sexta-feira, 9 de março de 2012

Mais 12 milhões na classe média

09.03.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 08.03.12


Estudo mostra que até 2014 País terá 118 milhões de pessoas na classe C - aquela com renda de R$ 1,734 mil a R$ 7,475 mil -, o equivalente a 60% da população brasileira, avanço de 5% em relação ao percentual atual

Os brasileiros deverão ficar mais ricos nos próximos anos. A previsão é do professor Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais, filiado ao Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), autor do estudo De Volta ao País do Futuro: Projeções, Crise Europeia e a Nova Classe Média , segundo o qual, até 2014, cerca de 12 milhões de brasileiros ingressarão na classe C.

Com o movimento de mobilidade social, o grupo seria ampliado para aproximadamente 118 milhões de pessoas ao final daquele ano, passando a representar 60% da população do País, ante os atuais 55%. O avanço significaria crescimento de 11,9% sobre a base verificada em 2011, estimada em quase 105,5 milhões de indivíduos.

Segundo o economista, este ritmo de expansão é, contudo, inferior ao salto de 29% esperado para a camada social mais rica do País. Nas projeções de Neri, este contingente fechará o período com 29,1 milhões de re-presentantes, a partir da absorção de 7,7 milhões de integrantes no intervalo.

"Em pouco tempo, tentaremos definir as características desta emergente classe AB da mesma forma como, há alguns anos, começamos a discutir o perfil da então nova classe C", apontou o economista ontem, no Rio, durante a divulgação da pesquisa.

Matematicamente, a evolução social projetada para o País viria por meio da redução da camada mais pobre (D e E), que encolheria de 63,6 milhões (2011), para 48,9 milhões de pessoas até 2014, segundo as projeções do economista. Ele ressaltou que a tendência de mobilidade social no Brasil já vem se desenhando há alguns anos, graças à evolução da renda familiar per capita média do brasileiro, que subiu 2,7% nos 12 meses até janeiro. A expectativa, afirmou, é de que a rubrica continue evoluindo, atingindo R$ 805,54 em 2014, quase o dobro do patamar de R$ 454,77 estimado para 2012.

O professor salientou ainda, que, em dez anos, houve crescimento de 68% na receita das pessoas mais pobres do País, cerca de 50% da população. Já no caso dos 10% mais ricos o avanço foi de 10%. "Isso significa que a renda da parte menos favorecida subiu 580% em relação à do topo da pirâmide social", comparou.

Como consequência da mudança no quadro, a pobreza no País registrou queda de 7,9%, na mesma base comparação. Neri frisou que o percentual é três vezes superior ao valor estipulado na meta da Organização das Nações Unidas (ONU) para o milênio. Ainda assim, nas projeções do professor, o País não conseguirá erradicar a miséria no País até 2014. "A expectativa é de que haja queda de 40% neste período, mas não de 100%", disse.

Em um reposicionamento tático, a própria presidente Dilma Rousseff admitiu, em

março do ano passado, que os quatro anos de seu mandato poderiam não ser suficientes para erradicar a pobreza extrema no Brasil. O combate ferrenho à miséria foi uma das principais promessas de Dilma durante a campanha eleitoral e ao assumir o governo.

COEFICIENTE DE GINI. 

As melhoras conjunturais abriram espaço para que a desigualdade social medida pelo coeficiente de Gini recuasse 2,1% no intervalo, para a mínima de 0,5190. A expectativa de Neri era de que o patamar, menor da série histórica iniciada em 1960, só seria atingido em 2014.

"O Brasil está na contramão do mundo porque, por aqui, a desigualdade segue caindo, apesar da crise, que tem dado força a movimentos contra o aprofundamento das diferenças econômicas nos países mais ricos", disse, destacando o ritmo de redução observado nos 12 meses foi quase duas vezes superior ao percentual de queda averiguado na década anterior. O professor afirmou que a América Latina segue na mesma tendência.

Neri ponderou que, apesar da redução, o patamar alcança-do recentemente ainda é alto para os padrões globais e que Brasil continua integrando a lis-

ta dos 12 países com os maiores níveis de desigualdade social do mundo. "Neste ranking, já esti-vemos entre os três piores", afir-mou. O índice Gini - criado pelo estatístico italiano Corrado Gi-ni, em 1912 - vai de 0 a 1, sendo que números próximos ao piso indicam igualdade na renda e valores ao redor do teto correspondem a um cenário oposto.

Segundo o professor, os avanços estruturais brasileiros vêm sendo sustentados por uma série de fatores, ntre os quais se destacam a esta-bilização da economia doméstica, a formalização do mercado de trabalho local e a mudança de comportamento dos brasileiros.

"Eles estão optando por ter menos filhos e colocar suas crianças na escola. A educação é o principal motor destas transformações", explica. Na avaliação do economista, o processo terá continuidade nos próximos anos, período em que, em sua visão, os vetores das evoluções deverão permanecer em operação.

Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Neri lembrou que, de 2003 a 2011, a classe média expandiu 60%, enquanto a camada mais rica cresceu 68,9% e a parcela mais pobre da população brasileira caiu 51,3%.

