais abasteciam órgãos de mídia, cumprindo dois objetivos centrais:

1) Fortalecer seus prepostos políticos, como Demóstenes Torres, que ia para tribuna brandir discursos éticos contra adversários fragilizados pelos grampos clandestinos e pelas reportagens relacionadas.

2) Chantagear funcionários públicos, forçando-lhes a entrar no esquema.

3) Descobrir segredos de Estado que facilitavam suas operações.

Já se sabe hoje como funcionava a organização Cachoeira. Ela tinha três braços: o político, liderado por Demóstenes Torres, Marconi Perillo e vários outros políticos; o financeiro, liderado pela Delta, que obtinha contratos milionários e derrubava concorrentes a partir das ações da quadrilha; o administrativo, que era comandado por Carlinhos Cachoeira, seus assessores e arapongas.

Sendo que o braço político tinha ramificações no Executivo (Marconi Perillo), no Legislativo (Demóstenes), no Judiciário (Gilmar Mendes?) e na mídia (revistas Veja, Época e jornalistas a serviço). Os nomes entre parêntes são os mais importantes, mas a quadrilha era grande. Tinha no bolso muitos deputados, delegados, funcionários federais, jornalistas, etc.

A grande pergunta que se faz agora é: cade a pressão da opinião pública para impedir que membros corruptos ou incompetentes do judiciário apliquem um profundo golpe contra a democracia brasileira? Cadê os movimentos de corrupção? Onde estão os paladinos da ética? Nenhum estrela da mídia irá se manifestar? Quer dizer que agora só bandidos podem grampear?

Não, Merval Pereira hoje faz a sua bilionésima coluna sobre o… mensalão. Dora Kramer saúda a “concorrência salutar” entre petistas e tucanos, e Fernando Rodrigues repete que a CPMI “perdeu o rumo“.

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Na verdade, quem parece ter perdido o rumo são os jornalões, que voltaram a bater cabeça (o que é raro: em geral caminham sempre de mãozinhas dadas, com as mesmas opiniões, mesmos colunistas, mesmas fontes). Enquanto Dora Kramer elogia justamente o fato de haver concorrência política na CPMI, o que impede “acordões”, Ilimar Franco critica petistas e tucanos por terem transformado a CPI num ringue de “galos de rinha”.

O raciocínio de Franco, porém, traz um equívoco baseado no pressuposto de que há similaridade entre Agnelo e Perillo. Não há.

Ninguém jamais disse que Agnelo é santo, mas sim que não há nada que o ligue ao esquema Cachoeira. Muito pelo contrário. Ontem isso ficou bem claro, ao se fazer um levantamento dos fatos durante o seu depoimento. O Clube Nextel tentou derrubar Agnelo porque não conseguiu o que queria de sua administração. Pouco depois de Cachoeira e Dadá protestarem contra seus insucessos junto ao governo do Distrito Federal e externarem desejos de retalização contra Agnelo, Demóstenes Torres sobe a tribuna, pau mandado que era de Cachoeira, para pedir o impeachment do governador. E a revista Época inicia ataques sistemáticos a Agnelo.

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Os jornalões hoje repetem ainda a estratégia de levantar suspeitas sobre a casa de Agnelo Queiroz. Ora, em primeiro lugar, o caso não tem nada a ver com o esquema Cachoeira, então não é escopo da CPI. Se quiserem façam uma CPI da Casa do Agnelo. Para um profissional bem sucedido, médico, deputado federal, ministro, diretor de agência federal e depois governador, comprar uma casa própria para si próprio, com ajuda da esposa, no valor de 400 mil reais, não é evidentemente nenhum absurdo.

O caso Perillo é totalmente diverso. Ele vendeu a casa ao principal bandido investigado pela CPI! Carlos Cachoeira, o homem central da organização criminosa que é o foco da CPI, morava na casa que o governador lhe vendeu! Ou seja, a casa de Perillo tem obviamente ligação com o esquema Cachoeira. A casa de Agnelo, não.

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Assine a petição que pede à Justiça que não comete esse crime contra a democracia. Que não considere ilegal as escutas da Monte Carlo, o que praticamente anularia todo o inquérito e libertaria os principais bandidos.

