sábado, 14 de abril de 2012

Bateu o desespero: A capa da Veja

Dilma leva a entender: ou muda de banco, ou os bancos não mudam

14.04.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 13.04.12



A presidenta Dilma, durante visita a Confederação Nacional da Indústria, para incentivar investimentos em institutos e laboratórios de ciência, tecnologia e inovação, disse em seu discurso:
“Esses entraves [ao crescimento sustentável do país] podem ser assim resumidos, muito simplificadamente, na necessidade de nós colocarmos os nossos juros e spreads incluídos nos padrões internacionais de custo de capital”, disse a presidenta.
Não foi um recado aos banqueiros, foi aos brasileiros: ou mudam de banco, ou os bancos não mudam.

A presidenta já mobilizou os bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNB, BASA) para fazerem um corte radical nos juros.

Os bancos privados resistem apostando no comodismo do cliente e, mesmo com lucros exorbitantes, tem a cara-de-pau de irem pedir "compensações" como menos impostos para eles, para baixar os juros. O ministro Guido Mantega da Fazenda deu um NÃO aos banqueiros.


Como transferir dívidas para o BB ou CEF pagando juros menores:

A Caixa explica aqui (Ou no tel: 0800 726 0222).

O Banco do Brasil explica aqui (Ou nos tels: SAC: 0800 729 0722 Ouvidoria: 0800 729 5678):

Portabilidade Bacen
O Banco Central do Brasil, por meio da Resolução 3.401, de 06/09/2006, regulamentou a transferência de dívidas entre instituições do Sistema Financeiro Nacional.
Com  a Portabilidade BACEN você precisa solicitar o preenchimento de um  formulário específico no banco de origem da dívida e entregá-lo no mesmo dia em qualquer agência do BB. Nessa opção, a transferência será feita no valor exato da dívida e estará isenta do pagamento de IOF.Caso você seja correntista, deverá ser entregue na agência onde você mantém conta.

Além do formulário preenchido, leve também os seguintes documentos:

  • Identidade e CPF;
  • Comprovante de renda;
  • Comprovante de residência.
Essa transferência será realizada exclusivamente por meio de TED - Transferência Eletrônica Disponível.

*sujeito a análise de crédito

Como transferir o salário para o BB ou CEF:

Para o Banco do Brasil consulte o atendimento aqui.
A Caixa explica aqui (Ou no tel: 0800 726 0222).

*****

Assembleia de Deus no Distrito Federal ordena mulheres como pastoras

14.04.2012
Do portal GOSPEL PRIME, 13.04.12


Marina Silva, ex-candidata a presidente era missionária e agora é pastora   



Assembleia de Deus no Distrito Federal ordena mulheres como pastoras

A Assembleia Geral Ordinária da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), realizada entre 15 e 19 de janeiro de 2001 em Brasília, decidiu não aceitar pastoras. Mais de dez anos depois, em outubro de 2011, a Convenção das Assembleias de Deus no Distrito Federal (CEADDIF), durante Assembleia Geral Ordinária aprovou a ordenação de pastoras. A proposta foi aprovada, depois de muito debate, por 70% da assembleia composta com 1,5 mil correligionários.

Para lideranças denominacionais, esta foi a última etapa para que haja o reconhecido nacional. Afinal, outras convenções como a de Madureira já ordenam mulheres, sendo a mais famosa a cantora Cassiane. A decisão do assembleianos do Distrito Federal aumentou a pressão na entidade para homologação das pastoras dentro da AD.

O pastor Sóstenes Apolos da Silva, presidente da Convenção das Assembleias de Deus no Distrito Federal, afirmou reconhecer o ministério pastoral das mulheres. Em entrevista ao site CREIO, o pastor comemorou o avanço e lamentou que algumas entidades ainda cultivem o que chama de ‘heranças machistas’.

“Que desculpa daria para não ordenar mulheres? Temos que fugir desta herança machista que temos que é resquício do catolicismo romano. A Assembleia de Deus em outros lugares como Estados Unidos, Europa, tem pastoras e até bispas em seus quadros. Vamos dar respaldo a estas mulheres que trabalham que fazem de fato e não por direito”, afirma.

