segunda-feira, 26 de março de 2012

Múcio na cabeça de Eduardo para 2014

26.03.2012
Do BLOG DE JAMILDO, 25.03.12
Postado por Diogo Menezes 
 
Sérgio Montenegro Filho/Jornal do Commercio

Com a eleição municipal cada vez mais atrelada ao pleito estadual de 2014, os articuladores políticos são levados a traçar estratégias eleitorais com reflexos a longo prazo. Com um olho na disputa deste ano e outro na própria sucessão, o governador Eduardo Campos (PSB), líder maior da Frente Popular, vem analisando cenários e nomes visando construir uma candidatura sem muitas arestas e com reais chances de sucedê-lo em 2014. Com uma popularidade que gira na casa dos 90%, Eduardo pode se dar ao luxo de escolher um técnico da própria equipe e turbiná-lo politicamente, ou optar por um dos políticos aliados já colocados como alternativa.

Uma outra possibilidade, porém, tem sido estudada pelo governador, sem alarde: trazer de volta à política estadual uma figura que, na avaliação de articuladores da Frente Popular, se adequaria bem ao formato de sucessor idealizado por Eduardo Campos: o atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro.

O ex-deputado, ex-petebista e ex-ministro - que renunciou ao mandato parlamentar em 2009 para assumir o cargo vitalício no TCU, por indicação do então presidente Lula (PT) - já teve o nome especulado como alternativa para resolver o impasse governista com relação à Prefeitura do Recife, mas descartou de imediato.

Conhecido pelo perfil conciliador, José Múcio terminou inserido na lista de opções para 2014 com base em argumentos que, em primeira análise, se mostram convincentes: não tem arestas políticas com lideranças dos partidos do bloco governista e, antes de assinar a ficha de filiação do PTB, pertenceu por vários anos aos quadros do PFL, pelo qual disputou o governo em 1986, sendo derrotado por Miguel Arraes, avô de Eduardo. Esse histórico, na opinião de aliados, ajudaria a desarmar o discurso de ataque das oposições na campanha e, mais ainda, neutralizaria eventuais críticas dentro da própria Frente Popular.

CURRÍCULO

Embora tenha iniciado a carreira no extinto PDS - pelo qual foi eleito prefeito de sua cidade natal, Rio Formoso, na Mata Sul pernambucana - filiando-se depois ao PFL, José Múcio migrou para o PSDB em 2001 e, dois anos depois, filiou-se ao PTB, integrando-se à base de apoio do governo petista logo no primeiro mandato do presidente Lula.

Amigo de Eduardo Campos, também passou a dar sustentação à sua administração a partir de 2007. Nesse mesmo ano, sob as bênçãos do PT e do PSB, assumiu a liderança do governo Lula na Câmara dos Deputados. Alguns meses depois, o presidente o convidou para assumir o Ministério das Relações Institucionais, após vários nomes terem passado pela função. Tarefa aceita, Múcio renunciou em setembro de 2009 para assumir a vaga no TCU aberta com a aposentadoria de outro pernambucano, o acadêmico Marcos Vinícius Vilaça.

Desde então, Múcio tem mantido uma distância regulamentar das rodas políticas, embora continue sendo um dos seus assuntos preferidos nas conversas informais com amigos e ex-correligionários. Mas, em público, evita qualquer comentário quando questionado sobre a possibilidade de disputar novo mandato. "Sou ministro do TCU e meus planos são de continuar ministro", resume ele.

Em coro, alguns aliados questionam a opção José Múcio para 2014, advertindo que sua atividade no Tribunal de Contas da União só se encerra com a aposentadoria compulsória, aos 70 anos de idade. No caso de Múcio, em 2019. "Se ele sair antes, perderá todos os direitos, até mesmo a aposentadoria proporcional. É uma decisão complicada", afirma um amigo do ex-deputado.

Mas há quem veja a questão por outro ângulo. "Quem não gostaria de se aposentar como governador de Pernambuco, em vez de ministro?", brinca um interlocutor palaciano, em reserva.
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Baterista do Legião Urbana diz que a banda "sempre tentou ajudar Renato Rocha", encontrado pela Record morando na rua