Na pesquisa, a classe A foi considerada como a população com renda acima de R$ 9,745 mil, enquanto na B foram agrupados os indivíduos que ganhavam de R$ 7,475 mil até R$ R$ 9,745 mil. A classe C, por sua vez, englobou os brasileiros com receita de R$ 1,734 mil a R$ 7,475 mil e a D reuniu aqueles com orçamento de R$ 1,085 mil a R$ 1,734 mil. A camada mais pobre foi composta por pessoas com teto de renda inferior a R$ 1,085 mil.

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A grilagem de Cachoeira,amigo do senador Demóstenes

09.03.2012
Do OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA,08.03.12


Inquérito aponta que negócios ilícitos do bicheiro incluem a compra de terras irregulares perto do Catetinho

A compra de terras griladas no Distrito Federal e a regularização dessas áreas por meio de pagamentos ilegais a servidores públicos fazem parte dos negócios ilícitos de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, como cita o inquérito que embasou a Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na semana passada. Os negócios suspeitos no DF são uma sociedade entre Cachoeira, empresário da jogatina, e Cláudio Dias Abreu, diretor da Delta Construções, que também foi investigado.

Conforme o inquérito, a grilagem de terras foi possível em razão da "influência, capacidade de cooptação e penetração que possuem no setor público". A investigação cita a participação de servidores da Terracap, a companhia imobiliária do governo do DF; do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF (Ibram), responsável por licenciamentos ambientais; e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O inquérito menciona a existência de sociedade entre Cachoeira e Cláudio e a compra de 35% das terras da Fazenda Gama, "possivelmente terra grilada localizada no DF". "A área fora adquirida com a perspectiva de regularizá-la rapidamente." Não há menções ao tamanho dessa área. A Fazenda Gama foi o primeiro lugar visitado pelo presidente Juscelino Kubitschek na ocasião da construção de Brasília, em 2 de outubro de 1956  A sede ficava próxima ao Catetinho, a primeira residência oficial do presidente. Hoje, a Fazenda Gama equivale a áreas cobiçadas pelo setor imobiliário no Núcleo Bandeirante, no Park Way e em parte do Lago Sul.

A grilagem na região consiste na adulteração de documentos e no registro de escrituras que não condizem com os verdadeiros proprietários. Nas conversas telefônicas degravadas pela PF, Cachoeira e Cláudio conversam sobre formas ilícitas de obterem a regularização das áreas adquiridas. "Tem de deixar muito claro para ver se vai dar para resolver por baixo. Se não for, nós vamos ter de ir por cima, Carlinhos", afirma Cláudio num desses diálogos.

"Que demora"

Numa conversa com Gleyb Ferreira da Cruz, outro investigado na Operação Monte Carlo, Cachoeira cobra os resultados da cooptação no Ibram: "Nós não estamos pagando o cara lá com esse trem, uai? Que demora é essa?", pergunta. "Estamos pagando para a aprovação. O andar, o tramitar, aí é todo mundo lá", responde Gleyb. Eles citam que "aparece um monte de dono" da Fazenda Gama e que, por isso, precisam de agilidade na regularização. Sobre a Terracap, os dois comentam a respeito de valores e prazos para pagamentos.Do Correio

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CARTA DO QUILOMBO DE RIO DOS MACACACOS (BA)

