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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cerra, 25/02/2011. Não serei candidato a prefeito

29.02.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim
É um traço da personalidade dele

O editor do C Af Joao Andrade pegou o Cerra na mentira, de novo.

É um traço da personalidade dele.

Quando candidato a prefeito, da outra vez, ele mentiu duas vezes: na televisão e num papel timbrado da Folha (*): cumprirei o mandato até o fim!

Veja, amigo navegante, como ele confessa que o interesse é e será só a Presidência.

Clique aqui para ler: “Agora é oficial: PSDB lança Cerra à Presidência. “

Leia o texto que acompanha o video da entrevista de 25 de fevereiro do ano passado.

Espantoso!

José Serra (PSDB/SP) afirmou categoricamente que não se interessava em concorrer à prefeitura de São Paulo, no dia 25 de fevereiro de 2011, na Rádio Jovem Pan.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/02/29/cerra-25022011-nao-serei-candidato-a-prefeito/

REGULAÇÃO EM DEBATE: Controle remoto não é liberdade de expressão

29.02.2012
Do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 28.02.12
Por  Vilson Vieira Jr.  na edição 683


Ainda na campanha eleitoral de 2010, a então candidata à presidência da República Dilma Rousseff, quando questionada a respeito de uma possível proposta de regulação dos meios de comunicação que constava da versão inicial de seu programa de governo, declarou à imprensa que “o único controle social que existe é o controle remoto”. Estariam determinados ali os rumos que, pouco tempo depois, o governo federal tomaria no que tange ao novo marco legal da radiodifusão?
Até agora pouco se sabe a respeito. Afinal, o governo ainda não tornou público o teor do anteprojeto que revisa a legislação do rádio e da TV, em vigor desde 1962. Mas o fato é que a frase entoada pela então postulante ao cargo de presidente da República fez eco, ganhou adeptos dentro do governo e soa como música aos ouvidos dos radiodifusores. Tanto que durante o seminário de Políticas de (Tele)Comunicações, realizado em Brasília em meados do corrente mês, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse: “Se a TV tem conteúdo ruim, para isso tem controle remoto. Se o governo se mete a dizer o que é conteúdo bom e o que é ruim, nós vamos atolar na saída” (ver “Ministro afirma que marco regulatório está próximo”).
Ter em mãos o controle remoto, definitivamente, não significa liberdade de expressão, direito atingido na fala do ministro cujo conceito revela-se histórica e deliberadamente distorcido, esvaziado e privatizado pelos mandantes da grande mídia comercial. O simples ato de trocar de canal não garante que cidadãos e cidadãs, crianças e adolescentes, tenham garantidos pluralidade, diversidade nem qualidade de conteúdo. A TV aberta, em notório desrespeito aos princípios constitucionais contra o monopólio e o oligopólio – práticas prejudiciais ao livre fluxo de informação e de opinião – está concentrada em cinco grandes redes privadas de abrangência nacional (Globo, Record, SBT, Band e Rede TV!). Todas elas, é bom que se diga, com uma programação cada vez mais idêntica, de qualidade duvidosa e uma grade na qual ganha evidência a produção de conteúdos baseados em ideias importadas de grande sucesso comercial.
Princípios sem regulamentação
Ora, se a TV está ruim é sinal de que ela descumpre o que determina a Constituição (em especial o artigo 221) e as leis que regem (ou deveriam reger) o setor. Se a TV está ruim, poder concedente, juntamente com a sociedade civil organizada, deve agir de maneira democrática e participativa no sentido de que as emissoras de radiodifusão – concessões públicas outorgadas pela União a fim de prestar serviço público à sociedade – atendam a demandas de cidadania, de educação, de incentivo e promoção da cultura nacional e regional, além de zelar pelo pluralismo de fontes informativas e pela ética.
Em outra citação do ministro Paulo Bernardo, na Agência Carta Maior (ver “Novo marco da mídia vai a consulta pública”), também inserida no contexto do seminário, ele toca na falsa polêmica da censura: “A nossa Constituição não prevê o controle prévio de conteúdo a não ser em casos bem específicos, como na proibição de propaganda de cigarros, bebidas alcoólicas e agrotóxicos, como já é feito hoje”.
A respeito dessa questão, vale lembrar que a Constituição, em seu artigo 221, também prevê que a programação e a produção das emissoras de radiodifusão dê preferência a conteúdos educativos, culturais, artísticos e informativos e conceda espaço à regionalização de conteúdo e incentive a produção independente, princípios os quais se encontram desprovidos de regulamentação e, mais ainda, longe de ser respeitados pelos concessionários de rádio e TV, embora não se configurem em controle prévio ou censura.
O direito à liberdade de expressão
É fato que nossa lei maior não menciona em nenhuma de suas páginas a possibilidade de controle prévio do que será exibido em qualquer veículo de comunicação. Todavia, em seu artigo 220, parágrafo 3º, a Constituição estabelece que é dever da União, por meio de lei:
I - regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao poder público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;
II - estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
Destaca-se o inciso II, que vai de encontro ao discurso do ministro de transferir a responsabilidade dos concessionários de TV pela programação dita ruim no colo da sociedade, cuja tarefa única e exclusiva nesses casos seria a de “usar o controle remoto”. À exceção da Classificação Indicativa, que pôs em prática o que determina o inciso I com a portaria do Ministério da Justiça nº 1.220, de 2007, não se conhece qualquer “meio legal” que sirva de instrumento de defesa dos telespectadores diante de conteúdos que atinjam, por exemplo, a dignidade de pessoas ou grupos.
Como tem feito há décadas, o Estado se distancia de uma de suas tarefas primordiais, ou seja, elaborar e implementar políticas públicas de comunicação com vistas a garantir os direitos de cidadãos e cidadãs em sua relação com a mídia, como o direito à liberdade de expressão.
medo de “censura”
É preciso deixar claro que controle social, longe de ser um mecanismo de censura, significa criar espaços ou mecanismos institucionalizados no âmbito dos poderes Executivo e Legislativo - ou seja, os poderes concedentes - voltados à participação da sociedade na discussão, elaboração e acompanhamento de políticas públicas de comunicação, incluindo, por que não, o conteúdo. Embasados sempre pelo que preconizam a Constituição Federal e as leis do setor.
Afinal, se rádio e TV no Brasil são concessões públicas e devem prestar um serviço público, o que impediria uma participação maior da sociedade nesses meios? O próprio Conselho de Comunicação Social - órgão auxiliar do Congresso Nacional desativado desde 2006 - cumpria, em parte, o papel de exercer determinada incidência social no que tange às questões da comunicação, ainda que sem caráter deliberativo, mas apenas consultivo. Mesmo assim, tinha uma função fundamental sobre questões como: d) produção e a programação de emissoras de rádio e televisão; f) finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas da programação das emissoras de rádio e televisão; g) promoção da cultura nacional e regional, e estímulo à produção independente e à regionalização da produção cultural, artística e jornalística; i) defesa da pessoa e da família de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto na Constituição Federal; entre outras.
E não se deve esquecer: em 2009, foi realizada a 1º Conferência Nacional de Comunicação. Centenas de propostas foram apresentadas e aprovadas com o objetivo de democratizar o defasado modelo regulatório de comunicações. Elas têm que constar no anteprojeto que irá a consulta pública. Além, claro, da Plataforma por um novo Marco Regulatório, construída a partir de contribuição da sociedade, com base nas discussões e deliberações aprovadas na Conferência, e entregue ao ministro Paulo Bernardo.
Por fim, é uma pena que o governo continue falando a língua dos radiodifusores ecomece um debate tão caro à nossa democracia já totalmente pautado pelo discurso do empresariado da grande mídia. Em outras palavras, o medo de uma suposta censura sobre os meios pode determinar toda uma política regulatória das comunicações. Daí tudo muda, mas tudo continuará como hoje está. E se tudo continuar como está, não adianta trocar de canal!
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*Vilson Vieira Jr. é jornalista, Serra, ES

