Pesquisar este blog

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Reinaldo Azevedo 'passa recibo' de suposta propina de R$ 150 mil para silenciar Veja

02.04.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE


Reinaldo Azevedo, pautado por Joaquim Roriz,
recoloca em pauta a suposta propina de R$ 150 mil para silenciar a Veja sobre o PM João Dias, em 2008.

O vídeo é uma produção de marqueteiros políticos de Roriz usada na campanha eleitoral.
O blogueiro da revista Veja, Reinaldo Azevedo, acaba de dar um tiro de canhão no pé.

Sem querer, "passou recibo" (como se diz no popular) sobre uma suposta "arrecadação de R$ 150 mil para tentar evitar a publicação da matéria pela revista Veja", pois o autor dessa denúncia é o mesmo Geraldo Nascimento de Andrade citado por Azevedo.


Se a intenção da Veja era tirar o caso Policarpo-Cachoeira de pauta, atirando em Agnelo, o resultado foi um tiro de canhão no pé.

Para entender detalhadamente o caso, repetimos o post publicado aqui em primeira mão, em outubro de 2011, mas que continua mais atual do que nunca:

*****

Todos os caminhos levam a uma gigantesca operação-abafa

02.04.2012
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
É compreensível que gente como Reinaldo Azevedo e Ricardo Noblat esteja tentando vender a teoria de que as provas dos crimes do senador Demóstenes Torres não podem ser usadas porque, devido ao cargo que ocupa, só poderia ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal ou sob sua autorização.
Chega ao blog informação de que Demóstenes estaria fazendo ameaças à mídia, aos seus pares do DEM e até a pelo menos um membro do STF no sentido de que, caso seja estraçalhado, levará muitos ex-amigos consigo para o cadafalso.
O senador bandido está disposto a tudo para não perder o mandato simplesmente porque, sem imunidade parlamentar, dificilmente deixará de ir fazer companhia ao seu amigão Carlinhos Cachoeira lá no PF Hilton.
Demóstenes estaria ameaçando revelar que veículos como a Veja saberiam de suas atividades criminosas e que nada revelavam porque ele os municiava com informações contra o PT, entre outros favores que lhes prestaria na “Câmara Alta”.
Enquanto isso, DEM, PSDB, editora Abril e Globo estariam propondo acionar sua bancada no STF para trocar a decapitação política de Demóstenes pelo adiamento do julgamento do mensalão, que deveria ocorrer em maio. Até porque, após o STF se pronunciar pela impunidade de Demóstenes, não teria como julgar o mensalão.
Aliás, no que depender do STF, Demóstenes pode ficar tranqüilo. O fato de que até há pouco havia a decisão de julgar o mensalão ainda neste semestre revela que a Suprema Corte de Justiça do país se deixa intimidar pela mídia. Julgar um caso como esse em ano eleitoral, é uma aberração.
Não se pode esquecer, também, que a decapitação e a previsível verborragia posterior de Demóstenes intimidam ao menos um membro do Supremo, Gilmar Mendes, acusado de, em conluio com o demo, ter criado a farsa do grampo sem áudio. Imagine, leitor, se, caído em desgraça e preso, Demóstenes conta que ele e o juiz forjaram aquilo.
O que pode melar tudo são as escutas não reveladas, que já se sabe que mal começaram a ser vazadas. Segundo este blog vem apurando, ao menos a Veja está enrolada até o pescoço. E haveria muito mais não só contra a Veja, mas contra todos os que se envolveram no consórcio político-midiático que imperou na década passada.
Ainda assim, já estão sendo estabelecidas as bases para um acordão. O julgamento do mensalão em ano eleitoral seria uma tragédia para o PT e o aprofundamento das investigações sobre o envolvimento da Veja com Demóstenes e Cachoeira atingiria do Supremo ao resto da mídia tucana.
Acabaremos todos com caras de palhaços, pois. Impotentes diante do apodrecimento da República, assim como no caso da Privataria Tucana. Eles acabarão se entendendo por instinto de sobrevivência. Enquanto um lado tiver munição pesada contra o outro, nada mudará. E só nos restará espernear.
****

Zero Hora, o golpe de 64 e a ditadura

02.04.2012
Do blog ALDEIA GAULESA, 


Em sua edição deste domingo, o jornal Zero Hora publica um artigo intitulado “A dita dura brasileira”, do coronel Sérgio Sparta, defendendo o golpe civil-militar de 1964. Na pretensão de “equilibrar” o debate, o jornal publica também um artigo contra o golpe, “Resgate ao passado”, da psicóloga Luciana Knjinik. 