Ele presidiu recentemente uma solenidade onde foram ordenadas pastoras e evangelistas assembleianas. A CEADDIF é filiada a CGADB, que não tem em seus quadros mulheres como membros e até o momento não se manifestou sobre o assunto. A dúvida agora é se a CGADB homologará a ordenação dessas pastoras.

Assista a ordenação da CEADDIF:

******
Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/marina-silva-e-ordenada-pastora-da-assembleia-de-deus/#ixzz1s2QNsM2J

Cachoeira pode afogar Abril: Deputado quer Civita interrogado pela CPI

14.04.2012
Do blog de Rodrigo Vianna, Escrevinhador, 11.04.12
Por Rodrigo Vianna
É a lama, é a lama: Bob Civita pode virar um Murdoch?
 Saiu no R-7 : o deputado Fernando Ferro (PT-PE) vai pedir que Roberto Civita (dono da Abril) seja convocado para depor na CPI do Cachoeira.

A CPI deve mesmo ser instalada. Houve acordo entre os presidentes da Câmara e do Senado, para que seja criada Comissão Mista – com representantes das duas casas.

Importante: a CPI tem força legal para pedir ao Supremo todos os autos do processo. O STF decretou sigilo do caso. Correm em Brasilia boatos de que, além do diretor da “Veja”, haveria outros jornalistas da chamada grande imprensa citados nos autos. Ou seja: mais gente se banhou na cachoeira. Estranhamente, a Globo tinha solicitado acesso aos autos. Interesse jornalístico? Ou medo? No mesmo dia, o site CartaMaior também pediu acesso à íntegra do processo. O que fez o Supremo? Fechou tudo.

Agora, a CPI pode lançar luz sobre tudo que está lá. A situação mais complicada, não resta dúvida, é a da editora Abril. Há 8 anos, a “Veja” abre espaço para todo tipo de “operação” jornalística. Colunistas fanfarrões e irresponsáveis (um deles até fugiu do Brasil) chafurdam na lama, repórteres são “obrigados” (!) a provar teses malucas (como a de que o PT trouxe dinheiro de Cuba em caixas de whisky, para ajudar na campanha de Lula), e a revista abre espaço para capas lamentáveis – como aquela em que Lula levava um chute no traseiro, ou aquela outra (“barriga” monumental) em que a Veja comemorava a queda de Chavez em 2002, no momento exato em que o presidente da Venezuela debelava o golpe e voltava ao poder nos braços do povo.

Essa foi a “obra” dos comandados de Bob Civita. A cereja no bolo é a relação promíscua com Cachoeira. Bob Civita corre o risco de virar um Murdoch. A “Veja” se banhou na Cachoeira, com mais de 200 telefonemas. A “Veja” também teria-se abastecido com arapongas de Cachoeira para criar o “Mensalão”? Foi o que disse o ex-prefeito de Anapolis a PH Amorim, na Record.

Hoje,  Hildegard Angel lembra o que Bob Jefferson disse, em sua defesa ao STF: o “Mensalão” não era bem um mensalão. Era o que? ”Força de expressão”?

E agora?

Eu diria que, dos dois Bobs, Jefferson está em melhor situação. Bob Civita é quem corre risco de se afogar na cachoeira de lama para onde a Veja  tentou arrastar o Brasil.

Confiram abaixo a notícia do R-7
===
por Filippo Cecilio, do R-7
O deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), defendeu nesta terça-feira (10) que o empresário Roberto Civita, proprietário da Editora Abril, seja convocado para depor na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que será instalada no Congresso para investigar as ligações entre parlamentares, integrantes do judiciário e o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro pela operação Monte Carlo da Polícia Federal.

— A revista [Veja] teria que ser ouvida pra prestar esclarecimentos sobre essa ligação estreita entre ela e esse elemento. Pretendo ser um dos membros dessa CPMI, e essa é a minha manifestação. É natural que se coloque para falar alguém representando uma revista que teve 200 ligações com esse elemento para que se explique.


