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domingo, 3 de junho de 2012

SECRETARIA DO GOVERNO SÃO PAULO EXALTA A DITADURA MILTAR DE 64:POLÍCIA DE SP É FLAGRADA DE NOVO EXALTANDO A DITADURA MILITAR

03.06.2012
Do blog NÁUFRAGO DA UTOPIA, 28.01.12
Por Celso Lungaretti

"Em 31 de março de 1964 iniciou-se a Revolução, desencadeada para combater a política sindicalista de João Goulart. Força Pública e Guarda Civil puseram-se solidárias às autoridades e ao povo."

Este parágrafo aberrante, tratando a quartelada de 1964 como Revolução (com inicial maiúscula!) e justificando a participação da Força Pública e da Guarda Civil no golpe contra o presidente constitucional do País, constava até esta 6ª feira (27) da página virtual da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, alojada no portal do Governo paulista.

Ilustrando-o, havia uma imagem apoteótica da Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade, a maior arregimentação da classe média lograda pelos conspiradores durante a preparação do cenário para a derrubada de Goulart. Em primeiro plano, um oficial fardado.

Como a permanência deste entulho autoritário veio à tona exatamente no momento em que a escalada autoritária do Governo Alckmin recebe críticas generalizadas, a SSP correu a deletar texto e foto. O ano de 1964 foi apagado da linha do tempo, que agora salta diretamente da criação da Polícia Científica em 1956 para a instituição do Departamento de Trânsito em 1967.

Ao portal Terra foi encaminhada nota afirmando o seguinte:
"O texto relacionado ao ano de 1964 não reflete o pensamento da Secretaria da Segurança Pública e foi retirado do site. A SSP agradece a observação, sempre atenta, da imprensa".
A última atualização da página havia sido efetuada em 2010 --ou seja, 25 anos depois da virada dessa página infame da nossa História, a SSP continuava exaltando o arbítrio e o totalitarismo... à custa dos impostos dos contribuintes de São Paulo!

NA DERRUBADA DE GOULART, A ROTA
ESTAVA "APOIANDO A SOCIEDADE"?!

E não se tratou de caso isolado: também a unidade mais truculenta da Polícia Militar paulista, a Rota, vangloriava-se no seu site da seguinte  campanha de guerra
"Revolução de 1964, quando participou da derrubada do então Presidente da República João Goulart, apoiando a sociedade e as Forças Armadas, dando início ao regime militar com o Presidente Castelo Branco" (o grifo é meu).
Indignado com esta exaltação do golpismo e, noutro trecho, com os autoelogios da Rota ao seu papel de coadjuvante das Forças Armadas na repressão aos cidadãos que pegaram em armas contra a ditadura militar, enderecei carta aberta ao então governador José Serra em outubro de 2008.

Tive de repetir a dose com os governadores Alberto Goldman e Geraldo Alckmin, escrever mais de duas dezenas de textos (ver balanço aqui) e esperar quase três anos para ver suprimida, pelo menos, a referência à derrubada de Goulart.

Até então, a PM descumprira promessa feita ao portal Brasil de Fato, de eliminar tais absurdos; e Serra, respondendo a uma pergunta que lhe enderecei na sabatina da Folha de S. Paulo, admitira publicamente que tal retórica era despropositada, sem que Goldman (o vice a quem transmitira o cargo para disputar a eleição presidencial) tomasse qualquer providência.

Até que Ivan Seixas --também ex-preso político e meu companheiro nesta denúncia-- cientificou a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, cujo firme posicionamento finalmente demoveu Alckmin da intransigência que ele e os outros governadores tucanos vinham mantendo. Em  setembro de 2011!

Salta aos olhos que o ranço totalitário ainda não foi extirpado da polícia paulista, daí o papel chocante que vem desempenhado ultimamente, com tanta  convicção: na USP, na cracolândia e no Pinheirinho, foram os brucutus da ditadura que atuaram --prendendo, batendo, arrebentando e expulsando.

Não os efetivos policiais de um estado de direito.

