quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Tijolaço: Cerra é 1932, de novo

15.02.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 14.02.12
Por Paulo Henrique Amorim


Saiu no Tijolaço, excelente artigo de Fernando Brito:


Serra e o espírito de 32


A notícia dada hoje pela Folha de S. Paulo, de que José Serra negocia (sic) com Geraldo Alckmin sua candidatura à prefeitura paulistana é a prova de que a política, por mais hipocrisia e arranjos que abrigue, sempre leva as disputas para algo que representa, de fato, o conflito de projetos políticos.


Serra, candidato, é um perigo e uma esperança.


É evidente que ele é, de longe, um candidato com mais chances de vitória do que os “famosos quem” que disputam a indicação tucana para o pleito. Aliás, a história de que eles seriam “o principal obstáculo” à candidatura Serra é de rolar de rir.


E também é um quase definitivo golpe contra a articulação de Lula  que, livrando Kassab da posição de “saco de pancadas”, pudesse enfraquecer ainda mais o tucanato paulista e tirar-lhe, em outubro, a sustentação do terceiro ou quarto governo em importância nacional, o da municipalidade paulistana.


Mas, ao inverso destes riscos, caminha um fator desafiante.


Serra na disputa traduz o que foi, para além das aparências “constitucionalistas” , o movimento de 1932: a reação das oligarquias ao processo de transformação do Brasil que a Revolução de 30 havia desencadeado.


Claor que a paráfrase tem suas diferenças objetivas, e muitas, mas esta é a essência desta disputa.


Um “famoso quem” como candidato tucano seria aquele brado dos oficiais do Batalhão Universitário Paulista – qualquer coincidência é mera ironia – que gritavam em francês “salve-se quem puder” diante da entrada de Vargas em Itararé.


É verdade que Lula, hoje,  como o Vargas do segundo mandato, quer soluções menos cruentas, e que bom que seja assim.


A inclusão de Gilbertto Kassab numa aliança vitoriosa deveria ter soado como a garantia de que há espaço – e tem mesmo de haver -  para a riqueza e tipicidade paulistas no Brasil que está sendo reconstruído. Mas que é preciso reverter o modelo concentrador riqueza e semi-separatista que se acentuou após o golpe de 64, e que São Paulo pode ter outro destino que não o de ponto de drenagem da riqueza brasileira.


A candidatura Serra torna mais evidente esta reorganização do Brasil, porque não será por questões essencialmente municipais da paulicéia que ele terá votos, mas pela reação, raivosa e irracional, a um novo projeto de Brasil: inclusivo, desevolvimentista e equilibrado regionalmente. E que São Paulo não precisa ser Wall Street para ser Nova York, que jamais seria o que é se o resto dos EUA fossem um país miserável.


É para evitar isso que Lula vinha se movendo, nas suas difíceis condições pessoais e enfrentando um enorme desgaste – que só ele, com o seu crédito pessoal poderia enfrentar – ao defender uma aliança com Kassab.


Sabe que a candidatura Serra é feia e perigosa como um estertor, que tem o esgar, jamais o sorriso, que tem a morte e o ódio, jamais a vida e o amor ao ser humano.


Mas é, ao mesmo tempo, o sinal da fraqueza da fera em agonia, expresso em dentes e garras implacáveis por sua própria sobrevivência.


Sabe que, morto o PSDB em São Paulo, a direita brasileira, espalhada por todo o país, estará muito perto de jogar ao mar o grupo servil e elitista  no qual  se representa e munir-se de novas caras, novos líderes e, sobretudo, de projetos diferentes daqueles que, há uma década, tornaram-se intragáveis para o povo brasileiro.


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AZEVEDO E O ABORTO: CADÊ O SERRA?

15.02.2012
Do blog ANAIS POLÍTICOS, 13.02.12


Sim, sim. Este ordinário blogueiro sabe que criticar Reinaldo Azevedo é perda de tempo. Ele tem uma lógica própria do universo. Nesse lugarzinho especial do mundo, os certos são sempre os amigos dele, e os errados são sempre os que ele não gosta. Notadamente se os que ele não gosta forem pessoas do PT ou do Governo representado pelo PT, em qualquer nível de governo.