09.03.2012
Do blog FAZENDO MEDIA, 08.03.12
Por Redação, 



Quilombo Rio dos Macacos,Bahia, 05 de março de 2012
Para nossas comunidades, o Território possui um significado completamente diferente da que ele apresenta para a cultura ocidental hegemônica. Não se trata apenas da moradia, mas sim do elo que mantém a união do grupo, e que permite a transmissão de nossa história, nossos cantos e danças, forma de plantar e colher, de geração em geração, possibilitando a preservação da nossa cultura, dos valores e do modo peculiar de nossas vidas enquanto comunidade étnica.
Sabemos que há mais de três séculos, as comunidades quilombolas são vítimas de violentas campanhas do Estado Brasileiro, que objetiva espoliar os nossos territórios, destinando vastas extensões das terras ao agronegócio, por meio de chacinas, assassinatos e despejos violentos, um verdadeiro genocídio!
Nós, das diversas comunidades quilombolas signatárias de todo  Brasil, vimos por meio deste, denunciar à sociedade brasileira e ao mundo a forma brutal como o Estado Brasileiro tem nos tratado, onde, em pleno século XXI, o governo brasileiro  reedita as medidas sociopolíticas que patrocinam a destruição sistemática dos nossos modos de vida, através de supressão física e opressão cultural.
O Governo Lula chegou ao seu último ano de mandato emitindo apenas 11 títulos às comunidades quilombolas, com a promessa de que seriam 57 comunidades em 2010.  Até dezembro de 2011, somente 3 das 44 áreas decretadas para desapropriação haviam sido tituladas pelo governo federal. As comunidades beneficiadas foram Família Silva (RS), Colônia São Miguel (MS) e Preto Forro (RJ). A primeira teve suas terras parcialmente tituladas em 2009 e as outras duas em 2011.
No novo PPA (2012-2015), já sob o governo Dilma, as comunidades quilombolas não mais contam com um programa específico; na transição para o novo PPA não mais existe o programa Brasil Quilombola. O novo programa, denominado Enfrentamento ao Racismo e Promoção da Igualdade Racial, e que tem na Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial-SEPPIR o órgão gestor responsável tem para o ano de 2012, um orçamento no valor de R$ 73,125 milhões, e para os três anos seguintes, mais R$ 239,498 milhões, totalizando no período de 2012-2015 cerca de R$ 312,623 milhões. Considerando-se os números apresentados, um orçamento ainda menor que o anterior (2008-2011).
Além dos números apresentados, a política adotada pelo Estado Brasileiro em relação às nossas comunidades é pautada pela barbárie, operada através do uso abusivo da máquina estatal, leis, bens públicos, força repressiva e expropriação dos recursos que seriam de toda a coletividade. Tecnologia há mais de três séculos solidamente instalada e tendo como sua principal base de sustentação o controle do acesso à justiça.
Nas últimas décadas, como forma de enfrentar a organização política da comunidade Rio dos Macacos e da solidariedades de muitos grupos da Bahia e do Brasil, a Marinha protagonizou inúmeras ações violentas a exemplo do assédio diário à comunidade com dezenas de fuzileiros armados; invasão de domicílios atentando contra os direitos das mulheres; uso ostensivo de armamento exclusivo das forças armadas criando verdadeiros traumas em crianças, adolescente e idosos, que tiveram casas invadidas e armas apontadas para as suas cabeças; em 04 de março de 2012, uma semana após realização de audiência com a presença da Secretaria Geral da Presidência da República, o quilombola Orlando sofreu atentado contra sua vida, quando um fuzileiro naval disparou tiro contra o mesmo, com o intuito de matá-lo, quando este chegava em Rio dos Macacos. Além, há severo impedimento das atividades econômicas tradicionalmente desenvolvidas pela comunidade, como a agricultura e a pesca de subsistência como forma de inviabilizar a permanência no território. Um saldo desse conflito desigual se evidencia no grande número de crianças, adolescentes e adultos que foram impedidas ou que foram forçadas a desistir de frequentar a escola. Na comunidade de Rio dos Macacos, dois fuzileiros ficavam de prontidão num ponto denominado pela comunidade como “barragem” para impedir a saída e entrada de pessoas, e quem insistiu foi espancado, preso e humilhado publicamente como castigo exemplar. Desde a década de 1970 que mais de 50 famílias foram expulsas do território e se mantém alto nível de hostilidade aos que permaneceram resistindo. A disputa não se dá apenas no campo objetivo, pois a Marinha, ao destruir quatro terreiros de Candomblé em Rio dos Macacos, também estabeleceu uma guerra contra a sustentação simbólica, que incide diretamente no ataque à memória, à cultura e às tradições, elementos fundamentais à identidade quilombola. Outra comunidade quilombola, Tororó, vizinha ao Rio dos Macacos, também tem sofrido com o mesmo processo de violência, realizada pela Marinha do Brasil.
