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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Alckmin infringiu estatuto do idoso no Pinheirinho: morador espancado está na UTI

06.02.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA,05.02.12


O morador do Pinheirinho Ivo Teles dos Santos, 69 anos, estava desaparecido desde a noite do dia do extermínio do bairro, domingo (22). Ele encontra-se internado em estado grave na UTI. Confira a matéria completa no blog Viomundo, que mais uma vez, mostrou o que a TV Globo e revista Veja preferiram esconder atrás de informações falsas das autoridades tucanas.

Os testemunhos são de que Ivo Teles dos Santos foi espancado por policiais, levado para a UPA (pronto socorro) mais próximo e teria sido liberado, e depois ficou desaparecido. Sua ex-esposa o procurava e não o encontrava mais. Finalmente o encontrou no Hospital Municipal de São José dos Campos.

Governo Alckmin mentiu, Prefeitura mentiu, Veja mentiu, Globo mentiu ao desdenhar do paradeiro

No dia 26, duas ONGs divulgaram o nome de Ivo dos Santos como desaparecido.

A PM desdenhou da denúncia, segundo "apuração" do blogueiro da revista Veja, Reinaldo Azevedo, que endossou o desdém da PM:

http://goo.gl/QxbKf
Ora, o fato dele estar consciente na tarde de domingo e dado declarações ao jornal local, não significava que ele não pudesse ter passado mal depois.

A prefeitura fez pior, pois informou através da TV Vanguarda (afiliada da Rede Globo), que Ivo dos Santos teria sido atendido e liberado quando, na verdade, ele estava internado inconsciente em um hospital municipal, de responsabilidade da prefeitura.

http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=113018&id2=1
A prefeitura da gestão tucana de Eduardo Cury violou o estatuto do idoso nos tópicos:
Art. 6o Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento.
...
Art. 19. Os casos de suspeita ou confirmação de violência praticada contra idosos serão objeto de notificação compulsória pelos serviços de saúde públicos e privados à autoridade sanitária, bem como serão obrigatoriamente comunicados por eles a quaisquer dos seguintes órgãos:
        I – autoridade policial;
        II – Ministério Público;
        III – Conselho Municipal do Idoso;
        IV – Conselho Estadual do Idoso;
        V – Conselho Nacional do Idoso.
Governo Alckmin também infringiu o estatuto do idoso

Através da ação violenta da PM, o governo Alckmin (PSDB/SP) infrigiu o estatuto do idoso em diversos itens, dos quais destaca-se:
Art. 4o Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.
....
§ 3o É dever de todos zelar pela dignidade do idoso, colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.

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Líder da greve da PM baiana é do PSDB

06.02.2012
Do BLOG DO MIRO, 05.02.12
Por Altamiro Borges


A greve dos policiais militares da Bahia, iniciada nesta terça-feira (31), chegou ao impasse e pode descarrilar de vez, gerando mais danos à população. Os interlocutores não mostram qualquer disposição para o diálogo. O governador Jaques Wagner se recusa a negociar com os grevistas. Já o comando da paralisação parece contaminado por interesses distantes dos justos anseios da categoria.

Candidato a vereador em 2012?

O presidente da Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia (Aspra), Marcos Prisco, é filiado ao PSDB e já havia manifestado a sua intenção de disputar as eleições deste ano. Em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102.5, ele negou que a greve da PM tenha motivação eleitoral. “Político eu sou, como todo cidadão, mas o movimento não tem características políticas”.

Ao mesmo tempo, ele não escondeu o seu desejo de concorrer a vereador pelo PSDB. “Se eu for pré-candidato será uma decisão da categoria”, despistou para o ouvinte. Em outras entrevistas, Marcos Prisco tem radicalizado o discurso contra o “governo petista, o pior da história da categoria” – uma baita aberração se comparado com os sombrios anos da oligarquia ACM.

Governador se mostra inflexível 

Diante desta postura e das cenas de barbárie em algumas cidades baianas, inclusive em Salvador, o governador decidiu endurecer no trato da greve. Ele solicitou apoio do governo Dilma, que enviou 3,5 mil soldados do Exército e da Força Nacional de Segurança, e ordenou a prisão de 12 líderes do movimento, acusando-os de vandalismo e de roubo de patrimônio público.

A violenta reação parece que intimidou e dividiu o comando do movimento, que reduziu sua pauta de reivindicações de seis para dois itens. A principal delas, porém, a da anistia para os lideres grevistas, não sensibilizou o governador. Em entrevista ontem (4), Jaques Wagner se mostrou totalmente inflexível. “O pedido de anistia é o salvo conduto para a barbaridade que estão fazendo”.

