quarta-feira, 25 de abril de 2012

MPF denuncia criminosos da ditadura

25.04.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 24.04.12
Por Márcio Pinho 


Dirceu Gravina e Carlos Alberto Ustra foram denunciados por sequestro 

Justiça ainda precisa acolher denúncia, que contraria a Lei de Anistia 


O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou, nesta terça-feira (24), o comandante do Destacamento de Operações Internas de São Paulo (DOI-Codi) entre 1970 e 1974, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, e o delegado Dirceu Gravina, da Polícia Civil de São Paulo, pelo sequestro do bancário e líder sindical Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, em 1971. Caso sejam condenados pela Justiça Federal, a pena para os dois pode ser de até oito anos de prisão.

O G1 procurou a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Em um processo anterior, de 2010, Gravina negou à reportagem que tenha extrapolado suas funções durante o regime militar. Na época, ele foi localizado em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, e disse que era investigador quando ocorreu o sequestro.


Codinome JC
Segundo o MPF, o sindicalista Aluízio Palhano foi presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, da Confederação Nacional dos Bancários e vice-presidente da antiga Central Geral dos Trabalhadores (CGT), na época do regime militar. Durante a ditadura, ele chegou a ter os direitos políticos cassados e se exilou em Cuba. Ao regressar ao Brasil, foi sequestrado.

Para a Procuradoria, sequestro é ilegal mesmo no regime de exceção instituído pelo golpe militar de 1964, pois agentes de Estado não estavam autorizados a atentar contra a integridade física de presos. Relatos de testemunhas afirmam que Palhano foi torturado.

O Ministério Público cita um entendimento da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a guerrilha do Araguaia, que determinou que o Estado deve investigar os fatos ocorridos na ditadura e determinar responsabilidades. A investigação deve ocorrer apesar da Lei de Anistia, que impede investigação e sanção de violações de direitos humanos ocorridos durante o regime militar.
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/04/mpf-denuncia-criminosos-da-ditadura.html

CQC tenta por Rands em saia-justa na Câmara

25.04.2012
Do BLOG DA FOLHA
Publicado por José Accioly

Nem o secretário estadual de Governo e pré-pré-candidato pelo PT a prefeito do Recife, Maurício Rands, escapou das ácidas perguntas da equipe do CQC, da emissora Bandeirantes. Em visita à Câmara do Recife para participar da solenidade dos 14 anos da Folha de Pernambuco, nesta quarta-feira (25), “repórter-humorista” Ronald Rios quis saber se Rands concordava ou não com o aumento de 62% concedido pelos próprios parlamentares da Casa de José Mariano. “Emparedado”, o petista desviou das perguntas, deixando, na verdade, a equipe de televisão em saia-justa. No melhor estilo “eduardista”, Rands mostrou como faz com um limão uma limonada…
“O senhor veio aqui para aprender como é que faz com que o salário aumente na surdina também?”, provocou Ronald Rios. Sem titubear, Maurício Rands devolveu a pergunta. “E o seu salário, quanto é?”, indagou o petista, na tentativa desestabilizar a equipe do CQC e colocá-la em saia-justa. “Você vai ter que dizer para todo mundo (quanto ganha) e bote no ar, viu? Toda vez que sou entrevistado pelo CQC eles não botam (no ar)!”, emparedou Rands. “A Câmara do Recife legisla várias leis importantes para o Recife”, disse o pré-candidato.
Durante a entrevista, Rands aproveitou a leve “escorrega” do humorista para se auto-elogiar, desagradando o repórter Ronald Rios. Quando o entrevistador indagou se Rands sabia quanto era o salário mínimo no Recife (?), o petista inflou o peito para lembrar que foi com seu voto, durante o governo do ex-presidente Lula, que foi concedido o maior aumento real de 55%, acima da inflação. Parecia até aula de história. O pré-candidato foi líder do governo do ex-presidente Lula na Câmara dos Deputados, no final do segundo mandato, de 2008 a 2009, e vice-líder no primeiro mandato do ex-presidente.
“Foi no Governo Lula, com o voto meu, de Maurício Rands, que nós concedemos o maior aumento real do salário mínimo de toda sua história. Só nos oito anos do governo Lula, o salário mínimo foi reajustado em 55%, acima da inflação”, lecionou.

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O brindeiro Gurgel vai investigar a Veja ? Não ! Sim ! Vote !

