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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

AGU pede que ministros do Supremo analisem decisão individual que suspendeu investigações em tribunais

08.02.2012
Da Agência Brasil
Por Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o plenário decida se as apurações nas folhas de pagamento dos tribunais brasileiros devem ou não continuar. No final do ano passado, o ministro Ricardo Lewandowski interrompeu as apurações, capitaneadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por suspeitas de quebra de sigilo de juízes e servidores.  

A AGU pede que o plenário diga se a liminar de Lewandowski é válida, a fim de que não prevaleça apenas um ponto de vista sobre o assunto. A liminar foi motivada por um mandado de segurança ajuizado pelas três maiores associações nacionais de juízes do país no final do ano passado.
O relator original do processo era o ministro Joaquim Barbosa, mas o caso foi parar no gabinete de Lewandowski porque Barbosa já não estava no gabinete quando o processo chegou no STF, na noite do dia 19 de dezembro. Por precaução, Lewandowski decidiu suspender as investigações do CNJ enquanto o caso não fosse melhor explicado, já que aquele era o último dia de trabalho antes do recesso de fim de ano.
Ao prestar informações, em janeiro, a Corregedoria do CNJ alegou que não houve qualquer quebra de sigilo. Segundo a corregedora Eliana Calmon, os relatórios que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) forneceu ao CNJ não faziam qualquer menção a nomes nem a CPFs de juízes e servidores, apenas indicavam os tribunais onde existiam movimentações atípicas.  
Assim que o STF voltou ao trabalho, no dia 1º de fevereiro, as associações entraram com novo um pedido para que o relator do processo fosse substituído, passando para as mãos de Luiz Fux. O grupo alegou que outra associação de juízes, a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages), havia solicitado a mesma interrupção das investigações do CNJ, porém, três dias antes. Citando o regimento interno do STF, as entidades argumentam que quando há duas ações sobre o mesmo assunto, o caso deve ficar sob responsabilidade do ministro que recebeu o processo primeiro, no caso, Fux.
Em resposta ao pedido, Barbosa mandou todo o processo para que o presidente do STF, Cezar Peluso, decida quem deve ser relator, mas até agora ele não se manifestou. De acordo com a assessoria do STF, qualquer que seja a resposta do presidente, o novo relator não poderá mudar a liminar que já foi dada por Lewandowski, restando apenas a análise do mérito do mandado de segurança.
Edição: Lílian Beraldo

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BLOG MOBILIDADE URBANA: Táxi livre em Olinda, Recife e Jaboatão dos Guararapes

08.02.2012
Do BLOG MOBILIDADE URBANA, 07.02.12
Por Tânia Passos
Taniapassos.pe@dabr.com.br


O carnaval 2012 contará com um reforço na frota de táxi circulante entre os municípios de Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. Este último participará do convênio táxi-evento pela primeira vez. Juntos, os três municípios vão oferecer quase oito mil táxis.

Pode parecer muito, mas a demanda de público é contada na casa dos milhões. No Bairro do Recife, nos quatro dias de carnaval, o público estimado é de cerca de 880 mil pessoas e mais 700 mil visitantes, o que perfaz uma estatística de 1,5 milhão de pessoas pelos cálculos da Secretaria de Turismo do município. Já em Olinda, a estatística municipal é de 1,8 milhão de pessoas na cidade histórica em cinco dias de folia. Mesmo com os exageros será gente demais para táxi de menos.

O convênio, no entanto, é um alento para quem não quiser ir de carro e não optar pelo transporte público. A frota compartilhada de táxi teve início em 2009 entre Recife e Olinda. Ontem os dois prefeitos Renildo Calheiros e João da Costa reafirmaram o convênio. E hoje está prevista a assinatura do convênio entre Recife e Jaboatão dos Guararapes.

Para se ter uma ideia da importância da união dos municípios, em Olinda com o número de foliões que circula na cidade há apenas 850 táxis. Ou seja com o aumento da frota de Recife de 6.125 carros será um reforço significativo. Para Recife, a  entrada de Jaboatão irá trazer a mais 790 carros. Nesse convênio, Jaboatão não está inserida no livre acesso para Olinda, só poderá circular nas ruas do Recife.

