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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Fernando Brito: Os mascates da Petrobras não descansam

19.02.2012
Do blog de Luiz Carlos Azenha,18.02.12

A lógica do caixeiro

O professor Rogério Furquim Werneck, um dos decanos do ninho neoliberal instalado na PUC do Rio de Janeiro,  volta à carga hoje, na sua coluna, contra a Petrobras.
O seu artigo anterior, prevendo uma Petrobras imobilizada, levou, no mesmo dia, uma tunda do pessoal que não confunde a profissão de economista com a de caixeiro, aqueles mascates tão simpáticos do passado, que se preocupavam em vender tudo, bem rápido,  como melhor preço possível e voltar logo para encher de novo o baú de mercadorias, para repetir a dose, enquanto as costas aguentassem o fardo.
Levou uma tunda porque, no mesmo dia, a Petrobras vendia títulos em volume recorde – US$ 7 bilhões – e pagando os menores juros já obtidos em toda a sua história.
Porque, ao contrário dos caixeiros, o mercado heavy-metal está olhando a empresa no médio e longo prazo e sabe que suas perspectivas não são boas, são ótimas.
Porque a Petrobras tem as três coisas que são necessárias para fazer uma grande petroleira.
A primeira, é óbvio, é petróleo. E as jazidas brasileiras, no cálculo mais modesto, vão chegar a 40-50 bilhões de barris. Com otimismo, talvez ao dobro.
E a reserva estabelecida pelo regime de partilha estabelecido no lugar das concessões que vigiam garantem a ela o acesso a este mar de petróleo.
A segunda, é capacidade técnico-operacional e tecnológica para explorar este petróleo de águas ultra profundas, bem diferente de furar no deserto de monarquias e regimes “domados”.  Nem o mais sectário adorador das multinacionais é capaz de negar a liderança absoluta de empresa neste segmento exploratório.
E a terceira, e é aí que a coisa começa a pegar com o nosso mascate intelectualizado, é capital. Porque ela tem um sócio controlador que não apenas pode capitalizá-la como, neste processo ampliar sua fatia na propriedade da empresa e, portanto, na absorção dos lucros que todos sabem – inclusive o professor Furquim – que ela vai gerar.
Curioso que o professor se escandalize com o fato de que o Governo Federal colocou nela – e não foi grátis, pois a cessão das jazidas já mapeadas de Franco e Libra é, como diz seu nome, onerosa, isto é, a União será remunerada por elas – “R$ 75 bilhões de preciosos recursos do Tesouro”.
Deculpe, professor, mas é da lógica do mercado que o sócio majoritário de uma empresa com perspectivas brilhantes coloque nela capital, porque está colocando onde terá retorno.
A alegação que estes recursos poderiam ser alocados em outras áreas é que se constitui, para usar suas próprias palavras, num “primitivismo estarrecedor”.
E não é preciso uma construção teórica para o provar. Basta perguntar -  ao Dr. Furquim Werneck, inclusive – se ele pode apontar os benefícios que o povo brasileiro, dono da Petrobras, auferiu com a venda de parte de seu capital na Bolsa de Nova York, na forma de ADRs, no período FHC. Nem mesmo abateu-se na dívida pública ou se acumularam reservas.
Trocamos um naco da Petrobras – só em parte recuperado com a capitalização – por um nada. Ou por despesas que – mesmo admitindo que não houvesse uns espertalhões de outro tipo de PAC, um “Plano de Acumulação no Caribe” – não deixaram nenhum benefício perene para o Brasil.
Como o tolo da história da galinha dos ovos de ouro, ele reclama que tudo está devagar demais. Que o ouro poderia vir mais depressa se a Petrobras não teimasse em usar o plano de investimentos que terá, obrigatoriamente, de realizar para explorar estas reservas num processo de compras nacionais que gere novas plantas industriais, emprego, riqueza e conhecimento dentro do Brasil.
No “primitivismo estarrecedor” do professor Furquim, por exemplo, teria sido um erro a Petrobras encomendar os navios que levantaram a indústria naval brasileira. Na lógica do mascate, se tem navio para vender lá fora, para entregar mais rápido e custando um pouco menos, é lá que temos de comprar.
Foi assim que o mascate mais festejado do Brasil, o sr. Roger Agnelli, comprou a “Frota do Mico”, os supergraneleiros que, quando não racham, não podem aportar na China.
Ao professor Furquim, com a lógica do caixeiro, pouco se lhe dá, por exemplo, que a encomenda bilionária de três dezenas de sondas de águas ultraprofundas tivesse sido feita aqui. Ao contrário, ele é capaz de provar, e com razão, que se poderia comprá-las na Escandinávia ou na Coreia talvez até uns 10% mais baratas e com entrega mais rápida.
Ele se agarra na entrevista (ótima, por sinal) do ex-diretor de Exploração da empresa, Guilherme Estrella, de que há um ônus imediato na contratação de equipamentos aqui, que faz uma vinculação entre a velocidade de exploração e a  capacidade nacional de prover, em boa parte, os equipamentos industriais que ela irá demandar para rebater uma  resposta de empresa de que as compras nacionais não guardariam essa relação.
Ora, se algum texto de assessoria afirmou isso, desta maneira, está mais que claro, nos discursos que fizeram a nova presidente da Petrobras, Graça Foster, e a própria  presidenta Dilma Rousseff, que essa é uma orientação estratégica.
Aqui não se cometerá a tolice da história da galinha dos ovos de ouro, de correr loucamente para arrancar todo o petróleo, seja como for, para vender seja como for.
Porque nem mesmo o caixeiro, que pratica essa lógica na venda de quinquilharias, age assim quando se trata dos bens próprios, ao que pertence à sua família. Ou aos “batricios”.
Quando se trata de uma riqueza imensa, não-renovável, estratégica, só pode praticá-la quem é outro tipo de vendedor.
Que geralmente são, ao contrário dos cansados caixeiros que viajavam pelo país, encantando as nossas cidadezinhas remotas, homens “cultos”, bem-vestidos e de modos sofisticados.
Mas, na sua alma de desamor a este povo e seu futuro, pensam com um lápis preso na orelha e oferecem-se como os mascates do Brasil.
Leia também:
 

