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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Rands programa grande ato com João Paulo na quinta Publicado

18.04.2012
Do BLOG DA FOLHA,17.04.12
Por José Accioly
(Foto: Reprodução/Facebook)
Querendo mostrar a força política que sua pré-candidatura carrega dentro da prévia do partido, o grupo do secretário de Governo, Maurício Rands, programa para a próxima quinta-feira (19), às 19h, um grande ato aproximar o contato do deputado federal João Paulo com a militância. A ideia é abrir espaço para o ex-prefeito reaproximar das bases e pedir votos ao pré-candidato. Ao contrário do que vem propagando adversário nas primárias do PT, Rands garante que vem recebendo respaldo de várias correntes e setoriais do partido. Está confirmada a presença de várias lideranças do PT, a exemplo do senador Humberto Costa. O local ainda está sendo fechado.
“Tem uma série de correntes e ter uma série de atos que estão programados. Na quinta, por exemplo, vamos fazer um grande ato com João Paulo, Humberto Costa, com os deputados estaduais, com os vereadores do Recife e lideranças do nosso campo que têm inserção nos bairros. Vai ser nesse ato que João Paulo vai se dirigir à militância. Vai ser o momento de muita discussão política e atualização do projeto do PT”, informou, na Rádio Folha FM.
Inscrição de candidatura
Sobre a inscrição da candidatura para prévia, Maurício Rands manteve o segredo de quando colocará seu nome à disposição para votação dos militantes. Contudo, o pré-candidato colocou que poderá assinar a ficha na quinta ou na sexta. O petista avisou que já tem a assinatura de mais de dois filiados. “A candidatura de Rands virou um movimento. É só ver a quantidade de filiados”, disse.
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Nassif: Veja e Cachoeira é um troca-troca

18.04.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim



Saiu no Nassif:


Mais peças do quebra-cabeças Civita-Cachoeira


A Folha tem dois bravos repórteres – Cátia Seabra e Rubens Valente – lutando com um braço amarrado. É isso que explica o fato do lide da matéria sobre Cachoeira (a informação mais importante, que deveria estar na abertura) ter ficado no pé:


“Em conversas no primeiro semestre de 2011, Cachoeira disse a Claudio Abreu, diretor da Delta no Centro-Oeste, que estava fornecendo informações sobre irregularidades no Dnit para a revista “Veja” durante a apuração de uma reportagem”.


Na verdade, a Folha (e a Globo) têm muito mais que isso. Pelas matérias divulgadas, a Globo teve acesso às gravações do Guardião – a máquina de grampo da Polícia Federal. A Folha tem acesso a relatórios da Operação Monte Carlo, provavelmente do material reservado que está no Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo o senador Demóstenes Torres e dois deputados federais.


Nesse relatório existem informações relevantes sobre a relação Veja-Cachoeira – que a Folha ainda não deu.


O primeiro, a íntegra das conversas entre Cachoeira e e o diretor da Delta, Cláudio Abreu, comprovando que estavam por trás da denúncia da Veja. O segundo, as negociações da Veja, Cachoeira e o araponga Jairo para combinar a invasão do Hotel Nahoum – na qual foram feitos vídeos ilegais de encontros do ex-Chefe da Casa Civil José Dirceu com políticos e autoridades.


A matéria da Veja sobre o DNIT saiu em 3 de julho de 2011. A diretoria estava atrapalhando os negócios da Construtora Delta. Foi o mesmo modo de operação do episódio dos Correios: Cachoeira dava os dados, Veja publicava e desalojava os adversários de Cachoeira.


Coincidiu com investigações que já estavam em curso na Casa Civil, alimentando algumas versões de que o próprio governo vazara os dados para a revista. Fica claro que era Cachoeira.


No dia 8 de julho, as escutas captaram a seguinte conversa de Cachoeira:


Cachoeira: Não. Tá tudo tranquilo. Agora, vamos trabalhar em conjunto porque só entre nós, esse estouro aí que aconteceu foi a gente. Foi a gente. Quer dizer: mais um. O Jairo, conta quantos foram. Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz. E tudo via Policarpo.


A partir da divulgação da íntegra do relatório e das escutas, será possível entender alguns dados relevantes das negociações entre as duas organizações – a de Cachoeira e a de Roberto Civita.


