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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Chuva e transtornos no trânsito


18.02.2012
Do blog MOBILIDADE URBANA, 17.02.12
Postado por Tânia Passos

 
Não preecisa muito para uma chuva alagar as ruas do Recife e se para os motoristas isso é transtorno, imagine então para os pedestres. No caminho para o trabalho, de Boa Viagem ao bairro de Santo Amaro, o trânsito estava complicado. 

Alguns pontos da Conselheiro Aguiar e da própria beira-mar, estão alagados, o que dificulta ainda mais o tráfego. Nas paradas de ônibus, pior ainda. A água invade as calçadas e os passageiros são obrigados a ficar com água nos pés. Ninguém merece, ainda mais numa sexta-feira carnavalesca…
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Política e classe média: O ovo da serpente

18.02.2012
Do site do Revista CartaCapital, 24.01.12
Por Roberto Amaral*

Todo estudante de primeiro semestre de qualquer curso  de Comunicação Social conhece muito bem as muitas teorias sobre o papel dos meios de comunicação de massa como correia de transmissão dos interesses da classe dominante – e não do Estado, acrescento eu, porque é possível identificar fraturas entre os interesses de um e de outro, na medida em que o aparelho estatal abre fendas para a penetração de apelos das chamadas classes subalternas, no exercício de seu papel de acomodação dos interesses gerais em benefício da preservação dos interesses soberanos, os do capitalismo, cada vez mais internacional (diz-se hoje globalizado) e cada vez menos nacional. 


Por isso mesmo a “globalização” é também um projeto político que intenta minar as soberanias.  Daí, é exemplar o comportamento da imprensa brasileira, a distonia entre os interesses nacionais e aqueles expressos pelos grandes meios, cujos interesses se vinculam materialmente aos interesses da metrópole hegemônica.

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Com muitos anos de atraso penso finalmente estar respondendo a pergunta que me fez brilhante ministro do governo Lula:

– Amaral, por que a imprensa brasileira é mais reacionária do que a média dos empresários?
A pergunta se justificava porque (estávamos em  2003)  já era unânime a oposição midiática num quadro no qual  o empresariado brasileiro era o grande beneficiário das nova política externa e nova política econômica de Lula, irmãs siamesas. Ora, a emergência brasileira (e daqueles países que mais tarde formariam os BRICs) não interessava às grandes potências, nem do ponto-de-vista da disputa de mercado, nem  do ponto-de-vista estratégico.

A história de hoje explica a antecipação da imprensa brasileira, atenta, de coração e alma, ao pulsar dos interesses metropolitanos.

O sucesso de Lula, no embate, é conhecido. Sua construção se deu quando o presidente, quebrando a barricada mídiatica, estabeleceu o diálogo direto com as grandes massas, que conquistou, em defesa de seu mandato e de seu governo, portanto, da democracia. À grande imprensa que, apesar do rádio e da televisão, não conseguira chegar, politicamente, aos humilhados e ofendidos de sempre, restou o espaço vazio de seu campo tradicional de atuação ideológica, a classe-média, insegura e reacionária por definição. 

Descobriu-se, então – ensinou-nos a popularidade do presidente –, que a imprensa já não era aquela formadora de opinião de que falavam os tratados de sociologia. E revelou-se também  bastante relativo  o decantado poder da classe média de influir na formação da consciência nacional. O “mundo” brasileiro comportava algo para além de Ipanema e da avenida Paulista. Falavam os rincões libertados do coronelismo, sensíveis aos apelos dos reajustes do salário mínimo e dos ganhos do Bolsa-família. É verdade que continuavam e continuam assistindo às novelas da Globo, mas sem ouvidos para a pregação do Jornal da Noite. O que se segue é história recente e conhecida.

Ocorre, porém – há sempre outro lado –, que os ganhos dessa história limitaram a capacidade de avaliação da esquerda brasileira, que, vitoriosa, passou a menosprezar o papel da chamada mídia, deixando de fazer contraposição ao seu  discurso ideológico. O que estou pretendendo dizer é que os jornalões, as rádios e as televisões estão ganhando o discurso ideológico que se dissemina junto à crescente classe média,  irradiando valores conservadores. 

