sábado, 12 de maio de 2012

IMPRENSA DA "DITABRANDA: Folha quer investigar quem queimou aqueles carros que ela emprestou à OBAN

12.05.2012
Do blog VI O MUNDO
Por Luiz Carlos Azenha


No Brasil a guerra fria ainda não acabou. O anticomunismo vive. Ser “de esquerda” é considerado pejorativo pelo jornal mais importante do país.

Notaram como Demóstenes Torres nunca foi classificado como “de direita”?

Vejamos as repercussões da escolha dos integrantes da Comissão da Verdade, criada para apurar os crimes da ditadura militar, segundo a Folha.

Página A11: “Amorim não é exatamente querido entre os militares por conta de seu perfil de esquerda e pela pouca familiaridade com os temas da pasta”. Não é preciso dizer que os militares são “de direita”?

Na mesma página: “Em relação aos crimes cometidos pela esquerda, membros da comissão afirmaram que o tema ainda precisa ser discutido internamente”.

Na página A14, alguns militares ouvidos pela Folha (quais, exatamente — os de direita?) desaprovam o nome da advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha, que defendeu Dilma Rousseff e Ivan Seixas, dentre muitos outros.

Na página A15, o texto parece trair o medo do próprio jornal: “Sem Fla-Flu”, “sem revanchismos”, “sem as angústias juvenis” — algumas das frases estão entre aspas, revelando qual foi o foco das perguntas dos entrevistadores.
Na última página, reprise: “Membros do grupo revelaram à Folha que também discutirão a possibilidade de investigar crimes cometidos pela esquerda armada”.

Ou seja, em breve a Folha vai pedir para investigar Dilma Rousseff e aqueles que queimaram os veículos que o jornal emprestou à Operação Bandeirantes (que manteve o maior centro de torturas de São Paulo ) para fazer campana.

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Fonte:

Diretor da Veja sabia de ligação entre Cachoeira e Demóstenes

12.05.2012
Do portal R7, 11.05.12
Por Jornal da Record

Em depoimento à CPI, delegado da PF revelou cumplicidade de jornalista com bicheiro 


O depoimento do delegado da Polícia Federal Matheus Mela Rodrigues à CPI do Cachoeira, nesta quinta-feira (10), foi um dos mais importantes até agora. 

Responsável pela operação Monte Carlo, que resultou na prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira, no fim de fevereiro, o delegado analisou milhares de gravações telefônicas do contraventor. 

As conversas são com empresários, políticos e, também, jornalistas. Em sua nova edição, que chegou às bancas nesta sexta-feira (11), a revista Carta Capital mostra que o delegado falou sobre a relação de Cachoeira com a imprensa. 

Em seu relato, Rodrigues afirmou que o diretor da revista Veja em Brasília, Policarpo Jr., sabia das ligações entre o bicheiro e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), um dos principais alvos da CPI. Ainda assim, a Veja continuava exibir o senador como símbolo da moralidade em suas páginas. 

Em uma reportagem, Demóstenes aparece como mosqueteiro da ética. O texto dizia que o senador era um dos poucos políticos em que os brasileiros podiam confiar no Congresso. Além de alavancar a carreira do político com reportagens favoráveis, a revista nunca denunciou suas suspeitas relações com o bicheiro. 

Depois que Cachoeira foi preso e o escândalo ganhou destaque, o noticiário político sumiu das capas da Veja. O programa Domingo Espetacular também revelou que o bicheiro tinha influencia editorial na revista. Na lista de escutas constam mais de 200 ligações entre Policarpo e Cachoeira. Em editoriais, os jornais Folha de S. Paulo e O Globo saíram em defesa da revista.

Assista à reportagem e saiba mais:


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AS ORGANIZAÇÕES GLOBO APOIARAM A DITADURA MILITAR DE 64: Globo fez editorial contra a Comissão da Verdade

12.05.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim


A propósito da criação da Comissão da Verdade e das farisaicas observações melosos dos mervais globais, vale a pena reconstituir a genética dos filhos do Roberto Marinho (eles nao tem nome próprio).

