quarta-feira, 7 de março de 2012

Demóstenes, o mafioso e a mídia

07.03.2012
Do BLOG DO MIRO, 05.03.12
Por Altamiro Borges


E ainda tem gente que acredita na isenção da velha mídia! No final de 2011, ela simplesmente escondeu a publicação do livro “A privataria tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro. Agora, ela evita falar sobre a Operação Monte Carlo, que resultou na prisão do mafioso Carlinhos Cachoeira e evidenciou as suas relações íntimas com demo Demóstenes Torres e o tucano Marconi Perillo.

O próprio líder do DEM no Senado, que a mídia projetava como “paladino da ética”, já confessou suas ligações com o criminoso – preso na operação da Polícia Federal sob a acusação de explorar casas de caça-níquel e cassinos ilegais, de montar uma rede ilegal de espionagem, de manter jornalistas na sua folha de pagamento e de nomear integrantes para o governo do PSDB de Goiás.

298 ligações telefônicas 

“Sou amigo dele há anos. A Andressa, mulher dele, também é muito amiga da minha mulher”, admitiu Demóstenes Torres. Para piorar, o demo ainda afirmou na maior caradura: “Eu pensei que ele tivesse abandonado a contravenção e se dedicasse apenas a negócios legais”. O implacável opositor dos “malfeitos” nos governos Lula e Dilma dormia com o inimigo. Pobre inocente!

Agora surgem novas revelações. Os grampos telefônicos autorizados pela Justiça comprovam que o senador demo conversou 298 vezes com Carlinhos Cachoeira entre fevereiro e agosto de 2011. Ele tratava o mafioso como “professor”. Até ganhou de presente de casamento uma cozinha. As escutas também mostram que o mafioso era “dono” da área de segurança (segurança!) em Goiás. 

"A coisa já está superada"

Apesar do escândalo, os principais jornalões, revistonas e emissoras de tevê continuam em silêncio. Ele só é rompido no próprio estado. É o caso da entrevista publicada no jornal O Popular, de Goiás. Nela, Demóstenes diz que “não pode ser condenado por uma amizade” e, pasmem, comemora o fato das denúncias não repercutirem na mídia nacional: 

“Só há repercussão em Goiás, em alguns veículos, e no Correio Braziliense. Fora disso, a coisa já está superada”, festeja o demo. 

Alguém ainda tem dúvida sobre a neutralidade da mídia? Será que nos documentos apreendidos e nas escutas telefônicas vai surgir o nome de algum jornalista da grande imprensa que fazia parte da folha de pagamento do mafioso? Por que os “calunistas” da mídia, que tanto bajulavam Demóstenes Torres, estão calados?

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Lúcio Flávio Pinto: A maior grilagem acabou


07.03.2012
Do blog MARIAFRÔ, 03.03.12
Por Lúcio Flávio Pinto | Cartas da Amazônia

Nesta semana a subseção da justiça federal de Altamira, no Pará, vai receber os autos do processo sobre a maior grilagem de terras da história do Brasil, talvez do mundo. São quase 1.500 páginas de documentos, distribuídos em seis volumes, que provam a forma ilícita adotada por um dos homens mais ricos e poderosos do Brasil contemporâneo para se apossar de uma área de 4,7 milhões de hectares no vale do rio Xingu.

Se a grilagem tivesse dado certo, Cecílio do Rego Almeida se tornaria dono de um território enorme o suficiente para equivaler ao 21º maior Estado do Brasil. Com seus rios, matas, minérios, solos e tudo mais, numa das regiões mais ricas em recursos naturais da Amazônia.

O grileiro morreu em março de 2008, no Paraná, aos 78 anos, mas suas pretensões foram transmitidas aos herdeiros e sucessores. A “Ceciliolândia”, se pudesse ser contabilizada legalmente em nome da corporação, centrada na Construtora C. R. Almeida, multiplicaria o valor dos seus ativos, calculados em cinco bilhões de reais.