Ante a falência material e ideológica dos partidos de oposição, a velha imprensa primeiro dita-lhes a pauta, para, no segundo momento, assumir a pregação fundamentalista que nem o DEM nem o PPS têm mais forças para sustentar. Esse discurso reatualiza o moralismo udenista, arcaico de natureza, e assim, uma vez mais,  nossos problemas estruturais, como ao tempo do lacerdismo e do janismo de campanha eleitoral,  são reduzidos ao combate à corrupção. Fracassada a varredura janista e a guerra aos marajás do primeiro Fernando, cria-se a fantasia da  ‘faxina’ com o que a direita esperava exorcizar o lulismo.

Não se fale mais em desenvolvimento do país, em defesa da empresa nacional, muito  menos em distribuição de renda. Basta fechar a Esplanada e com ela o Congresso Nacional, a ‘fonte de todos os males’. Mas não nos dizem o que colocar em seu lugar. Os militares? Os empresários? Os ‘técnicos’? Ah!, sim, os técnicos,  eis outro dogma do catecismo reacionário: se o mal é dos políticos, basta substituí-los por ‘técnicos’ – como o Sr. Maílson da Nóbrega, hoje “consultor de empresas”, que nos legou uma inflação de cerca de 2.000% ao ano, quando o ministro da Fazenda que a debelou foi o político Fernando Henrique Cardoso, em ação política capitaneada pelo sempre injustiçado presidente Itamar Franco, outro político de carreira.

No fundo, no perverso fundo, está o projeto essencial da direita em todo o mundo: excluir da política a própria política. Esse, o “valor” que a direita impressa está passando sem que a esquerda, embalada pelo sucesso político-eleitoral, lhe dê combate, na ilusão de que o não explícito inexiste, sem olhos para ver o ovo da serpente ou o carruncho que devora em silêncio  as entranhas do madeirame.

A visão contemporânea da esquerda eleitoralmente vitoriosa, convencida pelo pragmatismo de que o objetivo eleitoral deve comandar as questões políticas, a saber, a vitória da tática sobre a estratégica, a vitória do imediato tangível  sobre o projeto final, a renúncia ao debate ideológico e principalmente às suas consequências, têm facilitado, até pelo seu silêncio, a propagação dos valores anti-políticos e antidemocráticos da direita, que avança, sorrateira, como erva daninha, a sugar nossa própria seiva. 

Quando disputamos o poder pelo poder outra coisa não estamos fazendo senão reproduzindo a tática do adversário histórico. Ora, isso é um doce suicídio: a  direita pode disputar o poder pelo poder, pode alimentar projetos pessoais que se sobreponham aos partidos, pode negar a política, pode apegar-se ao imobilismo, e ainda assim estará ideológica e politicamente coerente com seus interesses, simplesmente porque o poder já lhe pertence.

*Roberto Amaral é  cientista político e ex-ministro da Ciência e Tecnologia entre 2003 e 2004.
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Estações de esqui adotam fontes de energia renováveis

18.02.2012
Do blog CICLOVIVO, 15.02.12
Por Redação CicloVivo


Muitos centros de esqui do mundo inteiro estão usando menos energia, e estão conseguindo fazer isso a partir de fontes mais limpas. | Foto: Bryn Scott
 
