sábado, 5 de maio de 2012

Cachoeira, Demóstenes e a arapongagem no hotel: “O risco dela é cair” e a CPI do PT

05.05.2012
Do blog VI O MUNDO



do Quid Novi, do jornalista Mino Pedrosa, que já trabalhou com Carlinhos Cachoeira


O trecho do texto do blog — que acompanha o áudio acima — que nós, do Viomundo, consideramos mais significativo, é o que segue:


“Já se sabe que o espião Jairo Martins de Souza entrou no quarto de Zé Dirceu no Hotel Naoum, mexeu na pasta pessoal do ex-ministro, e não se tem notícias se algum documento ou objeto foi subtraído. Ou, se o araponga plantou alguma escuta ambiente”.


Seria a frase acima um recado?


Do Roteiro de Cinema (grampo de antes de sair a capa da Veja com Zé Dirceu como O Poderoso Chefão):





Rands e João da Costa ainda na busca por votos

05.05.2012
Do BLOG DA FOLHA 
Postado por Jamildo Melo

Maurício Rands e João da Costa vão buscar votos para as eleições primárias que ocorrem no dia 20 deste mês até os últimos minutos. Este sábado (5) é o prazo final para que filiados do PT paguem a mensalidade de R$ 15 e, assim, possam escolher qual petista vai disputar a Prefeitura do Recife no pleito de outubro.

O clima parece com as eleições "de verdade". Tudo acontece como se fosse segredo de Estado. Maurício Rands só divulgou um dos seus destinos. Pela manhã, subiu o Morro da Conceição, na Zona Norte da cidade, acompanhado de João Paulo, desafeto político do atual prefeito. Rans seguirá as visitas às casas dos filiados até às 19h.

Rands subiu o Morro da Conceição neste sábado (5) com o ex-prefeito João Paulo / Foto: divulgação

João da Costa faz o mesmo. De acordo com correligionários, o prefeito passa o dia cumprindo agenda política, na busca por apoio de filiados. Segundo informações do Jornal do Commercio, a direção municipal espera que mais de 15 mil pessoas paguem a taxa neste sábado (5).
****

A MÍDIA GOLPISTA E OS JUROS ALTOS: Quando a poupança é o (falso) problema

05.05.2012
Do BLOG DO MIRO, 
Por Idalvo Toscano, no sítio Carta Maior:


O terrorismo midiático e seus próceres financistas querem fazer acreditar que há um obstáculo intransponível para a redução dos juros básicos da economia (taxa Selic) a níveis minimamente civilizados: a remuneração da Caderneta de Poupança em 6% a.a. + Taxa Referencial (TR), próxima a 6,8% a.a. nos dias atuais. Mudar as regras em vigor seria “confiscar o dinheiro dos pobres” — dizem!

O raciocínio seria o seguinte: o piso para aplicações pela Selic (já descontado o IOF e IR) é a remuneração da poupança; abaixo desta remuneração, haveria migração maciça dos aplicadores para a Caderneta, e o governo ficaria sem capacidade de se financiar no mercado.

Mas as coisas, todavia, não são bem assim: é possível mudar a forma de remunerar a poupança sem violentar os direitos dos poupadores e sem estrangular a capacidade de financiamento público.

A caderneta de poupança, criada em um ambiente de forte inflação, tornou-se popular pela simplicidade de seu funcionamento e, principalmente, pela garantia que oferece ao cidadão comum que busca precaver-se contra necessidades futuras e não se confunde com os especuladores que têm como finalidade o ganho fácil propiciado pelas aplicações voláteis. Importa aos poupadores o rendimento real, isto é, a taxa descontada a inflação.

Uma passagem da atual sistemática para outra que garanta uma remuneração mínima e seja compatível com o ambiente de estabilidade da economia brasileira, sem comprometer os financiamentos habitacionais e, tampouco, estrangular o financiamento público é não somente factível, como desejável. 
Em diversos países, encontramos para este tipo de aplicação remunerações muito próximas a zero (quando não negativas) e ele continua sendo significativamente popular exatamente por sua segurança.

Substituir a forma atual de remuneração, com elevada pré-fixação (6% a.a.), por outra calcada na remuneração dos títulos públicos e que considere o comportamento futuro do crescimento, a estabilidade dos preços, o emprego e o financiamento de longo prazo, acompanha os objetivos perseguidos pela política econômica.