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Quem só se informa pela “velha mídia” sabe tudo pela metade

15.06.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 14.06.12
Por Eduardo Guimarães
Quem ainda só se informa pelo que se convencionou chamar de “velha mídia” certamente ficou surpreso com o resultado da oitiva do governador de Brasília, Agnelo Queiróz, na sessão de ontem (13/06) da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga o envolvimento do chefe de quadrilha Carlos Augusto Ramos, o “Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados.
Antes de explicar o por que dessa surpresa poder sobrevir, um preâmbulo para quem venha a ler este texto fora do blog onde foi publicado originalmente e que não costuma se informar através dessa alternativa informativa que é a “blogosfera”.
Por “velha mídia”, entendam-se grandes jornais, revistas, telejornais e os mega portais de internet como UOL e G1, por exemplo. E o fato é que esses veículos vinculados a esquemas políticos e a interesses econômicos só contam o que querem. Às vezes, chegam até a mentir. Mas o mais comum é que omitam o que não querem que o público saiba.
Todavia, o pior da empulhação que propagam – e não só em política, ainda que principalmente em questões políticas – reside nas “análises” que, sob linguagem jornalística e garantias de isenção dos “analistas”, difundem um sem-número de meras invenções de jornalistas pagos para tentarem enganar o público e para direcioná-lo a conclusões precipitadas ou errôneas.
De volta à oitiva de Agnelo pela CPMI do Cachoeira, há que lembrar do que os analistas da “velha mídia” diziam sobre o governador de Brasília nos primeiros momentos do escândalo que está abalando a República. Segundo “analistas” de veículos como O Globo, Folha de São Paulo ou revista Veja, havia mais indícios de envolvimento de Agnelo com Cachoeira do que do governador de Goiás, Marconi Perillo.
Naquele momento, grande parte dos vazamentos das escutas da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, ainda não chegava aos grandes meios de comunicação. Isso porque estes tentavam impedir a instalação da CPMI do Cachoeira, uma iniciativa dos governistas, e, assim, tratavam de vender a tese de que a investigação recairia sobre o PT e seus aliados, apesar de que o principal flagrado pela investigação da Polícia Federal fora um dos nomes mais eminentes da oposição.
Nessa toada, a mídia tentava intimidar os parlamentares da base aliada do governo federal para que não apoiassem a abertura da investigação mostrando que a deturparia.
A “velha mídia” ocultou ou minimizou muitas das informações que já se tinha sobre Perillo, como as nomeações de membros da quadrilha de Cachoeira em seu governo, os negócios que o governador mantinha com o quadrilheiro, as ligações telefônicas entre eles etc. Enquanto isso, exacerbava menções inconclusivas a Agnelo nas escutas.
Instalada a CPMI, com a transmissão dos seus trabalhos pela TV Senado e pela Internet, a grande mídia teve que reconhecer que as garantias que seus “analistas políticos” deram de que havia mais evidências contra o governador de Brasília do que contra o de Goiás estavam erradas.
Jornalistas como Ricardo Noblat, Merval Pereira e Eliane Cantanhêde, entre outros, reconheceram o “erro”. Outros, como Reinaldo Azevedo, fizeram de conta que nada disseram. Todavia, agora não dava mais para esconder que evidências contra Agnelo nem se assemelhavam às que havia contra Perillo.
Agora que a CPMI se tornara um fato, era hora de tentar desmoralizar a investigação. Os mesmos “analistas” passaram a difundir um pseudo acordo entre governistas e oposicionistas que, por saberem-se todos igualmente envolvidos, haviam combinado de não convocar governador nem de um lado, nem do outro.
Ainda assim, a “velha mídia” conseguiu atrapalhar os trabalhos da CPMI, pois para mostrar que não havia acordo algum os governistas decidiram convocar os governadores extemporaneamente. Convocaram Perillo, contra quem as provas se avolumam, e, para mostrar que não tinham nada a esconder, aceitaram convocar Agnelo apesar de as evidências contra este serem débeis.