Com base nas provas juntadas aos autos, em 25 de outubro do ano passado o juiz substituto da 9ª vara da justiça federal em Belém mandou cancelar a matrícula desse verdadeiro país, que constava dos assentamentos do cartório imobiliário de Altamira em nome da Gleba Curuá ou Fazenda Curuá.

O juiz Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho reconheceu que os direitos conferidos por aquele registro eram nulos, “em razão de todas as irregularidades que demonstram a existência de fraude no tamanho da sua extensão, bem como a inexistência de título aquisitivo legítimo”.

Além de mandar cancelar a matrícula do imóvel, o juiz ordenou “a devolução da posse às comunidades indígenas nas áreas de reserva indígena que encontram-se habitadas por não-índios”. Condenou a empresa ao pagamento das custas processuais e da verba honorária, que fixou em 10 mil reais.

No dia 9 de dezembro a sentença foi publicada pela versão eletrônica do Diário da Justiça Federal da 1ª Região, com sede em Belém e jurisdição sobre todo o Pará, o segundo maior Estado brasileiro. No último dia 15 de fevereiro os autos do processo foram devolvidos à subseção federal de Altamira, em cumprimento à portaria, baixada em novembro do ano passado.

A portaria determinou “que a competência em matéria ambiental e agrária deve se limitar apenas aos municípios que integram a jurisdição da sede da correspondente Seção Judiciária”.

É provável que a única intervenção do juiz de Altamira se restrinja a extinguir a ação e arquivar o processo. Tudo indica que a Incenxil, uma das firmas de que Cecílio Almeida se valia para agir, não recorreu da decisão do juiz Hugo da Gama Filho. Ou por perda do prazo, que já foi vencido, ou porque desistiu de tentar manter em seu poder terras comprovadamente usurpadas do patrimônio público através da fraude conhecida por grilagem.

A sentença confirma o que reiteradas vezes declarei nesta coluna e no meu Jornal Pessoal: Cecílio do Rego Almeida era o maior grileiro do Brasil — e talvez do mundo — até morrer. E até, finalmente, perder a causa espúria. Por ter dito esta verdade, reconhecida pela justiça federal, a justiça do Estado me condenou a indenizar o grileiro.

A condenação original foi dada por um juiz substituto, que fraudou o processo para poder juntar a sua sentença, quando legalmente já não podia fazê-lo. Essa decisão foi mantida nas diversas instâncias do poder judiciário paraense, mesmo quando a definição de mérito sobre a grilagem foi deslocada (e em boa hora) para a competência absoluta da justiça federal.

Se a Incenxil não recorreu, a grilagem que resultou na enorme Fazenda Curuá foi desfeita. Mas essa decisão não se transmitiu para o meu caso, o único dos denunciantes da grilagem (e, provavelmente, o único que mantém viva essa denúncia) a ser condenado.

Em um livro-relâmpago que estou lançando em Belém junto com uma edição especial do Jornal Pessoal, reconstituo a trama urdida para me levar a essa condenação e me tirar do caminho do grileiro e dos seus cúmplices de toga.

Como vítima de uma verdadeira conspiração entre empresários, advogados e membros do poder judiciário, considero a minha condenação um ato político. Seu objetivo era me calar.

Mas calar não só aquele que denuncia a grilagem e a exploração ilícita (ou irracional) dos recursos naturais do Pará (e da Amazônia). É também para punir quem acompanha com muita atenção a atuação da justiça e a crítica abertamente quando ela erra, de caso pensado. E tem errado muito.

As atuais dificuldades enfrentadas pela ministra Eliana Calmon, corregedora do CNJ, têm origem numa barbaridade cometida por uma juíza paraense e confirmada por uma desembargadora. No mês passado a juíza foi promovida a desembargadora, a despeito de estar passível de punição pelo Conselho Nacional de Justiça.

