terça-feira, 22 de maio de 2012

Roncar pode aumentar em 5 vezes o risco de desenvolver câncer

22.05.2012
Do portal JORNAL CIÊNCIA
Por  OSMAIRO VALVERDE
DA REDAÇÃO DE BRASÍLIA

O ronco e outros distúrbios respiratórios do sono podem privar o corpo de oxigênio suficiente por algumas horas.
Os cientistas acreditam que os baixos níveis de oxigênio no sangue podem desencadear o desenvolvimento de tumores cancerígenos, promovendo o crescimento dos vasos que os alimentam.
Eles dizem que, no futuro, será possível prever doenças nas pessoas, impedindo que elas ronquem. O estudo americano analisou a taxa de câncer em mais de 1.500 pessoas com problemas de sono, com idades acima dos 22 anos.
Os cientistas disseram que aqueles com a respiração desordenada grave ao dormir tinham quase 5 vezes mais chances de desenvolver câncer do que aqueles sem nenhum problema respiratório no momento do sono.
Um dos problemas do sono é a apneia. Pesquisas recentes dizem que a apneia está diretamente ligada com vários problemas, como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, ataques cardíacos e acidente vascular cerebral.
Estudos laboratoriais mostraram que a hipóxia intermitente (ou seja, baixos níveis de oxigênio) promovem o crescimento de tumores em ratos com câncer de pele. A falta de oxigênio estimula o crescimento de vasos sanguíneos que alimentam os tumores, um processo chamado de angiogenese.
Dr. Javier Nieto, líder da pesquisa, comentou: “A consistência das evidências a partir das experiências com animais mostram aspectos epidemiológicos muito atrativos para comparação com humanos”.
O nosso primeiro estudo revelou uma associação entre o ronco e doenças respiratórias de sono com um elevado risco de mortalidade por câncer em uma determina amostra populacional”, acrescentou.
O pesquisador, no entanto, enfatiza que são necessárias mais provas sobre esta ligação. Os resultados do estudo foram apresentados na Sociedade Torácica Americana em São Francisco, EUA e publicadas na revista American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

****

JORNALISMO DE ESGOTO: A repórter loira, o suposto negro estuprador e uma sequência nojenta

22.05.2012
Do BLOG DO ROVAI, 21.05.12
Por Renato Rovai


O vídeo que segue do Brasil Urgente, da Band, da Bahia, é um exemplo de jornalismo pra lá de esgoto. Uma repórter loirinha, com rabinho de cavalo à la Feiticeria, coloca um jovem negro, com hematoma aparente de uma agressão recente, numa situação absolutamente constrangedora. Julga-o antes da Justiça, humilha-o por conta de sua ignorância em relação aos seus direitos e ao procedimento a se realizar num exame de corpo delito e acha isso tudo muito engraçado.

Assista ao vídeo e veja se este blogueiro está exagerando.

Trata-se de uma caso que exige uma ação urgente por parte da sociedade civil.

É preciso que se mova uma ação contra a concessionária pública que dá voz a uma repórter irresponsável como essa. Isso mesmo, irresponsável. Estou à disposição da Justiça para me defender em relação ao termo utilizado. A propósito, a concessionária é a Band.

É preciso que entidades de Direitos Humanos e da questão negra também se posicionem.
Também é urgente que entidades como o Sindicato dos Jornalistas da Bahia a Fenaj reajam a essa barbaridade.

Assistam ao vídeo, vocês vão entender minha indignação.

A dica do vídeo me foi dado pelo Fabrício Ramos pelo Facebook.

Atualizando 1 (00:30 da terça-feira): O nome da repórter é Mirella Cunha, como já registrado em muitos comentários. O apresentador do programa para o qual ela trabalha é Uziel Bueno. 
Mas, em última medida, a Band é a responsável final por essa bárbarie jornalística.

Atualizando 2 (15:00 da terça-feira): De acordo com a reportagem do Portal Imprensa, a Band afirmou em nota que vai “tomar todas as medidas disciplinares necessárias. A postura da repórter fere o código de ética do jornalismo da emissora”.

Quanto ao fato de eu ter registrado o loirismo da repórter e a negritude do acusado, pareceu-me importante lembrar que somos um país com enormes desigualdades sociais e raciais. E que o fato de esse garoto ser preto e pobre é o que permite tal atendando aos seus direitos mais elementares. Dúvido que um loiro rico seria tratado dessa mesma forma pela “corajosa” jornalista.

