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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Milícias na Líbia estão “fora de controle”, diz Anistia Internacional

16.02.2012
Do portal OPERA MUNDI, 00.02.12
Por  Thassio Borges | Redação

Milicianos estariam torturando simpatizantes do ex-líder Muamar Kadafi

Mais de um ano se passou desde que a chamada Primavera Árabe alterou de forma significativa as estruturas de diversos países do Norte da África e do Oriente Médio. Ainda hoje, no entanto, alguns deles vêm enfrentando problemas no que diz respeito à sucessão de antigos governos. No caso da Líbia, a AI (Anistia Internacional) denunciou nesta quinta-feira (16/02) que as milícias que ajudaram a derrubar o ex-líder Muamar Kadafi estão fora de controle.
De acordo com um relatório divulgado pela Organização, as milícias atuam com impunidade e criam insegurança para a reconstrução das instituições do país.
“Há um ano, os líbios arriscaram a vida para exigir justiça. Hoje, suas esperanças se vêem prejudicadas por milícias armadas ilegais que pisoteiam os direitos humanos com impunidade”, aponta o relatório.
Denúncias da AI apontam que os grupos armados estariam detendo ilegalmente pessoas que apoiavam o governo de Kadafi. Além disso, as milícias estariam torturando os detidos, o que em alguns casos estariam levando-os, inclusive, à morte.
Para compor o relatório, a AI esteve e 11 instalações de detenção no centro e no oeste da Líbia durante janeiro e o início deste mês. As prisões são utilizadas pelas milícias e a ONG afirma que pode comprovar através de relatos que diversos detentos foram torturados e maltratados no local.
Desde o último setembro, segundo a AI, ao menos 12 presos morreram nas prisões comandadas pelas milícias. Até o momento, nenhuma investigação foi iniciada. A AI culpa também o CNT (Conselho Nacional de Transição) por supostamente não agir para prevenir ou combater as violações.
Um grande número de vítimas provém de outros países da África, especialmente o Níger, aponta o relatório. Foi para este país que a família de Kadafi fugiu quando os embates entre forças do governo e rebeldes tornaram-se mais intensos.
Outra denúncia
Em janeiro, a MSF (Médicos Sem Fronteira) já havia anunciado que encerraria seu trabalho em prisões da cidade de Misrata, pois constatou que o governo líbio estava torturando presos.
Até então, a ONG afirmava que desde o último mês de agosto já havia tratado 115 presos que teriam sido torturados. Assim como a AI, a MSF afirmou que as autoridades não tomaram providências sobre os abusos.
“Algumas autoridades tentaram obstruir o trabalho médico do MSF. Pacientes eram trazidos para serem tratados entre os interrogatórios, para que estivessem em forma para a próxima sessão. Isso é inaceitável. Nosso papel é oferecer cuidado médico em casos de guerra e presos doentes, não tratar repetidamente dos mesmos pacientes entre sessões de tortura”, afirmou o diretor geral da MSF, Christopher Stokes.
À época, segundo a ONU havia cerca de oito mil prisioneiros no país, em sua grande maioria, simpatizantes do antigo líder ou imigrantes de outros países presos durante os confrontos.
“A falta de controle por parte das autoridades centrais criam um ambiente propício para a tortura e os maus tratos”, disse Navi Pillay, a alta comissária da Organização para Direitos Humanos.

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VENEZUELA: GOLPISTA VAI ENFRENTAR CHAVEZ

16.02.2012
Do blog de Rodrigo Vianna



A oposição na Venezuela (uai, não é ditadura?) escolheu o homem que vai enfrentar Chavez nas próximas eleições presidenciais (uai, de novo: se é ditadura, não deveria haver eleição): é Henrique Capriles. 

O sujeito, de família abastada, esteve entre os golpistas que, em 2002, tentaram derrubar Chavez. Participou do cerco à Embaixada de Cuba em Caracas, atentando contra as leis internacionais. 