Decidi tirar uma edição exclusivamente dedicada ao meu caso não para me defender, mas para atacar. Não um ataque de retaliação pessoal, mas uma reação da opinião pública contra os “bandidos de toga”, que usam o aparato (e a aparência) da justiça para atingir alvos que só a eles interessa.

Também contra os que se disfarçam de julgadores para agir como partes; que recorrem aos seus poderosos instrumentos para afastar todas as formas de controle que a sociedade pode exercer sobre os seus atos.

Por isso decidi não recorrer da condenação que me foi imposta e conclamar o povo a participar de uma campanha pela limpeza do poder judiciário do Pará. Nossa força é moral. E ela deriva do fato de que temos a verdade ao nosso lado.

A verdade é a nossa arma de combate. Com ela iremos ao tribunal, no dia em que ele executar a sentença infame contra mim, para apontar-lhe a responsabilidade que tem. Não satisfeito em defender os interesses do saqueador, do pirata fundiário, ainda nos obriga a ressarci-lo porque a verdade causa dano moral ao grileiro.

Que moral é essa? A dos lobos, que predomina quando é instituída a lei da selva. Sob sua vigência, vence o mais forte. O resultado é essa selvageria, que se manifesta de tantas e tão distintas formas, sem que nos apercebamos da sua origem.

Frequentemente ela está no Poder Judiciário, o menos visível e com menos controle social de todos os três poderes estabelecidos na constituição. Esse poder absoluto precisa acabar. Para que, com ele, acabe um dos seus males maiores: a impunidade. Queremos um Pará melhor do que esta selvageria em que o estão transformando.
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ELEIÇÕES 2012:O fator Lula ou o “ele disse”

07.03.2012
Do blog TIJOLAÇO, 06.03.12
Por Brizola Neto

É muito curioso como as análises em torno da sucessão na prefeitura de São Paulo se desenvolvem.

Todos estão na “boca de espera”, e Serra só dela saiu porque o processo de prévias do PSDB – marcadas originalmente para acontecerem domingo passado – o obrigou a isso.
As possíveis candidaturas próprias de partidos da base do Governo e até mesmo o conflito interno do PSB, a cooptações feitas pelo Governo Alckmin não tem nenhum significado definitivo.
Todos, de todos os lados, só têm uma preocupação de fato.
É se – e quando – Lula vai se recuperar para fazer a campanha de Fernando Haddad.
Ainda não se deram conta que, hoje, campanha eleitoral se dá em cima de dois fatores, essencialmente, e fatores que vivem em simbiose.
Emoção e televisão.
As pesquisas eleitorais não têm, hoje, significação alguma, exceto a de marcar os limites muito nítidos de aceitação automática e rejeição absoluta a José Serra. Cada um deles tem um terço do eleitorado.
O terço restante, é obvio, tem pleno conhecimento de Serra e pouca inclinação a votar nele.
É este terço o alvo de Lula.
Imaginar que o eleitorado não vá saber quem é seu candidato e não vá considerar sua  indicação é uma rematada tolice.
Em 1946, sem televisão, com o rádio ainda precário e os jornais com circulação muito mais limitada que hoje, Getúlio Vargas só deu seu apoio expresso à candidatura Eurico Gaspar Dutra contra o favorito Brigadeiro Eduardo Gomes a menos de um mês da eleição, e por uma carta em que recomendava o voto.
Foi o famoso “ele disse”.
Com o qual Dutra venceu, é verdade que para, como já ensaiava, seguir uma política ao avesso da varguista.
Mas venceu.
E, convenhamos, Serra não é, como o Brigadeiro, nem heroi do Forte, nem bonito, nem solteiro.
Com o devido perdão de D. Cláudia pelo trocadilho, é claro.

