terça-feira, 15 de maio de 2012

Quem é financiado por dinheiro público e de estatais: a blogosfera ou Veja, Globo, Folha, Estadão?

15.05.2012
Do BLOG DO MELLO, 14.05.12
Por Anttônio Mello

O Chacrinha do Blog do esgoto continua animando seu auditório com os bordões de sempre: 

- Olha o mensalão ai-ê! 


- Quem quer petralha aí-ê?


Como escroteiros comportados (Juca Chaves dizia que escoteiros são crianças vestidas de idiota comandadas por um idiota vestido de criança - o que se aplica perfeitamente ao blogueiro e seus leitores no esgotão) sua audiência vai até lá para tentar se apegar à ideia de que "não, o Brasil não está mudando para melhor, isso é coisa de petralha, eles estão infiltrados na mídia, querem calar a imprensa, são ladrões, uma gente diferenciada que quer estações de metrô, que lota aeroportos, que está fazendo faculdade..."...

O Chacrinha do esgoto cumpre o que esperam dele. Chega a se autoproclamar tio dos seus leitores cativos... Eu, heim!...

Mas, agora, no seu afã (ou delírio?) de defender o diretor de Veja em Brasília ("O Policarpo é foda!", ele escreveu, certamente com conhecimento de causa), o Chacrinha do esgoto parece que parou de tomar os remédios e passou a delirar:


Como é que um governo democrático consegue justificar, segundo, então, os fundamentos da democracia, que dinheiro público e de estatais financie páginas cujo objetivo explícito é atacar a oposição, membros do Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República e a imprensa livre? Qual é o argumento? Qual é o princípio? [Fonte]


Nosso blog foi investigar quem é financiado por dinheiro público e de estatais, a blogosfera (como nos acusa o Chacrinha de esgoto) ou a Veja, que lhe paga o salário.

Numa entrevista a Conceição Lemes publicada no VioMundo, o Blog NaMaria News mostra o que os sucessivos governos tucanos em São Paulo injetaram no chamado PIG:

"Desde 2004, PSDB paulista gastou R$ 250 milhões com a mídia (quase tudo sem licitação)".


“Raramente se encontra no Diário Oficial os contratos dessas compras, apesar de ser obrigatória a publicação bem como a justificativa, portanto não sabemos porque essa e não outra e tal. Mas sobre gastos dá para ter uma noção maior, desde que esteja tudo publicado. De modo que o meu apanhado é apenas de uma parte do dinheiro gasto. Pelas pesquisas do NaMaria,desde 2004, especialmente de 2007/2008 em diante, foram entregues no mínimo R$250 milhões (R$248.653.370,27) [valores não corrigidos]. Sem dúvida é mais do que isso, mas já dá para fazer uma reflexão.


Se pegarmos as compras feitas pela FDE à Abril (Guia do Estudante Vestibular, Atlas Nacional Geographic, Revista Recreio e Veja) e Fundação Victor Civita (Revista Nova Escola), em contratos sem licitação que o DO aponta desde 2004 até agora, teríamos a quantia de R$52.014.101,20.
Com o mesmo dinheiro entregue à Abril/Civita [que publica Veja, digo eu Antonio Mello], sem qualquer percalço licitatório, em troca de papel, poderíamos construir quase 13 novas escolas ou cerca de 152 salas de aula, com capacidade para mais de 15 mil alunos nos três períodos (manhã, tarde e noite). Desafogaríamos as escolas existentes e atenderíamos dignamente os alunos e comunidades.


Leia a íntegra da entrevista e confira os documentos (todos retirados do Diário Oficial de SP), a dinheirama que foi para Abril, Folha, Estadão, Globo/Fundação Roberto Marinho.

Não é um mensalão, é um anualão, que vem desde 2004, que o PSDB de São Paulo entrega para a "grande imprensa independente".

Se você for um leitor do tio Chacrinha, confira também os links do Diário Oficial que estão na entrevista. Pense com sua própria cabeça.

A entrevista, que foi feita em outubro de 2010, repito o link, pode ser lida aqui.

Aproveite e confira também esta reportagem que mostra que José Serra doou para a Rede Globo um terreno de mais de 11 mil metros quadrados.


Durante 11 anos a Rede Globo se apropriou de um terreno público localizado ao lado de sua sede em São Paulo. 