Confiram o perfil da fera!

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Protógenes: Nada sensibilizou tanto como o que vi em Pinheirinho

16.02.2012
Do BLOG DO PROTÓGENES, 


Agora como deputado federal do PCdoB-SP, novamente Protógenes está no centro dos acontecimentos da conjuntura brasileira. Foi o autor e praticamente sozinho conseguiu criar na Câmara dos Deputados a CPI da Privataria. Há poucos dias, foi dos únicos parlamentares a acompanhar de perto as atrocidades cometidas pelo governo de São Paulo e sua polícia em Pinheirinho, na cidade de São José dos Campos.

Nesta entrevista para o Vermelho, Protógenes faz um balanço dos acontecimentos recentes e confessa que está revigorado de esperança graças ao giro que tem feito pelo país, participando ao lado do jornalista Amaury Ribeiro Junior do lançamento do livro A Privataria Tucana. Já foram feitos lançamentos em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e estão programados em Belo Horizonte (dia 6) e Brasília (dia 15).
Vermelho: Como têm sido os lançamentos do livro A Privataria Tucana pelo Brasil afora?
Protógenes Queiróz: Estou vendo esses lançamentos como atos de chamamento e mobilização nacional do povo brasileiro para reacender o debate sobre as privatizações. Existe uma grande curiosidade e indignação dos brasileiros no sentido de entender o que aconteceu naquela quadra histórica. Todo mundo quer saber o que houve como o dinheiro arrecadado com a venda das estatais.
Está muito vivo na mente dos que viveram naquela época o discurso de que os tucanos vendiam estatais para investir em políticas públicas que diziam prioritárias. Mas não foi o que aconteceu, essas políticas nunca foram cumpridas e na verdade não aconteceram vendas e sim negociatas do patrimônio público. O dinheiro desapareceu. O livro do Amaury trouxe esse debate à tona e como tenho dito, é um documento incontestável que mostra em detalhes como foi conduzido aquele processo.
Como deputado, tenho a obrigação de levar essa discussão para a Câmara, não para fazer uma revisão do processo, pois não temos força para isso, mas para fazer um reencontro do Brasil com essa verdade histórica. Entender como alguns conseguiram ficar milionários da noite para o dia à custa do suor do povo brasileiro, que foi quem na prática construiu por décadas as estatais que foram entregues no processo de privatização.
Vermelho: E como tem sido a receptividade do público que participa destes debates, qual a expectativa deles para os próximos passos?
PQ: O público tem correspondido a esse chamado. A maioria que participa destes eventos quer se engajar nesta luta. O próprio sucesso de vendas do livro é uma prova disso. O número de livros vendidos surpreendeu a todos, inclusive ao autor. Qual brasileiro não se pergunta quanto aos altos preços cobrados pelas operadoras de celular? Qual brasileiro não se indigna ao ver a Vale operando em vários estados e enviando nossas riquezas para fora sem pagar os impostos justos, pois os royalties do minério são irrisórios. Há uma incompreensão do povo brasileiro quando vê as nossas riquezas indo embora e não voltando nada para ser investido por aqui. Tem também os trabalhadores que atuavam nas empresas privatizadas. Quantos perderam seus empregos, existem casos de bancários que até se suicidaram depois de perder o emprego em bancos privatizados.
Vermelho: No final do processo legislativo do ano passado, o senhor conseguiu o número necessário para a instalação da CPI da Privataria. Qual sua expectativa para esse ano legislativo que começa nessa semana?
PQ: Cumprimos todos os ritos regimentais, ao fundamentar o pedido de CPI e protocolar junto à presidência da Casa com o número necessário de assinaturas para sua instalação, como você disse. Daqui para frente confio nos próximos passos regimentais para a sua efetiva instalação. Pelo que estou rodando pelo Brasil vejo que há uma pressão popular muito grande para a sua instalação. O mais importante já está acontecendo, que é ter um debate sobre o processo de privatização.
Vermelho: O senhor teve uma participação destacada em defesa dos moradores que foram desocupados de Pinheirinho. Inclusive foi um dos parlamentares que acompanhou de perto a ação policial. O que viu naquele dia?
PQ: Confesso que muito me chocaram aquelas cenas da desocupação. Em doze anos de Polícia Federal e nesse ano de deputado, nada me sensibilizou tanto quanto o que vi ali em Pinheirinho. Fiquei assustado com o autoritarismo praticado, não se teve o mínimo de bom sendo para tratar com dignidade aquele povo. A juíza, os governantes, a polícia deixaram de lado os valores do ser humano. Foram indiferentes ao fato que ali estavam seres humanos, mulheres, crianças, idosos, brasileiros pobres que só estavam morando ali há anos porque não tiveram outra opção de habitação. O Estado, que deveria ali defender os interesses do povo, praticou um total desrespeito aos direitos humanos.
Vermelho: E a batalha está perdida? O que o senhor tem feito em relação ao assunto?
PQ: Partimos para uma ação concreta. Estamos investigando a origem da propriedade. Sabemos que aquela área pertenceu a uma família que foi chacinada na década de 1960 e pode ter sido invadida por grilagem. Já pedi a certidão centenária para fazer um histórico até os dias de hoje. Saber como aquele terreno foi parar nas mãos da empresa de Nagi Nahas, e olha em que mãos (risos). Podemos ficar tranquilos que também nesse caso a verdade vai aparecer e não vai demorar.
Vermelho: Em Pinheirinho, quando o senhor estava defendendo os moradores contra a selvageria da polícia, o que passou pela sua cabeça?
PQ: Agi naquele episódio em defesa da democracia brasileira. Foi uma resposta contra o autoritarismo. Minha geração enfrentou a ditadura e não podemos ver impunemente o autoritarismo voltar para nosso convívio. Pratiquei ali uma ação cidadã, não parlamentar. Fui movido ali pelos sentimentos de um brasileiro que acredita nos poderes da República. Mais do que na força da República, acredito acima de tudo na força do povo brasileiro que é o verdadeiro construtor do nosso país. No povo que luta, que batalha dia a dia para criar seus filhos e que viu naquela área a única forma de dar um teto para sua família. Agi pela crença nesse povo que tem a capacidade de resistir. Estive em Pinheirinho e estou do lado do seu povo porque acredito na democracia brasileira. Antes de tudo, pratiquei ali uma ação de cidadania.
Fonte: Vermelho

