sábado, 25 de fevereiro de 2012

Brasil Atual: OAB de SJ dos Campos extingue comissão de direitos humanos

25.02.2012
Do blog VI O MUNDO,22.02.12
Da Rede Brasil Atual
A Comissão de Direitos Humanos da OAB* de São José dos Campos foi extinta pelo presidente da entidade, Júlio Rocha.
Segundo o advogado Aristeu César Pinto Neto, que presidia essa comissão, não houve justificativa para extingui-la.
Ele considera o ato um atentado contra a democracia.
Para ouvir a entrevista, clique abaixo:


PS do Viomundo: *A comissão atuou em defesa dos direitos dos moradores do Pinheirinho.
Leia também:

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Tucano chama líderes comunitários de “parasitas”

25.02.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 23.02.12


Audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH) com moradores retirados da comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), e representantes do Ministério das Cidades e da Secretaria-Geral da Presidência da República, acabou provocando bate-boca entre senadores. 

Os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e Eduardo Suplicy (PT), ambos de São Paulo, se desentenderam no início da audiência. Aloysio Nunes acusou os senadores petistas Suplicy e Paulo Paim (RS), presidente da comissão, que estava ausente, de politizarem o episódio para favorecer o partido nas eleições municipais. Como argumento, lembrou que nada foi feito com relação às desocupações ocorridas no Distrito Federal e na Bahia, cujos governadores são do PT.

"É um procedimento unilateral que visa a instrumentalizar a comissão por partidos políticos, no caso o PT, e outros grupos como o PSTU que o usa para terceirizar seu radicalismo". Aloysio Nunes chamou os líderes comunitários do movimento de "parasitas", atribuindo a eles a radicalização, "o circo", dias antes da reintegração da posse da área. "Tinha gente querendo brincar de insurreição, pseudorrevolucionários prontos para radicalizar". O senador informou que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não mandou representantes para a comissão para desarmar a iniciativa de explorar politicamente o episódio.

O senador Eduardo Suplicy protestou e, aos gritos, pediu que Aloysio Nunes tivesse a "dignidade de ver as cenas de barbaridades que aconteceram no local". "Pode gritar a vontade, (senador Suplicy), que não me impressiona", reagiu o tucano. Aloysio lembrou que Suplicy relatou casos de violência no plenário uma semana depois da ação, depois de tomar conhecimento do que aconteceu por assessores de seu gabinete. Informações Estadão

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ELIAS CÂNDIDO: SOBRE "NEGROS DE ALMA BRANCA"

25.02.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 23.02.12
Por Elias Cândido*

A história de luta do povo negro no Brasil começa logo que o primeiro navio negreiro aportou nessas paragens, trazendo, reis, rainha, guerreiros, futuros quilombolas e negros de alma branca. As lutas por liberdade nos séculos que se seguiram enfrentaram grandes dificuldades por conta do poderio bélico do agressor, da manipulação da igreja católica, dos cruéis castigos que intimidavam pessoas de bem que queriam resistir e dos negros de alma branca.

A vitória , parcial, que foi a abolição, não veio através da princesa , mas apesar dela. muitas foram as batalhas, muitos foram os quilombos formados, alguns que superavam a sociedade brasileira institucionalizada em organização, justiça, liberdade, fraternidade e paz, não em poucos conviviam índios, colonos brancos pobres, mouros, em um clima de respeito à diversidade étinica e religiosa.

Muitos foram destruídos por ações de negros de alma branca, que delatavam suas posições e quantidade de pessoas, facilitando o trabalho do agressor. Naquele tempo, eles atendiam pelo nome de negro da casa, ou negro de dentro. com raríssimas execões, eram escolhidos porque inspiraram confiança nos senhores, por causa de suas fragilidades de caráter. e correspondiam à essa confiança entregando seus irmãos que fugiam ou que cometiam o que o dono de engenho entendia por delito, atos esses que podia levar seu companheiro ao aleijume, à privação de alimentos por dias ou até à morte.

Eram recompensados com a permissão de dirigir a palavra diretamente ao escravocrata e comer os restos do almoço da casa grande, comida de melhor qualidade. além disso, raramente sofriam castigos físicos. Com o aprofundamento da resistência, através de ataques à fazendas, fugas, multiplicação de quilombos com operação de resgate de escravos, os negros de alma branca, os que tinha alguma coragem, se tornaram capitães do mato, e armados, recapturavam seus irmãos em fuga e eram linha de frente em invasões de quilombo.