25.04.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por  Paulo Henrique Amorim

O brindeiro Gurgel se esqueceu de investigar o Demóstenes.

Faz um ano que ele não trata do pedido do professor Comparato para processar o Congresso, que não regulamenta os artigos da Constituição de 88 sobre o PiG (*).

O líder do PT Humberto Costa - clique aqui para ler entrevista com o ansioso blogueiro – pediu ao brindeiro Gurgel para investigar as denúncias do livro “Privataria Tucana”.

O Edu Guimarães enviou ao gabinete do brindeiro Gurgel centenas de exemplares do Privataria Tucana e ele nem para agradecer.

O brindeiro Gurgel foi muito gentil com o Tony Palocci e muito firme, implacável com o Orlando Silva e o Lupi.

Quando a Presidenta decidiu evitar o conluio oligopolista dos empreiteiros para as licitações da Copa, a Folha (**) ficou contra e ele, imediatemente depois, também ficou.

O brindeiro Gurgel é a favor da Lei da Anistia.

Agora, ele resolveu processar no STJ o Agnello, governador de Brasília.

Clique aqui para ler “quantos Agnellos vale um José Dirceu ?”.

Será que o brindeiro Gurgel vai processar a Veja, o detrito sólido de maré baixa que a Globo transforma em Chanel # 5 ?

Terá coragem de chamar o Ribert(o) Civita às falas ?


Não
Ele não passa de um brindeiro.

Sim

Ele tomou simancol.

Clique aqui e vote !



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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CQC causa pânico na Câmara Municipal do Recife. Vereadores fogem correndo


25.04.2012
Do BLOG DE JAMILDO, 24.04.12
Postado por Jamildo Melo

Pense numa palhaçada.

Os vereadores do Recife, depois de tomarem conhecimento de que uma equipe do CQC estava chegando para cobrir a sessão deste tarde, com o objetivo de reportar o aumento de 62% concedido no final do ano passado, sem alarde, às escondidas, suspenderam os trabalhos sem explicação e literalmente saíram correndo. Com o reajuste, os salários dos 39 parlamentares saltarão de R$ 9.287,57 para R$ 15.031,76. 

Numa cena digna de filme pastelão, o vereador Inácio Neto, socialista desde criancinha, saiu correndo pelo jardim e alcançou a Rua Princesa Isabel. A equipe do humorístico não teve dúvida e correu atrás, sem conseguir alcançá-lo. O vereador joga futebol regularmente, é bom de pique.

Teve vereador que deixouo carro no pátio, pegou um táxi e depois acionou o motorista pelo celular.

Quem não conseguiu correr, como Verá Lopes, pagou mico, dando desculpa esfarrapada para o vergonhosa majoração dos salários.

Na frente da equipe do CQC, estava o humorista Ronald Rios. A produção levou marmitas para Câmara do Recife com o objetivo de sugerir que os vereadores aceitassem os presentes em substituição ao aumento nos salários. 

O presidente da Câmara Municipal do Recife, Jurandir Liberal, suspendeu os trabalhos depois de dar um pitu nos jornalistas do programa, que chegaram na casa por volta das 15 horas. Eles foram levados para a sala de imprensa, enquanto os vereadores presentes encerravam a sessão.

Por meio de sua assessoria, Jurandir Liberal informou ainda há pouco que acabou antes os trabalhos porque havia marcado uma audiência, junto com Augusto Carreras, do PV, com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Ricardo Paes Barreto.

Ainda de acordo com a assessoria da Câmara, os humoristas do CQC não foram conduzidos à sala de imprensa para serem despistados. “Todos os jornalistas que cobrem a reunião plenária acompanham as discussões desta sala”.
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SOBRE O ESCRACHO, O PIG, O MACARTISMO E OUTROS TEMAS

25.04.2012
Do blog NÁUFRAGO DA UTOPIA, 23.04.12
Por Celso Lungaretti
Surpreendeu-me encontrar na minha caixa postal uma mensagem de Francisco Foot Hardman, escritor, ensaísta, crítico literário e professor de Teoria e História Literária da Unicamp.

Ele me recomenda o seu artigo publicado neste domingo (22) emO Estado de S. PauloO poder do escracho, por ser afim dos meus escritos sobre o mesmo tema.

