Pesquisar este blog

terça-feira, 3 de abril de 2012

Dilma diz que governo não vai abandonar a indústria


03.04.2012
Do BLOG DA FOLHA, 
Publicado por José Accioly


(Brasília) – A presidenta Dilma Rousseff ressaltou nesta terça-feira (3) que o lançamento de medidas de incentivo à indústria é uma reação aos impactos da crise econômica internacional e ao protecionismo adotado por alguns países desenvolvidos. Para ela, é possível garantir o estímulo ao setor industrial, o aquecimento da economia, sem adotar ações que prejudiquem os trabalhadores brasileiros. Dilma disse ainda que o modelo de desenvolvimento econômico brasileiro exige uma indústria forte e inovadora.

“A melhor saída para a crise não está na velha receita da recessão e da precarização do trabalho. Essa tem sido para nós a fórmula do fracasso”, disse Dilma, sem se referir diretamente às medidas adotadas por alguns países europeus. Em seguida, a presidenta ressaltou que o Brasil tem demonstrado que não existe incompatibilidade entre cortar gastos e permitir o crescimento econômico. “É possível gastar com parcimônia”, disse. “O governo não vai abandonar a indústria brasileira”, completou.

Dilma destacou que o governo tem os “instrumentos” necessários para garantir os incentivos à produção interna e que “não vai deixar” de usá-los. A presidenta pediu o apoio dos 19 conselhos formados por empresários, trabalhadores e integrantes do governo que representam 11 setores da produção nacional. “Esse grande conjunto está orientado por um grande propósito: estimular o desenvolvimento produtivo no Brasil. Vamos estimular as exportações para que as empresas invistam e ganhem produtividade. País rico é o que investe, cria empregos e se torna cada vez mais competitivo”, destacou a presidenta.
*****

Aluno Remy Toscano de Brasília - 69 anos

03.04.2012
Do blog de Alex Barros

 
*****

INALDO SAMPAIO: A maldição que toma conta do Democratas

03.04.2012
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO
Por Inaldo Sampaio
Fogo Cruzado


Fogo CruzadoEm entrevista dada a esta Folha, o prefeito Gilberto Kassab (SP) declarou que o Democratas “é um partido que teve o seu prazo de validade vencido”. Ele fala com conhecimento de causa porque nele militou até 2011 e é cria política do seu fundador, o ex-senador catarinense Jorge Bornhausen, amigo-irmão do ex-senador pernambucano Marco Maciel, ambos egressos do PFL. Kassab não crê que o DEM tenha mais futuro e os últimos tropeços que a legenda sofreu parece que vão lhe dar razão.

A maldição do partido teve início quando seus líderes assassinaram o PFL, que nascera de uma ruptura com o regime militar, a fim de substituí-lo por “Democratas”, um plural esquisito para um partido no singular. Da fundação até hoje o partido só fez desandar. Perdeu o prefeito de São Paulo (Kassab) e o vice-governador (Guilherme Afif Domingos), o governador de Santa Catarina (Raimundo Colombo), a senadora Kátia Abreu (Tocantins) e 16 dos 43 deputados federais eleitos em 2010.

O sangramento continuou com a cassação do mandato do governador de Brasília, José Roberto Arruda e a derrota nas últimas eleições de três dos seus mais destacados senadores: Marco Maciel (PE), Efraim Moraes (PB) e Heráclito Fortes (PI). Porém, nada abalou mais o partido nos últimos dias que a descoberta pela PF de que um de seus mais combativos senadores, Demóstenes Torres, colocara seu mandato à disposição do contraventor Carlinhos Cachoeira, pelo que será expulso.   

Ipojuca 1 - Pedro Eu­gênio (PT) confia na neutralidade de Eduardo Cam­pos na eleição de Ipojuca porque todos os candidatos a prefeito apóiam o governo estadual: ele próprio, Carlos Santana (PSDB), o vereador Romero Sales (PMDB) e o promotor público Miguel Sales (PR).

Ipojuca 2 - O deputado Carlos Santana (PSDB) tem opinião divergente da do presidente do PT. Ele diz que só resolveu entrar no páreo, após ter sido prefeito três vezes, porque recebeu a garantia do governador e do deputado Sérgio Guerra de que ambos irão para o seu palanque.  

É pena! -A divisão interna do PT é tanta que o partido às vezes esquece de tirar proveito das boas ações que a prefeitura do Recife realiza. O Parque Dona Lindu é um exemplo. Antes execrado pelas Oposições, virou unanimidade na cidade. Além de belo e bem localizado, tornou-se importante área de lazer da zona sul, como prova o show de Maria Rita, anteontem.