Nas negociações sobre o DNIT, Policarpo se compromete a dar matéria em defesa do Bingo Online. A matéria do Bingo Online acabou não saindo na Veja (apenas no Correio Braziliense, em matéria de Renato Alves).


Provavelmente foi o não cumprimento do acordo que levou Cachoeira a se queixar amargamente de Policarpo e a aconselhar os comparsas a não passarem informações de forma descoordenada. Nas conversa, aliás, ele confessa ter sido ele quem aproximou os arapongas da revista Veja.


Cachoeira: Não, Jairo, foi isso não. Deixa eu falar pra você. Se Dadá estiver aí pode pôr até no viva-voz. Olha, é o seguinte: a gente tem que trabalhar em grupo e tem que ter um líder, sabe? O Policarpo, você conhece muito bem ele. Ele não faz favor pra ninguém e muito menos pra você. Não se iluda, não. E fui eu que te apresentei ele, apresentei pro Dadá também. Então é o seguinte: por exemplo, agora eu dei todas as informações que ele precisava nesse caso aí. Por que? É uma troca. Com ele tem que ser uma troca.


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Imprensa mente e distorce, mas não impede instalação de CPI

18.04.2012
Do blog PALAVRAS DIVERSAS, 17.04.12
Estes senhores são saudados pela imprensa como heróis da ética.  Alguns deles podem ter  tirado proveito do esquema Cachoeira.  Curiosidade: por que Aécio se esconde no canto, de lado, em uma foto tão emblemática?

A imprensa encenou nesses últimos dias uma peça em que tentava passar para seus "espectadores" que a CPI do Cachoeira era fajuta, ato da vingança de Lula e Dirceu contra demotucanos e imprensaleiros pegos com a boca na botija do contraventor goiano.


Valeram até artigos, matérias e opiniões que provavam, por "A" mais "B" que Dilma ia impedir a criação desta comissão mista, enquadraria o PT e a paz voltaria a reinar no Congresso, com suas crises estourando aqui e ali, mas nada de anormais, segundo Noblat.

Ao perceberem que a CPI ia, irremediavelmente, sair, imprensa e oposição, ensaiados até a última nota, mudaram o tom e começaram a propagar que o PT não queria e nem assinaria a instalação da CPI, porque poderia "ser devastadora para o partido e o governo".

E não é que a bancada do partido votou em peso pela instalação da comissão parlamentar?
O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), foi categórico: “Cada líder está colhendo as assinaturas do seu partido. Mas podem ficar tranquilos que há um acordo de todos e esta será a CPI talvez com maior número de assinaturas da história do Parlamento”.


O presidente da Câmara publicou uma nota em que desafiava a Veja e dizia que a investigação parlamentar era necessária e que setores da imprensa envolvidos com o esquema Cachoeira deveriam responsabilizados e punidos.  Nenhuma nota foi publicada em nenhum grande veículo de comunicação, um fato tão importante, oriundo do número três na posição de comando do país, ser sumariamente ignorado.

Santayana em sua coluna no JB falou em punição ainda maior: a perda do pouco que resta da credibilidade da grande imprensa brasileira.

O que se aprende com tudo isso?

O que se tem visto ultimamente: se não podem convencer editorialmente seus adversários daquilo que crêem que deve ser feito, setores poderosos da imprensa brasileira recorrem a manipulação, edição covarde e ameaças veladas a democracia para fazer valer, na força de suas publicações e programação, que o que o dizem é a "verdade" que hoje se apresenta e sempre será considerada pela opinião pública brasileira.

Mas e a audiência estará percebendo o vil movimento deste dueto imprensa e oposição, em desesperado ato para imputar aos investigadores os pecados cometidos pelos investigados, ou seja, eles mesmos?

Então quer dizer que DEM, PSDB e a imprensa estão dispostos agora a investigar, quando até hoje pela manhã agiram para soterrar a CPI a qualquer custo?

Hoje o JB publicou matéria em que o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, assim como Demóstenes Torres, mantinha relações muito próximas com Carlinhos Cachoeira.  O cerco se fecha de um lado e os ratos se abrigam do outro.

A batalha política está apenas começando.
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