O local fica em uma da regiões mais cobiçadas pelo mercado imobiliário, tem 11.600 metros quadrados e está avaliado em R$ 11 milhões. 

A emissora dos Marinhos cercou e transformou o lugar verde de praça pública em espaço privado, de modo que qualquer cidadão (não global) que se aproximava era barrado e expulso pelos seguranças. 

Em 2010, a denúncia da invasão foi ao ar no programa Domingo Espetacular, da Rede Record, então o governador José Serra resolveu legalizar o terreno para a Globo. 

Na tentativa de abafar o caso, Serra e Globo firmaram um convênio e decidiram construir uma escola técnica no local. A instituição não visa oferecer cursos de interesse do público, mas sim da própria emissora: (Multimídia e Produção de áudio e vídeo). 
Só para variar, Serra ainda batizou o lugar de "Jornalista Roberto Marinho". 

Governo e Globo se saíram bem na história, e não deram ao povo nenhuma explicação sobre os anos de ilegalidade do canal e omissão do Estado. 

Já pensou na Polícia Militar expulsando os executivos da "vênus platinada" com tiros de borracha, bombas, cachorros e cassetadas?

 Se estiver com preguiça de ler, veja a reportagem:



O mesmo governo tucano que expulsou violentamente moradores do Pinheirinho doou terreno público (seu, paulista) à Rede Globo.

Agora, compare com o que o Chacrinha do esgoto diz que é investido na blogosfera e responda honestamente:

- Quem é financiado por dinheiro público e de estatais: a blogosfera ou a Veja, Globo, Folha, Estadão?

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MÍDIA GOLPISTA EM AÇÃO: Mídia, Gurgel e Souza ameaçam o Estado de Direito


15.05.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 14.05.12
Por Eduardo Guimarães

A Constituição Brasileira de 1988, em seu artigo 5.°, inciso LVII, reza que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Esse é um direito constitucional que vale para todos, dos réus no inquérito do mensalão a Carlinhos Cachoeira. Vale para você, leitor, e para aqueles dos quais diverge. Isso se chama democracia.

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal de conceder liminar desobrigando Cachoeira de depor na CPMI que leva seu nome é desagradável porque a culpabilidade do contraventor salta aos olhos, mas a garantia de um processo legal justo e a preservação de direitos constitucionais distinguem democracias de ditaduras.

A decisão do ministro do STF Celso de Melo pode retardar os trabalhos da CPMI, mas a argumentação de que novas acusações no processo não são do conhecimento da defesa do contraventor encerra razoabilidade. Que se dê à parte o conhecimento que pede e que o processo siga em frente.

Grave, porém, é a campanha midiática que tem o evidente intento de pressionar o Supremo Tribunal Federal a condenar in limine os envolvidos no inquérito do mensalão. Nesse contexto, a decisão de ontem do STF sinaliza que a Corte pode não deixar que lhe ponham uma “faca no pescoço” – de novo.

A intenção de coagir vai assumindo proporções escandalosas. Recentes matérias na imprensa dando conta de declarações espantosas de dois expoentes do Ministério Público Federal constituem um verdadeiro atentado aos ditames constitucionais relativos ao direito de defesa e ao contraditório.

Roberto Gurgel, procurador-geral da República, cada vez mais enrolado na suspeição quanto ao engavetamento da investigação que gerou a CPMI do Cachoeira, aproveitou-se da gana midiática em pisotear o Estado Democrático de Direito para condenar previamente os envolvidos no inquérito do mensalão e, assim, não ter que dar explicações.

Este blog, desde o primeiro momento, denunciou a ridicularia das explicações de Gurgel no auge da exploração midiática de sua declaração sobre questioná-lo equivaler a medo de amigos dos envolvidos no mensalão. Agora, vai ficando claro que tudo não passou de estratégia desse cavalheiro para não ter que se explicar.

Concomitantemente, outro membro do MPF que já esteve à frente da instituição revela tudo o que há de ditatorial nessa corrente político-partidária para a qual o julgamento dos indiciados no inquérito do mensalão é mera formalidade que até poderia ser ignorada, pois imprensa e oposição já os condenaram.

Antonio Fernando de Souza, o procurador-geral da República anterior e autor da acusação a membros da base aliada do governo federal no inquérito do mensalão, declarou que negar a compra de votos de parlamentares pelo governo Lula seria “atentado à democracia”. E a imprensa fez a festa com essa declaração.