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CRIMES DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA: D. WALDYR CALHEIROS DENUNCIA HOMICÍDIO ENCOBERTO PELO EXÉRCITO

03.06.2012
Do blog NÁUFRAGO DA UTOPIA,02.06.12
Por Celso Lungaretti


D. Waldyr: como instrumento de libertação,
a luta armada foi "totalmente legítima".

É um excelente trabalho jornalístico a entrevista que a companheira Ana Helena Tavares fez com D. Waldyr Calheiros, 88 anos, bispo emérito de Volta Redonda e Barra do Piraí, em seu blogue Quem Tem Medo da Democracia?.

Ele foi um daqueles clérigos que, como D. Helder Câmara e D. Paulo Evaristo Arns, honraram a batina durante os anos de chumbo, mostrando-se dignos herdeiros da Igreja das catacumbas. Então, vale a pena conferir a íntegra aqui. Há passagens de arrepiar.

Chamo a atenção para este trecho:
"Tem um casal conhecido meu que o filho deles trabalhava no Exército, no batalhão de Barra Mansa, na época da ditadura. Uma vez, ele vinha de lá para Volta Redonda, num jipe do Exército. Era noite e prenderam um rapaz que estava pintando uma propaganda da Casa Confiança. Colocaram-no dentro da caminhonete, onde começaram a socá-lo. Nisso, ele caiu, bateu com a cabeça numa pedra e morreu. Até hoje a família é enganada pensando que houve um acidente, mas tem uma irmã dele consciente de que o mataram. Esse é um caso que a Comissão da Verdade deveria apurar e descobrir o que aconteceu, porque ele morreu dentro do quartel".
Celebrando missa por 3 trabalhadores
da CSN assassinados na greve de 1988.
Somo minha voz à de D. Waldyr: é um caso que a Comissão da Verdade PRECISA apurar.

De resto, fiquei emocionado ao ler esta demonstração de respeito por nossa saga, conforme relato da Ana Helena:
"Para Dom Waldyr, a luta armada de esquerda foi 'totalmente legítima' a partir do momento que funcionou como 'um instrumento de libertação para os que lutaram e uma forma de exigir que a prática de tortura não continuasse'. Para ele, 'ninguém tem uma vocação suicida, maltratando o seu direito de viver, então eles [os guerrilheiros] fizeram o que era necessário'. E vai além: 'Quando um país é oprimido e sofre, por estar sob domínio, a Igreja defende uma guerra justa e admite que aqueles que estão sofrendo e passando mal se levantem para se defender dessas torturas. Uma guerra justa'".
Trouxe-me à lembrança o já combalido D. Paulo Evaristo Arns fazendo questão de me acompanhar até a entrada do convento franciscano do Largo São Francisco depois que, tendo acabado de o entrevistar em 2003, revelei ser parte daquelas histórias dramáticas por ele relatadas.

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Denúncias Cynara Menezes: Gilmar Mendes tentou usar Ayres Brito como escada

03.06.2012
Do blog VI O MUNDO, 02.06.12
Por Cynara Menezes, em CartaCapital


Nascido nos confins de Mato Grosso, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deveria conhecer um velho ditado de pescadores matutos: o peixe sempre morre pela boca. Talvez o sábio ensinamento o tivesse ajudado a evitar os constrangimentos dos últimos dias.


Entre o sábado 26, quando a revista Veja chegou às bancas com a candente denúncia de que o magistrado havia sido chantageado pelo ex-presidente Lula, e a quinta 31, data de fechamento desta edição, Mendes enroscou-se no anzol lançado por ele mesmo.


A cada entrevista, uma nova versão, novos personagens e um destempero crescente, que, segundo anota Wálter Fanganiello Maierovitch à pág. 28, não lhe deixa alternativa a não ser se declarar impedido no futuro julgamento do chamado mensalão.

Uma informação obtida por CartaCapital complica ainda mais a versão inicial sustentada pelo ministro. Mendes se disse “perplexo” e “indignado” com a suposta chantagem de Lula, que o teria ameaçado com a divulgação de sua viagem a Berlim em companhia do senador Demóstenes Torres, caso ele não aliviasse no julgamento dos réus do mensalão. Mas não agiu como alguém moralmente atingido. E não só pelo fato de ter demorado um mês para externar sua “indignação”, igual tartaruga no inverno.