Além de eventuais alterações legais, há inúmeros instrumentos normativos disponíveis que possibilitam migrar da atual sistemática a outra compatível com estas características de forma consistente e sem promover nenhuma forma de confisco.

Em um curto prazo, é possível a substituição do atual cálculo da taxa de Poupança derivando-a da remuneração dos títulos públicos, bastado substituir a cada mês-calendário uma fração do sistema em vigor por outra fração que tenha como base a taxa Selic vigente para, ao final, tê-la integralmente como fator de remuneração da poupança.

A partir daí, construir uma nova estrutura financeira, para fazer funcionar a economia de forma consentânea com os interesses da sociedade, passa pela supressão da própria Selic, que remunera os títulos públicos, pois, embutido em seu cálculo temos fatores de risco e prêmio de liquidez o que a faz inadequada como instrumento de política monetária, já que o Bacen é o próprio emissor da moeda .

Na consolidação deste processo, a autoridade monetária dispõe de um arsenal amplo de instrumentos que viabilizam esta “passagem” —IOF, IR sobre os rendimentos, prazos para saque, remunerações variáveis no tempo, limite para depósitos por CPF, outras modalidades de poupança etc.

Tais mudanças preparam o terreno para uma ampla e profunda reformulação na estrutura do atual sistema financeiro nacional (SFN) tornando-o funcional às necessidades de desenvolvimento da economia brasileira .

Estamos em outro patamar de evolução das relações econômicas e não somente econômicas, mas um novo patamar de sociedade que já não mais suporta a sangria atroz de um sistema financeiro predatório.

Restam, neste contexto, duas questões cruciais:

1. proibir o uso de juros compostos (juros calculados sobre pagamentos futuros e incorporados ao principal); e

2. regulamentar o artigo 192 da Constituição Federal (CF).

Estes são pontos crucias para a construção de um sistema financeiro democrático, inclusivo e comprometido com o desenvolvimento do país. 

Pelas razões expostas, parece-nos que o tão alentado “problema” seja garantir um terreno fértil à especulação segurando os juros em seus atuais patamares.

(*) Idalvo Toscano, 61, é economista, com formação em Planejamento Urbano pela FGV/SP e funcionário do Banco Central do Brasil.
*****

BLOG MOBILIDADE URBANA: Nem todos estão aptos a dirigir à noite


05.05.2012
Do blog MOBILIDADE URBANA,04.05.12
Postado por Tânia Passos

Estudo norte-americano analisou o impacto que algumas condições visuais exercem nos motoristas, quando dirigem à noite. De acordo com Joanne Wood, que conduziu a pesquisa na Universidade de Tecnologia de Queensland, problemas visuais como embaçamento da visão e catarata – que muitas vezes são diagnosticados tardiamente – costumam dificultar a visão das roupas dos pedestres e, portanto, comprometer os reflexos necessários para evitar acidentes. Até mesmo dificuldades moderadas para enxergar acabam reduzindo a habilidade de enxergar um pedestre à noite.

Publicado no jornal “Investigative Ophthalmology & Visual Science”, o estudo mostrou que nenhum dos motoristas que simularam ter catarata conseguiu identificar um pedestre que usava roupas pretas. Já quando listras refletivas eram utilizadas, a visão aumentava para 82,3%. Além disso, a dificuldade de enxergar à noite altera a noção de distância e, consequentemente, atrasa a visão que o motorista tem do pedestre.

No Brasil, os acidentes são a segunda maior causa de mortes, perdendo apenas para as doenças do coração e ultrapassando as mortes por câncer. Estar em dia com a saúde ocular, então, pode evitar boa parte dos acidentes. Na opinião do oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, até os 40 anos, a pessoa deve passar por um exame completo de visão de três em três anos; entre 40 anos e 65 anos, as visitas devem ocorrer de dois em dois anos; após os 65 anos, os exames devem ser anuais. “O problema é que a maioria dos motoristas, depois de tirar a licença para dirigir, nunca mais passa por um check up oftalmológico. Há adultos jovens com alto grau de miopia dirigindo sem óculos ou lentes corretivas”, diz o médico.

Várias doenças oculares, como o glaucoma, que consiste no aumento da pressão ocular e consequente perda do campo visual, não dão sinais evidentes da sua presença. E quanto mais cedo forem diagnosticadas, maiores são as chances de o tratamento ser bem-sucedido.  