Nos grampos efetuados pela PF, aparecem telefonemas de Cachoeira para o diretor da revista em Brasília, Policarpo Júnior. As gravações levantam suspeitas de que o bicheiro encomendava matérias de seu interesse para lhe favorecer os negócios ou então prejudicar seus inimigos.


Ferro afirmou que a convocação atenderia a um sentimento de diversos parlamentares:

— Várias pessoas de empresas, órgãos do governo e membros do judiciário deverão ser chamadas pra esclarecer esse tipo de convivência com esse elemento.

Nesta terça, os presidentes da Câmara, Marco Maia (PT-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), selaram um acordo para a instalação da CPMI. De acordo com Marco Maia, os dois presidentes vão conversar com os líderes das duas casas para chegar a uma redação única para o requerimento de criação da CPMI. As assinaturas devem ser coletadas até o final desta semana.

Para que a comissão seja instaurada, são necessárias as assinaturas de 171 deputados e 27 senadores. Para evitar que os trabalhos da CPMI sejam interrompidos durante o período eleitoral, Maia já afirmou que terão prioridade na composição da comissão os parlamentares que não sejam candidatos a prefeito ou vereador nas eleições do segundo semestre.

A assessoria de imprensa do Grupo Abril foi procurada, mas a reportagem não conseguiu o contato.

Leia outros textos de Geral
****

“Para Nossa Alegria” se apresenta no lançamento do CD Inesquecível de Estevam Hernandes


14.04.2012
Do portal GOSPEL PRIME, 12.04.12

A dupla que ficou famosa por um vídeo da internet vai dividir o palco com grandes nomes da música gospel  

O lançamento do CD Inesquecível vai acontecer nesta sexta-feira (13) no Via Funchal e além das participações especiais já anunciadas o apóstolo Estevam Hernandes confirmou que Jefferson e Suellen, famosos pelo clipe “Para Nossa Alegria” também estarão no palco.

A novidade foi dada pelo Twitter, os irmãos ficaram famosos ao mostrar um “ensaio” da música Galhos Secos e acabaram ganhando destaque na mídia secular, participando de diversos eventos e até mesmo assinando contrato com a Salluz Produções.

O CD Inesquecível foi gravado ao vivo em 2011 no Renascer Hall, nova sede da Igreja Renascer em Cristo, reunindo os maiores sucessos de autoria de Estevam Hernandes que divide o microfone com outros cantores.
Com o selo da Canzion Brasil o projeto vai passar a ser distribuído em todo o país relembrando hits famosos pela interpretação da banda Katsbarnea, uma das pioneiras do segmento gospel.

Entre as faixas desse álbum podemos citar “Sepulcro Caiado”, “Invasão”, “Gênesis”, “Cristo ou Barrabás”, “Grito de Alerta” e outras. No palco estará a banda Inesquecível e ainda os participantes especiais: Renascer Praise, Brother Simion e Kleber Lucas.
*****
Fonte:http://musica.gospelprime.com.br/dupla-para-nossa-alegria-se-apresenta-no-lancamento-do-cd-inesquecivel-de-estevam-hernandes/#ixzz1s2TJmHCj

"PARA NOSSA ALEGRIA": Jefferson e Suellen - entrevista na TVBarukiana

14.04.2012
 Da tvbarukiana, no Youtube, 03.04.12
Por Paulo César Baruk



   

****
Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=VlfS32j2svQ&feature=related

MP-DF avisava Dadá sobre investigações secretas


14.04.2012
Do blog do PRESIDENTE LULA

A revista IstoÉ desta semana traçou um perfil, ainda que incompleto, do sargento Dadá, mas que dá algumas dicas.

- Quando servia no SNI (Serviço de espionagem da ditadura), espionou Luis Eduardo Greenghald, um dos principais líderes do PT paulista na época, por ativismo pelos direitos humanos. Depois espionou o MST (movimento dos sem-terra).

