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domingo, 6 de maio de 2012

Documentos da PF mostram que Veja atendia a interesses de Cachoeira

06.05.2012
Do portal de notícias R7


Escutas telefônicas gravadas com autorização da Justiça revelaram uma ligação sombria entre o chefe de um esquema milionário de jogos ilegais, Carlinhos Cachoeira, e a maior revista semanal do Brasil, Veja. As conversas mostram uma relação próxima entre o contraventor e Policarpo Júnior, diretor da revista em Brasília (DF). Segundo documentos da Polícia Federal, Cachoeira teria passado informações que resultaram em pelo menos cinco capas da Veja, além de outras reportagens em páginas internas, publicadas de acordo com interesses do bicheiro e de comparsas. Trata-se de uma troca de favores, que rendeu muitos frutos a Carlinhos Cachoeira e envolveu a construtora Delta. O escândalo pode levar Roberto Civita, presidente da empresa que publica a Veja e um dos maiores barões da imprensa do País, a ser investigado e convocado para depor na CPI.
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Grupo de trabalho que vai definir funcionamento da Funpresp deve ter primeira reunião esta semana

06.05.2012
Do portal da Agência Brasil
Por Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O grupo de trabalho que vai definir o funcionamento da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) deve começar a se reunir esta semana.


Segundo informações do Ministério da Previdência Social, o grupo será constituído por representantes da pasta e dos ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Secretaria Nacional de Previdência Complementar (Previc). O grupo vai definir o regimento e os estatutos e fazer os planos de custeio para que a Previc possa autorizar o funcionamento da fundação.

A expectativa do ministério é que em 30 dias o grupo de trabalho possa concluir os estudos e em mais 60 dias a Funpresp tenha condições de entrar em funcionamento.
A lei que institui um novo regime de previdência para os servidores públicos federais foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff na semana passada. Pelo novo modelo, o funcionário contribuirá com 11% até o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atualmente em R$ 3.916,20. Para receber mais do que o limite da Previdência Social, o funcionário terá de aderir a um fundo de pensão privado ou optar pela Funpresp, para a qual pagará, todo mês, 8,5% da diferença entre o teto da Previdência Social e o salário total. A União contribuirá com o mesmo percentual. Cada Poder – Executivo, Legislativo e Judiciário – terá o próprio fundo de pensão.
A mudança só vale para os servidores nomeados a partir da sanção da lei. Em contrapartida, o trabalhador que aderir à previdência complementar passa a pagar menos Imposto de Renda. Inicialmente, a alíquota é 35%, maior do que no regime tradicional, mas o imposto cai 5 pontos percentuais a cada dois anos de contribuição, até chegar a 10% a partir de dez anos de contribuição.
Os atuais servidores também poderão optar pela permanência no regime de aposentadoria integral ou pelo regime de previdência complementar. O Ministério da Fazenda não espera a migração desses funcionários para o novo sistema, mas esclarece que quem mudar para o novo modelo não será prejudicado.
A gestão da Funpresp deverá ser exercida por membros do conselho deliberativo que será composto em número igual de servidores e representantes da União: seis membros indicados pelo Executivo, Legislativo e Judiciário, para mandatos de quatro anos.
Para garantir o funcionamento da Funpresp, a União já reservou um aporte financeiro de R$ 100 milhões no Orçamento de 2012.
Edição: Juliana Andrade
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Os Liberais e os Juros

06.05.2012
Do blog ESQUERDOPATA
Por Marcos Coimbra, no Correio Braziliense 

O pronunciamento da presidenta Dilma, esta semana, sobre os juros bancários é uma boa oportunidade para discutir alguns aspectos relevantes de nossa vida política.

Fica mais interessante por sua quase coincidência com as medidas que Cristina Kirchner tomou na Argentina a respeito da YPF, reestatizando a principal empresa petroleira do país. Nessa - como em outras situações -, é educativo cotejar o que acontece por lá com o que se passa aqui.  