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PAULO HENRIQUE AMORIM:CPI da Privataria: PiG vai matar PT com mensalão

19.02.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim



Extraído do twitter do Stanley Burburinho @stanleyburburin (quem será Stanley Burburinho ? E Stanley Burburinho II ?):


7 – diária contida em artiguetes e editoriais.

6 – e não ficar maculado pela imagem de “pizza” que uma absolvição inevitavelmente traria à mais alta corte do país. Essa é a intimidação

5 – públicos seria, mesmo que não surjam provas de conduta delituosa por parte dos réus, a senha para o STF homologar a narrativa midiática

4 – busque manter a aparência de jornalismo sério. A condenação do publicitário por crimes de sonegação fiscal e falsificação de documentos

3 – do processo que a imprensa chama de “escândalo da mensalão”, velhos expedientes são reeditados sem qualquer cerimônia que

2 – não deixa dúvidas quanto ao espetáculo que dominará páginas e telas depois do carnaval: à medida em que se aproxima o julgamento

1 – A manchete do jornal O Globo, em sua edição de 15 de fevereiro de 2012 (“Marcos Valério é o primeiro condenado do Mensalão”)



Navalha
O Globo deu pra mentir mais do que o Estadão e a Folha (*), aquele da ficha falsa da Dilma.
Marcos Valério – diz o Stanley – foi condenado por crimes que não têm nada a ver com o Mensalão Tucano de Minas, nem com o assim chamado do PT – que ainda está por provar-se, diria o Mino Carta.
(Convém lembrar que Thomas Jefferson, que deu um Prêmio Pulitzer à Folha (*), já disse que o mensalão do José Dirceu não existiu. Devolverá a Folha (*) o Prêmio Pulitzer ?)
E quem se não Daniel Dantas botaria grana no duto do valerioduto, como consta de relatório nos arquivos da CVM ?
Quem mais poderia ser ?
(O que faz a CVM, amigo navegante ?)
Segundo Luciana Souza, lider do PC do B na Câmara, o PC do B quer a CPI da Privataria.
Então, sobra o PT de Jilmar Tatto e Vacarezza.
Será que eles não querem ?
O Humberto Costa, lider do PT no Senado, quer.
E pediu que o Zé – saiba por que ele merece o carinhoso tratamento de Zé -, Zé, o Ministro da Justiça, botasse a Policia Federal (que já foi Republicana) para investigar o clã Cerra (filha, genro, cunhado e sócio, além de Mr Big e Dr Escuta).
Se Tatto e Vacarezza não quiserem, prestarão um grande serviço aos Privatas.
O PiG vai enfiar o mensalão pela goela do PT e dos ministros do Supremo, no segundo semestre, na véspera da eleição.
Seria o melhor presente que Tatto e Vacarezza poderiam dar ao Padim Pade Cerra, em seu melancólico fim de carreira, como diz o Mauricio Dias.
O Dias e o Stanley sabem tudo.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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BRIZOLA NETO: Serra tem a unidade do ódio

19.03.2012
Do blog TIJOLAÇO,17.02.12
Por Brizola Neto

A tucanagem paulistana não está em pé de guerra, como algumas notícias de jornal poderiam fazer crer. Gemidos, ranger de dentes, mas logo estarão convivendo com o inevitável, do qual quiseram escapar.