É que realmente soa ridículo que, TUDO o que um Ministro deste Governo faça, ou a Presidenta ou qualquer outro, seja errado.

Azevedo nesse texto safado (veja aqui) e parcial tem a coragem de bater na Ministra porque ela teria "treinado" aborto por sucção sem ser médica.Claro que ele não menciona que ela é sanitarista, e que essa profissão é a de justamente evitar doenças, complicações ou mortes provocadas justamente (entre outras coisas) por abortos feitos clandestinamente, em clínicas de fundo de quintal.

Mas Azevedo pouco se lixa pra lógica. Ele quer é tacar fogo no circo.

Só que esqueceu de chamar seu ídolo e mentor, o sempre derrotado José Serra, cuja esposa foi até o Chile FAZER um aborto. Aborto esse que ele claro, escondeu na campanha presidencial, ao passo que acusava Dilma de ser a favor da prática.

Naturalmente na terra de Azevedo, ser a favor e fazer é a mesma coisa, desde que o acusado seja seu inimigo. Se for seu amigo e apaniguado, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Azevedo discorre um texto inteirinho sem sequer lembrar da figura do Serra, mas faz questão de meter o pau em todo mundo que defende a prática inclusive em casos de possibilidade de morte da mãe.

Definitivamente, Azevedo se tornou de longe, a figura mais asqueirosa do imprensalão brasileiro. Curioso é notar que mesmo assim a Veja o sustenta, apesar da queda mensal de assinantes e de leitores. Deixa o PSDB sair do Governo ou da Prefeitura de São Paulo (ao mesmo tempo) pra você ver como ela mudará de opinião rapidinho. 

Bastará tentar viver SEM a grana tão queridamente ofertada pelos tucanos em forma de contratos zilionários para o fornecimento de Nova Escola e coisas congêneres, que a ideologia sumirá.

Quem se move exclusivamente pelo vil metal sofre desses perigos.

Clique aqui para ver o Governador do Paraná esquecendo o que o pai lhe ensinou.
Clique aqui para saber mais sobre as alianças "boas" de Beto Richa.
Clique aqui para ver que o curitibano reclama, mas o Prefeito nem aí.
Clique aqui para ver como o poder trata quem ousa se divertir em Curitiba.
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CNTSS-CUT esclarece servidores do INSS sobre implantação do turno estendido nas APS´s

15.02.2012
Do portal da CNTSS/CUT, 14.02.12
CNTSS-CUT  esclarece servidores do INSS sobre implantação do turno estendido nas APS´s
Da esquerda para direita: Terezinha Aguiar, Mauro Hauschild(presidente do INSS), Luiz Eustáquio( Secretário Geral do Sindsprev/PE), Joaquim Antônio(SE)  e Pedro Totti(SP)

A ideia é que as APS´s que aderirem aos dois turnos funcionem de 7h às 19h, com ênfase especial para o horário de pico de atendimento, de 9 às 15 horas, na maioria dos casos.


Na manhã de ontem (13), o presidente do INSS Mauro Hauschild se reuniu com entidades representativas e sindicais, dentre elas a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), para apresentar a proposta de implantação do turno estendido nas Agências da Previdência Social (APS).

 A ideia é que as APS´s que aderirem aos dois turnos funcionem de 7h às 19h, com ênfase especial para o horário de pico de atendimento, de 9 às 15 horas, na maioria dos casos.

Na ocasião, Hauschild reforçou que a proposta é cuidadosa e conservadora em decorrência da preocupação do Instituto em não comprometer a qualidade do atendimento e/ou dar um passo maior do que sua capacidade. “Sabemos que existe uma grande angústia e ansiedade acerca da implantação do turno estendido, mas tentamos construir uma proposta que atende, ao máximo, os servidores. Trata-se de uma parceria, um instrumento de gestão. O projeto não se efetivará, se não tivermos o apoio dos servidores, que são parte importante neste processo. Nossa expectativa é que os resultados sejam, no mínimo, iguais, mas acreditamos na melhoria do serviço e atendimento”, ressaltou.