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BRIZOLA NETO; O perdão do “tirano autoritário”

29.02.2012
Do blog TIJOLAÇO, 27.02.12
Por Brizola Neto

O presidente Rafael Correa, do Equador, acaba de dar um tapa  de luvas em seus detratores.
Anunciou o perdão da indenização judicial a que foram condenados editorialistas e donos do jornal “El Universo”, que o acusaram de mandar o Exército abrir fogo contra civis na tentativa de insurreição policial em que foi agredido.
Pouco importava à direita que não tenha sido aberto fogo e que a ordem jamais tenha sido dada.
A condenação por danos morais, de US$ 40 milhões de dólares, foi perdoada pelo presidente “tirânico e autoritário”. Bem como a sentença de três anos de detenção que a Suprema Corte aplicou-lhes.
“”Embora eu saiba que muitos querem que não seja feita nenhuma concessão aos que não merecem, e embora tenha tomado a decisão de iniciar este julgamento, decidi ratificar algo há tempos decidido em meu coração (…) perdoar os acusados, concedendo a eles a remissão das condenações que merecidamente receberam”, disse Rafael Correa.
Mas essa gente é tão desavergonhada que, mesmo diante desse ato de grandeza, vai criar mil e uma chicanas para chamar a Correa de tirania e ataque á liberdade de imprensa.
Que, entretanto, sai com um estigma indelével deste episódio.
Porque, bem o disse Correa, há perdão, mas não o esquecimento.