As versões - João Freire, filho do deputado Roberto Freire, diz que o vereador Maré Malta já deu três versões sobre sua saída do PPS. “Primeiro disse que iria sair porque não tinha espaço no partido; depois, porque meu pai o impedira de apoiar Eduardo Campos. E, agora, porque teme a candidatura de Jungmann a vereador. Ele é sério, mas um homem com três versões não vinga na política”. 

Que alívio! - Do prefeito de São Lourenço, Ettore Labanca (PSB), sobre o fato de a PF ter descoberto que o senador Demóstenes Torres não era o paladino da ética como queria fazer crer: “Tô feliz demais porque este canalha foi quem tentou infernizar a vida de Carlos Wilson”.

A pressa - O prefeito Zeca Cavalcanti (Arcoverde) foi escalado por Armando Monteiro Neto (PTB) para dis­putar uma vaga na Câ­mara Federal em 2014, e já co­meçou a trabalhar. Do­min­go agora foi a Araripina assistir ao lançamento da candidatura de Nunes Rafael (PHS) a prefeito. 

O favelão - O assunto mais discutido na eleição para prefeito de Goiana será a instalação da fábrica da Fiat na cidade, que de imediato atrairá outras 42 indústrias do setor automotivo. Todos, independente de partido, querem evitar que ocorra lá o que ocorreu em Betim (MG) nos anos 70. A cidade ganhou uma fábrica da Fiat e a maior favela do Estado de Minas Gerais. 

A carga - O PSD tem hoje em Pernambuco cerca de 50 pré-candidatos a prefeito, garante o presidente André de Paula, mas a eleição de 15 ou 20 já estaria de bom tamanho. O partido, com apoio do PSB, sua “legenda irmã”, dará a carga máxima em Belo Jardim (João Mendonça) e em Gravatá (Ozano Brito).

A saída - Maurício Rands (PT) vai se afastar da Secretaria do Governo na próxima semana para dedicar-se exclusivamente às eleições primárias no PT. Ele terá o apoio do ex-prefeito João Paulo, que já decidiu com sua assessoria que não vale a pena disputar uma prévia correndo o risco de ser derrotado.

*****

Terminal Integrado do Aeroporto promete economia na tarifa e no tempo de viagem

03.04.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO
Por  Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 

A  partir da próxima segunda-feira, os usuários do transporte coletivo dos bairros da zona sul do Recife vão contar com o Terminal Integrado (TI) Aeroporto. O terminal vai integrar os coletivos do Sistema Estrutural Integrado (SEI) à linha sul do metrô, com uma única passagem.


Localizado na Rua 10 de Julho, ao lado da estação do metrô, o terminal do aeroporto vai beneficiar a população dos bairros de Jordão Alto, Jordão Baixo, Jardim Jordão, QG Aeronáutica e Setúbal. Com o acesso ao SEI, esses usuários poderão pegar a quantidade de coletivos que precisarem (ônibus ou metrô) para chegar a qualquer destino dentro da Região Metropolitana do Recife (RMR).

As obras foram entregues esta manhã pelo governador Eduardo Campos. A solenidade contou ainda com as presenças do prefeito João da Costa, do secretário das Cidades, Danilo Cabral, além de vários deputados e moradores das comunidades vizinhas.

O preço pago nas seis linhas que passam a operar no novo terminal é de R$ 2,15 (tarifa A). Quem preferir o metrô, paga R$ 1,60. O sistema de integração com os metrôs pretende desafogar o trânsito em vias importantes como a Mascarenhas de Moraes. Hoje, cerca de 40 mil pessoas usam o metrô para se deslocar e a expectativa é que esse número suba para 100 mil usuários, diminuindo o número de viagens feitas pelos ônibus de 684 para 588.

Já o tempo de viagem deve ser encurtada em torno de 15 minutos. De acardo com o governador, o governo federal adquiriu 15 novos metrôs para alimentar essas linhas que estarão em operação até o final de 2013.

O TI Aeroporto foi o primeiro a ficar pronto dos 12 Terminais Integrados que serão construídos na RMR até 2014, ano da Copa do Mundo em Pernambuco. Nos próximos 30 dias, outros dois TIs serão entregues: o de Cajueiro Seco e o de Tancredo Neves. Os outros oito já estão em obras.