Dilma falou, em rede nacional, a propósito do Dia do Trabalho, como é de praxe. Fez um balanço da atuação do governo, apresentou realizações e metas. Celebrou os sucessos e se comprometeu com a solução dos problemas.

Até aí, portanto, um pronunciamento convencional. 

Mas ela inovou, ao introduzir o tema dos juros. E não como mera referência. Foi a respeito deles a parte mais substanciosa do comunicado.

A novidade não estava no conteúdo, pois Dilma repetiu coisas conhecidas: que temos juros superiores aos de quase todos os países do mundo; que os bancos cobram taxas exorbitantes de pessoas físicas e jurídicas; que juros como os que praticam entravam o desenvolvimento e limitam o mercado interno.

O fato novo foi esse discurso estar na voz da presidente. Em uma fala solene como Chefe de Estado.

Ao invés de tangenciar o assunto, ela cobrou dos bancos ações concretas. Lembrou que os bancos oficiais estão fazendo - mesmo que ainda timidamente - sua parte. Sublinhou que não considerava aceitável que os bancos privados - nacionais e internacionais - continuassem com níveis de juros incompatíveis com a saúde do sistema financeiro e a adimplência que prevalece na economia brasileira.  

Por mais incisiva que fosse, limitou-se a pedir que mudassem o comportamento. Que reconhecessem que seus longos anos de super-lucros tinham que terminar e que aceitassem que não poderiam continuar ganhando, no Brasil, mais que em qualquer país. 

Não fez ameaças, não sugeriu que o governo poderia tomar medidas para forçá-los a agir de maneira mais responsável. Não estava implícito que pretendesse ir além do que os bancos públicos já fazem.

Mas a menção crítica aos bancos produziu reações negativas imediatas. Não nos meios políticos, pois seria impensável que as lideranças dos partidos de oposição reprovassem as declarações de Dilma, especialmente em um ano eleitoral. Se há imagem que candidato nenhum deseja é a de defensor dos juros estratosféricos que os consumidores têm que pagar.

Os liberais da imprensa é que correram na frente, mais rápido que os próprios bancos, a fim de defendê-los do “intervencionismo” e do “populismo” do governo. Para eles, o simples fato de Dilma falar no assunto é uma ante-sala do fim do mundo. 

O liberalismo em que acreditam é uma autêntica jabuticaba. Algo que só existe aqui. 

Depois das duas recentes crises nas economias avançadas - ou da longa crise que atinge a economia internacional desde 2008 - o radicalismo anti-intervencionista e anti-estatista que andou em voga no apogeu neo-liberal foi para o museu. Salvo os historiadores, ninguém lhe dá mais atenção. 

Esses liberais brasileiros acham que qualquer restrição à liberdade absoluta dos mercados é um pecado mortal. Um crime que produz o desastre imediato do país que ousa cometê-lo.

O que diriam se fôssemos a Argentina? Se tivéssemos Cristina no lugar de Dilma?

Com seu respaldo popular, com o tamanho e a importância que a economia brasileira alcançou, o governo Dilma só não intervém porque não acha certo. Na hora em que achar, não serão os protestos dos liberais das redações que o deterão.

Eles que levantem as mãos para o céu e agradeçam por não viverem na Argentina.

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MANIPULAÇÕES DO JORNALISMO DE ESGOTO: As matérias que Cachoeira plantou na Veja

07.05.2012
Do blog LIMPINHO E CHEIROSO
Por Luis Nassif, via Advivo


Em 2008 dei início à primeira batalha de um blog contra uma grande publicação no Brasil. Foi “O caso de Veja, uma série de reportagens denunciando o jornalismo da revista Veja. Nela, selecionei um conjunto de escândalos inverossímeis, publicados pela revista. Eram matérias que se destacavam pela absoluta falta de discernimento, pela divulgação de fatos sem pé nem cabeça.

A partir dos “grampos” em Carlinhos Cachoeira foi possível identificar as matérias que montava em parceria com a revista. A maior parte delas tinha sido abordada na série, porque estavam justamente entre as mais ostensivamente falsas.