No território quilombola da Ilha da Marambaia, no Rio de Janeiro,  encontramos um verdadeiro Estado de Sítio. A administração militar da ilha instaurou, a partir de 1971, um regime de proibições que decorrem da sobreposição de algumas figuras legais, cuja aplicação local é ambígua e até mesmo distorcida: área de interesse militar- freqüentemente confundida com Área de Segurança Nacional; Área de Preservação Ambiental (APA) – pensada como área de uso exclusivo para pesquisa científica (Reserva); e área de patrimônio da União – tomada como Patrimônio Histórico Nacional. Lançando mão da sobreposição e confusão dessas categorias, os administradores da ilha criam um verdadeiro território de exceção, que busca dar aparência legal e justificação legítima à estrutura de precariedades criadas em torno da posse territorial que quase 300 famílias quilombolas mantêm na ilha há três gerações.
No norte de Minas Gerais, a Comunidade Quilombola de Brejo dos Criolos enfrenta latifundiários violentos todos os dias. Reconhecida desde 2004 como Comunidade Quilombola, depois de 6 anos de espera. Em razão desta lentidão, foram realizadas desde 2005 até os tempos atuais seis re-ocupações de terras, sendo que em três, o conflito intermediado pela Procuradoria da Republica em Minas Gerais, propiciou a permanência nas áreas ocupadas. E em uma delas, dado que foi solicitada ao juiz da comarca a manutenção da posse da terra retomada, cuja representação foi alicerçada na afirmação constitucional de que estando “ocupando as suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir- -lhes os títulos respectivos.  Para a emissão do decreto de desapropriação ( o único emitido pelo Governo Federal em 2011!), centenas de quilombolas acamparam e se acorrentaram diante do Palácio do Planalto em setembro de 2011. Registra-se ainda a violência permanente sofrida pelos Quilombolas Theodoro e Ventura, na serra do Salitre, Pato de Minas, com lideranças ameaçadas de morte.
No Maranhão, a Anistia Internacional, diante da violência contra os quilombolas de Salgado, Território Aldeia Velha,Pirapemas, lançou Ação Urgente em defesa da mesma em dezembro de 2011. Como em outras comunidades afrodescendentes no Maranhão, a comunidade de Salgado tem sofrido intimidação e ameaças persistentes, por poderosos proprietários de terras locais, em consequência de sua longa luta para ter as suas terras tituladas. Em 3 de dezembro de 2011, membros da comunidade descobriram que 18 animais pertencentes à liderança quilombola Zé da Cruz foram envenenados e mortos, resultando em grande perda para sua família. No final de agosto, um pistoleiro local disparou na direção da casa de José da Cruz, matando um animal. Em 14 de Dezembro, José da Cruz e outros membros da comunidade encontraram um recipiente de herbicida no poço usado pelas famílias de Salgado. Em 22 de dezembro, um pistoleiro havia sido contratado para matar Zé da Cruz, enquanto dois homens armados foram vistos patrulhando os arredores da comunidade. O processo desapropriatório tramita no INCRA há 12 anos.
No Rio Grande do Sul, as famílias do Quilombo do Morro Alto, desde 2004, esperam que o Incra complete a regularização e devolução do território aos Quilombolas. Em 2011, quando deveriam ocorrer as notificações dos ocupantes não quilombolas, ligados ao agronegócio, para indenização e saída da área dos mesmos, ilegalmente o processo foi remetido ao presidente nacional do Incra, sem nenhuma consulta às famílias. Em razão da lentidão do governo federal, a violência no quilombo somente aumentou. Grileiros que invadem o território quilombola a mando de grandes proprietários têm provocado conflitos físicos com membros da comunidade e no dia 12 de outubro de 2011, o presidente da Associação dos Moradores do Quilombo de Morro Alto, Wilson Marques foi agredido e recebeu um tiro que pegou de raspão em sua cabeça. Imaginando que o quilombola estivesse morto, os agressores fugiram.
Nos meandros deste sistema de concentração de terra, a violência empregada pelo Estado brasileiro tornou-se um instrumento tão efetivo de controle e coerção, quanto à única forma de comunicação entre as estruturas de governo e as nossas comunidades. A força bruta e os constrangimentos físicos constituíram-se numa forma de relação legitimada, de maneira explícita, pelos aparatos de poder.
Evidente, pois, que a ação oficial, nesses casos, padece de uma espécie de racismo institucional, embutido nas práticas de seus operadores. O resultado é uma tomada de partido de parte dos técnicos pela lógica dos proprietários de terra ou de grandes empreendimentos.
Nós, Comunidades Quilombolas signatárias, não aceitamos esse estado de coisas, que mata e violenta nosso povo!!
Desta forma, exigimos, de acordo com o Artigo 68 ADCT/CF, Convenção 169 da OIT, Decreto Federal 4887/2003:
Desistência dos 3 processos judiciais movidos pela União/Marinha contra a Comunidade Quilombola de Rio dos Macacos;
Finalização do RTID de Rio do Macacos com a o prazo de 3 meses, a contar da data desta Carta e imediata publicação do mesmo no Dário Oficial da União;
Que o INCRA e a Fundação Cultural Palmares cumpram com seu dever de defesa da comunidade quilombola de Rio dos Macacos em conflito com a Marinha em todas as esferas;
Elaboração dos 34 RTID’s das comunidades quilombolas do Maranhão no ano de 2012, conforme acordo estabelecido entre o Moquibom-Maranhão e INCRA Nacional durante o Acampamento Negro Flaviano, em 2011;