Miseráveis morais, chegavam a arriscar a própria vida pelo opressor contra o próprio povo. Finda a escravidão, apesar da contrariedade dos negros de alma branca, esses capitães do mato desempregados continuaram a agir da mesma maneira servil aos piores tipos de racista, que diziam que, diferente dos demais, que se rebelavam, esses eram os bons negros, os de alma branca.

E esses ficavam felizes com esse tipo de comentários. ainda ficam. eles ainda estão por aí, contrários às cotas ou manifestações. Negam o racismo e votam nos racistas da pior espécie. se submetem a todo tipo de humilhação e querem que você faça o mesmmo. se envergonham do próprio cabelo, das roupas, costumes e religiosidade do seu povo e costumam dizer que o responsável pelo racismo é o próprio negro, como se fosse surdo e não ouvisse o absurdo de suas próprias palavras.

Como militante de combate ao racismo, fico muito a vontade para entender o que quis dizer Paulo Henrique Amorim. Como negro, sou a maior vítma dos negros de alma branca. Eu, modestamente estudioso da história do negro no Brasil, os conheço bem e posso reconhecê los a distância, pela linguagem, pelo olhar medroso, pelo jeito janota de se vestir e pela sintáxe entreguista.

Assim como reconheço o trabalho de PHA pelos negros, apoiando programas voltados à essa população e denunciando o racismo da grande mídia. Ele sim, tem todo o meu apoio. Que os negros e pessoas bem intencionadas não se confundam: Uma ação contra o racismo jamais viria de alguém da Rede Globo, a maior propagadora de racismo desse país.

Elias Candido é presidente do Partido dos Trabalhadores em V. Matilde, militante de combate ao racismo, professor e quilombola de coração.

*Elias Candido é presidente do Partido dos Trabalhadores em Vila Matilde, militante de combate ao racismo, professor e quilombola de coração.
Obs: Comentário feito no Blog da Cidadania.
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BÓRIS CASOY, DEFENSOR DOS RICOS SONEGADORES E ODEIA GARIS

25.02.2012
Do BLOG DA CIDADANIA
Por José Medeiros*

Bóris Casoy, não gosta de garis. Recebeu esta "homenagem" dos trabalhadores ,  no Maranhão

Boris Casoy, preconceituoso, inimigo dos pobres, afinado com a elite das elites, odeia o mais legítimo representante do povo brasileiro, o presidente Lula, o grande ídolo deste país. Aposto que o casoy defende a entrega do Brasil ao complexo imperialista mundial. Um hipócrita cuja máscara caiu quando fez, sem saber que estava ainda oa vivo, aquele comentário desprezível, um primor de desprezo contra os mais humildes: do alto das suas vassouras. 

Como ele é ligado ao alto poder financeiro, escapou ileso de ser processado. Mas teve que se retratar, para depois continuar sacaneando o povo. Jamis assitirei qq. coisa deste mau cidadão. Nem dele e nem da rede Globo. Eles por si mesmos se destroem. Vão ficar sozinhos, porque les não conhecem a lama da maioria da população. Acho que Heraldo Pereira, insuflado pela Globo, também se dará mal. 

Não tinha que processar o PHA por racismo quando o país inteiro e principalmente os negros sabem que PHA não é racista. E os negros são os que sabem realmente se há ou não racismo. Não adianta branco da Globo escrever livros negando esta realidade. Na minha opinião o PIG está a comemorar, sem o saber, a própria derrota. 

Mais um tiro no próprio pé PHA irá emergir deste episódio com mais apoio do que tinha antes. 

* Comentário feito por José Medeiros, sobre a matéria "Bóris Casoy acusa Lula pela morte de ex-dona da Daslu", escrito por Eduardo Guimarães no BLOG DA CIDADANIA, 25.02.12
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MANIPULAÇÃO DA MÍDIA GOLPISTA: A injúria e a liberdade de expressão

25.02.2012
Do BLOG DO MIRO, 23.02.12
Por Max Altman

Em editorial publicado na edição de 18 de fevereiro sob o título “Rafael Correa, ditador”, o jornal Folha de S. Paulo afirma que a possibilidade do governante equatoriano se sujeitar a críticas públicas, “ainda que veementes, mesmo se injustas, sem que o autor seja punido por expressá-las”, não existe mais no Equador.