Antes da oitiva dos governadores, os tais “analistas” atacaram de novo. Novamente os governistas perderiam porque Perillo seria um mestre da oratória e Agnelo seria um inepto que iria gaguejar e se enrolar todo.
De segunda-feira para cá, porém, o que se viu foi muito diferente. O depoimento de Perillo foi marcado pela dubiedade. Deixou muito sem resposta e se valeu de uma verdadeira guerra travada pela bancada oposicionista na CPMI, que, aos berros, não deixava os governistas inquirirem o governador goiano.
A nebulosidade que marcou a oitiva de Perillo teve seu ponto alto na negação que fez do pedido do relator da CPMI de abrir mão dos seus sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático (e-mails e SMS’s), o que comprovou a suspeita de que tem o que esconder.
Mais uma vez contrariando a “velha mídia”, o depoimento de Agnelo surpreendeu a todos. Seguro, veemente e transparente, não se furtou a pergunta alguma. E coroou seu excelente desempenho oferecendo à CPMI o que Perillo negou: a quebra de TODOS os seus sigilos em qualquer período que se requeira.
Como não foi possível vincular o governador de Brasília ao objeto da investigação – o envolvimento com o esquema Cachoeira –, “velha mídia” e oposição apelam, mais uma vez, à desinformação, a qual, proximamente, será desmontada como foi todo o resto que tentaram vender em termos de empulhação.
Em primeiro lugar, tentam descaracterizar a transparência de Agnelo vendendo uma tese deformada, de que em novembro do ano passado o ministro Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a quebra dos sigilos de Agnelo entre 2005 e 2010 por conta de denúncias de desvios de verbas do Ministério do Esporte, quando foi ministro.
Em segundo lugar, “velha mídia” e oposição difundem uma distorção sobre imóvel que o governador de Brasília adquiriu há mais de cinco anos por R$ 400 mil e que, hoje, valeria R$ 2 milhões ou até mais. E dizem isso com base em achismos, sem respaldo algum de avaliações sérias.
O negócio não tem relação alguma com o esquema Cachoeira. Nem deveria ser abordado pela CPMI, pois o foco da investigação é a relação de agentes públicos e privados com o bicheiro. Mas, na falta de elementos que liguem Agnelo a ele, “velha mídia” e oposição buscam qualquer coisa que possam usar.
Mais adiante, tudo isso também irá virar nada.
Mesmo se fosse verdade que os sigilos TODOS de Agnelo já foram quebrados e que, portanto, ele não teria sido transparente, as análises da mídia esconderam ou minimizaram o fato de que após o gesto do governador de Brasília Perillo teria seus sigilos quebrados na marra porque 16 membros da CPMI assinaram o requerimento de quebra de sigilos dos dois.
Além disso, o STJ quebrou o sigilo bancário de Agnelo, sim, mas este ofereceu à CPMI TODOS os seus sigilos, ou seja, além do bancário, o sigilo fiscal, o telemático e, mais importante de todos, talvez, o sigilo telefônico. Fora o bancário, os outros sigilos de Agnelo não foram quebrados por aquela Corte.
Sobre a casa de Agnelo, uma rápida pesquisa na internet revela um fenômeno que se espalhou pelo Brasil nos últimos anos, mas que, na capital da República, foi mais intenso. O índice de valorização imobiliária em Brasília é de 40% ao ano. Ou seja: um imóvel adquirido na região por R$ 400 mil há mais de cinco anos, hoje facilmente chega a mais de R$ 2 milhões.
Detalhe: a casa foi comprada sem acabamento, ainda em construção.
É por isso, leitor, que, se você não lê a blogosfera, se confia apenas no que dizem impérios de comunicação que têm montanhas de interesses que nada têm que ver com jornalismo, eis a explicação do por que vem se surpreendendo com o sepultamento do que os tais analistas da “velha mídia” lhe venderam sobre a CPMI do Cachoeira.
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STF nega suspensão de processo contra Demóstenes no Conselho de Ética