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MANIPULAÇÃO DA MÍDIA: A imprensa esconde,nós mostramos: Brasil passa Reino Unido e se torna sexta economia do mundo

07.03.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Os jornais e os entendidos em economia contratados pela imprensa para analisar o PIB, na pressa de criticar o governo federal, não tiveram o trabalho de explicar para o "povão" que, com o avanço econômico de 2,7% em 2011, o Brasil se transformou oficialmente na sexta economia do mundo, relegando o Reino Unido à sétima posição, segundo confirmou o Centro de Pesquisa Econômica e Empresarial (CEBR, na sigla em inglês).

O CEBR, com sede em Londres, previu em dezembro do ano passado, ao publicar seu ranking anual de países segundo o tamanho de sua economia, que o Brasil desbancaria o Reino Unido em relação ao volume de seu Produto Interno Bruto (PIB), algo confirmado ontem.

"Segundo os números divulgados e aplicando os preços atuais e uma taxa de câmbio médio, o Brasil se confirma como a sexta economia e o Reino Unido passa à sétima posição", declarou Tim Ohlenburg, economista-chefe do centro, que prepara-se para lançar um ranking atualizado nos próximos meses.

A imprensa deveria divulgar que resultado do Brasil foi melhor que o do Reino Unido, dos Estados Unidos e da França.

Nos últimos oito anos, o consumo das famílias impulsionou a economia brasileira.  Era isso que os brasileiros saberiam se o Lula ainda fosse  o presidente. Ou estou errada
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“José Serra odeia ser prefeito”, já dizia seu próprio secretário Walter Feldman

07.03.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 06.03.12
Por Marco Damiani, Brasil 247

Serra deixa claro que escolherá interlocutores especiais na mídia para dar seus recados – e, se preciso for, não deverá hesitar em barrar perguntas que lhe incomodem, como já fez em suas duas últimas campanhas presidenciais. Você pergunta, ele vira para o outro lado e diz: “Essa pergunta eu não quero, é provocação”. Ou: “Para onde você trabalha?”

Serra censura silêncio prefeitura 2012Nada específico a declarar. Já ficou clara, desde a primeira hora, a estratégia do tucano José Serra para sua campanha à Prefeitura de São Paulo. 
Em silêncio, recusando de saída qualquer debate interno no PSDB, escolhendo a dedo interlocutores confiáveis na mídia e sem intenção manifesta de apresentar algum tipo de programa de governo em detalhes, Serra pretende passar incólume sobre questões que ele julga comezinhas. O patamar em que o candidato quer situar a peleja é preferencialmente o nacional, o que irá direcionar suas declarações muito mais a críticas à política macroeconômica e ao PT do que para soluções a respeito da crescente poluição atmosférica na maior capital do país ou a acelerada deterioração das vias públicas. Vai ser algo como Brasil 8 X São Paulo 2.
Será apenas na televisão, quando contará com os recursos de fantasia eletrônica que serão feitos pela produtora GW – sua parceira permanente – para embalar um arremedo de programa de governo, que Serra poderá se prestar, enfim, a revelar algumas pinceladas do que acha certo fazer com São Paulo – e, ainda assim, sem qualquer garantia de que venha a executar o que prometeu, quando estiver no cargo.