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WIKILEAKS REVELA REDE DE ESPIONAGEM A SERVIÇO DOS EUA

29.02.2012
Do blog FAZENDO MEDIA, 28.02.12
Por Redação


Do Diario Liberdade
Londres – Nesta segunda-feira (27), WikiLeaks começa a publicar os Arquivos de Inteligência Globais – mais de cinco milhões de e-mails da empresa de “inteligência global” Stratfor, sediada no Texas. Os e-mails datam entre julho de 2004 e dezembro de 2011. Eles revelam o funcionamento interno de uma empresa que se apresenta como uma publicação de inteligência, mas que fornece serviços confidenciais de inteligência para grandes corporações como Bhopal’s Dow Chemical Co., Lockheed Martin, Northrop Grumman, Raytheon e agências de governo, incluindo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, os fuzileiros navais e a Agência de Inteligência de Defesa dos EUA.
Demissão após vazamento
Há um e-mail, supostamente enviado e vazado neste domingo (26), republicado em Pastebin por um usuário anônimo, em que George Friedman escreve ao vice-presidente de Inteligência de Stratfor, Fred Burton, renunciando ao cargo de diretor executivo (CEO) da empresa de inteligência e espionagem privada Stratfor.
Os e-mails mostram uma teia de informantes de Stratfor, estrutura de pagamento, técnicas de lavagem de pagamentos e métodos psicológicos, como por exemplo: “Você precisa ter controle sobre ele. Controle significa controle financeiro, sexual ou psicológico… Isto é pretendido para começar nossa conversação na próxima fase” – CEO George Friedman para a analista de Stratfor, Reva Bhalla, no dia 6 de dezembro de 2011, sobre como explorar um informante de inteligência israelense para prover informações sobre as condições médicas do Presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Informações Privilegiadas
O material contém informações privilegiadas sobre os ataques do governo dos Estados Unidos contra Julian Assange e WikiLeaks e as próprias tentativas de Stratfor para subverter WikiLeaks. Há mais de 4.000 e-mails mencionando WikiLeaks e Julian Assange. Os e-mails também expõem a porta giratória que opera nos serviços de inteligência privados dos Estados Unidos. Fontes governamentais e diplomáticas ao redor do mundo fornecem a Stratfor conhecimento avançado de políticas e eventos globais em troca de dinheiro. Os Arquivos de Inteligência Global expõem como Stratfor recrutaram uma rede global de informantes que são pagos através de contas em bancos suíços e cartões de crédito pré-pagos. Stratfor tem uma mistura de informantes visíveis e clandestinos, que incluem empregados do governo, pessoal de embaixadas e jornalistas ao redor do mundo.
O material mostra como agências de inteligência privadas trabalham e como elas miram indivíduos para seus clientes governamentais e corporativos. Por exemplo, Stratfor monitorou e analisou as atividades online de ativistas de Bhopal, incluindo o “Yes Men”, para a gigante química dos Estados Unidos, Dow Chemnical. Os ativistas buscam reparações para o desastre de gás ocorrido em 1984, provocado pela Dow Chemical/Union Carbide, na Índia. O desastre levou milhares à morte, provocou danos em mais de meio milhão de pessoas, e danos ambientais permanentes.
Suborno arriscado
Stratfor tem percebido que seu uso rotineiro de subornos secretos em dinheiro para conseguir informações de informantes é arriscado. Em agosto de 2011, o CEO de Stratfor, George Friedman, confidencialmente disse aos seus empregados: “Nós estamos mantendo um escritório de advocacia para criar uma política para o Ato de Práticas Corruptas Externas para Stratfor. Eu não planejo uma caminhada maldita e não quero ninguém aqui fazendo isto também.”
O uso de informantes por Stratfor tão logo tornou-se um esquema de fazer dinheiro com legalidade questionável. Os e-mails mostram que em 2009, o então diretor de Goldman Sachs, Shea Morenz e o CEO de Stratfor, George Friedman, alavancaram a ideia de “utilizar a inteligência” da rede de informantes para iniciar uma captação estratégica para um fundo de investimento. CEO George Friedman explicou em um documento confidencial de agosto de 2011, marcado como NÃO COMPARTILHA OU DISCUTA: “O que StratCap irá fazer é usar nossa inteligência e análises de Stratfor para comercializar em um âmbito de instrumentos geopolíticos, particularmente em bônus de governos, moedas e semelhantes”. Os e-mails mostram que em 2011, Morenz, membro de Goldman Sachs, investiu “substancialmente” mais de $ 4 milhões de dólares e ingressou na mesa de diretores de Stratfor.
Disfarce