*****

DITADURA MILITAR QUE A MÍDIA GOLPISTA APOIOU: Em Pernambuco, deputados cassados na Ditadura terão seus mandatos devolvidos simbolicamente


22.05.2012
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por Jamildo Melo

A Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou, nesta terça-feira (22), requerimento do deputado Waldemar Borges, do PSB, líder do governo Eduardo Campos, solicitando a realização de uma Reunião Solene, no dia 20 de junho, em homenagem aos deputados cassados no período da Ditadura Militar. 

Na ocasião, os parlamentares que se encontram vivos e os familiares dos que já faleceram vão receber um diploma que restitui, simbolicamente, o mandato parlamentar.

Em sua justificativa, o líder do Governo disse na Tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco que pretende homenagear àqueles que tiveram seus mandatos ceifados na época da Ditadura. 

“Neste momento que estamos virando as páginas do País, queremos fazer um gesto de reconhecimento com os deputados que sofreram com a força do arbítrio, que atropelou a vontade popular e cassou mandatos que foram obtidos democraticamente. É uma forma de dizer que atos antidemocráticos como esses não podem mais ocorrer em Pernambuco e no Brasil”, explicou.

na semana passada, a casa implantou a versão local da comissão da verdade.
****

O destempero emocional de Francischini e Kátia Abreu cara-a-cara com Cachoeira

22.05.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

A sessão da CPI do Cachoeira, onde o bicheiro depôs e ficou calado, revelou mais pelo comportamento estranho de alguns parlamentares.

E dois deles deram "bandeira": o deputado Francischini (PSDB-PR) e a senadora Kátia Abreu (PSD-TO). Ambos estiveram bem acima do tom, e ainda se apresentaram com uma patética ingenuidade, como se estivessem surpresos e "indignados" com um suposto chefe de organização criminosa não "abrir seu coração" e se recusar a confessar espontaneamente todos seus supostos crimes ao vivo e em cores.

O que leva um experiente policial federal licenciado, como Francischini, acostumado aos rituais da boa técnica de conduzir inquéritos, a iniciar suas perguntas já sentenciando o bicheiro em diversas infrações ao código penal? É óbvio que ninguém responderia nenhuma pergunta nestes termos (a não ser no "pau-de-arara" da tortura).

Em geral, há duas razões que podem explicar esse tipo de comportamento:

1) Querer desesperadamente demonstrar um afastamento maior do que teria de fato com Cachoeira;

2) intimidar o depoente a calar-se, e também afastar gestos de afagos, caso se tratasse de velhos conhecidos;

O mesmo se aplica ao histerismo da senadora do Tocantins, estado em que o inquérito da Operação Monte Carlo da Polícia Federal mostra intensa atuação da turma de Cachoeira.

Não se pode acusar os dois parlamentares de envolvimento com Cachoeira somente pelo destempero emocional suspeito, mas seria interessante que repensassem sobre como são vistos por boa parte da população quando querem dar seu show em CPI's para as câmeras de TV's.

Em contraste com Francischini, vieram as palavras de bom-senso de outro delegado licenciado, o deputado Protógenes (PCdoB-SP). Ele disse não haver surpresa no silêncio de Cachoeira (tamanha a encrenca em que está metido), e que há fartas provas materiais para serem analisadas nos inquéritos da Polícia Federal, independente dos envolvidos não colaborarem com testemunhos. Cabe aos membros da CPI arregaçarem as mangas em cima deste material.

****

GURGEL ENGAVETA PROCESSO...DE NOVO: A Procuradoria-Geral tarda, e tarda

22.05.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 20.05.12

O episódio do presidente do STJ com um estagiário está mofando, mas não reclame, isso é coisa de mensaleiro
Em outubro de 2010 o estudante Marco Paulo dos Santos, um negro evangélico de 24 anos, era estagiário no Superior Tribunal de Justiça, foi à agência do Banco do Brasil que funciona no prédio e esperava sua vez para usar um terminal. Pela sua narrativa, havia um senhor operando a máquina e ele aguardava sua vez atrás da linha demarcatória. A certa altura, o cidadão voltou-se, dizendo: "Quer sair daqui?" Marco explicou-lhe que estava no lugar adequado, mas não convenceu: "Como eu não saí, ele se apresentou: 'Sou Ari Pargendler, presidente do STJ, e você está demitido. Isso aqui para você acabou". Pargendler teria puxado o crachá do rapaz para ver seu nome. Uma hora depois, Marco recebeu uma carta de demissão por ter cometido "falta gravíssima de respeito".