Risco de “banho de sangue”

Enquanto o impasse prossegue, o medo toma conta da sociedade baiana e deve piorar com a retomada das aulas nesta segunda-feira. Até o final da tarde de domingo, já tinham sido registrados 83 homicídios na região metropolitana de Salvador desde o início da greve, quase o dobro da semana anterior. Há casos estranhos de saques, destruição de lojas e roubos de veículos da polícia.

Fatos mais graves também podem ocorrer nas dependências da Assembléia Legislativa da Bahia, onde cerca de 500 policiais e seus familiares estão acampados. Segundo a Folha, eles estão “armados e dizendo-se dispostos a reagir à bala em caso de invasão... ‘O governo sabe que 99% de nós estamos armados. Se tentarem invadir haverá um banho de sangue’, disse um dos grevistas”.

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Leia também:



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BLOG DE POLÍTICA: CNJ tem plenos poderes garantidos pelo Supremo

06.02.2012
Do BLOG DE POLÍTICA, 02.02.12
Por JOSUÉ NOGUEIRA


cnj
Por 6 votos a 5 os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem o poder de iniciar investigações e punir magistrados independentemente da atuação das corregedorias locais dos Tribunais.

Na prática, foi rejeitada a tese da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que tentou reduzir os poderes do Conselho através de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).
Foram favoráveis à manutenção dos poderes do Conselho os ministros Gilmar Mendes, Ayres Britto, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Joaquim Barbosa.
Os demais ministros defenderam a tese de que o CNJ só poderia abrir processos ou tirar os já abertos nas corregedorias locais em situações excepcionais e com motivação explícita.
Durante o debate o ministro Gilmar Mendes disse que até mesmo as pedras sabem que o CNJ foi criado pela incapacidade das corregedorias locais julgarem seus pares – no caso, desembargadores de Tribunais de Justiça – por isso, deve ter seus poderes mantidos.  Informações do iG
“O CNJ estava voltado para exercer poder correcional em relação aos desembargadores. Até as pedras sabem que as corregedorias não funcionam quando se cuida de investigar os próprios pares. Jornalistas e jornaleiros dizem isso a toda hora”, disse.
O presidente do STF, Cezar Peluso, que ficou vencido na votação, criticou a tese de plenos poderes do CNJ. Para ele, autorizar o Conselho a abrir processos ou puxar das corregedorias aqueles que já abertos, significaria o fim dos colegiados correcionais locais.
“O CNJ veio para que as corregedorias trabalhem como devem ou para acabar com as corregedorias?”, questionou.
O relator da matéria, ministro Marco Aurélio Mello, que também ficou vencido, concordou com Peluso e disse que as corregedorias dos Tribunais locais – 90 em todo o País – gastam o dinheiro do contribuinte e não podem ser esvaziadas.
Apesar disso, o voto majoritário foi sintetizado pelo ministro Ayres Britto. “O CNJ veio para se somar às corregedorias, quando possível. E para substituí-las, quando necessário”.
Julgamento
Apesar da definição sobre os poderes de investigação do CNJ, o STF não encerrou o julgamento da ADI proposta pela AMB. Os ministros devem avaliar ainda se os critérios e tramites para o julgamento dos magistrados pelo Conselho estão de acordo com a Constituição.

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BLOG DA CIDADANIA: PM’s baianos ensinam como perder a razão