O jornal se referia a que na quinta-feira, 16 de fevereiro, a Corte Nacional de Justiça, que é a suprema instância daquele país, confirmou por unanimidade, após recursos em outras instâncias, a sentença inicial que condenou diretores e colunista do diário El Universo a três anos de prisão e multas que somadas totalizam 40 milhões de dólares, por crime de injúria.

É preciso que se diga, a bem da verdade, que críticas veementes, amiúde injustas e caluniosas, contra Rafael Correa foram e são estampadas na imprensa equatoriana, antes, durante e depois do processo que condenou os diretores de El Universo. Basta ler editoriais, matérias de opinião e até simples reportagens publicadas diariamente em publicações locais como Diario Hoy, La Hora, El Telegrafo, El Comercio, alem do próprio El Universo, só para citar as mais importantes.

E como a Folha pretende aferir se existe democracia no Equador, basta acrescentar à ampla liberdade de imprensa o fato de Rafael Correa ter sido eleito e reeleito por destacada maioria, da atual Constituição ter sido redigida após pleito constituinte específico e ela ter passado por aprovação popular após demorada discussão.

Aos fatos. Em 6 de fevereiro de 2011, no exercício da liberdade de expressão, um dos pilares da democracia, o colunista Emílio Palácio, editor de opinião do jornal El Universo, publicou um pesadíssimo artigo sob o título “No a las mentiras”. O texto, que em nenhum momento se refere ao presidente pelo seu nome e sim pelo epíteto “Dictador”, conclui com os seguintes parágrafos:

“O Ditador deveria recordar, por último, e isto é muito importante, que com o indulto [aos acusados da tentativa de golpe contra Correa em 30 de setembro de 2010], no futuro, um novo presidente, talvez inimigo seu, poderia levá-lo diante de uma corte penal por ter ordenado fogo a vontade e sem prévio aviso contra um hospital cheio de civis e gente inocente". E “Os crimes de lesa humanidade, que não esqueça, não prescrevem.”

Sentindo-se injuriado e caluniado, Correa, incontinente, exigiu uma pronta e cabal retratação. O jornal a tanto se recusou, seguindo em sua linha de ataque, desta vez acusando-o de cercear a liberdade de imprensa.

Recorde-se que naquele mesmo artigo, o Sr. Palacio escrevera “se cometi algum delito [ele estava sendo acusado como um dos instigadores da tentativa de golpe de Estado] exijo que se prove; do contrário não espero nenhum perdão judicial e sim as devidas desculpas.” Era exatamente o que o presidente Correa estava pretendendo.

Em 21 de março, no exercício em defesa de sua honra, outro pilar da democracia, tão importante quanto a liberdade de expressão, ingressou na justiça. Não mandou esbirros empastelar o jornal como já ocorrera na própria história de países de nossa região. Democraticamente, em respeito a uma das instituições fundamentais da democracia, passou a aguardar a decisão judicial.

Em 19 de julho, após meses de entreveros e percebendo, diante da tenacidade de Correa em defesa de seus direitos, que o clima não lhes era favorável, a direção de El Universo envia em 19 de julho uma carta aberta ao presidente: “O Senhor vem exigindo que retifiquemos dito artigo, advertindo-nos que “se a empresa quebra, será porque El Universo não se retratou”.

Não obstante, sendo para nós impossível retificar afirmações que não foram nossas (sic) – e sem poder antecipar que a retificação que façamos coincida com seu pensamento – lhe oferecemos que nos faça chegar o texto da retificação exigida para dispor sua reprodução integral em El Universo, no dia e espaço que o senhor assinalar.”

Rafael Correa considerou extemporânea a retificação proposta pelo periódico. Disse que se devia fazê-lo no dia seguinte das acusações, como reiteradamente havia pedido. Agora preferia esperar a decisão da justiça.

Os diretores do El Universo se defenderam no processo alegando que a ação de Correa tinha por objeto silenciar toda crítica, restringindo o direito às liberdades de opinião e expressão. Arrazoaram mais que o juízo violava o ordenamento jurídico e, principalmente, alguns dos principais direitos fundamentais reconhecidos internacionalmente. E mais, não se podia abrir um processo penal com respeito a juízos de valor emitidos ao amparo das liberdades de pensamento, de opinião e de expressão e que as injúrias a uma autoridade pública, relacionadas com o desempenho de seu cargo, não constituem delitos.

