terça-feira, 8 de maio de 2012

A revista Veja e o Complexo de Demóstenes


08.05.2012
Do blog TECEDORA, 07.05.12
Por Juremir Machado da Silva
Do Correio do Povo
Postado por Denise Queiroz

Freud não viveu o suficiente para descobrir uma nova categoria: o complexo de Demóstenes.
Ou seria síndrome?

Toda vez que uma pessoa ou veículo de comunicação se apresenta como paladino da ética, tem rabo preso.

A reportagem da TV Record, no Domingo Espetacular, diagnosticou o complexo de Demóstenes da revista Veja.

Agora já se sabe a quem Policarpo Jr. obedecia: ao seu publisher, um certo Carlinhos Cachoeira.

Uma coisa é usar um larápio como fonte, outra é ser manipulado por uma fonte larápia.
Outra ainda é ser seletivo: deixar plantar denúncias contra um lado só.

A Veja de Carlinhos Cachoeira é rastaquera.

Isso não transforma mensaleiros em anjinhos nem apaga imagens de dinheiro na cueca.
Mostra que o buraco é mais embaixo.

Um rombo na capa da revista mais lida em consultórios de dentista, em qualquer tema de interesse social, como as cotas, perfilada com o Dem ou, nos seus arroubos “esquerdistas”, atrelado ao tucanato paulista aliado do Dem.

Agora, ao menos, já se sabe quem era o diretor secreto da Veja.

Deve ser por isso que não saiu uma capa com Cachoeiro e Demóstenes de pijama listrado e um par exclusivo de algemas para cada um.

Policarpo pode ganhar um desses prêmio fajutos. Por exemplo, o repórter que cultivava bem as fontes, que, em retorno, plantavam o que queriam nas suas costas.

Num processo, ele poderia usar este argumento: fui um inocente útil.

Cachoeira não tem dúvida da sua utilidade.
______

Leia também : 
*****

Roberto Freire se expõe ao ridículo e acredita que Dilma colocará #LulaSejaLouvado em cédulas

08.05.2012
Do blog ALDEIA GAULESA, 07.05.12



"Nunca antes na história deste país" um deputado conservador se expôs tão facilmente ao ridículo em sua sanha de fazer oposição a todo e qualquer custo contra o governo Dilma e ao ex-presidente Lula.

A notícia abaixo é um fake, perfeitamente captado por qualquer pessoa com mediano nível de informação. Eis que foi tratado a sério por Roberto Freire (deputado federal e presidente do PPS) e mereceu um twitter indignado sob o argumento que no momento tudo é possível no país.



 A falta de discernimento é que levou políticos como Freire a aceitar qualquer bobagem. Antes de destilar seu ódio contra o Lula, o "nobre deputado" poderia ter um pouco mais de compostura e senso de ridículo.


Dilma pede e Banco Central coloca em circulação notas com a frase "Lula seja louvado" 


Banco Central colocou em circulação nesta segunda-feira (7) notas de real com a frase "Lula seja louvado". De acordo com o BC, a mudança foi um pedido da Presidente Dilma Rousseff, que quis homenagear o ex-presidente Lula. 

Segundo informações da Assessoria de Dilma, no Palácio do Planalto, a frase "Deus seja louvado" estava provocando confusão e atrito entre religiosos e Ateus. "Nem Deus, nem Zeus, nem Goku nem Galileu, coloquem o nome do Lula", teria dito a Presidente Dilma, para encerrar a confusão. 

A mudança nas cédulas de real, com a frase "Lula seja louvado" está sendo feita aos poucos pelo Banco Central. A expectativa do BC é que, até o final do ano, todas as notas estejam com o nome de Lula.  

****

Alckmin e o vale tudo na notícia: Lula Seja Louvado

08.05.2012
Do BLOG DO SARAIVA, 07.05.12

O deputado federal Roberto Freire (PPS), pagou "mó mico" de todos os universos hoje, no Twitter e que tais, ao comentar para seus mais de 14 mil seguidores uma pérola criada pelo não menos magnífico G17:
Seria cômica se não fosse tão trágica a falta de conhecimento estrutural do Sr. Roberto.
Porém, para compensar tamanha expertise, um buraco mais fundo surgiu há pouco. Olha só a "catiguria" da defesa do nosso distinto senhor governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, depois da vergonha total, ampla e irrestrita pela qual passou seu fiel correligionário Roberto Freire.