Corretíssimo. Tem mesmo tudo a ver comigo, tanto que o recomendo enfaticamente (vide íntegra aqui). Eis uma amostra:
"Os espectros dos desaparecidos são o GPS real que guia essas alegres levas do Levante. Boa parte das centenas de jovens e representantes de familiares de desaparecidos da ditadura que se espalharam em manifestações políticas contra o esquecimento e a impunidade de torturadores e outros responsáveis pelas ações do aparato de terrorismo do Estado durante a ditadura militar em cidades como São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, não viveu aqueles anos. 
Isso é tanto mais notável quanto virou idéia fixa repetir que o Brasil é o país da desmemória. Quantos Harry Shibatas precisarão ser ainda desmascarados? Porque é certo que este médico-legista coqueluche da 'legalização' dos extermínios praticados por agentes da Oban e do Deops, não foi caso único no amplo aparato do terror instalado pelos serviços da inteligência do regime militar.
Quantos mais foram cúmplices dos perpetradores, administrando a ciência médica a serviço da 'otimização' das dosagens de tortura? Quantos juramentos de Hipócrates rasgados sem nenhuma punição dos conselhos regionais ou nacional de medicina?
O escracho é uma manifestação legítima e eficaz. Comprovou-se isso na Argentina, no Chile e no Uruguai...
...É, na verdade, um livre momento de expressão e desabafo da sociedade civil organizada. A informação precisa e atualizada, a rapidez e leveza de sua estrutura de mobilização, em que a internet joga, como em outros exemplos recentes de democracia direta, um papel decisivo, bem como a imaginação criadora de suas variadas formas, esses são seus ingredientes de sucesso".
DESINFORMAÇÃO E LISTAS NEGRAS



Meu estranhamento se deveu a serem raros os  acolhidos na grande imprensa  que têm coragem de assumir vínculo ou identificação com os  boicotados pela grande imprensa: nós, os que só conseguimos divulgar nossos textos na internet. Quanto muito, repetem nossas teses e argumentações sem citarem a fonte.

O PIG e a web cada vez mais se tornam dois planetas diferentes e, na maioria dos casos, hostis. O primeiro ignora a segunda. A segunda critica acerbamente (quase sempre com justos motivos) o que faz o primeiro.

Para quem escreve com o objetivo de influir nos acontecimentos e não por deleite ou vaidade, é uma limitação terrível. 

Duelando em igualdade de condições com os inquisidores no território livre da internet, conseguimos convencer as minorias conscientes de que seria uma ignomínia extraditarmos Cesare Battisti para cumprir a sentença farsesca de um tribunal de cartas marcadas, que funcionou sob uma legislação típica de ditaduras (passados os anos de chumbo, a escabrosa lei instituída exclusivamente contra os ultraesquerdistas foi revogada, mas não se anularam as condenações dela decorrentes!). 

Um dos principais coadjuvantes da ofensiva italiana, juiz aposentado que escreve na CartaCapital, chegou a desertar do debate que iniciara comigo numa tribuna virtual, com os comentários postados pelos internautas quase todos me apoiando.

Então, era extremamente frustrante assistirmos, impotentes, à mídia desinformando o cidadão comum, a  maioria silenciosa cuja cabeça ela faz, sem a mínima consideração pelas boas práticas jornalísticas, como a de publicar contestações relevantes do  outro lado. Se nos dessem o mínimo de espaço, pulverizaríamos um por um os Minos Cartas da vida --que, sabiamente, esquivavam-se de polemizar conosco (caso do dito cujo, desafiado "n" vezes pelo Rui Martins, pelo Carlos Lungarzo e por mim).

O Lungarzo e eu chegamos a enviar para mais de mil jornalistas o oferecimento de provas incontestáveis de que Battisti tinha sido defendido no segundo julgamento por advogados que não constituiu, munidos de procurações falsificadas. E, como quem desmascarara a tramóia havia sido a Fred Vargas (principal novelista policial da França, tida como uma nova Agatha Christie ou Patricia Highsmith), incluímos um brinde: ela se dispunha a conceder, complementarmente, uma entrevista exclusiva. Um presentão para qualquer profissional de imprensa. NENHUM(A) se interessou.

Vários meses depois, o correspondente do  Estadão  na França ouviu o mesmíssimo relato da boca da Fred e mandou a notícia de lá. Foi, afinal, publicada.

Será que aqueles mais de mil jornalistas tinham desaprendido o ofício? Ou o bloqueio contra qualquer conteúdo contrário à corrente dominante (pró linchamento) era total nas editorias de Política Nacional, de forma que só poderia ser driblado numa menos estreitamente vigiada, como a do noticiário internacional?