Conclusão dos processos de regularização fundiária, com a notificação dos ocupantes não quilombolas de Morro Alto/RS, imediatamente e conclusão do processo de regularização com a edição do Decreto de desapropriação por interesse social;
Titulação dos territórios quilombolas da Pedra do Sal e Marambaia;
Proteção às lideranças quilombolas ameaçadas de morte em todo o Brasil, por meio dos Programas Estaduais e Federal de Proteção dos Defensores dos Direitos Humanos;
Presença da Comissão Externa da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, constituída em 2011, cujo objetivo é avaliar as violações dos direitos humanos nas comunidades quilombolas, prioritariamente na Bahia e, seguidamente, no Maranhão, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro;
Pela não aprovação da PEC 215, a tramitar no Congresso Nacional, que visa tornar de competência exclusiva do Congresso nacional a demarcação de terras de índio e de quilombos;
Pelo indeferimento da ADIN 3239, do Democratas-DEM, que visa declarar inconstitucional o decreto federal 4887/2003;
Pela não aprovação do Projeto de Lei nº 44/2007 de autoria do deputado federal Valdir Colato (PMDB-SC), que visa sustar a aplicação do decreto federal 4.887/2003;
Pela agilidade do processo de certificação das Comunidades Quilombolas pela Fundação Cultural Palmares;
Reiteraramos a Nota Pública editada pela MALUNGU- Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará, no que se refere à proposta do Governo Federal de Regulamentação do Direito da Consulta Prévia estabelecido pela Convenção 169-OIT, visto que o formato de discussão proposta pelo Governo possui caráter excludente em relação à grande maioria das comunidades quilombolas e indígenas do País;
Assinam
Comunidade Quilombola Rio dos Macacos-BA
Comunidade Quilombola Aldeia Velha-MA
Comunidade Quilombola do Charco-MA
Comunidade Quilombola de Cruzeiro-MA
Comunidade Quilombola de Pericumã-MA
Comunidade Quilombola de São Caetano-MA
Comunidade Quilombola de Bom Jesus-MA
Comunidade Quilombola de Carro Quebrado-MA
Comunidade Quilombola de Açude-Ma
Comunidade Quilombola de Brasília-Ma
Comunidade Quilombola de Ponta-Ma
Comunidade Quilombola de Nazaré-MA
Comunidade Quilombola de Mondego-Ma
Comunidade Quilombola de Cedro-Ma
Comunidade Quilombola de Lacral/Espírito Santo-MA
Comunidade Quilombola de Tijuca-Ma
Comunidade Quilombola de Achuí-MA
Comunidade Quilombola de Engole-MA
Comunidade Quilombola de Rio Grande-Ma
Comunidade Quilombola de Ramal de Quindiua-MA
Comunidade Quilombola de Mafra-Ma
Comunidade Quilombola de Bitiua-MA
Comunidade Quilombola de Mutaca-Ma
Comunidade Quilombola de Maiabi-Ma
Comunidade Quilombola de Boa Vista-Ma
Comunidade Quilombola de Rosário dos Pretos-MA
Comunidade Quilombola de Mariano dos Campos-Ma
Comunidade Quilombola de Conceição-Ma
Comunidade Quilombola de Aliança/Santa Joana-Ma
Comunidade Quilombola de Sumaúma-MA
Comunidade Quilombola dos Silva-RS
Comunidade Quilombola do Fidelix-RS
Comunidade Quilombola do Morro Alto-RS
Comunidade Quilombola Candiota-RS
Comunidade Quilombola Palmas-RS
Comunidade Quilombola Picada das Vassouras-RS
Comunidade Quilombola Várzea dos Baianos-RS
Comunidade Quilombola de Solidão-RS
Comunidade Quilombola Várzea do Candiota-RS
Comunidade Quilombola Teodoro/Ventura-MG
Comunidade Quilombola da Pedra do Sal-RJ
Subscrevem:
Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas
Comissão Pastoral da Terra-MA
Movimento Quilombola do Maranhão-MOQUIBOM
GT Nacional MNU de Luta, Autônomo e Independente
Casa do Boneco – Itacaré-BA
Campanha Somos Tod@s Quilombo Rio dos Macacos
CSP-CONLUTAS
[1] Conforme destaca o INESC, o Plano Plurianual (PPA) 2008-2011 previu como meta a titulação de 264 territórios quilombola, dos quais 198 somente entre 2008-2010. Passados três anos de implementação da Agenda Social Quilombola (2008-2010) foram emitidos apenas 36 títulos de terra, número bastante aquém da meta estabelecida em 2007.
[2] Terras QuilombolasBalanço 2011. Comissão Pró-Índio de São Paulo, disponível emhttp://www.cpisp.org.br/email/balanco11/img/Balan%C3%A7oTerrasQuilombolas2011.pdf
[3]  Terras e territórios quilombolas no PPA 2012-2015
[4] Leite, Ilka Boaventura. Humanidades Insurgentes:Conflitos e criminalização dos quilombos. In.Cadernos de debates Nova Cartografia Social: Territórios quilombolas e conflitos /Alfredo Wagner Berno de Almeida (Orgs)… [et al]. – Manaus: Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia / UEA Edições, 2010.
[5] Arruti, José Maurício. A NEGAÇÃO DO TERRITÓRIO: estratégias e táticas do processo de expropriação na Marambaia. In. Cadernos de debates Nova Cartografia Social: Territórios quilombolas e conflitos /Alfredo Wagner Berno de Almeida (Orgs)… [et al]. – Manaus: Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia / UEA Edições, 2010.
[6] Costa, João Batista de Almeida e Oliveira, Cláudia Luz de. NEGROS DO NORTE DE MINAS: DIREITOS, CONFLITOS, EXCLUSÃO E CRIMINALIZAÇÃO DE QUILOMBOS In. Cadernos de debates Nova Cartografia Social: Territórios quilombolas e conflitos /Alfredo Wagner Berno de Almeida (Orgs)… [et al]. – Manaus: Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia / UEA Edições, 2010.
[7] Andrade, Maristela de Paula. RACISMO, ETNOCÍDIO E LIMPEZA ÉTNICA –AÇÃO OFICIAL JUNTO A QUILOMBOLAS NO BRASIL