Disse Alckmin no Twitter:

Fala aí, gente do bom jornalismo, isso não explica a preferência de Alckmin e confrades pela Veja e afins?
Vale o repeteco, em cor condizente, só para firmar bem a lógica do governador de São Paulo:
"Ninguém é obrigado a verificar a veracidade da notícia antes de publicá-la."
Geraldinho liberou geral.
Cachoeira seja louvado...
*****

Teste avalia desempenho de quatro tablets vendidos por até R$ 300; confira

08.05.2012
Do portal de notícias UOL
Por  Sérgio Vinícius,  em São Paulo


Distantes de primos ricos como Apple iPad e Galaxy Tab, alguns dos tablets mais baratos do mercado estão muito próximos a bandejas com touchscreen. Inclusive no preço: por até R$ 300 é possível tanto adquirir um equipamento com Android e tela de 7 polegadas quanto um pedaço de madeira quadrado para carregar alimentos.
Para conhecer melhor alguns dos tablets mais baratos nas prateleiras brasileiras, o UOL Tecnologia avaliou nomes como Mid Tablet, Foston FS M73t, Pandigital Novel 7 e Bak iBak-784. Além dos preços semelhantes, esses eletrônicos, em sua maioria, são muito parecidos: contam com sistema operacional aberto e polivalente, têm touchscreen bastante resistente a movimentos e respondem com certa lentidão aos comandos (realizados na tela sensível a murros).
Confira abaixo os principais destaques de cada modelo.

Conheça tablets vendidos por até R$ 300 no Brasil

Foto 2 de 9 - Tablet Pandigital Novel 7 tem tela de 7 polegadas, não tem câmera, roda sistema operacional Android 2.0 e tem preço sugerido de R$ 230 Divulgação

Vale a pena comprar um tablet de R$ 200? Veja o "genérico" em ação


*****

Manipulação do Jornalismo de Esgoto: O problema de Veja é criminal, não apenas ético

08.05.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 07.05.12
Por Luis Nassif 

Alguns analistas teimam em analisar o comportamento da Veja -  nas relações com Cachoeira – como eticamente condenável.

Há um engano nisso.

Existem problemas éticos quando se engana a fonte, se adulteram suas declarações, desrespeita-se o off etc.

O comportamento da Veja é passível de enquadramento no Código Penal. Está-se falando de suspeita de atividade criminosa, não apenas de mau jornalismo.

Sua atuação se deu na associação com organizações criminosas visando objetivos ilegais, de obstrução da Justiça até conspiração.

É curioso o que a falta de democracia trouxe ao país. Analistas de bom nível tentam minimizar as faltas de Veja sustentando que não houve pagamento em dinheiro ou coisa do gênero. Esquecem-se que, em qualquer país democrático, não há crime mais grave do que a conspiração contra as instituições.

O acordo da revista com o crime organizado trazia ganhos para ambos os lados:

1. O principal produto de uma revista é a denúncia. O conjunto de denúncias e factóides plantados por Cachoeira permitiram à revista a liderança no mercado brasileiro de opinião - influenciando todos os demais veículos -, garantiu vendagem, permitiu intimidade setores recalcitrantes. O poder foi utilizado para tentar esmagar concorrentes da Abril no setor de educação. Principalmente, fê-la conduzir uma conspiração visando constranger Executivo, Legislativo, Supremo e Ministério Público.

2. A parceria com Veja tornou Cachoeira o mais influente contraventor do Brasil moderno, com influência em todos os setores da vida pública.

Há inúmeras suspeitas contra a revista em pelo menos duas associações: com Carlinhos Cachoeira e com Daniel Dantas que necessitam de um inquérito policial para serem apuradas.

Em relação a Dantas:

A matéria sobre as contas falsas de autoridades no exterior, escrita por Márcio Aith.
O dossiê contra o Ministro Edson Vidigal, do STJ. Nele, mencionava-se uma denúncia de uma ONG junto ao CNJ. Constatou-se depois que a denúncia tonava por base a matéria da própria revista, demonstrando total cumplicidade da revista com o esquema Dantas.
A atuação de Diogo Mainardi, levando o tal Relatório Itália ao próprio juiz do caso. Na época, procuradores do MPF em São Paulo sustentaram que Mainardi atuava a serviço de Dantas. Atacados virulentamente por Mainardi, recuaram.
A matéria falsa sobre o grampo no Supremo Tribunal Federal.
O “grampo sem áudio”, entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres.