 Agora mesmo, teve grande destaque a acusação do digno ministro Joaquim Barbosa a um atrabiliário medievalista que nunca mereceu integrar o Supremo Tribunal Federal e finalmente pendurou a toga, de manipular um julgamento da Lei da Ficha Limpa.

Aproveitando a deixa, divulguei amplamente um crime adicional --muito pior!-- cometido pelo mesmo indivíduo, o de manter o escritor Cesare Battisti sequestrado depois do seu caso já estar decidido, na esperança de induzir seus colegas a uma virada de mesa legal.

Com palavras mais veementes, apenas repeti o que haviam afirmado o grande Dalmo de Abreu Dallari e o ministro mais articulado do Supremo, Marco Aurélio Mello: a prisão de Battisti deveria ter sido relaxada tão logo o Diário Oficial publicou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornando-se, a partir daquele instante, ilegal. E a ilegalidade durou mais de cinco meses, ao cabo dos quais o próprio STF reconheceu que nada mais havia a se discutir, só lhe cabendo cumprir a decisão que delegara a Lula.

Por que não responsabilizarmos por tal aberração o linchador que presidia o Supremo (e também o relator Gilmar Mendes)? Por que a grande imprensa deu tanto destaque a uma acusação difícil de se provar e nenhum a uma indiscutível e irrefutável?

Por dois motivos principais:
  • para não dar a mão à palmatória quanto às muitas arbitrariedades cometidas contra Battisti que ela tinha omitido ou minimizado anteriormente; e
  • para não levantar a bola de jornalistas revolucionários (agiria da mesmíssima forma se a acusação proviesse do Ivan Seixas, Laerte Braga, Rui Martins, Alípio Freire, Altamiro Borges, etc.).
OS JOVENS VOLTAM ÀS RUAS



Mas, repito, tal macartismo velado não impede que jornalistas e outros autores que têm espaços fixos na mídia inspirem-se em nosso trabalho e o reconheçam.


Por mais exasperante que seja a situação de confinado à web, eu me consolo com a lembrança dos anos de intimidação e censura: tudo era bem pior.

E, tanto quanto naqueles tempos sombrios, continuam verdadeiros os versos de Sérgio Ricardo: "cada verso é uma semente/ no deserto do meu tempo".

O deserto continua causticante, mas as sementes já começam a frutificar:
  • os jovens foram às ruas lutar contra o autoritarismo redivivo nos episódios da proibição da Marcha da Maconha, da ocupação fascistóide da USP, da blitzkrieg na Cracolândia e da barbárie no Pinheirinho;
  • fizeram passeatas contra a ganância e a corrupção;
  • protestaram contra a ilegalidade cometida pelos saudosos do arbítrio ao exaltarem os horrores ditatoriais (com a conivência de autoridades que ignoraram olimpicamente seu compromisso com a democracia);
  • e aplicaram a antigos carrascos e serviçais do terrorismo de estado a única punição possível (moral) face à tibieza dos Poderes constituídos, aos quais caberia aplicar-lhes penas compatíveis com a gravidade dos crimes hediondos que cometeram.
Foram manifestações que nos lavaram a alma e revigoraram nosso ânimo!

Nós, os que marchamos contra a corrente da desumanização, continuaremos travando o bom combate na internet e nas ruas, sem nunca desistirmos de invadir as praias do sistema e com a certeza de que nossos textos são as sementes de um futuro igualitário e livre.
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VEJA FINANCIOU CACHOEIRA

25.04.2012
Do blog CLOACA NEWS, 23.04.12
Por Raoni Scandiuzzi - Rede Brasil Atual


Depois de subir à tribuna da Câmara e dizer que a revista Veja é “o próprio crime organizado fazendo jornalismo”, o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) afirmou em entrevista à Rede Brasil Atual que o veículo de comunicação "fomentou, incentivou, financiou esses delinquentes a terem esse tipo de comportamento", referindo-se à rede ilegal de atuação do contraventor Carlinhos Cachoeira.

O deputado defendeu que os responsáveis pela revista prestem esclarecimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) criada para investigar a rede ilegal de atuação de Cachoeira e que sejam tratados como réus. Escutas feitas durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, mostraram conexões entre o grupo do contraventor e o diretor da sucursal de Brasília da publicação semanal, Policarpo Júnior. 