O tribunal argumentou que ao ler o artigo “Não às mentiras” desde seu início, se vai preparando e induzindo o leitor contra o “Ditador” com uma série de injúrias menores que buscam incutir na mente do leitor um marcado desafeto contra o senhor Rafael Correa. E chega ao seu zênite com o final em que o acusa de ser autor de delito de lesa humanidade. Para que exista injúria é necessária a existência de “animus injuriandi”, quer dizer, a intenção ou ânimo de injuriar, de ofender, de desonrar ou desacreditar a vítima.

O articulista e o jornal sabiam que ditas expressões causariam um dano irreparável à fama e o bom nome do presidente por tratar-se de expressões que o acusam de cometimento de um delito grave, talvez o pior que exista no mundo, o de lesa humanidade, como o de “ter ordenado fogo à vontade num hospital cheio de civis”. A liberdade de expressão tem um limite. Para aquelas pessoas que não o tenham claro, se chama injúria e é um delito que como tal se julga pela via penal.

 

No âmbito internacional o direito à honra tem seus antecedentes positivos na Declaração Americana de Direitos Humanos e Deveres do Homem que dispõe claramente em seu art. 5º: “Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra os ataques abusivos a sua honra e a receber proteção dela.” Também na Comissão Americana sobre Direitos Humanos se estabelece a proteção da honra e da dignidade em seu art. 11 que dispõe: “Toda pessoa tem direito ao respeito a sua honra, ninguém pode ser objeto de ataques legais a sua honra ou reputação, toda pessoa tem direito à proteção da lei contra essas ingerências ou esses ataques”.

A Folha, assim como os demais veículos de comunicação, televisivos, radiofônicos ou escritos, têm o direito inalienável de expressar livremente sua opinião. Porém, conscientes sempre que o jornalismo tem o dever de buscar a verdade, a objetividade e o equilíbrio. Podem, como o fazem, defender seus interesses de classe e sua ideologia. Podem, mas não devem, se substituir aos partidos políticos que respondem aos seus princípios, definindo sua agenda política. Costumam pôr-se, mas não podem, no lugar da polícia, do ministério público e da justiça, apontando, indiciando, julgando e condenando, a um só tempo e a seu bel-prazer, com ou sem provas, os desafetos e inimigos políticos.

Mas se o exemplo dado ao mundo por Rafael Correa for seguido, não ficarão sem resposta.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2012/02/injuria-e-liberdade-de-expressao.html#more

