terça-feira, 27 de março de 2012

BLOG DE JOÃO ALBERTO: Eduardo vê fotos no gabinete de Jarbas

27.03.2012
Do BLOG DE JOÃO ALBERTO
Por Cecília Ramos 

Eduardo Campos e Jarbas Vasconcelos/Humberto Padrera/Divulgação

Não deu para tratar de política. Mas sobrou clima e um pouco de tempo para Eduardo Campos (PSB) e Jarbas Vasconcelos (PMDB), adversários históricos (mas atualmente nem tanto…)  falarem de amenidades hoje, quando o governador esteve no gabinete do senador em Brasília, conforme antecipou o Blog de João Alberto. Era a primeira vez de Eduardo no amplo e belo gabinete de Jarbas, decorado com diversas obras de arte, artesanato e fotos históricas.
“Eduardo elogiou, achou tudo muito bonito. Mostrei algumas peças a ele e todas as fotos que tenho. Ele viu a minha foto com o avô dele, Miguel Arraes. Eu disse exatamente a data, que foi tirada no comício do retorno de Arraes do exílio, em 1979″. A foto em questão fica estrategicamente em frente à porta da sala de Jarbas, ao lado de outras como a do senador com Pedro Simón.
Jarbas e Eduardo falam sobre a foto de Arraes na parede do gabinete – Foto: Humberto Padrera/Divulgação
O governador foi ao gabinete acompanhado por dois senadores do PSB, Antônio Carlos Valadares e Lídice da Mata, e o secretário de Imprensa Evaldo Costa. Raul Henry chegou depois. Jarbas relatou ao blog, há pouco, por telefone, que não havia espaço para tratar de política, durante o encontro. “Tivemos uma conversa descontraída sobre política nacional. Como tinha muita gente, não tinha espaço… Ele agradeceu”. Então, após as amenidades… “Eduardo foi direto ao assunto”, disse Jarbas.
Eduardo Campos visita José Sarney – Foto: Humberto Padrera/Divulgação
O governador peregrinou por gabinetes do Senado hoje, como na foto acima, com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP),  pedindo ajuda para a liberação de US$ 500 milhões do Banco Mundial para Pernambuco, de um total de U$ 3,5 bilhões que o banco disponibiliza para o Nordeste. “Eu disse a ele (Eduardo) que não sou da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), mas vou acompanhar a tramitação. Farei o que estiver ao meu alcance para ajudar o meu estado”.
Eduardo Campos, Delcídio Amaral e Armando Monteiro – Foto: Humberto Pradera/Divulgação
Eduardo também esteve com o presidente da CAE, Delcídio Amaral (PT/MS) e Armando Monteiro Neto (PTB), na foto acima.  ”Temos todas as condições de aprovar o projeto na próxima semana”, disse Armando. Só o encontro do governador com Humberto Costa (PT) ficou para o final da tarde de hoje.
O USO DO DINHEIRO
O projeto da liberação dos US$ 500 milhões precisa estar aprovado para que o contrato entre o Governo de Pernambuco e o Banco Mundial possa ser assinado no próximo dia 10 de abril, em Washington. Eduardo, inclusive, estará lá, pessoalmente, após viagem à China.  A verba será usada para financiar a implantação da rede de UPAs Especialidades, do sistema de escolas técnicas e do programa Caminhos da Integração.

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Fonte:http://www.joaoalberto.com/2012/03/27/eduardo-ve-fotos-no-gabinete-de-jarbas/

ESCREVINHADOR: Dilma e o Marechal Floriano

27.03.2102
Do blog de Rodrigo Vianna, 21.03.12
Por Lincoln Secco, no Amálgama

A questão militar


No dia 6 de abril de 1892, oficiais generais do Exército e da Armada lançam um manifesto contra o presidente Floriano Peixoto. No dia seguinte, este simplesmente demite todos os signatários de suas funções e os reforma. É claro que tal “violência” do Marechal de Ferro 

causa indignação na tropa. Na Bahia, oficiais que apoiam o Manifesto dos 13 Generais mandam publicar sua solidariedade a ele, porém tiram o original da tipografia quando sabem da reação de Floriano.