Pela lei, os táxis só podem pegar passageiros nas cidades onde estão lotados, podendo apenas levá-los para outros municípios, mas retornando com o carro vazio. O convênio temporário permite uma flexibilização, mas há algumas regras: os taxistas não podem fazer ponto nas cidades vizinhas. É permitido apenas que ele transporte passageiro e retorne também com passageiro.

O acordo só começa a valer na semana pré-carnavalesca. O presidente do Sindicado dos Taxistas de Pernambuco, Everaldo Menezes apóia a iniciativa, mas faz uma ressalva. “O convênio é muito bom porque oferece mais opção para a população, mas só deve ser feito em situações de grandes eventos. Nos dias normais essa livre circulação é prejudicial para os taxistas das praças”, revelou.

Todos os anos há pelo menos duas queixas recorrentes dos passageiros contra os taxistas: a combinação do valor da corrida fora do taxímetro e a recusa de corridas pequenas. “Pela lei não é permitido combinar valores, mas a gente sabe que na prática isso ocorre.  Tanto pelo taxista quanto pelo cliente. Quem se sentir prejudicado deve denunciar. Da mesma forma é proibido o taxista recusar corrida”, revelou o diretor de transportes da CTTU, Carlos Augusto Elias. A denúncia pode ser feita a uma agente de trânsito ou pelo 0800 081 107. O cliente deve anotar placa e TP do táxi.
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EDUARDO GUIMARÃES: Eu desafio