Segundo apurou a revista, o magistrado agiu de forma calculada para obter respaldo institucional à sua versão. De que maneira? Somente na quarta-feira 23, três dias antes de a edição de Veja chegar às bancas com a história, Mendes relatou o ocorrido ao presidente do STF, Carlos Ayres Britto.

Ou seja, o comunicado poderia ter servido apenas para que Veja pudesse confirmar a tempo de publicar no sábado que Mendes informara ao presidente do tribunal sobre o conteúdo da conversa com Lula, o que daria contornos institucionais aos fatos narrados. Funcionou em princípio. Procurado, Ayres Britto deu declarações formais ao semanário da Abril. Até então, o assunto permanecia desconhecido de todos os integrantes da Corte.

Leia matéria completa na Edição 700 de CartaCapital, já nas bancas.

Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/cynara-menezes-gilmar-mendes-tentou-usar-ayres-brito-como-escada.html

“Gilmar Mendes monta um esquema de repercussão na mídia”, diz repórter da Carta Capital

04.05.2012
Do blog COMUNIQUE-SE, 31.05.12
Por Priscila Fonseca


O jornalista Leandro Fortes afirma que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, está montando um “esquema de repercussão na mídia”. A declaração do repórter da Carta Capital foi sobre a relação das denúncias de envolvimento do ex-presidente Lula em suposta tentativa de coerção ao integrante do STF, conforme noticiado na última edição da revista Veja.
Fortes avalia as notícias sobre o caso como “confusas”. Segundo o jornalista, a publicação da Editora Abril tem “cara de armação” e tem forte ligação com o ministro do Supremo. Para o repórter da Carta Capital, a imprensa está sendo “totalmente parcial” na cobertura sobre o encontro entre Mendes e o ex-presidente. “A mídia é contra o Lula”, diz.
Desde que a edição da Veja chegou às bancas no último sábado, 26, com a matéria que relata a reunião entre os dois em abril, o ministro concedeu entrevistas para o Zero Hora e para o 'Jornal Nacional', da Globo, além da "coletiva" realizada na última terça, 29. Até o momento, Lula apenas comentou o caso por meio de uma nota enviada à imprensa na segunda-feira, 28, na qual fala ter ficado indignado com a notícia de que estaria pressionando para o adiamento do julgamento dos réus do mensalão.
Sobre a estratégia adotada por ambas as partes, Fortes elogia a postura do ex-presidente e considera que ele não precisa falar. “O Gilmar quer chamar o Lula para um bate-boca, já o Lula não quer se envolver, não julgo a atitude dele”, argumenta o jornalista que ataca setores da comunicação. “A mídia é reacionária e observadora. Atualmente, em muitos casos ela está sendo lamentável e manipuladora, alguns até trabalham a favor de Gilmar Mendes”.
Fortes_-_MendesXLula
Para Leandro Fortes, parte da imprensa está contra Lula e o PT

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O DESESPERO DA DIREITA REACIONÁRIA EM SÃO PAULO: Sem ter o que dizer ao eleitor, Serra tenta criminalizar o PT