Em 2011, uma complexa estrutura de compartilhamento offshore se estendendo até a África do Sul foi erigida, desenhada para fazer StratCap parecer ser legalmente independente. Mas, confidencialmente, Friedman disse ao pessoal de Stratfor: “Não pense sobre Stratcap como uma organização de fora. Ela será integrada… Isto será útil para você se, por questão de conveniência, pensar sobre isto como outro aspecto de Stratfor e Shea como outro executivo em Stratfor… nós já estamos trabalhando para simular portfólios e comércios”. StratCap deve ser lançada em 2012.
Os e-mails de Stratfor revelam que a empresa cultiva proximidades com as agências do governo dos EUA e emprega pessoal do governo dos EUA. Está em preparação o Projeto de 3 anos para o Comandante do Corpo dos Fuzileiros dos EUA, e serão treinados fuzileiros dos EUA e “outras agências governamentais de inteligência” para “se tornarem Stratfor de governos”. O vice-presidente para a Inteligência de Stratfor, Fred Burton, foi a princípio um agente especial do Departamento de Estado para o Serviço de Segurança e foi seu Chefe Adjunto na divisão de contraterrorismo. Apesar dos laços governamentais, Stratfor e empresas semelhantes operam em segredo completo sem nenhuma supervisão política ou prestação de contas. Stratfor reivindica que opera “sem ideologia, agenda ou viés nacional”, apesar dos e-mails revelarem que o pessoal de inteligência que se alinham próximos às políticas de governo dos EUA e enviam dicas para o Mossad – incluindo por uma mula de informações no jornal israelense Haaretz, Yossi Melman, que conspirou com o jornalista de The Guardian, David Leigh, para, secretamente, e em violação do contrato de WikiLeaks com The Guardian, mover os cabos diplomáticos dos Estados Unidos obtidos por WikiLeaks para Israel.
Trem da Alegria
Ironicamente, considerando as circunstâncias presentes, Stratfor tentou conseguir o que foi chamado como o “trem da alegria”, isto é, o vazamento em foco que surgiu após as divulgações de WikiLeaks sobre o Afeganistão:
“[É] possível para nós conseguirmos aquele trem da alegria do ‘vazamento em foco’? Isso é uma venda de medo óbvia, então isto é bom. E nós temos algo a oferecer às empresas de segurança que as de Tecnologia de Informação não tem, principalmente nosso foco em contrainteligência e sobrevivência que Fred e Stick sabem melhor que qualquer um no planeta… Podemos desenvolver algumas ideias e procedimentos na ideia da rede de segurança de ‘vazamento com foco’ que focará em prevenir algum empregado próprio de vazar informações sensíveis… De fato, não estou tão certo que isso seja um problema de TI que requira uma solução de TI.”
Conexões
Como ocorreu com os cabos diplomáticos publicados por WikiLeaks, muito da significância dos e-mails de Stratfor serão revelados nas próximas semanas, através de nossa coalizão, a busca pública e a descoberta de conexões. Os leitores encontrarão que, ao passo que um grande número de assinantes e clientes de Stratfor trabalham para os militares dos Estados Unidos e as agências de segurança, Stratfor também prestou uma assessoria complementar ao controverso general do Paquistão, Hamid Gul, cabeça do serviço de inteligência ISI do Paquistão, quem, de acordo com cabos diplomáticos dos Estados Unidos, planejou um ataque com explosivos improvisados contra as forças internacionais no Afeganistão em 2006. Os leitores irão descobrir o sistema de classificação interna de e-mails de Stratfor, que codifica as correspondências de acordo com categorias como ‘alpha’, ‘tática’ e ‘segura’. As correspondências também contém nomes em código para pessoas de particular interesse, tais como os ‘Izzies’ (membros do Hezbollah), ou o ‘Adogg’ (Mahmoud Ahmadinejad).
Stratfor tornou secreto os negócios com dezenas de organizações midiáticas e jornalistas – da Reuters ao Kiev Post. A lista dos “Parceiros de Confederação” de Stratfor, cujo o próprio Stratfor se refere internamente como “Confed Fuck House” estão incluídos nesta publicação. Enquanto é aceitável para jornalistas trocar informações ou serem pagos por outras organizações midiáticas, por Stratfor ser uma organização de inteligência privada que presta serviços a governos e clientes privados, essas relações são corruptas ou corruptíveis.
Informantes
WikiLeaks também obteve uma lista de informantes de Stratfor e, em muitos casos, gravações de seus pagamentos, incluindo $ 1.200 pagos mensalmente para o informante “Geronimo”, manuseado pelo agente do Departamento de Estado de Stratfor, Fred Burton.
WikiLeaks construiu uma parceria investigativa com mais de 25 organizações midiáticas e ativistas para informar o público sobre esse grande corpo de documentos. As organizações obtiveram acesso a um sofisticado banco de dados investigativo desenvolvido por WikiLeaks e, junto ao WikiLeaks, estão conduzindo avaliações jornalísticas desses e-mails. Revelações importantes descobertas usando esse sistema irão aparecer na mídia nas próximas semanas, junto à publicação gradual dos documentos originais.
(*) Matéria reproduzida da página da Caros Amigos.

