sábado, 9 de junho de 2012

MERCOSUL: Brasil assume a presidência do Mercosul


09.06.2012
Do portal da Agência Brasil, 08.06.12
Por Daniella Jinkings

Brasília - O Brasil assumiu hoje (8) a presidência pro tempore do Mercosul. Até o fim deste ano, caberá ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, coordenar conferências e grupos de trabalho que tratam de assuntos como segurança pública, gestão integrada de fronteiras e migração na região do Mercosul.

De acordo com o Ministério da Justiça, Cardozo dará continuidade às atividades de integração dos países, com ênfase no combate à criminalidade e no fortalecimento do acesso à Justiça. Além disso, os países devem ainda fortalecer as ações conjuntas com o objetivo de combater crimes como o narcotráfico e o tráfico de pessoas.

Um congresso envolvendo os Poderes Executivo e Judiciário dos países integrantes do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) vai discutir diagnósticos, análises e possibilidades sobre o tema. Segundo o Ministério da Justiça, data para o encontro entre os países ainda não foi definida.

A presidência do Mercosul é rotativa. A cada semestre, um dos quatro países assume a função.

Edição: Rivadavia Severo
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FALSOS MORALISTAS DA POLÍTICA NACIONAL: Partidos não têm autoridade para disputar hegemonia moral

09.06.2012
Do blog TECEDORA, 08.06.12
Por @Bob_Fernandes



Há 11 meses PSDB e DEM protocolaram na Procuradoria-Geral da República um pedido para investigar corrupção no Ministério dos Transportes. Entre os citados, o então ministro Alfredo Nascimento e o deputado Valdemar Costa Neto. Ambos do PR. Há três dias, o PSDB de José Serra selou aliança com o mesmo PR do mesmo Valdemar Costa Neto. E com a presença do mesmo Alfredo Nascimento, agora ex-ministro, na cerimônia do acordo.

O governador Perillo, do PSDB de Goiás, está cada dia e cada noite mais enroscado na CPI Cachoeira/Demóstenes. A ponto do líder do PSDB e integrante da CPI, Alvaro Dias, dizer:
- Perillo já foi atingido, mas vai esclarecer a compra da casa. 

Na fila da CPI, outro enroscado: Agnelo Queiroz, governador do PT em Brasília.

E assim a CPI segue no seu movimento pendular. Na sua política de redução de danos. Do tipo "se pegar um meu, eu pego um seu". Não faltará o que pegar se e quando forem abertas as contas da Delta em todo o país. A Delta está nas obras do PAC. A Delta está nas obras de governadores dos principais partidos. Mas não é só a Delta.

Há um ano Luis Antonio Pagot foi demitido do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), no mesmo Ministério dos Transportes. Na revista IstoÉ desta semana, Pagot afirma que empreiteiras foram "convidadas" a fazer caixa para a campanha de Dilma em 2010. Segundo Pagot, o caixa se encheu. Segundo Pagot, Caixa 1; dinheiro legal, declarado, e não Caixa 2…, mas com o pires rodando entre as empreiteiras.

O mesmo Pagot disse: "Todos os empreiteiros do país sabiam que o Rodoanel financiava a campanha de Serra em 2010". Serra negou, e o PSDB anuncia processo contra Pagot. O PT também negou. 

Quem acusa tem que provar o que diz. Essa é uma regra básica do Direito. Acusados não são culpados até prova em contrário. Pena que na política brasileira essa regra, a da presunção da inocência, só é, só seja invocada quando o acusador se torna alvo.

Lembremos a queda do ex-ministro dos Esportes, Orlando Silva: o policial João Dias, então, disse à revista Veja que existia um vídeo com o ministro recebendo dinheiro numa garagem do ministério. O vídeo, ao menos o vídeo, não existia, ninguém viu. Mas a onda foi enorme. E Orlando Silva foi tragado.

Mensalão do PT, mensalão do DEM em Brasília, mensalão do PSDB em Minas, a Delta, o Cachoeira, o Demóstenes, o Perillo e o Agnelo, os guardanapos do Sergio Cabral em Paris, a marginal do rio Tietê, o Rodoanel…

Tudo isso a ser julgado, ou ainda investigado. Enquanto não se prova culpa ou inocência dos envolvidos, nas eleições deste ano pense e discuta… a sua cidade. 

Atentem para os currículos, ou prontuários em alguns casos, mas não embarquem no discurso moralista do partido A, B ou C. Pelo rumo dos ventos e dos eventos, pelo que cada partido diz e aponta sobre o outro, até prova em contrário nenhum deles têm autoridade para disputar hegemonia moral.