Este mês, Veja divulgou reportagem afirmando que a CPMI é uma "cortina de fumaça" criada pelo PT para desviar o foco do julgamento do mensalão, que será realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A notícia levou Ferro a lamentar que a revista atue desta maneira.
Perguntado se a convocação de representantes do Grupo Abril não afetaria a liberdade de imprensa, Ferro afirmou que as atividades de Veja tem conexão o crime organizado, e não com o jornalismo. Para o parlamentar, o dono da Editora Abril, Roberto Civita, deve ser tratado como réu nessa investigação.

Confira abaixo a íntegra da entrevista com o deputado Fernando Ferro, um dos candidatos a integrar a CPMI do Cachoeira.

Por que levar um órgão de imprensa a uma CPMI?
Caberia ao órgão de imprensa trazer esclarecimentos sobre essa relação, o porquê de tantos telefonemas identificados na investigação da Polícia Federal.

Você falou em requerer a presença de Roberto Civita.
Independentemente de quem seja, o Civita ou não, os responsáveis pela Veja terão de responder sobre isso. 

Há uma relação da Veja com essas atividades ilegais?
É uma relação estranha, que tem laços de cumplicidade com esse submundo. Na verdade, isso vem lá de trás, em vários momentos. Essas denúncias espetaculosas da Veja, todas elas estão sendo lastreadas por esse processo de espionagem e arapongagem. Em termos de ética jornalística, isso é muito questionável. A Veja fomentou, incentivou, financiou esses delinquentes a terem esse tipo de comportamento.

Isso poderia colocar em risco a liberdade de imprensa?
A Veja tenta formar uma ideia de que nós estaríamos querendo restringir a liberdade de imprensa. Essa é uma medida esperta e calhorda dela de justificar a sua ação criminosa. Eles querem falar em nome de toda a imprensa, mas não é verdade, essa prática, esse estilo, é próprio da Veja. Ou seja, ela praticou ações criminosas e agora quer colocar o conjunto da imprensa no Brasil como vítima. Ela é ré, vai ter que trazer esclarecimentos à CPI.

Há quem defenda esse tipo de jornalismo a qualquer custo.
Essas ações da Veja têm tudo a ver com crime organizado, não com jornalismo.

Por que no Brasil há uma tendência de punir exclusivamente os políticos que estão envolvidos em atividades ilegais, sendo que por diversas ela possui muitos lados?
Há uma ação política e ideológica de incriminar um partido político, ou uma orientação, ou uma corrente política. Na verdade, não há uma preocupação com a informação, estão preocupados em incriminar alguém que está governando o país.

O senhor está falando da Veja, especificamente?
A Veja criou a figura do bandido colaborador, que é alguém que atende aos interesses dela, e o qual ela criou um nível de promiscuidade tão grande que você nem sabe quem é mais bandido. Na verdade, os dois são.

Em sua opinião, quem mais deve ser chamado para depôr na CPI?
A partir da investigação da Operação Monte Carlo, você tem os vínculos de articulação criminosa, de envolvimento entre os personagens dessa teia criminosa, então todos eles, tanto agentes públicos quanto privados, deverão ser chamados para prestar esclarecimentos.

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As mentiras de Ricardo Noblat

25.04.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Kerison Lopes, no sítio Vermelho:


A cobertura do PIG para a CPI do Cachoeira/Demóstenes tem um rumo muito claro: jogar no colo do governo Dilma toda a roubalheira praticada pela direita em conluio com o contraventor e os bandidos do próprio PIG. Para isso cometem as maiores aberrações. Porém, Ricardo Noblat, colunista e blogueiro do Globo, passou de todos os limites. Mentiu descaradamente nesta terça-feira (24) ao envolver o deputado Rubens Otoni (PT-GO) e livrar a cara do deputado Sandes Júnior (PP-GO).