26.03.2012
Do portal UOL Notícias

  • Renato Rocha à esquerda, em matéria exibida pela Record e a direita quando ainda fazia parte da Legião Urbana
    Renato Rocha à esquerda, em matéria exibida pela Record e a direita quando ainda fazia parte da Legião Urbana
O ex-baterista da Legião Urbana, Marcelo Bonfá defendeu-se das críticas no Twitter de que ele e Dado Villa Lobos teriam abandonado Renato Rocha. "Nós sempre tentamos ajuda-lo, mesmo quando ele ainda era um músico ausente dentro na banda", escreveu o ex-baterista na rede social. Rocha é ex-baixista do grupo e foi encontrado pelo programa "Domingo Espetacular" morando na rua, no centro do Rio de Janeiro.
"Algumas pessoas aqui estão bastante equivocadas sobre a ideia de qualquer culpa que possamos ter, eu e Dado, na vida que ele escolheu para si. Posso dizer que eu faço a minha parte quanto a ajudar pessoas dentro do meu raio de ação e que ainda assim vão além da minha própria família", justifica o músico. "Depois disso ele se distanciou e se envolveu em problemas que iam além das nossas possibilidades de ajuda-lo. Muito depois, o Dado, que tem um estúdio, tentou ajuda-lo oferecendo uma participação em uma gravação. Mas ele não conseguiu realiza-la", explica. 
Entenda a trajetória de Renato Rocha na Legião Urbana
Renato Rocha participou da primeira formação da banda, assim que assinaram o contrato com a EMI em 1984 e colaborou com seus três primeiros álbuns: "Legião Urbana" (1985), "Dois" (1986) e "Que País É Esse?" (1987). Com matérias de arquivo, o "Domingo Espetacular" explicou a relação do baixista com os outros integrantes. "Eu tocava baixo e de repente percebi que seria mais legal a gente ter um baixista. Então, a gente chamou o grande Renato Rocha, fabuloso baixista, então comecei a cantar só", conta Renato Russo. 
"Ele saiu primeiro porque ele é muito louco, né? Ele perdia um voo aqui, perdia um ensaio ali", conta Dado Villa-Lobos em vídeo da época. "Eu acho que o Renato Rocha não estava mais a fim. Não entendo o porquê, foi um vacilo dele", completa Bonfá. "Teve um dia que a gente falou 'chega', você tá atrapalhando", finaliza Villa-Lobos. 
Dentre os hits que Rocha também assina, estão "Ainda É Cedo", "Daniel na Cova dos Leões", "Quase Sem Querer" e "Mais do Mesmo". Um dos questionamentos do programa é como estão sendo pagos os direitos autorais do músico, que a repórter diz não receber nada desde 2002. "Como pode um disco vender doze milhões de cópias, e eu ficar na rua?", questiona Renato. De acordo com apuração do programa, um relatório disponibilizado pelo ECAD mostra que foram arrecadados R$109,953,53 nos últimos dez anos em relação as músicas produzidas no período em que Renato ainda estava presente, o que dá cerca de R$916 por mês. Dado e Bonfá preferiram não comentar o caso no programa da Record.  
De acordo com a reportagem, o pai de Renato, um advogado, pretende ajudar o filho, que segundo ele "sempre recebeu muito carinho, apesar de seu problema com drogas". Rocha foi casado e é pai de um menino de 11 anos e de uma menina de 14 anos, a família o deixou e voltou para Brasília.

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Leandro Fortes rebate matéria do PiG

26.03.2012
Do blog TERROR DO NORDESTE, 25.03.12


Estou compartilhando essa informação porque ela passou a circular pelo noticiário de internet, inclusive na Agência Estado, mas o único que se dignou a me ouvir foi Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada. 

Para início de conversa, jamais me referi a depoimento algum do advogado Ruy Cruvinel à PF, nem muito menos acordei, um dia, e decidi que iria inventar essa personagem de nome exótico e tran...sformá-la no algoz do senador Demóstenes Torres, essa figura impoluta do DEM de Goiás. TODAS as informações que estão na minha matéria foram retiradas das mais de mil páginas do relatório da Polícia Federal referente à Operação Monte Carlo, de 29 de fevereiro. Nela, foi preso o delegado da PF Deuselino Valadares, acusado de passar informações sigilosas sobre operações policiais para a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Pois bem, este mesmo delegado Deuselino, também feliz proprietário de um Nextel registrado em Miami, foi coptado pela quadrilha porque, em 2006, levantou as primeiras informações sobre a estrutura da quadrilha, justamente, a partir do advogado Ruy Cruvinel. Ele produziu três relatórios, com nomes, quantidades de máquinas caça-níqueis, bingos e valores. Nos relatórios e relata que Cruvinel tentou suborná-lo com 200 mil reais e convencê-lo a montar um negócio paralelo ao de Cachoeira. Nestes relatórios é que Deuselino estipula em 30% a parte de Demóstenes no esquema de Cachoeira. Repito: trata-se de autos de um inquérito policial produzido pela Superintendência da PF de Brasília. Documentos oficiais, registrados em cartório judicial e em papel timbrado.

O fato é que o mau hábito de boa parte dos jornalistas brasileiros de, nos últimos anos, publicar matérias sem lastro de provas materiais gerou, por sua vez, essa possibilidade de as fontes redarguirem sem nenhum escrúpulo a uma informação jornalística baseada na verdade factual. O fazem por orientação de advogados, na esperança de intimidar o denunciante, mandar recados para eventuais comparsa de crimes e, no limite, prestar conta para familiares, vizinhos e colegas de trabalho.

Em breve, provavelmente pelo site da CartaCapital, irei disponibilizar a íntegra desses documentos para que, ao invés de se submeterem a esse joguinho calhorda de notas à imprensa e notinhas maldosas em sites e blogs ressentidos, os leitores possam tirar as próprias conclusões e se informar de forma honesta e transparente.