06.02.2012
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

A maior parte da grande imprensa de abrangência nacional desencadeou uma campanha que atenta contra os mais elementares conceitos de lógica, de humanismo e de decência. Na tentativa de manipular a opinião pública para que pense que os crescentes abusos de direitos humanos praticados pelas forças de repressão do Estado de São Paulo pertencem a um quadro que se reproduz no resto do Brasil, inventa uma comparação descabida.
Estão comparando os abusos no Pinheirinho com a greve de policiais militares na Bahia. Não se entende, porém, como comparar abusos cometidos pela PM paulista sob ordens dos Poderes Executivo e Judiciário de São Paulo com esses abusos que vêm sendo cometidos pela mesma PM, só que da Bahia, que age CONTRA a vontade do Executivo e do Judiciário baianos.
Descartada a comparação sem nexo, vejamos a razão que teriam os policiais baianos para fazerem o que estão fazendo – o que inclui atacarem a população, desrespeitarem decisões da Justiça e atacarem o patrimônio público.
Como cobraram que me posicionasse, quero dizer que, pessoalmente, acho que os PM’s tinham e têm razão de se queixar tanto na Bahia quanto em qualquer outra unidade da federação.
Aliás, por São Paulo ser um tantinho mais rico do que a Bahia, não se entende como os PM’s paulistas não reclamam de forma audível, pois, proporcionalmente, ganham menos do que os congêneres baianos. Isso sem falar do custo de vida. O salário de um PM baiano certamente compra muito mais do que o de um PM paulista.
Ora, mas os abusos que os policiais baianos estão praticando ao agirem como os bandidos que têm por profissão combater, ou derivam de extrema estupidez ou de má fé, a qual pode se originar de manipuladores do movimento paredista em curso no Estado nordestino.
Os salários de ao menos policiais e professores, no Brasil, são absurdamente baixos em comparação com os países desenvolvidos, nos quais essas profissões são prestigiadas, pelo menos até antes do processo de degenerescência econômica que eclodiu na maioria desses países nos últimos anos. Um movimento por recuperação salarial, portanto, parece-me justo, mas só até o ponto em que seja pactuado um atendimento mínimo à população.
O que se vê neste momento na Bahia, no entanto, é o contrário: atendimento mínimo vira piada quando os grevistas passam a agir como bandidos ATACANDO A POPULAÇÃO para intimidar o governo do Estado. Ou seja: o governo baiano não é autor do que faz a sua polícia descontrolada: está sendo desafiado e chantageado por ela. É o oposto do que ocorre em São Paulo. Os grevistas baianos, assim, passaram de vítimas a vilões.
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CONHEÇA OS SALÁRIOS DOS POLICIAIS MILITARES DO BRASIL.

Salários em ordem decrescente de valor:

01º – Distrito Federal – R$ 4.129.73
02º – Sergipe – R$ 3.012.00
03º – Goiás – R$ 2.722.00
04º – Tocantins – R$ 2.611,01
05º – Mato Grosso do Sul – R$ 2.176.00
06º – São Paulo – R$ 2.170.00
07º – Paraná – R$ 2.128,00 1
08º – Amapá – R$ 2.070.00
09º – Minas Gerais – R$ 2.041.00 (+ 10% concedido em OUT 2011).
10º – Maranhão– R$ 2.037.39
11º – Bahia – R$ 1.927.00
12º – Alagoas – R$ 1.818.56
13º – Rio Grande do Norte – R$ 1.815.00
14º – Espírito Santo – R$ 1.801.14
15º – Mato Grosso – R$ 1.779.00
16º – Santa Catarina – R$ 1.600.00
17º – Amazonas – R$ 1.546.00
18º – Ceará – R$ 1.529,00
19º – Roraima – R$ 1.526.91
20º – Piauí – R$ 1.372.00
21º – Pernambuco – R$ 1.331.00
22º – Acre – R$ 1.299.81
23º – Paraíba – R$ 1.297.88
24º – Rondônia – R$ 1.251.00
25º – Pará – R$ 1.215,00
26º – Rio Grande do Sul – R$ 1.172.00
27º – Rio de Janeiro – R$ 1.031,38

Essa é a tabela com o salário inicial de todos os Policiais Militares do Brasil.

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Receita espera receber 25 milhões de declarações do IRPF 2012


06.02.2012
Da Agência Brasil
Por Daniel Lima
Economia

Brasília – A Receita Federal espera receber este ano cerca de 25 milhões de declarações. Em 2011, foram enviadas 24,37 milhões. O prazo começa no dia 1º de março e termina em 30 de abril. As regras para a Declaração do Imposto de Renda 2012, foram publicadas hoje (6) no Diário Oficial da União.

Pela instrução normativa, entre os obrigados a declarar estão os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 23.499,15 no ano passado. O valor for corrigido em 4,5%. No ano passado, o valor era de R$ 22.487,25. Deverá declarar ainda quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil. Esse valor não foi alterado de 2011 para 2012.

Com a correção, quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas continua obrigado a declarar. Também é obrigado a declarar quem obteve receita bruta com a atividade rural superior a R$ 117.495,75. Em 2011, esse valor chegou a R$ 112.436,25. Também deve declarar quem tem posse de bens ou propriedade, inclusive terra nua, com valor superior a R$ 300 mil até 31 de dezembro.

Para quem resolver fazer a declaração pelo modelo simplificado, o valor do desconto, que substitui todas as deduções de quem faz pelo modelo completo, está limitado a R$ 13.916,36 ante os R$ 13.317,09 do ano passado ou 20% da renda sujeito a imposto.