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NEONAZISMO GREGO: Deputado neonazista agride mulheres durante debate televisionado

09.06.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 08.06.12

Membro de partido neonazista grego agride duas deputadas em debate pela TV. Ilias Kasidiaris jogou um copo d’água em representante da Syriza e deu socos em líder comunista

neonazista grécia
Ilias Kasidiaris agride mulheres ao vivo e causa revolta na Grécia
O deputado grego Ilias Kasidiaris, do partido neonazista Amanhecer Dourado, agrediu nesta quarta-feira duas deputadas de esquerda durante um programa de TV ao vivo pela rede Ant1, causando indignação de toda a classe política do país. Os parlamentares participavam de um debate a respeito das próximas eleições legislativas, que serão disputadas no dia 17 de junho.
Em uma discussão que já estava bem quente, Kasidiaris se irritou quando a deputada Rena Dourou, da Syriza (Coligação da Esquerda Radical) mencionou um processo judicial em que ele é acusado de assalto a mão armada. A ação havia sido reaberta nesta quarta-feira, mas foi adiada para o dia 11 de unho, uma semana antes da eleição.
Após gritar muito, Kasidiaris levantou-se, passou a insultar a deputada Rena, chamando-a para a briga, e jogou água em seu rosto. Revoltada, outra deputada, Liana Kanelli, do KKE (Partido Comunista da Grécia) levantou-se protestando, etntando impedi-lo com um maço de papel. Kasidiaris a empurrou, e depois a agrediu com três socos. Nesse meio tempo, o apresentador do programa, Giorgios Papadakis, tentava impedi-lo, sem sucesso. Kasidiaris teria sido levado a um estúdio a portas fechadas, mas conseguiu fugir.

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Não satisfeito, Kasidiaris ligou depois para a rede de TV, acusando Kanelli de tê-lo agredido primeiro. Ainda ameaçou processar a televisão por “manipulação de imagens”.
A procuradora Elena Raikou pediu a prisão de Kasidiaris por “tentativa de infligir perigoso dano corporal“. Como o Parlamento grego está oficialmente dissolvido, ele não goza de imunidade parlamentar e pode ser preso caso o pedido seja aceito pela Justiça.
O Amanhecer Dourado obteve inéditos 7% na eleição em 6 de maio, conseguindo ultrapassar a cláusula de barreira e eleger 21 representantes. Como não foi possível a formação de um governo de coalizão, a Presidência convocou novas eleições foram para o mês seguinte. Os neonazistas, segundo as últimas pesquisas, podem conseguir representatividade novamente, mas com menos representantes.

Revolta

O episódio causou revolta em todos os demais partidos gregos. O governo provisório grego condenou a agressão. “O mínimo que se pode esperar de um cidadão democrático é a condenação categórica deste ato do Amanhecer Dourado”, disse o porta-voz do governo, Dimitris Tsiodras, em comunicado.
“O ataque levou a público algo que já era amplamente sabido: a verdadeira face dessa organização criminosa”, disse um comunicado da Syriza.
Após sofrer a agressão, Liana Kanelli disse que o comportamento de Kasidiaris mostra porque os gregos que votaram no partido de extrema-direita devem reconsiderar sua posição nas próximas eleições. O Pasok (Partido Socialista Pan-helênico) fez o mesmo pedido, através da porta-voz Fofi Gennimata: “Pedimos aos cidadãos que votaram na Aurora Dourada que reconsiderem seu voto”.
O Nova Democracia, representante da direita conservadora, afirmou que o ocorrido é “uma vergonha para a sociedade e para o sistema político” do país.

Em outro mundo

Por sua vez, o Amanhecer Dourado, em comunicado, não criticou a atitude de seu representante: “Continuaremos a luta pelo movimento de um forte nacionalismo contra todos e, naturalmente, contra esses órfãos de Marx, que dominam as aparições nos canais de TV e fazem um jogo de propaganda suja. (…) Se quiserem que condenemos nosso co-lutador por um verdadeiro momento infeliz, deveriam primeiro condenar os insultos e o ataque de Liana Kanelli, caso contrário, não passam de um bando de hipócritas seguindo ordens”.
Opera Mundi

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Santayana: crise da razão e a destruição do mundo

09.06.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 08.06.12
Por Paulo Henrique Amorim



Extraído do JB online:


A crise da razão e a destruição do mundo


por Mauro Santayana


Grandes pensadores, e não apenas os sacerdotes menores, recorrem ao mito de Adão, a fim de associar o  fim da inocência ao pecado. Uma teologia mais alta repelirá a idéia ortodoxa: Deus, existindo, não criaria seres dotados das sementes da inteligência para serem parvos. Ao dotá-los da mente, dotou-os, naturalmente, da dúvida e da busca da verdade. Da busca da verdade, ainda que não do encontro desta mesma verdade. A verdade absoluta, como todas as idéias que ocupam a inteligência do homem, é uma categoria de fé. Apesar da advertência de que só ela nos libertará, nunca a teremos, a não ser cada um de nós em sua própria fé. Aquilo em que cremos – mesmo a dúvida – é a nossa verdade.


