terça-feira, 31 de janeiro de 2012

MANIPULAÇÃO DA IMPRENSA: Publicado em 30/01/12 às 09h38 Por que Datafolha esconde líder da pesquisa em SP?

01.02.2012
Do blog BALAIO DO KOTSCHO
Por Ricardo Kotscho

russomanno convenção prb tl e1327925089783 Por que Datafolha esconde líder da pesquisa em SP?
Há modos e modos de se divulgar os resultados de uma pesquisa. Cada um escolhe a que mais lhe convém. Como nas decisões judiciais, convencionou-se dizer que critérios editorias não se discutem, em nome do direito sagrado da liberdade de imprensa.
Tudo bem, mas também não é preciso exagerar nem achar que ninguém vai perceber a manipulação.
"Disputa pela prefeitura segue estável, diz Datafolha", informa o título da matéria publicada pelo jornal do mesmo nome no último domingo (29). O subtítulo acrescenta que "Maioria dos paulistanos desconhece os principais nomes à sucessão municipal".
O principal destaque do texto é sobre um não candidato: Serra é o tucano mais bem posicionado, mas possui rejeição alta e tem dito a partido que não é candidato.
E daí? Até este ponto, o leitor ainda não foi informado quem é o líder na pesquisa sobre a disputa eleitoral na maior cidade do país. Este detalhe só vai aparecer no terceiro parágrafo da matéria assinada por Uirá Machado de uma forma bem enigmática:
"Um dos que apresentam melhor desempenho continua sendo Celso Russomanno (PRB), que oscila de 17% a 21 % e lidera quatro dos cinco cenários pesquisados".
Quais são estes cenários? Os leitores da Folha não têm o direito de saber? Deve ter sido a primeira vez, desde a criação do instituto, em 1983, que o jornal publica uma pesquisa sobre intenções de voto sem nenhum gráfico mostrando os resultados nos diferentes cenários possíveis.
Ao lado da matéria publicada discretamente na dobra inferior da página A8, aparecem apenas duas tabelas com o grau de conhecimento e o índice de rejeição dos 14 candidatos pesquisados, além da "força dos padrinhos" (49% votariam num candidato apoiado por Lula e 34% pela presidente Dilma).
Aos mais curiosos, o jornal explica: "No único quadro que Russomanno não lidera, ele fica atrás apenas de José Serra (PSDB), que aparece com 21%. O tucano, porém, tem dito a seu partido que não quer concorrer à prefeitura".
Tem dito, não. Serra comunicou oficialmente ao PSDB, na semana passada, antes que os pesquisadores fossem a campo, que está fora da disputa eleitoral deste ano.
Um dos motivos é seu alto índice de rejeição, que oscilou de 35% em dezembro para 33% agora. Só é menor que o de Netinho de Paula (PCdoB), que foi de 32% para 35%.
Abaixo de Russomanno, se a disputa segue estável, conclui-se que surgem os candidatos Netinho de Paula e Soninha (PPS), cujo nome nem foi mencionado na matéria. Os nomes do candidato do PT, Fernando Haddad, e dos pré-candidatos do PSDB (Bruno Covas, José Anibal, Ricardo Tripoli e Andrea Matarazzo) continuam patinando na faixa de um dígito.
O único que cresceu, dentro da margem de erro, segundo o Datafolha, foi Gabriel Chalita, do PMDB, cujos índices variam entre 5% e 9% das intenções de voto.
Na análise do diretor geral do Datafolha, Mauro Paulino, publicada junto com a matéria da pesquisa, sequer é mencionado o nome de Celso Russomanno. É verdade que a eleição só acontece daqui a oito meses, e tudo pode mudar, mas se a pesquisa não serve para nada agora, melhor seria não publicá-la.
Sem novidades sobre a eleição municipal, a Folha preferiu dar em manchete outra pesquisa, mostrando que "Polícia na cracolândia é aprovada por 82% em SP".
Principal tema da disputa entre PT e PSDB até agora, com os dois principais partidos se atacando mutuamente em torno desta questão, a ação policial na Cracolândia ainda não mostrou efeitos na disputa eleitoral.
Nem que fosse por curiosidade, os editores da Folha poderiam ter dado um Google para informar aos seus leitores quem é, afinal este Celso Russomanno, que lidera as suas pesquisas desde dezembro.
Celso Ubirajara Russomanno, 56 anos, é advogado e jornalista que se tornou conhecido quando apresentava um quadro no programa Aqui Agora, no SBT. Participa atualmente do programa Balanço Geral, da TV Record.
Deputado federal por quatro mandatos, destacou-se na área de defesa do consumidor. Começou no PFL, mudou para o PSDB, passou pelo PPB e estava no PP de Paulo Maluf, antes de se transferir para o PRB no ano passado. Em 2010, disputou a eleição para governador pelo PP e ficou em terceiro lugar.