- em outro trecho, a revelação mais importante. Denuncia promotores do Ministério Público do DF, instituição que já sofreu desgaste com o envolvimento de procuradores com o mensalão do DEM:

"...o chefe do setor de Inteligência do Ministério Público do Distrito Federal, Wilton Queiroz. Gravações obtidas por ISTOÉ (leia quadro abaixo) mostram que Queiroz repassa ao espião dados confidenciais sobre inquéritos e processos que tramitam pelo MP. Com essas informações, Dadá pode prevenir seus clientes sobre futuras ações da Justiça. Em troca, o espião faz grampos clandestinos solicitados pelo promotor. Se as conversas interceptadas interessarem ao Ministério Público, posteriormente é obtida uma autorização judicial para a realização de gravações oficiais. Caso não interessem, o próprio Dadá tenta repassá-las a outros clientes. A PF já sabe que, além de Queiroz, há um outro promotor de Brasília que atua em parceria com o araponga: Libânio Alves Rodrigues, também mencionado nas gravações obtidas por ISTOÉ.".

No mais, tem de tudo um pouco. O envolvimento com maus policiais, antigos arapongas, a tentativa de se infiltrar em escalões inferiores do governo Agnelo, frustrada, segundo dá a entender a reportagem. E, como não podia deixar de ser, colocaram petistas de uma cidade do interior de Goiás no meio. Mas, fazendo a devida leitura crítica a reportagem se salva. A íntegra está aqui.
****

Diálogos no JN desmentem o JN (de novo)