15.06.2012
Do portal da Agência Brasil
Por Luciana Lima


Brasília - A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia negou hoje (15) o mandado de segurança impetrado pelo senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) para a suspensão do processo disciplinar contra ele no Conselho de Ética do Senado. Na decisão, a ministra rejeita os argumentos de cerceamento de defesa apresentados pelos advogados do senador.
De acordo com a ministra, os prazos a serem cumpridos no processo são regidos por regras do Senado e, por isso, não cabe interferência do Poder Judiciário.
"Tratando o item de controvérsia derivada, de interpretação de normas regimentais, sem a demonstração clara e objetiva de ofensa a direito subjetivo, está-se diante de matéria configuradora de ato interna corporis, imune ao controle judicial", diz o texto da decisão.
Os advogados do senador Demóstenes haviam alegado que houve ilegalidades nas interceptações telefônicas que estão sendo usadas como provas do envolvimento do senador com o grupo do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, suspeito de liderar um esquema de jogos ilegais em Goiás.
Eles argumentaram também que há indícios de fraude na edição das escutas e que, apesar dos pedidos para que o material fosse periciado, o Conselho de Ética alegou que as gravações não seriam usadas nas apurações, o que não está ocorrendo na prática.
Demóstenes é investigado por manter relações próximas com Carlinhos Cachoeira. Preso em Brasília, o empresário é investigado pela Polícia Federal por envolvimento com jogos ilegais e por comandar uma organização criminosa para subornar agentes públicos.
O processo no Conselho de Ética tem o objetivo de julgar se Demóstenes incorreu em quebra de decoro parlamentar em sua relação com Cachoeira. Caso o conselho considere que ele é culpado, Demóstenes poderá ter seu mandato cassado, em votação secreta, no plenário do Senado.
A leitura e a votação do relatório a ser apresentado pelo senador Humberto Costa estão marcadas para a próxima segunda-feira (18). Na terça-feira (12), o relator considerou a fase de instrução do processo encerrada.
Edição: Talita Cavalcante

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DITADURA MILITAR DE 64: USP quer Comissão da Verdade para investigar crimes cometidos dentro da universidade

15.06.2012
Do portal da Revista CartaCapital, 13.06.12
Por   Marcelo Pellegrini


os cerca de 500 desaparecidos políticos durante a ditadura, 40 eram funcionários, professores ou alunos da Universidade de São Paulo (USP). Devido à relevância da instituição naquele período da história do país, a USP pode ter uma Comissão da Verdade própria, nos moldes da Comissão Nacional da Verdade instituída pelo governo federal neste ano.
O primeiro passo para a instalação da Comissão da Verdade da USP foi dado na noite de terça-feira 12. Cerca de 500 pessoas se reuniram em um ato, no auditório da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), para pedir a criação da Comissão da Verdade da USP. Um abaixo-assinado está coletando assinaturas que serão enviadas ao Conselho Universitário da USP, provavelmente em agosto, pedindo a criação da comissão. Se aprovada, a Comissão da Verdade da USP elegerá seus integrantes entre funcionários, professores e alunos e eles poderão receber testemunhos e informações, convocar pessoas a prestar depoimento, além de requisitar documentos de todos os órgãos da Universidade, ainda que classificados como sigilosos.
Também será objetivo da Comissão da Verdade da USP investigar, especificamente, os crimes da ditadura cometidos contra os membros da universidade e sugerir reformas no Regimento Interno da instituição, redigido durante a ditadura. Os resultados do trabalho desta comissão serão compilados em um relatório que será publicado, amplamente divulgado e encaminhado às Comissões da Verdade já existentes e ao Ministério Público.
Apuração deve causar polêmica
Como no caso da Comissão Nacional da Verdade, a da USP deve causar polêmica. Presente no ato de lançamento da campanha, a professora de Filosofia Marilena Chaui disse que a verdade sobre o que ocorreu na USP durante o período deve ser revelada, bem como o envolvimento político de seus colegas. “Foram os civis acadêmicos da própria universidade que fizeram uma limpeza de sangue dentro da USP. Foram as congregações (de professores)”, afirmou a professora, sem revelar o nome de seus colegas. “Pessoas iam defender o retorno da democracia, quando sabíamos que aquelas pessoas eram cúmplices da ditadura. Isso não pode ficar impune”, completou.
Para a professora do Instituto de Psicologia da USP, Vera Paiva, filha do ex-deputado e desaparecido político Rubens Paiva (1929-1971), a Comissão da Verdade da USP servirá também para limpar a memória dos desaparecidos. “Essas pessoas (desaparecidos políticos) tinham um projeto democrático para o País e hoje são taxadas como terroristas”, disse. Segundo Paiva, é preciso reparar erros do passado e preservar a memória das pessoas que lutaram para construir um ambiente democrático. “É inaceitável a Congregação do Departamento de Química da USP dizer que a professora e desaparecida política Ana Kucinski abandonou o emprego, quando na verdade ela foi capturada pela ditadura”, disse.
Estatuto e expulsões
A reforma do Regimento Interno da USP, um desejo de muitos alunos, professores e funcionários, pode ser facilitada pelos trabalhos da Comissão da Verdade. Chaui teceu duras críticas às normas que regem a universidade e à gestão do atual reitor João Grandino Rodas. Para ela, a estrutura da USP é a estrutura que a ditadura introduziu com a Reforma Universitária, no mesmo ano do Ato Institucional número 5, e se cristalizou no estatuto da universidade. “Esse reitor foi formado no caldo da cultura da ditadura. Essa forma de gestão explica essa coisa inacreditável. Isso nem a ditadura fez: pôr a polícia dentro do campus para espancar os alunos.”
Outro ponto favorável à mudança no estatuto foi obtido na Justiça. No último dia 6, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo anulou o processo administrativo que determinou a expulsão do aluno do curso de Geografia da USP Yves Souzedo, em dezembro de 2011. No entendimento da juíza Alexandra Fuchs de Araújo, a expulsão apoiada no decreto 72 do Regimento Disciplinar da USP, redigido durante a ditadura, não é correta. “O Regimento contraria a Constituição, já que é originário de um momento em que não existia autonomia universitária”, disse Aton Fon Filho, advogado de Yves. A decisão foi considerada uma vitória por movimentos estudantis e de trabalhadores da USP, que esperam que este seja um primeiro passo rumo à reforma do Regimento Disciplinar da USP.

