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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Cadê o dinheiro da Fundação Roberto Marinho?

21.02.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 20.02.12
Por Paulo Henrique Amorim



Reportagem de Marcelo Auler na página 28 da Carta Capital informa que “a Procuradoria da República investiga um convênio da Fundação Roberto Marinho com o Ministério do Turismo criticado pelo Tribunal de Contas e pela Controladoeia Geral da União”

A Reportagem mostra que a Globo fatura mais de 10 bilhões de reais por ano e recebeu a micharia de 17 milhões através da fundação.

O Objetivo era treinar 80 mil profissionais em curso de inglês on-line para a Copa do Mundo. 

Aparentemente foram formados 14 mil estudantes ao custo de 1.200,00 reais por estudante.

O Ministério suspendeu o pagamento da última parcela da desastrada operação.

Viva o Brasil!

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Grécia se desfaz


21.02.2012
Do blog ESQUERDOPATA,20.02.12
Por Andrei Netto
Enviado especial de O Estado de S.Paulo

Yiannis Tisaples, 31 anos, percebeu no domingo à noite que seu chefe acompanhava em tempo real, em frente ao computador, as informações sobre a votação de mais um plano de austeridade, o quinto aprovado pelo Parlamento da Grécia em dois anos. Entre as medidas previstas, estava o corte do salário mínimo. Na manhã seguinte, ao retornar ao trabalho depois de uma noite de sono difícil, Tisaples, um diretor de cinema transformado pela crise em entregador de fast food, foi chamado por seu patrão e recebeu a notícia: ou aceitaria o rebaixamento de 22% de seu salário, chegando ao novo piso de € 586 bruto, ou seria demitido.

Tisaples engoliu o orgulho e aceitou a imposição, com medo de se tornar mais um dentre um milhão de desempregados do país, metade deles demitidos no último ano. Temia perder ainda mais e passar a depender de um seguro-desemprego cada vez mais precário, cujo valor também caiu de € 450 para € 360. "Eu já estava pronto a aceitar 10% de redução em troca da manutenção do emprego. Quando soube que seriam os 22%, me senti humilhado e triste", diz o diretor. "O que está acontecendo com o povo grego não é justo, não é correto."

Como Tisaples, milhões de gregos vêm sendo sucessivamente rebaixados de classe social desde 2009, quando explodiu a crise das dívidas soberanas no país. Desde então, 3,2 milhões de pessoas - 30% dos gregos - desabou na pirâmide social, caindo abaixo da linha da pobreza. Nas ruas de Atenas, o avanço da miséria em dois anos é chocante e se resume em um dado: 30 mil gregos estão vivendo de mendicância nas ruas - duas vezes mais que em 2009.

Nesse meio tempo, o desemprego saltou de 6,6% - nível da Alemanha - para 20%, situação agravada pela desaparição súbita do Estado de bem-estar social. Nos últimos seis meses, mais de 60 mil pequenas empresas fecharam as portas na Grécia. No centro de Atenas, mesmo lojas da prestigiosa Rua Ermou - outrora o sexto metro quadrado mais caro do mundo - estão às moscas ou fechadas. Grandes hotéis da Praça Omonia fecharam as portas, em recesso. Depredações se multiplicam e pichações com slogans anarquistas se espalham pelas paredes.

O drama é mais grave entre jovens: 48% estão na rua, sem emprego. Uma geração perdida começa a se formar, apesar da alta qualificação acadêmica. Aris Karamis, 26 anos, é um exemplo. Filho de um médico e de uma funcionária pública - cujo salário caiu 25% -, é programador com curso superior pela Universidade de Atenas e mestrado na Brunel University, de Londres. Apesar do currículo de exceção, vive o desemprego desde que deu baixa das Forças Armadas. Sem alternativa de renda, distribui jornais gratuitos em estações de metrô da capital em troca de € 5 por hora - quando é chamado. Nessas horas, sente-se pressionado. "Tenho pensado muito em deixar o país", disse na terça-feira, observando as cinzas do cinema Attikon, na Rua Stadiou, transformada em epicentro do quebra-quebra de domingo passado.