08.02.2012
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

A mentira, a dissimulação, a covardia, a deslealdade, a insensibilidade, a crueldade, a distorção dos fatos, esses subterfúgios dos canalhas, dos desalmados, daqueles que poluem a humanidade com seus corações empedernidos, com seu cinismo, com a sua hipocrisia, não chegam a me chocar ou a surpreender quando travo debates políticos ou ideológicos.
Há quem chame tais “subterfúgios” de “estratégias” para “vencer” embates retóricos. Vá lá, que seja. Se o debate é sobre política, economia, acusações falsas a políticos poderosos, acobertamento de políticos poderosos e corruptos, é uma coisa. Agora, quando usam tal “estratégia” contra pessoas humildes, indefesas, contra crianças, idosos, deficientes físicos, em resumo, contra os mais frágeis entre os frágeis, porém, então tudo muda de figura.
Ontem, experimentei um sentimento terrível de revolta diante do que vêm fazendo alguns autoproclamados “colunistas” da grande imprensa contra pessoas entre as mais frágeis e indefesas, as quais já chegaram ao fundo do poço, que já perderam toda a dignidade, que não suportam mais qualquer golpe da vida. E essa revolta se agrava com a calúnia.
O mundo vem assistindo, estarrecido, a um espetáculo dantesco que o nosso país vem dando. Um espetáculo de insensibilidade, de intolerância, de egoísmo. O mundo está vendo um país que tem coração de pedra.
O Brasil vinha se mostrando uma promessa, uma terra de gente feliz, gentil e generosa que começava a usar seu imensurável potencial para finalmente assumir seu lugar de direito no concerto das nações. Eis que, de repente, revelamos ao resto do mundo que somos uma sociedade selvagem capaz de espancar e depois atirar no meio da rua os mais frágeis entre os frágeis – sem a menor hesitação e em nome da “lei” e até da “democracia” (!?).
A crueldade desses ditos “jornalistas” que brandem o “direito de propriedade” e seus conceitos de “lei” acima do valor insuperável da espécie humana, dos sentimentos mínimos de solidariedade que nos diferenciam dos animais irracionais, porém, não se contenta com tão “pouco”.
A sanha animalesca, o amor pelas recompensas matérias que lhes podem dar os que lhes puxam os cordões, faz esses pistoleiros tentarem difamar quem não se tornou um mercenário sem consciência como eles e que, assim, não perdeu seus traços de humanidade.
Dizem, esses seres rastejantes, que pessoas como eu pretenderiam “usar” as vítimas da bestialidade do governo do Estado e da Justiça de São Paulo para colher benefícios políticos. Usar como? Defendendo-os, acredite quem quiser. Eu, por exemplo, os defenderia para me aproveitar do sofrimento que sobre eles se abateu.
Seres assim não conseguem compreender como alguém pode fazer alguma coisa como a que faço neste blog e fora dele, em termos de jornalismo cidadão e de militância política, se não for para colher algum benefício material, que depreendem que seria dinheiro.
Ou seja: alguém como Eduardo Guimarães seria pago para se indignar ou para afetar indignação com a injustiça.
Pois eu os desafio a esmiuçarem a minha vida de cima a baixo, a devassarem os meus sigilos fiscal e bancário, a minha correspondência, enfim, tudo o que quiserem, em busca de qualquer indício de que o que faço aqui – e fora daqui – se deve a qualquer interesse em recompensa material
Eu os desafio a constatar quanto GASTO para fazer este blog. E não só em dinheiro, mas em tempo que poderia dedicar à atividade que exerço para sobreviver. Que examinem os gastos com telefone, com hospedagem do blog, com deslocamentos de táxi, com gasolina do carro e tudo mais que tenho que despender para fazer o que faço aqui – e fora daqui.
Eu os desafio a encontrar qualquer relação de interesse que possa ter sobre partidos políticos, sindicatos, movimentos sociais ou sobre qualquer um que possa se beneficiar do que faço já que defendo o que acho positivo, como o projeto político em curso no país.
Eu os desafio, senhores “jornalistas”, “colunistas” ou qualquer outro nome que usem, a encontrar um único benefício pessoal que eu tenha extraído das atividades que passei a exercer neste blog e fora dele e que empreendo como trabalho voluntário que nem profissionalmente me rende qualquer coisa, pois minha profissão não é política ou jornalismo.
E eu os desafio, por fim, a revelarem, publicamente, o resultado de uma investigação que não só aceitarei, mas com a qual colaborarei para que se estenda sobre cada aspecto de minha vida e até da minha alma, se preciso for. E os desafio a que, ao fim da investigação, reconheçam que ainda restam homens de princípios e de ideais neste mundo.
PS: por favor, meus amigos leitores, não esqueçam o Pinheirinho e similares.

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Matarazzo e o medo do Pinheirinho

08.02.2012
Do BLOG DO MIRO,07.02.12
Por Altamiro Borges


No final de janeiro, na inauguração do Museu de Arte Contemporânea, Andrea Matarazzo, pré-candidato tucano às eleições da capital paulista famoso por suas “abotoaduras de ouro”, quase saiu no tapa com ativistas que criticavam a violenta desocupação do Pinheirinho. O elitista descontrolado foi contido por seus cabos-eleitorais, mas a foto foi amplamente divulgada nos jornais e nas redes sociais.


O próprio Estadão, que recentemente publicou editorial assumindo abertamente o seu papel de partido da direita, foi forçado a reconhecer que a desocupação do Pinheirinho incomoda os tucanos. O PSDB teme pelas fortes imagens da violência, inclusive contra mulheres grávidas e crianças. “O tema, cada vez mais, começa a ditar o rumo da sucessão municipal em São Paulo”.

Imagens desgastantes, cenas constrangedoras

Dos quatro pré-candidatos tucanos ao pleito paulistano, Andrea Matarazzo, secretário estadual da Cultura, foi o único a defender abertamente a ação policial no bairro de São José dos Campos. Bruno Covas, José Aníbal e Ricardo Trípoli foram mais cautelosos. Serrista convicto, Matarazzo tentou se cacifar junto ao governador Geraldo Alckmin, que não morre de amores por seu padrinho.