Em texto escrito pelo próprio Noblat, publicado às 19h36m, o jornalista publica a seguinte matéria, que tem como título: STF processará deputados do Caso Cachoeira:

“O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, anunciará daqui a pouco que autorizou a abertura de processo contra três deputados federais por Goiás envolvidos nos malfeitos do bicheiro Caroinhos Cachoeira e do senador Demóstenes Torres. Os três: Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Rubens Otoni (PT-GO) e Sandes Júnior (PP-GO)”.
Na verdade, como foi noticiado por toda a imprensa brasileira, inclusive o site do jornal O Globo, os três inquéritos que foram abertos a pedido da Procuradoria-Geral da República foram contra os deputados federais Carlos Leréia (PSDB-GO), Sandes Júnior (PP-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ). Ou seja, todos da oposição ao governo Dilma. Apesar de ser do PP, partido da base de Dilma, Sandes Júnior é ligado ao governador Marconi Perillo, envolvido até a cabeça com a quadrilha de Cachoeira. 

Se a realidade não corresponde ao que manda o patrão, publica-se a mentira. Foi isso que fez Ricardo Noblat. Até esta quarta-feira (25), às 10:00h, não foi publicado nenhum desmentido no blog e a notícia mentirosa permanece publicada. 

Noblat na CPI

Ricardo Noblat não é qualquer jornalista. É um dos atacantes do time do PIG. Ganhou grande notoriedade por ter sido uma das pontas de lança na tentativa de golpe contra os governos de Lula e Dilma. 

Se sentasse em uma cadeira para depor na CPI, Noblat teria muito pra contar sobre o esquema criminoso montado por Cachoeira com a cúpula do PIG. O colunista é uma das principais viúvas do senador Demóstenes, por quem nutre grande admiração. Tanto é que Demóstenes era dos únicos políticos com coluna fixa no Blog do Noblat. Coluna sempre pautada pelo tema da “ética e moralização”. Sem explicação, a coluna semanal sumiu do blog assim que começaram a ser reveladas as gravações do seu ídolo com Cachoeira. 

Ricardo Noblat poderia também, sentado como depoente na CPI, contar para o Brasil porque foi o mais implacável jornalista contra Luiz Antônio Pagot, quando esse estava na direção geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Diariamente, publicava as denúncias em primeira mão, já que a revista Veja, braço direito da organização criminosa de Cachoeira é semanal. 

Como ficou claro em gravações já vazadas pela Polícia Federal, Pagot foi vítima de uma armação de Cachoeira, a empreiteira Delta e a revista Veja. Qual foi a participação de Noblat no esquema? Bem que ele poderia contar ao Brasil sentado na mesa da CPI. Para isso acontecer, basta um deputado federal apresentar o pedido de convocação e ser aprovado pelos membros da CPI. Já tenho até sugestão do parlamentar que poderia formular o pedido, o caluniado RubeNs Otoni (PT-GO).

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Claúdio Ferreira rebate acusação de Osmar

25.04.2012
Do BLOG DA FOLHA, 24.04.12
Postado por Valdecarlos Alves

Coube ao coordenador da campanha de Maurício Rands, o ex-secretário de Assuntos Jurídicos da PCR, Cláudio Ferreira, rebater a denúncia feita pelo vereador Osmar Ricardo nesta terça-feira. Segundo o parlamentar, uma servidora da Secretaria de Saúde fez contato com uma filiada do PT, oferecendo emprego numa empresa terceirizada pela gestão de João da Costa. A servidora teria ligado para o celular da petista através de um número funcional da PCR para pedir votos para Rands. “É uma mentira deslavada. Querem imputar algo que todo mundo sabe que é mentira. Todo mundo que passou pela Prefeitura do Recife sabe que o prefeito centraliza tudo na mão dele. Não tem uma única nomeação ou ato que não passe pelo prefeito”, disparou Ferreira.
O coordenador afirmou que o grupo ligado a João da Costa vem tentando fazer uma “cortina de fumaça” para esconder o que vem acontecendo na gestão, como o excesso de exonerações. Somente nesta terça-feira, avisa Cláudio, foram três exonerações na Fundação de Cultura do Recife, pasta que era presidida por Luciana Félix, integrante da corrente Construindo um Novo Brasil, comandada por Humberto Costa.

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Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=23481

Se não é ampulheta, é empulhação

25.04.2012
Do blog TIJOLAÇO, 23.04.12
Por Brizola Neto
Finalmente a Folha, hoje, publica uma informação relevante sobre os prazos de  julgamento do chamado mensalão.