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"O mito do mensalão" por Oliveira Lima e Dall´Acqua

16.02.2012
Do BLOG DO DIRCEU
Por José Dirceu
zé dirceu - um espaço para discussão no brasilGostaria que vocês lessem "O mito do mensalão", artigo publicado hoje na Folha de S.Paulo, de autoria dos advogados José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall´Acqua, sobre a ação penal número 470 - o chamado "mensalão" - a que respondo no Supremo Tribunal Federal (STF).


Neste artigo, Oliveira Lima e Dall´Acqua abordam e esclarecem pontos importantes a respeito do processo. Primeiro, sobre a questão da prescrição da pena, a qual explicam: "basta abrir o Código Penal para ver que a próxima data de prescrição ocorrerá somente no ano de 2015".

Segundo, sobre o fato de que os ministros do STF têm sido "levianamente rotulados como partidários da acusação ou da defesa". Eles afirmam que "nada pode ser mais ofensivo e desrespeitoso com a trajetória dos atuais ministros, que, sem exceção, não cometem pré-julgamentos. Ao contrário: eles decidem com base nas provas, sempre respeitando a presunção de inocência e a ampla defesa".

O artigo estabelece ainda uma comparação entre o mito da caverna de Platão (um grupo de indivíduos, dentro dela, só olhava as imagens das sombras que ali chegavam, não a realidade) e o que tem sido dito sobre a ação penal 470.