Houve correção nas deduções por dependente que passaram de R$ 1.808,28 para R$ 1.889,64. No caso da dedução com instrução, o valor subiu de 2.830,84 para R$ 2.958,23. Não há limites para despesas médicas e as deduções permitidas com a contribuição previdenciária dos empregados domésticos passaram de R$ 810,60 para R$ 866,60.

A multa continua a mesma para quem não declarar no prazo: mínimo de R$ 165,74. 

Edição: Lílian Beraldo
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Justiça manda desocupar Pinheirinho, e devolver 27 fazendas e 450 mil cabeças de gado a Daniel Dantas

06.02.2012
Do BLOG DO MELLO, 29.01.12
Postado por Antônio Mello


Às seis da manhã de domingo passado, a Polícia Militar do governo tucano de Geraldo Alckmin desalojou com uso de força seis mil pessoas que moravam no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos, cidade a cerca de 100 km da capital de SP. Foram 1500 casas postas abaixo, muitas com todos os pertences de seus moradores. Tudo por ordem da Justiça de SP, que exigiu a desapropriação para entregar as terras ao megaespeculador Nagi Nahas.

Quase ao mesmo tempo, outra ordem da Justiça de SP determinava a devolução das 27 fazendas e mais de 450 mil cabeças de gado ao banqueiro condenado pela Justiça a dez anos de prisão Daniel Dantas, proprietário (junto com sua irmã Verônica Dantas) da Agropecuária Santa Bárbara, suspeita de lavar dinheiro do grupo Opportunity com as fazendas e o gado.

Aqui, a notícia do confisco das fazendas de Dantas, quando ela se deu, em julho de 2009:

Aqui, um dos vídeos da vergonhosa e criminosa ação no Pinheirinho.


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BLOG MOBILIDADE URBANA: Sinalização para pedestre receberá reforço


06.02.2012
Do BLOG MOBILIDADE URBANA
Postado por  Tânia Passos


Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2879/11, do deputado Luis Tibé (PTdoB-MG), que reforça a sinalização das travessias de pedestre.

Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro exige apenas que as travessias sejam sinalizadas com faixas pintadas no chão.

O projeto acrescenta que, nas travessias onde houver semáforos, estes deverão ter sinalização específica para pedestres: figuras humanas nas cores vermelha e verde, sincronizadas a contador digital regressivo e sinalizador sonoro diferenciado para os comandos de parar e seguir.

A implantação dessa sinalização deverá ser progressiva, atingindo 25% do total de semáforos a cada três anos, de forma cumulativa, de modo que seja completada em 12 anos.
Conforme o projeto, o agente público que descumprir essas determinações incorre em improbidade administrativa.

“A visualização regressiva do tempo disponível de retenção ou de liberação para a travessia é determinante na decisão dessas pessoas de passar ou parar, conforme a condição de mobilidade de cada um. Para o deficiente visual, o apelo sonoro representa uma ferramenta apropriada e fundamental à sua independência e locomoção segura”, afirma Luiz Tibé.

Tramitação

O projeto será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário.

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ISALTINO NASCIMENTO SE DESCULPA

06.02.2012
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, 04.02.12
Política

Secretário reconheceu o erro por dirigir após ingerir bebida alcoólica e foi mantido no cargo

Após ser mantido no cargo pelo governador Eduardo Campos (PSB), mesmo com a notícia de ter sido flagrado por uma blitz da Operação Lei Seca, no Pina, na madrugada da última segunda-feira, o secretário estadual de Transportes, Isaltino Nascimento (PT), pediu desculpas publicamente pela falha que cometeu e ressaltou a importância do trabalho realizado pela Operação e a atuação dos agentes que participaram da blitz. 


No comunicado enviado por sua assessoria, Isaltino disse que não realizou o teste de bafômetro por ter informado antecipadamente aos guardas de trânsito que mesmo em pouca quantidade, havia ingerido álcool e que entregou sem resistência sua carteira de motorista e forneceu os dados para o preenchimento do auto de infração. Ele garantiu que fará o pagamento da multa aplicada e procederá todos os trâmites legais exigidos para recuperar a carteira de habilitação. 