Suposto autor de uma denúncia que associa o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) a cobrança de propina da máfia dos caça-níqueis, o advogado Ruy Cruvinel negou neste sábado que tenha acusado o parlamentar.
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Racismo em SP: espancado covardemente, homem é chamado de ‘preto amaldiçoado’

26.03.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 20.03.12
Por Karen Santiago

Após a violenta agressão, jovens saíram do local como se nada tivesse acontecido, segundo consta nas imagens de videomonitoramento. A polícia foi acionada e os rapazes resistiram à prisão

Um homem foi brutalmente espancado enquanto passeava com sua namorada na praça central (turística) de Embu das Artes. Dois rapazes de classe média, Wellington Rodrigues Pereira e Vinicius de Almeida, flagrados durante a agressão, foram presos logo após espancarem a vítima. Episódio tem conotação racial.
Assista abaixo ao vídeo da barbárie:
As imagens do homem sendo espancado foram gravadas pelo circuito de câmeras de videomonitoramento da cidade de Embu das Artes. A vítima de 43 anos foi abordada pelos dois rapazes com chutes e socos.

Leia mais

As imagens mostram a vítima tentando fugir, por aproximadamente 100 metros, mas é alcançada e jogada ao chão pelos dois agressores. A partir deste momento o espancamento é maior e após diversos chutes no rosto, no peito e na cabeça, a vítima desmaia, mesmo assim continua apanhando em quase 5 minutos de violência.
Racismo SP Ivan Embu NegroOs jovens, após as agressões, saíram do local, como se nada tivesse acontecido, segundo consta nas imagens de videomonitoramento. A namorada do homem acionou a polícia militar que conseguiu prender os acusados, um pouco depois do local do crime.
Na Delegacia, Ivan Romano revelou que a todo o momento, durante a agressão, os agressores o chamaram de folgado, vagabundo, maloqueiro e preto amaldiçoado.
Os dois jovens resistiram à prisão e agrediram também policiais e guardas municipais porque não queriam ser algemados. Os dois foram presos em flagrante por tentativa de homicídio e se condenados podem pegar de seis a vinte anos de cadeia. A ocorrência foi registrada no Distrito Policial de Embu das Artes.
Jornal da Net com Pragmatismo Politico

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/03/racismo-em-sp-espancado-covardemente-homem-e-chamado-de-preto-amaldicoado.html

Cachoeira e a denúncia de caixa 2 do PSDB

26.03.2012
Do blog de Rodrigo Vianna, 
Por Marco Aurélio Mello, no DoLaDoDeLá


O Telefonema de Cachoeira


Lembrei-me do episódio que narro em seguida depois de ver o nome de Carlinhos Cachoeira de volta ao noticiário, no caso envolvendo o senador Demóstenes Torres.

Partindo de onde partiu, resolvi por as “barbas de molho”. Por quê? Explico.
Era 2004. Trabalhava na TV Globo, em São Paulo.

Um deputado estadual do Rio, não me lembro mais quem, havia passado para o Fantástico a gravação que incriminava Waldomiro Diniz, então assessor da Casa Civil do primeiro governo Lula.

O “furo” da Revista Época (leia-se Editora Globo), em fevereiro daquele ano, abriu caminho para a CPI dos Bingos, na Câmara Federal e excitou a mídia, que festejava a descoberta do caixa dois da campanha do PT à presidência.

De quebra, enfraquecia o principal artífice do projeto político ora no poder: José Dirceu.

Luiz Carlos Azenha e eu fomos incumbidos, em São Paulo, de produzir uma reportagem especial esmiuçando a gravação entre Cachoeira e Diniz a procura de desdobramentos.

Produzimos um vt de quase 8 minutos. A princípio seria para o JN (duvidávamos, por causa da longa duração), depois passaram para o Fantástico e, por fim, reeditamos para o Jornal da Globo, depois de cortes e mais cortes.

A certa altura da edição, toca o telefone na minha mesa. Pasmo, atendo, do outro lado da linha, Carlos Augusto Ramos, Carlinhos Cachoeira, o próprio. Pergunto aos meus botões: como foi que ele descobriu a produção da nossa reportagem? E mais, quem teria dado o meu ramal a ele?

Conversamos com franqueza e cordialidade. Ele desqualifica a reportagem que estamos fazendo e diz (numa tentativa de barganhar a seu favor) que tem como nos dar com exclusividade o caminho para o caixa dois do PSDB (seria uma isca?).

Digo a ele que não tenho poder para mudar o trabalho em curso, mas sugiro que me explique qual é a denúncia exatamente, para encaminhar à direção.

Ele me conta que o negócio de caça-níqueis, bingos e loterias deixou de ser rentável e que migrou para o ramo de medicamentos genéricos, mais “limpo” e atrativo. Estava disposto a contar “em off” como era o esquema na Anvisa para liberação das fórmulas.