A opção pode até lhe render votos entre os filiados do PSDB, na defensiva desde o triste episódio de 22 de janeiro, mas também tem os seus custos. Além do bate-boca com lutadores sociais, Matarazzo pagou um baita mico na semana passada, durante uma premiação de artistas no Palácio dos Bandeirantes, quando cineastas leram manifesto de repúdio à desocupação dos moradores do Pinheirinho.

Aloysio Nunes sai da moita

No esforço para justificar o injustificável, o tucano das “abotoaduras de ouro” ganhou uma ajudinha do senador Aloysio Nunes Ferreira. Em artigo publicado na Folha, ele também defendeu a violenta operação policial, listando quatro “mentiras do PT sobre o Pinheirinho”. O texto é patético. De imediato, a direção estadual do PT deu a resposta. Publico os dois artigos abaixo;

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As mentiras do PT sobre Pinheirinho

Aloysio Nunes Ferreira

Em face da reintegração judicial de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, o PT montou uma fábrica de mentiras para divulgar nas próximas campanhas eleitorais. Em respeito aos leitores da Folha, eis as mentiras, seguidas da verdade:

Mentira 1: “O governo federal fez todos os esforços para buscar uma solução pacífica”.

Verdade: Desde 2004, a União nunca se manifestou no processo como parte nem solicitou o deslocamento dos autos para a Justiça Federal. Em 13 de janeiro de 2012, oito anos após a invasão, quando a reintegração já era certa, o Ministério das Cidades – logo o das Cidades, do combalido ministro Mário Negromonte – entregou às pressas à Justiça um “protocolo de intenções”. Sem assinatura, sem dinheiro, sem cronograma para reassentar famílias nem indicação de áreas, o documento, segundo a Justiça, “não dizia nada”, era uma “intenção política vaga.”

Mentira 2: “Derramou-se sangue, foi um massacre, uma barbárie, uma praça de guerra. Até crianças morreram. Esconderam cadáveres”.

Verdade: Não houve, felizmente, nenhuma morte, assim como nas 164 reintegrações feitas pela Polícia Militar em 2011. O massacre não existiu, mas o governo do PT divulgou industrialmente a calúnia. A mentira ganhou corpo quando a “Agência Brasil”, empresa federal, paga com dinheiro do contribuinte, publicou entrevista de um advogado dos invasores dando a entender que seria o porta-voz da OAB, entidade que o desautorizou. A mentira ganhou o mundo. Presente no local, sem explicar se na condição de ativista ou de servidor público, Paulo Maldos, militante petista instalado numa sinecura chamada Secretaria Nacional de Articulação Social, disse ter sido atingido por uma bala de borracha. Não fez BO nem autorizou exame de corpo de delito. Hoje, posa como ex-combatente de uma guerra que não aconteceu.

Mentira 3: “Não houve estrutura para abrigar as famílias”.

Verdade: A operação foi planejada por mais de quatro meses, a pedido da juíza. Participaram PM, membros do Conselho Tutelar, do Ministério Público, da OAB e dos bombeiros. O objetivo era garantir a integridade das pessoas e minimizar os danos. A prefeitura mobilizou mais de 600 servidores e montou oito abrigos. Os abrigos foram diariamente sabotados pelos autodenominados líderes dos sem-teto, que cortavam a água e depredavam os banheiros.

Mentira 4: “Nada foi feito em São Paulo para dar moradia aos desabrigados”.

Verdade: O governo do Estado anunciou mais 5.000 moradias populares em São José dos Campos, as quais se somarão às 2.500 construídas nos últimos anos. Também foi oferecido aluguel social de R$ 500 até que os lares definitivos fiquem prontos. Nenhuma família será deixada para trás.

Entre verdades e mentiras, é certa uma profunda diferença entre PT e PSDB no enfrentamento do drama da moradia para famílias de baixa renda. O Minha Casa, Minha Vida só vai sair do papel em São Paulo graças ao complemento de R$ 20 mil por unidade oferecido pelo governador Geraldo Alckmin às famílias de baixa renda. Sem a ajuda de São Paulo, o governo federal levaria 22 anos para atingir sua meta.