Segundo o historiador Edgard Carone, que nos conta com detalhes este episódio, no dia 10 de abril do mesmo ano uma multidão se concentrou no Rio de Janeiro para uma homenagem a Deodoro da Fonseca. Floriano logo percebeu que se trata de um golpe contra ele. Sozinho, à paisana, dirigiu-se ao local onde o Tenente Coronel Mena Barreto discursava. Aproximou-se e lhe deu ordem de prisão!

Recentemente, o Clube Militar patrocinou um manifesto contra a presidenta Dilma Rousseff. Ela mandou, através de seu ministro da Defesa, que o documento fosse retirado. Após um breve recuo, os signatários voltaram à carga e disseram não reconhecer a autoridade do ministro sobre eles. A maioria dos “sublevados” é do Exército. Não deixa de ser um alento (embora mínimo) um outro abaixo assinado promovido por oficiais democratas, defendendo a apuração dos crimes da Ditadura.

A situação expõe um problema que foi debatido na Assembléia Nacional Constituinte e que nunca foi solucionado: a tutela militar sobre o poder civil. Fernando Henrique Cardoso, diga-se de passagem, teve o mérito de criar um Ministério da Defesa e deixar à míngua as Forças Armadas.

 Não porque fosse filho de general e conhecesse bem a soldadesca. Afinal, ele declarou à revista Piauí que brasileiro serve para sambar e não para marchar. É que o sociólogo da USP simplesmente tinha aderido à moda de redução drástica dos gastos com o funcionalismo.


Lula foi sempre um contemporizador. Quando foi lançado em 2006 o livro Direito à Memória e à Verdade, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, os protestos de militares saudosos dos tempos de repressão aumentaram. 

Comandantes das três forças armadas criticaram a obra. Embora se tratasse de documento oficial do governo brasileiro, nenhum militar foi punido.

Agora, o Clube Militar lançou um desafio à presidenta Dilma Rousseff. Bem, Dilma não se parece com Lula, que a tudo conciliava. Nem pode repetir Floriano. Ele era militar e ela foi guerrilheira. Fica diante de uma situação aparentemente sem saída. Confronta os que a desafiam, usando para isso a força de sua autoridade incontestável no atual estágio da vida política brasileira? Ou se curva como todos os seus antecessores desde a chamada “Nova República”?

Leia outros textos de Outras Palavras
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Thor mata, mas culpa é do falecido

27.03.2012
Do BLOG DO MIRO, 26.03.12
Por Gustavo Alves, em seu blog:

A inacreditável defesa que vem sendo construída pela mídia sobre o atropelamento do ciclista pelo filho de Eike Batista, Thor Batista, ganha contornos kafkanianos.

Surgem todos os dias "indícios" de que o ciclista havia "bebido".
O poder econômico de Eike constrói a versão de que o morto foi o culpado.

Até mesmo a Globo vem sucumbindo à pressão ao comentar em seu Jornal Nacional "uma informação publicada pelo jornalista Ancelmo Gois de que Thor havia atropelado um senhor em 2011".

Nunca havia visto a TV Globo isolar um de seus principais colunistas do jornal "O Globo".

Foi quase um pedido de desculpas no estilo "foi ele quem disse".

Dos fatos fartamente documentados: Thor tinha 51 pontos na carteira, Thor atropelou um idoso em 2011, Thor atropelou e matou um cilcista na estrada este ano. Disso não se comenta.

Após a declaração do pai de que "Thor poderia ter morrido" e a divulgação do teor alcoólico do ciclista, esta semana não me surpreenderei se o morto for indiciado por danos materiais e morais ao pobre garoto. 

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CONVERSA AFIADA: Vídeo do escracho: torturador não foi absolvido

27.03.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 26.03.12
Por Paulo Henrique Amorim





Clique aqui para ler “Piche com os jovens: aqui mora um torturador”.

Clique aqui para ler o que disse Mezarobba, uma pesquisadora sobre a Justiça em regimes de transição (da tortura à pseudo-democracia).