14.04.2012
Da Rede Brasil Atual, 13.04.12
Por Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual

Jornal Nacional ignorou a informação de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski cobrou explicações do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), sobre as recorrentes citações nas conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal (PF) para a Operação Monte Carlo.
Segundo uma nota publicada no jornal Correio Braziliense na última segunda-feira (9), Lewandowski expediu os ofícios para o governador e para o prefeito, que ainda não elaboraram as respostas ao ministro. Os pedidos de explicação foram feitos dentro do inquérito aberto pelo STF para investigar os indícios de crime na relação de amizade entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).
O procedimento corre em segredo de Justiça, mas o jornal diz que apurou as razões para as citações oficiais de Perillo no inquérito. Nos grampos telefônicos remetidos ao STF, com o envolvimento de parlamentares do esquema de Cachoeira, os nomes do governador e do prefeito são frequentemente citados.
Em razão desse envolvimento, o STF poderá investigar os dois, caso haja solicitação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Por enquanto, o inquérito foi aberto apenas para investigar Demóstenes. Outros três parlamentares deverão ser investigados – Carlos Alberto Leréia (PSDB/GO), Sandes Júnior (PP/GO) e Stepan Nercessian (PPS/RJ) –, em razão dos indícios de crime deduzidos a partir dos diálogos telefônicos trocados com Cachoeira.
Mas o Jornal Nacional da Globo preferiu a trama do novelão anti-Agnelo Queiroz, que continuou ne edição de quinta-feira. Só que a análise dos diálogos divulgados não batem com a narrativa de William Bonner.
Eis um trecho do JN:
No dia 30 de março, Idalberto Matias, o Dadá, um dos principais auxiliares de Cachoeira, conversa com o então diretor da empresa Delta, Cláudio Abreu. Abreu reclama que os pedidos da empresa não estão sendo atendidos e diz que vai procurar o governador:
“Não dá mais rapaz, nós ‘tamos’ sem receber, não cai dinheiro. Nós temos uma audiência, pode falar que o governador mandou me chamar, quer conversar comigo. Então, eu vou ter que tratar direto é com governador, como é que eu faço?”.
O JN, de novo, manipula o telespectador para esconder informação, e transforma o diálogo em monólogo. Mesmo assim, pelo diálogo seguinte dá para entender que Dadá estava pedindo dinheiro para pagar gente que estava na 'folha de pagamento' de Cachoeira.
Cláudio Abreu diz que não tem o dinheiro porque o governo Agnelo não está atendendo os pleitos dele. Ou seja, se ele queria fazer maracutaia, não estava conseguindo. Parece até pior para a Delta: o contexto dá a entender que o governo Agnelo estaria até congelando pagamentos.
Aí Cláudio Abreu diz que tem uma audiência (coisa normal entre fornecedores que tem contratos e estão com pagamentos atrasados), sem especificar se é com a presença do governador .
Então ele manda Dadá dizer para os outros "pode falar que o governador mandou me chamar, quer conversar comigo. Então, eu vou ter que tratar direto é com o governador, como é que eu faço?" - Ora, o "pode falar..." significa que ele está inventando para se valorizar. Ele tinha uma audiência marcada sabe-se lá com quem, e diz uma bravata para não perder a imagem de ter prestígio e ser influente.
Aí o Jornal Nacional continua seu roteiro de novela:
Dadá repassa o descontentamento da Delta para Marcelo Lopes, ex-assessor de Agnelo, e diz que a direção da empresa no Rio de Janeiro vai cobrar a fatura da campanha.
DADÁ - A chefia do Rio entendeu. É que mexeu com... Ele ficou fora da negociação de campanha, que as autoridades lá do Rio de Janeiro que vieram. Então as autoridades do Rio que se mexeram, né? Cobraram a fatura aí, né?
MARCELÃO - Entendi, beleza. Quando eu sair daqui, te dou uma ligada.
DADÁ - O Cláudio Abreu, ele tem chefe, cara. Ele é simplesmente diretor regional. Em cima dele tem muita gente e a diretoria lá em cima. O Cláudio não participou da negociação da campanha. Os caras dizem assim “Pô o Cláudio não ‘tá’ resolvendo”. O pagamento não sai, entendeu? Então eu vou em cima do zero-um, meu irmão.
Mas o roteirista da novela do JN entrou em contradição e perdeu o nexo:
O Dadá doura a pílula ao repassar sua versão da desculpa que Claudio havia mandado dizer para atrasar o pagamento de Marcelão. Logo, Marcelão não sabe bulhufas do que se passa no gabinete de Agnelo, para precisar ser informado através de Dadá.
JN havia dito no capítulo do dia anterior que Marcelão seria um assessor direto de Agnelo, insinuando que teria poder para traficar influência junto à Agnelo, coisa que os diálogos acima desmentem categoricamente.
De novo, se isolar os fatos, ou seja, os diálogos e as pessoas, eles dementem a "explicação" que Bonner quer passar ao telespectador. Em vez de incriminar o governador, os diálogos o inocentam.
E tal qual uma novela, no JN teve repetição das cenas do capítulo anterior. Aguardamos os próximos capítulos, porque até que está divertido desmantelar as mentiras do telejornal.

A tranquilidade dos petistas

Quem conhece o modus operandi de Cachoeira sabe que se ele tivesse algo concreto contra Agnelo, já estaria na capa da revista Veja há muito tempo (e esse diálogo aí em cima tem mais de um ano). Basta lembrar o que aconteceu com Waldomiro Diniz, quando não atendeu os interesses do bicheiro.
Além disso, o deputado Fernando Ferro (PT/PE) disse “não estar nem aí” para a imprensa querer intimidar através de ataques à Agnelo:
“Não, de forma alguma, é motivo para investigar e esclarecer. E nós não podemos aceitar acusações simplesmente como tentativa de desviar o foco, uma vez que o centro desta corrupção está no DEM, está aí nos setores da mídia que participou desse esquema de escândalo e faz parte da articulação do Cachoeira. Se tiver alguém do PT envolvido nisso, na investigação vai aparecer. E aí não tem motivo para ter medo. Se tiver culpa eu sinto muito, a nossa posição tem de ser esclarecer, isso é em benefício da democracia, do próprio partido e da política limpa. Eu me recuso a aceitar acusações sem ter investigação, me recuso a não fazer a investigação, que aí é o pior dos mundos”.