Para justificar o fato de ter dirigido após ter ingerido álcool, contrariando a legislação do trânsito, Isaltino informou que foi chamado às pressas para atender um pedido de sua filha, que estava na casa da avó, mas acordou chorando muito e pedindo a presença dos pais. “Na referida data já se encontrava na sua residência e foi chamado às pressas, para busca sua filha de 3 anos, que inicialmente iria dormir na casa da avó, em Boa Viagem. Tendo acordada assustada, chorava sem consolo chamando pelos pais. Quando retornava para casa foi parado na blitz. No momento da abordagem sua esposa estava sentada no banco de traz com a filha, que só aceitava o consolo da mãe”, disse a nota enviada por sua assessoria de imprensa. A nota também garantia que o veículo dirigido por Isaltino não era locado pela Assembleia Legislativa nem pelo governo. O próprio secretário estaria custeando a locação. 

Já o governador procurou minimizar o flagrante do secretário de Transporte. Na visita que fez ontem a Surubim, no Agreste, para participar da inauguração de uma Academia da Cidades e da assinatura das obras da PE-90, Eduardo disse que Isaltino infringiu a lei enquanto cidadão. Ao ser questionado se o petista ficaria no cargo, ele disse que outros dirigentes políticos e autoridades tinham enfrentado a mesma situação. “Ele (Isaltino) me procurou para explicar o ocorrido. O caso aconteceu enquanto cidadão. Quero elogiar nesse momento a atitude profissional dos funcionários públicos que estão fazendo a Lei Seca. É um momento novo que a gente vive onde a carteirada não vale mais”, afirmou o socialista. 

Elogios

De acordo com o governador, o episódio envolvendo o secretário de Transporte serviu para mostrar que a lei é para todos. “Vocês já viram juízes de direito, promotores, oficiais de justiça, senadores, oficiais do exército, deputados e senadores passarem por isso. Por que um secretário que está fazendo um bom trabalho será discriminado? Ele não pode deixar de cumprir a lei, mas também não pode ser penalizado porque cumpriu as determinações das autoridades e é secretário”, argumentou. 


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POLÍCIA MILITAR: A farda em farrapos

06.02.2012
Do blog ESQUERDOPATA


A Polícia Militar é hoje uma das maiores ameaças à democracia que existem no país. Resquício da ditadura, atua como guarda pretoriana das elites mais retrógradas, agindo não para proteger a sociedade, mas de modo a preservar uma ordem que privilegia os ricos e poderosos.

Seus membros, formados na concepção de que o mundo se divide entre quem manda e quem obedece, entre os homens de bem e seus inimigos, ocupam o lugar que já foi, em tempos idos, daqueles jagunços abrutalhados que seguiam as ordens dos coronéis enfurnados em seus longínquos e inexpugnáveis feudos. 

Hoje, em lugar do rude gibão usam fardas vistosas, às quais são adicionados coletes à prova de balas, cassetetes high tech, sprays irritantes, pistolas e munição poderosas, rádios potentes e viaturas velozes. Impõem, numa população indefesa, não o respeito, mas o medo - o sentimento mais primitivo que habita o ser humano.

Aqui, no Estado mais rico da federação, a cada dia que passa a corporação se desmoraliza mais, se afunda mais em atos de brutalidade gratuita, em atentados violentos contra a dignidade e os direitos humanos.

A defesa para essa sucessão de infâmias cometidas nos últimos tempos é sempre o cumprimento de uma ordem superior. Um argumento sem nenhum sentido, já que existem muitas maneiras de se cumprir tais obrigações, várias delas perfeitamente capazes de zelar pela integridade física e psíquica das pessoas.

Agora, a sociedade se informa, estarrecida, dos acontecimentos na Bahia, onde os PMs não fazem uma greve, mas se sublevam, se amotinam contra as autoridades constituídas, instauram o caos e a destruição.

Tal episódio não pode ser tolerado. Tem de se constituir em exemplo para que, no futuro, os aventureiros, fardados ou não, pensem muitas vezes antes de agir.

Deve, ainda, servir para que as pessoas que detêm o poder neste país entendam que uma força policial não pode, em hipótese nenhuma, se julgar acima das leis pelo fato de ser treinada e armada para matar, e deem um jeito de mudar esse status quo, antes que seja tarde demais.

Policiais, civis e militares, são apenas servidores públicos, tem uma função específica, estão sujeitos a normas e regulamentos, a códigos de conduta, como quaisquer outros funcionários da máquina estatal.

São nossos empregados, seus salários saem dos impostos que pagamos com tantos sacrifícios. Uma farda é apenas um uniforme, não um passaporte para o arbítrio e a impunidade.

Por fim, uma pergunta ingênua: por que, na cidade de São Paulo, 29 das 30 subprefeituras são comandadas por ex-coronéis da PM?