O compromisso histórico deles é com os torturadores.

Segue-se o que o Donizeti enviou: 

PHA, a propósito do artigo do Mino Carta sobre a defesa da Rede Globo das pilantrices da Veja e do Murdoch brasileiro Civita, dá uma olhada nesse editorial do jornal O Globo que está no arquivo anexo, no qual o Roberto Marinho faz apologia, diz que participou do golpe, apoiou e faz verdadeira declaração de amor à ditadura militar brasileira.

O editorial é do  ano de 1984, já no final da ditadura, e merece ser publicado no Conversa Afiada para mostrar o grau de periculosidade dessa gente da Globo.


Nesses tempos de envolvimento da mídia conservadora e partidarizada com o crime organizado para atacar as instituições do Estado Democrático de Direito, é bom relembrar o que essa gente fez em passado recente.

Como se vê no editorial, uma vez golpista, sempre golpista.

Abraço

Donizeti

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Efeito Cachoeira: Deu #VejaComMedo na cabeça

12.05.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Cartaz completo em:
No jargão dos bicheiros, como Carlinhos Cachoeira, o primeiro prêmio do jogo do bicho, é chamado "na cabeça".

Pois no twitter a revista Veja, parceira do bicheiro, aparece no topo da lista, dando #VejaComMedo na cabeça.

A revista, com a batata assando, está com medo, e tenta enganar seus leitores, dizendo-se vítima de uma guerrilha que estaria "manipulando" as redes sociais.

O efeito foi negativo, e todos ingressaram nessa "guerrilha" disparando #VejaComMedo no twitter. 

Apesar do tuitaço com #VejaComMedo estar marcado para as 18hs, no início da tarde de sábado já está bombando e já atingiu o topo em todo o Brasil ("trending topics").

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Veja e Cachoeira: silêncio na Operação Megabyte da PF. #VejaComMEDO

12.05.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Em junho de 2008, a Polícia Federal deflagrou a Operação Megabyte, contra fraudes em contratos de informática com o governo do Distrito Federal, nas gestões de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda (ex-DEM).

O esquema envolveu R$ 2 bilhões e a participação de laranjas.

Envolvidos:
- Durval Bardosa (que negociou delação premiada, o que levou a desbaratar o mensalão do DEM).
- Messias Antônio Ribeiro Neto (dono das empresas de informática, bicheiro em Goiás,ex-sócio de Carlinhos Cachoeira na empresa Gerplan).
- e outros.

Com esse montante de dinheiro envolvido, a revista Veja nada noticiou sobre a operação. Um silêncio comprometedor.

Será veto do "editor" Carlinhos Cachoeira?

Detalhes interessantes:

Uma semana antes da Megabyte, em 2008, Dadá, araponga de Carlinhos Cachoeira procurou promotores a fim de obter informações sobre busca e apreensão em empresas de informática do ex-sócio do bicheiro.
O ex-Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal  Leonardo Bandarra e a promotora Deborah Guerner foram acusados pelo vazamento de informações sigilosas desta operação a Durval Barbosa, mediante suborno.

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A face nazista da ditadura brasileira


12.05.2012
Do  BLOG DO MIRO
Por Frei Betto, no sítio da Adital:

A notícia é estarrecedora: militantes políticos envolvidos no combate à ditadura militar tiveram seus corpos incinerados no forno de uma usina de cana de açúcar em Campos dos Goytacazes, no norte do estado do Rio de Janeiro, entre 1970 e 1980.

O regime militar, que governou o Brasil entre 1964 e 1985, merece, agora, ser comparado ao nazismo.

A revelação é do ex-delegado do DOPS (polícia política) do Espírito Santo, Cláudio Guerra, hoje com 71 anos.

Segundo seu depoimento aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, no livro "Memórias de uma guerra suja” (Topbooks), no forno da usina Cambahyba - de propriedade de Heli Ribeiro Gomes, ex-vice-governador do Rio de Janeiro entre 1967 e 1971, já falecido -, foram incinerados Davi Capistrano, o casal Ana Rosa Kucinski Silva e Wilson Silva, João Batista Rita, Joaquim Pires Cerveira, João Massena Melo, José Roman, Luiz Ignácio Maranhão Filho, Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira.