O artigo do coronel Sparta é inqualificável, repetindo uma retórica da Guerra Fria que fede à naftalina, para dizer o mínimo. O Brasil estava ameaçado pelo marxismo-leninismo, etc. Para defender a democracia e a liberdade de expressão, os militares e seus aliados civis acabaram com a democracia e a liberdade de expressão. Uma ofensa à lógica, à democracia e a inteligência alheia.

Zero Hora apresenta-se como supostamente “neutra” neste debate, simplesmente publicando uma posição a favor e outra contrária ao golpe. No dia do aniversário do golpe, o editorial do jornal silencia sobre o tema. O veículo do Grupo RBS que supostamente defende a democracia como um valor ainda acredita que o golpe de 64 e a ditadura que se seguiu a ele é “tema de debate” que pode ser tratado na base de um texto a favor e outro contra. Para ZH, aparentemente, a condenação das torturas e assassinatos cometidos pelos agentes da ditadura ainda é “tema de debate”.

ZH poderia ter aproveitado a data para explicar por que apoiou o golpe de 1964 e a ditadura, assim como fizeram vários outros grandes veículos da imprensa brasileira que nunca deram satisfações à sociedade sobre sua postura golpista e sobre os benefícios empresariais que obtiveram com ela.

Como é sabido, o jornal Zero Hora ocupou o lugar da Última Hora, fechado pela ditadura por apoiar o governo constitucional de João Goulart. A certidão de batismo do jornal, portanto, é marcada pelo desprezo à democracia e pela aliança com o autoritarismo, o que fala muito sobre o ethos editorial que a publicação viria a desenvolver.

Três dias depois da publicação do famigerado Ato Institucional n° 5 (13 de dezembro de 1968), ZH publicou matéria sobre o assunto afirmando que “o governo federal vem recebendo a solidariedade e o apoio dos diversos setores da vida nacional”.

No dia 1° de setembro de 1969, o jornal publica um editorial intitulado “A preservação dos ideais”, exaltando a “autoridade e a irreversibilidade da Revolução”. A última frase editorial fala por si: “Os interesses nacionais devem ser preservados a qualquer preço e acima de tudo”. 

Os interesses nacionais, no caso, se confundiam com os interesses privados dos donos da empresa. A expansão da empresa se consolidou em 1970, quando foi criada a sigla RBS, de Rede Brasil Sul, inspirada nas três letras das gigantes estrangeiras de comunicação CBS, NBC e ABC. A partir das boas relações estabelecidas com os governos da ditadura militar e da ação articulada com a Rede Globo, a RBS foi conseguindo novas concessões e diversificando seus negócios. O restante da história é bem conhecido.

O autoritarismo que marcou o surgimento do jornal Zero Hora parece estar vivo ainda hoje na postura editorial arrogante e covarde que vem se especializando em terceirizar suas posições conservadores pela voz de terceiros. Ao invés de publicar um artigo de um obscuro coronel defendendo o golpe e a ditadura, ZH deveria assumir a responsabilidade pelos seus atos e por sua história. Seguindo o estilo editorial que tanto aprecia poderia inclusive publicar um artigo a favor da posição do jornal pró-ditadura e golpe de 1964 e um contra. 

*****

Todos os homens de Cachoeira

02.04.2012
Do blog ESQUERDOPATA
Por CATIA SEABRA
FERNANDO MELLO
FOLHA DE S.PAULO


Acusado de comandar esquema de exploração do jogo ilegal, empresário conta com amplo leque de relações políticas, indica a investigação da PF

As escutas telefônicas da Operação Monte Carlo revelam que o empresário Carlinhos Cachoeira conta com com ampla rede de relacionamentos no tabuleiro político.

Acusado de comandar um esquema de exploração de jogos ilegais e denunciado pelo Ministério Público por corrupção, Cachoeira -preso desde 29 de fevereiro- demonstra ter penetração no governo de Goiás e no Congresso, onde conta com um time de interlocutores.

Entre eles, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), o deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ) e o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO).

"Sou amigo de Cachoeira. Não vou renegá-lo agora. Quando o conheci, a empresa dele administrava o jogo em Goiás. Depois, cheguei a pensar que estivesse só na área farmacêutica. Mas sabia, sim, que uma atividade era o jogo", disse Nercessian, para quem "Cachoeira é uma amigo muito agradável".