Em todos os tempos, convivemos com o conflito entre os grandes pensadores e os reitores das sociedades políticas. O poder – e a tese se alicerça nos fatos históricos – sempre esteve associado ao medo, à loucura e à fome do ouro. Cabe, assim, aos que pensam, moderar os desatinos dos poderosos e – quando a situação de insensatez chega ao insustentável – favorecer o retorno à normalidade. Esse retorno se faz com as revoluções, não necessariamente sangrentas. Na visão de Vitor Hugo – e a citação é sedutora – o poder muitas vezes se sustenta em ficções rendosas, e a tarefa da revolução é a de promover o retorno da ficção à realidade.


A realidade está submetida à necessidade, que é a grande legisladora, e que atua, de tempo em tempo, para corrigir os seus desvios, ou seja, restituir o real ao campo do necessário. É assim que podemos pensar um pouco na questão chave de nossos dias,  a da preservação da vida na Terra.


Uma inteligência do Universo, se houvesse alguma além dos homens – mesmo sendo a divina – talvez chegasse à conclusão de que a espécie humana perdeu a sua razão de ser. A mente dos homens – seu atributo maior – abandonou a sua razão essencial, que era a de contemplar o mistério do universo, tanto nas grandes constelações e galáxias, como no vôo de um inseto e buscar o seu sentido. Ao contrário, vem pretendendo fazer do Universo um submisso servidor.


O homem não convive mais com o mundo, mas o agride com a plena consciência do crime. Ele pode, e deve, usufruir dos bens do planeta, mas não destruí-los, sem que se destrua a civilização que conhecemos. Há uma razão para que a visão estética do mundo e a construção de planos mentais se reúnam no vocábulo grego teoria, contemplação. Conciliar a contemplação do mundo com o projeto, que transforma o homem em criador e êmulo da natureza, é associar a idéia do desígnio, de Prometeu, à da esperança, de Epimeteu.


Há quarenta anos que a comunidade internacional se reúne periodicamente, para discutir o estado do planeta. Este Jornal do Brasil, ao noticiar a Primeira Conferência do Meio Ambiente, realizada em Estocolmo, em 1972, deu às matérias um titulo geral que continua válido: A Terra está doente. A agressão continua, até mesmo no simulacro de providências, que agravam o problema, em lugar de resolvê-lo, como as ONGs e os protocolos daqui e dali, para iludir os bem intencionados e fazer a fortuna dos espertos.


A ciência em pouco tem contribuído para resolver o problema. Ao contrário, as grandes descobertas científicas, sobretudo as do campo da química e da bioquímica, têm agravado o quadro de caquexia geral do planeta – como é o caso dos defensivos agrícolas e da engenharia genética, com as sementes transgênicas. As multinacionais do agronegócio, que criam sementes transgênicas e agrotóxicos assassinos, se associam aos gananciosos produtores de grãos, senhores de vastas extensões de terras férteis.


Esses empreendedores, se optassem por uma agricultura mais racional, teriam, segundo alguns especialistas, mais retorno econômico e preservariam o solo, as águas, o meio ambiente, enfim, o futuro. Um exemplo da insensatez da tecnologia capitalista na produção rural é o caso da superprodução de leite na Europa, com vacas alimentadas com proteínas vegetais – como a soja – importadas dos paises em desenvolvimento. Com o excesso, produzem leite em pó, que é depois reconstituído para alimentar os bezerros – e liberar mais leite para o mercado, ou seja,  para a superprodução e o retorno aos bezerros. É o lucrativo ciclo da insensatez.


A razão capitalista impede que esse leite possa salvar da morte milhares de crianças na África. É provável que nessa razão prevaleça a idéia dos clubes de blidelberg do mundo (que são vários) de que o planeta  será muito melhor e mais saudável  sem os pobres.


Entre outras formas de tornar impossível a sobrevivência dos homens e de outras manifestações de vida no planeta, encontra-se, em primeiro lugar, esse modelo de produção de nossos dias, que se revela no prefixo trans. É um recurso da tecnologia, como tantos outros, para servir ao lucro imediato, à fome do ouro, a que se refere Lucrécio.


A Conferência que se abre no Rio não conduzirá a resultados realmente importantes se for movida pela idéia de que a ciência e os bons sentimentos poderão salvar o mundo. A questão é política, de poder. E enquanto o poder estiver, como está hoje, na mão dos banqueiros e dos grandes conglomerados industriais, que controlam as universidades, os laboratórios de pesquisas, os grandes meios de informação universal,  e remuneram cientistas, tecnólogos e, sobre todos eles, os políticos e os policy makers, o planeta continuará a ser deliberadamente assassinado, em benefício de algumas famílias. Elas mesmas já desertaram da espécie humana e, em seu egoísmo doentio, vivem as ficções rendosas.


O mundo está à espera de que a necessidade imponha aos homens a ação imediata para o retorno à realidade, enfim, à normalidade, à solidariedade que salvará o planeta. E convém lembrar que norma, em latim, é a denominação do esquadro, que marca o ângulo reto, princípio imemorial das construções sólidas.