Se a sociedade der crédito a isso, instalar-se-á uma ditadura no Brasil. Direito de defesa, direito a um julgamento justo de uma acusação em que as provas, mesmo nos casos em que existem, estão muito abaixo de ser incontestáveis, é “atentado à democracia”?! Que história é essa?!! Esse senhor criminalizou a divergência e a presunção da inocência, ora!

Atentado à democracia é querer que todos pensem como ele, Souza. Não tenho qualquer certeza sobre culpa ou inocência dos acusados no inquérito do mensalão, mas não admito que o julgamento do caso se transforme em mera formalidade. Essa é uma ameaça a todos.

Souza foi o autor da denúncia. É óbvio que a defenderá com unhas e dentes. Todavia, ao criminalizar quem não aceita as suas conclusões pretende abolir o direito de defesa e o devido processo legal. E mais: levanta suspeitas de que anseia pelo estrelismo, pela exposição laudatória a si na mídia, posando de Catão da República – e estamos vendo onde terminam os catões.

O mais bizarro em tudo isso é que esses dois procuradores que, por razões distintas, querem dispensar o julgamento e condenar previamente os acusados no inquérito do mensalão, só estão podendo fazer isso porque foram nomeados por aquele que a corrente política que integram acusa acima de todos os outros: Lula.

Tanto a mídia quanto a oposição – que acabam sendo a mesma coisa – acusam Lula, aberta ou veladamente, de ser o verdadeiro mentor intelectual do mensalão, ainda que todas as investigações tenham concluído que não teve a menor relação com o caso.

O mínimo de lógica obriga a perguntar como um presidente que quer montar um esquema criminoso nomeia procuradores-gerais da República como Souza e Gurgel. Afinal de contas, o procurador-geral é o único que pode acusar formalmente o presidente da República. Não é por outra razão que Fernando Henrique Cardoso manteve o ex PGR Geraldo Brindeiro no cargo por oito anos.

Lula nomeou quatro procuradores-gerais e grande parte dos juízes do Supremo Tribunal Federal. Dois desses procuradores comprovam que o ex-presidente não teve medo de nomear escolhidos pela instituição Ministério Público, portanto sem garantia de favorecimento como o que Brindeiro deu a FHC. E ao menos o juiz do STF Joaquim Barbosa, nomeado por Lula, foi implacável no inquérito do mensalão.

Quer dizer que Lula montou um esquema criminoso enquanto nomeava juízes e procuradores independentes? Conversa pra boi dormir, certo?

A sociedade civil deve se levantar contra o que estão fazendo a mídia e esses dois procuradores do Ministério Público. Dizerem que divergir da opinião deles sobre o mensalão atenta contra a democracia é uma bofetada no país. Atentado à democracia é tentarem calar a divergência e colocarem uma faca no pescoço do STF – de novo.

Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2012/05/midia-gurgel-e-souza-ameacam-o-estado-de-direito/