Além das relações políticas, os ramos de atividade de Cachoeira parecem ser mais amplos do que se supunha.

Em grampos feitos pela Polícia Federal, ele indica que uma das 11 empresas do seu grupo não pode ser vendida por menos de R$ 100 milhões", enquanto apenas um de seus nove imóveis "vale uns R$ 4,5 milhões".

Ele atua também nos setores farmacêutico, de advocacia, de construção, de segurança e de comunicação.

"A família dele mexe com muita coisa: medicamentos, rádios, escolas e construtora", afirma Leréia, amigo declarado de Cachoeira, flagrado nos grampos da Polícia Federal.

Segundo a PF, Cachoeira controla também uma indústria farmacêutica, a Vitapan, que ele avaliava em R$ 120 milhões em maio passado. Já o Instituto de Ciência Farmacêutica de Estudos e Pesquisas tem entre os associados grandes laboratórios.

A negociação para a venda da Vitapan, registrada no nome da ex-mulher e do irmão foi interceptada: "Não vamos vender menos, não. Menos de cem, não", afirmou Cachoeira ao saber de uma oferta de R$ 80 milhões pelo negócio.

*****

BLOG MOBILIDADE URBANA: Por que sofremos com a Agamenon?


02.04.2012
Do blog MOBILIDADE URBANA
Por Por Tânia Passos


Qualquer ação que se faça na Avenida Agamenon Magalhães, de alguma forma, traz sofrimento para todos nós. E isso acontece porque ela tem uma posição extremamente estratégica para a circulação da cidade. A nossa primeira perimetral costura os diferentes deslocamentos da cidade nos diversos sentidos. A gente já sabe que ela é vulnerável diante de qualquer interferência. Agora multiplique isso por quatro viadutos. Não é por acaso, que muitos especialistas, moradores, motoristas e o cidadão de maneira geral, se preocupam com o que está desenhado para a avenida. O discurso do governo de que a obra tem como meta abrir caminhos para o corredor exclusivo de ônibus, se sustentaria se não existissem outras alternativas. Não é o caso. Embora criticado, em alguns aspectos, o projeto de Jaime Lerner já provava que isso era possível com apenas um único elevado sobre o canal.

A blindagem feita para defender um único ponto de vista, não se justifica quando está em jogo a dinâmica da mobilidade da cidade agora e no futuro. Independente dos interesses particulares de A ou B, o impacto que os equipamentos trarão à cidade não é uma probalidade ou chute de quem torce contra, mas uma certeza. O pior é que temos uma chance única de aproveitar o volume de recursos injetados na infraestrutura, em razão da Copa do Mundo, para termos o melhor. Não teremos, pelo menos não dessa vez. E pelo visto, não temos mais tempo para uma terceira alternativa. O edital está na rua e a Copa já bate a nossa porta. É por isso que sofremos.

Coluna Mobilidade Urbana – publicada no Diario de Pernabuco – 02.04.12
*****

FALSO MORALISMO: Cachoeira respinga no PPS


02.04.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges

A Operação Monte Carlo da Polícia Federal continua respingando nos partidos que posam de arautos da ética. A nova vítima é o PPS de Roberto Freire. Neste final de semana, o deputado federal e ator global Stepan Nercessian admitiu que pediu empréstimo de R$ 175 mil ao mafioso Carlinhos Cachoeira para viabilizar a compra de um apartamento.

“Para mim, ele era um empresário”

A exemplo do senador demo Demóstenes Torres, ele afirmou que desconhecia as atividades criminosas de Cachoeira, de quem é amigo há 19 anos – ambos são de Goiás. “Para mim, ele era um empresário. Não estava pedindo dinheiro ‘dado’. Era para devolver”, justificou. Ele também jura que acreditava “completamente” que o dinheiro era legal!

Nercessian também disse que só usou R$ 15 mil do valor solicitado. “Estava fazendo o empréstimo com um banco e, na hora ‘H’, fiquei com medo de não sair o dinheiro e pedi para ele, para não perder o negócio. Ele é um cara que eu sei que se eu pedisse ele emprestava. Acabou que o empréstimo saiu e não precisei do dinheiro”, explicou.

Medo do celular grampeado

A escuta telefônica da PF flagrou as conversas da transação. Numa delas, Cachoeira pede para depositar o dinheiro na conta do deputado. Noutra, o mafioso passa para um funcionário o número do celular de Nercessian, que ele usa até hoje, e alerta “que não é mais para usar o celular porque tem medo de estar grampeado”.