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OS MALES DA PRIVATIZAÇÕES: Catastroika 2012

09.06.2012
Do blog TUDO EM CIMA, 08.06.12
Postado por 



Neste novo documentário dos mesmos autores de Dividocracia, podemos constatar como se originou a política global de privatizações em massa, com a aplicação dos métodos muito bem relatados por Naomi Klein em seu conceituado livro A doutrina do choque.

Podemos ver que, para implementar o propalado modelo de "Estado mínimo", é preciso usar ao máximo a força do Estado, especialmente forças militares e policiais, para vencer as enormes resistências de grande parte da população. Ou seja, os defensores do "Estado mínimo" apelam para o Estado máximo para impor suas condições a toda a sociedade.

A partir dos postulados do neoliberalismo, entenderemos que o Estado só deverá manter-se afastado na hora da apropriação dos recursos gerados pelo conjunto da nação (para evitar que os mesmos caiam nas mãos erradas da maioria). Estes recursos devem sempre ficar à disposição dos grupos econômicos (especialmente os representantes do capital financeiro) que de fato comandam o Estado. A participação estatal na questão da distribuição da renda só será admitida (e, na verdade, exigida) quando o modelo entrar em crise e gerar situações que ponham em risco os interesses dos grupos econômicos dominantes. Aí, sim, o Estado precisa desempenhar um papel de primeira linha e deve atuar para fazer com que o conjunto da sociedade assuma os custos da crise originada pelas ações especulativas daqueles que vinham se beneficiando do sistema.

O documentário nos mostra em detalhes como se gestou a crise na Grécia. Também nos deixa muito claro que permanece plenamente em vigor a máxima do neoliberalismo econômico, a qual reza que: "Todo lucro deve sagradamente ser apropriado de forma privada, e todos os prejuízos que surjam desse processo de apropriação devem necessariamente ser assumidos pelo conjunto da sociedade".

Em outras palavras, o neoliberalismo defende a ideologia robinhoodiana com sinal trocado: "Tirar dos pobres para servir aos ricos".

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JORNALISMO DE ESGOTO, MORTE ANUNCIADA: A Veja e o suicídio pela palavra

09.06.2012
Do BLOG DO MIRO, 
Por  Lúcio Flávio Pinto, noObservatório da Imprensa:


Veja, uma das cinco revistas semanais de informações mais importantes do mundo, levou 2.272 edições, em 44 anos de circulação, para cometer o maior “nariz de cera” da sua história, do jornalismo brasileiro em muitos anos e talvez da imprensa mundial. Sua matéria de capa do último número, com data de 6/56/2012, abre com 98 linhas da mais medíocre “encheção de linguiça”, como se diz “no popular”.

Se tivessem mesmo que sair, esses quatro enormes parágrafos, numa matéria de apenas oito períodos, tirando boxes e penduricalhos outros para descansar a vista (e relaxar a cabeça), caberiam na Carta ao Leitor, espaço reservado à opinião do dono. Mas lá já estava o devido editorial da “casa”, repleto de adjetivações e subjetividades, conforme o estilo.

A tarefa do repórter Daniel Pereira não era competir em fúria acusatória com a voz do dono, mas dar-lhe – se fosse o caso – suporte informativo. Sua matéria devia conter fatos, que constituem a arma de combate do repórter, infalível diante de qualquer assunto sob sua investigação.

Ao invés disso, metade da sua falsa reportagem, com presunção de trazer novidades e gravidades suficientes para merecer a capa da edição, é um rosário de imprecações opiniáticas, no mais grosseiro e primário estilo, num desabamento de qualidade em relação à Carta ao Leitor.

História desrespeitada

Em tom professoral digno de um sábio de almanaque Capivarol, o editor da sucursal de Brasília, distinto e ilustre desconhecido (ainda, claro), faz gracejo insosso com o fracasso da estratégia de Lula de usar a “CPI do Cachoeira” como manobra diversionista para tirar o foco do julgamento dos integrantes da “quadrilha do mensalão”.

Tentando reparar o efeito inverso gerado pela iniciativa, Lula procurou o ministro Gilmar Mendes, do STF, para um acerto, “movimento tão indecoroso que, ao contrário do imaginado pela falconaria petista, se voltou contra o partido”, sentencia o jornalista.

Não sou petista. Nunca fui. Também não sou nem nunca serei filado a qualquer partido político, enquanto minha profissão me conceder um espaço para opinar e interpretar. É onde faço política: tentando armar o meu leitor para ter sua agenda atualizada aos grandes temas ao alcance da sua vontade.

Votei uma única vez em Lula para presidente da República, na primeira tentativa dele, contra Collor, em 1989. Ninguém encontrará um artigo de louvor a ele no meu Jornal Pessoal. Como não moro em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro ou Belo Horizonte, mas em Belém do Pará, distante dois mil quilômetros da capital federal, não me atrevo a escrever reportagens a respeito dele.

Para isso, precisaria estar em contato com pessoas do centro do poder, testemunhar acontecimentos, criar fontes com acesso às informações diretas. Mas minhas análises, feitas à distância, não ultrapassam o limite da possibilidade de demonstrar com fatos o que digo. E só digo o que os fatos me autorizam.