Era denúncia grave. Envolvia o ex-ministro da Saúde e candidato derrotado à presidência, José Serra, e o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, que, segundo meu interlocutor, teria até participado de um encontro com ele, Cachoeira, e outros na base aérea de Anápolis, quando de um evento da aeronáutica.

Desligo o telefone, consulto o arquivo e bingo! Temos a imagem do então presidente desembarcando e sendo recebido na pista da base aérea de Anápolis, no dia apontado por Cachoeira. Peço para “descer” a imagem e conto para o Azenha.

Decidimos fazer uma menção discreta dentro da reportagem, para não chamar a atenção da nossa chefia, e que, indo ao ar, poderia servir de pista para repórteres investigativos, cujos veículos fossem mais isentos e independentes.

Diante desta nova bomba, que poderia equilibrar o jogo em favor do governo Lula que, àquela altura, estava imobilizado nas cordas, apanhando sem parar, apresentei um relatório à chefia e fui pessoalmente contar ao chefe de reportagens especiais, Luiz Malavolta, o que tínhamos em mãos.

“Pode esquecer”, disse o Mala. “Denúncia contra o Serra a casa não vai dar”. Dito e feito. Até hoje ninguém abriu a caixa preta da indústria farmacêutica dos genéricos. Ou será que o Amaury Ribeiro Jr. não desvendará esse mistério para nós em: A Privataria Tucana 2?

Por isso, quando ouço falar de Carlinhos Cachoeira, Revista Época, Globo e congêneres já fico com uma preguiça danada.


Foi o que disse ao meu sobrinho dia desses: “Toda denúncia serve ao interesse de alguém.” No caso desta última, envolvendo o senador por Goiás, a quem interessa?

Leia outros textos de Outras Palavras

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BLOG MOBILIDADE URBANA: Vídeo mostra a difícil rotina dos agentes de trânsito, por Tânia Passos

26.03.2012
Do blog  MOBILIDADE URBANA
Por Tânia Passos


Vítimas de ameaças, os agentes de trânsito enfrentam uma difícil rotina no trânsito do Recife. 


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NORDESTE EM REDE: Com a webcam, acabou a distância entre Solidão e São Paulo

26.03.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO, 25.03.12
Por Sílvia Bessa



Na casa dos Brás, no povoado de Pelo Sinal, zona rural do município de Solidão, o computador ganhou lugar nobre na sala de estar da família. A televisão perdeu a graça e parece escanteada no ambiente. Ficou meio acanhada diante da interatividade vista na tela do monitor LCD 20 polegadas e facilitada pela conexão com a internet.

Pudera: o computador aumentou o tempo de convivência familiar. São Paulo, separado 2.543 quilômetros de Solidão, tornou-se mais perto e os dez filhos de seu Antônio Brás, que migraram para longe em busca de oportunidades de emprego, voltam para a casa onde nasceram quase todos os dias. Nem que seja virtualmente, juntam-se por algumas horas a seu Antônio, ao único filho que ficou em terras pernambucanas, Robson, e à mulher, Leônia – todos trabalhadores rurais.

"Com essa antena de internet que Robson colocou em casa, acabou minha solidão de pai", diz seu Antônio. A antena está no telhado da casa deles há pouco mais de quatro meses. Desde então, os Brás de Solidão encontram-se à noite, usando uma câmera e o MSN, e conversam sobre a rotina dos núcleos familiares. "Falamos coisas simples, mais ou menos como os meninos estão no colégio, sobre quem está doente…É muito bom. Só não dá para abraçar eles", lamenta dona Leônia, sempre sorridente.

Seu Antônio conta que nunca imaginou que a tecnologia trouxesse oportunidades como essas e melhorassem tanto a relação com os filhos. "Os de São Paulo incentivaram Robson e aí compramos essa antena. Para a gente, foi bom demais", afirmou, repetindo esta última frase vez por outra. Feliz da vida, seu Antônio Brás lembra a evolução dos meios de comunicação e como se davam os raros contatos que mantinha com a família há décadas: "Quando eu viajava para São Paulo passava dias esperando a resposta da carta. Em 1993, consegui depois de muita luta um orelhão para o povoado de Pelo Sinal. Veio o celular e hoje a gente fala e vê nosso povo pelo computador. É muita mudança".


A internet da família de Pelo Sinal costuma se conectar à noite, depois das 20h, quando os filhos, noras, genros e netos já têm chegado em casa do trabalho e escola. A maioria dos internautas que acessa redes sociais ou faz uso de mensagens instantâneas tem preferência pelo horário noturno. Dona Leônia, impressionada com o computador e com os bate-papos virtuais com os queridos, tem por hábito quebrar a regra. Sempre pede a Robson que ligue a internet e arrisque um encontro no meio da tarde, quando o sol de Solidão já baixou.

Outro dia, encontrou Disiane, uma das noras. Em dois minutos, começou a ouvir e rir das peripécias da neta Júlia Vitória. Disiane e vários integrantes do clã dos Brás que estão em São Paulo têm perfis em sites de relacionamentos, Orkut e Facebook. O Facebook é o preferido. Estimulado pelos que estão no Sudeste, Robson também aderiu ao site e começa a montar a sua própria linha do tempo.