Como informado pelo presidente do INSS, a resolução que oficializa a implantação do Turno Estendido será publicada no máximo até amanhã (15), no Diário Oficial da União. Além disso, um cronograma com as providências básicas para a validade da proposta, definido para o dia 1º de março, também foi apresentado durante o encontro (confira em cronograma). A medida, neste momento, não contemplou o Setor de Apoio das APS´s, portanto o SINTFESP-GO/TO continuará na luta para que todos os servidores sejam beneficiados com a nova medida.

REQUISITOS

Para elaboração da proposta, foram considerados os parâmetros de lotação ideal e demanda do Plano de Ação do INSS. Desta forma, podem aderir ao Turno Estendido as agências com mais de 10 servidores ou as que tiverem quantidade inferior que corresponderem a 100% da lotação ideal. Neste sentido, 652 agências (49%) e 12.843 servidores (sem chefia) foram contemplados, inicialmente. Com a nomeação dos concursados, este número saltará para 737 agências (55%) e 13.586 (82%) servidores. Mauro Hauschild informou, ainda, que 16 agências foram descartadas por conta da falta de segurança e 64 por haver cargos comissionados ou funções gratificadas disponíveis. Com o ajuste desses quesitos e nomeação dos concursados, o número final poderá chegar a 828 agências (62%). Uma lista com a quantidade de servidores e lotação ideal de cada agência será anexada à resolução que será publicada no Diário Oficial da União.

CRONOGRAMA

Conforme anunciado na reunião, o ingresso das agências ao Turno Estendido acontecerá de 16 a 28 de fevereiro. Nos dias 16 e 17 de fevereiro, o gerente da APS deverá preencher formulário no sistema de supervisão, onde irá relatar as informações atuais da agência, como quantidade de servidores; preencher o novo quadro de horário dos servidores e questionário sobre segurança externa, circuitos lógicos, energia elétrica e vigilância orgânica, além de relatar os benefícios e dificuldades da implantação da medida.


De 20 a 24 de fevereiro, é a vez de o Gerente Executivo dar seu parecer favorável ou desfavorável à medida, conforme informações concedidas pelo Gerente da APS. Nos dias 27 e 28 de fevereiro, o Superintendente Regional deverá autorizar, ou não, a implantação do Turno Estendido na APS, levando em conta o relato do Gerente da APS e Gerente Executivo. Em caso negativo, em todas as etapas, é necessário justificar a posição contrária dos Gerentes ou Superintendente. Em caso positivo, nesta última etapa, o Superintendente deverá tomar as providências necessárias à implantação dos dois turnos, como publicação da portaria (formato padrão no sistema), divulgação nominal das escalas e sinalização sobre a adesão da agência ao Turno Estendido.

AVALIAÇÃO

A avaliação acontecerá alinhada ao Plano de Ação e comparada com os resultados indicadores entre trimestres ímpares (o primeiro período será de julho a setembro). Neste sentido, já está previsto para 15 e 16 de outubro, o preenchimento de questionário de avaliação periódica pelo Gerente da APS; de 22 a 24 parecer do Gerente Executivo e de 29 a 31 do mesmo mês, o parecer do Superintendente Regional para manutenção do Turno Estendido.

Para a agência continuar com atendimento em dois turnos, o resultado da sua avaliação deverá ser maior que 0. Caso contrário, a reversão acontecerá no 1º dia útil após encerramento do mês subseqüente a emissão do parecer pela Superintendência Regional no Sistema de Supervisão. Neste caso, Hauschild ressaltou que é responsabilidade de cada chefia acompanhar a evolução das diretrizes. Para reingresso, será necessário parecer favorável do Gerente Executivo no início do próximo ciclo de avaliação, que acontece semestralmente. 

Além disso, o presidente do INSS se comprometeu a marcar nova reunião com as entidades sindicais e representativas na última quinzena de maio para avaliar os resultados e, se necessário, estudar uma nova regra para alteração da proposta.