Ao autorizar um repórter, encarregado de produzir uma reportagem, que requer tudo que está fora do meu alcance, justamente porque não disponho dos recursos ao alcance de Daniel Pereira, Veja mostra que não respeita a si, aos seus jornalistas e ao leitor. Desrespeita a própria história, que a fez ocupar um lugar tão destacado na imprensa mundial e ter-se estabilizado há muitos anos em 1,2 milhão de exemplares de tiragem.

Alma vendida

O respeito e a admiração que as pessoas têm hoje pelos jornalistas da TV Globo era o mesmo, com outra substância, do início dos anos 1970, quando Veja se consolidou como a mais importante novidade na imprensa brasileira. Antes de passar a trabalhar na revista, via-me diante de humilhação partilhada por repórteres das outras publicações, como as minhas. Depois de dar entrevista coletiva, o personagem da reunião se desculpava e atendia à parte o representante de Veja, que costumava assistir calado ao pingue-pongue de perguntas e respostas entre os colegas e o entrevistado.

Mas não ficávamos furiosos ou nos revoltávamos pelo privilégio dado ao concorrente. Veríamos, quando a revista circulasse, que o tratamento diferenciado tinha uma motivação fundamentada na qualidade do trabalho da revista. Por opção editorial, as matérias não eram assinadas. Mas tanto os profissionais que iam às ruas atrás das notícias eram bons como ótimos eram aqueles que reescreviam tudo na redação, estabelecendo uma homogeneidade de alto nível em todos os textos, do primeiro ao último.

Essa boa novidade levou ao exagero da padronização, logo corrigido pela liberação dos freios da centralização: cada jornalista pode desenvolver seu estilo e as matérias começaram a sair assinadas.

Muitas das matérias que forniram as páginas da revista eram do melhor jornalismo, vizinho dos textos de autores da melhor literatura. Tanto pelo domínio do vernáculo como pela consciência de que jornalismo é a vida pulsando todos os dias em sua materialização factual, sempre sujeita ao humano, demasiado humano (o que serviu de halo para o “novo jornalismo” americano).

Com a sucessão de textos do tipo que agride a essência do jornalismo já há bastante tempo, Veja está prestando um grave desserviço ao Brasil, a pretexto de brecar o avanço do “lulismo” tirânico e irresponsável. Está fazendo o país retroceder a um jornalismo praticado até seis décadas atrás, quando o Diário Carioca introduziu o lide no manual de redação jornalística. Sucederam-se a partir daí os aperfeiçoamentos que Veja consolidou.

A começar pelo curso de formação que deu aos seus futuros integrantes antes de começar a circular, uma revolução em matéria de recrutamento de quadros. E pelo elevado padrão de profissionalismo que estabeleceu, tornando-se uma meta para todos aqueles que queriam avançar no seu ofício e ter uma vida digna, decente e confortável – conquistas das quais só a última era frequente, à custa da venda da alma ao diabo; até Veja demonstrar que jornalista também pode ganhar bem sem se prostituir.

Efeito Jim Jones

É profundamente lamentável que essa mesma revista esteja agora, num paroxismo editorial difícil de explicar e mais difícil ainda de entender, renunciando a todas essas conquistas para se entregar a uma voragem de apoplexia palavrosa, se a tipologia cabe nessa forma surpreendente de patologia. Lula pode sobreviver a esse tipo de vírus. O jornalismo, não.

Querendo ser a coveira de um líder político esquivo e ambíguo, Veja está, na verdade, cometendo um haraquiri patético, capaz de arrastar consigo muito mais gente do que a que sucumbiu sob outro desses líderes em transe: Jim Jones.

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BRASIL QUE VAI: O cacique Serra pela ótica de um estudioso