“Pessoas que sofrem de degeneração macular (perda gradual da visão central), diabetes ou têm alguma cicatriz no fundo de olho, também podem ter um campo visual limitado e visão dupla, devendo ser avaliadas e orientadas por um especialista. Correm o risco de provocar acidentes, ferindo a si próprias e aos demais motoristas e pedestres”, alerta Neves.

De acordo com o médico, até mesmo o estresse ou o uso de medicamentos podem causar distúrbios de visão, principalmente quando o motorista está dirigindo à noite. “A menor sensibilidade pode acabar provocando um grave acidente”.

FONTE: Inteligemcia (Via Portal do Trânsito)
*****

Nova cara do PSDB: Leréia diz ser mais limpo que Eduardo Azeredo e Cícero Lucena

05.05.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


Os tucanos José Serra, Marconi Perillo e Carlos Leréia em panfleto tipo "santinho" da campanha eleitoral de 2010
Da coluna "Parnorama Político" de Ilimar Franco:

PSDB enquadrado

Foi assim. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), e o líder na Câmara, Bruno Araújo (PE), pediram ao deputado Carlos Leréia (GO) que se licenciasse do partido devido às suas ligações com o contraventor Carlos Cachoeira. Leréia reagiu: "Peraí. Deixa eu ver. Vocês querem se livrar de mim porque sou amigo do Cachoeira há 30 anos. E o (deputado) Eduardo Azeredo (MG) que é réu na Justiça? E o (senador) Cícero Lucena (PB) que foi preso? E vocês querem expulsar a mim?". 

Comento:

Faltou citar outros tucanos ilustres:

José Serra (PSDB/SP) é reú pelo rombo nos cofres públicos do Banco Econômico, durante o governo FHC.

Marconi Perillo (PSDB/GO) também é réu no STF por outros escândalos pré-Cachoeira.

Os senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA) também já foi preso. O senador Mário Couto (PSDB/PA) foi denunciado duas vezes pelo Ministério Público do Pará por desvio de dinheiro público na Assembléia Legislativa, quando ele presidiu a casa.

Há dezenas ou centenas de outros casos.

O PSDB apoia a lei da Ficha Limpa, certo?

Errado! O senador tucano Cássio Cunha Lima (PSDB/PB) só está no senado porque o STF considerou que a lei da ficha limpa não valia para as eleições de 2010. Se o partido tivesse coerência, independente de quando começou a vigorar a lei, não admitiria a posse de um senador que estaria impedido hoje pela lei da ficha limpa. Na melhor das hipóteses, exigiria que o suplente assumisse.

*****

Humberto Costa diz que Demóstenes mentiu naquele discurso elogiado por colegas

05.05.2012
Do blog VI O MUNDO, 03.05.12

Humberto Costa: há indícios de que Demóstenes mentiu aos senadores

O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou, durante a leitura de seu relatório no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) faltou com a verdade, em pronunciamento no dia 6 de março, ao se manifestar sobre as denúncias que o acusavam de envolvimento com o empresário Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal.

Na ocasião, destacou o parlamentar, o senador goiano alegou que “mantinha relacionamento de amizade com Carlinhos Cachoeira, mas que com ele não entabulara negócios”.

Segundo Humberto Costa, a divulgação de conversas sobre a votação de projetos de interesse de Cachoeira no Congresso já justificaria a abertura de processo administrativo disciplinar contra Demóstenes Torres.

–- Tudo leva a crer que Sua Excelência se contradiz e teria faltado com a verdade perante seus Pares – assinalou Humberto Costa que recomenda a abertura de processo contra Demóstenes Torres em seu relatório preliminar.

– O que está em debate não é a imagem do parlamentar, mas do Parlamento. Se atinge a imagem do Senado Federal, não se pode subtrair os fatos graves narrados — disse.

Ao apresentar sua defesa por escrito no último dia 25, Demóstenes sinalizou para o conselho que vai tentar anular o processo, se identificar falhas jurídicas. Por esse motivo, o relator não mencionou as escutas feitas pela Polícia Federal, assim como matérias publicadas pela imprensa sobre o caso no relatório preliminar.