História do jornalismo e da repressão sai do armário

31.01.2012
Do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA,24.01.12
Por Alberto Dines, na edição 678

Apesar das diatribes, afrontas e ironias que produziu neste Observatório,ao longo de 22 quinzenas a série de fascículos ora encerrada no Valor Econômico constitui um marco. Como parte dessa controvérsia e igualmente desfeiteado, este observador só consegue enxergar seus aspectos positivos. Os 60 anos de profissão e, sobretudo, os 37 dedicados à observação da imprensa ajudaram a converter esses duelos num exercício inevitável e até certo ponto prazeroso. Só se defende convicções com gosto, mesmo que a intolerância esteja à espreita e o preço a pagar seja alto.

O debate sobre a crucialidade de Hipólito da Costa e do seu mensário Correio Braziliense começou em 1908, há 104 anos, porém não prosseguiu e foi rapidamente desativado porque a intelectualidade brasileira não gosta de sustos, prefere suaves aparências. Encarar nosso vexatório atraso cultural e jornalístico fere brios, mesmo que os responsáveis sejam os colonizadores e a parcela deles que jamais acreditou na liberdade de saber.

O Santo Ofício da Herética Pravidade, vulgo Inquisição, foi o nosso algoz. Nos 285 anos em que aqui vigorou poucas foram suas vítimas fatais: apenas 22 brasileiros ou portugueses residentes na colônia foram executados (ou relaxados à justiça secular, como eufemisticamente se dizia) em Autos da Fé lisboetas.

Mas foram centenas os que morreram doentes nos cárceres dos Estáus, cujos processos ficaram inconclusos e fora das estatísticas. Um deles, o cristão novo português Bento Teixeira, mestre escola e poeta (autor da Prosopopéia, primeira obra poética impressa escrita no Brasil): preso em Pernambuco, foi remetido para Lisboa em 1596 e morreu tuberculoso no cárcere em 1600. Exceto o carioca Antonio José da Silva, o Judeu, nenhuma dessas execuções relacionava-se com atividades literárias. O móvel era religioso, mas a repressão religiosa não pode ser minimizada, é grave delito político.

Clima de terror

Convém lembrar que os encarregados de inspecionar os barcos que chegavam aos portos brasileiros para apreender livros proibidos pela Censura Eclesiástica não eram policiais, eram familiares do Santo Ofício, esbirros aliciados nas melhores famílias para cumprir a sagrada missão expurgadora. Nos Cadernos do Promotor da Inquisição de Lisboa há inúmeros relatórios de diligências a bordo, sobretudo no fim do século 18, quando começaram a chegar as obras dos chamados Philósofos, iluministas franceses e alemães.

Exatamente no período das Luzes, 26 estudantes de Coimbra, muitos deles nascidos no Brasil, foram punidos pela Inquisição local. Os mais conhecidos foram o mineiro Francisco de Melo Franco (que, depois de formado em Medicina, escreveu a sátira No Reino da Estupidez e o tratado precursor da psicologia, Medicina Teológica) e o fluminense Antonio de Morais e Silva, que depois de formado em Direito escreveu o celebrado Dicionário da Língua Portuguesa. O Morais, como ficou conhecido, foi amigo e colaborador de Hipólito da Costa em alguns dos seus projetos literários. Outros participantes do grupo desapareceram de cena depois de punidos.