03.06.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 02.06.12
Por Eduardo Guimarães
Não deixa de ser irônico que o cenário escolhido pela pré-campanha de José Serra para perpetrar a primeira das costumeiras jogadas eleitorais sujas que o tucano costuma praticar tenha sido o metrô paulistano, a prova em aço e concreto da incompetência e da corrupção do PSDB paulista.
Na manhã da última quinta-feira, ocupado pela participação em uma feira de meu setor de atividade profissional, recebo ligação de minha mulher – talvez a pessoa mais avessa à política que conheço e que se opõe frontalmente ao que faço neste blog.
Como precisei do carro para ir à feira, Cristina foi trabalhar de metrô. Tanto na estação em que embarcou quanto na que desembarcou presenciou distribuição gratuita de uma revista com uma capa que qualificou como “inacreditável”.
Estava indignada. Disse que a revista estampava na capa a figura da morte com o símbolo do Partido dos Trabalhadores (a estrela vermelha de cinco pontas) no lugar do rosto. E que, logo abaixo, havia um texto que acusava o partido inteiro de ser uma agremiação de assassinos.
Ela não soube precisar do que se tratava e não pude avaliar na hora, pois estava ocupado no evento. Ao chegar em casa à noite, porém, entendi tudo. Bastou um giro pela internet para descobrir que a revista é ligada a José Serra e que requentou a morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel.
Cristina relatou que a publicação estava sendo distribuída por um idoso e um rapaz trajados humildemente. O idoso, segundo ela, estava mal-humorado e agressivo. Após lhe entregar a revista, alguém lhe pediu informação, ele negou e reagiu com fúria. Disse que “não estava ali” e que já lhe bastava ter que ficar “distribuindo aquela bosta de revista”.
Ainda segundo a minha mulher, a revista estava sendo distribuída também pelas ruas. Várias pessoas, todas humildes, carregavam pilhas do material em carrinhos de mão e o jogavam em cima dos passantes.
Foi então que me lembrei de algumas conversas que andei tendo com o pré-candidato do PT a prefeito de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad.
Quem lê este blog sabe que não tenho manifestado muita fé nas chances dele de derrotar Serra devido à despolitização e ao alheamento da realidade que flagelam a maioria dos paulistanos. Ainda assim, nas duas oportunidades em que nos encontramos fiquei surpreso por percebê-lo extremamente animado com as próprias chances.
Na conversa que tivemos na última terça-feira, o pré-candidato disse que tem sentido que o povo de São Paulo “não agüenta mais” a situação da cidade e que dificilmente deixará de buscar uma alternativa ao grupo político que a governa.
Haddad dá especial atenção ao fato de que São Paulo deveria estar convertida em um canteiro de obras, pois tem hoje um orçamento de R$ 35 bilhões enquanto que, à época de Marta Suplicy, não tinha nem um terço disso. Ainda assim, o prefeito Gilberto Kassab não tem o que inaugurar.
Perguntado sobre a que atribui a inexistência de obras de vulto na cidade tendo ela um orçamento desse tamanho – que, claro, deve-se à situação econômica do país, a qual enriqueceu todos os municípios –, Haddad respondeu que tudo se deve ao “custeio”.
Como exemplo, o pré-candidato citou contrato de varrição da prefeitura com a empreiteira Delta, que, após ter vencido a concorrência, obteve da prefeitura um aumento de mais de 100% no preço inicial – passou de R$ 300 milhões para R$ 700 milhões.
Ou seja: as empresas que prestam serviços à prefeitura vencem licitações com preços baixíssimos e depois conseguem dela aumentos exorbitantes.
A quem pensar em atribuir minhas afirmações sobre o desalento do paulistano com sua cidade a posições políticas que não escondo de ninguém, ofereço a última pesquisa Datafolha sobre o que pensa este povo sobre o prefeito que Serra lhe vendeu.
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DATAFOLHA
Opinião Pública – 21/03/2011
Para 78% dos paulistanos, é possível acabar com as enchentes em São Paulo