Humberto Costa ressaltou, no entanto, que o PSOL exerce seu pleno direito de requerer abertura do processo à luz da divulgação das informações e citou a postura favorável de Demóstenes Torres à utilização de reportagens jornalísticas em processos anteriores contra parlamentares.

– Quando se debateu neste conselho a possibilidade ou não do uso exclusivo de matéria jornalística como base para recebimento de representação, a postura do senador Demóstenes, como membro do órgão, foi no sentido de acolhimento – disse.


Leia mais:


****

Engarrafamento de curiosos nos acidentes


05.05.2012
Do blog MOBILIDADE URBANA, 04.05.12
Postado por Tânia Passos

Por mais que os veículos tenham espaço para seguir em frente, o trânsito sempre fica congestionado, mesmo após pequenos acidentes. Tudo isso por causa daquela desaceleradinha causada pela curiosidade irresistível

Não se sabe até hoje se a curiosidade de fato matou o gato. Porém, ela atrasa a vida de muita gente. Acidentes nas principais ruas de uma grande cidade comprovam isso. Por mais que os veículos tenham espaço para seguir em frente, o trânsito sempre fica congestionado, mesmo após pequenos acidentes. Tudo isso por causa daquela desaceleradinha causada pela curiosidade irresistível.

O professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ Paulo Cezar Ribeiro admite que também desacelera para observar acidentes. Operador da CET-Rio desde 1998, Queiroz, de 46 anos, já cansou de apitar para acelerar os curiosos que atravancam as vias do Rio de Janeiro.

Hoje ele trabalha no Centro de Operações, mas em seus tempos “de pista” não foram raras as vezes em que testemunhou o ápice do “curioso do trânsito”: parar e descer do carro para ver o drama alheio mais de perto.

- Você é obrigado a ameaçar autuar o veículo se ele não sair. As pessoas ficam “mas eu só to dando uma olhada” e você tem que falar “você está atrapalhando muito, olha para trás!” – conta o operador, mais do que acostumado a ouvir sua mãe ser xingada por motoristas, com ares de revolta.

Quanto pior o acidente, mais curioso fica o cidadão. E mais feia é a careta que faz depois de observá-lo. Se tem bombeiro envolvido, então… Nem os operadores da CET-Rio resistem.

- Mas aí é para ver se o bombeiro já está acabando o trabalho para poder liberar a pista – explica, sério, Valmir.

De qualquer forma, o diretor de operações da CET-Rio, Joaquim Dinis, orienta os operadores já na sua palestra de recepção ao órgão com uma ordem muito enfática: nunca olhem para o acidente. Por causa de fenômenos como esse, há cerca de um ano, a CET-Rio começou a colocar operadores em ambos os lados de uma rua quando há um acidente, para tentar dar urgência a quem passa já com aquela desculpa na ponta da língua: “é só uma olhadinha”.

Para a mestre em Psicologia e professora da PUC Tatiana Paranaguá, a espiada inevitável na tragédia ao lado é como “uma aproximação segura da morte”.
- A gente sabe que todo mundo vai morrer. Então,observar o acidente é como uma constatação de que o outro morreu, mas “eu estou vivo” – analisa.

Para quem não gosta de se envolver com a obscuridade da mente humana, Paulo Cezar faz uma continha rápida para tentar entender o motivo matemático que o levou a perder tanto tempo na ida ao trabalho, na Coppe/UFRF, na Ilha. Segundo ele, passam cerca de 95 mil carros por dia naquela pista. Naquele momento da manhã, deveriam estar passando pelo menos quatro mil por hora. A velocidade normal é de 90 Km/h, mas, com a paradinha para saciar a curiosidade, digamos que ela diminui para 40 Km/h. Consideremos também que cada carro ocupa 5,5 metros de pista.

Com a diminuição da velocidade pela metade, digamos que, em vez de quatro mil, passaram dois mil veículos por hora na pista. Se multiplicarmos 5,5 por dois mil, descobrimos que faltaram 11 quilômetros de pista para acomodar os veículos que passaram. E aí está o motivo matemático do engarrafamento. Portanto, para Paulo César, mais do que a curiosidade, a culpa do engarrafamento é a saturação do sistema.

- Com a redução da capacidade da pista, como o sistema está operando no limite, qualquer perturbação dá um reflexo enorme, que vai se espalhando pela cidade – opina.
Fonte: D24am.com (Via Portal do Trânsito)
*****