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Onde está a insegurança e a segurança no Brasil

06.02.2012
Por Leonardo Boff *  


o Brasil não há crise de segurança para o sistema do capital, para as finanças, para os bancos, para os credores da dívida pública, para os poderosos que se cercam de seguranças privados.
Mas não há segurança para aqueles que são responsáveis pela segurança pública: os policiais militares. Pelo fato de não terem a segurança de um salário decente, de condições de trabalho adequadas e de trato digno por parte do poder público, se rebelam como aconteceu neste ano no Ceará e agora na Bahia.  Com os humilhantes salários que recebem, pouco mais de dois mínimos, que segurança podem dar a suas famílias que tem que pagar aluguel, escola, transporte, luz, água e alimentação?
A responsabilidade maior pela insegurança pública que se instalou em razão da greve dos policiais militares, com assassinatos e depredações, deve ser tributada principalmente ao poder público, que não soube ouvir e dialogar de verdade e não retoricamente, antecipando-se aos fatos lamentáveis.
Que diálogo e negociação são  possíveis e críveis quando se responde com a arma da violência, pondo militares contra militares? É uma estratégia da ignorância política e da prepotência, totalmente ineficaz porque agrava ainda mais o problema em vez de encaminhar uma solução. Por que não se aprova a PEC 300? Os governos federal e os estaduais se uniram para protelá-la e esvaziá-la. 
Usem os 60 bilhões de reais, subtraídos do orçamento, para aumentar os salários deles, ao invés de dar segurança aos credores. O que conta mais, as pessoas ou os dinheiros ricos epulões? Esse dinheiro do povo é para servir ao povo, garantindo-lhe segurança confiável e respeitosa. Seguindo esta indicação do bom-senso, se acabam as rebeliões e os policiais terão a paz e o sossego necessários para desempenhar com sentido público e com honradez a sua alta e arriscada missão.
* Ecoteólogo e escritor

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Folha deixa Kamel nu em Pinheirinho

06.02.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim


Conversa Afiada reproduz crítica da Folha à cobertura parcial e partidária do Ali Kamel à obra filantrópica do grande financista Naji Nahas em Pinheirinho:

Jornalismo de guerra


VANESSA BARBARA


Pode não parecer, mas o Código Brasileiro de Trânsito determina que os pedestres têm preferência, já que são o elo mais fraco do sistema -em comparação a carros, motos, caminhões. A imprensa deveria seguir lógica parecida: quando há um megaespeculador de um lado e 6.000 sem-teto de outro, a prioridade de entrevista seria dos últimos, que não têm tanto poder para se fazer ouvir.


Mas não é o que está havendo na cobertura televisiva da desocupação do Pinheirinho, uma área em São José dos Campos habitada há oito anos por 1.600 famílias. O terreno pertence à massa falida do grupo Selecta, do empresário Naji Nahas. É avaliado em R$ 180 milhões e foi objeto de desavenças em diferentes esferas do Judiciário, até que, há cerca de duas semanas, a Justiça estadual decretou a reintegração de posse.


No dia 22, o “Fantástico” dedicou pouco mais de dois minutos à cobertura. Abriu a reportagem com cenas dos policiais escancarando um portão e adentrando o terreno. Voz em off: “Seis e meia da manhã, a tropa de choque invade o Pinheirinho”. Deu para imaginar os policiais combinando com a equipe da Globo: um-dois- três-e-já.


A ação contou com um efetivo de 2.000 homens, dois helicópteros, 220 carros, 40 cães e cem cavalos. “A situação ficou fora de controle”, explicou a locutora, e a cena era de um sujeito jogando pedra contra policiais.


“Os moradores atearam fogo em prédios públicos e em oito carros, entre eles o da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo.”


Aparece a repórter, com um colete a prova de balas: “Segundo policiais que entraram aqui nesta área, esses barracos todos estão abandonados porque eles serviam para o tráfico de drogas. Aqui era uma espécie de cracolândia, onde se vendia e consumia droga”.


Outra coisa que ficamos sabendo pelo “show da vida”: em protesto, os sem-teto bloquearam por meia hora uma das pistas da via Dutra. Um homem foi atingido por um tiro de arma de fogo durante a operação, mas a polícia diz que só utilizou balas de borracha. Final da reportagem.


Nada foi dito sobre a presença de tanques de guerra e de soldados da cavalaria com suas espadas. Nada foi dito sobre o uso de força contra idosos e crianças e nem sobre o destino dos desalojados. Alguns receberam da Prefeitura de São José dos Campos passagens rodoviárias para seus “Estados de origem”.


Só que muitos são paulistas.