Publica, mas sem ir direto ao ponto: este  caso ser julgado no primeiro semestre deste ano, no segundo, em 2013 ou em 2014 não faz, juridicamente, a menor diferença quanto à prescrição dos crimes alegados.
Leia só o que diz a matéria:
O “prazo prescricional” varia com o tamanho da pena e com o momento em que esse prazo começa a ser contado.
No caso do mensalão, o início é o recebimento da denúncia, em agosto de 2007.
Ou seja, se a pena mínima for maior que um ano e menor ou igual a dois anos, o crime prescreve em quatro anos (agosto de 2011); se for maior que dois anos e menor ou igual a quatro, ocorre após oito anos (agosto de 2015).
É evidente que o caso deve ser julgado, e sem protelações, assim que os trâmites devidos no STF se concluírem. Dentro da lei e do devido processo legal.
Mas alegar que tem de ser ainda este semestre para não prescreverem as penas não passa de uma empulhação grotesca. As prescrições que poderiam acontecer, já aconteceram em agosto do ano passado. Nenhuma outra prescrição haverá até o segundo semestre de 2015.

A tal “Missão Ampulheta” que está sendo promovida pela mídia é uma mistificação.
Os “cidadãos indignados” são integrantes das  redes pelo PSDB, como a senhora aí da foto, D.Henriette Krutman, descrita pela Veja como líder “do movimento Queremos Ética na Política, representando 22 grupos anticorrupção, que reúnem 57 mil integrantes nas redes sociais.”
Dona Henriette, como outros militantes tucanos que organizaram a manifestação “de massa”, têm todo o direito de se manifestarem. E sem repressão nem bombas, como aconteceu em São Paulo, justamente a São Paulo onde o governo é tucano.
Respira-se liberdade no Brasil, mas liberdade combina com verdade.
Usar a “pressa” em julgar o dito mensalão como instrumento para esconder a cumplicidade que se revelou no caso Carlinhos Cachoeira e suas ligações com a mídia é empulhar a opinião pública.
Alegar que o caso Cachoeira serve para protelar um julgamento que só depende dos ministros do Supremo é coloca-los sob pressão política.
E trabalhar para criar um clima de histeria que não condiz com o Estado de Direito.
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SERRA, MENTINDO DE NOVO PARA O POVO DE SÃO PAULO?:No palanque, Serra faz discurso para presidente

25.04.2012
Do bllog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


O relógio registrava 20h15 quando o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), desistiu de esperar a chegada de José Serra, pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, a um evento eleitoral em São Bernardo do Campo. O secretário estadual da Casa Civil, Sidney Beraldo, que representava o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também decidiu ir embora. Antes, o presidente estadual do partido, deputado Pedro Tobias, já havia partido.

O ato político, que selaria a aliança entre PPS e PSDB na cidade, estava marcado para 19h. No palanque improvisado, políticos se revezavam para entreter a plateia de militantes que já se esvaziava, sem saber ao certo quando Serra chegaria - e se iria, de fato, ao local. Duas horas e quarenta e cinco minutos depois do horário previsto para o evento começar, o tucano chegou. Cumprimentou algumas pessoas, distribuiu poucos sorrisos e subiu apressado ao palanque.

No berço político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Serra fez um discurso inflamado. Durante os nove minutos em que falou, não poupou críticas ao PT nem ao governo federal. O evento era da pré-campanha do deputado estadual Alex Manente (PPS) à Prefeitura de São Bernardo do Campo, mas os temas municipais passaram ao largo da fala do tucano.

"Infelizmente, no nosso país, o principal partido, que é o partido que está no governo federal, atua para destruir adversários. 

Destruição.

 E não para fazer política", disse o pré-candidato tucano, reforçando o "destruição". Ao lado de dirigentes do PPS, Serra disse que a oposição é diferente. "Nós fazemos política verdadeira. Tem disputas, diferenças, convergências e divergências, mas respeitamos adversários. Não atuamos para destruir ninguém. Isso é fascismo, a destruição e desqualificação dos adversários".

Pouco depois, sem citar diretamente o governo Dilma Rousseff, Serra disse que a administração tem "natureza publicitária" e que questões de fundo da economia e da sociedade "não são resolvidas". O tucano afirmou que, apesar de a população estar satisfeita com a economia, ela está "baseada em fundamentos precários". "Nós não temos uma política econômica sólida. Estamos financiando consumo no Brasil com importações que são pagas ou com preços muito altos de matérias-primas que exportamos, ou por dívida, por passivo externo. O Brasil está se desindustrializando. Nenhum país vai chegar a ser próspero sem uma indústria dinâmica".