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Gurgel se esqueceu do Caixa 2 do DEMO/RN

15.06.2012
Do blog SINTONIA FINA


Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Daniel Dantas, o bom, trava uma longa batalha contra a Justiça do RN e o Caixa Dois do DEMO local.

Conversei pela manhã com a secretária de comunicação da Procuradoria Geral da República, Giselly Siqueira.


Ela me explicou que tem duas dificuldades principais com respeito a dar uma resposta em breve sobre o que foi feito acerca da investigação realizada pelo MPRN que indicou a prática de Caixa 2 pelo então PFL nas eleições de 2006. A primeira é que o acesso da assessoria a investigações sigilosas é restrito – e o caso pode ter sido investigado em sigilo.


A segunda é o fato de o PGR, Roberto Gurgel, ter sofrido um acidente doméstico e fraturado um braço na semana passada. Gurgel está afastado. Antes disso, o caso havia sido levado ao PGR por Giselly. Gurgel disse não se lembrar do que se trata, mas prometeu consultar sua assessoria jurídica. Com o afastamento, o PGR ainda não repassou a resposta à demanda para a secretária de comunicação.



O que chama a atenção é a informação de que um caso em que se implicam dois senadores do DEM – entre eles, o então líder do partido e seu atual presidente, José Agripino Maia – não seja lembrado por Robertp Gurgel. Na melhor das hipóteses, não houve atenção à gravidade do que foi remetido pelo Ministério Público do RN. E é melhor nem citar a pior das hipóteses.

PHA


Sintonia Fina

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Governador Eduardo Campos inaugura obras de recuperação e duplicação da PE-60