Com o auxílio de leitores, aí vai o mapeamento das matérias:

Do grampo da PF divulgado pela revista Veja este fim de semana.
Cachoeira: Jairo, põe um trem na sua cabeça. Esse cara aí não vai fazer favor pra você nunca isoladamente, sabe? A gente tem que trabalhar com ele em grupo. Porque os grande furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz. Todos eles fomos nós que demos (...).

Cachoeira: Eu fiquei puto porque ontem ele xingou o Dadá tudo pro Cláudio, entendeu? E você dando fita pra ele, entendeu? (...)

Cachoeira: Agora, vamos trabalhar em conjunto porque só entre nós, esse estouro aí que aconteceu foi a gente. Foi a gente. Quer dizer: mais um. O Jairo, conta quantos foram. Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz. E tudo via Policarpo.

Graças ao grampo, é possível mapear alguns dos “furos” mencionados pelo bicheiro na conversa entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira com o PM-araponga Jairo Martins, um ex-agente da Abin que se vangloria de merecer um Prêmio Esso por sua colaboração com Veja em Brasília. Martins está preso, junto com seu superior na quadrilha de Cachoeira, o sargento aposentado da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá, fonte contumaz de jornalistas – com os quais mantém relações de agente duplo, levando e trazendo informações do submundo da arapongagem.

O primeiro registro da associação entre Veja e Cachoeira está numa reportagem de 2004, que desmoralizou uma CPI em que o bicheiro era investigado. Em janeiro daquele ano, Cachoeira foi a fonte da revista Época, concorrente de Veja, na matéria que mostrou Waldomiro Diniz, sub de José Dirceu, pedindo propina ao bicheiro quando era dirigente do governo do Rio (2002). Depois disso, Cachoeira virou assinante de Veja.

As digitais do bicheiro e seus associados, incluindo o senador Demóstenes Torres, estão nos principais furos da Sucursal de Brasília ao longo do governo Lula: os dólares de Cuba, o dinheiro das FARC para o PT, a corrupção nos Correios, o espião de Renan Calheiros, o grampo sem áudio, o “grupo de inteligência” do PT.

O que essas matérias têm em comum:

1) A origem das denúncias é sempre nebulosa: “um agente da Abin”, “uma pessoa bem informada”, “um espião”, “um emissário próximo”.

2) As matérias sempre se apoiam em fitas, DVDs ou cópias de relatórios secretos – que nem sempre são apresentados aos leitores, se é que existem.

3) As matérias atingem adversários políticos ou concorrentes nos negócios de Cachoeira e Demóstenes Torres (o PT, Lula, o grupo que dominava os Correios, o delegado Paulo Lacerda, Renan Calheiros, a campanha de Dilma Rousseff)

4) Nenhuma das denúncias divulgadas com estardalhaço se comprovou (única exceção para o pedido de propina de R$3 mil no caso dos Correios).

5) Assim mesmo, todas tiveram ampla repercussão no resto da imprensa.

Confira aqui a cachoeira dos furos da Veja em associação com Demóstenes, arapongas e capangas do bicheiro preso:

1) O caso do bicheiro vítima de extorsão
Revista Veja Edição 1.878 de 3 de novembro de 2004 (Clique aqui)

Trecho da matéria: Na semana passada, o deputado federal André Luiz, do PMDB do Rio de Janeiro, não tinha amigos nem aliados, pelo menos em público. Seu isolamento deveu-se à denúncia publicada porVeja segundo a qual o deputado tentou extorquir R$4 milhões do empresário de jogos Carlos Cachoeira. As negociações da extorsão, todas gravadas por emissários de Cachoeira, sugerem que André Luiz agia em nome de um grupo de deputados.

Nota: A fonte da matéria são “emissários de Cachoeira”, o “empresário de jogos” que Veja transformou de investigado em vítima na mesma CPI.