SINTFESP-GO/TO PRESENTE 

Na ocasião, a vice-presidente da CNTSS e diretora de Assuntos Jurídicos do SINTFESP-GO/TO, Terezinha de Jesus Aguiar, esteve presente na reunião e aproveitou o momento para questionar o presidente sobre a nova proposta remuneratória da carreira. Hauschild deixou claro que esta é uma ordem do ministro, que até 2013 se consolidará. “Para isso, o Grupo de Trabalho será reinstalado logo após a implantação do turno estendido, e um dos temas prioritários do GT será o estudo de uma nova proposta remuneratória”, garantiu o presidente.

Para a Diretoria Colegiada do SINTFESP-GO/TO, a proposta apresentada pelo INSS é fundamental para realocar o trabalho do Instituto. “Acreditamos que a partir de 1º de março, teremos servidores melhor distribuídos, mais atendimentos e melhores condições de trabalho. Além disso, com a avaliação que acontecerá, será possível analisar os resultados desta medida, se o padrão de atendimento está sendo mantido e, se não, teremos a chance de estruturar uma nova forma”.

O SINTFESP-GO/TO reitera, ainda, que a colaboração deverá ser mútua e que a cota de responsabilidade e participação é a mesma para os servidores e chefes.  Neste sentido, o sindicato se compromete a acompanhar todo o processo de implantação no Estado, ressaltando que, em hipótese alguma, permitirá que a medida não seja adotada nas agências de Goiás. 


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TUCANISTÃO, O "PAÍS" QUE ODEIA POBRES

15.02.2012
Do blog ESTAÇÃO  O PTREM DAS TREZE, 24.01.12

São Paulo virou o "TUCANISTÃO" !!!


Governado por um fanático religioso membro da "Opus Dei", surge um país paralelo - TUCANISTÃO - que vai na contra mão do Brasil !!!

Enquanto o Governo Federal tenta "exterminar a pobreza e a miséria"com ações sociais, AMOR e distribuição de renda, o "antigo" Estado "federativo" de São Paulo tenta a mesma coisa mas através do seu ÓDIO aos mais frágeis e pobres valendo-se da brutalidade de sua polícia militar, de suas bombas, de seus gases de efeito moral, de seus tiros e de suas balas !!! Muitas balas !!!

Tentam "acabar com a pobreza" utilizando de forma covarde até mesmo de algumas  verdadeiras  armadilhas desumanas !!!

Obrigam as suas vítimas a adentrarem em seus "campos de concentração"( chamam isso de alojamentos provisórios ) e depois de cadastrados, "estudados" e marcados com uma fitinha azul, lá dentro os bombardeiam sem dó nem piedade !!!

E o fazem com a subserviente seleção, ocultação e distorção dos fatos através dos seus "órgãos de propaganda" ( o chamado P.I.G. !!! )

Trata-se de um tentativa de genocídio explícita !!! 

Trata-se de um "regime de terror" !!!

Era o que se via na Alemanha nazista do seculo passado ...

E é o que se vê AGORA em pleno seculo XXI nas terríveis imagens abaixo:






Estas cenas foram gravadas já com os EX-MORADORES do Pinheirinho em São José do Campos DENTRO do alojamento ( ARAPUCA !!! ) fornecido pela prefeitura também tucana !!!
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JORNALISMO DE ESGOTO: Revista Veja manipula informação para atingir o Gilberto Carvalho