15.06.2012
Do blog ESTRADAS DE PERNAMBUCO, 05.06.12


O trecho da PE-60 na área urbano do Cabo de Santo Agostinho, recuperado pela Secretaria de Transportes, através do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), foi inaugurado pelo governador Eduardo Campos nesta terça-feira, 5 de junho. Na solenidade, o chefe do executivo estadual também inaugurou a duplicação da rodovia, no trecho que vai do Km 10,2 ao Km 13,0, em Suape, obra executada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico; e assinou o decreto que formaliza a Unidade de Conservação - Estação Ecológica Bita e Utinga, a maior unidade de preservação integral de Mata Atlântica do Estado de Pernambuco, gerenciada pela Secretaria de Meio Ambiente.
Participaram da solenidade, ocorrida às margens da PE-60, os secretários Isaltino Nascimento (Transportes), Geraldo Júlio (Desenvolvimento Econômico) e Sérgio Xavier (Meio Ambiente), a presidente do DER, Eryka Luna, e o prefeito do Cabo, Lula Cabral.
A reabilitação do trecho urbano da PE-60, no Cabo de Santo Agostinho, entre o km 0,0 e Km 10,2 (acesso a Suape), realizada pela Secretaria de Transportes, foi iniciada em setembro de 2011 e concluída no final de maio de 2012, tendo como finalidade restabelecer a trafegabilidade funcional com segurança e conforto da rodovia. O investimento final no trecho, no qual a média de tráfego é de 45 mil veículos/dia, foi de R$17.768.761,39.
Os principais serviços executados na pista foram: fresagem do revestimento antigo, reconstrução base de pavimento, reforço de base, recapeamento asfáltico, colocação de defensas metálicas e implantação sinalização vertical e horizontal. A empresa executora do serviço foi a Lidermac Construções e Equipamentos Ltda.
O governador Eduardo Campos destacou a importância das obras realizadas na PE-60 – restauração na área urbana do Cabo e duplicação no trecho de acesso a Suape. E lembrou que o desgaste da rodovia foi acelerado em função do fluxo e da carga de veículos recebidos nos últimos dois anos por conta do crescimento de Suape e ampliação do turismo na região, e pelo fato de a rodovia ter servido nos anos de 2010 e 2011, por mais de 8 meses, como rota alternativa para quem trafegava na BR-101 Sul, que ficou interditada por conta das enchentes ocorridas nos invernos daqueles anos.
“Nós recuperamos o trecho que já era duplicado na área urbana do Cabo e duplicamos o trecho que segue de lá até Suape, recuperando a trafegabilidade da via e dano conforto e segurança aos motoristas que trafegam na área”, enfatizou Campos.
O secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, informou que a pasta vem realizando e projetando outras intervenções na área do Cabo e de Ipojuca para ampliar as opções de mobilidade de quem trafega pelo Litoral sul do Estado. Ele destacou o estudo de duplicação da PE-28, que liga o Cabo a Gaibu, em curso no DER, bem como as obras para traçar ligações alternativas entre a BR-101 Sul e a PE-60, de forma a criar rotas alternativas para os motoristas e diminuir o fluxo na rodovia estadual. Ele citou ainda os projetos de duplicação da PE-60, nos trechos Suape-Ipojuca, e Ipojuca-Divisa Alagoas, e a implantação da PE-37, de Jussaral ao Cabo, esta última em curso.

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TURISMO: Roteiro de compras no Panamá

15.06.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO
Por  Thatiana Pimentel
Economia


Voo direto da Copa Airlines entre o Recife e a capital panamenha começa a operar no dia 24


Oposto de Miami como destino preferido de compras dos pernambucanos está ameaçado. Isto porque, a partir do próximo dia 24, a Copa Airlines começará a operar um voo direto Recife-Panamá, com partidas aos domingos, segundas, terças e sextas-feiras, sempre à 1h47min. Além de ter diversas lojas duty free (com redução de impostos) para escolher, os turistas ainda podem se esbaldar na segunda maior zona franca do mundo (perde apenas para a de Hong Kong), que é a Zona Libre de Colón. Há ainda os shoppings gigantes espalhados pela capital, Cidade do Panamá, cujos preços são cerca de um terço mais baratos do que aqueles praticados no comércio brasileiro.


Diferentemente da concorrente Miami, no Panamá os brasileiros não precisam de visto para entrar, apenas de passaporte. E se engana quem pensa que o comércio panamenho trabalha com pirataria ou empresas desconhecidas. As marcas comercializadas lá vão das nobres europeias Salvatore Ferragamo, Channel e Versace até as norte-americanas Ambercrombie & Fitch e Hollister. Por ser o primeiro voo da empresa partindo do Nordeste, a passagem está vendida por US$ 642 (R$ 1,3 mil). O preço promocional deve ser mantido nos próximos meses. É cerca de R$ 400 mais em conta do que o custo de uma passagem partindo do Recife, com escala em São Paulo, para o Panamá.