Para deter PSD, 8 siglas fazem 'guerrilha' no Congresso e ação conjunta no TSE

25.02.2012
Do portal MSN/ESTADÃO, 24.02.12
Por EDUARDO BRESCIANI
RICARDO BRITO / BRASÍLIA

Uma mobilização conjunta de oito partidos, que reúnem 265 deputados federais, foi desencadeada para impedir que o recém-criado PSD tenha acesso ao fundo partidário e ao horário eleitoral gratuito de rádio e TV em tamanho proporcional a sua bancada na Câmara, hoje de 47 parlamentares em atividade. A ação será coordenada no campo judicial e na 'guerrilha' do Congresso. A pressão desse grupo já levou o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), a negar ao PSD a possibilidade de presidir comissões temáticas da Casa.
O próximo passo será o envio na semana que vem de manifestações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desejo do partido do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de obter farto tempo na televisão durante as eleições de 2012. Os oito partidos optaram pela estratégia da saturação: vão enviar ao TSE oito memoriais anti-PSD.
Fazem parte desse movimento PMDB, PSDB, DEM, PP, PR, PTB, PPS e PMN. A articulação teve início em dezembro passado, como informou o Estado, e se intensificou na antevéspera do carnaval. Em reunião realizada no gabinete do presidente do DEM, senador José Agripino (RN), presidentes e representantes desses oito partidos decidiram criar uma estratégia jurídica conjunta para defender o próprio espaço ante aos anseios e articulações do PSD.
'Cada partido tem de ter o que merece. A lei é muito clara: o tempo de televisão e o fundo partidário são divididos de acordo com o resultado da eleição', diz o presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO).
O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), diz que a mobilização visa a defender os partidos políticos envolvidos e não impedir o progresso do PSD. Para o tucano, uma possível aliança com a legenda de Kassab em São Paulo não mudará a posição tucana sobre o assunto. 'Esta não é uma questão do partido do Kassab, mas do futuro dos partidos. Não vejo nenhuma influência disso no processo eleitoral', disse Guerra ao Estado.
O primeiro passo dado em conjunto por este grupo foi o posicionamento no debate sobre as comissões temáticas na Câmara.
Veto. Os presidentes dos oito partidos pressionaram para que Maia negasse o pedido do PSD de dividir as comissões permanentes da Casa por uma nova proporcionalidade levando em conta o surgimento da legenda. O presidente da Câmara acatou o pedido e decidiu contra o PSD.
Essa primeira vitória foi considerada crucial porque a divisão do tempo de rádio e TV e do fundo partidário é feita justamente de acordo com a proporcionalidade da Câmara. 'Isso reforça o nosso argumento no Judiciário. Com essa decisão, o Legislativo deu sua posição expressa com o respaldo da maioria do colégio de líderes', afirma Agripino.
Parecer. O presidente do DEM disse que o grupo pediu a Paulo Brossard, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, a elaboração de um parecer jurídico sobre os assuntos que serão analisados pelo TSE. Brossard afirmou ao Estado que já apresentou a manifestação. O parecer servirá de moldura para as ações dos oito partidos. A ideia é dar um tom pluripartidário à insatisfação das legendas ao pleito do PSD.
Na sexta-feira passada, o ministro Marcelo Ribeiro solicitou a manifestação de 20 partidos que podem ser afetados pela decisão. Após a publicação deste pedido, que deve acontecer na próxima segunda-feira, as siglas terão três dias úteis para enviar ao TSE suas opiniões. Os advogados dos partidos apresentarão argumentos semelhantes. A principal tese é que o PSD não passou pelo teste das urnas. Portanto, não deve ter acesso aos benefícios.
Argumento. Para o advogado do PSD, Admar Gonzaga, como a legislação permite aos parlamentares deixar um partido para fundar outro, isso significa que ele é dono do mandato e, consequemente, beneficiário dos direitos que dele advém. 'Se o deputado muda de partido para criar um novo, ele leva a herança dos votos', afirmou o advogado. Por isso, argumenta Gonzaga, o PSD teria direito a uma cota do fundo partidário e tempo de TV proporcional à votação obtida pelos parlamentares que fundaram a sigla.
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Acusação de racismo contra Paulo Henrique Amorim é leviana; entenda o caso

25.02.2012
Do  blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 24.02.12

O “negro de alma branca” é o negro que renega sua cor, sua raça, em nome dessa falsa democracia racial tão cara a quem dela usufrui. É o negro que se finge de branco para branco ser, mas que nunca será, não neste Brasil de agora, não nesta nação ainda dominada por essa elite abominável, iletrada e predatória – e branca.

Paulo Henrique Amorim Heraldo racismo
Classificar Paulo Henrique Amorim de racista vai além de qualquer piada de mau gosto. É a inversão absoluta de valores e opiniões.
Como já observou Renato Rovai, tem gente celebrando o acordo realizado entre Amorim e o repórter Heraldo Pereira, da TV Globo, como uma vitória contra o racismo. E uma derrota da “blogosfera progressista”. Coisa de gente ingênua, esperta ou tonta mesmo.
Abaixo, reproduzimos texto do colega Leandro Fortesque joga luz sobre a questão.
Paulo Henrique Amorim, assim como eu e muitos blogueiros e jornalistas brasileiros, nos empenhamos há muito tempo numa guerra sem trégua a combater o racismo, a homofobia e a injustiça social no Brasil. Fazemos isso com as poderosas armas que nos couberam, a internet, a blogosfera, as redes sociais. Foi por meio de pessoas como PHA, lá no início desse processo de abertura da internet, que o brasileiro descobriu que poderia, finalmente, quebrar o monopólio da informação mantido, por décadas a fio, pelos poderosos grupos de comunicação que ainda tanto fazem políticos e autoridades do governo se urinar nas calças. PHA consolidou o termo PIG (Partido da Imprensa Golpista) e muitos outros com humor, inteligência e sarcasmo, características cada vez mais raras entre os jornalistas brasileiros. Tem sido ele que, diuturnamente, denuncia essa farsa que é a democracia racial no Brasil, farsa burlesca exposta em obras como o livro “Não somos racistas”, do jornalista Ali Kamel, da TV Globo.