15.02.2012
Do blog FESTIVA DE BESTEIRAS DA IMPRENSA, 13.02.12
Veja manipula!
A matéria de capa da Veja é daquelas que tenta – usando todos os artifícios possíveis – construir situações que sirvam para desgastar o governo Dilma.
A historinha, que tentarei demonstrar fortemente manipulada, é que uma mulher teria se infiltrado nos instestinos do governo para facilitar a corrupção.
Na verdade, a mulher (Christiane Araujo) era do esquema Durval Barbosa, o tal que comandava o esquema de corrupção, que levou o ex-governador do DEM José Arruda à prisão e à renúncia.
A Veja pretende demonstrar que o Gilberto Carvalho teria se comprometido a convencer o Lula a nomear o procurador Leonardo Bandarra (que estava ligado também ao esquema Durval/Arruda) e, portanto, poderia ter alguma coisa a ver com esse esquema.
Como prova mostra emails que fotografei e mostro no início deste post.
A Veja tenta mostrar a seguinte sequência:
1. A Christiane pede o apoio do Gilberto para convencer o Lula a indicar o Bandarra
2. O Gilberto se compromete a levar o assunto ao presidente Lula
3. A Christiane agradece a atenção do Gilberto
4. O Gilberto diz que ficou satisfeito com a nomeação
Agora, prestem atenção nas datas e horários dos emails e constatem a manipulação da Veja
O email em que a Christiane pede o apoio é posterior ao que Gilberto diz que levará o assunto ao presidente, o que mostra que a sequência da Veja é manipulação pura.
Assim, a sequencia correta é a seguinte:
1. O Gilberto se compromete a levar algum assunto (não se sabe qual) ao presidente Lula – dia 25/6/2008, às 18:00
2. A Christiane pede o apoio do Gilberto para convencer o Lula a indicar o Bandarra – dia 25/6/2008, às 21:53
3. O Gilberto não responde a esse pleito – se tivesse respondido, a Veja apresentaria esse email
4. A Christiane agradece a atenção do Gilberto, sem especificar do que se tratava – 8/7/2008
5. O Gilberto, cortesmente, diz que ficou satisfeito com a nomeação – 15/7/2008
Ou seja, se vc excluir a manipulação da Veja, não sobra indício algum de esquema para facilitar a máfia do Arruda e do DEM, a não ser a palavra de alguém que está respondendo a processos referentes à Máfia dos Sanguessugas e era ligada ao esquema do Durval Barbosa.
Lamentável o jornalismo da Veja!
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Igrejas evangélicas ganham terreno na França em tempos de crise econômica

15.02.2012
Do portal OPERA MUNDI, 14.02.12
Por Luiza Duarte | Paris


A cada dez dias uma nova igreja evangélica abre as portas no país europeu

Culto na Église Réformée de Belleville, em Paris. Cada vez mais franceses abraçam a fé protestante.Foto: Luiza Duarte 

Ao som de bateria e teclado, quatro cantores dão o tom do culto na igreja, enquanto são acompanhados fervorosamente por fiéis que, com os braços erguidos, dançam e repetem as letras mostradas em um telão. Logo acima, os escritos “Dieu est Amour”. A cena, comum para a maioria dos brasileiros, é novidade na França, que viu a fé neopentecostal crescer nos últimos anos, impulsionada pela crise econômica.


Na França, a cada dez dias uma nova igreja evangélica abre as portas, de acordo com dados do CNEF (Conselho Nacional dos Evangélicos da França). Essa é a corrente religiosa que mais se expande no país e a com o maior número de praticantes.

“A primeira razão é simplesmente a necessidade de esperança”, opina Sébastien Fath, sociólogo das religiões especializado no protestantismo e autor de Do gueto à rede – O protestantismo evangélico na França e do recém lançado Nova França Protestante – Desenvolvimento e crescimento no século XXI.

Cenas de um culto na Igreja evangélica de Montreuil CCPE, leste de Paris:




“O contexto de crise, que atinge a sociedade francesa, tem por consequência um certo número de patologias sociais, como a solidão. O Estado não pode fazer tudo, as prestações sociais e capacidades de intervenção são em geral fragilizadas, pois há menos dinheiro público. A igreja evangélica responde às necessidade que o Estado não se encarrega mais”, avalia o sociólogo, que enfatiza o caráter otimista do discurso evangélico, em um país onde o pessimismo é grande.

Embora o sociólogo defenda que haja fiéis também nas classes mais favorecidas, ele admite que a religião vem atraindo proporcionalmente mais jovens e imigrantes, principalmente chineses, coreanos e originários das antigas colônias francesas na África. Em dezembro, 24,2 % dos jovens estavam desempregados.

“Muitos franceses estão desencorajados diante da crise e da globalização. Há uma certa depressão e uma necessidade de perspectiva,” diz Fath. Já para Étienne L’Hermenault, batista e presidente do CNEF, órgão criado há menos de dois anos, o sucesso das igrejas evangélicas é reflexo de uma sede por religiosidade. “A crise não é simplesmente financeira, mas também moral. Há um cansaço, de uma sociedade que perdeu muitas referências e que busca valores”, argumenta.