"Com a proximidade do julgamento - prosseguem os dois advogados - as sombras do mensalão estão assumindo ares de realidade, enquanto o processo, as provas, as nossas leis e os princípios constitucionais desaparecem de vista", afirmam.

E concluem: "aqueles que bradam pela condenação querem distância das provas estampadas na ação penal, que sempre foi pública e está digitalizada. Sem deturpações, é fundamental para a democracia brasileira que o debate sobre o julgamento da ação penal número 470 seja feito com responsabilidade, para que a nossa sociedade se torne cada dia mais preparada para enxergar a justiça".
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Gilson Caroni Filho: Outra novela do mensalão vem aí

16.02.2012
Do blog VI O MUNDO
Por Gilson Caroni Filho

Mensalão: o anúncio do grotesco midiático

A manchete do jornal O Globo, em sua edição de 15 de fevereiro de 2012 (“Marcos Valério é o primeiro condenado do Mensalão”), não deixa dúvidas quanto ao espetáculo que dominará páginas e telas depois do carnaval: à medida em que se aproxima o julgamento do processo que a imprensa chama de “escândalo da mensalão”,  velhos expedientes são reeditados sem qualquer cerimônia que busque manter a aparência de jornalismo sério.
A condenação do publicitário por crimes de sonegação fiscal e falsificação de documentos públicos seria, mesmo que não surjam provas de conduta delituosa por parte dos réus, a senha para o STF homologar a narrativa midiática e não ficar maculado pela imagem de “pizza” que uma absolvição inevitavelmente traria à mais alta corte do país. Essa é a intimidação diária contida em artiguetes e editoriais.
Como destaca Pedro Estevam Serrano, em sua coluna para a revista CartaCapital,” o que verificamos é a ocorrência constante de matérias jornalísticas em alguns veículos que procuram nitidamente criar um ambiente de opinião pública contrária aos réus, apelando a matérias mais dotadas da verossimilhança dos romances que à verdade que deveria ser o mote dos relatos jornalísticos”.
Os riscos aos pilares básicos do Estado Democrático de Direito são nítidos na empreitada. Serrano alerta para o objetivo último das corporações:
“E tal comportamento tem intenção política evidente, qual seja procurar criminalizar o PT e o governo Lula, pois ao distanciar o julgamento de sua concretude por relatos abstratos e simbólicos o que se procura pôr no banco dos réus não são apenas as condutas pessoais em pauta mas sim todo um segmento político e ideológico.”
A unificação editorial em favor da manutenção dos direitos do CNJ em votação de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) não revela apenas preocupação com o indispensável controle externo do poder judiciário, mas o constrangimento necessário de juízes às vésperas de um julgamento que envolve, a construção política mais cara à mídia corporativa. No lugar do contraditório, a  imposição de uma agenda. Ocupando o espaço da correta publicidade dos fatos, a recorrente tentativa de manipulação da opinião pública. A trama, no entanto, deve ser olhada pelo que traz de pedagógico,  explicitando papéis e funções no campo jornalístico.
O pensamento único, para o ser, não basta ser hegemônico; tem que ser excludente. Não apenas de outros pensamentos, mas do próprio pensar. Parafraseando Aldous Huxley, “se o indivíduo pensa, a estrutura de poder fica tensa”. Na verdade, na sociedade administrada não pode haver indivíduo. Apenas a massa disforme, cujo universo cognitivo e intelectivo é, de alto a baixo, subministrado pelos detentores do poder social. É nessa crença que se movem articulistas, editores e seus patrões.
Em um sistema de dominação é essa, e nenhuma outra,, a função da “mídia”: induzir o espírito de manada, o não-pensar, o abrir mão da razão e aderir entusiasticamente à insensatez programada pelos que puxam os cordões. Os fracassos recentes não nos permitem desdenhar do capital simbólico que as corporações ainda detêm para defender os seus interesses e o das frações de classe a ela associadas.
