sábado, 24 de março de 2012

CARTACAPITAL: O Brasil sem Chico é mais sem graça

24.03.2012
Do site da Revista CartaCapital, 23.03.12
Por Por Aurélio Munhoz*


Chico Anysio, morto na sexta-feira 23
As longas reportagens laudatórias veiculadas na imprensa sobre Chico Anysio não fizeram jus à sua biografia. Pelo menos não do jeito que deveriam ter feito. A costumeira pressa – e sobretudo a ausência de coragem de contrariar os interesses dos barões da mídia – impediram a quase totalidade dos veículos jornalísticos de explicar ao Brasil as verdadeiras razões pelas quais o homem foi um dos maiores humoristas brasileiros.
Chico foi um dos ícones do gênero porque foi o principal responsável pela criação e desenvolvimento de um modelo de humor feito com genuína inteligência, sensibilidade e criatividade. Humor de personagens (mais de 200, no seu caso) identificados com a sociedade brasileira, feito por um profissional do riso verdadeiramente talentoso. Humor de um artista de verdade, forjado na lida do rádio e do teatro, que não raro escrevia seus próprios textos e se preocupava em transmitir conceitos e valores com sua arte. Humor não é só riso e dinheiro, enfim.
Não falamos aqui do talento de Chico Anysio como escritor, dublador e até pintor respeitado, mas da sua extraordinária capacidade de usar a graça, a inteligência e o senso crítico para encarnar tipos atemporais que retratam as mais variadas facetas da alma brasileira, boa parte dela figurinha carimbada da grande mídia – a boa e a ruim, a honesta e a corrupta, a culta e a ignorante, a humilde e a prepotente.
Personagens, desde agora, imortais. Como Alberto Roberto, o ator cheio de estrelismo e vazio de talento. Canavieira e Justo Veríssimo, os políticos ricos, corruptos e populistas. Coalhada, o perna-de-pau ignorante que vivia se defendendo das críticas dos torcedores de futebol. Primo Rico, o homem cheio de soberba que nunca tinha tempo de ajudar seu parente pobre – nem ninguém. Tim Tones, o pastor-picareta que enriqueceu às custas da fé alheia.
E, claro, o Professor Raimundo, o maior e mais copiado de todos os seus personagens, símbolo dos corajosos e mal pagos professores que dão duro nas salas de aula brasileiras, muitas vezes diante de uma legião de idiotas. Chico Anysio certamente tinha seus defeitos, mas eles foram incomparavelmente menores que suas virtudes.
Sua obra se destaca – e, agora, se eterniza – por mostrar ao Brasil boa parte do que verdadeiramente somos, sem retoques. Destaca-se, porém, além de tudo, por conta da mediocridade que impera no humor da tevê brasileira, pelo menos a aberta. Não que não tenhamos humoristas talentosos na tevê, nos teatros ou mesmo nas ruas e praças das nossas cidades. Ocorre que profissionais com este perfil são minoria no rol de humoristas que pulula pelos canais de televisão nativos.
É que, baseada na falsa ideia de que o povo gosta apenas de piadas politicamente incorretas, de cenas de pastelão e de sexo, a tevê brasileira prefere colocar em primeiro plano uma trupe de humoristas grosseiros, arrogantes, bobos e – suprema contradição – sem nenhuma graça, negando espaço a gente dotada de verdadeiro talento.  Humoristas escoltados por uma safra de roteiristas-criadores de arquétipos e esquetes pobres e sem sentido. Profissionais do riso que, tristemente, não sabem fazer rir. Mas que, pior, ganham rios de dinheiro com isso, mostrando o grau de inteligência raso de muitos brasileiros, bem como dos que patrocinam este gênero de humor.
Chico Anysio vai fazer muita falta. Se é pieguice e anacronismo sentir saudades de quem nos fez rir durante praticamente toda nossa vida, pago o preço de tecer loas ao passado. Melhor ser piegas acreditando que a inteligência deve predominar sobre a burrice do que me render ao péssimo gosto do humor que predomina na tevê brasileira. “E que pode piorar…”, como diria Urubulino, outro personagem do velho mestre.
*Aurélio Munhoz é jornalista, sociólogo, consultor em Comunicação e presidente da ONG Pense Bicho. Pós-graduado em Sociologia Política e em Gestão da Comunicação, foi repórter, editor e colunista na imprensa do Paraná.