MÍDIA, DEMÓSTENES & CACHOEIRA: Pacto com o diabo

15.05.2012
Do blog OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Mauricio Dias, na edição 694


Argumenta a direção de Veja, apoiada por um grupo de acólitos furibundos e direitistas desnorteados, que os repórteres da revista, em razão da natureza da reportagem, mantiveram relações perigosas com Carlinhos Cachoeira como, às vezes, exige a insalubridade da missão do profissional em busca de informações importantes para conhecimento da sociedade.
Há registro de mais de 200 telefonemas trocados entre os repórteres e Cachoeira, uma fonte de onde jorraram algumas das principais “investigações” daquela revista semanal.
O princípio defendido é correto. E o número de ligações telefônicas, por si só, não significa nada além do fato de se falarem muito. Mas as conversas travadas pelo repórter e o contraventor Cachoeira são de preocupante intimidade, como mostram algumas transcrições já publicadas.
“Fala pra ele que é de confiança o homem”, diz o senador Demóstenes Torres para Carlinhos Cachoeira ao se referir ao repórter de Veja.
Desvio de conduta
O repórter é sempre o elo mais fraco nesse processo, conforme deixa entender Eurípedes Alcântara, diretor de redação de Veja. Ele tentou explicar assim o envolvimento da revista com um contraventor que agora já pode ser carimbado como criminoso: “… casos assim jamais são decididos individualmente por um jornalista, mas pela direção da revista”.
A frase de Alcântara protegeo pé e descobre a cabeça. Talvez ele tenha tentado preservar o repórter dos longos braços da CPI, mas certamente expôs os donos da revista. Ele próprio ocupa um “cargo de confiança” pelas mesmas razões que o repórter de Veja era da confiança do senador Demóstenes.
Confiança no Brasil traduz a confiança “pessoal” e não a “profissional”.
Esse processo confirma, em última instância, que o repórter de confiança do editor e de Cachoeira é também de confiança do dono. Assim fica claro que o acordo liga Cachoeira diretamente a Roberto Civita, dono da Veja.
Nesse caso, portanto, a tese correta sobre a insalubridade do trabalho do repórter desvirtuou-se na prática.
A crítica que se faz é ao desvio de conduta, comprovada por uma série histórica de erros intencionalmente cometidos. O elenco é grande e aponta uma tendência política. São geralmente denúncias, ao longo dos governos de Lula e Dilma, notadamente apontando suspeitas de focos de corrupção em setores específicos da administração federal.
O diabo sabe...
A base do acordo entre o contraventor e Veja foi firmado assim: ele entregou as informações e ela silenciou sobre os crimes cometidos para obtê-las.
Repórter conversar com demônios faz parte da rotina do trabalho. A questão está no pacto que se firma. O repórter só pactua com o aval do editor.
Adrian Leverkun, pianista, personagem de Thomas Mann (Montanha Mágica) entregou a alma ao demônio para obter sucesso. Antes, o Fausto de Goethe fez o mesmo.
Além de poder assumir aparência humana, há quem diga que o diabo seja o inspirador do neoliberalismo. Há mesmo quem sustente hipótese de a “mão invisível” de Adam Smith ser a própria mão do diabo.
Nos anos 1940, o jovem estudante Raymundo Faoro, ao mudar de Vacaria para Porto Alegre, tentou um pacto para sobreviver à fome.
“O diabo não me deu nenhuma importância”, conta Faoro nos inéditos Manuscritos Perdidos, ainda em preparo.
O silêncio diante da proposta de Faoro sugere que o diabo sabe com quem faz acordo.

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BLOG MOBILIDADE URBANA: Veja como vai ficar o centro do Rio com bonde moderno

15.05.2012
Do blog MOBILIDADE URBANA, 14.05.12
Por Tânia Passos



Uma das estrelas do Porto Maravilha – programa de revitalização da zona portuária da capital carioca – o projeto de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), orçado em R$ 1,1 bilhão, está mais próximo de sair do papel e chegar às ruas do centro da cidade. Na última semana, foi aprovada pelo governo federal a liberação de R$ 500 milhões em recursos do Orçamento Geral da União (OGT).

Para garantir os R$ 600 milhões restantes, serão abertas no início do próximo mês audiência e consulta públicas a fim de preparar a licitação para escolha da concessionária responsável pelo projeto. O edital deverá ser lançado até agosto.

“Já temos os estudos de viabilidade, o cronograma e todas as autorizações exigidas para começar as intervenções necessárias na região. O início da contratação das obras está previsto para janeiro de 2013”, afirma o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), Jorge Arraes.

O veículo leve contempla não só a região do Porto, como também parte considerável do centro da cidade. Pontos de grande ciculação, como a Avenida Rio Branco, a Cinelândia e o aeroporto Santos Dumont, também receberão estações do novo bonde.



O sistema do VLT, ou bonde moderno, como foi apelidado na Cdurp, terá seis linhas distribuídas em 42 estações ao longo de 30 quilômetros de vias, sendo 26 quilômetros de vias de ida e volta e quatro quilômetros de via singelas. A distância média entre as estações será de 400 metros e a expectativa é de que o tempo de espera entre um trem e outro varie entre 5 e 15 minutos, dependendo da linha. Cada vagão comporta até 450 passageiros.

O sistema de pagamento será similar ao de países da Europa que já adotaram o VLT. Ao entrar no trem, o próprio passageiro deverá validar seu bilhete. A estimativa da CDURP é que a passagem custe em torno de R$ 3 e o novo modal deverá integrar o sistema do Bilhete Único.