No reduto lulista, o tucano lembrou que a região do ABC paulista tem "muito a ver" com desindustrialização e reclamou da política cambial. "A indústria automobilística está perdendo mercado por causa da política de câmbio, da política de juros", declarou, no palanque. Segundos depois, Serra fez a ponte entre o temática nacional e a eleição municipal, em sua única menção às disputas eleitorais deste ano. "Esses problemas provavelmente não serão debatidos numa campanha municipal, mas estarão presentes como pano de fundo", declarou.

Cogitada para ser vice na chapa de Serra, a pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, vereadora Soninha Francine, foi ao ato político em São Bernardo do Campo vestida com uma jaqueta com adesivo em forma de coração, com o nome de Serra, grudado no lado esquerdo do peito. Outro adesivo de Serra estava no capacete da vereadora. Ambos eram da campanha presidencial de 2010.

Fora do palco, Serra reforçou a repórteres que o PT intimida a imprensa "o tempo inteiro", ameaçando a liberdade, e reforçou que o partido tem "uma tropa de destruição de reputação alheia" na internet, mas não quis citar exemplos. O tucano evitou falar sobre o processo que moveu contra Amaury Ribeiro Jr, autor do livro "A Privataria Tucana" e disse apenas desejar que o autor "seja punido".

Seis dias antes do evento em São Bernardo do Campo, Serra também preferiu os temas nacionais aos municipais, ao discursar para uma plateia de 260 empresários e jovens empreendedores, reunidos na noite de terça-feira, na Fiesp. Mostrando-se à vontade, o pré-candidato disse que a relação entre câmbio e juros é "crítica" e reforçou ser "impossível" dar competitividade à economia com a atual política cambial.

O PT também esteve na mira do tucano naquela noite. Para Serra, a gestão petista é marcada pelo "patrimonialismo bolchevique" e o "Estado é usado como propriedade de um partido". "Quando o partido da ética e da moralidade chega ao poder e faz voltar tudo aquilo que tinha de pior na vida pública nessa matéria, é como se [falasse que] Deus morreu. Passa a valer tudo. [O PT] Era o Deus da ética, ou parecia como tal."

Estrela da palestra para jovens empreendedores, Serra falou sobre sua trajetória de vida, desde os tempos em que morava em uma vila operária na Mooca, bairro paulistano, passando pelo exílio até chegar à gestão Dilma Rousseff, alvo de suas críticas. O pré-candidato pouco falou sobre suas propostas para o município. Defendeu a melhoria na qualidade do ensino, a qualificação dos professores, a meritocracia e a proposta de convênios de escolas particulares com as públicas para o ensino de inglês aos alunos da rede pública.

À plateia atenta, Serra resgatou sua experiência eleitoral para falar sobre o que dá voto ou não em uma disputa. Educação não dá voto. Saúde também não. Cultura e segurança, tampouco. O que dá voto é cobrir buraco de rua. "É inquestionável".


"Saúde dá voto contra", disse, fazendo a ressalva de que foi uma exceção.
Ex-ministro da saúde, o tucano afirmou que sua primeira candidatura à Presidência, em 2002, foi movida por sua atuação no Ministério da Saúde, no governo Fernando Henrique Cardoso. "Mas em geral saúde tira voto. Fazer um bom trabalho não vai ser um sucesso em matéria de voto."

Ex-prefeito e ex-governador, Serra continuou: "No atacado [a educação ] funciona muito bem. Prédio, programa para deficiente físico, uniforme, material escolar... Isso tudo para a família vai numa 'nice'. As melhoras são graduais. As pioras às vezes são mais bruscas. [Mas] não é coisa que acaba pesando do ponto de vista eleitoral".

Segurança, disse Serra, é parecido com Saúde: se melhorar, pouco vai influenciar na decisão do eleitor, mas se a gestão for muito ruim daí sim tira voto.

Como ganhar votos na eleição? "Pavimentar rua. Recapear. Dá voto. Isso dá voto, é inquestionável. É um negócio que muda... A pessoa sai na rua e vê lá a coisa...", explicou. "Melhorar [a coleta de] o lixo também dá voto".

O tucano disse ter aprendido tudo isso de "forma intuitiva". "Não é científico", reforçou. Neste ano, Serra entrou em sua quarta corrida pela prefeitura paulistana. No total, é a sétima vez que disputa um cargo no Executivo. Matéria publicada nesta quarta-feira 25 de abril no jornal Valor Econômico

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