Em relação a Cachoeira:

O episódio do suborno de R$ 3 mil nos Correios, que visou alijar o esquema do deputado Jefferson e abrir espaço para o esquema do próprio Cachoeira. No capítulo que escrevi sobre o tema mostro que, depois de feito o grampo, Policarpo Jr segurou a notícia por 30 dias. Um inquérito policial poderá revelar o que ocorreu nesse intervalo.
A invasão do Hotel Nahoum com as fotos de Dirceu, clara atividade criminosa.

A construção da imagem do senador Demóstenes Torres, sendo impossível – dadas as relações entre Veja e Cachoeira – que fossem ignoradas as ligações do senador com o bicheiro.

Levantamento de todas as atividades de Demóstenes junto ao setor público, visando beneficiar Cachoeira, tendo como base o ativo de imagem construído por Veja para ele.
******

SERVIDORES DO INSS EM PERNAMBUCO: Aprovado fórum de negociação entre gestores do INSS e Sindsprev

08.05.2012
Do portal do SINDSPREV/PE, 03.05.12
Por Wedja Gouveia, imprensa Sindsprev


No dia 2 de maio, no Centro de Formação e Lazer, o Sindsprev realizou uma oficina para debater problemas e soluções em relação à implantação das 30 horas e cumprimento das metas estabelecidas pelo INSS. Participaram da oficina as gerências executivas do INSS de Petrolina, Garanhuns, Caruaru, Recife e o superintendente regional do órgão, João Maria Lopes.  O evento reuniu também representação dos comitês por locais de trabalho e a direção do sindicato.

No início dos debates, os participantes relataram as suas rotinas de trabalho e os problemas caóticos registrados nas Agências da Previdência Social (APS’s) tanto na capital como interior do Estado. As dificuldades em atender a maioria dos segurados de forma resolutiva em até 30 minutos consistem, principalmente, na falta de qualidade do sistema de informática do órgão e a falta de treinamento presencial e reciclagem dos servidores que trabalham diretamente no atendimento ao segurado.

Outra preocupação são as péssimas condições de trabalho nas agências. Algumas delas têm problemas de espaço físico e não comportam o arquivamento de seus processos. De acordo com os participantes, os novos indicadores para aferição das metas não condizem com as condições oferecidas pelo INSS aos servidores. O método tem sobrecarregado o trabalho da categoria, gerando estresse, problemas de saúde e o afastamento dos trabalhadores.

Também foi identificado nesse conjunto de problemas para o cumprimento das metas e implantação da jornada de seis horas, a insuficiência no número de servidores para atender à demanda nas APS’s. “Existe essa dificuldade de aumento de demanda e de diminuição do quadro de funcionários. São servidores que se aposentam ou mesmo pedem exoneração em busca de melhores condições de trabalho”, revelaram.

Ao final da oficina foi produzido um relatório com todos os problemas apontados pelos representantes dos comitês por locais de trabalho e dirigentes do sindicato. Também foi aprovada a criação de um fórum de negociação entre gestores e o Sindsprev. Este fórum se reunirá a cada três meses para debater as dificuldades indetificadas e encontrar uma solução.

Para o coordenador geral do Sindsprev-PE, José Bofinácio, a procupação é que esses problemas possam prejudicar os servidores. Ele destacou a importância do evento que  demonstra o compromisso da direção em acompanhar atentamente todas as questões do dia a dia dos trabalhadores do INSS e de outros segmentos da categoria.