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José Serra e as ficções políticas

29.02.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Mauro Santayana, no Jornal do Brasil:

Faz parte da história política de São Paulo a aparente indecisão de muitos de seus líderes. O senhor Jânio Quadros, que tinha dias de Hamlet e dias de MacBeth, subordinava suas decisões a dois pontos geográficos da cidade: Vila Maria e Sapopemba. Vila Maria é a região de classe média emergente e Sapopemba, área mais pobre. Ele costumava consultar os dois eleitorados. De Vila Maria vinha a esperança da vitória, uma vez que, desde sua eleição para vereador, contara com o apoio de seus eleitores. Sapopemba era o teste de popularidade. Antes de candidatar-se a esse ou àquele cargo, aferia, nos comícios, o apoio de seus moradores.



O ex-governador José Serra não chega à forte tragédia do escocês MacBeth, mas se aproxima, em seu “ser e não ser”, do príncipe da Dinamarca. Não que Hamlet disputasse uma eleição, a não ser a do destino, e que a sua dúvida fosse muito além de sua própria tragédia, ainda que nela amarrada. Mas se Jânio e Serra estão muito distantes da essência do caráter que Shakespeare dá aos dois personagens, e que ele pintara como antípodas morais, os dois paulistas começam a se assemelhar.

Jânio adorava que fossem bater à sua porta, apelar para a sua taumaturgia populista. Serra, ao desconfiar de que não o procurariam, como a boia salva-vidas na tempestade (mesmo porque os ventos políticos sopram brandos, por enquanto), resolveu aceitar, de bom grado, os ralos apelos que lhe chegam.

Os paulistas começam a dar à eleição para a prefeitura de São Paulo importância maior do que ela realmente tem, e os comentaristas políticos, próximos dos tucanos bandeirantes, avançam sobre a lógica, dizendo que ela terá efeitos nacionais. Não há dúvida de que a cidade é a mais importante do país, no que se refere à economia e à cultura, de maneira geral, mas está distante da realidade política e social do Brasil como um todo. Os paulistanos atuam como se fossem o sol, em torno do qual os planetas menores orbitam e de cuja luz dependem.

Na noite de sábado para domingo, em uma cidade satélite (das mais pobres) de Brasília, Santa Maria, alguns rapazes atearam fogo a moradores de rua. Um deles morreu, e o outro se encontra seriamente ferido, com poucas possibilidades de sobrevivência. Há dois fatos, relacionados com essa tragédia, que devem ser ponderados. Até há algum tempo, os pobres costumavam ser solidários entre eles.

Agora, no entanto, submetem-se à cultura, made in USA, da intolerância, da violência pela violência, da discriminação e do desprezo pela vida. Talvez — e as investigações continuavam — os incendiários de fim de semana sejam dos “emergentes” das cidades satélites, filhos de pais bem empregados, moradores em casas confortáveis. E, talvez, não — o que será pior.

O outro ponto de reflexão é o da impunidade. Há quase quinze anos, cinco rapazes, filhos de famílias da elite de Brasília, atearam fogo ao índio Galdino, dirigente da etnia pataxó da Bahia, que dormia em um ponto de ônibus. Presos, graças ao testemunho de um rapaz da mesma idade, que passava de carro pelo local, os culpados foram defendidos com veemência. Seus pais, e os advogados que contrataram, tentaram desqualificar o crime — tratara-se, segundo a desculpa, de uma brincadeira que dera errado. Não tinham a intenção de matar, só a de assustar com o fogo. Foram presos e julgados. Condenados, em 2001, a 14 anos de prisão — menos um deles, que era adolescente — não passaram mais de quatro anos na prisão, onde gozaram de todas as regalias, entre elas a de sair para estudar e trabalhar, quando aproveitavam o tempo para beber e namorar, chegando frequentemente muito depois da hora de recolher.

As denúncias de que estavam sendo privilegiados de nada adiantaram. Eles eram enteados e filhos de juízes. Como sabemos, todos somos iguais diante da lei, embora alguns sejam muito mais iguais.

É neste país, em que as leis são meras declarações de intenção, e apenas 3% dos responsáveis pelos crimes de homicídio são julgados e cumprem penas, que temos de pensar. Não entendem os legisladores e administradores públicos que a impunidade dos poderosos estimula a criminalidade geral.