2) O caso do dinheiro das Farc
Capítulo 1 – Revista Veja Edição 1896 de 16 de março de 2005 (Clique aqui)


Trecho da reportagem: Um agente da Abin, infiltrado na reunião, ouviu tudo, fez um informe a seus chefes (...) Sob a condição de não reproduzi-los nas páginas da revista, Veja teve acesso a seis documentos da pasta que trata das relações entre as Farc e petistas simpatizantes do movimento.

Capítulo 2 – Revista Veja Edição 1.899 de 6 de abril de 2005 (Clique aqui)


Trechos da matéria: Na semana passada, a comissão do Congresso encarregada de fiscalizar o setor de inteligência do governo resolveu entrar no caso Farc-PT. Na quinta-feira passada, a comissão do Congresso decidiu convocar o coronel e o espião. Os membros da comissão também querem ouvir José Milton Campana, que hoje ocupa o cargo de diretor adjunto da Abin e, na época, se envolveu com a investigação dos supostos laços financeiros entre as Farc e o PT.

O senador Demóstenes Torres, do PFL de Goiás, teme que a discussão sobre o regimento sirva só para adiar os depoimentos. “Para ouvir a versão do governo e tentar dar o caso por encerrado, ninguém precisou de regimento”, diz ele.

3) O caso Mauricio Marinho
Capítulo 1 – Revista Veja Edição 1.905 de 18 de maio de 2005 (Clique aqui)


Trecho da reportagem: Há um mês, dois empresários estiveram no prédio central dos Correios, em Brasília. Queriam saber o que deveriam fazer para entrar no seleto grupo de empresas que fornecem equipamentos de informática à estatal.

Foram à sala de Maurício Marinho, 52 anos, funcionário dos Correios há 28, que desde o fim do ano passado chefia o departamento de contratação e administração de material da empresa. Marinho foi objetivo na resposta à indagação dos empresários. Disse que, para entrar no rol de fornecedores da estatal, era preciso pagar propina. “Um acerto”, na linguagem do servidor. Os empresários, sem que Marinho soubesse, filmaram a conversa. A fita, à qual Veja teve acesso, tem 1 hora e 54 minutos de duração.

Nota: As investigações da PF e de uma CPI mostraram que o vídeo foi entregue à revista pelo PM-araponga Jairo Martins, que “armou o cenário” da conversa com Marinho a mando de concorrentes nas licitações dos Correios.

4) O caso dos dólares de Cuba
Revista Veja Edição 1.929 de 2 de novembro de 2005 (Clique aqui)


Trecho da reportagem: [Vladimir] Poleto, (principal fonte da reportagem) até hoje, é um amigo muito próximo do irmão de [Ralf] Barquete, Ruy Barquete, que trabalha na Procomp, uma grande fornecedora de terminais de loteria para a Caixa Econômica Federal. Até a viúva de Barquete, Sueli Ribas Santos, já comentou o assunto. Foi em um período em que se encontrava magoada com o PT por entender que seu falecido marido estava sendo crucificado. A viúva desabafou: “Eles pegavam dinheiro até de Cuba!”

Nota: A empresa de Barquete venceu a concorrência da Caixa Econômica Federal para explorar terminais de jogos em 2004, atravessando um acordo que estava sendo negociado entre a americana Gtech (antiga concessionária) e Carlinhos Cachoeira, com suposta intermediação de Waldomiro Diniz. O banqueiro teria deixado de faturar R$30 milhões m cinco anos.

A armação era para pegar Antônio Palloci, padrinho de Barquete. Pegou Dirceu.