Os militantes teriam sido retirados de órgãos de repressão de São Paulo – DEOPS e DOI-CODI – e do centro clandestino de tortura e assassinato conhecido como Casa da Morte, em Petrópolis.

Cláudio Guerra acrescenta às suas denúncias que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra, um dos mais notórios torturadores de São Paulo, teria participado, em 1981, do atentado no Riocentro, na capital carioca, na véspera do feriado de 1º. de Maio.

Se a bomba levada pelos oficiais do Exército não tivesse estourado no colo do sargento Guilherme Pereira do Rosário, ceifando-lhe a vida, centenas de pessoas que assistiam a um show de música popular teriam sido mortas ou feridas.

O objetivo da repressão era culpar os "terroristas” pelo hediondo crime e, assim, justificar a ação perversa da ditadura.

Guerra aponta ainda os agentes que teriam participado, em 1979, da Chacina da Lapa, na capital paulista, quando três dirigentes do PCdoB foram executados. Acrescenta que a "comunidade de informação”, como eram conhecidos os serviços secretos da ditadura, espalhou panfletos da candidatura Lula à Presidência da República no local em que ficou retido o empresário Abílio Diniz, vítima de um sequestro em 1989, em São Paulo, de modo a tentar envolver o PT.

Uma das revelações mais bombásticas de Cláudio Guerra é sobre o delegado Sérgio Paranhos Fleury, o mais impiedoso torturador e assassino da regime militar, morto em 1979 por afogamento. Tido até agora como um acidente, segundo o ex-delegado, teria sido "queima de arquivo”, crime praticado pelo CENIMAR, o serviço secreto da Marinha.

Guerra assume ter assassinado o militante Nestor Veras, em 1975, alegando que apenas deu "o tiro de misericórdia” porque ele havia sido "muito torturado e estava moribundo”.

Das notícias da repressão há sempre que desconfiar. Guerra fala a verdade ou mente? Tudo indica que o ex-delegado, agora travestido de pastor adventista, não se limitou, na prática de crimes, à repressão política. Em 1982, a Justiça o condenou a 42 anos de prisão pela morte de um bicheiro, dos quais cumpriu 10 anos. Em seguida mereceu 18 anos de condenação por assassinar sua mulher, Rosa Maria Cleto, com 19 tiros, e a cunhada, no lixão de Cariacica, em 1980.

Ele alega inocência nos três casos, embora admita que matou o tenente Odilon Carlos de Souza, a quem acusa de ter liquidado sua mulher Rosa.

Espera-se que a presidente Dilma anuncie, o quanto antes, os nomes dos sete integrantes da Comissão da Verdade, que deverá apurar crimes e criminosos da ditadura. E investigar as denúncias do policial capixaba. Infelizmente a comissão ainda não será da Verdade e da Justiça.

O Brasil é o único país da América Latina que se recusa a punir aqueles que cometeram crimes em nome do Estado, entre 1964 e 1985. O pretexto é a esdrúxula Lei da Anistia, consagrada pelo STF, que pretende tornar inimputáveis algozes do regime militar.

Ora, como anistiar quem nunca foi julgado e punido? Nós, as vítimas, sofremos prisões, torturas, exílios, banimentos, assassinatos e desaparecimentos. E os que provocaram tudo isso merecem o prêmio de uma lei injusta e permanecer imunes e impunes como se nada houvessem feito?

O nazismo foi derrotado há quase 70 anos, e ainda hoje novas revelações vêm à tona. Enganam-se os que julgam que a Lei da Anistia, o silêncio das Forças Armadas e a leniência dos três poderes da República haverão de transformar a anistia em amnésia. Como afirmou Walter Benjamin, a memória das vítimas jamais se apaga.
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E SE DEMóstenes TORRES FOSSE SENADOR DO PT ? E SE CACHOEIRA FOSSE INFORMANTE E "PAUTASSE" AS MATÉRIA DA CARTA CAPITAL ?