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, após cinco anos no cargo atinge a maior reprovação desde que ele assumiu a prefeitura, em 2005. Para a maior parte dos moradores da cidade (43%) ele vem fazendo um governo ruim ou péssimo. Essa taxa é onze pontos maior do que a registrada em novembro do ano passado, quando 31% reprovavam o seu desempenho. O percentual dos que acham que Kassab está fazendo um governo regular variou, nesse período, de 30% para 27% e a taxa dos que consideram sua administração ótima ou boa caiu de 37% para 29%.
Entre os mais jovens, a taxa de reprovação aumentou treze pontos percentuais (de 35% para 48%), da pesquisa anterior, de julho de 2010 para a atual, índice similar entre os paulistanos com idade entre 25 e 34 anos (de 29% para 44%), porém, a maior diferença (20 pontos percentuais) ocorreu entre os paulistanos com idade entre 45 e 59 anos (de 18% para 38%). A reprovação ao desempenho de Kassab é expressiva também entre os mais escolarizados (de 25% para 45%), assim como entre os paulistanos que possuem renda familiar de até 2 salários mínimos (de 27% para 46%).
A nota média atribuída ao prefeito, em uma escala de zero a dez, é 4,6, sendo que para um quinto (19%) dos moradores da capital paulista ele merece nota zero; 15% acham que ele merece nota cinco e 6% dão a ele a nota máxima.
Na cidade de São Paulo foram entrevistados 1089 moradores, nos dias 15 e 16 de março, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Perguntados sobre as enchentes em São Paulo, metade dos moradores de São Paulo (52%) afirmam que a responsabilidade pelas enchentes é compartilhada entre a população, prefeitura e governo do estado, 27% acham que a principal responsável é a própria população, 10% acreditam que a responsabilidade é da prefeitura e 7%, o governo do estado. Os mais escolarizados responsabilizam ainda mais (62%) a todos os envolvidos, população, prefeitura e governo, taxa dez pontos maior que a média da cidade. Os mais velhos (35%), por sua vez, acham que a população é a maior culpada pelas enchentes, enquanto que os menos escolarizados responsabilizam mais a prefeitura (16%).
Para 78% dos paulistanos é possível acabar com as enchentes em São Paulo, enquanto que para 22% esse é um problema insolúvel. Os mais jovens são mais otimistas: 85% deles acham que existem soluções para as enchentes de São Paulo (taxa 7% maior que a média). No segmento dos que possuem renda familiar acima de dez salários mínimos, 27% acreditam que não é possível acabar com as enchentes de São Paulo.
São Paulo, 17 de março de 2010.
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Quando uma administração está bem, o usual é que o prefeito, governador ou presidente não ataquem os adversários durante o processo eleitoral das próprias sucessões. Ora, Serra é situação – é aliado de Kassab, elegeu-o e é apoiado por ele para sucedê-lo. Se confiasse no próprio trabalho, portanto, não deveria estar atacando.
Para comprovar isso, basta lembrar da última campanha eleitoral do país. Dilma manteve a fleuma até o fim do primeiro turno e só reagiu após muitos ataques dos adversários – e, ainda assim, de forma comedida.
Apesar da sensação deste blogueiro de que São Paulo é um caso perdido e das pesquisas que mostram que Haddad ainda não decolou, as ponderações que ele me fez parecem ganhar sentido.
Nunca o PT teve menos do que 20 ou 25 por cento dos votos na capital paulista. O baixo percentual que Haddad ainda tem se deve, portanto, ao desconhecimento de si pelos paulistanos.
Além disso, o eleitorado da capital paulista ainda não racionalizou que Serra é o criador de Kassab. Quando a campanha eleitoral refrescar a memória fraca popular, é bem provável que o tucano venha a ter que se explicar mais do que gostaria.
O ataque que o PSDB desfechou no cenário de sua incompetência (o metrô) na última quinta-feira, agora se explica e concede verossimilhança ao estado de ânimo de Haddad. Isso sem dizer que, segundo ele, as pesquisas qualitativas lhe abrem uma larga avenida para se eleger.
A atitude desesperada dos tucanos de tentarem criminalizar por inteiro um partido político que governa o Brasil há quase uma década, está explicada. Serra não tem o que dizer ao povo de São Paulo, então tenta criminalizar o adversário.
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JORNALISMO DE ESGOTO: Veja deu tiro no pé