Outro a fitar a destruição era Nicolas Laskaris, 27 anos, também programador. Sem emprego algum, nem mesmo free lancers precários, não tem dinheiro "para nada". Reconheceu constrangido que não paga mais metrô por falta de troco para o transporte. Angustiado com seu futuro, esteve na Praça Syntagma no domingo para protestar. Não participou dos ataques à polícia e ao patrimônio, mas entende quem o fez. "É uma demonstração de ira. Atenas está sendo destruída porque a crise econômica se tornou social", entende. "Não há futuro, não há esperança."
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Governo estadual quer criar ponte aérea do Recife com o Panamá


21.02.2012
Do BLOG DE JAMILDO, 20.02.12
Postado por Jamildo Melo 


O secretário estadual Maurício Rands, depois de voltar da Colômbia, onde esteve aoompanhando o governador Eduardo Campos, acaba de viajar, novamente, agora para o Panamá, com o objetivo de negociar com empresas aéreas o estabelecimento de um voo direto para o Recife.

A ponte aérea pode ajudar na atração de novos investimentos para Suape. O porto de Suape é favorecido pelo calado natural profundo, o que possibilita a atracação de grandes navios, e pela proximidade com o Canal do Panamá, que está sendo expandido para a navegação de embarcações maiores.

Em 2010, por exemplo, o Grupo Localfrio, que atua com soluções logísticas integradas, anunciou a conclusão da compra de quatro empresas no complexo portuário de Suape, em Pernambuco. São elas Suata Terminais, Atlântico Terminais, Suata Transportes e Suata Log. 

“Uma das metas é levar o Grupo Localfrio a todo o País e, com essas aquisições, estabelecemos presença significativa no Nordeste. Suape foi escolhido por ser um dos melhores portos do Brasil com um dos maiores potenciais de crescimento”, afirma Marcelo Orpinelli, presidente do Grupo Localfrio, na época.
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TRABALHO ESCRAVO: A cara velha do novo

21.02.2012
Do blog ESQUERDOPATA
Por Vladimir Safatle 

Escravos da modernidade 

Na semana passada, a imprensa veiculou a notícia de que uma construtora servia-se de trabalho escravo.

A obra não era uma hidrelétrica na região Norte ou em algum lugar de difícil acesso, onde sempre é mais complicado descobrir o que se passa. Na verdade, a obra encontrava-se quase na esquina com a avenida Paulista.

Trata-se da reforma de um dos mais conhecidos hospitais da capital paulista, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Ironicamente, a empresa responsável pela obra chama-se "Racional" Engenharia.

Como não podia deixar de ser, a empresa afirmou que os trabalhadores respondiam a uma empresa terceirizada e que os dirigentes desconheciam realidade tão irracional. Este foi o mesmo argumento que a rede espanhola de roupas Zara utilizou quando foi flagrada servindo-se de mão de obra escrava boliviana empregada em oficinas terceirizadas no Bom Retiro.

É muito interessante como empresas que gastam fortunas em publicidade e propaganda institucional são tão pouco cuidadosas no que diz respeito às condições aviltantes de trabalho das quais se beneficiam por meio do truque tosco da terceirização. Quando se contrata uma empresa terceirizada, não é, de fato, complicado averiguar as reais condições a que trabalhadores estão submetidos, se seus turnos são respeitados e se seus alojamentos são decentes.

Há de se perguntar se tal desenvoltura não é resultado da crença de que ninguém nunca perceberá o curto-circuito entre imagens institucionais modernas, requintadas, "racionais", e sistemas medievais de exploração.

No fundo, essa parece ser mais uma faceta de um velho automatismo brasileiro de repetição: discursos cada vez mais elaborados e modernos, práticas cada vez mais arcaicas. Afinal, tal precariedade foi feita em nome de novas práticas trabalhistas, mais flexíveis e adaptadas aos tempos redentores que, enfim, chegaram.

Não mais a rigidez do emprego e do controle dos sindicatos, mas a leveza do paraíso da terceirização, onde todos serão, em um horizonte próximo, empresas. Cada trabalhador, um empresário de si mesmo.

Que essa flexibilidade tenha aberto as portas para uma vulnerabilidade que remete trabalhadores à pura e simples escravidão, isto não retiraria em nada o brilho da ideia. Pois apenas os que temem o risco e a inovação poderiam querer ainda as velhas práticas trabalhistas. Pena que o novo tenha uma cara tão velha.