Clique aqui pare ler detalhes da relação Cachoeira-Gtech na matéria do Correio Braziliense de 26 de setembro de 2005

5) O caso Francisco Escórcio
Revista Veja Edição 2.029 de 10 de outubro de 2007 (Clique aqui)


Chamada no alto, à esquerda: “Renan agora espiona os adversários”

Na semana passada, Demóstenes Torres e Marconi Perillo foram procurados por amigos em comum e avisados da trama dos arapongas de Renan. Os senadores se reuniram na segunda-feira no gabinete do presidente do Tribunal de Contas de Goiás, onde chegaram a discutir a possibilidade de procurar a polícia para tentar flagrar os arapongas em ação. “Essa história é muito grave e, se confirmada, vai ser alvo de uma nova representação do meu partido contra o senador Renan Calheiros”, disse o tucano Marconi Perillo. “Se alguém quiser saber os meus itinerários, basta me perguntar. Tenho todos os comprovantes de voos e os respectivos pagamentos.” Demóstenes Torres disse que vai solicitar uma reunião extraordinária das lideranças do DEM para decidir quais as providências que serão tomadas contra Calheiros. “É intolerável sob qualquer critério que o presidente utilize a estrutura funcional do Congresso para cometer crimes”, afirma Demóstenes.

Pedro Abrão, por sua vez, confirma que os senadores usam seu hangar, que conhece os personagens citados, mas que não participou de nenhuma reunião. O empresário, que já pesou mais de 120 quilos, fez uma cirurgia de redução de estômago e está bem magrinho, como disse Escórcio. Renan Calheiros não quis falar.Com reportagem de Alexandre Oltramari (que viria a ser assessor de Marconi Perillo).

Nota: Demóstenes é a única fonte que confirma a versão em que teria sido vítima.

6) O caso do grampo sem áudio
Capítulo 1 – Revista Veja, Edição 2022, 22 de agosto de 2007 (Clique aqui)


Capítulo 2 – Revista Veja Edição 2073 de 13 de agosto de 2008 (Clique aqui)


Capítulo 3 – Revista Veja Edição 2.076 de 3 de setembro 2008 (Clique aqui)


Chamada acima do logotipo: “Poder paralelo”


Trecho do texto: O diálogo entre o senador e o ministro foi repassado à revista por um servidor da própria Abin sob a condição de se manter anônimo.

Trecho do texto: O senador Demóstenes Torres também protestou: “Essa gravação mostra que há um monstro, um grupo de bandoleiros atuando dentro do governo. É um escândalo que coloca em risco a harmonia entre os poderes”. O parlamentar informou que vai cobrar uma posição institucional do presidente do Congresso, Garibaldi Alves, sobre o episódio, além de solicitar a convocação imediata da Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso para
analisar o caso. “O governo precisa mostrar que não tem nada a ver e nem é conivente com esse crime contra a democracia.”

Nota: O grampo sem áudio jamais foi exibido ou encontrado, mas a repercussão da matéria levou à demissão do delegado Paulo Lacerda da chefia da Abin.

7) O caso do “grupo de inteligência” do PT
Capítulo 1 – Revista Veja Edição 2.167 de 2 de junho de 2010 (Clique aqui)


Trecho do texto: Não se sabe, mas as fontes de Veja que presenciaram os eventos mais de perto contam que, a certa altura...

Nota: A “fonte” não citada é o ex-sargento Idalberto Matias, o Dadá, funcionário de Carlinhos Cachoeira, apresentado a Luiz Lanzetta como especialista em varreduras.

Capítulo 2 – Revista Veja Edição de julho de 2010 (Clique aqui)


Trecho de entrevista com o ex-delegado Onézimo de Souza, que sustentou (e depois voltou atrás) a história de que queriam contratá-lo para grampear Serra:

O senhor foi apontado como chefe de um grupo contratado para espionar adversários e petistas rivais?
Fui convidado numa reunião da qual participaram o Lanzetta, o Amaury [Ribeiro], o Benedito [de Oliveira, responsável pela parte financeira] e outro colega meu, mas o negócio não se concretizou.

Nota: O outro colega do delegado-araponga, que Veja não menciona em nenhuma das reportagens sobre o caso, é o ex-sargento Idalberto Matias, o Dadá, capanga de Cachoeira e contato do bicheiro com a revista Veja (o outro contato é Jairo Martins, o policial associado a Policarpo Jr.)

Clique aqui para ler a entrevista da Folha de S.Paulo com Luiz Lanzetta.