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Fonte:http://www.fazendomedia.com/carta-do-quilombo-de-rio-dos-macacacos-ba/

BLOG DO MIRO: Os efeitos da Lei Maria da Penha


09.03.2012
Do BLOG DO MIRO, 08.03.12


A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, afirmou hoje (8), em entrevista ao programa de rádio Bom Dia Ministro, que a Lei Maria da Penha mudou a mentalidade do povo brasileiro.


“A Lei Maria da Penha mudou a mentalidade do povo brasileiro. Antes da lei, não se falava que bater em mulher era crime, porque a punição para o agressor era comprar cesta básica e distribuir para uma comunidade. Agora, não. A Lei Maria da Penha tem a punição para o agressor”, disse a ministra.

No Dia Internacional da Mulher, a ministra defendeu a igualdade de gênero na política e disse que o caminho para alcançar este objeto passa pela aprovação da reforma política.

“Em 80 anos nós conseguimos eleger a primeira presidenta, foi um avanço, no entanto, a representação política das mulheres não vai aumentar se não houver a reforma política”, disse a ministra, ao referir-se à eleição de Dilma Rousseff após 80 anos da implementação do voto feminino no Brasil.

A ministra disse defender, no âmbito da reforma política em tramitação no Congresso, que metade das vagas nos partidos para candidatos sejam destinadas às mulheres.

“As cotas, os partidos não respeitam e fica aquela briga dentro do partido, a mulher tem que brigar para conseguir uma vaga de candidata. Então com a reforma política nós estamos propondo que sejam 50% de homens, 50% de mulheres, que a lista de candidatos seja rodiziada entre homens e mulheres pois só assim teremos uma maior representação, porque a representação se dá via partidos”, afirmou.
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MÍDIA ANTI-NACIONAL: Veja diz que cartola da Fifa que insultou o Brasil foi “preciso”

09.03.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 07.03.12
Por Eduardo Guimarães

publicado, originalmente, em 7 de março de 2012 às 1:52
Durante evento da Fifa na Inglaterra na última sexta-feira, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, criticou supostos atrasos do Brasil nos preparativos da Copa e insultou o país dizendo que merecia um “chute no traseiro”.
As reações brasileiras não tardaram. O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, convocou a imprensa para anunciar que o governo brasileiro não aceita mais Valcke como o interlocutor da Fifa no âmbito da organização do Mundial de 2014.
Valcke tem se notabilizado por afrontar o Brasil com a mesma lenga-lenga da grande imprensa brasileira de que o país passará por um vexame na Copa e, ano passado, chegou a se meter na política brasileira.
Durante o cai-não-cai do ex-ministro Orlando Silva, Valcke chegou a dizer, em entrevista coletiva em que falava pela Fifa, que já não considerava mais o então ministro como interlocutor da entidade que integra.
Na segunda-feira, provavelmente assustado com a repercussão e com o pedido oficial de desculpas emitido pela Fifa, seu secretário-geral emitiu justificativa de que teria havido falha na tradução de sua declaração.
A história de Valcke é a de que, em francês, a expressão “se donner un coup de pied aux fesses” significa apenas “acelerar o ritmo”.
Ontem, a desculpa de Valcke foi contestada por jornalistas internacionais. O repórter inglês Rob Harris, da agência “AP”, que esteve na coletiva do secretário-geral da Fifa em que este insultou o Brasil, disse que a conversa dele com a imprensa foi todinha em inglês. Martyn Ziegler, chefe de reportagem da “Press Association Sport”, também confirmou que a entrevista do dirigente não foi em francês.
Os jornalistas estrangeiros testemunharam que Valcke disse, textualmente, que o país merecia um “kick up in the backside”, expressão que pode ser traduzida como um “chute no traseiro”.
A reação brasileira, porém, não se limitou às declarações oficiais de autoridades. Pelo Twitter, milhares de pessoas promoveram um “tuitaço” usando a hashtag #ForaValcke, que, rapidamente, chegou aos trending topics.
O que surpreendeu foi matéria do site da revista Veja que foi na contra-mão da indignação nacional com o insulto do cartola da Fifa ao Brasil. Abaixo, reprodução de trecho da matéria que afirma que o agressor teria sido “preciso em sua observação”.
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, porém, descarta maiores problemas e chega a brincar com a preocupação da Veja e do cartola da Fifa afirmando que seu “único receio” é com o desempenho da seleção brasileira dentro de campo durante a Copa.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2012/03/veja-diz-que-cartola-da-fifa-que-insultou-o-brasil-foi-%E2%80%9Cpreciso%E2%80%9D-2/

MOBILIDADE URBANA: Capibaribe, enfim, navegável


09.03.2012
Do blog MOBILIDADE URBANA, 07.03.12
Por Tânia Passos, no DIARIO DE PERNAMBUCO



Quem apostou que o projeto da navegabilidade não sairia do papel, perdeu. No dia 31 de março serão publicados no Diário Oficial da União os projetos que vão receber recursos do PAC da Mobilidade, entre eles o da navegabilidade dos rios que cortam o Recife. Após a publicação do documento terão  início os tramites para a liberação do financiamento de cerca de R$ 289 milhões para os dois corredores fluviais aprovados: Oeste e Norte. Mas antes mesmo do dinheiro chegar, o governo do estado está contratando a execução do projeto executivo e do Ei-Rima (estudo de impacto ambiental) para agilizar a execução das obras.