Fonte: Portal IG – http://economia.ig.com.br/2012-05-14/veja-como-vai-ficar-o-centro-do-rio-com-bonde-moderno.html
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Os amigos de Demóstenes: Gurgel e esposa

15.05.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Quem acompanha os desdobramentos da briga entre a Procuradoria-Geral da República e Polícia Federal afirma que a subprocuradora Cláudia Sampaio, sob críticas dentro do próprio Ministério Público, reagiu às críticas do delegado Raul Alexandre para obter apoio interno na instituição. Cláudia, a quem a PF atribui a responsabilidade por paralisar as investigações decorrentes da Operação Vegas, é acusada por membros dos dois órgãos de atrasar outras apurações, como a Boi Barrica (rebatizada de Faktor), que investigou negócios do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

A nota respondendo a Cláudia Sampaio foi só a primeira de uma série de estocadas que as entidades ligadas à PF prepara para o primeiro-casal da Procuradoria-Geral da República.

Hoje a ADPF (Associação dos Delegados da Polícia Federal) vai divulgar nota ainda mais dura, em que atesta a "idoneidade dos delegados responsáveis pelas operações Vegas e Monte Carlo" e diz que a sociedade espera respeito mútuo entre as duas instituições.

O senador Fernando Collor (PTB-AL) apresentou ontem requerimento para levar a subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques à CPI do Cachoeira. O pedido de Collor para convocar Cláudia baseia-se no depoimento que o delegado Raul Marques Sousa prestou na semana passada em sessão reservada da CPI

Tal marido, tal mulher: Procuradora não quis investigar Demóstenes, diz PF

A Polícia Federal afirmou ontem que o delegado Raul Alexandre Marques Souza, da Operação Vegas, não pediu para a Procuradoria-Geral da República suspender o caso como forma de não atrapalhar outras investigações.

A decisão, tomada em 2009, adiou a revelação dos laços do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) com o empresário Carlinhos Cachoeira, suspeito de comandar um esquema de corrupção.

A nota da PF conta  a versão de Cláudia Sampaio, subprocuradora-geral da República e mulher do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Ela afirma que a decisão de não levar adiante as investigações da Operação Vegas foi tomada em conjunto com o delegado Souza.

A PF sustentou ontem que a decisão de paralisar a Vegas para esperar novos elementos não foi tomada em conjunto com a Procuradoria, que tinha a competência para decidir sobre o caso.

"A Polícia Federal encaminhou à PGR [Procuradoria-Geral da República] em setembro de 2009 a partir da decisão do juiz federal de Anápolis/GO para que fosse avaliado, pelo juízo competente, o conteúdo da investigação, cujos fatos se relacionavam com pessoas que possuíam prerrogativa de função", afirmou a PF, por meio de nota.

"O delegado Raul Alexandre não pediu à subprocuradora Cláudia Sampaio o arquivamento ou o não envio da Operação Vegas ao STF", complementa a nota.

Segundo policiais ouvidos pela reportagem, não cabe ao delegado da PF fazer esse tipo de pedido ao Ministério Público Federal.

REUNIÕES

Na nota, a PF informou ainda que o delegado Souza e Cláudia Sampaio tiveram três reuniões sobre o caso.

Na primeira, em agosto de 2009, o delegado estava acompanhado do diretor de Inteligência Policial e de mais quatro delegados. A Operação Vegas foi então apresentada à subprocuradora.

A segunda reunião aconteceu em setembro de 2009 e tratou do encaminhamento dos autos da investigação à Procuradoria, por meio de ofício. Nesse encontro, o delegado estava sozinho, segundo a Folha apurou na PF.

O último encontro se deu em outubro, quando Souza estava acompanhado de outro delegado. Foi nessa data que a subprocuradora informou não haver elementos suficientes para a instauração de investigação no STF e que opinaria pelo retorno dos autos ao juízo de primeiro grau.

Ocorre que o inquérito não foi enviado novamente à primeira instância da Justiça. A Procuradoria informou que não se pronunciaria sobre a nota da PF.Folha
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Revista Veja acusa senhora de 59 anos de ser ‘robô’ programado pelo governo Dilma

15.05.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 14.05.12

Diante de tantos RTs contra Veja, Reinaldo Azevedo criou uma fantasia: Lucy era um programa criado por petistas com a única intenção de detonar Veja

revista veja insetos robôs
Mais de 25 mil mensagens foram postadas no twitter contra a revista, o que teria causado a fúria do colunista de Veja
Para justificar campanha contra Veja no Twitter, Reinaldo Azevedo acusa tuiteira de ser um robô programado pelo governo para atingir alvos políticos. Blogueiro também censurou comentário da acusada rebatendo denúncia.
Em “Como Fraudar a Internet“, Reinaldo Azevedo afirma que o perfil@lucy_in_sky_ “foi programado para identificar mensagens de outros usuários que contivessem os termos-chave dos tuitaços, replicando-as”. Seria perfeito para explicar mais um protesto contra a revista, se a dona do perfil não fosse uma pacata carioca de 59 anos, estudiosa do comportamento humano, amante dos animais e profissional da saúde. “Foi como tomar um tapa na cara”, conta ela.