O PT flerta com grupelhos que apostam em invasões e que torcem para que a violência leve os miseráveis da terra ao paraíso. Nós, do PSDB, construímos casas. Respeitar sentença judicial é preservar o Estado de Direito. É vital que esse princípio seja defendido pelas mais altas autoridades. Inclusive pela presidente, que cometeu a ligeireza de, sem maior exame, classificar de barbárie o cumprimento de uma ordem judicial cercado de todas as cautelas que a dramaticidade da situação exigia.

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Nota em repúdio ao artigo do senador Aloysio Nunes

O Diretório Estadual do PT em São Paulo repudia os ataques feitos pelo senador Aloyzio Nunes Ferreira, em artigo publicado na edição dessa quarta-feira (1º) do jornal “Folha de S. Paulo”. Artigo esse que atribui caráter de mentira às denúncias feitas por moradores que vivenciaram a desocupação da Vila Pinheirinho, em São José dos Campos.

Um mutirão organizado por entidades sociais e movimentos populares coletou mais de 500 depoimentos dos moradores da ocupação ao longo da última segunda-feira (30). Com base nesses relatos foi elaborado um relatório que será entregue ao Governo Federal, ONGs nacionais e internacionais para a devida apuração da ação policial na localidade. A partir dessa conclusão será possível comprovar o que de fato aconteceu.

Também a Audiência Pública ocorrida na Assembléia Legislativa de São Paulo no dia 1 de fevereiro poderia ajudar o nobre Senador do PSDB a descobrir o que é verdade e o que é mentira. Lá, além dos deputados do PT e de outros partidos, estavam representantes do Ministério Público Estadual, da OAB, moradores e entidades sociais.

Não houve por parte do PT nenhum relato de crianças mortas, mas essas foram sim alvo de uma ação violenta e traumática, fartamente documentados em áudio e vídeos. O relato de violência contra crianças, idosos e mulheres não foi feito pelo PT, mas sim por moradores do Pinheirinho e seus vizinhos do entorno que sofreram um ataque por terra e pelo ar. Derramou-se muito sangue, sim, Senador Aloysio Nunes; pessoas foram baleadas, sim; foram espancadas, sim; os abrigos oferecidos parecem campos de concentração, sim. A verdade é que existiam outras soluções possíveis para esse impasse, que não resultariam em uma ação ilegal e truculenta . Por isso a tentativa de mediação junto ao governo federal.

Ficam apenas as perguntas: Por que a determinação da Justiça Federal – de suspender a desocupação - foi descumprida pelo Coronel que comandava a tropa? O que fazia lá o juiz estadual Rodrigo Capez, que não tinha jurisdição no caso, e recomendou ao coronel não acatar a ordem do juiz federal? Qual interesse da juíza Márcia Mathey Loureiro tinha em revogar uma liminar indeferida há anos pela Justiça e mandar a Polícia Militar desocupar a área, se nem mesmo o proprietário da área - o conhecido criminoso de colarinho branco Naji Nahas havia se manifestado?

O PT-SP aguarda uma apuração dos fatos e a descrição da ação de cada um dos agentes dessa desocupação, contemplando, assim, o Governo do Estado, dos juízes, o Governo Municipal, a Polícia Militar, a Guarda Civil Municipal e o Conselho Tutelar local. 

Por fim, o Senador do PSDB tenta rebaixar o massacre dos 6.000 moradores do Pinheirinho a uma mera disputa eleitoral.

É a defesa de quem não tem defesa, daqueles que no Estado e na Cidade de São Paulo implementam a política da higienização, seja na Cracolândia ou no Pinheirinho.

A diferença entre o PT e PSDB pode ser avaliada na atuação dos seus Senadores por São Paulo, pois enquanto o Senador Suplicy integrava uma comissão para mediar junto ao Estado e União uma saída para proteger famílias de trabalhadores, que moravam a 8 aos moradores do Pinheirinho e evitar o massacre, o Senador Aloysio Nunes procura justificar a barbárie, pondo a culpa nos moradores e no PT. 