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Por isso, classificar Paulo Henrique Amorim de racista vai além de qualquer piada de mau gosto. É, por assim dizer, a inversão absoluta de valores e opiniões que tem como base a interpretação rasa de um acordo judicial, e não uma condenação. Como se fosse possível condenar PHA por racismo a partir de outra acusação, esta, feita por ele, e coberta de fel: a de que Heraldo Pereira, repórter da TV Globo, é um “negro de alma branca”.
O termo é pejorativo, disso não há dúvida. Mas nada tem a ver com racismo. A expressão “negro de alma branca”, por mais cruel que possa ser, é a expressão, justamente, do anti-racismo, é a expressão angustiada de muitos que militam nos movimentos negros contra aqueles pares que, ao longo dos séculos, têm abaixado a cabeça aos desmandos das elites brancas que os espancaram, violentaram e humilharam. O “negro de alma branca” é o negro que renega sua cor, sua raça, em nome dessa falsa democracia racial tão cara a quem dela usufrui. É o negro que se finge de branco para branco ser, mas que nunca será, não neste Brasil de agora, não nesta nação ainda dominada por essa elite abominável, iletrada e predatória – e branca. O “negro de alma branca” é o negro que foge de si mesmo na esperança de ser aceito onde jamais será. Quem finge não saber disso, finge também que não há racismo no Brasil.
Recentemente, fui chamado de racista por um idiota do PCdoB, partido do qual sou, eventualmente, eleitor, e onde tenho muitos amigos. Meu crime foi lembrar ao mundo que o vereador Netinho de Paula, pagodeiro recentemente convertido ao marxismo, havia espancado a esposa, em tempos recentes. E que havia dado um soco na cara do repórter Vesgo, do Pânico na TV. Assim como PHA agora, fui vítima de uma tentativa primária de psicologia reversa cujo objetivo era o de anular a questão essencial da discussão: a de que Netinho de Paula era um espancador, não um negro, informação esta que sequer citei no meu texto, por absolutamente irrelevante. Da mesma forma, Paulo Henrique Amorim se referiu a Heraldo Pereira como negro não para desmerecer-lhe a cor e a raça, mas para opinar sobre aquilo que lhe pareceu um defeito: o de que o repórter da TV Globo tinha “a alma branca”, ou seja, vivia alheio às necessidades e lutas dos demais negros do país, como se da elite branca fosse.
Não concordo com a expressão usada por PHA. Mas não posso deixar de me posicionar nesse momento em que um jornalista militante contra o racismo é acusado, levianamente, de ser racista, apenas porque se viu na obrigação de fazer um acordo judicial ruim. Não houve crime, sequer insinuação, de racismo nessa pendenga. Porque se pode falar muita coisa sobre Paulo Henrique Amorim, menos, definitivamente, que ele é racista. Qualquer outra interpretação é falsa ou movida por ma fé e vingança pessoal de quem passou a ser obrigado, desde o surgimento do blog “Conversa Afiada”, a conviver com a crítica e os textos adoravelmente sacanas desse grande jornalista brasileiro.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/02/acusacao-de-racismo-contra-paulo-henrique-amorim-e-leviana-entenda-o-caso.html

Serra candidato á presidente, será prefeito de SP por dois anos

25.02.2012
Do blog  OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA





Em um  comunicado no mês de janeiro, Serra re-re-re-reafirmou que não será candidatoá prefeitura de São Paulo.




Em 14 de fevereiro  do mesmo ano,  José Serra, mudou de idéia. Já admite  para aliados mais próximos a  ser o candidato do PSDB nas eleições municipais deste ano. Serra não tem  palavra!


Em 2004, José Serra  prometeu, ao vivo em debate na TV, não renunciar à prefeitura para concorrer a outro cargo, . Não cumpriu. Abandonou a prefeitura para se candidatar a governador de S.Paulo. Mais tarde, abandonou o governo paulista com o vice Alberto Goldman para candidatar-se a presidência da República...