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Mídia oculta negócios de Serra e Kassab com esquema Cachoeira

06.05.2012
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Esta matéria precisa ser lida não apenas pelos parlamentares membros da CPI do Cachoeira, mas por toda a classe política, sobretudo por aqueles políticos que estão do lado oposto ao que estão os grandes meios de comunicação, o lado governista.
De sexta-feira para cá, falei ao telefone com dois políticos governistas de grande expressão. Ambos, sem combinarem nada entre si, relataram-me que enxergam risco concreto de parte dos governistas na CPI se unir à oposição para aliviar a barra da mídia nas investigações.
Um político governista que integra a CPI (como suplente) e que pode agir nesse sentido é o senador Delcídio Amaral (PT-MS), outro é o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). Ambos trabalham, junto à oposição, para blindar a mídia.
Mas não são apenas os membros governistas da CPI que deveriam atentar para este texto, mas toda a classe política, pois político algum pode ter certeza de que estará sempre do lado que a mídia apóia.
Vejam o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que já foi do PSDB carioca e que esteve entre os mais contundentes acusadores do PT durante o escândalo do “mensalão”. Hoje, está no PMDB, é aliado do governador Sérgio Cabral e deixou de receber os favores que a mídia lhe fazia quando estava do lado que ela considera “certo”.
Uma imprensa partidarizada, uma imprensa que escolhe um lado e trabalha por ele não é ruim apenas para a classe política, mas, também, para a democracia e para a sociedade como um todo.
Nesse aspecto, fato recentíssimo comprova, sem deixar dúvidas, que a grande imprensa não passa de um poder discricionário que não hesita até em cometer crimes, como é bem provável que fique caracterizado na televisão neste domingo (6/5) à noite… Mas essa é outra história.
Vamos aos fatos. Matéria da revista IstoÉ desta semana se constitui em uma bomba atômica jornalística, política e institucional, apesar de que boa parte do que a revista revela não é novidade. Matéria da jornalista Conceição Lemes, do site Viomundo, antecipara que a empreiteira Delta fez a festa também em São Paulo.
Todavia, a matéria da IstoÉ vai ainda mais longe. Além de mostrar os contratos suspeitos da empreiteira com o governo do Estado e com a prefeitura de São Paulo durante as gestões José Serra e Gilberto Kassab, mostra escutas da Operação Monte Carlo que incriminam os dois políticos.
Por muito, muito, mas muito menos do que aparece na matéria da IstoÉ contra Serra e Kassab, o governador de Brasília, Agnelo Queiróz, esteve sob bombardeio de toda grande mídia ao longo de semanas. A matéria da revista, que saiu neste fim de semana, até agora não teve destaque em lugar algum da grande mídia, e foi citada de passagem e discretamente em alguns raros veículos.
O Jornal Nacional, por exemplo, um dos que mais atacaram e continuam atacando Agnelo, não disse uma vírgula sobre os gravíssimos indícios que pesam contra os dois políticos paulistas. Não apareceu nada na televisão ou nos jornais impressos neste fim de semana.
A exceção foi uma notinha curta na versão do jornal O Estado de São Paulo na internet e uma matéria mais completa no portal IG. Ambas, porém, publicadas com grande discrição.