Serra, candidato, será a solução natural da direita.
Não há, entre seus quadros, alguém que a traduza tanto o ódio, o despeito, o inconformismo com o que a elite vê a “gentalha”  que passou a ser importante no Brasil.
O que a candidatura Serra tem a oferecer a São Paulo, além disso? Um ano e alguns meses de “gestão” até que ele vá, como um fantasma que arrasta as correntes de sua maldição, candidatar-se a Presidente, outra vez. Aliás, um curto tempo em que estará mais ocupado em sabotar Aécio do que com a cidade?
Serra só pode oferecer o ódio e por isso sua cabia tentar evitar sua candidatura.
O ódio nunca é revolucionário, embora a raiva estar presente nas revoluções e às revoluções seja um desafio contê-la. Mas o ódio tem um nível de premeditação e egoísmo que só o reacionário alcança, porque quer impedir e não aceitar.
Qualquer candidato de esquerda, tem de conceder, transigir, abranger, incluir para representar a São Paulo cosmopolita e  polibrasileira.
Tem de ser o avanço, o sim.
Serra tem de ser o candidato do passado, do “não”.
Serra, e nenhum outro, pode expressar isso tão plenamente.
Ele é o mal em estado puro e vai arrastar, na sua partida, “almas”  que em torno dele gravitaram e que não lhe podem escapar, vencendo ou perdendo. Estão, as forças de direita, todas com eles, mas muitas delas loucas por escapar-lhe.
Porque Serra é  um vórtice, não uma fonte; um inverno, não uma primavera. Um destruidor, não um construtor.
Ao contrário de Lula, alguém consegue imaginar Serra estendendo a mão a um adversário? Construindo um caminho comum com alguém, uma nova alternativa?
Serra será o candidato dos que odeiam. Um candidato da carranca, do rancor, da tristeza, da treva.
Contra o qual a alegria e luz podem ser , se o compreendermos e  fugirmos do sectarismo, podem ser invencíveis.

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LULA E A ELITE INVEJOSA

19.02.2012
Do blog TERROR DO NORDESTE

A inveja é uma merda!

Josias de Souza, aquele jornalistarzinho jabazeiro, que se vendeu ao governo de FHC para difamar o MST, está se contorcendo de raiva porque Lula, o melhor presidente da História do Brasil, foi homenageado pela escola de samba Gaviões da Fiel.No texto de Josias de Souza, publicado hoje na Folha, chama a atenção esse trecho:"dedicada a qualquer outro político, a sacralização carnavalesca seria tachada de demagogia.



Oferecida a Lula, funciona como beatificação do mito".Como cara-pálida? Ao que se sabe, nenhum outro presidente do Brasil foi homenageado por uma escola de samba, nem do Rio de Janeiro, nem de São Paulo.Só Lula possui esse feito, conquistado, diga-se de passagem, duas vezes.No ano passado, pela escola Tom Maior, de São Paulo.E em 2012 pela Gaviões da Fiel.

De modo que nenhum outro presidente do Brasil vai levar, conforme sugere Josias de Souza, a pecha de demagógico, isto porque simplesmente ele nunca vai desfilar em escola de samba.Só o grande Lula, futuro presidente do Banco Mundial, tem esse privilégio.A bem da verdade, Josias de Souza está chateado porque FHC, o corno manso, nunca foi convidado para desfilar em escola de samba.



Josias queria ver a turma da privataria sujando o chão da cidade de São Paulo, tendo FHC, o rei da privataria, à frente, empunhando a bandeira da corrupção, com Verônica Serra fazendo a vez de porta-bandeira da trambicagem.
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Fonte:http://wwwterrordonordeste.blogspot.com/2012/02/inveja-e-uma-merda.html

'Financial Times' sugere Lula para presidir Banco Mundial

20.12.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 17.02.12



Em artigo no site do Financial Times, Gregory Chin, professor de Ciência Política da York University, no Canadá, propõe o nome de Lula para presidente do Banco Mundial, em substituição a Robert Zoellick, que está saindo (ironicamente, Lula certa vez chamou Zoellick, então representante comercial dos Estados Unidos, principal negociador de comércio exterior, de “sub do sub do sub”). As informações são do Estadão

Chin, em seu artigo, mencionou o fato de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu que o novo presidente do Banco Mundial não seja necessariamente de nenhuma nacionalidade específica, mas sim alguém competente e capaz

Para o articulista, Lula é o candidato ideal pela sua gestão competente da economia brasileira, pelo seu carisma, pelos laços que criou entre os países emergentes e pelo seu prestígio junto aos países ricos. Caso Lula não queira aceitar, por razões de saúde, Chin acha que deveria ser buscado alguém de perfil semelhante.

O site do FT é fechado. Para os assinantes, o link está aqui.

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