Nesse processo, o principal indutor é o “Sistema Globo”, que o falecido Paulo Francis, antes de capitular, apropriadamente crismou como “Metástase”, pois de fato suas toxinas se espalham por todo o tecido social. Seus carros-chefe, que frequentemente se realimentam reciprocamente, são o jornal da classe média conservadora  e, principalmente, o Jornal Nacional, meticulosamente pautado “de [William] Bonner para Homer [Simpson]“  que, de segunda a sábado, despeja ideologia mal travestida de notícia sobre dezenas de milhões de incautos.
E o que “deu” no Jornal Nacional “pauta” desde as editorias dos jornais impresso — O Globo por cima e o Extra por baixo — e das revistas, “da casa” ou de uma “concorrência” cujo único objetivo é ser ainda mais sensacionalista e leviana. Algumas vezes, o movimento segue o sentido inverso: uma publicação semanal produz a ficção que só repercute graças à reprodução da corporação.
Os outros instrumentos de espetaculosidade complementam o processo, impondo suas versões de pseudo-realidade: o Fantástico, ersatz dominical do JN; as novelas “campeãs de audiência”, com seus “conflitos” descarnados e suas “causas sociais” oportunisticamente selecionadas como desconversa; e, culminando, oBig Brother Brasil, a celebração máxima da total vacuidade.
Processo análogo vem sendo usado, há mais de duas décadas, para esvaziar e despolitizar a política, reduzindo-a às futricas de bastidores, ao “em off” e aos “papos de cafezinho”; e, em época eleitoral, à corrida de cavalões das pesquisas de intenção de voto que ocupam as manchetes, o noticiário, as colunas – ah, as colunas! – e até mesmo a discussão supostamente acadêmica. A não menos velha desconversa nacional: olha todo mundo pra cá, e pela minha lente, para que ninguém olhe pra lá.
Falar-se em “opinião pública”, nesse cenário, é um escárnio. “Opinião” pressupõe um espaço interno, em cada indivíduo, para reflexão, ponderação, crítica e elaboração, não controlado pelo poder social. “Pública” requer que exista uma esfera pública, de discurso racional entre iguais, aberto ao contraditório e não subordinado aos ditames do “mercado” ou subministrado de fio a pavio pelo braço “midiático” do mesmo poder. Nem uma nem outra condição pode existir em ambiente que tenta subjugar “corações e mentes”, induzindo-o sistemática e deliberadamente à loucura social.
Avançamos bastante, mas não nos iludamos: o que vem por aí é uma luta renhida. De um lado, o espetáculo autoritário. E, de outro, a cidadania  e o Estado de Direito como permanente construção.
PS do Viomundo: Vimos de dentro o processo de dar pernas às capas da Veja. Elas pulavam direto para o Jornal Nacional de sábado e ganhavam a imprensa escrita na semana seguinte. A primeira novela do mensalão ocupou toda a campanha de reeleição de Lula, em 2006. Em nome da equidade, a Globo dava 50 segundos para cada candidato. Tinha dia em que três candidatos atacavam o governo (150 segundos), contra 50 segundos de Lula.
Foi nesse período que o então editor de economia do Jornal Nacional em São Paulo, Marco Aurélio Mello, recebeu a ordem para “tirar o pé” da cobertura econômica (o crescimento da venda de cimento, no cálculo da Globo, era notícia positiva para Lula). Além disso, poderia atrapalhar a paginação do JN, que vinha carregada de matérias investigativas contra o governo.
Quando a pressão interna conseguiu emplacar uma única pauta sobre o escândalo das ambulâncias, que poderia atingir indiretamente o candidato do PSDB ao governo paulista, José Serra, ela foi feita, editada, mas nunca entrou no ar! O problema é que o escândalo das ambulâncias superfaturadas estava na conta do PT, apesar de Lula ter “herdado” o esquema do “governo anterior” (eufemismo da Globo quando era inconveniente falar em governo FHC ou governo do PSDB). A matéria arquivada tinha um único dado comprometedor: 70% das ambulâncias superfaturadas tinham sido entregues na gestão de José Serra como ministro da Saúde — e do sucessor que ele deixou na vaga quando concorreu ao Planalto, em 2002. Isso, sim, era de estragar a paginação do JN. Descrevi isso melhor no post O que eu pretendia dizer na TV sobre as ambulâncias de Serra.
Leia também:

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Com a caneta na mão, governador Jovaldo Nunes desapropria terrenos


16.02.2012
Do BLOG DE JAMILDO, 15.02.12
Postado por Daniel Guedes

Foto: Aluisio Moreira/SEI/Divulgação
Desapropriação de terrenos para regularização de posse de terra, duplicação de estradas e implantação de Unidade de Atendimento Especializado (UPAE). Esses foram alguns despachos do presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco (TJPE), Jovaldo Nunes, no exercício do cargo de governador do Estado.

O desembargador assumiu o governo no último domingo, 13/01, por força da ausência de Eduardo Campos, que cumpre agenda fora do país, e licença médica do vice-governador João Lyra Neto. Nesta quinta (16), o governador Eduardo Campos retoma suas atividades.

Em sua interinidade, ele assinou os decretos Nº 37.857, 37.858 e 37.859, publicados no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (15), entre outras medidas administrativas. Com o decreto 37.857, o Governo do Estado vai regularizar a situação da posse de terra de cerca de 10.500 agricultores da zona rural do município de Ouricuri, no Sertão pernambucano.

Com os títulos de propriedade os agricultores passarão de posseiros a proprietários das terras onde já desenvolvem a caprinovinocultura. A medida vai assegurar aos trabalhadores rurais o acesso ao crédito agrícola, benefícios previdenciários como aposentadoria, auxílio doença e maternidade, além da segurança jurídica.

Já o decreto 37.858 determina a desapropriação de terra para construção da UPAE no município de Garanhuns. A unidade, que vai ocupar uma área de 1.215 m2, será erguida na margem esquerda da BR-423, no sentido Recife-Águas Belas. Por fim, o decreto 37.859 autoriza a desapropriação de terras para implantação e pavimentação da PE-027, no trecho entre os municípios de Paudalho e Araçoiaba.

MAGISTRATURA - Ao final de sua passagem pelo governo do estado, Jovaldo Nunes agradeceu o apoio da equipe e a confiança do governador Eduardo Campos. Natural da cidade paraibana de Emas, ele nasceu em 1947. Desembargador do TJPE desde 2001, Jovaldo Nunes ingressou na magistratura pernambucana em junho de 1985 e cumpriu todas as etapas da carreira obtendo sempre o reconhecimento por sua competência e seriedade.
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BLOG MOBILIDADE URBANA:Senado aprova uso obrigatório de faróis ligados durante o dia em rodovias

16.02.2012
Do blog MOBILIDADE URBANA
Postado por Tânia Passos



A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (15) projeto de lei que torna obrigatório trafegar com faróis baixos ligados durante o dia em rodovias e túneis iluminados. Votada em caráter terminativo, a matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados. Se o projeto for aprovado sem alterações na outra Casa, seguirá à sanção presidencial e terá um prazo de 100 dias para entrar em vigor.


Na exposição de motivos, o autor do projeto, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que “o uso de faróis acesos no período diurno é um elemento fundamental para a segurança do trânsito, porquanto antecipa a visualização do veículo a uma distância maior, alertando o motorista sobre situações de risco e permitindo-lhe agir preventivamente para evitar acidentes”.