Assim, enganam-se os tucanos da maior cidade brasileira. São Paulo, com toda sua opulência (mesmo com a maior população de moradores de rua de todo o país), não é a estrela em torno da qual circula o sistema planetário nacional. Mesmo porque as elites de São Paulo, salvo poucas exceções, exercem uma cidadania off-shore, desligada do destino do país.

O nosso futuro está sendo construído em todo o território nacional, pela inteligência, pelo esforço e pelo patriotismo de seus trabalhadores, incluídos os de São Paulo — e não pelos senhores da Febraban, das corporações multinacionais, empenhadas em novo e cômodo colonialismo.

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BRASÍLIA EU VI: APRESENTADOR DE TV PREGA EXTERMÍNIO DE MENINOS DE RUAS

28.02.2012
Do blog BRASÍLIA EU VI, 27.02.12
Postado por Leandro Fortes

Esse fascitóide de quinta categoria se chama Márcio Mendes. É um técnico rural que a família do ministro Gilmar Mendes, do STF, mantém como cão raivoso na emissora de TV do clã para atacar adversários e inimigos políticos. A TV Diamante, retransmissora do SBT, é, acreditem, uma concessão de TV educativa apropriada por uma universidade da família do ministro. 
Mendes, vocês sabem, é o algoz do fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício de jornalistas. Vejam esse vídeo e vocês vão entender, finalmente, a razão.
Esse cretino que apresenta esse programa propõe a criação de um grupo de extermínimo para matar meninos de rua. Pede ajuda de empresários e comerciantes para montar um “sindicato do crime”, uma espécie de Operação Bandeirante cabocla, para “do nada” desaparecer com esses meninos. E preconiza: “Faz um limpa, derrete tudo e faz sabão”.
Repito: trata-se de transmissão em concessionária educativa na TV da família de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Eu denunciei isso, faz dois anos, na CartaCapital, em uma das matérias sobre os repetidos golpes que o clã dos Mendes dá para derrubar o prefeito eleito da cidade de Diamantino, que ousou vencer a família do ministro nas urnas. Vamos ver o que diz o Ministério das Comunicações e a Polícia Federal, a respeito. Seria bom saber qual a posição do SBT, também

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CONVERSA AFIADA: Queijo faz PHA derrotar Jereissati. Que venha o próximo !

29.02.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 28.02.12
Por PAULO HENRIQUE AMORIM
Andrade e Jereissati: assim eu também quero a BrOI !

A Dra. Juliana Sabbato, que trabalha no escritório da Dra. Maria Elizabeth Queijo, enviou e-mail para historiar a gloriosa batalha que culminou com a vitória na Justiça Criminal contra um empresário que imaginava calar este ansioso blogueiro pelo bolso.

Trata-se de Carlos Jereissati, aquele, que, ao lado de Sérgio Andrade, sem botar um tusta do próprio bolso, passou a controlar a BrOi, numa patranha que resultou num cala-a-boca de US$ 2 bilhões para o passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas.

E com dinheiro do trabahador, dinheiro do FAT !

(Dantas é outro que pensa que cala alguém pelo bolso …)

(Clique aqui para assistir ao histórico vídeo da passagem de bola no jornal nacional.)

A vitória contra Jereissati se encerrou agora em 18/01/2012. 

Rememorou a Dra. Sabbato:

Em primeira instância, o processo que o Jereissati moveu contra você era o 050.09.059518-1, e o juiz da 29ª Vara Criminal te absolveu sumariamente das acusações no dia 16/08/2010.


Contra essa decisão, foi interposto recurso por Jereissati.


O processo, em segunda instância, ficou sendo o de nº 990.10.457561-3 e os Desembargadores da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, Drs. Maria Thereza do Amaral, Nilson Xavier de Souza e Aben-Athar de Paiva Coutinho, após parecer favorável a nós do Procurador de Justiça Carlos Fernandes Sandrin, negaram provimento ao recurso, mantendo-se, assim, a sentença proferida em primeira instância.


O julgamento do recurso se iniciou no dia 30/11/2011, mas houve pedidos de vista dos autos pelos Desembargadores, razão pela qual a Dra. Maria Thereza votou no dia 14/12/2011, Xavier de Souza em 11/01/2012 e Aben-Athar em 18/01/2012, sendo que a votação foi unânime.


Houve, ainda, outro processo, de nº 050.09.067124-4, movido por Carlos Jereissati.


Neste, o Juiz do Juizado Especial Criminal também te absolveu sumariamente no dia 01/07/2010 e, em sede de recurso de apelação (autos nº 989.10.009902-5), os Juízes do Colégio Recursal da Capital também negarem provimento ao recurso, à unanimidade, em 13/12/2010.