****

Repórter da Globo também teria se envolvido com Cachoeira

14.04.2012
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
Chega a este blog informação que não surpreende porque explica fato que muitos podem estar notando, o de que a Globo, acima da Veja ou de qualquer outro tentáculo da mídia demo-tucana, lidera a difusão de distorções das investigações da Operação Monte Carlo que se traduz em tentativa de voltar a CPI do Cachoeira contra o PT e o governo Dilma.
A fonte que envia tal informação é a mesma que alertara este blog para os fatos de que não foram 15 e, sim, ao menos 18 celulares (no inquérito aparecem 16, fora um 17º que não aparece e foi dado a Demóstenes Torres) que o bicheiro distribuiu a comparsas, e de que a mídia começaria a tocar no assunto Veja/Cachoeira porque o volume de conversas comprometedoras tornaria inevitável a convocação, se não de Roberto Civita, ao menos de Policarpo Jr. pela CPI.
Ainda que a edição da Veja desta semana volte ao ataque e tente vender a teoria de que tudo o que envolve a revista não passaria de “cortina de fumaça” com a qual o PT estaria tentando desviar atenções do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, a revista está apenas se defendendo, haja vista que sua relação com o crime organizado explodiu na sexta-feira na grande imprensa através da Folha de São Paulo.
Segundo a fonte do blog, Folha e Estadão não teriam aparecido nas escutas da Polícia Federal, mas o forte empenho da Globo em inverter o foco da investigação e intimidar parlamentares que possam integrar a CPI que deve ser instalada na semana que entra se deve ao fato de que ao menos um de seus repórteres teria mantido vários contatos sugestivos com Cachoeira que estariam gravados.
Analisando o que os jornais, telejornais e blogs das Organizações Globo têm feito – o que inclui uso político de uma concessão pública de televisão, sem falar em rádios – logo se percebe que não mantêm o mesmo distanciamento que os dois jornais paulistas estão mantendo, ainda que suas preferências políticas estejam levando-os a encampar parte dos ataques ao PT e a aliados.
Na última sexta-feira, por exemplo, no Jornal Nacional, Willian Bonner faz um ar grave para anunciar escutas comprometedoras contra Agnelo Queiroz que mostrariam que ele ou um “segundo” no comando do governo do Estado teriam se encontrado secretamente com Cachoeira. O diálogo, no entanto, não mostra nada, absolutamente nada irrefutável.
Ainda assim, o blogueiro da Globo Ricardo Noblat anuncia, como se estivesse falando do clima, que Agnelo Queiroz já estaria cogitando renunciar. Isso logo em seguida a manifestação pública e veemente de apoio ao governador que 19 dos 24 deputados distritais do Distrito Federal fizeram na última quinta-feira.
Detalhe: não existe, até aqui, a menor razão para que o governador de Brasília pense em renúncia. Até o momento, nem mesmo seus assessores sofreram revelação de algo sequer parecido com o que o Jornal Nacional de sexta-feira mostraria em seguida às gravações que mostrou contra Queiróz.
Ao noticiar que foi negada pela Justiça o pedido de Demóstenes Torres de interrupção do inquérito da Operação Monte Carlo, o JN mostra gravação em que membros da quadrilha de Cachoeira falam em mandar dinheiro para festa da mulher do senador. Assim, na lata. Que alguém mostre algo parecido contra Queiróz ou qualquer outro governista.
Há, claro, a exceção do deputado do PT de Goiás Rubens Otoni, que aparece em vídeo concordando em não declarar doação de dinheiro oferecida por Cachoeira. Mas é um caso antigo, de 2004, que nada tem que ver com os fatos recentíssimos. De resto, até contra a empreiteira Delta o que se tem são apenas diálogos inconclusivos, ainda que sugestivos.
Eis, portanto, a explicação para a Globo estar liderando a tentativa midiática de ludibriar a opinião pública e de intimidar os membros da CPI para que não tentem trazer à luz escutas que envolvem a grande imprensa.  A cabeça do Partido da Imprensa Golpista, pelo visto, também se banhou nas águas dessa Cachoeira de corrupção midiática.
*****

Venício: PIG (*) é cúmplice do Cachoeira

14.04.2012
Do blog CONVERSA AFIADA,13.04.12




Saiu na Carta Maior:


Jornalismo investigativo ou cumplicidade?