12.05.2012
Do blog BONDEBLOG, 11.05.12
Charge - Berzé

Não é preciso "BOLA DE CRISTAL", não é necessário pedir que a cartomante "coloque as cartas na mesa" e nem mesmo puxar muito pela imaginação para responder a pergunta / título do post.


Quantos editoriais, quantas linhas no Jornal O Globo, quantas defesas na coluna do Merval você teria lido, se Carlos Cachoeira ao invés de se relacionar com Policarpo Jr. e a VEJA, passando informações que deram origem a matérias contra o governo, fosse informante da Revista Carta Capital. Como o jornalista Mino Carta estaria sendo tratado pela "grande imprensa" se as relações promíscuas entre a EDITORA ABRIL de Roberto Civita tivessem sido por ele, Mino, praticadas ao longo de anos ?

O que a "grande imprensa" já teria feito com o Procurador Geral da República Roberto Gurgel, se ele tivesse "sentado em cima" (Palavras de um Delegado) das provas que lhe foram apresentadas pela Polícia Federal contra o Senador Demóstenes Torres, se ao invés de DEM ele estivesse ligado a sigla PT ?

O que a grande imprensa já teria feito com o próprio DEMóstenes ? Seria essa conduta meramente informativa, pouco acusatória e crítica, que já mereceu até os arroubos do meio imortal Merval, se aventurando pelo campo da psicanálise para encontrar um senador insano ao invés de um crápula, mentiroso, desonesto e corrupto ?

Coloquem AGNELO QUEIROZ (PT) no lugar de Marconi Perillo (PSDB), com todas as pesadas ligações desse com Cachoeira e sua turma, e imaginem se Agnelo ainda teria condição de ser governador do Distrito Federal, visto o massacre a que seria submetido diuturnamente, do "BOM DIA BRASIL" ao Jornal das Dez, passando pelo indefectível  "JORNAL TUCANO NACIONAL" ?

É lamentável concluir que, a corrupção no Brasil encontra na imprensa brasileira uma poderosa aliada. Ao combater "seletivamente" os corruptos ou pseudo-corruptos que não são do seu "time", ao escolher para divulgar, martelar, manipular e aumentar os casos em que há indícios de corrupção, de acordo com os interesses financeiros, ideológicos  e até sociais que lhe são interessantes, enquanto que outros coloca no armário, para de lá só os tirar quando for igualmente intere$$ante, os meios de comunicação no Brasil, verdadeiros OLIGOPÓLIOS, controlados por famílias representantes do atraso e do conservadorismo mais hipócrita, fomentam a corrupção que fingem cinematograficamente combater.
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CACHOEIRA, O ALIADO DA REVISTA VEJA: Grupo de Cachoeira tinha até pistoleiros

12.05.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO
Política

Escutas da PF mostram que quadrilha possuía um braço armado, responsável por execuções


Conversa do grupo de Cachoeira gerou suspeita. Imagem: ROOSEWELT PINHEIRO/ABR/D.A PRESS

As interceptações telefônicas dos comparsas do bicheiro Carlinhos Cachoeira, realizadas pela Polícia Federal com autorização judicial, indicam que quadrilha era composta por um braço armado responsável por homicídios e ações de intimidação para manter os negócios do grupo. Duas conversas monitoradas entre quatro integrantes do grupo de Cachoeira de 6 de abril e 25 de junho de 2011 fizeram os investigadores suspeitarem da existência de esquema de pistolagem, paralelamente à rede ilegal de Cachoeira.

Grampos envolvendo responsáveis pela rede de segurança da quadrilha trazem diálogo entre dois homens identificados apenas como Jefferson e Marco, tramando a contratação de pistoleiros. Jefferson entra em contato com Marco e dá a entender que o comparsa conhece criminosos que já realizaram execuções anteriormente. Marco fica em dúvida se a contratação seria para intimidar alguém, mas Jefferson explica. “Não é para arrochar, é para tomar bênção lá em cima.”