Participaram o julgamento dos Drs. Rodolfo Pellizari, David Capelatto e Maria Fernanda Belli.

Navalha
Recentemente, este ansioso blogueiro fez uma bem-sucedida conciliação com Heraldo Pereira – clique aqui para ler “A verdadeira conciliação entre PHA e Heraldo” – , com que se encerrou uma ação no Cível e ele, Heraldo Pereira de Carvalho, o autor da ação, reconheceu, no termo do acordo, que o emprego da expressão “negro de alma branca” não ofendeu a honra nem tinha conotação racista.
Numa conciliação, como se sabe, assinam as duas partes, autor e reu, o Juiz e os advogados das partes.
Clique aqui para ler “Como PHA se defendeu de Gilmar, Heraldo e Kamel”.
O autor da estratégia bem-sucedida foi o Dr. Cesar Marcos Klouri.
Nos últimos dias, a Dra. Queijo infligiu derrotas sucessivas ao notável Heráclito Fortes, que faz muita falta ao Senado da República, e ao Padim Pade Cerra, também conhecido como o “nosso Putin” – clique aqui para ver vídeo imperdível.
Quem será o próximo ?
Essa Dra. Queijo…
Esse Dr. Klouri…
Essa Dra. Eliana Calmon …




Paulo Henrique Amorim
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INTERNET:Especialista explica como funciona a censura na web

28.02.2012
Do site da Revista Galileu
Por Guilherme Rosa

Ethan Zuckerman analisa como diversos países lidam com a internet 

Wikipedia
 Crédito: Wikipedia/Divulgação

A batalha em torno da liberdade de expressão na internet está cada vez mais evidente. Em países como Síria e Vietnã, que censuram o conteúdo de sites, governos combatem ativistas pelo controle do que é dito na web. Mesmo em locais como os Estados Unidos, onde os discursos políticos não são censurados, novas leis como o SOPA são propostas para controlar o que seus cidadãos postam em redes sociais e blogs. 


Para entender exatamente o que se passa nessa disputa, a GALILEU entrevistou Ethan Zuckerman, especialista em liberdade de expressão na internet, fundador de grupos como o Geekcorps e Global Voices e diretor do Centro de Mídia Cívica do MIT. A seguir, ele explica como funciona a censura na internet: 

O que exatamente aparece na tela de um computador quando uma pessoa tenta acessar um conteúdo censurado? 

Depende. Normalmente, você vê uma página de bloqueio. Por exemplo, na Arábia Saudita, eles são muito honestos quanto a isso. Eles dizem: “este conteúdo está bloqueado, se você acha que cometemos um erro, pode apelar”. São transparentes quanto à censura. Mas alguns países simplesmente mentem quanto a isso, e mostram páginas de erro. A Tunísia, por um longo tempo, mostrava a página de erro do Internet Explorer, mesmo se você estivesse usando o Chrome ou Mozilla. A página estava em francês, mas escrita com erros. Eles tentavam disfarçar a censura e fazer o usuário pensar que o navegador estava com problemas. É como muitos governos gostariam que as pessoas se sentissem. 

Como funciona a censura nesses países? 

Em um país como a China, a internet é censurada de 3 modos. Primeiro, o governo bloqueia o acesso a certos sites. É muito difícil acessar o Twitter, por exemplo. Em segundo, há censura extensiva nas ferramentas que a maiorias dos usuários têm acesso. Então, ao invés de usar Twitter, os chineses usam o Weibo, onda há certos termos que não poderão usar. Se usar, sua conta será fechada. O terceiro modo é encorajando a visão nacionalista para dominar as conversas na internet, tornando mais difícil colocar outras opiniões. 

Quando falamos em se livrar da censura, falamos de uma tarefa especializada. Se você quiser acessar Twitter na China, você vai precisar de um proxy [servidor que permite conectar-se a computadores no exterior, livres da censura]ou um software como o Tor. Alguns chineses que querem ter contato com a audiência internacional escolhem fazer isso. O problema é que se você for um usuário chinês e usar o Twitter, você vai falar com americanos, brasileiros e europeus, mas não estará falando com chineses, porque eles usam Weibo. Então você pode pensar como se o país tivesse duas internets. Uma domestica controlada principalmente pela censura e outra internet internacional para quem domina a tecnologia. 

Essas ferramentas para driblar a censura têm suas limitações? 

O que essas ferramentas são boas em fazer é passar pelo primeiro tipo de censura, quando o país diz que você não pode acessar um tipo de conteúdo. Essas ferramentas são perfeitas para isso, mas muito lentas. Outro problema é que elas quebram algumas páginas, páginas muito interativas, que usem Java. 