*******

MANIPULAÇÃO A FAVOR DA CORRUPÇÃO: Série de reportagens de Luis Nassif sobre a "Veja" é tirada do ar pelo Google

03.04.2012
Do BLOG DO SARAIVA
Por Mariana RennhardPortal IMPRENSA


"Na manhã desta segunda-feira (2/4), o Google retirou do ar a série de reportagens "O Caso de Veja", de Luis Nassif, alegando que o jornalista violou os termos propostos pelo conhecido site de buscas. No ar desde 2008, Nassif tenta entender o porquê de as matérias terem saído do ar somente agora.

"O Caso de Veja" é uma série que reúne reportagens denunciando o jornalismo da revistaVeja. Nassif afirma que, muitas vezes, tentaram impedi-lo de prosseguir com essa série, mas ele continuou e, hoje, enfrenta ações judiciais sobre o assunto.

A súbita remoção do conteúdo aconteceu dias depois de o jornalista ter publicado uma matéria em seu blog em que denunciava relações entre o editor-chefe da Veja Policarpo Júnior e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Nas ligações trocadas entre os dois, Policarpo teria antecipado informações da publicação ao contraventor. A partir dos "grampos" foi possível identificar que ele poderia "montar" matérias em parceria com a revista. 

"O caso Carlinhos Cachoeira praticamente veio para confirmar tudo o que eu havia colocado na série anteriormente", afirma Luis Nassif à IMPRENSA.

Nassif admite que não pode ter certeza de nada por enquanto, já que o motivo da remoção de sua série ainda é desconhecido. Mas ele garante que está tentando entrar em contato com o Google. Para o jornalista, "certamente a iniciativa não partiu do Google. O site deve ter apenas respondido a um pedido de remoção do conteúdo."