 
 

*****

OPOSIÇÃO SEM RUMO: Roberto Freire resume a oposição

08.05.2012
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

O primeiro dia útil da semana foi bem-humorado ao menos na política. O que proporcionou diversão a simpatizantes do governo Dilma e, ainda que não digam, provavelmente até a oposicionistas, mais uma vez foi a instantaneidade do Twitter, rede social em que não poucos escrevem primeiro e pensam depois.
Foi assim que Roberto Freire (político pernambucano que, estranhamente, candidatou-se a deputado federal por São Paulo em 2010 pela primeira vez na vida e que, ainda mais estranhamente, conseguiu se eleger) virou piada.
Como todos já devem saber, Freire exprimiu revolta ao ler piada em um site humorístico que imita o portal G1, obviamente por ter acreditado. A “notícia” afirmava que Dilma havia mandado o Banco Central colocar nas cédulas de real a frase “Lula seja louvado”.
Como o Twitter não perdoa gafes desse porte, logo alguém criou a hashtag #LulaSejaLouvado, que, rapidamente, subiu ao topo dos Trending Topics (temas mais comentados). Freire, então, justificou-se dizendo que, “Em função do desmantelo e imoralidade dos tempos ‘lulodilmistas’, tal estapafúrdia noticia” teria “ares de verdade”.
Com uma dose cavalar de boa vontade poder-se-ia compreender que um homem adulto e maduro (em termos de idade), letrado, um deputado federal, enfim, acredite em um site que tem “notícias” como a de que Dilma pretende privatizar parte da população brasileira (!). Mas a justificativa que deu para a gafe, é imperdoável.
Para entender a mentalidade desse cavalheiro, basta lembrar que afirmou certa vez que os atuais detentores do poder não possuem um projeto de governo. Se dissesse que discorda do projeto que já venceu três eleições presidenciais consecutivas, não seria nada. É óbvio que deve discordar se com ele não concorda. Mas dizer que não existe?!
Ainda em sua justificativa para gafe tão ridícula, Freire também aludiu a corrupção dos adversários. Suas palavras: “Lulopetistas histéricos e satisfeitos com a gafe por mim cometida, mas nada dizem das imoralidades e malfeitorias do governo Dilma”. Disse isso em um momento em que mais um expoente moralista da oposição acaba de ser desmascarado.
Então vamos resumir a mentalidade desse homem. Ele não concede nenhum mérito ao que chama de “lulodilmismo” e atribui corrupção só aos adversários políticos. E o que é mais: quer que a sociedade acredite nisso.
Se disserem ao deputado Roberto Freire que o Brasil é hoje um dos países que mais progridem no mundo tanto do ponto de vista social quanto econômico, ele dirá que tudo o que está acontecendo de bom é mérito de seu grupo político, ou seja, do governo Fernando Henrique Cardoso, e que Lula e Dilma apenas colheram os frutos de um governo como aquele, que terminou melancolicamente, fortemente rejeitado pelo povo.
Pode-se discutir esse ponto, mas, sob tal discurso, não há discussão séria possível. Nem a mídia – ou a maioria da mídia, porque há exceções – que apóia cinicamente o grupo político de Freire ousa tanto, preferindo dizer que o sucesso de hoje é resultado de uma conjunção dos supostos feitos de FHC com os poucos que reconhece nos governos “lulodilmistas”.
Agora passemos ao discurso de José Serra ou de sua voz na internet, o blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo, por exemplo, ou ao de tantos outros oposicionistas de expressão. Só o que veremos é que Freire não está sozinho. Esse é discurso da oposição e de 150% da militância demo-tucana-pepessista, do que são provas os comentários que posta neste blog todo dia.
Esse deputado é a síntese de seu grupo político. Sempre disposto a comprar qualquer acusação e a fazer qualquer crítica que avalie que possa atingir os adversários, pouco importando a origem, sem checar nada e, como se vê, sem refletir um mínimo que seja.
Escrevi ontem no Twitter e repito aqui: não achei graça na gafe do deputado Roberto Freire e nem quero espezinhá-lo por ela, ainda que a tentação à veia humorística deste blogueiro seja quase irresistível. Sinto comiseração por ele e preocupação com a democracia brasileira. Uma oposição repleta de idiotas desse porte é perniciosa para o país.
Qualquer nação democrática precisa de oposição, e quanto mais ela for séria mais serviços prestará à sociedade. Ora, governo nenhum é composto por santos. Todo governo precisa ser fiscalizado. Há corrupção no governo Dilma Rousseff, sim, como há no governo Geraldo Alckmin, no governo Gilberto Kassab e por aí vai.
Pode-se discordar do projeto desses governos, mas querer vender a teoria de que só no governo Dilma existe corrupção e negar-lhe êxitos que o mundo inteiro e a maioria esmagadora dos brasileiros reconhecem explica por que o conjunto deste povo vem dando reiterados nãos a essa oposição.
E quando falo de oposição não falo tão-somente da oposição de centro-direita, mas, também, da de esquerda. No domingo, por exemplo, um militante do PSOL resumiu a oposição que faz esse partido ao dizer que Dilma “deu 250 bi a rentistas e 20 bi ao Bolsa Família”…
Caramba! Dilma é uma mulher muito má, então. É um monstro. Provavelmente fez isso porque é corrupta, o que o mesmo psolista disse que se pode comprovar por ela ter “se aliado” a Paulo Maluf e a Jair Bolsonaro. Não, ela não fez aliança com o PP, mas com esses dois. Só queria saber como o PSOL faria para governar sem maioria…
Então vejamos: Dilma é má, pois enche os bolsos dos ricos e dá migalhas aos pobres, e é corrupta, homofóbica e idiota, pois se alia a um corrupto e a um demente que acha que todo gay quer levá-lo para a cama.
Esse é o nível da oposição que temos ao governo Dilma e que, durante oito anos, tivemos ao governo Lula. E essa oposição também explica cabalmente a rejeição dos brasileiros aos adversários do PT. Só que isso não deve nos servir de consolo.
Por essas razões, a oposição está minguando. O DEM e o PPS estão se desintegrando, o PSDB, apesar de ainda ter alguma musculatura, também míngua a cada eleição. O PSOL elegeu 3 deputados federais em 2010. E a população assiste ao moralismo da oposição de direita ser desmascarado na pessoa de Demóstenes Torres ou na de José Roberto Arruda.
Até a imprensa tucana reconhece que a oposição está cada dia mais debilitada. Podem buscar nas colunas políticas de Folha, Veja, Estadão e Globo que encontrarão Cantanhêdes, Azevedos, Nêumanes e Mervais dizendo isso.
Ainda assim, esses colunistas, editorialistas, editores e até os donos desses veículos não conseguem entender que o povo não vê na oposição a “ética” que ela e a mídia querem lhe vender. E é por isso que estamos caminhando para ter um governo com um poder muito maior do que é desejável, pois um poder sem contrapeso sempre tende ao excesso.
Democratas como este que escreve ficam sem saída. Não posso ratificar ou deixar de denunciar as tentativas (agora sim) estapafúrdias dessa gente de vender tais barbaridades. E, por isso, acabo não podendo exercer fiscalização e ter uma postura criticamente construtiva, pois estaria ajudando esses dementes a recuperarem o poder.
Não se deve rir da idiotia sobre-humana de Roberto Freire, pois não tem graça. Ele é um resumo vivo da oposição que o Brasil tem hoje, uma oposição que não cumpre seu papel por exercê-lo com tirania, com burrice, com virulência e com desonestidade. A gafe desse indivíduo oferece mais motivos para chorar do que para rir.