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MAIOR SINDICATO DE JORNALISTAS DO PAÍS PODE ELEGER PRIMEIRA MULHER PRESIDENTE

24.03.2012
Do blog FAZENDO MEDIA, 23.03.12
Por  Por Marcel Gomes, 23.03.2012



São Paulo – A jornalista Bia Barbosa pode se tornar a primeira mulher eleita para presidir o maior sindicato de jornalistas profissionais do país, o de São Paulo, que realiza eleições de 27 a 29 de março. Para isso, terá de vencer a chapa do atual presidente, José Augusto Camargo, o Guto, que disputa a reeleição.
Segundo ela, o sindicato vem perdendo filiados nos últimos anos, o que enfraquece a luta por melhores condições de trabalho e por grandes temas nacionais, como o marco regulatório das comunicações, que é discutido no governo federal.
“Renovação é fundamental para oxigenar o sindicato”, diz ela, que foi editora da Carta Maior e que hoje, além de militar pela democratização das comunicações no Coletivo Intervozes, atua como assessora do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP).
Leia a seguir os principais trechos da entrevista exclusiva concedida por Bia Barbosa. Para mais informações sobre suas propostas, acesse o sitewww.sindicatopralutar.com.br. A Carta Maiortambém solicitou, na última sexta-feira (16), entrevista a Camargo, mas ainda não recebeu resposta sobre o pedido.
Carta Maior - Sua chapa defende um novo marco regulatório das comunicações, cujo debate avança lentamente no governo federal. Por que esse é um tema central?
Bia Barbosa – O desafio de trazer uma nova regulação está diretamente relacionado à consolidação da democracia brasileira. Com a sociedade atual mediada pelos veículos de comunicação, precisamos garantir que essa mediação seja feita de modo plural e aberto. Hoje o cenário é de exclusão. Etnias, gênero e diferentes regiões do país não têm espaço para se expressar nos meios de comunicação de massa. O novo marco regulatório precisa tratar de uma agenda que é ainda do século passado, de regulação de trechos da Constituição, do monopólio, da produção regional independente e do direito de resposta. Mas é também necessário olhar para frente, porque o processo de convergência tecnológica, se não regulado, pode gerar mais concentração dos meios.
CM A grande mídia demoniza esse debate, sob argumento de que regular significaria impor controles sobre a liberdade de expressão. Mas países ditos desenvolvidos regulam o setor, não?
BB - O discurso de quem é contra a regulação é o discurso de quem defende a manutenção do status quo. São interesses políticos e econômicos muito poderosos que estão em jogo. Mas a verdade é que as democracias mais avançadas do mundo possuem formas de regulação das comunicações. Elas possuem órgãos reguladores que monitoram os meios de comunicação de massa, proíbem propriedade cruzada, estabelecem cotas para produção nacional ou regional, protegem os direitos de crianças e adolescentes, barram o discurso do ódio, como racismo, homofobia e machismo. É isso que a gente vê em países como França, Inglaterra e Estados Unidos.
CM Como está o trâmite do projeto dentro do governo federal?
BB - Há uma minuta pronta desde o final do governo Lula. O ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, disse que o tema era prioridade de sua gestão, mas a demora indica que não é bem assim. A informação que temos é a de que o atual governo considera o projeto incompleto e que seriam realizadas consultas públicas para discutir pontos específicos, como o monopólio. Isso deve ocorrer logo. Mas não existe perspectiva de termos o projeto pronto em 2012, até porque no segundo semestre há eleições municipais. Hoje o movimento sindical discute a possibilidade de lançar uma grande campanha no início de abril, para incentivar o debate sobre o marco regulatório em toda a sociedade.
CM A falta de regulação influencia a vida do jornalista?
BB - Sem dúvida. Quando se vive em um cenário de extrema concentração, o número de postos de trabalho gerados é menor e a exploração, maior. Se você trabalha em um veículo que possui jornal, internet e rádio, a informação é reproduzida em todos eles sem que o profissional receba qualquer remuneração extra. Ou receba muito pouco. Há o caso de repórter-fotográfico que tem seu trabalho reproduzido em outro veículo e ganha R$ 6 por isso. Mas não é uma questão apenas corporativa. O sindicato é um espaço de organização da categoria que precisa debater as grandes questões nacionais.
CM O que diferencia o programa de sua chapa daquele apresentado pelo grupo da situação?
BB - Ainda que haja bandeiras parecidas, como a defesa de aumento real de salário e o combate à “pejotização”, a grande diferença são as práticas na condução do sindicato. Nós somos historicamente contra a cobrança de taxas compulsórias dos sindicalizados. Acreditamos que o sindicato tem um papel importante na formação profissional da categoria, mas isso não pode ser feito por curso pago, que virou uma fonte de renda para o sindicato. Muitos profissionais que fazem esses cursos estão fora do mercado e, por isso, têm dificuldade de pagá-lo. Mas a questão central é a prática na condução da entidade. Precisamos transformar a campanha salarial em verdadeiros momentos de mobilização da categoria. Hoje as demissões em massa nas redações são tratadas apenas com notas de lamento ou repúdio.
CM O que deve mudar?
BB - É preciso que o sindicato esteja a serviço da mobilização dos trabalhadores. O grupo que está à frente da entidade está lá há algumas décadas, e nesse período temos colecionado derrotas. O cenário sem dúvida se tornou mais complexo, e os problemas não são responsabilidade de um ou outro diretor. Hoje temos mil sindicalizados a menos do que quinze anos atrás, apesar de a categoria ter crescido no Estado. Nas visitas que fazemos às redações, as pessoas perguntam para que se sindicalizar? O jornalista precisa ver o sindicato trabalhando no dia-a-dia, cobrando respeito à jornada de trabalho e à carteira assinada, lutando contra as demissões. Renovação é fundamental para oxigenar o sindicato.
(*) Entrevista publicada originalmente na Carta Maior.