09.06.2012
Do blog BRASIL QUE VAI, 08.06.12


Às vezes uma réstia de luz penetra nas cavernas escuras da mídia para iluminar algumas verdades que são aparentes apenas àqueles que se dedicam à tarefa cotidiana de coligir e confrontar informações na imprensa, passando ao largo das análises carrancudas dos articulistas oficiais da grande imprensa e de seus avatares no telejornalismo.
Desse raro atributo de esclarecimento está revestido o artigo assinado pelo cientista político Claudio Gonçalves Couto (transcrito abaixo) da FGV, na edição do jornal Valor Econômico que circulou no feriado de Corpus Christi. O texto fala de uma questão de mérito, o que diferenciaria a influência política do puro caciquismo na prática de lideranças políticas?
Pra desvendá-la confronta dois episódios recentes da cena política nacional: a iniciativa do ex-presidente Lula da Silva de apoiar para candidato a prefeito da maior cidade do País o nome de alguém jejuno em disputas eleitorais, seu ex-ministro Fernando Haddad, em detrimento do nome consagrado da senadora Marta Suplicy; e a decisão do ex-governador José Serra  de apresentar seu nome à mesma disputa eleitoral.
Para surpresa daqueles que se acostumaram às versões de matiz conservador predominantes na imprensa e na mídia, as quais associam os atos de Lula ao personalismo autoritário de um líder sindical e os gestos de Serra à capacidade estratégica de um exímio acadêmico, o autor do artigo mostra a diferença entre os dois políticos atribuindo ao ex-presidente o perfil de líder renovador e ao ex-governador o de cacique que violenta a vontade de seu partido e sufoca-lhe a capacidade de renovação.
Os argumentos alinhavados pelo professor valem por certo bem mais que as precedentes ponderações, que bem poderiam ser omitidas.                                                                           
Sobre caciques e partidos
Por Cláudio Gonçalves Couto
A birra de Marta Suplicy, ausentando-se do ato de lançamento da candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, enseja uma boa oportunidade para discutir o papel das lideranças individuais nos partidos políticos. Ela serve para mostrar que o caciquismo é um fenômeno mais complexo do que sugerem análises apressadas sobre a influência de certas lideranças na definição dos rumos das organizações partidárias. Quanto a isto, um aspecto ganha relevo: enquanto alguns líderes criam sucessores, atuando na produção ou reforço de novas lideranças (crucial para a sobrevivência organizacional), outros embotam essa criação, contribuindo para a esclerose organizacional.
O problema é distinguir entre caciquismo - um tipo de liderança que subjuga a organização à vontade pessoal inquestionável do líder - e influência. Uma liderança influente no partido logra convencer os correligionários, sem contudo impor-lhes decisões inquestionáveis. Assim, se a persuasão é requisito para a obtenção de anuência, não há caciquismo. Trata-se de diferença de grau, que ultrapassados certos limiares se converte em distinção de natureza.
Há situações nas quais se migra, ao longo do tempo, de um estado para outro. Assim, caciques podem converter-se apenas em lideranças influentes, seja por que se debilitam ou ajustam a conduta, seja porque um reforço organizacional do partido lhes reduz o espaço para o arbítrio. Inversamente, líderes influentes podem, em certas conjunturas, tornar-se caciques; algo mais provável em organizações partidárias frouxas ou enfraquecidas - o que não é a mesma coisa.
Caciques são os que se colocam acima do partido
Para existir, o cacique necessita do apoio de um subconjunto organizacional dentro do partido: sua entourage, uma facção majoritária ou posições-chave na burocracia. Assim, enquanto o partido como um todo é fraco organizacionalmente, esse subgrupo é relativamente forte, impondo a vontade de seu líder. Contudo, há uma condição principal, decisiva distinguir o caciquismo da influência: o cacique subordina os interesses da organização aos seus próprios; é o projeto pessoal do cacique que sempre prevalece sobre o do partido - e mesmo sobre o de sua claque.
Há quem veja no patrocínio de Lula à candidatura de Fernando Haddad evidência de caciquismo, demonstrando que o PT nada mais seria do que um partido sem vontade própria, a reboque do grande líder. Será mesmo? Isto não se coaduna com características notórias do partido: organização forte, disputa intensa entre facções, espaço para contestação seguido de alinhamento a decisões tomadas pelo conjunto. Na realidade, Lula é muitíssimo influente, mas não um cacique no sentido próprio do termo. E isto não só por méritos próprios dele, mas pelas características do partido que construiu - que restringe o caciquismo.
No caso paulistano, antes mesmo de Marta desistir da candidatura, já enfrentava - além de Fernando Haddad - a oposição interna de antigos aliados, agora pré-candidatos, os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini. Candidata duas vezes derrotada à prefeitura, a senadora já não desfrutava da condição de escolha óbvia da agremiação - como foi em 2008. A imposição de seu nome - a despeito de outras postulações, de um clamor interno por renovação e da grande rejeição aferida pelas pesquisas ¬- é que seria caciquismo. Em tal contexto, o apoio de Lula à renovação operou mais como contrapeso à tentativa de caciquismo em nível local do que se mostrou ele próprio uma imposição inconteste.
Compare-se com a autoimposição de José Serra no PSDB, contra Aécio Neves. Verificou-se no ninho tucano uma estratégia de sufocamento da disputa interna pela interminável postergação do embate, até que o ex-governador mineiro jogou a toalha, considerando que não teria tempo hábil para se viabilizar. A solução pelo alto, dessa ardilosa vitória pelo cansaço, repetiu-se agora na escolha da candidatura tucana à prefeitura paulistana. Após meses alegando que não se candidataria, o que ensejou uma animada disputa entre quatro pré-candidatos (sugerindo renovação partidária) o ex-governador mudou de ideia, inscreveu-se na prévia após o prazo regulamentar, provocou a desistência de dois postulantes e prevaleceu. Serra obteve na prévia apenas pouco mais de 50% dos votos, num embate contra postulantes muito menos expressivos - tanto no que concerne à envergadura política quanto à história. Isto mostra o tamanho do desagrado que sua soberba causou na base tucana.
Fosse o PSDB dotado de maior densidade organizacional, os dois episódios da imposição serrista deflagrariam uma crise interna - como a que deve se produzir no PT de Recife neste ano. O caráter elitizado da agremiação e a baixa intensidade da vida partidária (sobretudo se comparada à do PT) permitem que as manobras dos caciques e seus embates permaneçam basicamente como um problema deles mesmos. A renovação, neste caso, ocorre apenas nas franjas da disputa política (como nas eleições de deputado estadual e vereador), pelo ocaso das lideranças ou por algum acidente; raramente por uma estratégia bem definida. Em São Paulo, a oportunidade da renovação foi perdida; o risco da esclerose cresceu.
É nisto que as atuações de Lula e Serra se distinguem como influência, no primeiro caso, e caciquismo, no segundo. Enquanto o ex-presidente interveio no processo de modo a promover uma renovação de lideranças e atuando segundo a lógica da organização partidária, o ex-governador apenas fez prevalecer seu projeto pessoal de poder, às expensas do partido, que tornou seu refém. Isto permanece, a despeito de quem venha ganhar ou perder as eleições de outubro.
Algo que confunde a percepção de papéis tão distintos são os estilos muito diversos de um e de outro. Enquanto Lula é um líder carismático e de estilo esfuziante, Serra é um líder gerencial e de estilo soturno. Intuitivamente, o senso comum identifica o primeiro com o improviso e o personalismo, e o segundo com a racionalidade e a institucionalidade. Uma análise mais cuidadosa revela exatamente o oposto.