O grande problema com essas ferramentas é que são muito pouco usadas. Fizemos um cálculo um ano e meio atrás e tentamos descobrir quantos usuários em países que censuram a internet as usam. Chegamos à estimativa de 3%, o que é menor do que esperávamos. Ficamos surpresos, mas parece que muitos chineses pensam: “Que chato não conseguir acessar o Twitter, mas todos os meus amigos estão no Weibo. Então é com isso que me importo”. Isso é mais comum do que pensamos. 

Esses governos teriam como saber quem tenta acessar algum site proibido? 

Não seria muito difícil para eles saberem quem quer acessar esses conteúdos, mas não temos visto esses governos perseguindo esse tipo de usuário. Eles seguem os agitadores e ativistas, não os cidadãos comuns que buscam informação. Essa não a principal ameaça para eles. Há muitas histórias de governos prendendo gente por postar coisas na internet. 

Então o governo, além de proibir o acesso a certos sites pode partir para uma censura mais... física, prendendo seus cidadãos? 

Nós já discutimos 3 formas de censura. Existem mais duas formas importantes. Uma é intimidando as pessoas, fazendo elas sentirem medo de criar conteúdos e de escrever online. Outra forma é fazendo ataques contra sites que te incomodam. 

Alguns paises usam só um desses modos? 

Claro. Por exemplo, a Rússia é boa em alguns tipos de censura, mas não se envolve com outros. Ela muito raramente bloqueia o acesso a conteúdos. Mas eles intimidam pessoas, principalmente jornalistas. Eles promovem vozes pró-governo e fazem ataques de negação de serviço a algumas páginas. É interessante que eles não sintam necessidade de usar a censura de modo tradicional, uma vez que as outras ferramentas são tão eficientes.



Como você vê o SOPA nessa discussão sobre censura? 

É importante perceber que quase todos os paises tentaram controlar os discursos na internet de algum modo. Nos EUA não há controle na fala política, porque isso é proibido pela constituição. Mas há um modo de controlar o discurso comercial, que viole os direitos autorais. Se eu usar o Twitter e colocar o endereço de um vídeo com direitos autorias, eles podem retirar meu link do ar, há mecanismos na lei americana para isso. No entanto, os mecanismos que os EUA estão querem colocar em prática com o SOPA podem ser usados por outros países para tentar controlar discursos políticos. A China pode querer tirar um conteúdo do ar porque ele viole o copyright do partido comunista, por exemplo. 

Mas as principais críticas contra o SOPA são os compromissos necessários para ele funcionar. Você poderá processar o Twitter por conta de algo que um de seus usuários fez. Esse compromisso fez com que muitas empresas fossem contra a lei. O Youtube talvez nunca existisse se eles fossem responsáveis pela publicação de material com direitos autorais. Isso poderia acabar com as inovações na web. 

Então os dois lados têm interesses financeiros? 

Claro. Os detentores dos direitos autorais querem tirar a pirataria do ar. Eles podem estar certos ou errados (alguém pode dizer que a pirataria abre mercados, pode dizer que ela abre novos modos de negócios), mas acham que a pirataria é uma ameaça ao seu negócio. O Google por outro lado pensa que se puder ser processado só porque sua busca tem um link para um conteúdo pirata, será um perigo ao seu negócio. Dos dois lados há empresas ameaçadas. O interessante é notar que nos Estados Unidos os usuários começaram a lutar em favor dessas companhias da web. Eles simplesmente disseram: “nós gostamos do Tumblr, Twitter e Google. E vamos pressionar nossos legisladores contra a SOPA.” Pouquíssima gente ficou a favor dos estúdios e gravadoras. 

Essa postura dos usuários pode ser vista como uma mudança de geração? 

Pode sim. Para meus pais, poderia ser legal ir trabalhar para uma grande gravadora. Mas para a minha geração o legal seria começar uma companhia de internet. É uma mudança cultural sobre o que é legal e excitante. 

Mas agora que o SOPA caiu essa discussão acabou? 

O interessante é que logo que a lei foi retirada de votação, o Departamento de Justiça americano atacou o Megaupload, um negócio que parecia estar fazendo muito dinheiro com pirataria. Você pode ver esse ataque como um modo de dizer que os EUA não precisam de novas leis, eles já são capazes de ir atrás dos donos dessas companhias usando as atuais. 

É importante entender que o debate sobre o SOPA não é o mesmo da censura em paises como a China. Eles costumam ser citados juntos porque usam algumas técnicas parecidas, mas é importante reconhecer que há diferenças entre os dois e que cada discussão terá de ser ganha usando argumentos diferentes.
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