Pena também que, como os gregos mostrem a cada dia, quem paga o verdadeiro preço do risco sejam, como dizia o velho Marx, os que já perderam tudo.
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Pastor será o novo presidente da Alemanha

21.02.2012
Do portal GOSPEL PRIME, 20.02.12

Em março, o pastor luterano Joachim Gauck deve ser eleito por voto indireto


Pastor será o novo presidente da Alemanha
O presidente alemão Christian Wulff se demitiu do posto dia 17 de fevereiro, devido a um escândalo de corrupção. Ele negou as acusações, porém acabou saindo do cargo.
O nome de consenso do governo e da oposição para ser o novo presidente do país, que tem um regime parlamentarista, é Joachim Gauck. Ele é um pastor com uma longa história na luta pelos direitos civis na Alemanha. Seu nome foi apontado mesmo depois de ter perdido a disputa contra o democrata-cristão Wulff, em 2010. Na época, o pastor tinha o apoio dos sociais-democratas e do Partido Verde, enquanto Wulff era o candidato do governo, liderado pela primeira-ministra Angela Merkel.
Quando tinha 11 anos, o pai de Gauck foi preso pelas autoridades comunistas e enviado a uma prisão siberiana. Desde então afirma que se tornou um opositor ao comunismo. Quando jovem, queria ser jornalista, mas sua carreira foi abortada quando se recusou a entrar para uma associação de jovens comunistas. Foi então que decidiu estudar teologia. Ordenado em 1965, sempre pautou seu ministério pela valorização do ser humano.
O pastor hoje tem 72 anos, é casado e tem quatro filhos. Ele esteve ligado durante muitos anos na luta pela reunificação da Alemanha, após a ditadura comunista no lado oriental. Em 1989, pouco antes da queda do comunismo na Alemanha, Gauck surgiu como o porta-voz do Novo Fórum, o primeiro movimento legal de oposição ao regime na Alemanha Comunista. Em 1990, ele recusou uma oferta dos conservadores para se tornar presidente.
Tornou-se diretor dos arquivos da polícia política, a STASI, em 3 de outubro de 1990, dia oficial da reunificação da Alemanha. Ficou no cargo até 2000, tendo se tornado uma das figuras mais fortes na luta pela reunificação das duas Alemanhas, mas até então nunca aceitou convites para ocupar cargos políticos.
Gauck já foi chamado de “a versão alemã de Nelson Mandela”. Foi um dos principais líderes do movimento de pastores protestantes que lutaram durante anos para derrubar o regime comunista no país. Entre outras coisas, eles ficaram conhecidos por expor os crimes da temida polícia secreta da Alemanha Oriental.
“As questões centrais na vida pública de Joachim Gauk têm sido a liberdade e a responsabilidade. É isso que me liga a ele pessoalmente, apesar das nossas diferenças”, disse Angela Merkel aos repórteres durante a coletiva neste domingo (19).
“Não vamos esquecer que foram sacerdotes como Joachim Gauck que ajudaram a fazer uma revolução pacífica na Alemanha Oriental”, acrescentou Merkel, que é filha de um pastor protestante.
Ele estava ao lado de Merkel durante o anúncio e ressaltou que não é um “super-homem” nem um “homem sem erros”. Curiosamente, Gauck não está filiado a nenhum partido político, descrevendo-se como “um conservador de esquerda, um liberal”.
Autor de muitos livros que tratavam do tema direitos humanos, está lançando hoje sua nova obra “Liberdade – Um apelo”, justamente quando sua candidatura foi oficializada.
Gauck não terá opositores na eleição realizada por votos indiretos na Convenção Federal. Participam todos os membros do Bundestag, bem como os delegados escolhidos pelas assembleias legislativas dos Estados. O pleito ocorrerá dia 18 de março.
Traduzido e adaptado de Reuteres e Spiegel
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Documentário - Uma Questão de Origens : Evolução & Criação

21.02.2012
Do Youtube, 16.02.2011


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Luiz Martins: “Descalabro total, perversão do que é instituição pública de ensino”