Marco Paulo deu queixa na 5ª Delegacia da Polícia Civil, e uma testemunha corroborou sua versão. Pargendler, presidente do "Tribunal da Cidadania", não se pronunciou. O processo contra o doutor por agressão moral foi remetido ao Supremo Tribunal Federal, sob sigilo. Felizmente, o ministro Celso de Mello tirou-o do segredo e remeteu os autos à Procuradoria-Geral da República, para que verificasse "a exata adequação típica dos fatos narrados neste procedimento penal". No dia 17 de dezembro de 2010 o processo foi para as mãos da subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques. Cadê?

Quando completou-se um ano de espera, Marco Paulo disse ao repórter Frederico Vasconcelos que "entregou o caso nas mãos de Deus". Fez muito bem, porque, em condições normais, a Procuradoria teria cumprido sua tarefa em dois meses.

No dia 7 de março a doutora Sampaio Marques devolveu o processo e, a dia 14 de abril, ele foi redistribuído para o procurador-geral Roberto Gurgel, seu marido. Explicação? Nem pensar.

Eremildo é um idiota e, ao lembrar que a Operação Vegas ficou para com o doutor Gurgel durante quase três anos, convenceu-se de que não se deve falar do caso de Marco Paulo, pois isso é coisa de "pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão".

****

Clínica é assaltada em Casa Caiada


22.05.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO
Por Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 
Ciro Guimarães/TV Clube


Uma clínica no bairro de Casa Caiada, em Olinda, foi assaltada por volta da 14h desta terça-feira (22). Imagem: Ciro Guimarães/TV Clube


Uma clínica no bairro de Casa Caiada, em Olinda, foi assaltada por volta da 14h desta terça-feira (22). Dois homens foram presos pela Polícia Militar. De acordo com a polícia, a dupla trancou funcionários e pacientes em uma sala. Os dois estavam com uma pistola 9mm e três celulares.

Segundo uma vítima, que prestou depoimento na delegacia de Casa Caiada, foram momentos de terror. Os dois só foram presos com a chegada do Gati e da Rocam.

Um dos acusados é Carlos Alberto Silva dos Santos, foragido da PAI. Ele já havia sido preso por assalto. O comparsa, Advan Dantas de Carvalho, de 22 anos, também é foragido da PAI.

Segundo a PM, eles tentaram se passar por vítimas no momento em que a polícia chegou.
****
Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/vidaurbana/nota.asp?materia=20120522171427

Folha absolve mensaleiro tucano. E o STF vai condenar o Dirceu …

22.05.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 18.05.12
Por Paulo Henrique Amorim


Azeredo: Valério? Dantas? Quem?

Saiu na Folha (*), pág. A15:

“Perícia (da Polícia Federal) abre brecha para defesa de tucano no mensalão mineiro.”

“Laudo da PF não atesta autenticidade de assinatura de Eduardo Azeredo em recibo suspeito”.

“Procuradoria diz que recibo provaria caixa dois em campanha de 1998…”

Navalha
Como se sabe, o mensalão tucano é a adolescência da dupla Marcos Valério – Daniel Dantas.
Ali, a corda se uniu à caçamba.
Então, fica assim combinado, segundo a Folha e os mervais do PiG:
o STF condena o Dirceu e absolve o Azeredo.
E fica tudo por isso mesmo !
Ah, se fosse na Argentina …
O pessoal do Clarín falava mais fino.




Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

*****

Múcio Magalhães diz que João da Costa é o culpado de tudo e não pode comemorar vitória

22.05.2012
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por Jamildo Melo


O vereador Múcio Magalhães (PT) falou sobre a prévia do Partido dos Trabalhadores (PT), que escolheria qual candidato disputaria a prefeitura do Recife, ocorrida no domingo. Segundo o parlamentar, o resultado ainda não está concluído. 

“Estamos sem resultado definido porque as circunstâncias que marcaram a prévia são preocupantes, são fatos que ultrajam a democracia do PT. Não tem um vencedor, não existe um candidato do PT a prefeito do Recife”,disse, nesta segunda-feira ainda.