Diante da revelação da escuta, o deputado carioca pediu licença temporária do PPS neste sábado (31). “Qualquer coisa que tenha que fazer para esclarecer, a primeira coisa que farei é me licenciar. Mesmo eu estando tranquilo, o PPS não merece ser envolvido”. Ele também anunciou que vai se desligar da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara Federal.

De braços dados com a direita

O deputado pode até ter sido "ingênuo", como ele mesmo admitiu em entrevista ao Estadão. Já Roberto Freire, dono do PPS, nunca foi inocente nos seus ataques raivosos aos adversários políticos, sempre se travestindo de arauto da ética. Ele talvez nem conheça o mafioso Carlinhos Cachoeira, mas adorava andar junto com o demo Demóstenes Torres e outros direitistas do Congresso Nacional. 
******

Cadê a Abin ? Cadê a Polícia Federal ? A Dilma vai cair ?

02.04.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim


Conversa Afiada reproduz trechos do comentário da amiga navegante Marcia Martins, a propósito do post “Civita e Cachoeira quase derrubam o Lula. Que governo é esse ?”:

Enviado em 01/04/2012

Realmente, não só a esquerda, mas até mesmo a direita precisa repensar a república brasileira. Um marginal (criminoso comum), um empresário de noticias e uma meia dúzia de políticos alugados.


Foi preciso bem mais para derrubar Goulart!!!


Tanto trabalho para uma democracia com 200 milhões de pessoas sucumbir a dez, talvez vinte? Alto lá!


A esquerda (repito pela vigésima vez), ainda não entendeu: construir ferrovia, ponte, até mesmo um sistema educacional melhor é coisa muito boa, sensacional, eu diria.


(…)


Cadê PT? Aproximamo-nos dos dez anos de poder e a cobrança virá violenta do seu próprio eleitor! Institucionalmente mudamos em que?


Não dá para dizer que foi modernizado um Estado em que uma gang das loiras + deputado Zé Mané + panfleto politico derruba uma candidatura eleita e legitima com inverdades!!


Do jeito que está, qualquer aventureiro cria um fato, uma “crise”, um “caos” e lá se vai a redistribuição de renda recorde. E o povo fica na m#$@%!!! De novo!!!!


(…)

Navalha
Por acaso a ABIN, o serviço de informação da Presidência da República avisou ao Lula e à Dilma que Demóstenes, Cachoeira, Robert(o) Civita e … filmaram a corrupção nos Correios, se uniram à Globo e quase derrubam o Lula ?
A Casa Militar da Presidência avisou ?
A Polícia Federal investigou ?
Alguém do Palácio foi advertido de que o Governo estava para cair ?
Ou não era uma tentativa de Golpe ?
E se estiver para cair hoje ?
A ABIN avisará ?
A Casa Militar ?
A Policia Federal do Zé Cardozo – clique aqui para saber por que os amigos do Dantas o tratam, carinhosamente, de Zé – avisou ?
Conversa Afiada lembrou à Presidenta Dilma, recém-eleita, que, se ela não controlasse a ABIN e a Polícia Federal iam armar uma cama de gato pra ela.
O sábio Fernando Lyra conta que, quando o Dr. Tancredo o nomeou Ministro da Justiça, foi chamado ao gabinete presidencial provisório, na sede da Fundação Getulio Vargas, em Brasília, e o D. Tancredo lhe disse: você pode nomear quem você quiser e o chefe de Polícia é o Coronel Alencar Araripe.
O PiG (*), por definição, dá o Golpe.
Deu contra Vargas, quase derruba o Juscelino, deu contra Jango e quase derruba o Lula.
E vai tentar derrubar a Dilma.
A Presidenta Dilma manterá o general Assis Brasil no comando do esquema de Inteligência ?
Ou está todo mundo preocupado em preservar a liberdade de imprensa do Robert(o) Civita ?
Clique aqui para ler “O problema não é o Poliedro (não corrija, amigo revisor – PHA) ; quem manda é o Civita”.
Civita adquiriu o poder de intimidar com a gazua da Veja na mão.
De intimidar e vender livros didáticos.
Na Argentina, mandaram ele embora, com a revista Panorama debaixo do braço.
O Brizola perguntava: quantos passaportes tem o Sr. Civita ?
Se não tem uma Ley de Medios, que, pelo menos, se desarme a cama de gato.



Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

*****