Para uma estação de esqui funcionar é necessário uma quantidade grande de energia. Mas, muitos centros de esqui do mundo inteiro se adaptaram para serem mais eficientes energeticamente, e estão conseguindo fazer isso a partir de fontes mais verdes, em face aos custos dos combustíveis. A conscientização também deve-se ao reflexo que as mudanças climáticas podem ter nos esportes de neve.
Whistler Blackcomb, um ski resort, em British Columbia (BC), Canadá, adotou meios criativos para se tornar “verde”, gerando sua própria energia renovável, aproveitando os recursos naturais de água e da gravidade do local.
O projeto de energia renovável, com a micro hidrelétrica Fitzsimmons, canaliza a energia do rio Fitzsimmons, que atravessa o coração da estância sob o Peak 2 Peak Gondola – que abrange a distância entre as montanhas Whistler e Blackcomb de 4,4 quilômetros.
Este é o maior curso d’água e a melhor opção para a energia renovável dentro da área de esqui. É uma boa oportunidade para produzir energia renovável dentro da pegada operacional do resort, devido à grande quantidade de água e à queda vertical significativa. Com os fluxos de água abundante, linhas de alta tensão não são necessárias e mais de 70% da pegada deste projeto está em áreas degradadas já existentes.
As águas da montanha giram as turbinas e retornam para a grade, algo em torno de 32 gigawatt-hora de eletricidade por ano, igual ao consumo de energia anual do resort.
Whistler Blackcomb realizou modernizações que economizam mais do que 4.575.000 kWh de eletricidade por ano, que é equivalente a 15% do consumo no ski resort e representa a quantidade de energia necessária para abastecer mais de 450 casas em BC durante um ano. Além disso, foi possível reduzir a pegada de carbono através de vários projetos de aquecimento híbrido que diminuíram o consumo de gás natural. Os novos sistemas reduziram as emissões em cerca de 600 toneladas por ano.
No final de 2010 e início de 2011, estavam para ser concluídos os projetos que irão poupar uma quantia estimada de 1.511.300 kWh de eletricidade ou o suficiente para abastecer cerca de 150 casas em BC durante um ano. Para reduzir ainda mais o consumo energético, mais de 11 mil luzes foram trocadas por opções mais eficientes como LED e tecnologias fluorescentes compactas. No momento, os equipamentos elétricos estão sendo trocados. Isso trará uma economia anual de cerca de 400 mil kWh por ano.
Warren Rider, da Coalizão de Cidadãos das Áreas de Esqui (SACC) e Rocky Mountain Wild, disse que as iniciativas de energia podem atrair clientes. "Acreditamos que uma ética ambiental existe entre a maioria dos esquiadores e snowboarders", disse ele. "Eles vão fazer escolhas sobre onde ir com base em uma série de fatores, mas, dada a oportunidade, uma delas será a responsabilidade ambiental das próprias áreas de esqui."
Outros parques como Davos, na Suiça; Aspen Highlands, no Colorado; Lech, Áustria; Berkshire East, na Nova Inglaterra; Méribel, França; Grand Targhee, Wyoming (Estados unidos) e SkiWelt, na Áustria também tomaram medidas energéticas “verdes” para reduzirem suas pegadas de carbono. Com informações da National Geographic e Whistler Blackcomb.
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Corrupção na Alemanha? Não acredito!

18.02.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges


Numa roda de conversa ontem (17) com líderes sindicais metalúrgicos de Guarulhos, num hotel-fazenda no interior de São Paulo, caras de espanto e muito sarcasmo! Confirmado que o presidente-fantoche da Alemanha, Christian Wulff, renunciara após novas e graves denúncias de corrupção, os operários fazem ironias sobre o papel manipulador, parcial e desonesto da mídia:

- Mas a Alemanha não é o paraíso dos patrões, não é o país da eficiência? – comenta um mais jovem.

- E a imprensa vive dizendo que o Brasil é o campeão da corrupção. E agora? – alfineta um veterano das lutas sindicais.

Promiscuidade com os empresários

Christian Wulff anunciou pela TV a sua renúncia ao cargo de presidente da Alemanha. Ele vinha sendo alvo de várias denúncias de corrupção, envolvendo poderosas empresas do país. No final do ano passado, o tablóide “Bild” publicou reportagem revelando que Wulff omitirá o empréstimo de 500 mil euros de um empresário quando ainda era governador do estado da Baixa Saxônia.

Nesta semana, procuradores da República anunciaram o pedido de quebra de sua imunidade para que fosse processado. Diante das pressões, ele primeiro ameaçou o jornal e, depois, fugiu. “Os desdobramentos dos últimos dias e semanas mostraram que a confiança na minha capacidade de servir foi afetada. Por essa razão, não é mais possível que siga no meu papel de presidente”, lamuriou.