****

Lino Bocchini: Cordão da Mentira escancara o namoro da Folha com a ditadura

03.04.2012
Do blog de Luiz Carlos Azenha, VI  O MUNDO
Por Lino Bocchini, no Desculpe a Nossa Falha

Manifestantes chegam na porta da Folha. Foto: Coletivo Fora do Eixo)
No último domingo cerca de 300 pessoas protestaram em frente à Folha de S. Paulo, na alameda Barão de Limeira, centro de São Paulo. O segundo maior jornal do país era um dos alvos do Cordão da Mentira, manifestação convocada por mais de 30 entidades –metade delas ligadas ao teatro, à música e à literatura. A ideia era condenar de forma bem-humorada os apoiadores do regime militar brasileiro e, nas palavras dos organizadores, denunciar as heranças da época que persistem, como a violência policial. O ato emprestou o nome do primeiro de abril, dia seguinte à data do golpe militar, ocorrido em 1º de abril de 1964 e começou em frente ao Cemitério da Consolação, onde o pessoal se concentrou as 11h30. Dali o Cordão passou pela rua Maria Antônia, TFP, elevado Costa e Silva (que leva o nome do presidente que baixou o AI-5) e parou no Grupo Folha.
A empresa foi escolhida porque o jornal apoiou a ditadura não apenas editorialmente, mas também materialmente, cedendo carros do jornal para agentes do regime e mantendo delatores em cargos de direção, principalmente da Folha da Tarde. Dali o ato seguiu para a Cracolândia e terminou na sede do antigo Dops, na rua General Osório. Praticamente ignorado pela autoproclamada “grande imprensa”, o ato mereceu uma nota minúscula e omissa da Folha. O boicote motivou esse texto.
O Cordão da Mentira foi o terceiro protesto de inspiração parecida em menos de uma semana. Em 27 de março aconteceu o “escracho público”  de torturadores, atos-surpresa com batucadas, gritos e pichações na porta de ex-torturadores em sete capitais. Em 29 de março manifestantes foram ao Círculo Militar do Rio e projetaram fotos e vídeos de mortos e desaparecidos na parede do prédio, onde oficiais aposentados promoviam uma comemoração dos 48 anos do golpe, que essa gente insiste em chamar de “revolução” – a polícia reagiu com bombas de gás e cassetetes.
Os atos pipocam no momento que a Comissão de Verdade, aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma em novembro passado, está prestes a ser instalada. A promessa é que seus integrantes sejam indicados pela Presidência nas próximas semanas. Sem poder de julgar ou condenar (por impedimento da Lei de Anistia, promulgada em 1979 e confirmada pelo STF em 2010), a comissão se propõe a investigar violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 no Brasil –o período inicial era de 1964 a 1988, mas pressões militares levaram a ampliação do período, prejudicando o foco de ação.
Nada mais que a verdade?
Estive no Cordão da Mentira apenas na parada da Folha, acompanhado de minha mulher e meu filho de um ano. Atendi ao chamado da organização e fui com uma fantasia –de diretor da Folha. Levei um cartaz feito a partir da sobrecapa do jornal do dia. A peça do departamento de marketing do jornal trazia apenas a manchete “1º de abril, dia da mentira” e, no pé da página, após um grande espaço em branco, a frase “Folha: nada além da verdade”.
Piada pronta é pouco. Fiz duas versões do cartaz (frente e verso da placa que carreguei). De um lado vinha escrito bem grande no espaço branco: “Nunca apoiamos a ditadura!”. Do outro, 5 frases: “Somos Imparciais! / Não censuramos blogs! / Não criamos a ´Ditabranda´! / Não emprestamos carro para a Ditadura! / Merecemos meia-hora grátis na TV Cultura!” –lembrem-se de que era Dia da Mentira…
A meu lado, mais de 300 manifestantes pararam bem na entrada principal do “Jornal do Futuro”, protegida por uma parede de seguranças. Tinha carro de som e faixas. Cartazes com os rostos de desaparecidos no período militar foram jogados em cima do enorme logo na calçada. Paredes e asfalto foram pichados com dizeres como “Folha Fascista”, “FAlha de S. Paulo” e “Ditadura é Ditadura”. Um ator puxou um coro repetido por todos, aos berros: “Extra! Extra! Extra! A Folha de São Paulo não informa!”. Atores de terno e gravata e máscaras de gorila encenaram de forma cômica um recente editorial do jornal que defendia a Lei de Anistia –criticada por militantes dos direitos humanos por impedir a criminalização de torturadores.
Foi impressionante ver isso tudo bem ali nas barbas do mais arrogante jornal do país, que faz propaganda com atores-leitores de gola rolê ouvindo jazz. Foi o que de mais importante aconteceu no Cordão da Mentira, e não digo isso porque fui censurado e estou sendo processado pelo jornal juntamente com meu irmão. Não mesmo, e explico.
História velha nada!