Outros dois interlocutores, integrantes da quadrilha de Cachoeira, também investigados por supostamente contratar pistoleiros, tiveram telefonemas monitorados pela Polícia Federal. Na conversa, um relata ao outro que está “com um problema aí pra resolver” e pede a indicação de um policial militar ou civil da quadrilha para “resolver” o “negócio”. O comparsa ainda questiona se o “problema” seria relativo a máquinas caça-níqueis, e o interlocutor responde que não. “Né não. É outro trem aí...tem um vagabundo dando trabalho aí.”

CPI

As conversas grampeadas pela polícia revelam um perfil violento do grupo, informação confirmada pelo delegado Raul Alexandre Souza, em depoimento à CPI do Cachoeira. De acordo com o delegado, integrantes da quadrilha foram flagrados durante a investigação discutindo sequestro de um explorador de máquinas caça-níqueis que estaria enganando o grupo. 

O próprio Cachoeira foi flagrado nos grampos ligando para um policial pedindo que a autoridade “desse um jeito” em um homem que ameaçou de morte o filho de um amigo do contraventor. Durante a desavença, o bicheiro pediu a intervenção policial na briga, como um favor. “Ele não mexe com droga, só pode ter mexido com a mulher do cara. Dá um jeito nesse cara”, pede. 

De acordo com o jurista Emanuel Messias Oliveira Cacho, conselheiro da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas, as apurações da Operação Monte Carlo, que focam a atuação do contraventor, podem dar origem a diversos outros inquéritos, inclusive um para apurar o crime de pistolagem. “Da CPI podem se formar vários inquéritos. Se a CPI descobrir crime de pistolagem, pode mandar para a polícia investigar, a Polícia Civil terá que conduzir, pois os homicídios deverão ser analisados pela Justiça estadual.”

Interceptação

Dois integrantes do grupo de Cachoeira, identificados como Jefferson e Marco, conversam sobre a contratação de dois pistoleiros. Veja a transcrição: 

Marco: Oi, doutor
Jefferson: Oi, meu irmão, como você está, meu parceiro? 
Marco: Vou indo.
Jefferson: Eu estou com dinheiro jogando fora.
Marco: O senhor mudou de área, está no Plano Piloto, como está a concorrência para roubar? 
Jefferson: O trem está bonito. Estou com um negócio pra gente ganhar dinheiro.
Marco: É bom.
Jefferson: O cara requer dois caras bons, de profissão, entendeu? Eu falei pra ele que tenho uma indicação sua, você leva R$ 1 mil.
Marco: O que o cara quer, é pra arrochar quem?
Jefferson: Não é para arrochar, é para tomar benção lá em cima.
Marco: Tô ligado.
Jefferson: Então você indica duas pessoas pra mim, pra poder trabalhar, pra poder o pessoal subir lá pra cima.
Marco: Tô ligado.
Jefferson: Amanhã vou estar entrando em contato com você, pra conversar diretamente com o pessoal. Falei: Eu não tenho, mas tenho pessoas que trabalha já na área com isso há muito tempo e tem experiência disso.
Marco: Limpinho.
Jefferson: Você vai passar, vai levar R$ 1 mil só pra indicar duas pessoas.

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DIVULGUE O JORNALISMO CRIMINOSO DA VEJA NO TWITTER: O #VejaComMEDO

12.05.2012
Do blog VI O MUNDO


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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/o-vejacommedo.html

Por que os argumentos de Gurgel são furados

12.05.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 11.05.12


Os primeiros depoimentos na CPI do Carlinhos Cachoeira, dos delegados federais que investigaram os negócios do bicheiro Carlos Augusto Ramos, geraram críticas ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por ele não ter denunciado o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) ao receber, em 2009, denúncias contra ele. Na quarta-feira 9, Gurgel atribuiu as criticas aos réus do chamado mensalão, associando-se ao discurso de alguns veículos de mídia. Ele atuará como acusador no processo.

“O que nós temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão. Pessoas que estão muito pouco preocupadas com as denúncias em si mesmo, com os fatos – desvio de recurso, corrupção etc. – e ficam preocupadas com a opção que o procurador geral tomou em 2009, opção essa altamente bem-sucedida. É um desvio de foco que eu classificaria como no mínimo curioso”, afirmou Gurgel.