O parlamentar acrescentou que já há uma recomendação do próprio Contran (Conselho Nacional de Trânsito) sobre essa necessidade. No entanto, Eunício Oliveira ressaltou a necessidade de transformar essa “recomendação” em norma legal, a ser incorporada no CTB (Código de Trânsito Brasileiro).

Agência Brasil
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Fonte:hhttp://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/index.php/2012/02/senado-aprova-uso-obrigatorio-de-farois-ligados-durante-o-dia-em-rodovias/

O fim do cartola Ricardo Teixeira


16.02.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges


Os amantes do futebol já preparam as festanças. Há fortes indícios de que Ricardo Teixeira, o cartola que manda e desmanda na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) há mais de duas décadas, deixará o cargo nas próximas horas. A coluna de hoje (16) da jornalista Mônica Bergamo, na Folha, já dá como certa a sua renúncia: 

“Ricardo Teixeira teria escolhido a dedo a data para anunciar sua intenção de deixar a CBF: bem pertinho do Carnaval, para que a folia encobrisse o impacto de sua saída da entidade. O desprezo de Dilma Rousseff por Teixeira foi decisivo para esvaziar seu poder, dizem amigos próximos dele. Há alguns dias, em viagem a Brasília, o cartola ‘nem sequer pediu audiência’ a ela, segundo interlocutor. Por um motivo: sabia que bateria com a cara na porta”.

Manobra para escapar da cadeia

Além do seu isolamento político e de ser odiado pelas torcidas, que intensificaram a campanha do “Fora Teixeira” nos estádios, o ex-todo-poderoso chefão da CBF teme ser preso. Nos últimos dias, surgiu uma nova acusação de pagamento de propina ao cartola. A Polícia Civil de Brasília encontrou cheque em seu nome emitido por Vanessa Precht, uma das sócias da empresa suspeita de ter superfaturado um amistoso da seleção brasileira, em 2008. 

Este não é o primeiro – nem será o último – escândalo envolvendo Ricardo Teixeira, que ergueu uma fortuna como cartola. Mas ele sempre conseguiu se safar das denúncias, inclusive das apresentadas em duas Comissões Parlamentares de Inquérito - as CPIs do Futebol e da CBF/Nike. Agora, porém, parece que a mansão caiu. A sua renúncia seria uma hábil manobra para evitar que a Justiça da Suíça quebre o seu sigilo bancário, em outro caso de recebimento de propina de dirigentes da FIFA na década de 1990.
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16.02.2012
Do blog  BALAIO DO KOTSCHO,15.02.2012
Por Ricardo Kotscho