O vereador ainda citou os problemas que ocorreram durante o processo de escolha. 

“Foi um desrespeito porque as pessoas que foram votar são autorizadas pelo Diretório do PT, mas essa decisão foi desrespeitada quando o Judiciário, induzido por informações deturpadas, concedeu uma liminar que passou por cima das decisões do Diretório. Ou seja, pessoas não autorizadas votaram. Corrompeu de vez o resultado. Não tem vencedor, nem perdedor no processo. Infelizmente pessoas do meu partido se comportaram assim . A responsabilidade cabe a um único grupo, comandado por uma única pessoa, e não pode comemorar a vitória”, concluiu.
*****

Presidente do TJPE pede punição aos petistas que passaram informações errôneas ao Judiciário


22.05.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO
Por  Júlia Schiaffarino
juliaschiaffarino.pe@dabr.com.br

Em busca dos culpados 

Jovaldo Nunes confirma: prévia ainda sem vencedor.
 Imagem: RICARDO FERNANDES/DP/D.A PRESS
O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Jovaldo Nunes, quer punição para quem passou informações falsas à Justiça sobre a situação dos filiados do PT aptos a votar nas prévias ocorridas no último domingo. “O Judiciário tem interesse de que haja apuração. Se o partido não apurar, vamos fazer uma perícia para saber se os 14 mil que votaram estavam realmente quites com as mensalidades. Quem faltou com a verdade será responsabilizado criminalmente”, disse.

Do sábado para o domingo, uma guerra judicial foi travada entre os candidatos João da Costa e Maurício Rands. Entre troca de liminares e mandatos de segurança, o grupo de João da Costa informou que teria havido uma quitação coletiva das mensalidades, condição necessária para votação. A equipe de Rands contra-argumentou em documento que essa quitação nunca houve. De acordo com Nunes, se necessário, uma perícia vai avaliar a situação de todos os filiados do partido.

Jovaldo Nunes garantiu ainda que não há um vencedor dessa prévia. A declaração é com base no texto da última decisão expedida. “Lá consta que a declaração do vencedor não sai antes da verificação da regularidade dos votos”, completou. O presidente do TJPE disse ainda que após auditorados esses votos e constatada qualquer fraude, pode haver anulação do pleito, caso a Justiça seja acionada.

Para o presidente do PT em Pernambuco, Pedro Eugênio, a judicialização foi negativa para a própria sigla. “Há um consenso de que as questões internas sejam resolvidas internamente. Essa judicialização cria um precedente perigoso”, comentou. O deputado federal do PT, Fernando Ferro, por outro lado, defendeu a atitude. “Não é recomendado, mas qualquer cidadão que se sinta prejudicado pode recorrer à Justiça.” 
*****

Ex-presidente Lula revela: “Mensalão foi tentativa de golpe”

22.05.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges

Homenageado ontem pela Câmara Municipal de São Paulo, o ex-presidente Lula demonstrou que está com forte disposição para enfrentar o duro embate de ideias após o tratamento do seu câncer. Sem papas na língua, ele acusou a direita e setores da mídia por tentarem derrubá-lo durante seu mandato. Para ele, o escândalo do chamado mensalão foi uma tentativa frustrada de golpe.

Ele explicou que a iniciativa golpista, orquestrada por “grande parte dos políticos da oposição e por parte da imprensa brasileira”, só não deu certo porque ele ameaçou reagir. “Não vou me matar como Getúlio [Vargas] e não vou fugir obrigado como o João Goulart. Só tem um jeito de eles me pegarem aqui: é eles enfrentarem o povo nas ruas deste país”.

Segundo Lula, o apoio dos movimentos sociais intimidou os golpistas. “Aquilo foi a coisa que mais deixou eles com medo de continuar na luta pelo impeachment”. As declarações do ex-presidente ocorrem no exato momento em que os demotucanos e a mídia fazem forte pressão pelo julgamento do “mensalão” no Supremo Tribunal Federal (STF). Lula está disposto a enfrentar este debate!
*****

Justiça do Rio garante pensão de R$ 43 mil para filha de desembargador

22.05.2012
Do portal ÚLTIMO SEGUNDO, 21.05.12
Por Raphael Gomide, iG  Rio de Janeiro | 

As 32 mil “filhas solteiras” de servidores são 34% das pensionistas e custam ao Estado R$ 447 milhões por ano. Para não perder benefício, muitas se casam de fato, mas não de direito