A casa dos Brás, pintada de verde água, cerca de galinhas e com um orelhão abandonado bem em frente ao alpendre da casa deles ostenta o Nordeste contemporâneo. Ele é feito de residências urbanas e rurais cada vez mais conectadas e de lan houses mais vazias.

Em Solidão, que tem 5.737 habitantes e fica a 411 quilômetros do Recife, o último proprietário da lan house localizada na praça principal da sede do município, Eduardo Pereira, da Net Mani@, vendeu há pouco o ponto comercial. "Entrou em decadência. O povo começou a colocar computador em casa ou então ficou usando computadores do telecentro. Aí, eu estava no prejuízo". 

Eduardo, de 22 anos, calcula ter perdido 50% da clientela. Ele repassou o ponto da lan house e montou um outro negócio, de assistência técnica de computadores residenciais no município vizinho de Afogados da Ingazeira. Para este negócio, o mercado tende a crescer. O estado de Pernambuco ainda está muito aquém no quesito inclusão digital - só 19,1% das residências têm computador e internet.





PERNAMBUCO | Região: Nordeste Municípios: 185 Capital: Recife
ÁreaTotal: 98.146 km² População: 8.796.448 PIB: R$ 8.901 per capita/pessoa 


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Mídia registra “vitória magra” de Serra


26.03.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges

Os telejornais e principais jornalões do país deram destaque para a vitória de José Serra nas prévias do PSDB neste domingo (25). Mas nenhum deles – nem os mais bajuladores do grão-tucano – conseguiu esconder que a sua escolha como candidato oficial às eleições da prefeitura da capital paulista foi apertada, com apenas 52% dos votos, e que o partido saiu dividido da disputa interna.

Folha e Estadão dão sinal de alerta

A Folha serrista deu uma manchete emblemática: “Serra tem vitória magra e é candidato a prefeito”. Já o Estadão, que na eleição presidencial de 2010 publicou editorial com apoio explícito ao tucano, estampou na capa: “Serra vence prévia com 52% dos votos e PSDB prega união”. Os dois jornalões paulistas destacaram que o maior desafio do eterno candidato será o de unir o partido.

Em editorial, a Folha registrou o “início pouco empolgante” da candidatura. “Mal ultrapassando a maioria dos votos dos filiados, o tucano não afasta de todo o risco mais imediato para a sua campanha: uma militância menos empenhada em eleger alguém que não chega a galvanizar o próprio partido”. No mesmo tom pessimista, o jornal O Globo ascendeu o sinal amarelo.

A decepção do jornal O Globo

“Os aliados de Serra ficaram decepcionados com a sua votação. Eles queriam que o ex-governador tivesse mais de 80% dos votos para não passar a impressão de que o partido entra dividido na corrida eleitoral”. Mais ácido ainda foi o jornalista Ricardo Noblat, o blogueiro hospedado no jornal O Globo na postagem intitulada “Vitória sem sal”, na qual analisa os 52% de votos de José Serra:

“Não foi um bom resultado para ele. Cerca de 20 mil filiados ao PSDB na capital estavam aptos a votar. Compareceram pouco mais de 6 mil – menos de um terço do total. Ele almejava ficar com 70% ou 80% dos votos para poder dizer que o PSDB está unido em torno de sua candidatura. Agora, antes de sair atrás do apoio de outros partidos, Serra terá primeiro de pacificar o seu”.

O esforço retórico do candidato

No ato de encerramento das prévias, acompanhado do governador e dos outros dois pré-candidatos derrotados e humilhados na disputa interna, José Aníbal e Ricardo Trípoli, o tucano José Serra insistiu no discurso da unidade. “A partir de hoje, uma só voz, um só trabalho e a vitória para o povo de São Paulo... Nós saímos dessa prévia unidos”, tentou disfarçar.

Apesar de todo o esforço retórico, Serra sabe que o partido saiu dividido e com muitas mágoas, principalmente dos filiados que se empenharam durante cinco meses para realizar a prévia – maculada com o seu ingresso na última hora. Além disso, o PSDB precisa agora correr atrás das alianças e o candidato terá de superar sua alta rejeição e a baixa popularidade do prefeito Gilberto Kassab.
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RICARDO KOTSCHO: Viagem ao Brasil que não fala em crise