******

Record expõe relações Veja-Cachoeira: segredo de Poli-chinelo em horário nobre

08.05.2012
Do blog  ESCREVINHADOR, 07.05.12
Por Rodrigo Vianna

Quem vai rir por último?
Civita virou Murdoch

Bob Civita ficou mais parecido com Rupert Murdoch – o barão da mídia investigado por ações criminosas na Inglaterra.

Bob e Abril foram pra tela da TV, em horário nobre: 15 minutos devastadores de reportagem – bem editada, didática, com texto sóbrio e ótimos entrevistados. E isso tudo não se passou num canal de notícias, a cabo. 

Não. Foi na TV aberta, num domingo à noite. As relações entre ”Veja”  e a quadrilha de Carlinhos Cachoeira foram expostas de maneira inédita para milhões de brasileiros.

Quem navega pelos blogs e as redes sociais talvez já conhecesse boa parte das informações apresentadas na boa reportagem de Afonso Mônaco, no Domingo Espetacular da Record.Mas o público da TV aberta é outro. Esse foi o grande mérito da matéria. Falou para gente que ainda não sabia detalhes dos fatos.

Além disso, serviu para “furar o cerco”. Há, claramente, um pacto entre a chamada “grande imprensa”. Ninguém avança nas investigações sobre “Veja”/Cachoeira. Nesse domingo mesmo, de forma tímida, a ombudsman da “Folha” cobrou do jornal mais informações. Pelo que se sabe,os chamados “barões da imprensa” fizeram um pacto e teriam mandado recados ao governo: não aceitarão a convocação de nenhum deles à CPI.