Leia mais

Lucy (sua identidade será preservada), soube por amigos, no sábado que seu perfil era acusado de operar um esquema fraudulento para atacar a revista Veja com hashtags como #VejaTemMedo e #VejaBandida. “Trabalho e estudo. Não tenho muito para dar minha opinião, mas acho importante fazê-la. Por isso tantos retuítes”.
O perfil de Lucy tem exatos 3 anos. “Entrei no twitter, a princípio, por curiosidade, mas depois percebi todo o alcance social e político. Procuro participar de vários tuitaços que mostrem minha opinião política. Participei do #ForçaLula e sempre que posso faço campanha contra crueldade com animais”.
A conta de Reinaldo Azevedo é simples, mas não fecha. Ele usa o exemplo da China, que recruta jovens com tempo disponível para lançar mensagens de apoio ao governo na internet. Na cabeça da Veja, o regime chinês é muito parecido com o brasileiro. Nada faria mais sentido se o governo também pagasse militantes para detonar inimigos políticos.
Afinal, quem fica na frente de um computador, num final de semana, sem ser pago? Só para fazer política? “Quando eu vejo algum tweet que expresse minhas opiniões e posições, eu retuíto”. Diante de tantos RTs contra Veja, Reinaldo Azevedo criou uma fantasia: Lucy era um programa criado por petistas com a única intenção de detonar Veja. “O que me impressionou na reportagem da Veja foi a história detalhada que eles inventaram, dizendo como é que eu “funcionava” como robô. Teve até infográfico”
Na noite de ontem, Lucy acessou o blog de Reinaldo Azevedo e deixou uma mensagem, afirmando ser dona do perfil acusado de ser robô. Seu comentário foi censurado e Azevedo continua afirmando que Lucy não passa de uma ficção virtual.
Pergunta: Você já deu RT na Mariana Godoy e na Real Morte elogiando a Regina Casé. Não é propriamente um RT anti-Veja, não é?
R: @lucy_in_sky_: Claro que não!!!! rs Não sei por que cismaram com isso!
P: Como reagiu quando viu seu perfil na Veja?
R: Foi muito ruim ver na Veja meu perfil exposto daquela maneira, e ainda mais, “provando” que sou um robô. Foi um tapa na cara.
P: Quem é você, o que gosta de fazer?
R: @lucy_in_sky_: Sou profissional da saúde e que tenho 59 anos. Adoro ler, ir ao cinema (recentemente vi “Medianeras”, um filme argentino sobre a nossa contemporaneidade virtual). Não tenho filhos, não gosto de futebol. Faço caminhadas no calçadão, sempre que tenho tempo.
P: Como usa o twitter?
Me interesso muito por tudo o que diga respeito ao nosso mal-estar contemporâneo, que faz, muitas vezes, que só possamos fazer política pela internet. Sou partidária dos direitos humanos e também dos animais, não suporto injustiça contra os mais fracos.

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Collor quer convocar Policarpo, Gurgel e Civita. Não há como desqualificar seus argumentos.

15.05.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 14.05.12



O senador Fernando Collor (PTB-AL) subiu ao plenário do Senado nesta segunda-feira para chamar às falas, na CPI do Cachoeira, o jornalista Policarpo Júnior, o Procurador-Geral da República Roberto Gurgel, e Roberto Civita, dono da revista Veja.
Pessoalmente, não gosto de Collor e acho que, no passado, ele foi beneficiário das mazelas de nosso sistema jurídico que leva à impunidade dos mais ricos e poderosos. Mas o fato é que, gostando ou não, ele está no exercício de seus direitos políticos, e foi eleito senador pelo povo de Alagoas. Assim, é melhor vê-lo atuando defendendo os interesses do povo que o elegeu, do que sendo omisso, ou assando uma pizza, como a bancada do PSDB e do DEM querem fazer na CPI do Cachoeira.