03.06.2012
Do blog TERROR DO NORDESTE, 02.06.12



Dei uma folheada (com luvas) e achei a "reporcagem" abaixo. Nela, o "reservatório de detritos da maré baixa" tece loas a "equipe de Policarpo Junior", o vazador de granpos de cachoeira. Logo pensei em publicar e descobri que o Nassif já fez o trabalho no início de Abril. Vale a pena ver.

  

O que muitos já sabiam: VEJA a serviço do crime organizado









 











As suspeitas levantadas nos últimos anos sobre a revista VEJA pela imprensa independente e blogs, estão sendo confirmadas pelas revelações feitas no óvazamento das informações da operação Monte Carlo. Da fabricação de factóides políticos à espionagem ilegal, a revista esteve todo o tempo representando interesses de uma organização criminosa da qual faz parte.Seja com o intuito de livrar criminosos da condenação, como aconteceu na cruzada para inviabilizar juridicamente a operação Satiagraha e desmoralizar os responsáveis por ela, seja para criar crises institucionais no governo federal, ou para defender interesses financeiros do consórcio que faz parte, a revista e seus prepostos cometeram crimes e atentaram gravemente contra o estado de direito democrático.

Confirmada a relação próxima do diretor da Sucursal de Brasília da revista, Policarpo Junior, com o conhecido contraventor Carlinhos Cachoeira e seus arapongas, começam a aparecer os indícios que a VEJA usava com frequência os serviços de espionagem de políticos, ministros e personalidades públicas para servir de base as suas reportagens.

Essa semana o Correio Braziliense publicou uma matéria que aponta que as imagens publicadas pela revista do Hotel onde se hospedava José Dirceu teriam sido obtidas pela equipe de arapongas do contraventor. Até hoje a VEJA jurava que as imagens tinham sido obtidas pelo circuito interno do Hotel. Na época, nós analisamos as imagens e afirmamos, em primeira mão, que pelas suas características tinham sido obtidas através de câmeras espiãs (Clique aqui para ler o artigo VEJA passou recibo do crime).

Diálogos captados pela Polícia Federal mostram que Carlinhos Cachoeira gabava-se por ser a maior fonte da revista. Foram registradas mais de duzentas ligações entre o contraventor e Policarpo Junior, além de encontros pessoais. A revista, por sua vez, utilizava o material obtido ilegalmente por Cachoeira, imagens, vídeos, áudios e e-mails interceptados, e atribuía a “fontes” na ABIN, com o intuito de acusar o governo federal de tentar atacar adversários políticos utilizando os métodos que a própria revista praticava, e ao mesmo tempo tentando enfraquecer a agência de inteligência e a Polícia Federal.

O conhecido episódio do suposto grampo da conversa entre o Senador preferido do Contraventor, Demóstenes Torres, e o Presidente do STF à época, Gilmar Mendes, cujo áudio nunca foi mostrado pela revista, e que investigações recentemente concluídas pela PF afirmaram que nunca existiu, foi motivo de grande estardalhaço no país, com o governo Lula sendo acusado de estado policialesco, gerando grande desconforto quando Mendes declarou publicamente que “chamaria o Presidente às falas”, e culminando com a demissão de Paulo Lacerda da ABIN, um profissional qualificado que vinha se dedicando a desmontar o crime organizado no país.

A grave farsa que colocou em risco a estabilidade política do país e o equilíbrio entre os poderes, tramada por personagens que as investigações da operação Monte Carlo revelaram serem sócios (Demóstenes, A VEJA e provavelmente Gilmar Mendes) apesar de ter sido completamente desmontada por investigação séria, não motivou qualquer retratação da revista ou dos outros personagens envolvidos que cobraram explicações do governo federal à época.

Em um país com uma imprensa e judiciários sérios, esses episódios seriam suficientes para levar a revista a encerrar suas atividades e levar seus responsáveis ao banco dos réus, mas os tentáculos da organização criminosa alcança o poder judiciário e outros veículos de comunicação ( com raras exceções como no caso da revista Carta Capital).

Muita informação ainda está por ser revelada, como o conteúdo das conversas entre o contraventor e o representante da VEJA, portanto preparem seus narizes para o mau cheiro que essas informações vão exalar.

Policarpo Júnior - Eurípedes Alcântara
Revista Veja - 01/08/2011

Sentinela avançada

A sucursal de VEJA em Brasília é a sentinela avançada da luta contra a corrupção por meio de reportagens investigativas. Nesta semana, enquanto ainda perdiam seus cargos os últimos acusados de corrupção no Ministério dos Transportes identificados por VEJA há três semanas, os repórteres de Brasília, sob o comando de Policarpo Junior, enviavam à sede da revista, em São Paulo, o resultado de uma nova frente de apuração, desta feita pondo em xeque a lisura dos negócios tocados pelos políticos na Conab, órgão do Ministério da Agricultura. "Ali só tem bandido", declarou a VEJA Oscar Jucá, irmão do líder do governo Romero Jucá, que diz ter recebido uma oferta de propina do próprio ministro da Agricultura.