serra kassab José Serra vem aí? É a volta da velha novela
Caros leitores,
como o Heródoto Barbeiro já antecipou ontem à noite no "Jornal da Record News", viajo daqui a pouco com a família para pegar um pouco de frio na Alemanha, terra da família de minha mãe aonde não vou a passeio faz mais de 20 anos. Volto dia 26.
Até lá espero que a novela tucana com o vai-não-vai de José Serra já tenha terminado, e o prefeito Gilberto Kassab, finalmente, decidido com quem quer casar.
Bom Carnaval a todos.
Abraços,
Ricardo Kotscho
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Não deu outra. Sai eleição, entra eleição, a velha novela se repete com o mesmo suspense: José Serra vai ou não vai ser o candidato tucano?
Pode ser eleição municipal, estadual ou presidencial, não importa. O eterno candidato sempre começa dizendo que não quer, ainda não sabe o que fazer, pede um tempo para decidir, comunica "oficialmente" que não será, depois aceita conversar, e assim vai deixando os tucanos cada vez mais agoniados.
Desta vez, não foi diferente. Depois que Serra recusou a candidatura, o PSDB decidiu marcar prévias para o dia 4 de março, com quatro pré-candidatos que estão em campanha há seis meses, mas um fato novo fez Serra desistir de desistir da candidatura a prefeito para ir à luta novamente.
O fato novo chama-se Gilberto Kassab, até outro dia seu protegido e fiel aliado, que resolveu pular a cerca e, diante da indecisão dos tucanos, começar um namoro firme do PSD com o ultrainimigo PT.
Com isso, o prefeito, que não tem candidato viável e está no fundo do buraco em termos de popularidade, conseguiu rachar os dois maiores partidos da cidade. Metade do PT não quer esta aliança com o PSD de Kassab e metade do PSDB insiste nas prévias que, obviamente, Serra não quer.
Para se ter uma ideia do reboliço causado por Kassab na campanha eleitoral paulistana, a notícia de que Serra aceitaria ir para o sacrifício para tirá-lo do colo dos petistas, rachou a direção tucana já na segunda-feira.
"Há chances concretas de Serra ser candidato", proclamou o presidente municipal do PSDB, Julio Semeghini, confirmando o noticiário de que José Serra vem aí novamente.
"Acabar com as prévias agora é assinar o atestado de óbito do PSDB. Mesmo que os quatro pré-candidatos desistam, ainda assim ficaremos numa espécie de UTI", respondeu o presidente estadual, Pedro Tobias.
Entre os dois, postou-se em cima do muro o governador Geraldo Alckmin, que passou a bola para Serra. "Se ele quiser ser, é um ótimo candidato. Essa é uma decisão pessoal do Serra que nós devemos aguardar".
O problema é que nenhum dos quatro pré-candidatos deu sinais de que pretende abrir mão das prévias deixando o caminho livre para Serra, como ele impôs ao governador Geraldo Alckmin como pré-condição para aceitar a candidatura.
"As prévias são irreversíveis, estão aí, e sou pré-candidato. Espero ganhar. O Serra se inscreve e segue o procedimento", avisou José Anibal, secretário de Energia do governo do Estado.
"Vou até o fim", anunciou o deputado Ricardo Tripoli. Até o serrista Andrea Matarazzo não parece disposto a abrir mão da pré-candidatura: "Ele tem dito que não é candidato, mas as coisas não são fixas. Precisa ver o que ele decide, o que o governador decide e o que o partido decide".  Só o alckmista Bruno Covas não disse nada.
kassab lula José Serra vem aí? É a volta da velha novela
A aproximação de Kassab com o PT deixou José Serra numa encruzilhada diante de três hipóteses, nenhuma delas boa para seus planos de uma nova candidatura presidencial em 2014:
# Se sair candidato a prefeito, e ganhar, não poderá deixar o cargo de novo, no meio do mandato, como já fez em 2006.
# Se perder, não terá condições políticas nem ânimo para se candidatar a mais nada, só lhe restando encerrar melancolicamente a carreira.
# Se ficar sem mandato até 2014, corre o risco de sumir do cenário fazendo política só pelo Twitter, cada vez mais isolado no partido.
Desde o início desta nova fase da velha novela, Gilberto Kassab deixou bem claro para todos que só não faria a aliança com o PT de Lula se Serra fosse o candidato do PSDB _ na certeza de que o amigo não seria candidato.
E agora? Como fica o prefeito? Ao ser perguntado sobre a possível candidatura Serra, ele disse que ficaria numa situação "desconfortável".
Mais do que isso, Kassab não poderá ficar eternamente jogando dos dois lados. A brincadeira tem prazo para acabar. Lula já anunciou que quer antecipar a aliança com o PSD para março.
Também de olho em 2014, Serra agora tem pressa. Em conversa com tucanos, segundo o noticiário da Folha, Serra avaliou que seria "um desastre" para qualquer projeto político do PSDB uma aliança entre o PT e o PSD.
Ou seja, para evitar o desastre tucano, só tem um jeito de segurar Kassab: se Serra for o candidato a prefeito.
Ainda outro dia escrevi aqui que esta campanha eleitoral em São Paulo promete fortes emoções. Não percam os próximos capítulos. Estamos só no começo.

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