Na Alemanha, uma república parlamentar, o cargo de presidente é figurativo. Mas a renúncia de Wulff traz graves conseqüências. Representa um duro golpe na premiê Angela Merkel, que o havia indicado para o cargo. Tanto que ela adiou, repentinamente, uma viagem à Itália, onde discutiria novas medidas neoliberais contra a grave crise econômica européia. 

Mídia seletiva nas denúncias

As denúncias de corrupção afetam todo o mundo capitalista – dos bancos estadunidenses que deflagraram a crise no império às multinacionais que corrompem governantes de vários países. Recentemente, a multinacional alemã Siemens demitiu executivos acusados de pagar propinas a políticos, inclusive nos contratos com tucanos para o Metrô de São Paulo.

O sarcasmo dos metalúrgicos de Guarulhos é justificado. Afinal, a mídia nativa difunde a imagem de que a corrupção impera apenas no governo Dilma Rousseff. Na sua operação “derruba-ministro”, ela cumpre o nítido papel de partido da direita. Como disse um terceiro operário, “não dá mesmo para confiar em tudo o que esta imprensa divulga. Ela mente para atingir os seus objetivos”.

Seminário dos metalúrgicos de Guarulhos

Os trabalhadores estão mais atentos às manipulações midiáticas. Aqui vale parabenizar a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, que se reuniu na quinta e sexta-feira para planejar a sua ação. O evento discutiu “a presença do jovem na política”, com a palestra do deputado Alencar Furtado (PT), e o “papel do sindicato na luta política”, com o pededista Lúcio Ricardo Maluf.

O seminário também dedicou atenção à reflexão sobre o papel da imprensa na atualidade. “Qual o perfil da mídia brasileira e suas principais características? Como se dá a cobertura sindical na grande imprensa? Como democratizar os meios de comunicação”. Estes foram os temas debatidos numa rica rodada de diálogo. Para José Pereira dos Santos, presidente da entidade, "é fundamental entender e combater essa mídia mercenária".

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Presidente da Alemanha renuncia sob acusação de abuso de poder

18.02.2012
Da Agência Brasil,17/02/12
Por Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília
- O presidente da Alemanha, Christian Wulff, de 52 anos, renunciou hoje (17) ao cargo. A decisão ocorre em meio a três meses de escândalos envolvendo denúncias de abuso de poder. As investigações são conduzidas pelo Ministério Público alemão. Wulff se disse “magoado” com as informações sobre ele e destacou que “tem certeza” de que a conclusão do inquérito mostrará sua “integridade”.

O Ministério Público investiga denúncias de que Wulff tenha feito favores a amigos ricos em troca de benefícios, como férias em hotéis de luxo e empréstimos sem juros.

A legislação alemã determina que as autoridades que recebam presentes acima de US$ 50 devem comunicar aos setores específicos. A expectativa é que ainda hoje a chanceler Angela Merkel se manifeste sobre a renúncia de Wulff.

A Alemanha é uma república parlamentarista que reúne 16 estados. O presidente da República tem funções administrativas, enquanto as decisões políticas e econômicas são definidas pelo chanceler. No caso, a chanceler alemã, Angela Merkel – considerada uma das líderes políticas mais influentes do mundo.

*Com informações da agência pública de notícias do México, Notimex.

Edição: Talita Cavalcante
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-17/presidente-da-alemanha-renuncia-sob-acusacao-de-abuso-de-poder

Protestos online: A Internet ajuda, mas não faz revoluções

18.02.2012
Do site da Revista CartaCapital, 15.02.12
Por Beatriz Mendes

 Durante palestra na Campus Party, ativistas falam sobre a importância da web para manifestações de protesto Foto: Divulgação

Telefones celulares. Esta foi a “arma” que a ativista síria Leila Nachawati pediu aos participantes do Campus Party para que mandassem aos manifestantes de seu país, que vive forte tensão política sob a ditadura de Bashar al-Assad. Em tempos de redes sociais como ferramentas de articulação, e nos quais xingar muito no Twitter já é uma prática corriqueira, a blogueira garante que manifestar opiniões na rede é tarefa fundamental para o combate à repressão e aos regimes autoritários. Mas ela alerta para uma hipervalorização desse fato: “A luta é feita com sangue, não com a web. A realidade não é um videogame, tem sofrimento, pessoas sendo torturadas e massacradas”, declarou.