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MÍDIA GOLPISTA DESMACARADA:Herzog e a ditabranda da Folha

06.02.2012
Do BLOG DO MIRO, 05.02.12
Por Altamiro Borges



Numa impactante reportagem na Folha deste domingo, o repórter Lucas Ferraz entrevista o fotógrafo Silvaldo Leung Vieira, autor da famosa foto do “suicídio” do jornalista Vladimir Herzog nas dependências do DOI-Codi, em outubro de 1975. Ele hoje mora em Los Angeles (EUA) e confessou que a foto foi mais uma das farsas da cruel ditadura militar que vitimou o Brasil de 1964 a 1985.

Pela primeira vez, o fotógrafo deu detalhes desta ação criminosa. Vale conferir alguns trechos da longa reportagem de capa:
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Aluno do curso de fotografia da Polícia Civil de São Paulo, Silvaldo fez em 25 de outubro de 1975, aos 22 anos, a mais importante imagem da história do Brasil naquela década: a foto do corpo do jornalista Vladimir Herzog, pendurado por uma corda no pescoço, numa cela de um dos principais órgãos da repressão, o DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna).

Publicada na imprensa, a imagem corroborou a tese de que o "suicídio" de Herzog era uma farsa. No mesmo local, três meses depois, o mesmo fotógrafo testemunharia a morte do metalúrgico Manoel Fiel Filho. Assassinado sob tortura, ele também foi apresentado pelo regime como "suicida"...

A Folha localizou Silvaldo em Los Angeles, onde vive desde agosto de 1979, quando saiu de férias do cargo de fotógrafo do Instituto de Criminalística para nunca mais voltar. Pela primeira vez, ele contou detalhes sobre sua atuação na polícia técnica de São Paulo. "Ainda carrego um triste sentimento de ter sido usado para montar essas mentiras", afirmou, por telefone.

(...)

Dezessete dias depois de iniciar o curso [na Academia de Polícia], Silvaldo foi convocado para a sua primeira "aula prática" no último fim de semana do mês. "Disseram apenas que era um trabalho sigiloso e que eu não deveria contar para ninguém. A requisição veio do Dops", afirma.

O Departamento de Ordem Política e Social, o principal centro de repressão da Polícia Civil, estava sob a influência do delegado Sérgio Paranhos Fleury, que tinha livre trânsito na linha dura das Forças Armadas. Um motorista levou Silvaldo até um complexo na rua Tutoia, em São Paulo, cidade que até hoje ele diz não conhecer bem.

No Brasil de 1975, os "suicídios" nos porões da repressão eram quase uma rotina. Um deles foi o do tenente reformado da PM paulista e militante do PCB José Ferreira de Almeida, o Piracaia, que morreu após ser detido no DOI-Codi, em agosto. Segundo o relato oficial, Piracaia se enforcou amarrando o cinto do macacão à grade da cela.

Os "suicídios" eram fonte de discussão no governo Geisel (1974-79) e de atritos entre militares e o governador de São Paulo, Paulo Egydio Martins. Em 1975, segundo "Direito à Memória e à Verdade" (2007), livro editado pela Presidência da República, 14 militantes foram mortos por agentes do Estado.

A ditadura completava mais de uma década tendo aniquilado quase a totalidade da esquerda armada nas grandes cidades e engrossava a caçada aos militantes do Partido Comunista Brasileiro. Mais de 200 pessoas foram presas.

Entre os detidos na ofensiva contra o PCB estava Vladimir Herzog. Aos 38 anos, casado e pai de dois filhos, Vlado, como era conhecido, era diretor de jornalismo da TV Cultura. Profissional com experiência internacional e apaixonado por teatro, ele militava no partido, mas, segundo amigos, não exercia atividades clandestinas, nem poderia ser apontado como um quadro fixo do partido, que àquela altura já considerava a luta armada um grande erro.

Na sexta, 24 de outubro, Vlado foi procurado por agentes da repressão em casa e no trabalho. Decidiu se apresentar espontaneamente no DOI-Codi na manhã seguinte. Nas sete horas em que esteve detido na rua Tutoia, no Paraíso, onde ficava o centro do Exército, o jornalista prestou depoimento e passou por acareações. Segundo testemunhas, morreu após ser barbaramente torturado.

Quando Silvaldo chegou ao DOI-Codi para fotografar o cadáver de Herzog, a cena do "suicídio" estava montada. Numa cela, o corpo pendia de uma tira de pano atada a uma grade da janela. As pernas estavam arqueadas e os pés, no chão. Completavam o cenário papel picado (um depoimento que fora forçado a assinar) e uma carteira escolar.