Foto: Reprodução do Facebook de Márcia CoutoAção popular questiona as duas pensões, de R$ 43 mil, que Márcia Couto recebe do Estado
 Uma ação popular questiona o direito de uma mulher de 52 anos receber duas pensões, no total de R$ 43 mil mensais, pela morte do pai, desembargador do Rio de Janeiro, mesmo após ter sido casada, por ao menos três anos.
A dentista Marcia Maria Couto casou-se em cerimônia religiosa e festa para 200 pessoas, em 1990, e teve dois filhos com o marido, com quem ficou unida por sete anos, mas sempre se declarou solteira, para efeitos de pensão. O iGteve acesso ao processo público, que está no Tribunal de Justiça do Rio e será julgada em breve. Por ora, um desembargador manteve os pagamentos.
Filha do desembargador José Erasmo Brandão Couto, morto em 1982, Márcia recebe duas pensões do Estado do Rio – uma do Fundo Especial do Tribunal de Justiça (R$ 19.200) e outra do RioPrevidência (R$ 24.116) –, no total de cerca de R$ 43 mil mensais.
Em um ano, os cofres públicos lhe pagam cerca de R$ 559 mil, ou R$ 2,8 milhões, em cinco anos.
Pagamentos de pensão a “filhas solteiras” somam R$ 3,4 bilhões em cinco anos
A ação popular, movida por Thatiana Travassos de Oliveira Lindo, questiona o direito de Márcia aos pagamentos e espera sentença do Tribunal de Justiça. O Estado do Rio paga benefícios do gênero a cerca de 32 mil “filhas solteiras” de funcionários públicos mortos, no gasto total de R$ 447 milhões por ano, ou R$ 2,37 bilhões, em cinco anos.
As autoridades desconfiam que muitas dessas 32 mil mulheres, como Márcia, formam família mas evitam se casar oficialmente, com o único objetivo de não perder a pensão. Segundo a lei 285/79, o matrimônio “é causa extintiva do recebimento de pensão por filha solteira”. O expediente é visto como uma “fraude à lei” pela ação popular e pela Procuradoria do Estado.
No Estado do Rio, as 32.112 “filhas solteiras” representam mais de um terço (34%) do total de 93.395 pensionistas, ao custo de R$ 34,4 milhões mensais, ou R$ 447 milhões por ano – e R$ 2,235 bilhões em cinco anos -, segundo o Rio Previdência.
No caso de Márcia, o desembargador Pedro Saraiva Andrade Lemos garantiu o pagamento da pensão mensal de R$ 43 mil, mesmo depois de o Rio Previdência tê-lo cortado administrativamente, em 2010.
“Os atos lesivos ao patrimônio que se comprovam com esta ação popular são as situações das filhas maiores de servidores falecidos que se habilitam e passam a receber pensões pagas com recursos dos cofres públicos mesmo estando casadas ou vivendo em união estável, sem dependência econômica, contrariando a legislação regente. Não se pode ter essa prodigalidade com os cofres públicos, quando o particular, maior, capaz e apto para o trabalho, tem o dever e a obrigação legal e moral de se autossustentar. Não se pode conferir o ‘parasitismo social’. São pessoas capazes de prover o próprio sustento, mas transferem os ônus e encargos para toda a coletividade, muitas das vezes, até com fraude à lei”, afirma a autora popular, que não quis dizer ao iG por que move a ação.
Esse benefício, originário do tempo em que as mulheres não estavam no mercado de trabalho, tem o objetivo de garantir a subsistência e a proteção financeira da filha do funcionário morto até que comece a trabalhar ou se case. Márcia tem 52 anos e é dentista, o que faz a pensão perder o sentido, na opinião da autora popular e da PGE – as duas circunstâncias são impeditivas do pagamento.
Após reincluir beneficiária, RioPrevidência corta benefício e pede dinheiro de volta
Foto: Reprodução da internetApós suspensão, o TJ do Rio mandou o RioPrevidência voltar a pagar pensão a Márcia, filha do desembargador José Erasmo Couto
Após a morte do pai, em 1982, Márcia passou a dividir com a mãe as pensões do Fundo Especial do TJ e do Iperj (atual RioPrevidência). De acordo com a lei no ano da morte do desembargador, só era previsto o pagamento de pensão previdenciária para as filhas maiores até a idade-limite de 25 anos e desde que fossem solteiras. Assim, quando Márcia fez 25 anos, em 1985, deixou de fazer jus ao benefício, que ficou apenas para a viúva do magistrado.
A dentista continuou, porém a receber 50% do montante do Fundo Especial do TJ. Casou-se no religioso, em 1990, na Paróquia Nossa Senhora do Brasil, na Urca, em união da qual nasceram dois filhos (um em 91 e outro em 93). “Para ludibriar os sistemas previdenciários do antigo Iperj e do Fundo Especial, o casamente só foi realizado no âmbito religioso, não tendo sido comunicado para as instituições previdenciárias”, afirma a ação popular. O casal se separou nos anos 90.