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BLOG MOBILIDADE URBANA: Prisão para quem fechar vias públicas


09.06.2012
Do blog MOBILIDADE URBANA,07.06.12
Postado por Tânia Passos


A Comissão de Viação e Transportes aprovou o Projeto de Lei 6268/09, do deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL), que tipifica o crime de obstrução indevida de via pública.

Os casos de bloqueio podem incluir, por exemplo, o depósito de mercadorias na via ou uma manifestação política que impeça o tráfego de veículos. A pena para quem bloquear será detenção de um a dois anos e multa.

O projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), que prevê apenas a aplicação de sanções administrativas para quem obstruir uma via pública. O artigo 245 classifica como grave o uso da pista para depósito de mercadorias, materiais ou equipamentos sem autorização do Detran local. A pena, nesse caso, é multa e remoção do material.

Já o artigo 246 do Código caracteriza como infração gravíssima a obstrução de via pública indevidamente, mas a pena se restringe à aplicação de multa.

O relator, deputado Lúcio Vale (PR-PR), disse que nos últimos tempos houve um aumento da ocorrência de bloqueio de rodovias ou de importantes vias urbanas para manifestações de cunho social ou político. “Esses bloqueios, mesmo de curta duração, têm trazido sérios transtornos para a fluidez do trânsito das nossas cidades. A retenção das pessoas nesses bloqueios gera grande prejuízo de ordem econômica, em razão dos atrasos e descumprimentos dos compromissos agendados”, destacou.

Vale lembrou que o Código de Trânsito Brasileiro caracteriza como infração gravíssima o ato de obstaculizar a via pública indevidamente e prevê multa, que pode ser agravada em até cinco vezes, a critério da autoridade de trânsito, em função do risco gerado à segurança das pessoas. “Mas essas punições não parecem suficientes para coibir ações desse tipo”, disse.

Tramitação

A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, inclusive no mérito. Depois será votada em Plenário.

Fonte: Agência Câmara
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A internet teria sido criada por cientista belga 30 anos antes de seu lançamento?

09.06.2012
Do portal JORNAL CIÊNCIA
Por OSMAIRO VALVERDE
DA REDAÇÃO DE BRASÍLIA
Um cientista em 1930 pode ter sido a primeira pessoa a pensar sobre a internet, quando sugeriu uma ligação entre um telefone e uma tela de TV.
Enquanto muitos têm dificuldades em lembrar como era o mundo sem internet, alguns como Paul Otlet, 30 anos do início da formação da internet, imaginava uma forma de comunicação totalmente diferenciada.
Em uma discussão no portal de notíciasTechNewsDaily sobre a World Wide Web (www), seu presente, passado e futuro, em um festival em Nova York, o nome do cientista, até então desconhecido para a grande massa, veio à tona.
Otlet, um cientista belga e chamado por alguns como “o pai da ciência da comunicação”, publicou várias informações em seus tratados e documentos de experimentos.
Várias décadas antes do IPad, maravilhas tecnológicas ou mesmo uma simples tela moderna de computador, Otlet arquitetava um plano de combinar a televisão com o telefone para enviar informações.