Fath defende que o retorno da religiosidade está ligado à crise do discurso político. “Os franceses estão decepcionados com a política. O país que, durante muito tempo exportou pensamento político, se desencantou com as soluções políticas, há 15 ou 20 anos atrás”, avalia.


Conversão

Longe do anonimato das ruas, nas manhãs de domingo na entrada da Église Réformée de Belleville a recepção é calorosa e personalizada. “É a proximidade entre nós, os pastores, e nossos fiéis que faz a força do movimento evangélico”, afirma Amos Ngoua Mouri, pastor da Communauté Évangélique la Bonne Nouvelle, no norte de Paris.

Mais da metade dos evangélicos franceses tinha outra religião. “Essas igrejas se apresentam de uma maneira adaptada às formas de comunicação contemporânea, enquanto as tradicionais utilizam ainda modelos históricos e ultrapassados. As evangélicas recrutam”, explica Frédéric Rognon, professor de filosofia das religiões na Faculdade de Teologia Protestante de Estrasburgo, na França.

Luiza Duarte/Opera Mundi
Vista geral da Église Réformée de Belleville, em Paris. Na frase em dourado, "Deus é Amor"

L’Hermenault, também presidente da Faculdade Livre de Teologia Evangélica de Vaux sur Seine, principal instituição para a formação de novos pastores franceses, anuncia que o objetivo é alcançar a meta de uma igreja para cada 10 mil habitantes, ao invés dos atuais uma para cada 30mil.


Ao todo, são 2308 igrejas em território francês, que abrigam o ainda discreto número de 600 mil evangélicos. Desde 1950, eles são nove vezes mais numerosos, em um país onde apenas 5% da população se declara praticante de alguma religião.

Fé pública, questão privada

Na igreja evangélica Paris Bastille é possível ver os vídeos do último culto no iPhone e acompanhar o blog do pastor. Outros atrativos são as visitas em casa, os grupos de estudo e as atividades de inserção específicas para jovens, crianças, mães, casais ou idosos. À vontade com a revolução digital, para Fath, esse estilo litúrgico é mais adaptado à cultura dos jovens que a tradicional missa católica.

“O lado da expressão pública da fé dos evangélicos, quase publicitário, choca numa cultura francesa que relega a religião ao domínio privado”, afirma, garantindo que as coisas estão mudando no país da laicidade. O pastor camaronês Mouri confirma que o movimento evangélico é mais reconhecido no espaço público, embora ainda seja uma minoria.

A presença dos mulçumanos teria sido a primeira abertura para a naturalização da expressão religiosa em lugares públicos. “Há um retorno da visibilidade da fé mesmo entre os católicos.  A procissão do 15 de agosto em Paris pela 'Ascenção da Virgem' é um dos exemplos disso. Algo que não poderíamos imaginar, há 20 anos atrás”, cita.

Missionários latinos

Pastores brasileiros têm cruzado o oceano para conquistar essa nova terra. “Nós sabemos que hoje a rede evangélica é transnacional. Há uma presença brasileira de protestantes na França. A Igreja Universal do Reino de Deus foi fundada em Paris já há alguns anos e também outras igrejas neopentecostais”, afirma mesmo sem poder contabilizar esse fluxo.

“Não é comparável com a ligação que existe com a América do Norte, mas isso deve se desenvolver”, dizem. Para eles, missionários latinos têm boa reputação entre os franceses, além de brasileiros, pastores espanhóis e portugueses também são populares, como Nuno Pedro, português que faz cultos para oito mil pessoas todos os domingos na megachurch Charisma, em Saint-Denis, periferia de Paris.
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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19849/igrejas+evangelicas+ganham+terreno+na+franca+em+tempos+de+crise+economica.shtml