21.02.2012
Do blog de Luiz Carlos Azenha, 19.02.12
enviado por Ricardo Maciel, via e-mail
Luiz Renato Martins é professor da  Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA-USP)
Leia também:
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Bloco Sal da Terra se apresenta durante o Carnaval no Pelourinho

21.02.2012
Do portal GOSPEL PRIME, 20.02.12

Diversos convidados engrossam o coro que fala da paz que há em Cristo Jesus



Bloco Sal da Terra se apresenta durante o Carnaval no Pelourinho
A Bahia é o grande símbolo do Carnaval reunindo milhões de turistas na capital, Salvador, pensando nessas pessoas que curtem o som e a folia da época, 900 integrantes do Bloco Sal da Terra desfilaram no Pelourinho falando da paz que há em Cristo.
O grupo carnavalesco se apresentou em todos os dias contando com a participação de diversos grupos como o maracatu pernambucano Rugido do Leão, que tocou na sexta-feira, 17. Já no dia 18, sábado, o Bloco Sal da Terra contou com cantor Pierre Onassis e no dia 19, domingo o grupo desfilou no circuito Barra-Ondina onde os trios elétricos se apresentam e na terça-feira, 21, o agito ficará por conta de Nengo Vieira.
O Bloco Sal da Terra se apresenta no carnaval baiano desde 2000 sempre falando do evangelho e mostrando que é possível se divertir, dançar e comemorar sem precisar de drogas, bebidas ou prostituição.
Este ano o tema da paz aborda todos esses pontos como fala Gustavo Mercês, membro da assessoria do grupo.  “Queremos agora levar uma mensagem de paz que Cristo nos entregou. Queremos uma Bahia sem violência e assassinatos, conhecida muito mais pelo amor ao próximo. Iremos levantar a bandeira contra às drogas, a prostituição infantil e a violência contra mulher”, disse.
Muitos outros ministérios em partes distintas do Brasil aproveitam o Carnaval para sair às ruas falando da salvação e da libertação dos pecados. Grupos como o JOCUM (Jovens Com Uma Missão) geralmente vão até os sambódromos evangelizar e conseguem alcançar centenas de vidas.
Com informações Bahia Notícias

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Típica refeição da Groenlândia é considerada uma das mais repugnantes do mundo

21.02.2012
Do site do JORNAL CIÊNCIA, 19.02.12
Por  OSMAIRO VALVERDE
DA REDAÇÃO DE BRASÍLIA



Seu nome? Kiviaq. Não apenas o nome é exótico. Trata-se de um alimento com cheiro tão forte que é preciso, muitas vezes, ser consumido fora de casa, devido ao cheiro extremamente forte.

  O Kiviaq certamente não é uma refeição para poucos. Ele é um prato típico do extremo norte da Groenlândia e a   tradição  perdura por séculos. A preparação do Kiviaq envolve um engenhoso método de armazenamento de alimentos que surgiu devido à grave escassez de carne durante os meses de grande frio.

  O  prato   em si é uma espécie de mistura de aves marinhas fermentadas, algo tão “estranho” que seria difícil alguém de outra região comer. Uma das peculiaridades é comer as aves completamente cruas, sem nenhum tipo de cozimento. A fermentação ocorre em bolsas de pele de animal costuradas para não deixar os odores vazarem completamente, permitindo que a carne seja fermentada com mais intensidade.

Uma das espécies de aves que são usadas no Kiviaq

A couraça e costurada após ser preenchida com cerca de 500 aves pequenas. Este hábito também evita que moscas pousem na carne depositando ovos. A pele geralmente é de foca e o bolsão de carne fermenta por até 18 meses sob uma pilha de rochas.

Em épocas de máximo rigor, com grandes nevascas, o dia praticamente não existe, ficando o norte da Groenlândia quase em total escuro. A caça por carne fresca é impossível. É justamente nestes períodos que os sacos de carne são escavados e as aves são cortadas e comidas cruas. Segundo a tradição local, todas as partes das aves são consumidas, até mesmo os ossos.

O Kiviaq é considerado uma iguaria de sorte, sobretudo em celebrações festivas. 

Abaixo você confere um vídeo em que nativas consomem as aves cruas:


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