Após a morte da viúva, em 2004, Márcia pediu administrativamente e obteve a reversão da pensão de sua mãe no Fundo Especial. “Se a ré nem sequer tinha direito a receber o benefício que vinha recebendo, não poderia jamais ter deferida a reversão da cota-parte recebida por sua genitora”, protesta a autora da ação, Thatiana Travassos.
No ano seguinte, requereu a reinclusão na pensão do RioPrevidência – após ter sido excluída 30 anos antes –, novamente alegando ser solteira. Embora tivesse mais de 25 anos e não seja possível voltar a ter o benefício quem já foi excluído do sistema, ela também voltou a receber integralmente a pensão que vinha sendo paga à mãe.
De acordo com a autora popular, Márcia não preenchia nenhum dos requisitos das concessões do benefício, segundo a lei, em 2004: era maior de 21 anos, independente economicamente, não era estudante universitária de até 24 anos, interditada ou inválida, não tinha dependência econômica – era dentista – e não era mais solteira, porque já tinha se casado.
Ao tomar ciência da ação popular, o RioPrevidência – inicialmente réu – reviu a decisão ao constatar que a concessão estava “viciada”: cortou o benefício e pede o fim dos pagamentos e a devolução do montante pago nos últimos cinco anos. Intimada, Márcia foi ao órgão apresentar defesa, mas optou por não assinar termo de ciência. “Naquela ocasião, afirmou, assumindo inteira responsabilidade pela veracidade das informações prestadas, que o seu estado civil era o de solteira. Perceba-se, desde já, o ardil empregado pela ré, que omitiu o seu casamento celebrado anos antes”, diz o RioPrevidência.
“Vida nababesca”
Foto: AEMárcia Couto recebe pensões do RioPrevidência e do Tribunal de Justiça, do pai desembargador
No entanto decisão do desembargador Pedro Lemos obrigou o órgão a retomar o pagamento. Em recurso ao tribunal, Márcia alegou que “a subsistência e a independência financeira de sua família receberam duro golpe”. Para o órgão previdenciário, a argumentação é “para dizer o mínimo, melodramática, porque ela já recebe de pensão especial do TJ mais cerca de R$ 20 mil. A manutenção da pensão proporciona à filha do desembargador uma vida nababesca, à custa dos contribuintes do Estado do Rio de Janeiro”.
A PGE cita frase de outro desembargador, Horácio dos Santos Ribeiro Neto, segundo quem “lamentavelmente, há no país a crença de que pensão por morte é herança e deve ser deixada para alguém porque, em caso contrário, ‘fica para o governo’”.
A ação lembra que o entendimento da Constituição Federal é de igualdade de tratamento entre união estável e casamento, em relação às pensões e benefícios previdenciários, de modo que Márcia perdeu a condição de solteira em 1990 para continuar a receber os benefícios previdenciários que recebe. A autora Thatiana Travassos afirma que Márcia teve “má-fé”, ao usar “expedientes maliciosos” e “mecanismos espúrios” de só casar no religioso “com o único e específico intuito de não perder a condição de beneficiária como filha solteira” e de “ludibriar para impedir a aplicação de preceito imperativo da lei” – o que se caracterizaria como “fraude à lei”.
A ação popular afirma que levantamento de casos como o de Márcia, no Distrito Federal, identificou pagamento indevido de pensão a 2.879 filhas de servidores públicos mortos do Executivo maiores de 21 anos que só teriam direito ao benefício se continuassem solteiras. A fraude, aponta, custou aos cofres públicos cerca de R$ 30 milhões por ano – R$ 150 milhões, em cinco anos, e R$ 300 milhões, em dez anos.
No Rio, não há previsão de o RioPrevidência fazer uma investigação semelhante em sua base de dados.
Autora da ação não quer falar; TJ e advogado de Márcia não respondem
iG falou por telefone com Thatiana Travassos, autora da ação popular que pede o cancelamento das pensões de Márcia Couto. Ela não quis informar o motivo por que moveu a ação nem quis dar entrevista sobre o assunto.
A reportagem ligou e enviou e-mail à assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, para ouvi-la a respeito do pagamento da pensão a Márcia pelo Fundo Especial do TJ. Também questionou o tribunal se a decisão de um desembargador em favor da filha de um outro desembargador não poderia parecer corporativista tendo em vista os fatos. O TJ não respondeu.
iG deixou mensagem às 13h de sexta-feira (18) no celular do advogado José Roberto de Castro Neves, que representa Márcia. Às 13h10, o repórter deixou recado com a secretária Maíra, no escritório de que é sócio no Rio, mas não teve resposta até esta segunda (21).