Os diferentes róis de livros proibidos de circular nos dois lados do oceano foram obra de eclesiásticos. A Coroa portuguesa não possuía quadros seculares capazes de avaliar livros e ideias e a igreja católica os possuía de sobra. O que nos leva ao último fascículo da gloriosa série.

Aparentemente não houve espaço para oferecer mais dados sobre aquele que primeiro que exerceu a função de jornalista na colônia, frei Tibúrcio José da Rocha, redator da Gazeta do Rio de Janeiro (ver “Uma gazeta na corte”, reproduzido do Valor Econômico, 20/1/2012). É provável que o livro que resultará deste esforço jornalístico seja mais amplo e preciso.

E não poderá ignorar o trabalho da jovem jornalista-pesquisadora Lilia Diniz (TV Brasil e equipe deste Observatório da Imprensa), que descobriu nos arquivos da Torre do Tombo em Lisboa e depois em acervos documentais brasileiros um dado fundamental na vida de frei Tibúrcio – tão saudado pela tropa de choque anti-Hipólito.

Também ele teve problemas com a Inquisição. Não por que tenha sido adepto da subversiva maçonaria, seus problemas eram outros – “espirituais”. Por isso, frei Tibúrcio foi obrigado a procurar não o seu confessor, mas o Santo Ofício, porque se entregara a “ideias heréticas”.

Se não batesse às portas da Inquisição teria a sua carreira definitivamente interrompida. Os arquivos da Inquisição eram rigorosos e implacáveis, os cultores dos “livros negros” ainda instalados em algumas de nossas redações aprenderam a arte embargadora em cartilhas apropriadas.

Os inquisidores portugueses abriram um processo, frei Tibúrcio foi absolvido, no ano seguinte (1808) estava no Brasil e logo assumia a função de redator-funcionário público. Primeiro jornalista ou primeiro assessor de imprensa? Irrelevante. Certamente, o último enredado pela Inquisição. Exemplo claro, inquestionável, do clima de terror imposto no império português por uma igreja obscurantista e repressora.

Disciplina necessária

A história de Frei Tibúrcio apesar do susto inicial teve final feliz. Mas doravante ninguém poderá ignorar que os dois fundadores da imprensa brasileira – Hipólito e Tibúrcio – passaram pela máquina de silenciar chamada Inquisição (ver abaixo texto em que Lilia Diniz revela o seu valioso achado).

Além dos meritórios desdobramentos que produziu, a série de Valor veio demonstrar que a pesquisa histórica não se faz apenas nas estantes das bibliotecas e hemerotecas, é preciso sujar os dedos com a poeira e o fungo das fontes primárias: os documentos.

A história da imprensa brasileira não pode resumir-se à mera reiteração de informações extraídas de fontes impressas, secundárias, nem sempre fidedignas. O caso do colecionador Alfredo de Carvalho é exemplar: ele não buscava a verdade, estava a fim apenas de confirmar seus preconceitos (ver, neste OI, “Reabilitação de Hipólito é façanha histórica“).

A série de fascículos elegantemente editada no mais importante diário de economia não apenas acabou com o tabu em torno da pré-história e história da imprensa brasileira. Ela alavancou um debate que deveria ter nascido na academia e talvez lá ficasse sepultado não fosse o fato de ter vazado para a imprensa alternativa e irremediavelmente integrado à pauta jornalística, contemporânea ou futura.

A disciplina “História da Imprensa” ainda não é obrigatória na grade curricular das escolas de jornalismo brasileiras. Logo será: a indústria do ensino superior não desperdiçará uma cadeira com tamanho potencial mercadológico.

Assim como a pós-gradução ESPM-Abril incluiu a “História do Jornalismo” na primeira edição do curso (2011), e agora ampliou o seu escopo para “História e Mudanças no Jornalismo”, os concorrentes irão atrás. O negócio, a profissão e a instituição jornalística o exigem.

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Quem foi frei Tibúrcio José da Rocha (1778-??)