Jornalismo investigativo e cumplicidade com práticas criminosas podem estar sendo confundidos. Vale lembrar a afirmação de Paul Virilio: “A mídia é o único poder que tem a prerrogativa de editar suas próprias leis, ao mesmo tempo em que sustenta a pretensão de não se submeter a nenhuma outra”.

Algo de muito errado está acontecendo com a grande mídia no Brasil.


Enquanto empresários da mídia impressa ou concessionários do serviço público de radiodifusão – e seus porta-vozes – reafirmam, com certa arrogância, seu insubstituível papel de fiscalizadores da coisa (res) pública, o país toma conhecimento, através do trabalho da Polícia Federal, de evidências do envolvimento direto da própria mídia com os crimes que ela está a divulgar.


E mais: a solidariedade corporativa se manifesta de forma explícita. Por parte de empresas de mídia, quando se recusam a colocar setores de seu negócio entre os suspeitos da prática de crimes, violando assim o direito à informação do cidadão e o seu dever (dela, mídia) de informar. Por parte de jornalistas, que alegam estarem sujeitos a eventuais relacionamentos “de boa fé” com “fontes” criminosas no exercício profissional do chamado jornalismo investigativo.


Será que – na nossa história política recente – o recurso retórico ao papel de fiscalizadora da coisa (res) pública não estaria servindo de blindagem (para usar um termo de agrado da grande mídia) à indisfarçável partidarização da grande mídia e também, mais do que isso, de disfarce para crimes praticados em nome do jornalismo investigativo?


Imprensa partidária

Historiadores da imprensa periódica nos países onde ela primeiro floresceu, sobretudo Inglaterra, França e Estados Unidos, concordam que ela – ou o de mais parecido com aquilo que hoje entendemos como tal – nasceu vinculada à política e aos partidos políticos. Numa segunda fase, transformou-se em empresa comercial, financiada por anunciantes e leitores. No Brasil, as circunstâncias históricas, certamente nos diferenciam dos países citados, mas não há distinção em relação às origens políticas e partidárias da imprensa nativa.


Foi Antonio Gramsci, referindo-se à imprensa italiana do início do século 20, quem primeiro chamou a atenção para o fato de que os jornais se transformaram nos verdadeiros partidos políticos. Muitos anos depois, entre nós, Octavio Ianni chamou a mídia de “o Príncipe eletrônico”.


Apesar disso, a imprensa que passa a se autodenominar de “independente” é aquela que é financiada, sobretudo, pelos anunciantes e, ao longo do tempo, reivindica sua legitimação no princípio liberal do “mercado livre de ideias”, externo e/ou interno à própria imprensa.


No Brasil dos nossos dias, até mesmo os empresários da grande mídia admitem seu caráter partidário como, aliás, já afirmou publicamente a presidente da ANJ.


Jornalismo investigativo

O chamado “jornalismo investigativo” acabou levando a grande mídia a disputar diretamente a legitimidade da representação do interesse público, tanto em relação ao papel da Justiça – investigar, denunciar, julgar, condenar e, eventualmente, perdoar – como em relação à política institucionalizada de expressão da “opinião pública” pelos políticos profissionais eleitos e com cargo nos executivos e nos parlamentos.


Ademais, o assumido papel de oposição partidária parece estar levando setores da grande mídia a não diferenciar “jornalismo investigativo” – e/ou relação com “fontes” – e o exercício de uma prática profissional que escorrega perigosamente para o crime, sem qualquer limite ético e/ou legal.


Jornalismo investigativo e cumplicidade com práticas criminosas podem estar sendo confundidos. Vale, portanto, lembrar a afirmação de Paul Virilio: “A mídia é o único poder que tem a prerrogativa de editar suas próprias leis, ao mesmo tempo em que sustenta a pretensão de não se submeter a nenhuma outra”.


Parece que, lamentavelmente, atingimos a esse perigoso e assustador limite no Brasil.


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

****
Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/04/13/venicio-pig-e-cumplice-do-cachoeira/