Eleito em 2004, Serra renunciou com menos de um ano e meio de mandato para concorrer ao governo do Estado. Na campanha, em sabatina de um jornal  , ele havia assinado documento em que se comprometia a cumprir os quatro anos na prefeitura.
José Serra  pode decidir-se pela candidatura a prefeito, mas, todos sabemos, ser prefeito não é o seu desejo. Se efetivada tal decisão, Serra  vai abandonar a prefeitura, para  sair  candidato a presidente...de novo

Hoje na Folha: Serra decide disputar Prefeitura de SP

O ex-governador José Serra decidiu entrar na corrida à Prefeitura de São Paulo e admite a possibilidade de se inscrever nas prévias convocadas pelo PSDB para definir o candidato do partido, informa reportagem publicada na Folha deste sábado (a íntegra está disponível para assinantes do jornal 

O ex-governador de São Paulo e candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais pelo PSDB, José Serra, decidiu entrar na corrida à prefeitura de São Paulo e pode se inscrever nas prévias convocadas de seu partido para definir o candidato da legenda, de acordo com reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo deste sábado. Serra estaria reunido na noite desta sexta com o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), para discutir detalhes de sua candidatura.

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2012/02/serra-candidato-presidente-sera.html

Pelo mundo, brasileiros protestam contra a desocupação do Pinheirinho

25.02.2012
Do portal OPERA MUNDI, 05.02.12
Por  Thassio Borges | Redação


Manifestações aconteceram em frente às embaixadas do Brasil na Argentina, França e no Chile

Dezenas de pessoas, sendo a grande maioria brasileira, protestaram neste sábado (04/02) contra a ação de desocupação da comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos, realizada no último mês de janeiro. As manifestações aconteceram na França, na Argentina e no Chile.
Com cartazes e bandeiras do Brasil, os manifestantes em Paris se concentraram em frente à embaixada brasileira. O grupo de cerca de 50 pessoas desafiou o frio da capital francesa e chamou a atenção para a ação que desalojou cerca de 6 mil pessoas que moravam na área de mais de um milhão de metros quadrados em São José dos Campos.
Duda Bastos/Divulgação
Manifestantes concentraram-se em frente à embaixada brasileira
O protesto, no entanto, foi interrompido por determinação da polícia francesa, que exigiu a saída dos manifestantes da frente da embaixada brasileira na França. Os policiais alegaram que o grupo não poderia tirar fotos em frente à embaixada. Com isso, os manifestantes foram a uma praça próxima ao local, onde seguiram protestando com um grupo mais reduzido.
Na Argentina também houve protesto. Um grupo de 20 pessoas partiu do Obelisco, em Buenos Aires, em direção à embaixada brasileira da cidade. Com cartazes e apitos, os manifestantes pediam justiça para as famílias que foram desalojadas.
Aldo Jofre Osorio
Manifestação da Argentina partiu do Obelisco, em Buenos Aires
Com a mensagem “Todos somos Pinheirinho”, o grupo cantou durante a passeata para atrair a atenção de brasileiros que visitavam a capital argentina. Dessa forma, foi possível aumentar o número de manifestantes para cerca de 30 pessoas.
O Chile também foi palco de protestos contra a desocupação do Pinheirinho. Também na capital do país, cerca de 20 pessoas se concentraram na Praça Los Heroes, onde fica a embaixada brasileira do país. Com o tempo, alguns chilenos juntaram-se à manifestação e o número de pessoas protestando subiu para 30.
Histórico
Esta não é a primeira vez que brasileiros protestam em outros países contra a ação do Pinheirinho. Na última terça-feira (31/01), cerca de 40 brasileiros se reuniram em frente à embaixada do Brasil em Berlim, na Alemanha, para mostrar apoio aos moradores da comunidade.
Com uma faixa que exibia os dizeres “Wir sind alle Pinheirinho” - na tradução do alemão: “Todos somos Pinheirinho” – os manifestantes encararam o frio europeu para mostrar sua indignação frente ao caso.
A comunidade de Pinheirinho estava instalada há oito anos em um terreno da cidade de São José dos Campos. O local é alvo de uma disputa na Justiça envolvendo uma empresa falida do especulador Naji Nahas.
Cumprindo uma ação da Justiça de São Paulo, a Polícia Militar despejou os moradores e casas foram, posteriormente, destruídas. Autoridades e organizações de direitos humanos criticaram a ação por considerar que a Polícia usou de força excessiva para retirar a comunidade do local.
Centenas de pessoas seguem em abrigos provisórios oferecidos pela Prefeitura da cidade, pois não tem para onde ir. Na última semana, o caso ganhou ainda mais repercussão internacional já que a urbanista Raquel Rolnik, relatora das Nações Unidas para o direito à Habitação, denunciou as violações aos direitos humanos no Pinheirinho.

Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19667/pelo+mundo+brasileiros+protestam+contra+a+desocupacao+do+pinheirinho.shtml