*****

Irã demite diplomata suspeito de molestar meninas no Brasil

22.05.2012
Da Agência Brasil, 21.05.12
Por Da BBC Brasil


Brasília - O governo do Irã informou nesta segunda-feira (21) ter demitido o diplomata acusado de molestar quatro meninas, de idades entre 9 e 15 anos, na piscina de um clube em Brasília.
O caso ocorreu em abril. O diplomata Hekmatollah Ghorbani chegou a ser detido e levado a uma delegacia sob acusação de estupro, mas foi libertado ao invocar sua imunidade diplomática. Em seguida, Ghorbani retornou a Teerã.
O governo iraniano tentou minimizar o episódio, que classificou como um mal entendido gerado por diferenças culturais. Porém, o governo brasileiro pediu que o diplomata fosse punido com rigor. Os dois países mantêm boas relações diplomáticas.
Segundo testemunhas, ele tocou as partes íntimas das meninas.
Em um comunicado, a Chancelaria iraniana informou que uma investigação interna determinou que o comportamento do suspeito foi contrário a normas administrativas e à moralidade islâmica.

****

Bernardo Kucinski: E quem foi mesmo que financiou a repressão?

22.05.2012
Do blog VI O MUNDO, 21.05.12


Kucinski: ‘Jorrou dinheiro empresarial à repressão política’

O depoimento de Claudio Guerra, em “Memórias de uma guerra suja”, detalha o envolvimento de empresários com a ditadura. Esse é o aspecto que mais impressionou ao escritor e jornalista Bernardo Kucinski. Sua irmã, Ana Rosa Kucinski, e o cunhado, Wilson Silva, foram sequestrados em 1974 e integram a lista dos desaparecidos. Bernardo atesta: “Está tudo lá: empresas como Gasbras, White Martins, Itapemirim, grupo Folha e o banco Sudameris; o dinheiro dos empresários jorrava para custear as operações clandestinas e premiar bandidos com bonificações generosas”.

São Paulo – O livro ‘Memórias de uma guerra suja’, depoimento do ex-delegado do DOPS, Claudio Guerra, a Marcelo Netto e Rogério Medeiros, foi recebido inicialmente com certa incredulidade até por setores progressistas. Há revelações ali que causam uma rejeição visceral de auto-defesa. Repugna imaginar que em troca de créditos e facilidades junto à ditadura, uma usina de açúcar do Rio de Janeiro tenha cedido seu forno para incinerar cadáveres de presos políticos mortos nas mãos do aparato repressivo.

O acordo que teria sido feito no final de 1973, se comprovado, pode se tornar o símbolo mais abjeto de uma faceta sempre omitida nas investigações sobre a ditadura: a colaboração funcional, direta, não apenas cumplicidade ideológica e política, mas operacional, entre corporações privadas, empresários e a repressão política. Um caso conhecido é o da ‘Folha da Tarde’, jornal da família Frias, que cedeu viaturas ao aparato repressivo para camuflar operações policiais.

Todavia, o depoimento de Guerra mostra que nem o caso da usina dantesca, nem o repasse de viaturas da Folha foram exceção. Esse é o aspecto do relato que mais impressionou ao escritor e jornalista Bernardo Kucinski, que acaba de ler o livro. Sua irmã, Ana Rosa Kucinski, e o cunhado, Wilson Silva, foram sequestrados em 1974 e desde então integram a lista dos desaparecidos políticos brasileiros.