Leila Nachawati foi uma das participantes da mesa “Uma revolução em rede: os movimentos sociais no século XXI”, realizada no Campus Party no última sexta-feira 10. Ao lado dela estavam Olmo Galvéz, ativista do movimento espanhol Democracia Real Ya!, e Charles Lenchner, do Occupy Wall Street, na última sexta-feira 10.

Como quebrar o silêncio na Síria
 
Leila narrou alguns dos episódios horríveis que a Síria enfrenta sob o regime de Bashir al-Saad, como o caso de um ativista que filmava um protesto e teve os olhos arrancados, ou o do cartunista Ali Ferzat, cujas mãos foram quebradas depois de ele ter publicado charges que criticavam a ditadura. “São metáforas, avisos do governo para as pessoas pararem com as manifestações”, explica.

A ativista síria ainda afirma que grande parte da população nem fica sabendo destes fatos: o governo controla a mídia local e a entrada de jornalistas estrangeiros é estritamente proibida. Justamente por isso a rede se tornou essencial: “Acredito que o papel da tecnologia foi o de espalhar a revolução de um lugar para outro de forma rápida. Antes da internet, milhares de pessoas foram assassinadas pelas autoridades e o mundo não tomou conhecimento disso. Dessa vez, havia fotos e vídeos que mostravam os acontecimentos”.

“Nós precisamos de solidariedade global, de quebrar a barreira de silêncio, não esperar apoio dos governos. Escreva em algum blog, perfil de Twitter a respeito do assunto, revolte-se!”, enfatizou.

‘Mudar o mundo é muito mais excitante do que qualquer jogo de computador’

“Quem aqui já falou sobre corrupção?”, perguntou Charles Lencher assim que tomou o microfone. A maioria da plateia respondeu afirmativamente. E o ativista emendou: “E quem participação da edição brasileira do Occupy?” Os braços levantados rarearam.

Diante de um público nem tão engajado assim, o ativista do movimento Occupy Wall Street tratou de realizar uma palestra didática. O primeiro ensinamento, bastante simples: não se apaixone por você mesmo. “Nós temos que nos apaixonar por aquilo que o mundo pode ser”, afirmou.

Lencher falou sobre a mobilização online do movimento e explicou que as pessoas precisam entender a importância de cada um se ver como um agente livre, capaz de divulgar suas ideias, mesmo sem ser escoltado por uma organização. “Qualquer um pode ser um agente, mas para isso é preciso que a gente se conecte, agregue idéias, conheça pessoas. Você pode até não conhecer quem que está ao seu lado, mas pode ser que vocês compartilhem opiniões. Por que não juntar essas ideias?”

Ainda, o ativista deixou claro que o sucesso do Occupy Wall Street é em grande parte fruto de uma prática incomum em grandes corporações: não há juízo de valor. Os integrantes do movimento não impedem que ninguém tome alguma atitude, mesmo que pareça que ela não dará certo. “Nós achamos que os erros ensinam tanto quanto os acertos. Tudo deve ser tentado, depois vemos se deu certo ou não”, disse.

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“Mas não fique prestando tanta atenção no futuro, você tem que agir para que as mudanças aconteçam”, ressalvou. A ideia de Charles Lencher é trazer o espírito de luta que permeia a rede para o mundo real. “Muitos cidadãos foram atingidos por balas de borracha e tiveram sangue derramado durante os protestos. É preciso se mobilizar online, mas, na sequência, também é necessário sair às ruas para que essa mobilização surta efeito”, conclui, mostrando um slide que garantia que mudar o mundo é muito mais excitante do que qualquer jogo de computador.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-internet-ajuda-mas-nao-faz-revolucoes/