Em alguns de seus tratados, Otlet fazia referência ao que hoje se tornou o computador moderno, dizendo: “Aqui o espaço de trabalho não é confuso como nos livros. Em seu lugar, uma tela e um telefone ao alcance das mãos...De lá, a página poderá ser lida, a fim de saber a resposta para uma pergunta feita por telefone, aparecendo na tela”.
Ele chegou a sugerir que a divisão de uma tela de computador poderia mostrar vários livros ao mesmo tempo, fazendo uma referência futura a uma janela de navegador com várias abas de uma só vez.
Assista ao vídeo abaixo:
É possível traduzir o áudio usando a opção CC e selecionando para o português.
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Fonte:http://www.jornalciencia.com/tecnologia/diversos/1765-a-internet-teria-sido-criada-por-cientista-belga-30-anos-antes-de-seu-lancamento?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+jornalciencia%2FmnER+%28Jornal+Ci%C3%AAncia%29

PARTIDO DA MÍDIA GOLPISTA ATACA NO MÉXICO: Televisa manipula eleições no México

09.06.2012
Do BLOG DO MIRO, 08.06.12
Por Altamiro Borges




O jornal britânico The Guardian divulgou nesta semana documentos que comprovam que o principal grupo midiático do México, a Televisa, fez campanha para projetar a candidatura do conservador Enrique Peña Nieto, do PRI, e para desgastar Manuel López Obrador, do PRD de centro-esquerda. A reportagem reforça os protestos de rua contra a manipulação da mídia nas vésperas da eleição presidencial.

O jornal obteve vários arquivos de computador junto a ex-funcionários da Televisa. Eles incluem esboços das taxas cobradas pela Televisa para maquiar a imagem de Peña Nieto, quando ele ainda era governador do estado do México. Uma das tabelas revela os detalhes de quase 200 conteúdos televisivos programados pela emissora, com custos calculados em US$ 36 milhões.

Estratégia para detonar o "esquerdista"

Os documentos também explicitam a estratégia do império midiático para ocultar e atacar o candidato “esquerdista”. Uma das ações propõe “desmanchar a percepção pública de que López Obrador é um mártir e salvador”. Até um programa de sátiras, "El Privilégio de Mandar", teria recebido instruções para representar o líder de esquerda como “desajeitado e incompetente”.

O plano de marketing teria sido elaborado pela empresa Radar, que pertence ao vice-presidente da Televisa, Alejandro Quintero. Diante da grave denúncia, o império midiático divulgou comunicado negando a reportagem do jornal britânico. Já o comando de campanha de Peña Nieto se apressou em afirmar que “nunca existiu contrato desse tipo durante seu mandato de governador”.

Protestos contra o golpismo midiático

Mas parece que muitos mexicanos já não acreditam mais nas manipulações da Televisa. Nos últimos dias, mobilizados pelas redes sociais, jovens realizaram vários protestos de rua contra a cobertura eleitoral do império midiático – que controla dois terços da programação dos canais abertos do México. E as últimas pesquisas indicam uma guinada à esquerda nas eleições presidenciais.

A pesquisa mais recente, do jornal Reforma, aponta uma disputa apertada. Lopes Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD), saltou de 27% para 34% das intenções de voto; Peña Nieto, do PRI, caiu de 42 para 38%; e Josefina Vázques, do governista PAN, despencou para 29 para 23%. As eleições presidenciais, marcadas para 1º de julho, podem resultar numa derrota das forças conservadoras, aliadas incondicionais dos EUA e adeptas do neoliberalismo, e da mídia manipuladora.

Risco de novas fraudes

Mas, como alerta o sociólogo Emir Sader, “a direita fará tudo para impedir que isso aconteça... O processo eleitoral mexicano é especialmente deformado, porque não há segundo turno e o presidente tem mandato de seis anos, mesmo que ganhe com evidências de fraude, como foi o caso de Calderon. A disputa final deve ser acirrada. Se Lopez Obrador não conseguir abrir uma vantagem significativa, pode ser vítima, novamente, da fraude que lhe tirou a presidência há seis anos. O grande fator de mudança a seu favor vem das belas manifestações estudantis, a que se opõem as campanhas de difamação da velha mídia mexicana”.

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Deputados comemoram indicação de Ariano Suassuna para o Prêmio Nobel de Literatura postado

09.06.2012
Do blog INFORME PE
Por Paulo Fernando em Alepe


Autor de obras como O Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, Ariano Suassuna(foto ao lado) será o candidato brasileiro na disputa do Prêmio Nobel de Literatura de 2012. A decisão, aprovada recentemente pelo Senado Federal, foi comemorada, nesta quarta (seis de junho), no Plenário da Assembleia.

O deputado Aluísio Lessa, do PSB, apresentou um Voto de Aplausos para o escritor, que pode ser o primeiro brasileiro a receber o prêmio. Lessa ressaltou que Ariano é um artista reconhecido mundialmente. Segundo ele, o livro O Auto da Compadecida, por exemplo, foi traduzido em 35 idiomas. O parlamentar também lembrou das aulas-espetáculo, que são promovidas pelo escritor em todo o País e atraem milhares de espectadores. 

Em aparte, os deputados Antônio Moraes, do PSDB, e Waldemar Borges, do PSB, comentaram que Ariano é um dos maiores defensores da cultura nordestina. Tony Gel, do Democratas, salientou que José Saramago foi o único escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura e disse estar na torcida para que Ariano Suassuna seja o próximo.
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