BLOG DO MIRO: Rede Globo: poder e corrupção


15.02.2012
Do BLOG DO MIRO, 14.02.12
Por João Gabriel Vieira Bordin, no sítio do  Correio da Cidadania: :

A recente declaração do ex-braço direito do imperador midiático Roberto Marinho, o executivo José Bonifácio Sobrinho, não deve nos impressionar. Trata-se de uma cortina de fumaça para camuflar a verdadeira natureza da Rede Globo: corrupta, monopolizadora, discricionária, obsedada pelo poder. Numa entrevista concedida para a Globonews, José Bonifácio Sobrinho, o Boni, comenta sobre a influência da vetusta platinada (como a Globo procura se apresentar ao público, ou seja, como incorruptível, de moral ilibada etc.) nas eleições de 1989, primeira após a abertura democrática. O episódio diz respeito ao último debate entre Lula e Collor, ambos candidatos ao segundo turno. A Rede Globo teria sido, segundo Boni, responsável pelas jogadas de marketing do então “caçador de marajás”, assessorando-lhe em coisas como retirar a gravata, plantar suores falsos e ostentar pastas vazias que supostamente continham denúncias contra Lula.

Tais alegações são risíveis. Não porque talvez não sejam verdadeiras, mas porque estão muito longe de representar a real história do quarto poder no Brasil. Na verdade, a relação promíscua entre a Rede Globo e o poder político e econômico vai muito além da maquiagem no pescoço e no semblante de um jovem Collor no auge de sua carreira política; vai muito além, portanto, da simples assessoria à imagem de um político. Roberto Marinho e seu canal de televisão participaram ostensivamente do poder político, imiscuindo-se diretamente nos rumos do Estado brasileiro tendo em mira interesses econômicos e ideológicos próprios. Parafraseando a confissão que, em certa ocasião, fez seu fundador, podemos afirmar que “sim, a Globo usa o poder”.

A ficha policial da Rede Globo é extensa, embora muita coisa esteja ainda escondida debaixo dos tapetes. De fato, ela já nasce fecundada pelo projeto ideológico imperialista estadunidense, interessado em conter uma possível contaminação da América Latina pelo socialismo soviético. A ascensão da Rede Globo ao canal de televisão mais poderoso da América Latina, em tempo tão diminuto, não teria sido possível se não fosse a injeção de um montante enorme de capital ianque na empresa, através do grupo Time-Life, durante a década de 1960. Os negócios entre a Rede Globo e a Time-Life não significaram apenas uma violação às regras econômicas impostas pela constituição brasileira, mas sim a criação de uma arma de propaganda ideológica burguesa e imperialista no Brasil. E Roberto Marinho manteve-se sempre fiel a essa orientação ideológica.

Todo o império midiático da rede Globo foi construído em harmonia perfeita com os mais de vinte anos de Regime Militar no Brasil. Uma declaração do general-presidente Médici, em pleno AI-5, expressa muito bem essa relação: "Sinto-me feliz todas as noites quando assisto o noticiário. Porque, no noticiário da Globo, o mundo está um caos, mas o Brasil está em paz". Não à toa, a Globo resistiu até o último minuto ao lado dos militares contra o movimento pela abertura democrática. Em janeiro de 1984, uma passeata na Praça da Sé, na qual compareceram mais de duzentas mil pessoas exigindo eleições diretas para presidente, foi noticiada pelo Jornal Nacional como se tratando de uma comemoração pelo aniversário da cidade de São Paulo. Hoje, a sempre vetusta Globo, pinta sua imagem como se fosse um exemplo de luta pela democracia e pela justiça.

Mas a ingerência da Globo nos processos político e social vai muito além da manipulação da informação. Sabe-se que pelo menos durante as eleições de 1982 Roberto Marinho partiu para a corrupção ativa – contudo, dificilmente este deve ser um caso isolado. O escândalo ficou conhecido como Proconsult, nome da empresa privada contratada para apurar os votos das eleições no estado do Rio de Janeiro. A Rede Globo teria se mancomunado com a empresa para fraudar o resultado da eleição para governador, fraude que, se não descoberta, teria levado à derrota de Leonel Brizola ante o candidato conservador do PDS, Moreira Franco. Até hoje a Globo nega que tenha participado de qualquer ato fraudulento na contagem dos votos no Rio de Janeiro, admitindo apenas que noticiou equivocadamente, e sem qualquer má-fé, a vitória de Franco sobre Brizola. Tanto a fraude operada pela Proconsult quanto a deturpação na veiculação do resultado da eleição foram conscientemente orquestrados por Roberto Marinho.