Bernardo atesta:’ Esta tudo lá: empresas importantes como a Gasbras, a White Martins, a Itapemirim, o grupo Folha e o banco Sudameris, que era o banco da repressão; o dinheiro dos empresários jorrava para custear as operações clandestinas e premiar os bandidos com bonificações generosas’.

No livro, Claudio Guerra afirma que Ana Rosa e Wilson Campos — a exemplo do que teria ocorrido com mais outros oito ou nove presos políticos — tiveram seus corpos incinerados no imenso forno da Usina Cambahyba, localizada no município fluminense de Campos.

A incredulidade inicial começa a cair por terra. Familiares de desaparecidos políticos tem feito algumas checagens de dados e descrições contidas no livro. Batem com informações e pistas anteriores. Consta ainda que o próprio governo teve acesso antecipado aos relatos e teria conferido algumas versões, confirmando-as. Tampouco o livro seria propriamente uma novidade para militantes dos direitos humanos que trabalham junto ao governo. 

O depoimento de Guerra, de acordo com alguns desses militantes, teria sido negociado há mais de dois anos, com a participação direta de ativistas no Espírito Santo.

A escolha dos jornalistas que assinam o trabalho – um progressista e Marcelo Netto, ex-Globo simpático ao golpe de 64 – teria sido deliberada para afastar suspeitas de manipulação. Um pedido de proteção para Claudio Guerra já teria sido encaminhado ao governo. Sem dúvida, o teor de suas revelações, e a lista de envolvimentos importantes, recomenda que o ex-delegado seja ouvido o mais rapidamente possível pela Comissão da Verdade.

Bernardo Kucinski, autor de um romance, ‘K’, – na segunda edição – que narra a angustiante procura de um pai pela filha engolida no sumidouro do aparato de repressão, respondeu a quatro perguntas de Carta Maior sobre as “Memórias de uma Guerra Suja”:



Carta Maior – Depois de ler a obra na íntegra, qual é a sua avaliação sobre a veracidade dos relatos?



Kucinski – As confissões são congruentes e não contradizem informações isoladas que já possuíamos. Considero o relato basicamente veraz, embora claramente incompleto e talvez prejudicado pelos mecanismos da rememoração, já que se trata da confissão de uma pessoa diretamente envolvida nas atrocidades que relata.

CM – Por que um depoimento com tal gravidade continua a receber uma cobertura tão rala da mídia? Por exemplo, não mereceu capa em nenhuma revista semanal ‘investigativa’. 



Kucinski – Pelo mesmo motivo de não termos até hoje um Museu da Escravatura , não termos um memorial nacional aos mortos e desaparecidos da ditadura militar, e ainda ensinarmos nas escolas que os bandeirantes foram heróis; uma questão de hegemonia de uma elite de formação escravocrata.

CM – Do conjunto dos relatos contidos no livro, quais lhe chamaram mais a atenção?

Kucinski – O episódio específico que mais me chamou a atenção foi a participação direta do mesmo grupo de extermínio no golpe organizado pela CIA para derrubar o governo do MPLA em Angola, com viagem secreta em avião da FAB.

CM – O que mais ele revela de novo sobre a natureza da estrutura repressiva montada no país, depois de 64?



Kucinski – Fica claro que as Forças Armadas montaram grupos de captura e extermínio reunindo matadores de aluguel, chefes de esquadrões da morte, banqueiros do jogo do bicho, contrabandistas e narcotraficantes. Chamaram esses bandidos e seus métodos para dentro de si. Esses criminosos, muitos já condenados pela justiça, dirigidos e controlados por oficiais das Forças Armadas, a partir de uma estratégia traçada em nível de Estado Maior, executavam operações de liquidação e desaparecimento dos presos políticos, o que talvez explique o barbarismo das ações. Também me chamou a atenção a participação ampla de empresários no financiamento dessa repressão, empresas importantes como a Gasbras, a White Martins, a Itapemirim, o grupo Folha – que emprestou suas peruas de entrega para seqüestro de ativistas políticos -, e o banco Sudameris, que era o banco da repressão; dinheiro dos empresários jorrava para custear as operações clandestinas e premiar os bandidos com bonificações generosas. Está tudo lá no livro.

Não perca:


*****