O Dops não existe mais, Costa e Silva já morreu e o Mackenzie e a TFP, apesar de influentes, não têm 1% do alcance da Folha. Mais: estamos falando de um jornal que tenta te convencer diariamente de que é imparcial, seja por meio de publicidade, editoriais, ombudsman ou entrevistas de seus jornalistas. É um jornal que apoiou a ditadura, como já dissemos. E isso não é uma suposição. É fato comprovado, documentado e admitido pela própria empresa. O Grupo Folha, principalmente por meio da Folha da Tarde, emprestava carros para torturadores, mantinha funcionários delatores dentro da redação para entregar colegas e possuía linha editorial de apoio irrestrito ao regime militar. No comando desse aparato midiático de apoio à ditadura estava Octávio Frias de Oliveira. Nos anos 1990, quando trabalhei na Folha da Tarde, o “Velho Frias”, como era conhecido, era famoso até entre os office-boys por seu extremo conservadorismo –só pra citar um exemplo, era amigo do peito de Paulo Maluf. Após a morte do patriarca, em 2007, assumiram formalmente o grupo seus filhos Luiz (que cuida da parte administrativa) e Otavio Frias Filho, o Otavinho, que comanda a redação da Folha.
Há quem ache que o jornalão dos Frias está perdendo poder e influência. Está nada. É verdade que nos anos 1990 edições dominicais turbinadas com promoções chegaram a um milhão de exemplares, e hoje a tiragem média não chega a 300 mil por dia. Há dois anos a Folha já não é mais nem sequer o maior jornal do país – perdeu o posto para o mineiro Super Notícia– e na capital paulista leva um baile do Estadão, que vende 55% a mais –tudo dado do IVC (Instituto Verificador de Circulação). Acontece que a Folha ainda é o jornal que mais pauta toda mídia nacional, das rádios de Manaus às revistas gaúchas. É também uma entidade que amedronta, com a qual poucos topam brigar ou sequer se indispor. E é ainda dona do UOL, onde qualquer notícia destacada é mais lida do que em qualquer jornal da América Latina. Se não bastasse, acaba de ganhar um programa de meia hora no horário nobre de domingo na estatal TV Cultura. Ou seja, a Folha segue forte e influente sim. Muito mais do que deveria.
Um dos jornalistas-gorila da performance e fotos de desaparecidos cobrindo o logo da Folha
Você também paga esse pato
Você pode se perguntar: “E eu com isso? Esse cara fala assim só porque tá  brigando com o jornal”. Nada disso. Você também se dá mal. A ligação umbilical que a empresa e sua direção mantinham com a cúpula do regime ditatorial brasileiro não é algo simples, que ficou no passado e não traz reflexos na Folhade hoje. O jornal faz campanha atrás de campanha publicitária vendendo-se como moderno, bacana, inovador. Preocupa-se em apagar seu passado mas não consegue, no presente, sequer manter uma atitude coerente com sua publicidade. E aí nem precisamos citar a censura a que estou submetido com meu irmão, a mando da Folha. O caso da “Ditabranda”, de 2009, é bem mais grave e merece ser rapidamente relembrado.
Para sustentar como o regime militar brasileiro tinha sido “light”, um editorial  do jornal usou o termo “Ditabranda” ao referir-se à nossa ditadura. A reação dos leitores foi forte, teve até protesto  na porta daFolha. Qual foi a reação do jornal? Primeiro publicou uma nota apócrifa chamando os respeitados professores universitários Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato de “cínicos e mentirosos” e, depois do protesto, publicou nota assinada por Otávio Frias Filho com o título “Folha avalia que errou, mas reitera críticas”, dizendo primeiro que “todas as ditaduras são igualmente abomináveis” para depois chamar Benevides e Comparato de “democratas de fachada” e “inquisidores”. Finesse, não? Toda vez que Otavinho assina um texto, sua máscara de teatrólogo intelectualizado cai por terra, e sua agressiva face de dono de jornal vem à tona –outro exemplo recente foi uma carta em que ele citou esse blog e a mim.
O ponto é: não dá pra um jornal do porte da Folha esconder que apoiou com afinco o que de mais podre tivemos na nossa história recente. E não estamos falando de uma discussão filosófica, de um embate de ideias. Estamos falando de gente que dedurava para torturadores seus próprios jornalistas, estamos falando de diretores que autorizavam agentes da repressão a usar os carros da empresa para levar “suspeitos” rumo a sessões de torturas que incluíam choques nos genitais, espancamentos, estupros, terror psicológico e, muitas vezes, acabavam em morte. Desculpem a crueza, mas é sempre bom lembrarmos claramente do que estamos falando. E não faltam testemunhos. Como hoje a empresa segue na mão das mesmas pessoas, é ingenuidade achar que esse pensamento não interfere no jornal que chega à sua casa todo dia e que também pauta parte do que você assiste na TV.
Estamos numa democracia, e eles podem falar o que quiserem, mas o “Jornal do Futuro” tornou-se o exemplo mais bem acabado de como precisamos de novos protagonistas em nossa imprensa, em nosso país. Falta mais jornal, mais revista, mudar o sistema de concessões de rádios e TVs, mais e melhores blogs e portais independentes de internet. O que temos ainda é muito pouco. Que venham novos e mais fortes cordões da mentira, e que a Folha só saia de seu percurso quando fizer sua comissão da verdade interna e assumir suas escolhas atuais, desistindo de nos empurrar esse discurso hipócrita de que é moderna e imparcial.
* Esse artigo é dedicado ao amigo e blogueiro Eduardo Guimarães, que passa por um difícil momento familiar e foi o mentor do protesto contra a “Ditabranda”, que levou centenas de pessoas à porta da Folha em março de 2009.
Leia também:

*****

Demóstenes Torres pede desfiliação do DEM e diz que partido fez "pré-julgamento público"

03.04.2012
Do portal UOL NOTÍCIAS
Por Maurício Savarese 
Do UOL, em Brasília

O senador Demostenes Torres
O senador Demostenes Torres

O senador Demóstenes Torres (GO) pediu a desfiliação do DEM no começo da tarde desta terça-feira (3) após uma série de acusações de seu envolvimento com o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O ofício foi encaminhado ao presidente do partido, José Agripino Maia (RN). Assim, o processo de expulsão aberto ontem (2) pelo DEM deixa de existir. Com a decisão, Demóstenes permanece no Senado, mas sem partido. 
Em resposta à cúpula do DEM, que lhe enviou um ofício avisando sobre a abertura do processo de expulsão, Demóstenes escreveu em seu pedido de desfiliação que discorda "frontalmente da decisão" e que o partido fez "um pré-julgamento público" do seu caso.
Agripino nega que tenha havido pré-julgamento. Segundo ele, foi dado a Demóstenes prazo de uma semana para defesa. “Coisa que ele nunca fez”, afirmou o presidente da legenda. "Para nós isso é um assunto superado e agora o Conselho de Ética do Senado que vai tratar disso", disse Agripino Maia.
"O Democratas mostra assim que é um partido diferente dos outros, que não passa a mão na cabeça de ninguém. Agimos com rapidez e fica o exemplo: nenhum membro do partido que for pego em situação semelhante terá condescendência", completou o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA). "O partido está aliviado com decisão."
Segundo análise do colunista Fernando Rodrigues, o argumento de Demóstenes para pedir a desfiliação visa proteger seu mandato: com a alegação de que estaria sendo perseguido internamente pela legenda, e que sofreu condenação do partido antes mesmo de se defender, ele poderia se livrar da resolução que disciplinou a chamada fidelidade partidária. "O argumento é temerário. Essa estratégia de Demóstenes é idêntica à usada (sem sucesso) por José Roberto Arruda, que foi governador de Brasília e acabou perdendo o mandato", diz Fernando Rodrigues.

Relembre o caso Demóstenes

A relação entre Demóstenes e Carlinhos Cachoeira começou a ser divulgada pela imprensa dias após a deflagração da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que resultou na prisão de Cachoeira e mais 34 pessoas no final de fevereiro. Inicialmente, Demóstenes foi acusado de receber presentes caros de Cachoeira em seu casamento, mas negou conhecer as atividades ilegais do empresário.
Vazamento de interceptações telefônicas colhidas pela Polícia Federal mostraram, no entanto, que além de conhecer a atuação de Cachoeira, Demóstenes também participava do esquema, interferindo a favor do empresário em assuntos políticos e obtendo em troca o repasse de dinheiro resultante da exploração do jogo ilegal em Goiás.
Com as acusações, Demóstenes se recolheu em seu gabinete. Em seu microblog Twitter, o senador disse que não integrava nenhuma "organização ilegal".
Com o risco de ser cassado, o senador estuda a hipótese de renunciar ao mandato, mas retarda sua decisão por receio de perder a prerrogativa de foro privilegiado –renunciando à cadeira no Senado, o inquérito não seria mais julgado pelo STF. Além disso, caso seja cassado ou renuncie ou mandato, Demóstenes corre o risco de ficar inelegível até 2017.

Entenda as suspeitas envolvendo Demóstenes Torres

A Polícia Federal prende o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, durante a Operação Monte Carlo, que desarticulou um esquema de exploração de máquinas caça-níqueis em Goiás. Além de Cachoeira foram presas outras 34 pessoas. 
  • Alan Marques/Folhapress
    Carlos Augusto Ramos,o Carlinhos Cachoeira, ficou conhecido em 2004 após divulgação de vídeo que o flagrou oferecendo propina a Waldomiro Diniz, ex-assessor de José Dirceu

Defesa fala em escutas ilegais

O advogado de Demóstenes afirmou que vai entrar com uma reclamação no STF na próxima segunda-feira (9) contestando o fato de a Justiça Federal de Goiás não ter pedido autorização à Suprema Corte para continuar as investigações envolvendo seu cliente e o empresário Carlinhos Cachoeira.
Segundo o advogado Antonio Carlos de Almeira Castro, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal de Goiás deveriam ter pedido autorização ao Supremo para fazer as gravações telefônicas da Operação Monte Carlo porque Demóstenes tem foro privilegiado por ser parlamentar.
“Vou fazer uma reclamação contra o Ministério Público e o juiz do Tribunal de Goiás pela ilegalidade que cometeram. É para anular o inquérito”, disse o defensor. 
(Com Agência Brasil)

Veja vídeos sobre denúncias contra o senador Demóstenes Torres - 5 vídeos

OAB pede renúncia imediata do senador Demóstenes Torres
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil acredita que o político não tem outra saída, que não seja a renúncia

















Foto 10 de 10 - Beneficiários das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso
Nas últimas três eleições, as privatizações da década de 90 estiveram em debate. A venda de estatais como a Vale, transformada hoje em uma das principais mineradoras do mundo, levanta suspeitas de corrupção até hoje --o processo ganhou o apelido de "privataria" (privatização mais pirataria). O PSDB saiu fortalecido das eleições de 1998. Foi pelo sucesso do governo ou pelo impulso dos doadores que tinham vínculos com empresas vendidas? Mais Jefferson Coppola/Folhapress



*****
Fonte:http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2012/04/03/demostenes-pede-desfiliacao-do-dem.htm