Silvaldo chegou ali com uma Yashica 6x6 TLR, câmera tipo caixão, biobjetiva, com visor na parte de cima, semelhante a uma Rolleiflex. "Eu estava muito nervoso, toda a situação foi tensa. Antes de chegar na sala onde estava o corpo, passei por vários corredores", conta ele.

"Havia uma vibração muito forte, nunca senti nada igual. Mas não me deixaram circular livremente pela sala, como todo fotógrafo faz quando vai documentar uma morte. Não tive liberdade. Fiz aquela foto praticamente da porta. Não fiquei com nada, câmera, negativo ou qualquer registro. Só dias depois fui entender o que tinha acontecido."

Ele diz ter começado a montar o quebra-cabeça no domingo, quando o jornalista foi velado, ao descobrir que tinha fotografado o corpo de Vladimir Herzog. Depois, viu a foto no "Jornal do Brasil", o primeiro veículo da imprensa a publicar a imagem, ainda em 1975. No início dos anos 80, a revista "Veja" a publicaria creditando o autor: "Silvaldo Leung Vieira, Depto. de Polícia Técnica, Secretaria de Segurança Pública, São Paulo, 1975".

"Tudo foi manipulado, e infelizmente eu acabei fazendo parte dessa manipulação", lamenta-se. "Depois me dei conta que havia me metido em uma roubada. Isso aconteceu, acho, porque eles precisavam simular transparência."

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Oitenta e quatro dias depois de fotografar o cadáver de Herzog, Silvaldo foi convocado para outra "aula prática" no DOI-Codi. Era janeiro de 1976, e ele ouviu as mesmas recomendações de que não falasse nada sobre o trabalho. Novamente, a ordem partira do Dops. O objetivo era forjar outra farsa: a morte do metalúrgico Manoel Fiel Filho, também "enforcado" nas dependências do Exército...

Segundo testemunhas Fiel Filho fora detido pelos agentes do DOI-Codi de sandálias e sem meias. "Fiz fotos do local onde o corpo foi encontrado, mas não me deixaram ver o cadáver. Antes de fotografá-lo, recebi uma ordem de que deveria deixar o local", afirma Silvaldo. Assim como ocorreu na morte de Vlado, o 2º Exército, responsável pelo Estado de São Paulo, divulgou nota atestando o "suicídio". Mas não houve publicidade da imagem do morto no DOI-Codi.

"Eu sabia que eles tinham feito merda, mas nessa segunda vez eu estava mais relaxado, fiz até um comentário: 'Aqui acontecem coisas estranhas'", lembra Silvaldo. "Um oficial do Exército que me acompanhava, que parecia ser muito jovem, me ameaçou: 'É melhor ficar calado e não comentar nada. Se você não calar, a gente te cala'."

(...)

Em abril de 1979, quando o país discutia a Lei da Anistia, Silvaldo recusou-se a participar de uma tarefa – da qual ele diz não se lembrar. Desde julho de 1976, já estava efetivado como fotógrafo da Polícia Civil de São Paulo, segundo seu registro funcional da Secretaria de Segurança Pública.

No documento, vê-se que passou pela delegacia de Santos, a de acidentes de trânsito e, por fim, a Darc, Delegacia de Arquivos e Registros Criminais, onde era responsável por registrar os presos condenados antes que fossem transferidos para os presídios.

"Mas o trabalho ia sempre além", conta, "e muitas vezes tinha que fotografar também presos políticos, alguns que acabavam de sair das sessões de tortura. Eu não agüentava aquilo, reclamava que minha atribuição não me permitia fazer esse serviço. E quanto mais eu questionava, mais a situação ficava delicada."

Silvaldo diz que os superiores passaram a fritá-lo por sua atitude questionadora: não podia tirar férias e chegou a ser suspenso. Segundo registro da Polícia Civil ao qual a Folha teve acesso, Silvaldo foi afastado por três dias, nos termos da lei estadual no 207, de 1979, por "descumprimento dos deveres e transgressão disciplinar". Em agosto, finalmente tirou férias e deixou o Brasil.


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A reportagem confirma a barbárie da ditadura militar. Contraditoriamente, ela é publicada pela Folha de S.Paulo, o jornal da famiglia Frias que apoiou entusiasticamente o golpe de 1964, aliou-se ao setor linha dura dos generais, difundiu todas as mentiras dos carrascos e ainda teve a caradura de cunhar a expressão “ditabranda”, em editorial, para se referir a este sombrio período da nossa história.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2012/02/herzog-e-ditabranda-da-folha.html