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Depois de sepultar a ideia de qualquer debate programático e político no PSDB antes das prévias partidárias, Serra não tem a menor intenção de proporcionar entrevistas coletivas ou ceder grande espaços de sua agenda à imprensa. Ele poderá escolher, como é seu padrão, interlocutores especiais na mídia para dar seus recados – e, se preciso for, não deverá hesitar em barrar perguntas que lhe incomodem, durante momentos com profissionais não alinhados, como já fez em suas duas últimas campanhas presidenciais. Chega a ser engraçado. Você pergunta, ele vira para o outro lado e diz: “Essa pergunta eu não quero, é provocação”. Um Armando Falcão pronto e acabado!
“Você sabe, Serra não gosta de ser prefeito. Esse negócio de muita pressão popular, entidades organizadas, os problemas nos bairros, isso não é do feitio dele”, dizia, num rápido deslocamento de carro oficial pela avenida 23 de Maio, o então secretário de Subprefeituras, Walter Feldman, no ano de 2006, quando Serra era prefeito. Hoje, o mesmo Feldman acaba de ser escalado para fazer parte da cúpula da campanha serrista.
Os tucanos, àquela altura, estavam empenhados em criar um clima na opinião pública para Serra poder rasgar a promessa passada em cartório de não deixar a Prefeitura para concorrer ao governo do Estado. Era adequado, portanto, dizer que ele estava enfadado do cargo, mas com uma superdisposição de ser governador, isso sim!
Hoje, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já avisa que Serra tem, sim, todo o direito de, ao chegar à Prefeitura, objetivar outra vez o Planalto. Outro forte sinal de que as questões da cidade não estarão no foco do candidato, com a mira voltada para o alvo mais alto.
“Serra erra. O eleitor quer discutir a cidade”, irrita-se um assessor tucano que tangencia o fechado círculo de poder em torno do candidato. Para esta fonte, a declaração do candidato segundo a qual será um “sonho” ser prefeito de São Paulo foi feita sob encomenda dos que lhe cobram uma postura menos distante do dia a dia da cidade.
Lá no comando serrista, porém, a certeza é a de que a estratégia de “nada específico a declarar” é mais que acertada. Primeiro, porque já deu certo. Com sua determinação de só enxergar “incúria”, como gosta de dizer, na estrutura de poder que pretende tomar do adversário – foi assim praticamente todo o tempo da campanha municipal de 2004 em relação à gestão da então prefeita Marta Suplicy -, Serra se absteve de fazer, naquela eleição, propostas objetivas para a cidade. Hoje, como o prefeito é seu aliado, discutir na campanha local a agenda nacional é uma alternativa e tanto, que o poupa de atacar Gilberto Kassab, de quem precisa, e, também, de defendê-lo acentuadamente, ele Kassab que tem sua popularidade em baixa. Os permanentes, até aqui, 3% do pré-candidato do PT, Fernando Haddad, igualmente reforçam essa linha de ação. Como anti-PT, Serra já subiu 9 pontos porcentuais no Datafolha, que não registrou, em seu último levantamento, publicado no domingo 4, nenhum reconhecimento do público que Haddad é o pró-PT.
Além de ser antagônico ao governo federal, a postura discreta em público, que contrasta com suas tiradas de humor duvidoso a jornalistas, especialmente mulheres, nos bastidores, aliada à fama de economista sabichão, compõem o resto do figurino serrista talhado à classe média conservadora que deve, ainda este ano, decidir a eleição paulistana. Tem gente na campanha de Serra, e não pouca, já dizendo que nunca terá sido tão fácil.
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MANIPULAÇÃO DA MÍDIA:O bicheiro, o senador e a Veja


07.03.2012
Do BLOG DO MIRO, 05.03.12
Por Luis Nassif, em seu blog:

A revelação das relações entre o senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira reabre as feridas da Operação Satiagraha e do grampo falso plantado pela revista Veja para reavivar a CPI do Grampo e matar as investigações.

Dado 1: ligações Veja-Cachoeira

Na série "O Caso de Veja", que escrevi em 2008, um dos capítulos tem por título "O araponga e o repórter".

Nele, se mostram as relações incestuosas entre Carlinhos Cachoeira e a sucursal brasiliense da revista. Coube a Carlinhos indicar o araponga que, contratado pelo chefe de uma das gangues que dominava os Correios, em aliança com o repórter da revista, deflagrou o escândalo da propina dos R$ 3 mil. O escândalo derrubou o esquema comandado pelo deputado Roberto Jefferson, permitindo a retomada do controle das negociatas pelos parceiros de Carlinhos. Tempos depois, a Policia Federal deflagrou a operação que desarticulou a quadrilha e a revista não deu uma linha sobre o ocorrido.