O Conversa Afiada reproduz press-release do escracho:


Veja mais informações em http://levante.org.br/

Veja vídeo sobre a jornada em http://www.youtube.com/watch?v=wjcJcb84_jA&feature=player_embedded&noredirect=1

Levante da Juventude faz protestos contra torturadores em sete estados

Jovens organizados pelo movimento Levante Popular da Juventude promoveram protestos em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro, Belém e Curitiba , nesta segunda-feira (26/3) contra agentes da ditadura militar que torturaram, mataram, perseguiram militantes e pela instalação da Comissão da Verdade.


Os jovens fizeram uma ação tradicional na Argentina e no Chile chamada de “escracho”, quando são realizados protestos para denunciar a participação de agentes dos regimes autoritários em perseguições, torturas e assassinatos. No Brasil, os jovens apelidaram a ação de esculacho.


As manifestações denunciam que agentes da repressão continuam impunes, apoiam a instalação da Comissão da Verdade e exigem a apuração e a punição dos crimes cometidos durante a Ditadura Militar.


A Comissão da Verdade tem como objetivo esclarecer situações de violação aos direitos humanos, ocorridas entre 1946 e 1988, como tortura, morte e ocultação de cadáveres. O órgão deve identificar os responsáveis pelas violações. Os jovens apoiam a presidenta Dilma a indicar os sete conselheiros que coordenarão os trabalhos.


As ações


Em São Paulo, cerca de 150 jovens realizaram um protesto contra o torturador David dos Santos Araújo, o Capitão “Lisboa”, em frente a sua empresa de segurança privada Dacala, na Zona Sul da cidade de São Paulo. Ele é assassino e torturador, de acordo com Ação Civil Pública do Ministério Público Federal. A ação registra o seu envolvimento na tortura e morte de Joaquim Alencar de Seixas. Em agosto de 2010, o Ministério Público Federal ingressou com ação civil pública pedindo o afastamento imediato e a perda dos cargos e aposentadorias do delegado da Polícia Civil paulista pela participação direta de atos de tortura, abuso sexual, desaparecimento forçados e homicídios em serviço e nas dependências de órgãos da União.


No Rio de Janeiro, a juventude realizou ações contra David dos Santos, em frente à filial da empresa Dacala. Cartazes com escritos “levante contra tortura” foram fixados na porta da empresa. Ao mesmo tempo, outros integrantes do Levante penduraram uma faixa nos Arcos da Lapa com os dizeres “Levante-se contra tortura: em defesa da comissão da verdade”, enquanto outro grupo fazia panfletagem em frente ao Clube Militar.


Em Belo Horizonte, 70 jovens participaram da ação de escracho em frente à residência do torturador Ariovaldo da Hora e Silva, no bairro da Graça. A manifestação contou com faixas, cartazes e tambores, além de distribuírem cópias de documentos oficiais do DOPS, contendo relatos das sessões de tortura com a participação de Ariovaldo, para informar a população do currículo do vizinho.


Ariovaldo foi investigador da Polícia Federal, lotado na Delegacia de Vigilância Social como escrivão. Delegado da Polícia Civil durante a ditadura, exerceu atividades no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) entre 1969 e 1971, em Minas Gerais. Na obra Brasil Nunca Mais (Projeto A), ele é acusado de envolvimento na morte de João Lucas Alves e de ter praticado tortura contra presos políticos. Foram suas vítimas Jaime de Almeida, Afonso Celso Lana Leite e Nilo Sérgio Menezes Macedo, entre outros.


Em Porto Alegre, 100 jovens fizeram um ato pela manhã em frente à casa do Coronel Carlos Alberto Ponzi, ex-chefe do Serviço Nacional de Informações de Porto Alegre e um dos 13 brasileiros acusados pela Justiça Italiana pelo desaparecimento do militante político Lorenzo Ismael Viñas em Uruguaina (RS), no ano de 1980.


No Ceará, cerca de 80 pessoas realizaram a ação em frente ao escritório de advocacia do ex-delegado da Polícia Federal em Fortaleza (CE), José Armando Costa, localizado no bairro da Aldeota.


José Armando Costa foi delegado da Polícia Federal em Fortaleza no início da década de 70. À época, presos políticos relataram à Justiça Militar que a tarefa do delegado era fazer interrogatórios logo após as sessões de tortura e coagia-os a assinar falsos depoimentos sob ameaça. Costa aparece nos depoimentos de ao menos cinco ex-presos políticos torturados no Ceará, contidos no projeto Brasil Nunca Mais, da Arquidiocese de São Paulo.