Mas uma coisa é verdade, nesta o PT estava com os pobres e o PSDB com o Naji Nahas.

Aparecido Luiz da Silva, secretário de Comunicação do PT-SP

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Grevistas da PM usam crianças como escudo humano na Bahia

08.02.2012
Do blog ESQUERDOPATA,06.02.12

PSOL e PSDB unidos: 


Grevistas utilizam quinze crianças como escudo humano na Bahia

Objetivo dos policiais é impedir a entrada do Exército na Assembleia Legislativa; Justiça concedeu liminar para que crianças sejam retiradas do local


Policias Militares em greve na Bahia utilizam 15 crianças como escudo humano na Assembleia Legislativa, em Salvador. O objetivo é impedir a entrada de soldados do Exército que tentam cumprir 11 mandados de busca e apreensão contra líderes do movimento.

Cerca de 1.000 homens, entre soldados do Exército, da Força Nacional e da Polícia Federal, cercam a Assembleia, utilizada como base pelos grevistas desde o início da greve, há sete dias.

Todos os agentes que cercam a Assembleia utilizam metralhadoras, fuzis, pistolas e bombas de efeito moral. A tropa afastou a imprensa do local e fechou as ruas de acesso ao Centro Administrativo da Bahia (CAB).

As quinze crianças utilizadas como escudo humano são filhos e filhas dos grevistas. Diante da situação, o Ministério Público Estadual acionou o Tribunal de Justiça, que concedeu liminar para que as crianças sejam retiradas da Assembleia Legislativa. O Conselho Tutelar deve ir à Assembleia ainda nesta segunda-feira para retirar as crianças do local. Mães e mulheres grávidas também estão na Assembleia.



Por uma questão de segurança, o TJ não funcionou nesta segunda-feira (6).

O Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) também pediu para que as crianças sejam liberadas.  "No mínimo, existe um equívoco dos responsáveis em levar crianças para um ambiente de conflito. Expondo essas crianças para a possibilidade de um confronto", afirmou o advogado e subcoordenacor do Cedeca, Waldemar Oliveira.

Waldemar acrescentou, ainda, que as crianças estão expostas a um ambiente hostil, sem higine, água e comida, e expostas a um clima de tensão, o que é proibido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). "As crianças não optaram estar lá. Elas foram conduzidas, diferente dos adultos que escolheram participar da manifestação. Isso é uma irresponsabilidade", protestou.

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OPERA MUNDI: Argentina denunciará Reino Unido à ONU por militarização do Atlântico Sul

08.02.2012
Do portal OPERA MUNDI
Por  Luciana Taddeo | Buenos Aires


Diante de veteranos da guerra das Malvinas, Cristina Kirchner chamou governo britânico de "irresponsável" por enviar navio de guerra à região



Cristina Kirchner pediu ao premiê britânico David Cameron que dê "pela primeira vez, uma chance à paz e não à guerra” 