A despeito disso, o envolvimento dos políticos paulistas no caso é tão grave que já está sob escrutínio da CPI do Cachoeira e do Ministério Público. Leia, abaixo, a nota da Agência Estado.
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Laço de Cachoeira com Serra é investigado pelo MP, diz revista
Gravações apontariam que a Delta foi favorecida nas obras de ampliação da Marginal do Tietê
Agência Estado
O Ministério Público de São Paulo e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o contraventor Carlinhos Cachoeira investigam um possível favorecimento do grupo do bicheiro em São Paulo, na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e durante o mandato de José Serra (PSDB) no governo do Estado (2007-2010) e na prefeitura paulistana (2004-2006).
De acordo com reportagem da revista IstoÉ na edição desta semana, a suspeita é que a construtora Delta, que seria o braço operacional de Cachoeira, teria sido favorecida com a ampliação do número de contratos durante essas administrações.
A IstoÉ afirma que os parlamentares que compõem a CPI tiveram acesso a conversas telefônicas gravadas com autorização judicial entre junho de 2011 e janeiro deste ano. Segundo a revista, as gravações apontam que a construtora Delta foi favorecida em contratos de obras de ampliação da Marginal do Tietê, na cidade de São Paulo, e na prestação de serviços de varredura de lixo na capital, que somariam mais de R$ 2 bilhões.
Nas gravações, às quais a revista afirma ter tido acesso, pessoas próximas de Cachoeira fazem referências a adequações de editais e contratos para que a Delta fosse beneficiada.
Na última quarta-feira, o Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito civil para apurar a existência de irregularidades nas licitações, superfaturamento e conluio entre
Em depoimento para a revista, o deputado estadual João Paulo Rillo (PT) diz que a apuração sobre os contratos da Delta pode revelar um “caixa 2″ do PSDB em São Paulo. Já o líder tucano, Álvaro Dias, argumenta que os contratos devem ser verificados com o intuito de apontar se os valores pagos foram justos.
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Estou certo de que boa parte dos leitores se surpreendeu, pois a discrição midiática em torno do caso deve estar mantendo muita gente absolutamente alheia a um escândalo dessa proporção apesar de que o procedimento investigativo do Ministério Público não é de hoje.
Tudo o que há contra os governadores Agnelo Queiróz, Sergio Cabral e Marconi Perillo está presente contra Serra e Kassab nas escutas da Operação Monte Carlo. Não existe justificativa para a mídia não citar os dois ao relacionar políticos envolvidos, mas há uma explicação que nem precisa ser escrita.
Apesar disso, no sábado à tarde surgiu a esperança de que pode estar chegando o Waterloo desse comportamento criminoso da mídia. Este blogueiro e alguns outros fizeram bombar no Twitter a hashtag #VejaPodreNoAr, que, em questão de uma hora, foi parar nos Trending Topics Brasil.
Sugere-se que o leitor fique atento à televisão neste domingo à noite, e não me refiro à Globo. É só o que posso dizer neste momento.
Só digo aos políticos que estão sendo beneficiados por essa máfia midiática que deveriam refletir que nenhum deles sabe quando poderá não estar mais do lado que goza da simpatia midiática. Aos prejudicados que ainda ajudam essa máfia, não adianta dizer nada.