O mesmo pode-se dizer quanto às eleições de 1989. O papel da Globo na eleição de Collor foi o de empreender uma campanha de manipulação de dados, de difamação, de informações desencontradas, e assim por diante, contra Lula, que tinha, no segundo turno, chance real de vitória (o resultado final foi de poucos pontos percentuais de diferença a favor de Collor). O último debate foi deliberadamente manipulado pelos jornais da rede, favorecendo evidentemente o candidato da direita. Em que medida essa ação pesou no resultado das eleições é difícil determinar, mas é certo que deve ter exercido algum impacto real. Além disso, embora tenha sido este caso o único denunciado, é certo que muitas outras formas sutis de manipulação devem ter passado despercebidas.

Em suma, a declaração do antigo executivo da Rede Globo não nos deve enganar, retirando o foco da verdadeira questão. Roberto Marinho e seu canal de TV exerceram e, decerto, exercem ainda uma atividade criminosa no país, atentando contra a soberania nacional e à independência do Estado. Não se trata de uma influência indireta, mas direta e ostensiva, e que só terá fim com a extinção do oligopólio e com a democratização do espectro radiodifusor no país. O que devemos ter em mente é a necessidade de lutar por um novo marco regulatório no âmbito das telecomunicações. De fato, há um projeto nesse sentido sendo construído no legislativo, mas trata-se de uma nova forma de garantir os mesmos privilégios e a mesma estrutura corrupta e privatista.

A revelação de Boni deve nos lembrar que a Globo tem de acabar, ou pelo menos tem de se transformar em um canal de proporções modestas, concorrendo com centenas de outros canais no interior de uma radiodifusão democratizada.
Postado por Miro às 01:11 
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Indiana deixa a casa do marido por falta de privada e ganha prêmio

15.02.2012
Da BBC BRASIL, 14.02.12

Após sair de casa, uma indiana recém-casada venceu sua batalha para ter uma privada instalada na casa de seu marido, chegando a ganhar uma recompensa de uma ONG pela iniciativa.

Foto: cortesia Sulabh International
ONG dá US$ 10 mil a Anita por sua decisão 'corajosa' (foto: cortesia Sulabh International)

Anita Narre, que mora no Estado de Madhya Pradesh, deixou a casa de seu marido, Shivram, apenas dois dias depois de casar, em maio do ano passado, devido à ausência de um vaso sanitário na residência.

Ela voltou para casa depois de oito dias, quando Shivram, que vive de trabalhos temporários, construiu uma privada usado suas economias e contando com a ajuda de vizinhos.

A organização não-governamental (ONG) Sulabh International anunciou uma recompensa de US$ 10 mil a Anita por sua decisão "corajosa" de forçar o marido a instalar um vaso sanitário.
Mais de 500 milhões de indianos ainda não têm acesso a saneamento básico. O problema é mais grave nas áreas rurais, afetando principalmente as mulheres.
Shivram disse que não possuía uma privada em casa devido à falta de dinheiro.
Ele admite que sua mulher voltou para casa somente depois que ele construiu o vaso, usando suas economias e "com alguma ajuda do conselho do vilarejo".
"Não é bom para as mulheres sair à rua para defecar. É por isso que toda casa deve ter uma privada", disse Anita à BBC.
Alguns Estados indianos, como Chhattisgarh, promulgaram leis que obrigam os detentores de cargos eletivos a construir vasos sanitários em suas casas até um ano depois de ser eleitos. Aqueles que não cumprirem as normas correm o risco de ser afastados.
As leis fazem parte de uma campanha de "saneamento para todos" implementada pelo governo indiano, que visa erradicar a prática de defecação ao ar livre, comum nas áreas rurais e urbanas pobres do país.
Verbas especiais foram disponibilizadas para que os cidadãos construam vasos sanitários, promovendo a higiene e diminuindo a prática de coletar fezes, algo realizado principalmente pelos integrantes das castas consideradas inferiores.
Leia mais: 


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