26.03.2012
Do BALAIO DO KOTSCHO, 25.03.12
Por Ricardo Kotscho

MONTEIRO LOBATO (SP) _ Pelo título desta matéria, o leitor já notou certamente que não viajei para Brasília. Passei o final de semana num outro País, no chamado Brasil real, para fazer uma reportagem sobre a arte e a cultura popular paulistas que será publicada na próxima edição da revista Brasileiros.
O trabalho me levou a conhecer a família de duas brasileiras que não se queixam da vida: a figureira Maria Benedita dos Santos, a dona Lili, de 93 anos, em São José dos Campos, e a quituteira Maria Aparecida de Batista Claro, de 61 anos, em Monteiro Lobato.
Durante dois dias, não ouvi falar em crise e me diverti ouvindo as histórias de duas mulheres que ganham a vida com a sua arte. Em nenhum momento, nas longas horas que passei nas casas delas, cheias de parentes e amigos, saborosos quitutes sobre a mesa, alguém comentou qualquer coisa sobre base aliada, Lei Geral da Copa, Código Florestal, queda nos investimentos, Demóstenes Torres, Carlinhos Cachoeira, Gilmar Mendes, Ivan Sartori, prévias do PSDB e outros assuntos e personagens da semana.
Dona Lili e Maria nasceram na roça e viveram a vida toda nos mesmos lugares, no Vale do Paraíba, cercadas por famílias grandes, fogões a lenha, panelas de ferro, hortas, pomares e galinhas no quintal. Viram chegar a energia elétrica e a televisão, os telefones celulares e a internet, mas nunca mudaram suas rotinas.
Cada uma no seu ofício, ajudaram a preservar a cultura caipira. Elas acosturamara-se a viver com muito pouco, mas nunca passaram fome e em suas casas não falta nada.
"Sempre que forem lavar o rosto vão se lembrar de mim...", diverte-se dona Lili, que nas horas vagas, quando não está fazendo suas figuras de barro, vendidas por 5 reais (as maiores chegam a custar 50 reais, dez vezes menos do que o preço cobrado nas lojas), agora também borda toalhas, presenteadas aos seis filhos, 11 netos e 11 bisnetos.
Ao lado do marido Otacílio Francisco Claro, 72 anos, que cuida da lavoura, e do irmão João Batista da Silva, o Zezinho, 63 anos, seu parceiro nas panelas em barracas de comida que montam em feiras, festas e rodeios, Maria prepara o tradicional almoço de sábado para a família reunida no velho sítio às margens da estrada entre São José dos Campos e Monteiro Lobato.
Feijão tropeiro e arroz carreteiro, preparados com as mesmas receitas dos bandeirantes, passadas de uma geração a outra, não podem faltar à mesa. Do fogão a lenha saem também torresmo, frango na panela de ferro, polenta, o cardápio da São Paulo de antigamente, que sobrevive nestas terras longe do noticiário catastrófico do Brasil de Brasília e das grandes cidades. Uma boa cachacinha, claro, não pode faltar, que ninguém é de ferro.
O queijo, a linguiça, as farinhas de milho e mandioca, e até o açucar são feitos lá mesmo no Sítio Santa Clara, no Bairro dos Ferreiras, onde as pessoas só discutem por causa de futebol ou do tempo que vai fazer amanhã. Otacílio pode passar horas ao lado do tacho de cobre apurando a garapa até virar açucar, como era no tempo dos escravos. Com a raspa do tacho, oferece às visitas de sobremesa a melhor rapadura do mundo. E fica feliz com os elogios. Não precisa de mais nada na vida.
Para quem anda desanimado da vida com tudo que lê, ouve ou assiste, recomendo fazer de vez em quando esta viagem para a gente não perder o contato com a realidade de um país de gente feliz que não aparece na mídia. Faz bem à alma, aos olhos e ao paladar.
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Dilma teria usado a mídia para se livrar de ministros indesejáveis