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Vaga irregular, trânsito travado


06.05.2012
Do blog MOBILIDADE URBANA
Por Tânia Passos

O Diario foi às ruas no centro do Recife e flagrou diversas formas de estacionamentos irregulares. A campeã de todas as infrações registradas pela Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU).


O que mais atrapalha o trânsito nas vias urbanas? O excesso de carros, com certeza. Mas há outra razão que poderia ser evitada se houvesse uma atitude cidadã dos motoristas e, claro, o poder de fiscalização do órgão de trânsito.

Um dos maiores empecilhos para fluidez do tráfego tem nome: estacionamento irregular. Não é de se estranhar que os estacionamentos irregulares ficam no topo do ranking das infrações mais cometidas pelos motoristas no Recife. Isso quando somadas as diversas formas de pontuar esse tipo de infração: sejam em vias não permitidas, em calçadas ou contra a sinalização do local.

No ano passado, a CTTU registrou 48.446 infrações de motoristas que estacionaram fora das normas de trânsito. O número superou a infração de velocidade acima da permitida, que se for contabilizada de forma isolada fica no topo da lista com 44.572 notificações. Não é difícil constatar nas ruas o que os números dizem.

Na Avenida Palmares, no bairro de Santo Amaro, um veículo estacionado bem ao lado de uma placa de proibido parar e estacionar, simples e sem culpa. Flagrante semelhante na Rua do Progresso, no bairro Boa Vista. Para esses casos, de estacionamento em desacordo com a sinalização, a infração é média com multa de R$ 85,13 e quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O cúmulo da falta de bom senso do motorista é sair da pista de rolamento e invadir a área do passeio. Na verdade, estacionar em cima das calçadas é ignorar qualquer sentido de circulação e mobilidade. A infração para esses casos é considerada grave com cinco pontos na CNH e multa de R$ 127,69.

Nós flagramos carros na área do passeio na Praça Oswaldo Cruz e ruas Fernandes Vieira e Manoel Borba. Sem opção, os pedestres trafegam pelas vias junto com os carros.  Há locais, no entanto, onde é permitido estacionar, mas em horários específicos. Na Fernandes Vieira, onde uma placa sinaliza que é permitido estacionar das 20h às 7h, flagramos um veículo estacionado na via no início da tarde. Essa infração é considerada leve com R$ 53,20 e três pontos na CNH. É o mesmo raciocínio para quem invade a vaga do idoso ou deficiente físico.

Para o diretor de operações de trânsito da CTTU, Agostinho Maia, a punição contra os infratores é branda. “A multa de estaciomento irregular é irrisória. Não leva em conta o tamanho do transtorno. Uma pessoa que estaciona em uma via de fluxo intenso e atrapalha o trânsito, recebe a mesma multa de quem estaciona em uma via segundária”, critica Maia.


Saiba mais

Ranking de infrações de estacionamento irregular no Recife

25.713 Por desacordo com a sinalizaçãoInfração média4 pontos na CNHR$ 85,13 de multa
8.977 Por desacordo com a regulamentaçãoInfração leve3 pontos na CNHR$ 53,20 de multa
7.186 Por veículo estacionado no passeioInfração grave5 pontos na CNHR$ 127,69 de multa
5.570 Por desacordo com a regulamentação especificada por leiInfração leve3 pontos na CNHR$ 53,20 de multa

Fonte: CTTU
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Boca de urna indica vitória de Hollande em eleição presidencial na França

06.05.2012
Do portal da Agência Brasil
Por Renata Giraldi*

Repórter da Agência Brasil


Brasília – O candidato de oposição na França, o socialista François Hollande(foto), foi eleito hoje (6) o novo presidente da República do país. Pesquisas de boca de urna indicam que Hollande venceu o atual presidente francês, Nicolas Sarkozy. Três institutos de pesquisas – CSA, TNS Sofres e Ipsos – estimam que Hollande tenha ganho com 52% contra 48% de Sarkozy. O atual presidente admitiu a derrota: “A responsabilidade desta derrota é toda minha”.

Na França, o resultado da boca de urna é considerado confiável, embora o nome do vitorioso só será confirmado oficialmente nos próximos dias. As autoridades francesas esperam oficializar o nome de Hollande até o dia 10. A posse do novo presidente deve ocorrer no dia 14.
Simpatizantes e aliados de Hollande estão reunidos na sua cidade natal, Tulle, e na Praça da Bastilha, em Paris, na qual há mais de 30 anos, os eleitores do também socialista François Mitterrand celebraram a vitória dele na disputa presidencial.
Em 2007, Sarkozy venceu a socialista Ségolène Royal, por 53,1% dos votos a 46,9%. Hollande é o segundo presidente socialista na história recente da França. O último foi Mitterrand, que governou de 1981 a 1995. Hollande foi colaborador do governo Mitterrand.
Nos próximos 10 e 17 de junho, há eleições legislativas na França, mas Sarkozy avisou que não vai liderar a União por um Movimento Popular (UMP) no período. “Mantenham-se unidos. Temos que vencer a batalha das legislativas. Eu não irei liderar a campanha”, disse o presidente derrotado.
De acordo com dados preliminares, a abstenção na votação na França ficou em 20,1% de um total de 46 milhões de eleitores. É uma mais baixas abstenções, perdendo apenas para as eleições de 2007, quando apenas 16% dos eleitores deixaram de ir às urnas na França. O voto não é obrigatório no país.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa // Edição: Juliana Andrade


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