A cumplicidade era total. O araponga grampeava, o jornalista analisava se o grampo estava bom ou não. Depois, dava um tempo para que, de posse do grampo, o sujeito que contratou o araponga pudesse agir.

Tem-se, portanto, a ligação entre os grampos da revista e Carlinhos Cachoeira.

Dado 2: ligações Demóstenes-Veja

Tem-se, também, Demóstenes Torres se prestando ao grampo armado, naquela conversa com o presidente do STF, Gilmar Mendes. O arquivo de som jamais apareceu para não revelar as fontes. A atuação de Demóstenes no grampo parece com a de uma senhora que, sabendo de antemão que será filmada, trata de vestir sua melhor roupa. A conversa é estudada e consagradora para Demóstenes, que se apresenta como um senador defensor dos bons costumes. É o primeiro caso de grampo a favor da vítima.

Dado 3: ligações Demóstenes- Cachoeira

Agora, aparecem as relações entre Demóstenes e Carlinhos Cachoeira.

É mais um capítulo sobre as relações terríveis entre crime organizado, jogo político e mídia.

No caso do grampo, houve a tentativa (bem sucedida) de envolver a mais alta instância do Poder Judiciário.
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Táxis estão em falta, pode crer!


07.03.2012
Do blog MOBILIDADE URBANA, 06.03.12
Por Tânia Passos


Nunca foi tão difícil pegar um táxi na Região Metropolitana do Recife (RMR). Os atrasos estão mais evidentes desde a última semana, quando parte dos taxistas da Teletaxi decidiu entrar em greve, sobrecarregando outras empresas e cooperativas. Os chamados demoram até 40 minutos para serem atendidos. Uma alternativa deve ser definida nos próximos dez dias. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) finaliza estudo que quer busca a experiência de táxi livre entre o Recife, Olinda e Jaboatão, semelhante à do carnaval. A ideia é que os taxistas possam apanhar e deixar os passageiros das 18h às 6h, de segunda a quinta-feira, e das 18h das sextas às 6h das segundas, nestas cidades.

“Estamos nos últimos ajustes. Acho que isso será importante para melhorar os serviços nos horários estudados, que podem, inclusive, ser modificados”, contou Carlos Augusto Elias, diretor de Transportes da CTTU. Neste primeiro momento, a companhia não pretende ampliar o projeto para outras cidades.

O estudo começou a ser pensado após o carnaval e, para se tornar realidade, depende da aprovação do prefeito João da Costa e da assinatura de um convênio. A frota veicular das cidades e o número de denúncias colhidas pela CTTU embasam o levantamento. Só em 2011 foram 264 reclamações. No carnaval deste ano, o órgão somou 46 queixas. Ontem, o presidente do Sindicato dos Taxistas de Pernambuco, Everaldo Menezes, afirmou que só irá falar sobre o estudo se for convocado pelo prefeito João da Costa.

O Recife tem um táxi para cada 251 habitantes, índice que está dentro da proporção de um veículo para cada 300 pessoas estabelecido pela lei municipal 12.914, de 1977. A capital tem 6.125 táxis. Em Olinda são 850 e em Jaboatão há 790 unidades. Os três municípios somam quase oito mil veículos.

A CTTU está criando novos pontos de táxi. Até o fim deste mês, eles devem chegar a 320. Com as ruas paradas, os taxistas estão deixando de circular para atender em pontos fixos. Sem táxis nos principais corredores, os passageiros superlotam as cooperativas e a demanda não é suprida. Ontem, a administradora Rosaneide Garcia, 28, que mora em Natal, esperou por mais de 30 minutos por um táxi. Ela chegou ao Recife no início da tarde e reprovou o serviço das cooperativas. “Liguei ainda dentro do ônibus em virtude da demora”, revelou.

Segundo o diretor-presidente da Teletaxi, Nivaldo Cavalcanti, a greve não afeta nem 20% dos taxistas associados à empresa. “Estamos abertos ao diálogo”, falou.
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