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Fonte:http://www.fazendomedia.com/maior-sindicato-de-jornalistas-do-pais-pode-eleger-primeira-mulher-presidente/

PSDB e DEM, com apoio do PSOL, vão ao STF para impedir bolsas no ensino técnico aos mais pobres

24.03.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 23.03.12

O Senado aprovou na quinta-feira verba extra de R$ 460 milhões neste ano para conceder bolsas de estudo a estudantes e trabalhadores no Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).

Tem direito à bolsa trabalhadores beneficiários da Bolsa Família, para fazerem cursos profissionalizantes com carga horária mínima de 160 horas, visando conseguir empregos melhores.

Também tem direito alunos de escola pública do ensino médio, para frequentar ao mesmo tempo o curso profissionalizante, quando não é oferecido em sua escola.

Foram contra a Medida Provisória que garante as verbas, os senadores do PSDB, do DEM e, pasmem, Randolfe Rodrigues do PSOL/AP, repetindo a aliança neoliberal com os demotucanos para retirar R$ 160 bilhões do SUS e engordar o lucro dos empresários com o fim da CPMF.


A nova aliança neoliberal do PSOL-DEM-PSDB alegou que a Medida Provisória seria inconstitucional, pois não atenderia aos critérios de urgência, como se quem é beneficiário do bolsa família em busca de um emprego melhor pudesse se dar ao luxo de ficar esperando por esta discussão inócua das Vossas Excelências demotucanas e psolistas.

Derrotados no voto na quinta-feira, o senador Álvaro Dias (PSDB/PR) anunciou que recorrerá ao tapetão do STF (Supremo Tribunal Federal) para impedir que os trabalhadores e alunos mais pobres tenham estas bolsas já neste ano. Nesta sexta-feira disse:

“Já está pronta a Adin [Ação Direta de Inconstitucionalidade]. Só falta a assinatura do partido, que será feita na semana que vem pelo Sérgio Guerra (PSDB) e pelo Agripino Maia (DEM)”.

Álvaro Dias demonstra que o discurso de campanha tucano de José Serra em 2010 era falso

Na campanha de 2010, o candidato tucano à presidente José Serra chegou a prometer fazer um programa semelhante ao PRONATEC. Álvaro Dias chegou a ser candidato a vice de Serra por 24 horas, quando foi substituído por um nome do DEM.

A postura atual de Álvaro Dias, como líder do partido no Senado, e de Sérgio Guerra, como presidente do partido, demonstra que tucanos com mandato estão fazendo o oposto do que prometeram na campanha eleitoral.