“Os passageiros terão aeronaves novas, com no máximo quatro anos e open bar. É uma alternativa à America Airlines, que é a operadora dos voos diretos Recife-Miami e tem aviões antigos e um serviço fraco”, comentou a agente de viagens Fátima Bezerra. Para Alessandra Tortora, gerente de vendas no Nordeste da Copa Airlines, o novo voo vai atrair turistas de férias, executivos e consumidores. “Fora o comércio rico, o país também abriga praias maravilhosas e um sítio histórico belíssimo. E por causa do canal do Panamá, a logística pode atrair os empresários pernambucanos que atuam em Suape e querem trocar experiências.” Os viajantes também poderão aproveitar os 64 destinos internacionais que têm voos partindo do Panamá, como Nova York, Cuba, México e a própria Miami.

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Fonte:http://www.impresso.diariodepernambuco.com.br/cadernos/economia/capa_economia/

Vladimir Safatle: Indiferença

15.06.2012
Do VI O MUNDO, 12.06.12
Por Vladimir Safatle, na Folha de S. Paulo

No último domingo, Caetano Veloso escreveu uma crítica em sua coluna de “O Globo” a respeito de meu livro: “A Esquerda que Não Teme Dizer seu Nome” (Três Estrelas, 88 págs.). Sua crítica me fez perceber que talvez não tenha me expressado com suficiente clareza a respeito de posições que considero fundamentais.

Por isso, peço a permissão dos leitores para falar na primeira pessoa e voltar a certos pontos que escrevi.

O livro visa defender duas posições maiores para a esquerda: o igualitarismo e a centralidade da soberania popular. Caetano critica minha maneira de defender o igualitarismo, vendo nisso um arcaísmo. Para ele, tal igualitarismo não seria muito diferente do tom opressivo da esquerda “indiferente” e “universalista” de sua juventude. Esquerda para quem questões de raça, sexo, nacionalidade e estética eram diversionismo que nos desviariam da revolução.

Caetano lembra, com razão, de como Salvador Allende não mexeu em leis que criminalizavam o homossexualismo e impediam o divórcio.

Longe de mim querer diminuir a importância dos apelos de modernização social embutidos em demandas de reconhecimento da diversidade de hábitos e culturas. Estas são questões maiores, por tocarem diretamente a vida dos indivíduos em sua singularidade. Não se trata de voltar aquém das políticas das diferenças e de defesa das minorias. Trata-se de tentar ir além.

Quando afirmo que devemos ser indiferentes à diferença é por defender que a vida social deve alcançar um estágio no qual a diferença do outro me é indiferente. Ou seja, a diversidade social, com sua plasticidade mutante, deve ser acolhida em uma calma indiferença. Que para alcançar tal estágio devamos passar por processos de abertura da vida social à multiplicidade, como as leis de discriminação positiva. Isso não muda o fato de não querermos uma sociedade onde os sujeitos se atomizem em identidades estanques e defensivas. Queremos uma política pós-identitária, radicalmente aberta à alteridade.

Um exemplo: discute-se hoje o direito (a meu ver, indiscutível) de homossexuais se casarem. Mas por que não ir além e afirmar que o ordenamento jurídico deve ser indiferente ao problema do casamento?

“Indiferença” significa, aqui, não querer legislar sobre as diferenças. Ou seja, por que não simplesmente abolir as leis que procuram legislar sobre a forma do casamento e das famílias, permitindo que os arranjos afetivos singulares entre sujeitos autônomos sejam reconhecidos? Não creio que isso seja arcaísmo, mas o verdadeiro universalismo.

Por fim, Caetano diz que tenho “cabeça de concreto armado”. Gosto da ideia. Niemeyer nos mostrou como se pode fazer curvas e formas inesperadas com o concreto armado.

Leia também:


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Aliados de João da Costa defendem a unidade do PT em torno de Humberto Costa

15.06.2012
Do blog de INALDO SAMPAIO
Por Inaldo Sampaio

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A deputada Teresa Leitão (PT) e o ex-presidente regional do PT, Jorge Perez, defenderam nesta sexta-feira a unidade do partido em torno da candidatura do senador Humberto Costa à prefeitura do Recife.
Ambos ficaram ao lado do prefeito João da Costa nas prévias que foram anuladas pela executiva nacional do partido.
Agora, no entanto, com a decisão do PSB lançar candidato próprio, exatamente porque o PT está dividido, Teresa e Perez passaram a advogar a tese de que todos devem se juntar em torno de Humberto.