É preciso listar três evidências que desmontam o raciocínio de Gurgel, que teme ser acusado de prevaricação:

1) Não foi Gurgel, mas Antônio de Souza, procurador-geral à época, quem apresentou a denúncia contra os réus do mensalão. Primeiro ponto para mostrar que a personificação não cabe neste caso;

2) A denúncia foi acolhida pelo STF, onde o processo agora tramita. Não há nenhum risco à continuidade da ação penal e a seu julgamento;

3) Caso se veja impedido de fazer a sustentação oral pelo Ministério Público no julgamento do mensalão, há vários subprocuradores capazes de conduzi-la de forma brilhante. Portanto, Gurgel tenta se confundir com a instituição de maneira tosca e ciente do apoio de parte da mídia, interessada em misturar os casos. O processo do mensalão não corre risco algum se o procurador-geral tiver de explicar sua inépcia na apuração do escândalo Cachoeira. Além do mais, quem apontou a falta de iniciativa do procurador-geral em investigar Demóstenes foi um policial federal, não um político.

Segundo o delegado Raul Alexandre Marques de Souza, a investigação ficou paralisada após chegar à Procuradoria-Geral. “Não foi feita nenhuma diligência, investigação, após a entrega dos autos”, declarou. Em seguida, informou que desde setembro de 2009 o órgão foi comunicado de que a operação Vegas identificara a participação de parlamentares no esquema de Cachoeira. Entre eles, além de Torres, os deputados Carlos Leréia, do PSDB, Sandes Júnior, do PP goiano, e Rubens Otoni, do PT. O delegado chegou a se reunir com a subprocuradora-geral da República, Claudia Sampaio, mulher de Gurgel, que lhe explicou, falando em nome do procurador-geral, que não tinha encontrado elementos para processar o senador e os deputados.

Diferentemente do que argumentou o procurador, não foram “mensaleiros” os parlamentares que declararam que agora veem motivos para trazer, no mínimo, a subprocuradora à CPI. Do PSOL, o senador Randolfe Rodrigues anunciou a disposição de pedir a convocação da mulher de Gurgel. “Eu era contra, mas mudei de opinião com o depoimento do delegado.” Outros parlamentares se declararam ainda mais convictos da necessidade de convocar o próprio procurador. “Ele deve explicações ao País”, afirmou o deputado Rubens Bueno, do PPS, de oposição ao governo.

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Criador da Bíblia ao estilo de HQs de super-heróis participa de feira literária


12.05.2012
Do portal GOSPEL, 11.05.12

Ele ilustrou as histórias bíblicas usando as técnicas das histórias em quadrinhos e já vendeu mais de 350 mil cópias   

O pernambucano Sérgio Cariello estará no Brasil essa semana autografando a “Bíblia em Ação” que foi desenhada por ele e lançada em 2010. Cariello trabalha para editoras como Marvel e DC e resolveu usar seu talento para adaptar o Livro Sagrado.

Desde o lançamento mais de 350 mil exemplares foram vendidos de acordo com o desenhista que usou o estilo visual e narrativo dos gibis.

“A ‘Bíblia em Ação’ entretém, mostra a ação como uma HQ normal faria”, diz ele que criou a volumosa HQ que tem 752 páginas. Jesus aparece como um verdadeiro herói como explica Cariello. “Ilustrei Jesus de forma mais rude, mais apto para as tarefas do dia a dia, como ser carpinteiro. Ele tem as mãos grossas, músculos, parece mais um herói do que uma figura angelical, delicada”.

Outro personagem que ganhou formas de um personagem de quadrinhos foi Sansão um personagem heroico com poderes “sobrenaturais” para enfrentar seus adversários. “O Sansão, por exemplo, está mais para o Wolverine, porque pecou, errou. Mas foi usado por Deus de uma maneira bem significante”, disse o desenhista.

Cariello estará na Feira Literária Internacional Cristã (FLIC) no dia 5 de abril às 17h autografando a “Bíblia em Ação” em São Paulo. Para saber mais sobre esse evento acesse o site www.flic2012.com.br.