26.03.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 25.03.12
Por Eduardo Guimarães
Hesitei em divulgar esta história porque não tenho como comprovar a sua veracidade e porque tampouco posso violar o sigilo da fonte que ma confidenciou, pois resguardá-la foi condição para que a sua versão sobre a sucessiva queda de ministros em 2011 me fosse revelada.
Todavia, diante da recente entrevista da presidente da República à revista Veja, aquela história ganhou, a meu juízo, verossimilhança suficiente para que fosse apresentada ao público, ainda que não possa, de forma alguma, ser tomada ao pé da letra, pois, cabe dizer, este blogueiro julga que a sua fonte tem motivos para não gostar de Dilma.
De qualquer forma, como costuma acontecer com opiniões – e, frequentemente, com fatos inquestionáveis –, acreditará ou desacreditará quem quiser. Mas, se alguém quiser saber a minha opinião sobre o que relatarei a seguir, acho que há muita chance de tudo ser verdade.
Surge então, na mente do leitor, a pergunta crucial: que importância tem a tal fonte para fazer o blogueiro reproduzir a sua “acusação”? Resposta: não posso dizer. Se disser, isolarei um grupo entre o qual se poderá buscar a identidade de quem “acusa”. Mas posso garantir que a pessoa que disse o que será revelado conhece muito bem o assunto. Se falou a verdade, aí é outra história.
Tudo teria começado logo após a vitória de Dilma Rousseff sobre José Serra, ao fim de 2010. Naquele momento, a então presidente eleita estaria “mortificada” pelo baixo nível da campanha, mas, ao contrário do que possa parecer, não tinha raiva da mídia que trabalhou contra si durante todo o processo eleitoral em que se elegeu.
Dilma teria sido sempre contra a “picuinha” que, então, achava que Lula teria comprado com a mídia. Segundo ela teria dito, ele tinha vivido um inferno de oito anos – além dos 13 anos anteriores (desde 1989) de embates com a imprensa – simplesmente porque enfrentou Otavinho et caterva, quando poderia ter contemporizado com eles sem abrir mão das políticas públicas que desejava instituir no país.
Dilma teria dito, “textualmente”, que não haveria qualquer política pública adotada pelo governo Lula que fosse tão inaceitável para a elite que a mídia representa. A exceção seriam as cotas “raciais” nas universidades públicas e os planos de regulação da mídia, mas estas políticas – ou propostas de políticas – não seriam motivo para a guerra que se estabeleceu se Lula tivesse contornado o problema.
Bastaria que tivesse feito o que disse reiteradamente, durante a sua Presidência de oito anos, que jamais fez e que, aliás, é o que Dilma tem feito à farta, quase tanto quanto FHC durante o seu tempo na Presidência: “almoçar” com dono de jornal (ou de qualquer outro grande meio de comunicação).
Naquele momento, Dilma teria decidido promover uma distensão com a mídia por fazer um julgamento do qual não se pode discordar totalmente: instalar uma guerra política no país só por picuinha seria ilógico e até contraproducente do ponto de vista do interesse público.
Além da distensão política – e, aqui, entramos na questão central –, Dilma, agora nos primeiros meses de 2011, teria decidido se livrar de “problemas” que teria “herdado” do antecessor, dentre os quais sobressairiam ministros com potencial para gerar matéria-prima futura para ataques midiáticos e da oposição ao governo.
Apesar de ser absolutamente defensável a suposta visão desapaixonada de Dilma, pois uma guerra entre a mídia e o governo jamais será boa para o país por fazê-lo perder tempo com escandalizações do nada em vez de se dedicar ao desenvolvimento econômico e social, o método que teria sido engendrado pela presidente para se livrar da “herança” de Lula seria, no mínimo, desleal.
Eis o problema: Dilma, por terceiras pessoas, teria alimentado a mídia com informações passadas por debaixo do pano e ao fazer declarações públicas como a que fez sobre o ministério dos Transportes pouco antes do início da queda seqüencial de ministros. Seu objetivo seria o de levar os alvos à renúncia por uma pressão da mídia que acabou atingindo até as famílias deles.
Como evidência disso, foi-me perguntado se eu não teria notado como os ataques a ministros cessaram repentinamente, neste ano, e sobre como a própria Dilma foi poupada durante os ataques desfechados no ano passado, apesar de participar do governo federal desde 2003, o que faz dela co-autora do governo Lula e, portanto, responsável pelos ministros demitidos, que, inclusive, manteve no governo.
Além disso, a fonte me lembrou de que quando Dilma não quis a queda de um ministro, ela não ocorreu. Garantiu que a mídia abandonou a artilharia contra Fernando Pimentel não tão rápido que deixasse ver que não recebera carta branca de Dilma para atacar e não tão devagar que contrariasse a presidente.
Dilma teria feito tudo isso porque não teria querido dizer não a Lula ou desafiar a sua influência, até porque seria um suicídio político. Assim sendo, optou por esse suposto estratagema.
Você, leitor, não precisa acreditar. Aliás, acho que nem deve, pois quem me passou essa história não me ofereceu qualquer outro elemento de que o que disse seja verdade – e foi avisado de que isto seria dito, caso eu escrevesse este post. Assim mesmo, com a condição de não ter seu nome – ou indícios de seu nome – revelado, deixou-me à vontade para escrever.
Contudo, a reflexão é útil porque a entrevista que Dilma concedeu a uma publicação com o histórico da Veja mostra que, ao menos no que tange a uma suposta intenção dela de distender as relações de seu governo com a mídia, a minha fonte não mentiu. E, sendo honesto, não posso afirmar que essa intenção seja indefensável.
Além disso, julgo que Dilma não preside um governo “de esquerda”, como foi dito aqui no post  A ideologia do governo Dilma; preside um governo de conciliação ideológica entre centro-esquerda e centro-direita – e, para tanto, faz concessões a esta. Por conta disso – e de sua visão sobre distensão política –, sua entrevista à Veja era absolutamente previsível.
Deve-se ressaltar, ainda, o sangue-frio de Dilma e sua estratégia maquiavélica (e não vai, aí, qualquer conotação pejorativa, como sabe quem já leu Maquiavel).
Será que alguém notou que não houve ataques de Reinaldo Azevedo ou de Augusto Nunes à entrevista de Dilma? Sabe por que, leitor?  Enquanto eles se esgoelam chamando seu governo de tudo de ruim que se possa imaginar, ela estava lá confraternizando com os chefes deles e ainda conseguiu uma capa laudatória na revista a que servem.
Detalhe: Azevedo e Nunes ainda podem fazê-los (os ataques), mas perderam o timing. Isso ficou escancarado.
A administração de Fábio Barbosa, novo presidente-executivo da Abril S/A, holding que comanda as operações de mídia, gráfica e distribuição do Grupo Abril, vai mostrando a cara. E, nesse contexto, gente como esses dois blogueiros-colunistas da Veja não parece que terá vida longa na publicação.
Mais uma vez, isso não acontecerá tão rápido que venha a endossar tal percepção, mas não será tão devagar que mantenha na Veja dois de seus principais passivos hoje. Esses sujeitos fazem parte de um passado que Dilma está enterrando, paulatinamente. Para o bem ou para o mal.
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Lula e Eduardo já escolheram o nome