DEMos já entraram com ação semelhante contra o PROUNI e perderam

O DEMos é reincidente em entrar na justiça contra bolsas de estudos para os mais pobres. Em ação semelhante também ingressou no STF contra o PROUNI, com alegação de inconstitucionalidade. Para felicidade geral da Nação, perderam. (Com informações da Ag. Senado aqui e aqui)

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Polícia Federal prende incitadores de crimes de ódio na internet

24.03.2012
Do blog  de Luiz Carlos Azenha , 22.03.12

Exatamente quatro meses depois de postarem o texto acima na internet, os autores foram presos pela Polícia Federal do ParanáFoto de Divulgação da PF
por Joyce Carvalho, no Paraná Online
Pregação da violência contra homossexuais, mulheres, negros, nordestinos e judeus, além da incitação para extermínio destes grupos, levaram dois homens para a prisão nesta quinta-feira (22). Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Silveira Mello foram presos em Curitiba pela Polícia Federal (PF) e são suspeitos de alimentarem um site na internet com estas informações.
Os dois colocaram ofensas contra a presidente da República, Dilma Rousseff e outras autoridades de alto escalão. Ameçaram de morte publicamente o deputado federal Jean Wyllys (PSOL/RJ). Além disto tudo, há postagens no site sobre como matar uma pessoa, sendo de maneira lenta ou rápida. Ou ainda como abordar crianças para um posterior abuso sexual. Havia também citações de que lésbicas deveriam sofrer um “estupro corretivo”, de acordo com a PF, que deflagrou a Operação Intolerância, na qual os dois foram presos. Os policiais federais ainda cumpriram três mandados de busca e apreensão, sendo dois no Paraná e um em Brasília.
As investigações começaram em dezembro do ano passado, após mais de 70 mil denúncias crimes por parte da sociedade civil sobre o conteúdo ofensivo do site. “Eles não pregavam apenas a discriminação, que por si só já é grave. Eles também pregavam extermínios em massa de negros, homossexuais, mulheres. As imagens no site são bastante fortes. Há inclusive um manual de aliciamento de crianças. Tudo causa uma repugnância social. Em dez anos de atuação, é um dos casos mais graves que eu vi”, afirma o delegado da PF Flúvio Cardinelle Oliveira Garcia, chefe do núcleo de repressão a crimes cibertnéticos da PF no Paraná.
Segundo o delegado, há indicativos de que as ofensas também eram reais e não ficavam apenas no mundo virtual. Há boletins de ocorrência contra os dois presos por agressões e ameças. Garcia explica que Marcelo Mello foi condenado por discriminação pela internet em 2005 e que este seria o primeiro caso de uma punição em virtude de ofensas virtuais no País. Marcelo também tem R$ 500 mil reais na conta corrente e a PF vai tentar descobrir a origem do dinheiro. Eram solicitadas doações no site ofensivo.
De acordo com o delegado Wagner Mesquita, também da PF no Paraná, foi localizado um mapa de uma casa de festas perto do campus da Universidade de Brasília, muito conhecida pelos estudantes da instituições. Há citações no site de que uma ação contra alunos da universidade seria planejada e colocada em prática, semelhante ao massacre em uma escola municipal em Realengo, no Rio de Janeiro, há quase um ano. O alvo seria estudantes de cursos de Ciências Sociais, considerados pelos dois como “esquerdistas”. Marcelo Mello é ex-estudante da Universidade de Brasília, segundo a PF.
Os presos se diziam parte de uma seita que tentava captar pessoas com estes mesmos pensamentos. Há insinuações de que o assassino Wellington Menezes de Oliveira, o responsável pelo massacre em Realengo, teria feito contato com os dois para obter informações para o crime. Mas ainda não há confirmação se houve realmente a ligação entre os três.
O site ainda permanece no ar porque está hospedado na Malásia e o processo depende do governo do país asiático. “Eles acharam que desta forma não seriam identificados. Mais gente pode estar envolvida, inclusive colaborando para as mensagens”, revela Garcia.
Crimes cometidos por  Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Silveira Mello. As imagens abaixo são da Polícia Federal
Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/policia-federal-prende-incitadores-de-crimes-de-odio-na-internet.html

Monteiro e Iputinga ligados por uma ponte

24.03.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO,23.03.12
Por Tânia Passos
 taniapassos.pe@dabr.com.br


Orçado em R$ 43 milhões, projeto de integração entre os dois bairros está previsto para ser concluído em 18 meses. Imagem: PCR/DIVULGAÇÃO
Um novo complexo viário promete reduzir distâncias e tempo de percurso entre as zonas Norte e Oeste do Recife. Os bairros de Monteiro e Iputinga, separados pelo Rio Capibaribe, serão ligados por uma ponte. Para se ter uma ideia do que isso irá significar, a distância das duas pontes mais próximas, ao longo do rio, é de cerca de 11 quilômetros. São as pontes da Torre, na altura do Carrefour, e da BR-101. Para fazer a integração dos dois bairros, além do elevado haverá a requalificação das vias do entorno nas duas margens. O prefeito João da Costa assina hoje a ordem de serviço no valor de R$ 43 milhões. O prazo previsto de conclusão é de 18 meses.