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou nesta terça-feira (07/02), que o chanceler de seu país, Héctor Timerman, denunciará a militarização do Atlântico Sul por parte do Reino Unido ao Conselho de Segurança e à Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em meio à disputa pela soberania das ilhas Malvinas.
“Mais uma vez, estão militarizando o Atlântico Sul. Não podemos interpretar de nenhuma outra maneira o envio de um destróier [navio de guerra] acompanhando o herdeiro real”, disse, em referência ao príncipe William, que chegou às ilhas na semana passada para a realização de exercícios militares como piloto de caça da força aérea britânica.
Discursando em frente a uma bandeira das Malvinas com as cores da bandeira argentina, Cristina Kirchner classificou a atitude inglesa como “irresponsável” e um “grande risco para a comunidade internacional”, afirmando que este território não pode ser tratado como um “troféu de guerra”.
“Que ninguém espere que façamos algo fora da política e da diplomacia. Somos gente que sofreu demais a violência em nosso país, não nos atraem os jogos das armas e das guerras”, disse ela, reforçando a posição pacífica do atual governo argentino na reivindicação pela soberania das ilhas, que estão sob domínio britânico desde 1833.
“Peço ao primeiro ministro [David] Cameron, que dê, pela primeira vez, uma chance à paz e não à guerra”, afirmou a presidente argentina, que também criticou a “exploração pesqueira e petroleira das ilhas [pelo Reino Unido], sem nenhum tipo de controle”. “É um anacronismo que no século 21 ainda mantenham colônias”, disse.
Abertura
As declarações de Cristina foram feitas após Cristina Kirchner a assinatura de um decreto que determina a criação de uma comissão para a abertura e conhecimento público do Informe Rattenbach, documento elaborado por ordem do ditador Reynaldo Bignone, em dezembro de 1982, meses após a finalização da Guerra das Malvinas, há 30 anos.
Nunca publicado oficialmente, o Informe Rattenbach foi o resultado de uma investigação sobre o desempenho das Forças Armadas argentinas durante guerra no Atlântico sul. O documento estava, até então, mantido em sigilo sob a classificação de “segredo político e militar”, e recomendava penas graves para os responsáveis pela guerra, segundo trechos vazados na imprensa da época.
De acordo com o novo decreto, tanto o informe, como os documentos anexos e as fontes consultadas serão de conhecimento público, à medida que não apresentarem riscos para a segurança nacional e as relações exteriores, critérios que serão avaliados por uma comissão formada pelos ministérios de Defesa e Relações Exteriores, e presidida pelo coronel Augusto Benjamin Ratttenbah, filho do relator do documento original.
Cristina Kirchner também anunciou que a partir de março, os ex-combatentes argentinos que participaram da guerra das Malvinas receberão tratamento para distúrbios psicológicos, mencionando os numerosos suicídios de veteranos argentinos que, 30 anos depois, não receberam o auxílio adequado após participar do combate.
Para presenciar o anúncio, a Casa Rosada convidou dirigentes opositores, sindicais, parlamentares e representantes de organizações de direitos humanos. Integrantes de associações de veteranos da guerra nas ilhas também compareceram ao evento, levantando bandeiras azul e brancas e cantando “Malvinas Argentinas”, durante a entrada de Cristina no salão.
Escalada
A tensão entre Reino Unido e Argentina pela soberania do arquipélago aumentou nas últimas semanas, com a proximidade do aniversário de 30 anos da guerra. Desenrolado entre abril e junho de 1982, o combate terminou com a rendição argentina e resultou na morte de 255 soldados britânicos, 649 argentinos e três residentes das ilhas.
Há duas semanas, Cameron informou ao Parlamento que tinha convocado o Conselho Nacional de Segurança para tratar a situação no Atlântico Sul e acusou a Argentina de "colonialismo" por reivindicar a soberania das ilhas.
Para Cristina Kirchner, a reivindicação pela soberania das Malvinas “deixou de ser uma causa argentina para ser uma causa americana, uma causa global”. “Esta é uma das nossas maiores conquistas”, afirmou, sobre o apoio demonstrado recentemente por países latino-americanos, que, segundo ela, se deve a que estes veem no domínio inglês “uma potencialidade do que pode acontecer”.
Em dezembro, os países do Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – decidiram bloquear a entrada em seus portos de navios com bandeira das Malvinas. No último fim de semana, os integrantes da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), também aprovaram o apoio do grupo à reivindicação de soberania sobre as Ilhas Malvinas.
Hugo Chávez afirmou que se o “Império Britânico” agredir a Argentina, o país não estará sozinho. O equatoriano Rafael Correa chegou a propor que a Alba imponha sanções à Inglaterra frente às recusas britânicas em dialogar sobre a disputa pelo arquipélago. Nicarágua, Cuba, São Vicente e Granadinas, Dominica e Antígua e Barbuda também aderiram à decisão de impedir a entrada de navios com bandeira das ilhas Malvinas em seus portos.
O chanceler da Argentina, Héctor Timmerman, afirmou que a Grã-Bretanha já “entendeu que a Argentina não está sozinha”, lembrando do apoio de países da Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos), Unasul (União das Nações Sul-americanas) e Caricom (Comunidade do Caribe).