Em Belém, cerca de 80 jovens realizaram o esculhacho no prédio do torturador e apoiador da ditadura militar Adriano Bessa Ferreira. Entregaram um manifesto à população convocando a sociedade a se posicionar em defesa da Comissão Nacional da Verdade e contra os torturadores.


Adriano Bessa atuou como delator de atividades de militantes que lutavam contra a ditadura. Seu nome consta de listas da extinta Comissão Geral de Investigações (CGI), criada para “apurar atos de corrupção ativa e passiva ou contrários à preservação e consolidação da Revolução Brasileira de 31 de março”. Além de ter prestado serviço militar, fez carreira no setor financeiro. Foi presidente do Banco do Estado do Amazonas, da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belém e gerente de agências bancárias. Foi também professor da Universidade Federal do Pará.


Em Curitiba, aconteceu um ato público na Boca Maldita, centro da capital paranaense, para denunciar os assassinatos, torturas e violações de direitos humanos na Ditadura Militar. Entre os denunciados está o tenente Paulo Avelino Reis, citado como torturador em documentos do Grupo Tortura Nunca Mais.

Levante Popular da Juventude


O Levante Popular da Juventude é um movimento social organizado por jovens que visa contribuir para a criação de um projeto popular para o Brasil, construído pelo povo e para o povo. Não é ligado a partidos políticos.


Com caráter nacional, tem atuação em todos os estados do país, no meio urbano e no campo. Se propõe a articular jovens, militantes de outros movimentos ou não, interessados em discutir as questões sociais e colaborar para a organização popular.


Tem como objetivo propiciar que a juventude tome consciência da sua história e da realidade à sua volta para transformá-la.


O Levante organiza a juventude para fazer denúncias à sociedade, por meio de ações de Agitação e Propaganda. Não há bandeiras previamente definidas. A luta política se dá pelas pautas escolhidas pelos próprios militantes, que realizam atividades de estudo e debates, sistematicamente, por todo o país.

Abaixo, leia o manifesto da jornada de luta.

MANIFESTO LEVANTE CONTRA TORTURA

Mas ninguém se rendeu ao sono.

Todos sabem (e isso nos deixa vivos):

a noite que abriga os carrascos,

abriga também os rebelados.

Em algum lugar, não sei onde,

numa casa de subúrbios,

no porão de alguma fábrica

se traçam planos de revolta.


Pedro Tierra


Saímos às ruas hoje para resgatar a história do nosso povo e do nosso país. Lembramos da parte talvez mais sombria da história do Brasil, e que parece ser

propositadamente esquecida: a Ditadura Militar. Um período onde jovens como nós, mulheres, homens, trabalhadores, estudantes, foram proibidos de lutar por uma vida melhor, foram proibidos de sonhar. Foram esmagados por uma ditadura que cruelmente perseguiu, prendeu, torturou e exterminou toda uma geração que ousou se levantar.


Não deixaremos que a história seja omitida, apaziguada ou relativizada por quem  quer que seja. A história dos que foram assassinados e torturados porque acreditavam ser possível construir uma sociedade mais justa é também a nossa história. Nós somos seu  povo. A mesma força que matou e torturou durante a ditadura hoje mata e tortura a juventude negra e pobre. Não aceitamos que nos torturem, que nos silenciem, nem que enterrem nossa memória. Não esqueceremos de toda a barbárie cometida.


Temos a disposição de contar a história dos que caíram e é necessário expor e julgar aqueles que torturaram e assassinaram nosso povo e nossos sonhos. Torturadores e apoiadores da ditadura militar: vocês não foram absolvidos! Não podemos aceitar que vocês vivam suas vidas como se nada tivesse acontecido enquanto, do nosso lado, o que resta são silêncio, saudades e a loucura provocada pela tortura. Nós acreditamos na justiça e não temos medo de denunciar os verdadeiros responsáveis por tanta dor e sofrimento.


Convidamos a juventude e toda a sociedade para se posicionar em defesa da Comissão Nacional da Verdade e contra os torturadores, que hoje denunciamos e que vivem escondidos e impunes e seguem ameaçando a liberdade do povo. Até que todos os torturadores sejam julgados, não esqueceremos, nem descansaremos.