Tirando os trechos de retórica política, o pronunciamento está com argumentação bem fundamentada. Quem quer desqualificar pelo fato de ser Collor o autor, deveria primeiro pensar se os argumentos não seriam bons se pronunciados por outra pessoa com quem a gente tenha mais afinidade.

De fato Gurgel tornou-se insubstituível na CPI, por ser ele e sua esposa quem engavetou a operação em 2009, e só eles podem esclarecer isso. E, de fato, Gurgel não é insubstituível no julgamento do "mensalão", pois o que fará é apenas sustentação oral do que já está nos autos, coisa que qualquer outro subprocurador poderia fazer.

Também é fato que qualquer jornalista investigativo que manteve uma parceria com uma organização criminosa por 10 anos seria testemunha-chave. Se fosse um jornalista infiltrado para obter notícias, agora que Cachoeira está preso, estaria revelando tudo o que sabe em sua revista com reportagens espetaculares, e falaria na CPI quase que como herói nacional.

Quando este jornalista se esconde e demonstra medo de depor na CPI, sua revista abandona o denuncismo, furos, e só publica sobre Cachoeira o que já saiu em outros veículos da imprensa, Policarpo se coloca mais na posição de investigado do que de testemunha.

E quando a revista não cobra reportagens de Policarpo sobre o que sabe, e não o demite por envolvimento com Cachoeira, quem manda, que é o dono, também se coloca como investigado.
Cabe discordar também da mera desqualificação de Collor pelo seu passado. Ele conhece como poucos o funcionamento dos bastidores do poder, seus podres, seus conchavos, e se estiver disposto a expor um pouco que seja do que sabe sobre o modus operandi da revista Veja com organizações criminosas, a nação ganha muito ao saber a verdade.

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Isaltino Nascimento assina ordem de serviço da implantação e pavimentação do acesso ao Campus do Centro Acadêmico do Agreste da UFPE

15.05.2012
Do blog ESTRADAS DE PERNAMBUCO, 14.05.12


Fotos: Paulo Amâncio

O secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, assinou a ordem de serviço para início da obra de implantação e pavimentação da estrada que dá acesso ao Campus do Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco em Caruaru. O investimento na obra, que será realizada pela Construtora Ancar, será de R$ 2.580.091.

A solenidade aconteceu na última segunda-feira, 14 de maio, no auditório da sede do campus, com a participação do prefeito de Caruaru, José Queiroz, o vice-reitor da UFPE, Sílvio Romero Marques, o diretor acadêmico do Campus do Agreste, Nélio Vieira de Melo, e Paulo Gusmão, representante da Construtora Ancar, que também assinaram o documento.

O secretário Isaltino Nascimento informou que nas próximas semanas a construtora contratada montará o canteiro de obras e que a previsão é que depois de iniciada as obras durem aproximadamente 10 meses. No ano passado, o secretário esteve no campus para assinar a ordem de serviço pra elaboração do projeto da obra, que deu base para realização da licitação da obra, encerrada recentemente. “Esses são passos burocráticos, que todo órgão da administração pública deve cumprir em respeito à lei”, explicou.

Isaltino disse estar feliz por poder compartilhar a conquista com toda comunidade acadêmica de mais um investimento do Governo do Estado em Caruaru. “Estamos executando a duplicação da BR-104 e a região também está sendo beneficiada com a restauração da PE-90, a implantação da estrada de Jataúba a Congo (PB) e em breve poderemos dar início à restauração da PE-95, além de outra sobras que estão em curso ou em fase terminal de elaboração de projetos”, destacou.

O prefeito José Queiroz exaltou o fato de Caruaru estar sendo beneficiada com tantos investimentos do governo estadual. “Nossa cidade está experimentando a interiorização do desenvolvimento implementado pelo governador Eduardo Campos, o que é muito gratificante”, 





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Veja e o robô que não era robô A revista lisérgica: Lucy in the Sky

15.05.2012
Do blog ESCREVINHADOR, 14.05.12
Por Rodrigo Vianna
Lucy in the Sky with Diamonds: jornalismo lisérgico
A revista “Veja”, antes da curiosa parceria com o bicheiro Cachoeira, era conhecida pela criatividade. Não deixa de ser uma boa qualidade no jornalismo: textos, títulos, ilustrações criativas são sempre benvindos. Desde que se baseiem em fatos.