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19727/argentina+denunciara+reino+unido+a+onu+por+militarizacao+do+atlantico+sul.shtml

BLOG DO MIRO:Brasileiros não confiam na TV

08.02.2012
Do BLOG DO MIRO
Por José Dirceu, em seu blog:


Uma pesquisa que como se vê pelo nome - Índice de Confiança na Justiça Brasileira - tinha outro foco central, uma avaliação do judiciário brasileiro, terminou revelando o descrédito da população em relação as nossas emissoras de TV abertas. E elas, a poderosa TV Globo à frente, imaginam que o povo não percebe seus jogos tendenciosos, manipulações e desinformações de seu noticiário...


Feita pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), esta pesquisa Índice de Confiança na Justiça Brasileira é relativa ao 4º semestre de 2011 e revela dados interessantes. Apesar de o judiciário ter ficado em 6º lugar, ele ainda ficou na frente do governo federal, das emissoras de TV, do Congresso Nacional e dos partidos políticos.

É extremamente significativo que as emissoras de televisão apareçam em 9º lugar na pesquisa. É prova da falta de legitimidade destes veículos que perderam toda a credibilidade aos olhos dos cidadãos. Que não são bobos - aliás, de bobos não têm nada.

Não é de agora que as grandes emissoras não passam confiança ao público. São conhecidos os interesses muito peculiares e particulares da mídia, dos grandes conglomerados de comunicação, os monopólios que montaram sobre a informação e, principalmente, sua manipulação. 

Não é à toa que não se confia nessa grande mídia. E enquanto não houver o mínimo de regulação da área, obrigando-a a respeitar o direito de resposta e estabelecendo à proibição efetiva da propriedade cruzada, a legitimidade e confiança continuarão inexistentes.

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Dilma diz que declaração de ministro contra evangélicos não é a posição de seu governo

08.02.2012
Do portal GOSPEL PRIME, 07.02.12

O Secretário-Geral da Presidência anunciou dias atrás que o PT queria disputar a classe C com telepastores


Dilma diz que declaração de ministro contra evangélicos não é a posição de seu governo
As declarações do Secretário-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, incomodaram muitos líderes religiosos e para impedir que as relações com esses líderes sejam prejudicadas a presidente Dilma Rousseff se pronunciou através do Palácio do Planalto dizendo que a posição do ministro foi apenas uma análise política.
“Não é uma posição do governo Dilma, que tem respeito pelos evangélicos, mas uma posição pessoal do ministro, que na verdade estava fazendo uma análise política”. A frase divulgada se refere às declarações do ministro dadas no Fórum Social de Porto Alegre onde ele dizia que é necessário criar uma mídia para disputar a classe C com os líderes religiosos que são conservadores e se opõem contra os maiores projetos do Partido dos Trabalhadores.
Tal declaração gerou revolta entre os líderes evangélicos que se manifestaram contra, entre eles o pastor Silas Malafaia que disse não ser contra o partido, mas que as ideologias do PT não combinam com as do povo cristão. “Os ideólogos desse partido entre os quais se inclui o senhor Gilberto de Carvalho, não engolem a postura firme dos evangélicos em combater o lixo moral que o PT defende”, disse.
O ministro disse durante sua participação no Fórum Social de Porto Alegre que seu partido precisa reagir diante das ideologias pregadas pelos telepastores que são contra projetos do PT como a liberação do aborto, o casamento homossexual e outros. “Lembro aqui, sem nenhum preconceito, o papel da hegemonia das igrejas evangélicas, das seitas pentecostais, que são a grande presença para o público que está emergindo”, disse Carvalho na ocasião.
Agora, Dilma deixa claro que tal posicionamento é apenas do ministro e não de seu governo, fazendo assim com que as críticas não sejam direcionadas a ela, mas apenas ao Secretário-Geral da Presidência.
Com informações Radar On-line

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