Policarpo e sua equipe são uma pedra no sapato dos corruptos do mundo oficial. O trabalho constante e disciplinado de investigação da sucursal já prestou inestimáveis serviços ao Brasil. Policarpo foi peça crucial como repórter, editor ou chefe de sucursal nas mais relevantes reportagens investigativas da imprensa brasileira nas duas ultimas décadas - dos escândalos da era Collor à descoberta do balcão de negócios instalado na Casa Civil de Lula pela ministra Erenice Guerra, passando pelo escândalo do mensalão, da máfia dos anões do Orçamento, até a revelação da existência de um aparelho clandestino no governo anterior que espionava jornalistas e autoridades

VEJA e seus leitores contam com a vigilância permanente de Policarpo e dos repórteres da sucursal de Brasília. "Ao contrário do que às vezes pode parecer, a imprensa tem uma influência tremenda quando trabalha com rigor e transparência", diz Policarpo. "Mesmo nos momentos mais trevosos da gestão Lula, nossas reportagens investigativas produziram resultados e muitos corruptos perderam seus postos no governo.” Vários deles voltaram logo depois, é certo. Impunemente. Mas muitas práticas subterrâneas continuam esperando a ação da imprensa para ser dedetizadas pela luz solar - e muito, muito mais precisa ser feito pela própria imprensa, pelos procuradores, pelos policiais federais e pela Justiça, idealmente cobrados pela opinião pública.

Luis Nassif


Ligando os pontos até a grande reportagem de Veja


Os vazamentos da Monte Carlo

"Policarpo também teria se encontrado com Cachoeira pessoalmente em 2011, sendo que o contraventor mandou um dos membros da quadrilha buscá-lo no aeroporto."
Esta conversa se deu no dia 11/08/2011, uma quinta-feira. É possível que estivessem se encontrando para tratar da grande reportagem que sairia dali a três semanas?
O fato é que, de acordo com a revista, as imagens captadas no Hotel Naohum são de 06/06 a 08/06/2011 - ou seja, a câmera havia sido colocada no corredor há quase dois meses!!! Teria sido obra do mesmo jornalista trapalhão que tentou invadir o quarto de Dirceu às vésperas da publicação da reportagem? E por que a Veja demoraria dois meses para fazer uma denúncia? Uma hipótese já levantada é que a câmera teria sido plantada pela equipe de Cachoeira, e não pela própria Veja. O encontro de Cachoeira com Policarpo teria sido para preparar o escândalo. Esta hipótese faz mais sentido cronologicamente, pois, na semana subsequente a Veja já tinha uma denúncia de capa (contra o ministro da agricultura), e, na semana seguinte, uma reportagem neutra sobre "dor". (A Veja tem o hábito de intercalar capas bombásticas com temas mais amenos, como dietas e remédios milagrosos.) Sendo assim, o material fornecido por Cachoeira no dia 11/08 poderia ser usado na edição de 31/08, que é quando a reportagem efetivamente saiu.

http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx?edicao=2232&pg=72

Mais alguns pontos ligados: Veja e Cachoeira

Os vazamentos da Monte Carlo


A mensagem de Cachoeira a Policarpo se deu no dia 30/07/2011, um sábado.

Ele deve estar falando, portanto da edição da revista da semana anterior - edição 2227, de 27/07/2011:
http://veja.abril.com.br/270711/index.shtml
http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx?edicao=2227&pg=0

Aquela edição também trazia uma reportagem contra o governador de Brasília, o "petista Agnelo Queiroz", com uma questão interessante no índice: "Denunciador ou chantagista?"
http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx?edicao=2227&pg=68

Seja qual for a resposta, a Veja não tem escrúpulos e publica a denúncia.

Na semana seguinte a Veja volta a falar da Conab:


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Fonte:http://wwwterrordonordeste.blogspot.com.br/2012/06/veja-deu-tiro-no-pe.html

CONVERSA AFIADA: Gilmar tentou manipular Ayres Britto ?

03.06.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 02.06.12
Por Paulo Henrique Amorim


A revista Carta Capital que chegou às bancas neste sábado tem excelente reportagem de Cynara Menezes com o título:

“As 1001 versões – Gilmar Mendes vai, vem, volta, mexe, remexe, rebola, se enrola e tenta envolver colegas do Supremo Tribunal em uma história muito mal explicada.”