Fatos não são o forte de “Veja”: dólares para o PT trazidos em caixas de whisky (que ninguém nunca viu), contas no exterior de gente ligada ao lulismo (jamais  encontradas, mas noticiadas como verdadeiras), queda de Hugo Chavez em 2002 (comemorada antes da hora,  com uma capa vergonhosa), grampo sem áudio (hoje, graças a outros grampos com áudio do esquema cachoeira, sabe-se porque o grampo sem áudio virou notícia na “Veja”)…

A lista é enorme, e não se restringe à política.  A “Veja” é crédula. Acreditou no Boimate (o episódio, ridículo, foi estrelado por um rapaz chamado Eurípedes Alcântara, então editor de “Ciência” da revista), uma brincadeira de primeiro de Abril de uma agência internacional. Por conta de tanta credulidade, a revista noticiou como verdadeio o cruzamento de boi com tomate. Genial. Tão genial que o rapaz depois viraria diretor de redação da revista.

A “Veja” – é bom lembrar – acredita em recomendar remédios (milagrosos) para emagrecer, na capa. De forma irresponsável. O remédio na verdade serve para diabetes, e sumiu das prateleiras. Uma história até hoje mal explicada.

A revista mais vendida do país, com pouco apego aos fatos, tornou-se também sisuda, malcriada, irascível. O fígado dos Civita e de seus rapazes deve doer demais. Eles deveriam relaxar um pouco.  Na última edição até que tentaram. Para responder às críticas avassaladoras contra a estranha parceria Abril-Cachoeira - que levaram “Veja”, 4 semanas seguidas,  para os “TTs” no twitter – os editores decidiram atacar. Acusaram o PT (Globo e Veja são os únicos órgaõs de comunicação do país, na companhia do Professor Hariovaldo, que acreditam piamente na existência dos “radicais do PT”) de comandar uma campanha orquestrada no twitter.

O malvado Rui Falcão (presidente do PT) teria chefiado tudo. Utilizando, vejam só, perfis falsos no twitter. Ou seja: os radicais lulopetistas utilizaram “robots” para atacar a revista dos homens bons da pátria. A “Veja” faz bem em gritar. Radicais! Mosquitos stalinistas! Formigas esquerdistas! Quem sabe esses gritos diminuam o ruído da cachoeira… Um dos “robots” lulopetistas a “Veja” decidiu nomear: tem o nome sugestivo de @Lucy_in_Sky_.

Pois bem. O twitteiro @página2 decidiu fazer o que Veja não gosta de fazer: checar informações. Descobriu que @Lucy_in_Sky_ existe sim! A entrevista da twitteira – que existe, contra a vontade da revista – pode ser lida aqui, no blog do Eduardo Guimarães.

O resumo de tudo isso é o seguinte: “Veja” dá destaque – de forma criativa – a fatos que jamais existiram. Em contrapartida, agora acusa (!?) de não existir pessoas que de fato existem!

Engraçadíssima a “Veja”. Deixou-se embalar pelo jornalismo lisérgico.  Cachoeira já sabia: esses rapazes da marginal estão à frente de seu próprio tempo. Brigar com as redes sociais é, de fato, atitude muito inteligente!

Lucy in the sky with diamonds!!!
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PS: na primeira versão desse texto, o Escrevinhador cometeu uma falha gravíssima – confundiu Mario Sabino com Eurípedes Alcântara. Alertado por “robots” stalinistas que já estiveram inscrustrados na editora Abril, acabamos de fazer a correção, dando crédito pelo brilhante Boimate ao homem bom Eurípedes Alcântara.

Leia outros textos de Radar da Mídia

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JORNALISMO CRIMINOSO E A MENTIRA DOS "ROBÔS":As três Leis da Robótica

15.05.2012
Do blog ESQUERDOPATA

Em primeira mão, os três Projetos de Lei da Robótica que seriam apresentados pelo senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás, segundo diálogo captado pela PF entre Carlinhos Cachoeira e um importante jornalista da Editora Abril: 

1ª lei: um robô não pode fazer mal a um ser humano e nem por omissão permitir que algum mal lhe aconteça. A não ser que ele seja do PT.

2ª lei: um robô deve obedecer às ordens dos seres humanos, exceto quando estas contrariarem a primeira lei. Ou estes sejam do PT.

3ª lei: um robô deve proteger a sua integridade física, desde que com isto não contrarie as duas primeiras leis. Ou que a integridade física em questão seja de alguém do PT. 
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