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Internet supera jornais e já é segunda mídia no País: Por essa o PiG não esperava


15.06.2012
Do blog TERROR DO NORDESTE,14.06.12

De acordo com estudo do Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil), publicidade online cresce em velocidade superior à do mercado

De acordo com o estudo "Indicadores de Mercado", elaborado peloInteractive Advertising Bureau (IAB Brasil), a Internet superou os jornais e já é a segunda mídia no Brasil (atrás apenas da TV aberta), alcançando 12% do total (display+search).

Os dados são referentes aos três primeiros meses de 2012 e mostram que a Internet faturou mais de 840 milhões de reais, sendo 512 milhões em search (sites de busca) e 330 milhões em display (banners em site). Em 2011, esses números foram, respectivamente, de 1,88 bilhão de reais e 1,45 bilhão.

Segundo Ari Meneghini, diretor executivo do IAB Brasil, a Internet já é o meio mais utilizado pelos anunciantes, ficando atrás somente da TV aberta. “A mídia digital está mostrando seu potencial e se consolidando como uma das alternativas mais lucrativas para as empresas anunciarem seus produtos e serviços. O IAB estimou que o mercado brasileiro fechará o ano com participação de 13,7% e este desempenho no primeiro trimestre só confirma a nossa projeção”, completa.

De acordo com a pesquisa, a Internet tem 60% de penetração nas regiões metropolitanas do Brasil. O IAB diz que, em todos os países onde esse índice superou os 40%, os anunciantes migraram para a mídia digital.

Nos países desenvolvidos, a mídia online responde por 20% do mercado publicitário, em média. Na Inglaterra, ela chega a quase 32% do total.

Inter-Meios

De acordo com dados do Projeto Inter-Meios, a mídia internet está atrás apenas de Revista (360 milhões), Jornal (777 milhões) e TV Aberta (4,26 bilhões).

No entanto, o Inter-Meios não considera o mercado de search.

A diferença entre Internet e Revistas, no entanto, caiu de 93 milhões de reais no primeiro trimestre de 2011 para 30 milhões este ano.Uol.
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Eduardo avisa a Humberto que PSB só aceita o PT na vice

15.06.2012
Do BLOG DO JAMILDO, 
Por Sheila Borges

Do Jornal do Commercio

Apesar da intensa movimentação do senador Humberto Costa (PT) nas últimas horas para mostrar ao PSB que tem condições políticas de unir a Frente Popular e disputar a Prefeitura da Cidade do Recife, o governador Eduardo Campos não vai recuar e já decidiu: até quarta-feira (20) lançará o nome do pré-candidato do PSB à PCR.
 
Esse anúncio ocorreria na segunda-feira (18), mas foi adiado por conta do cancelamento do encontro que manteria nesta sexta-feira (15) com o ex-presidente Lula em São Paulo. Para compor com o PT, a proposta de Eduardo é inverter a atual dobradinha. O PSB, que indicou o atual vice-prefeito – Milton Coelho – ficaria agora na cabeça da chapa, enquanto o PT – que tem o prefeito João da Costa – ficaria com a vaga do vice.
 
Essa proposta foi colocada pelo governador para o senador Humberto Costa nesta quinta-feira (14) em Brasília. Os dois conversaram no final da tarde - Eduardo seguiu para Brasília depois de passar o dia no Rio.
 
Se não for possível ao PT aceitar a sugestão, Eduardo vai lembrar a Lula que nas eleições estaduais de 2006 a Frente Popular saiu com dois candidatos, ambos com apoio do ex-presidente: ele próprio (Eduardo, que passou para o segundo turno e elegeu-se governador) e Humberto. Dirá também que o próprio PT, a cada dia que passa, dá mais argumentos para que a sua tese se fortaleça: a de que a sociedade cansou da briga interna petista. Após a conversa com Lula, indicará o candidato.
 
Dos nomes do PSB colocados à disposição da Frente Popular para ser o candidato, dois crescem na bolsa de apostas para a disputa no Recife: os dos ex-secretários Danilo Cabral e Geraldo Júlio.
 
Leia mais na edição do Jornal do Commercio desta sexta (15).

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