Pela memória, verdade e justiça!

Levante Popular da Juventude


INFORMAÇÕES À IMPRENSA


11-8376-6155


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/03/26/video-do-escracho-torturador-nao-foi-absolvido/

BLOG MOBILIDADE URBANA: Número de mortes e acidentes com motos cai em Pernambuco


27.03.2012
Do blog MOBILIDADE URBANA
Postado por Tânia Passos

O número de mortes e acidentes envolvendo motocicletas está diminuindo em Pernambuco. É o que mostra levantamento realizado no Hospital da Restauração (HR) e no Instituo de Medicina Legal (IML). Os números foram divulgados hoje pelo Comitê Estadual de Prevenção aos Acidentes de Moto (Cepam).

A queda é mais significativa no HR, a maior emergência do Norte-Nordeste. No primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano anterior, a unidade de saúde registrou uma diminuição no atendimento aos motociclistas de 21%. Em números absolutos, a redução equivale a 114 pacientes a menos.

Quando se leva em consideração os atendimentos aos acidentados de veículos automotores (carro de passeio, ônibus, van, caminhão e máquinas agrícolas), a redução é ainda maior. De janeiro a março de 2012, a emergência do HR atendeu 387 pacientes. No mesmo período de 2011, foram 657, ou seja, houve uma queda de 41%.

Já no Instituto de Medicina Legal (IML), no primeiro trimestre de 2012, houve uma redução de 16,7% no número de motociclistas mortos, em comparação ao mesmo período de 2011. Ao todo, foram 26 óbitos a menos. Nas mortes registradas no IML relacionadas aos acidentes com este tipo de veículo, a redução foi de 19%, com 364 mortes nos três primeiros meses de 2011, contra 295 no mesmo período deste ano.

Os dados estão sendo comemorados pelo comitê criado em maio de 2011, sob coordenação da Secretaria Estadual de Saúde (SES), já apresenta resultados positivos. De acordo com o secretário estadual de saúde, Antonio Carlos Figueira, coordenador do Cepa, a meta está sendo superada graças às ações educativas e de fiscalização como a Operação Lei Seca, que vêm reduzindo o número de pessoas embriagadas nas abordagens das blitzes.

Fonte- Diario de Pernambuco/últimas notícias
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PRÉVIAS DO PSDB: Quando a vitória fragiliza e desgasta

27.03.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 26.03.12


Há vitórias que desconcertam pela intrínseca dimensão crepuscular que carregam. Em geral atestam o fim de um ciclo, quando o triunfo imediato mais revela uma perda de tônus do que reafirma uma supremacia promissora. Foi um pouco esse o sabor amargo do triunfo entre aspas conquistado por José Serra na prévia deste domigo do PSDB para a escolha do candidato do partido à prefeitura de São Paulo.



Ao obter apenas 52,1% dos votos, de um total 6.229 filiados que participaram do escrutínio, Serra expôs a marca dolorosa de uma rejeição intuída entre seus próprios pares. Toda a máquina do partido e a mídia amiga trabalhando a favor revelaram-se insuficientes para contornar a enorme resistência que o seu nome gera no seio do próprio conservadorismo nacional.

O grande vitorioso foi a rebeldia do secretário estadual tucano José Aníbal, que se recusou a renunciar a favor de Serra, obtendo o surpreendente apoio de 31,2 % dos votantes; o deputado federal Ricardo Tripoli amealhou outros 15,7 %, cravando o 3º lugar. Os serristas não escondiam a decepção com uma vitória que mais fragiliza e desgasta do que consagra.

Imaginava-se fazer da convenção uma gigantesca operação reiterativa do suposto favoristismo do candidato na disputa municipal, dando-lhe mais de 80% dos votos --"para não passar a impressão de que o partido entra dividido na corrida eleitoral". Deu-se o inverso.

A vitória decepcionante entre seus pares foi o revés oposicionista mais eloquente sofrido pelo ex-governador numa disputa municipal que apenas se inicia. Ela gerou um fato político mais grave do que um eventual crescimento das intenções de voto entre os seus adversários. Por uma razão incontornável: o resultado mostrou de maneira inequívoca que a liderança de Serra sofre o peso de um teto e não tem mais horizonte de crescimento ou de apoio nem entre os tucanos. Um palavra para exprimir esse estágio é declínio; convenhamos, não soa exatamente como um bordão eleitoral empolgante e mobilizador.