Com informações Folha.com
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Tentativa de uso da Constituição para defender suas práticas criminosas

Gurgel não é um santo intocável

12.05.2012
Do BLOG DO MIRO, 11.05.12
PorPor Altamiro Borges


Roberto Gurgel, procurador-geral da República, virou o novo santo intocável das elites. Diante da possibilidade dele ser convocado para depor na CPI do Cachoeira, devido a sua omissão na apuração dos crimes do mafioso, tenta-se formar uma blindagem para protegê-lo. Líderes do PSDB e do DEM, ministros do Supremo Tribunal Federal e a mídia demotucana unem-se em sua defesa.

O pescador de águas turvas

Gilmar Mendes, o mesmo que deveria ser excluído de vários julgamentos do STF em função de suas atitudes suspeitas, é um dos que encabeça essa operação-abafa. Para ele, a tentativa de ouvir Gurgel partiria dos envolvidos no chamado mensalão do PT, dos “pescadores de águas turvas”, que querem “inibir ações dos órgãos que estão funcionando normalmente”.

“Funcionando normalmente”? É normal que o procurador-geral não tenha aberto as investigações contra o senador Demóstenes Torres – o líder da direita moralista paparicado por Gilmar Mendes – apesar das provas que lhe foram entregues sobre os vínculos do ex-demo com o mafioso Carlinhos Cachoeira em setembro de 2009? Bela tese do ministro Gilmar Dantas (desculpe, Mendes)!

Mídia morre de medo 

No mesmo esforço de blindagem, a velha mídia se uniu, “numa só voz”, rejeitando a convocação do procurador-geral. O primeiro a manifestar total solidariedade foi o Estadão: “É de todo verossímil o argumento de Roberto Gurgel, segundo o qual ‘pessoas que estão morrendo de medo do processo do mensalão’ estão por trás das tentativas de convocá-lo a depor na CPI do Cachoeira”.

Hoje foi a vez da Folha e O Globo. Para a famiglia Frias, o procurador-geral “ganhou a hostilidade do lulo-petismo por ter pedido a condenação de mensaleiros”. Já para a famiglia Marinho, “as manobras de facções radicais do PT, ligadas aos mensaleiros”, visam “constranger Roberto Gurgel”. A mesma mídia que endeusou Demóstenes Torres, agora glorifica outra figura suspeita.

Os amigos tucanos

Diante de tamanho apoio, o “pacato” Roberto Gurgel, que até parece sósia do humorista Jô Soares, resolveu dar uma de valente. Ao invés de explicar a sua total omissão no escândalo de Carlinhos Cachoeira, ele partiu para o ataque. Portou-se como novo líder da oposição demotucana, com duros ataques aos “mensaleiros do PT”. Tentou se travestir de vítima de perseguição política.

No fundo, a valentia demonstra medo. De imediato, ele procurou seus amigos do PSDB para pedir proteção. Na semana passada, segundo a própria Folha, “Gurgel recebeu em seu gabinete os senadores Aloysio Nunes Ferreira e Álvaro Dias, durante cerca de uma hora. À tarde, já no Senado, numa demonstração de que o apelo surtiu efeito, Álvaro Dias combateu a pressão pela presença de Gurgel na comissão, defendendo que isso poderia prejudicar as funções do procurador”.

Ninguém está acima da lei 

Na sequência, ele garantiu que não irá depor na CPI, mesmo que seja convocado. Para isso, ele pretende se refugiar no STF. Mas, como afirma Joaquim Falcão, professor de direito constitucional, “legalmente a CPI pode convocá-lo. Nem mesmo o presidente da República escapa de prestar informações, mesmo por escrito. É uma faculdade do Congresso dentro da separação dos poderes”.

Se juridicamente a blindagem não se sustenta, do ponto de vista político ela é grotesca. Como afirma o presidente nacional do PT, Rui Falcão, “nenhuma pessoa deve estar acima da lei no Brasil”. Para ele, o procurador-geral deve explicações à sociedade. “Se soubéssemos antes das eleições de 2010 [das articulações criminosas de Demóstenes Torres], talvez ele não fosse hoje senador".

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