A expectativa é que as obras dos corredores fluviais comecem até o segundo semestre deste ano. O tempo de execução dos dois corredores, que totalizam quase 14 quilômetros de navegação, é de 24 meses. Ou seja, em pleno mês da Copa a promessa é de termos embarcações prontas para serem usadas no transporte público. A estimativa inicial é que os dois corredores atendam uma média de 80 mil passageiros por mês. O corredor de maior demanda será o Fluvial Oeste, que terá 11 km de percurso e um total de cinco estações integradas com o ônibus e o metrô: estação central do metrô/Recife, Derby, Torre, Santana e Apipucos.

Já o corredor Fluvial Norte terá apenas 2,9 km de extensão, entre a Estação dos Correios, na Rua do Sol e a Estação Tacaruna, na bacia do Beberibe, em Santo Amaro. “Nesse corredor a maior demanda geradora de fluxo é o Shopping Tacaruna. E quem estiver no centro terá a opção de usar o barco, mas o objetivo principal é estimular essa cultura e futuramente fazer a ligação com Olinda”, revelou o engenheiro e doutor em mobilidade urbana, Oswaldo Lima Neto, que participou da elaboração do projeto básico.

É quase com uma certa incredulidade que o recifense fala sobre o projeto de navegação. “E vai mesmo sair do papel? Se for verdade eu acho que será muito bom para a cidade”, afirmou Alan Diego, 23 anos, estudante. O projeto prevê um total de 13 embarcações, sendo 11 para o Fluvial Oeste e duas para o Norte. O intervalo das viagens está estimado em 10 minutos. As embarcações serão fechadas e climatizadas e o passageiro viajará sentado.

Para o secretário das Cidades, Danilo Cabral, a implantação do projeto de navegabilidade inaugura uma nova etapa no sistema de transporte público da cidade. “Nós estamos criando a cultura da navegabilidade. Os rios têm um papel muito importante na circulação da cidade e é preciso aprender a tomar proveito dessa geografia”, revelou. Segundo ele, o Recife foi a única capital metropolitana que apresentou projeto de navegabilidade no PAC da Mobilidade.
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INALDO SAMPAIO: Eles são a cara da ditadura

09.03.2012
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO
Por Inaldo Sampaio,coluna Fogo Cruzado

Fogo CruzadoNinguém definiu melhor que Jânio de Freitas, colunista da Folha de São Paulo, a rebelião de militares da reserva contra o ministro da Defesa Celso Amorim e a presidente Dilma Rousseff: “Eles são a cara da ditadura”, escreveu. Os rebelados criticam o ministro e a presidente, que, pela Constituição, é o comandante supremo das Forças Armadas pela aprovação da “Comissão da Verdade”, instrumento aprovado pelo Congresso para apurar casos de desaparecimentos e torturas no regime militar.

Calcula-se que o manifesto dos militares de pijama já teria mais de mil assinaturas, o que não vem ao caso. Como diria Thales Ramalho, de saudosa memória, militar sem tropa é como megera sem cama. O fato é que vivemos hoje numa democracia, embora o estado democrático de direito, tão propalado pelos nossos congressistas, ainda não tenha alcançado a solidez que a sociedade deseja. Se tivesse, o governo não estaria perdendo parte do seu tempo com esses saudosistas da ditadura.

No entanto, como bem salientou Jânio de Freitas, não é de todo negativo que esse pessoal tenha vindo a público para protestar contra a “Comissão”, que não se propõe a botá-los na cadeia por crimes e maus tratos eventualmente cometidos como fez a Argentina, por exemplo. Mas tão somente esclarecer a verdade. Só assim a nação ficou conhecendo quais foram os protagonistas da ditadura. Eles têm o direito de espernear, mas não o de impedir que, mais cedo ou mais tarde, a verdade venha à tona. 

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Demóstenes Torres, Marconi Perillo, Roberto Marinho. Deu zebra: Terno de grupo do grupo de terno

09.03.2012
Do BLOG DO MELLO, 04.03.12
Postado por Antônio Mello


No jogo de bicho, terno de grupo é a modalidade em que você escolhe três animais e vence, caso eles sejam sorteados entre os cinco primeiros.

Demóstenes Torres, Marconi Perillo e Roberto Marinho não são animais, nem grupos de animais do jogo de bicho. Ao contrário, são seres éticos, têm em comum a defesa da moral e dos bons costumes. São contra a contravenção, a corrupção, verdadeiros vestais num mundo em degradação.

Mas não é que agora a Polícia Federal deflagrou a Operação Monte Carlo e descobriu que Demóstenes Torres (senador do DEM) e Marconi Perillo (tucano governador de Goiás) têm ligações estreitas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira?

Demóstenes Torres (aquele do grampo sem áudio com Gilmar Mendes) ganhou de presente de casamento do bicheiro uma cozinha completa (segundo a investigação), ou apenas fogão e geladeira, segundo o senador. Curiosa é a explicação do senador para justificar por que aceitou os mimos:

“Sou amigo dele há anos. A Andressa, mulher dele, também é muito amiga da minha mulher”, diz Demóstenes. “Depois do escândalo Waldomiro Diniz, eu pensei que ele tivesse abandonado a contravenção, e se dedicasse apenas a negócios legais” [Fonte].