No projeto, o sistema viário foi dividido em três partes. Os subsistemas trabalharão a logística de acesso à semiperimetral nos bairros próximos ao equipamento nos dois lados do Rio Capibaribe (direito e esquerdo), possibilitando a interligação de vias principais com as secundárias. “Esste projeto existia há bastante tempo e nós estamos tirando do papel. A ponte vai unir duas regiões que estavam separadas”, resaltou o prefeito. Segundo ele, além da semiperimetral, a ponte da 3ª perimetral, prevista no Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU), também teve o projeto aprovado no Pac da Mobilidade. “A terceira perimetral é importante porque vai funcionar também para o corredor do BRT (Transporte Rápido por Ônibus)”, afirmou o prefeito. A estimativa é que até o fim do ano, tenha início o processo de licitação da perimetral.

A Ponte Monteiro-Iputinga terá 280 metros de extensão e 20 de largura e vai contar com duas faixas por sentido e espaço para pedestre. A ciclovia havia ficado de fora. “Nós vamos estudar uma forma de implantar também uma ciclovia na área destinada ao pedestre”, afirmou a presidente da Empresa de Urbanização do Recife, Débora Mendes. Na requalificação das vias do entorno, que darão acesso à ponte, já estão previstas ciclovias.

Para as obras serão removidas cerca de 600 famílias que residem no entorno. O orçamento da obra inclui indenizações e a construção de conjuntos habitacionais. As obras viárias do entorno do Capibaribe serão iniciadas pela Rua jornalista Possidônio Cavalcante, na Iputinga. A via integra o subsistema viário A, formado por dois corredores marginais ligando vias como a Avenida 17 de Agosto. 

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Buraco negro está expulsando planetas no centro da Via Láctea a 16 milhões de Km/h

24.03.2012
Do site JORNAL CIÊNCIA, 23.03.12
Por OSMAIRO VALVERDE DA REDAÇÃO DE BRASÍLIA

Quando planetas passeiam pela Via Láctea e se aproximam dos imensos buracos negros em seu centro, eles podem ser lançados a 16 milhões de quilômetros por hora.
Toda esta atividade ocorre em um imenso buraco negro localizado no centro da Via Láctea, 26.000 anos-luz de distância da Terra. “Se você vivesse em um deles, você estaria em um passeio  selvagem, sendo lançado para o espaço”, comentou o astrofísico Avi Loeb do centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica.
Além de partículas subatômicas, eu não conheço nada que possa ser lançado para fora da galáxia com tanta velocidade”, comentou Idan Ginsburg, autor da descoberta.
Os planetas são disparados para o espaço quando um sistema duplo de estrelas vagueia em locais muito próximos do buraco negro supermassivo. Os cientistas já observaram uma estrela ser arremessada para fora da galáxia em uma velocidade de 1,5 milhão de quilômetros por hora.
Os pesquisadores simularam o que aconteceria com as estrelas que tivessem um ou dois planetas em sua órbita. Na simulação, as forças gravitacionais rasgariam as estrelas, jogando-a para fora da galáxia em alta velocidade. O estudo revelou que, neste caso, os planetas que orbitassem a estrela também seriam expulsos neste “passeio cósmico”.
Os cientistas dizem que é muito difícil detectar um planeta solitário vagando próximo de um buraco negro e sendo lançado em seguida. A astronomia não conta com equipamentos para detectar um planeta em alta velocidade em distâncias tão grandes.


No entanto, os pesquisadores podem detectar um planeta orbitando uma estrela em alta velocidade, prestando atenção para captar o momento que a estrela se “apaga” quando o planeta cruza em sua frente.
Estes planetas podem ser lançados para fora da Via Láctea em velocidades que variam de 11 a 16 milhões de quilômetros por hora, embora existindo condições ideais, a velocidade pode ultrapassar estes valores, mas isso representa uma fração mínima deste acontecimento cósmico.

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Fonte:http://www.jornalciencia.com/universo/via-lactea/1581-buraco-negro-esta-expulsando-planetas-no-centro-da-via-lactea-a-30-milhoes-de-kmh?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+jornalciencia%2FmnER+%28Jornal+Ci%C3%AAncia%29