26.03.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO ,25.03.12
Por  Josué Nogueira (* )
josuenogueira.pe@dabr.com.br

Antes mesmo do encontro deste domingo, as duas lideranças já tinham se convencido pela candidatura de Rands

Imagem: RICARDO STUCKERT/INSTITUTO LULA

No jantar que o governador Eduardo Campos (PSB) terá neste domingo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo (SP), a sucessão do Recife não entrará no menu. Não precisa. Assim como o socialista, Lula já se decidiu pela pré-candidatura do secretário estadual de Governo, Maurício Rands, ao Executivo da capital. O tema prioritário será mesmo a corrida pela Prefeitura de São Paulo, onde o PT espera selar aliança com o PSB, presidido nacionalmente pelo governador pernambucano. No entendimento de palacianos graduados, as costuras relacionadas à disputa local já se encontram em fase de arremate. Não há mais o que discutir. Rands entra em cena com aval nacional e põe uma pá de cal no projeto de reeleição do prefeito João da Costa.

 Mas por que o prefeito foi sumariamente descartado? Governistas aprofundam as explicações que inicialmente se resumiam à falta de condições políticas. Afirmam que o prefeito não soube ouvir e não procurou percorrer os caminhos que deveriam ser trilhados para se viabilizar como pré-candidato. O script traçado pelo Palácio e por petistas mais próximos incluía a aproximação com a presidente Dilma Rousseff e com Lula e a abertura de diálogo com partidos da base, principalmente aquelas distantes do governo. Enfim, ele deveria buscar respaldo para formar o chamado capital político. 

Somam-se a esta falha elementar, as dificuldades de gestão. Ainda que ele tenha se movimentado mais a partir de 2011, cumprido uma intensa agenda nas ruas, pesquisas não apontaram satisfação do eleitorado. Além de popularidade estagnada, a rejeição ao seu nome não arrefeceu. Resultado: o próprio PT tratou de articular uma alternativa para não correr o risco de entrar numa disputa com fragilidades expostas. 

Para aliados do prefeito, a atitude foi açodada e soou como uma rasteira desnecessária no gestor. Para quem não o quer na cabeça da chapa, o método abrupto é um mal necessário. Afinal, estava passando da hora de colocar uma opção para a população. E a Frente Popular, já balançada com o “grupo alternativo” liderado pelo senador Armando Monteiro (PTB), decidiu reforçar a atitude do PT e abraçar a pré-candidatura de Rands.

E qual será o discurso para explicar o “afastamento” do prefeito e o investimento no nome do secretário? “Rands será apresentado como o novo, o moderno, antenado com as demandas dos novos tempos”, diz um governista. Além disso, observam, o secretário tem uma extensa folha de serviços prestados ao PT como deputado federal durante o governo Lula. O ex-presidente, comenta-se, é grato a ele e o tem alta cotação. O currículo está pronto e o caminho está aberto. 

(*) Colaborou Cecília Ramos  
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TUCANOS BATEM CABEÇA EM SP

26.03.2012
Do blog NÁUFRAGO DA UTOPIA, 24.03.12
Por Celso Lungaretti


Alguns ziguezagues da presidente Dilma Rousseff foram ridículos, mas os tucanos jamais os poderão criticar.

Em junho de 2011, p. ex., ela:
  • defendeu o fim do sigilo eterno dos documentos oficiais;
  • depois recuou, admitindo que alguns documentos não poderiam ser dados a público nem meio século após os acontecimentos;
  • depois recuou e resolveu deixar a decisão inteiramente nas mãos do Senado;
  • depois recuou, voltando à sua posição inicial.
As reviravoltas do Governo paulista quanto ao fim as atividades de reforço fora do período regular para os alunos da rede estadual de ensino com dificuldades de aprendizado foram tão vexatórias quanto.

Imagem emblemática de governante
que não sabia para que lado ir
A Secretaria da Educação anunciou a medida.

O governador Geraldo Alckmin a negou.

Seu coordenador de Imprensa disse que Alckmin havia se expressado mal e que tal reforço não seria mesmo empregado doravante.

A Secretaria da Educação reafirmou que o reforço estava condenado.

Alckmin desautorizou ambos: "Vai ter o [reforço] contraturno. Estou reforçando que vai ter".

Foram  otoridades  deste tipo que produziram a barbárie no Pinheirinho, arrogando-se o direito de decidir qual ordem judicial deveria ser cumprida, dentre as duas (divergentes) que haviam sido emitidas.




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