A ingenuidade do senador nos espanta porque ele já foi Secretário de Segurança de Goiás. E diz que é amigo do bicheiro há anos. Desde a época da Secretaria? Como Procurador e Secretário, não poderia estar tão mal informado assim sobre as atuais atividades de Carlinhos Cachoeira.

Mas a operação da PF não flagrou apenas o senador. Descobriu também que o atual governador de Goías, o tucano Marconi Perillo, vendeu uma casa de sua propriedade para o mesmo bicheiro

Aqui, fecha-se o terno de grupo com o falecido fundador da Rede Globo, que também vendeu sua cobertura na Av. Atlântica para um bicheiro.

Como separar o dinheiro sujo da contravenção e de sangue dos homicídios (geralmente envolvidos nesse tipo de negócio) do usado para comprar casa, cobertura e a cozinha completa (ou apenas o fogão e a geladeira) do senador?

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CINEMA: Hollywood encontra seu novo herói galáctico em "John Carter"

09.03.2012
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por AGÊNCIA EFE

Superprodução grandiosa custou algo em torno de US$ 250 milhões

Agência EFE
Filme ressuscita o personagem criado por Edgar Rice Burroughs em suas histórias de ficção científica
LS ANGELES (EUA) - Um século depois do romancista Edgar Rice Burroughs ter dado vida ao audacioso John Carter em suas histórias de ficção científica, a Disney ressuscita esse personagem com uma superprodução estrelada por Taylor Kitsch. O filme "John Carter - Entre Dois Mundos", que estreia nesta sexta-feira, nos Estados Unidos e também no Brasil, chega aos cinemas com a obrigação de justificar seu grande orçamento, algo em torno de US$ 250 milhões - quantia equivalente ao "Homem-Aranha 3".
A seu favor aparece a obra em que o filme está baseado, o primeiro livro da série "Barsoom", assinada por Burroughs. Este mesmo autor já serviu de inspiração para George Lucas e James Cameron criar as aventuras galácticas de "Guerra nas Estrelas" e "Avatar", respectivamente. O fator negativo, por outro lado, destaca uma confusa campanha de divulgação - centrada de modo excessivo no dinheiro investido, o que pode gerar a errônea sensação de que se trata de mais um "Fúria de Titãs" -, assim como a falta de rostos famosos em seu elenco.
Esses problemas, no entanto, são solucionados pela capacitada equipe do filme, que conta com direção de Andrew Stanton. Especialista em animação, o diretor começa a se ambientar com as produções de carne e osso em "John Carter". Vencedor de dois Oscars, com "Wall-E" e "Procurando Nemo", e roteirista da saga "Toy Story", Stanton assumiu a adaptação do roteiro e também soube equilibrar a ação em 3D com as emoções reais dos personagens, o que faz com que seu filme funcione.
A trama gira em torno de um soldado da Guerra Civil dos Estados Unidos, John Carter, que é teletransportado acidentalmente para Marte (Barsoom). Lá, o soldado descobre o amor e termina entrando em uma batalha milenar para apoiar os habitantes locais. Carter (Taylor Kitsch), que adquire poderes sobrenaturais graças a uma força da gravidade zero, acaba se transformado no único capaz de salvar o planeta vermelho. "O mais importante na hora de interpretar John Carter foi usar o coração e buscar um redescobrimento de si próprio", contou Kitsch em declarações à Agência Efe.
O ator canadense, conhecido pela série de televisão "Friday Night Lights", diz que se entregou de corpo e alma para a realização deste projeto. A dedicação foi tanta que Kitsch realizou 98% das cenas perigosas sem o uso do duble. Apesar de ter causado alguns pequenos machucados, essa atuação parece que valeu a pena. "Acho que ninguém mais poderia ter feito da mesma forma que as cenas exigiam. Gosto de me entregar totalmente aos meus personagens e esse foi um deles", comentou Kitsch, que chegou a sofrer entorses, contusões musculares e, inclusive, cortes no peito.
"O mais duro foi aprender a caminhar (com gravidade marciana). Estávamos no leito seco de um rio em Utah e foram sete horas de golpes. A sequência de saltos com os gigantes gorilas brancos foi incrível. Surpreendeu-me o fato de terem me deixado fazer e, pouco tempo depois, parecia que ia ficar sem tornozelos", explicou o ator. Apesar de todos os esforços, Kitsch disse estar preparado para voltar a encarnar Carter na sequência que já está planejada por Stanton. Dependendo da resposta da bilheteria, o mais provável é que "John Carter - Entre Dois Mundos" seja uma trilogia.
O elenco do filme é completo pela atriz Lynn Collins ("A Casa do Lago"), que vive a indomável princesa marciana Dejah Thoris, Dominic West ("A Escuta") e Mark Strong ("Sherlock Holmes"), além dos irreconhecíveis Willem Dafoe ("Homem-Aranha") e Thomas Haden Church ("Homem-Aranha 3"), ambos como alienígenas. Depois de "John Carter - Entre Dois Mundos", Kitsch estrelará "Battleship", outra grande aposta de Hollywood, e também "Savages", de Oliver Stone, uma coleção de filmes que beiram os US$ 500 milhões de orçamento e que farão dele um dos atores mais populares do ano.

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