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Após acusações, Demóstenes Torres deixa a liderança do DEM no SenadoCOMENTE Do UOL, em Brasília e São Paulo

27.03.2012
Do portal UOL NOTÍCIAS
Do UOL, em Brasília e São Paulo


O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) pediu afastamento da liderança do DEM no Senado, na tarde desta terça-feira (27), em carta enviada ao presidente nacional da legenda, José Agripino Maia (RN). No texto, Demóstenes afirma que precisa de mais tempo para se dedicar à defesa das acusações que o envolvem com o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.
“A fim de que possa acompanhar a evolução dos fatos noticiados no últimos dias, comunico à Vossa Excelência meu afastamento da Liderança do Democratas no Senado Federal”, disse o senador.
A imprensa tem divulgado uma série de reportagens com indícios da ligação de Demóstenes com Carlinhos Cachoeira. Reportagem da revista "CartaCapital", assinada por Leandro Fortes, afirma que o senador arrecadou R$ 50 milhões após se associar com o bicheiro, que, segundo a Polícia Federal, controlava uma rede de 8.000 máquinas ilegais de caça-níqueis e 1.500 bingos clandestinos.
A reportagem diz ter obtido, junto ao núcleo de inteligência policial da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, um relatório sigiloso da Operação Monte Carlo, que dá detalhes da relação entre o senador e o bicheiro.
Segundo a publicação, o esquema de Cachoeira rendeu R$ 170 milhões nos últimos seis anos, dos quais Demóstenes teria ficado com cerca de 30%.

BLOG DO JOSIAS: DEMÓSTENES PEDIU DINHEIRO A CACHOEIRA

Em relatório enviado à Procuradoria Geral da República, a Polícia Federal informou que o senador Demóstenes Torres, líder do DEM, pediu dinheiro ao bicheiro e explorador de caça níquéis Carlinhos Cachoeira. A notícia ganhou as páginas do Globo. De acordo com o jornal, o documento da PF foi enviado à Procuradoria em 15 de setembro de 2009. E o procurador-geral da República Roberto Gurgel nada fez.
Ainda segundo a reportagem, a Polícia Federal saberia, desde 2006, que o senador, que é ex-procurador, ex-delegado e ex-secretário de Segurança Pública de Goiás, teria relação direta com o grupo de Cachoeira.
Além de Demóstenes, os deputados federais por Goiás Rubens Otoni (PT), Carlos Alberto Leréia (PSDB) e Jovair Arantes (PTB) teriam envolvimento com o bicheiro, diz a revista.
Ainda de acordo com a "CartaCapital", o senador teria conseguido manter em sigilo sua suposta ligação com Cachoeira após subornar um delegado da PF em Goiás que estava entre os 35 presos na operação Monte Carlo, em 29 de fevereiro.
Em meio às acusações de irregularidades, Demóstenes confirmou apenas que havia recebido presentes de casamento –uma geladeira e um fogão importados– de Cachoeira. Porém, vieram à tona informações que o senador mantinha uma linha telefônica para conversar com o empresário.
O corregedor do Senado, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), enviou pedido de informações ao Ministério Público para saber se há envolvimento de Demóstenes no esquema de corrupção investigado pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Depois dessas informações, Vital do Rêgo definirá se o caso será remetido ao Conselho de Ética da Casa.
Em seu microblog Twitter, Demóstenes disse que não integrava nenhuma "organização ilegal".
Hoje, PT, PDT e PSB protocolaram no Ministério Público Federal um pedido de esclarecimentos ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sobre a demora nas investigações da suposta relação de deputados e senadores com o empresário.
Mais cedo, o presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), disse que o partido está incomodado com as reportagens publicadas na imprensa. Ele diz aguardar um possível pedido da Procuradoria-Geral da República de abertura de ação contra o parlamentar no Supremo Tribunal Federal (STF). Só a partir daí, a legenda vai debater uma eventual abertura de processo de expulsão de Demóstenes Torres.
(Com Agência Brasil)

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