Nascido nos confins de Mato Grosso, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deveria conhecer um velho ditado de pescadores matutos: o peixe sempre morre pela boca. Talvez o sábio ensinamento o tivesse ajudado a evitar os constrangimentos dos últimos dias. Entre o sábado 26, quando a revista Veja chegou às bancas com a candente denúncia de que o magistrado havia sido chantageado pelo ex-presidente Lula, e a quinta 31, data de fechamento desta edição, Mendes enroscou-se no anzol lançado por ele mesmo. A cada entrevista, uma nova versão, novos personagens e um destempero crescente, que, segundo anota Wálter Fanganiello Maierovitch à pág. 28, não lhe deixa alternativa a não ser se declarar impedido no futuro julgamento do chamado mensalão.


Uma informação obtida por CartaCapital complica ainda mais a versão inicial sustentada pelo ministro. Mendes se disse “perplexo” e “indignado” com a suposta chantagem de Lula, que o teria ameaçado com a divulgação de sua viagem a Berlim em companhia do senador Demóstenes Torres, caso ele não aliviasse no julgamento dos réus do mensalão. Mas não agiu como alguém moralmente atingido. E não só pelo fato de ter demorado um mês para externar sua “indignação”, igual tartaruga no inverno. Segundo apurou a revista, o magistrado agiu de forma calculada para obter respaldo institucional à sua versão. De que maneira? Somente na quarta-feira 23, três dias antes de a edição de Veja chegar às bancas com a história, Mendes relatou o ocorrido ao presidente do STF, Carlos Ayres Britto.


Ou seja, o comunicado poderia ter servido apenas para que Veja pudesse confirmar a tempo de publicar no sábado que Mendes informara ao presidente do tribunal sobre o conteúdo da conversa com Lula, o que daria contornos institucionais aos fatos narrados. Funcionou em princípio. Procurado, Ayres Britto deu declarações formais ao semanário da Abril. Até então, o assunto permanecia desconhecido de todos os integrantes da Corte.


Cynara também se pergunta:

– por que Gilmar Dantas – expressão agora consagrada pelo repetido emprego do Noblat – preferiu falar a “jornalistas” do detrito sólido de maré baixa a exigir uma nota institucional de repúdio ?

(O ansioso blogueiro pergunta: por que não chamou a testemunha, Nelson Johnbim, e denunciou à  policia um chantagista ?)

– por que Lula haveria de pedir a Gilmar Dantas (*) para maneirar o mensalão, se ele não preside (Britto), não relata (Barbosa) e não revisa o processo (Lewandowski) ?

– por que Lula haveria de “encantar” o Ministro que mais desafetos tem na própria Corte ?

– Ayres Britto está escaldado com Gilmar Dantas (*), diz a Cynara: desde o grampo sem áudio, que foi levado a testemunhar;

– por  que o Padim Pade Cerra – aquele do “Robanel do Pagot” – ligou ao Nelson Johnbim para atender ao “repórter” do detrito sólido de maré baixa ?

(O ansioso blogueiro se pergunta: Cerra é o novo Cachoeira da Veja ?

Haveria um complô entre o Cerra, que chamou Gilmar Dantas (*) de “meu Presidente!” antes de um voto decisivo no STF, e Gilmar Dantas (*) para desmoralizar  Nunca Dantes, vacinar o Gilmar e condenar o José Dirceu ?

O ansioso blogueiro se pergunta: o Padim Pade Cerra, além do aborto no Chile, da bolinha de papel e da união gay pretende, como fez em 2010, usar a carta “José Dirceu” na campanha em que perderá para o Haddad ? )

Conclui Cynara, com a pena afiadíssima:

“A rigor, inexplicáveis mesmo, até agora, são as viagens de Mendes (Dantas, segundo o Noblat) ao exterior e a bordo do “aeroDemostenes” a Goiania.”


“Além do mais, se o magistrado, como disse, só com os direitos autorais dos “quase 100 mil exemplares” que vendeu de um livro “poderia dar a volta ao mundo se quisesse” (é a nova versão do “tenho jatinho porque posso”- PHA), por que não bancou a própria viagem de Brasília à vizinha Goiânia?”



Paulo Henrique Amorim


(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

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