É um pacto contra a verdade. Contra o jornalismo. Essa gente me faz lembrar aquela velha figura do sujeito que,  diante da enchente que ameaça romper uma represa, acha que pode conter o desastre colocando um dedo na rachadura da barragem. Não adianta, minha gente! As águas vão rolar. Já rolaram, aliás…

 ”Veja”, “Globo”, “Folha” são sócios na campanha iniciada lá atrás, em 2005, quando decidiram partir pra cima do governo Lula. Quem não se lembra? Semanas seguidas, a “Veja” dava uma capa bombástica contra o governo e, no sábado à noite, lá vinha o “Jornal Nacional” pra “repercutir” a reportagem. Em geral, o JN promovia uma “leitura” televisiva de “Veja”. Na época, na Globo, até brincávamos: Ali Kamel tinha descoberto uma nova linguagem de telejornalismo – recheava a tela com páginas da revista, e colocava um repórter para ler o conteúdo. Era televisão por escrito.

Mais que isso. Em 2006, perto do primeiro turno das eleições, lembro-me perfeitamente da semana em que a “Istoé” trouxe uma entrevista do empresário Vedoim, com sérias denúncias que respingavam nos tucanos. Foi na mesma semana em que os “aloprados” acabaram presos com dinheiro quando se preparavam pra comprar um dossiê contra tucanos (supostamente, o conteúdo do tal dossiê era semelhante ao da reportagem da “Istoé”). A Globo, naquela semana, criou uma força-tarefa para detonar os aloprados. Jornalisticamente, estava certo. Era assunto relevante. Mas e o outro lado? Foi o que eu e alguns colegas perguntamos ao chefe da Globo em São Paulo. “Não vamos repercurtir a capa da Istoé, do mesmo jeito que fazemos toda semana com a Veja?”, indaguei do chefe. Ele deu um sorriso maroto, e concluiu: “a Istoé é uma revista sob suspeita”.

Lembro de ter perguntado a ele: “quem decide que a Veja é séria, e a Istoé  é suspeita?”. Ele respondeu com outro sorriso.  Hoje, a “Veja” é uma revista sob suspeita. E isso, de certa, forma respinga pro lado da Globo. A grande fonte do JN de Kamel, durante anos, bebia nas águas de Cachoeira. 

A Suzana Singer – ombudsman, jornalista correta que eu conheço há muitos anos – pode continuar cobrando que a “Folha” exponha os podres da “Veja”. A direção do jornal já tomou sua decisão de blindar a “Veja”. Decisão inútil, aliás. Porque a relação entre a revista de Bob Civita e a quadrilha de Cachoeira tornou-se um segredo de Poli-chinelo.

 Nas redes sociais, a “Veja” segue apanhando. No twitter, pela terceira semana seguida, a revista foi parar nos TTs (espécie de ranking que aponta assuntos mais comentados): #VejaBandida, #Vejapodrenoar, #VejavaipraCPI.

 A revista tenta se defender nas redes sociais, de forma patética. É batalha perdida.

O que pode fazer a Abril? Conversava sobre isso com outro blogueiro sujo nesse domingo à noite. A conclusão: o melhor que a editora pode tentar, a essa altura, é agir em silêncio, pressionando nos bastidores, para evitar a convocação de Bob Civita.

Pode até conseguir – dada a tibieza de algumas lideranças no campo governista. Mas será impossível evitar que a “Veja” vire tema da CPI. 

“Poli” e “PJ” (nos grampos, era assim que a turma do Cachoeira tratava Policarpo Junior, o diretor da “Veja” em Brasília). “Pensei que ele fosse me dar um beijo na boca”, disse um dos cachoeirentos num momento de maior descontração, citando o amigo Poli…

Cachoeira virou um editor, a escolher as seções da revista onde gostaria de ver publicadas as notinhas e matérias que lhe interessavam.

Tá tudo nos grampos, escancarado. 

Isso não é relação de jornalismo com fonte – como bem explicou o professor Laurindo Leal Filho, na reportagem da Record.

A “Veja” que arrume outra desculpa. Ou que entregue a cabeça de Poli pra salvar a de Bob Civita.

Leia outros textos de Radar da Mídia

*****