Lilia Diniz

Filho de um comissário do Santo Ofício, frei Tibúrcio estudou no Colégio de São Pedro da Universidade de Coimbra. Lá, pediu autorização para frequentar algumas aulas na escola pública da universidade, onde foi contaminado pelos colegas de classe seculares com “ideias heréticas” que abalaram suas convicções. Passou a se interessar pelos “prazeres libidinosos” e a contestar os dogmas da religião. Arrependido, procurou o Tribunal do Santo Ofício para confessar suas culpas e foi absolvido. No ano seguinte, em 1808, frei Tibúrcio chegou ao Brasil como Capelão da Artilharia. Aos 30 anos, assumiu a redação da Gazeta do Rio de Janeiro.

Dom Rodrigo de Souza Coutinho, conselheiro real e braço-direito do Príncipe Regente D. João VI, era o responsável pelo jornal e tinha uma relação pessoal com o gazeteiro. Com a morte de D. Rodrigo, em 1812, a estrutura de trabalho na Gazeta sofreu profundas mudanças. O Conde das Galveias passa a fiscalizar atentamente o que seria publicado no jornal da Coroa, ao contrário de seu antecessor. D. Rodrigo delegava ao redator o poder de decisão e ainda franqueava o acesso direto do frade ao Príncipe Regente D. João VI.

Descontente com a nova burocracia do órgão, o frade se desentendeu com o conde e deixou a redação do jornal, lamentando nunca ter sido nomeado oficialmente como gazeteiro. Permanece à sombra do poder por mais 18 anos, mas não se sabe exatamente que cargos ocupa nesse período. Em 1830, se desliga formalmente do serviço religioso após um longo processo iniciado em 1811 “por motivos sólidos de consciência”.
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DESCONTROLE TUCANO: Você votaria em candidato descontrolado?

31.01.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA,28.01.12

Esse homem descontrolado é uns dos candidatos á prefeito de S.Paulo pelo PSDB



Com o dedo na cara da manifestante, Andrea Matarazzo discute em 'Ato pró-Pinheirinho'...Quando a polícia, sob o comando do PSDB,não aparece no protesto para bater, candidato tucano se encarrega de agredir mulher. Maria da Penha Nele!

O secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Andrea Matarazzo, discutiu com manifestantes do 'Ato pró-Pinheirinho' em frente ao Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP)

Os manifestantes protestavam contra a violência empregada durante a ação de reintegração de posse do terreno do Bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos, no interior de São Paulo, que era ocupado por cerca de 2 mil pessoas.( Informações Estadão)
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OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA: Alckmin consegue ser pior do que governador da ditadura

31.01.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 29.01.12

O que o ex-governador biônico da ditadura Paulo Egydio Martins (ARENA/SP) fez e que Alckmin (PSDB/SP) se recusou a fazer?


Paulo Egydio desapropriou um terreno maior e vizinho ao Pinheirino para construir casas populares, em 1976.

Detalhe: o terreno era do mesmo "Comendador" Bentinho, que apareceu como comprador do Pinheirinho em 1978, para vender a Naji Nahas em 1981. (De quem era o Pinheirinho antes de 1978? A dúvida obre grilagem permanece, já que a família de alemães sem herdeiros foi chacinada em 1969.)

São José dos Campos cresceu de 1976 para cá. Novas desapropriações precisavam ser feitas. Mas Alckmin e seu amigo prefeito Eduardo Cury, preferiram priorizar as políticas "públicas" para gente como Naji Nahas.

Eis o decreto que Egydio assinou, e que Alckmin também poderia ter feito, mas preferiu sentar em cima, junto com o prefeito tucano Eduardo Cury:


Decreto Nº 9.013, de 11 de novembro de 1976.
Declara de utilidade pública, para fins de desapropriação, imóvel situado no distrito, município e comarca de São José dos Campos, necessário à Companhia Estadual de Casas Populares - CECAP.
PAULO EGYDIO MARTINS, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, usando de suas atribuições legais e nos termos do artigo 34, inciso XXIII, da Constituição do Estado, com a redação dada pela Emenda nº 2, de 30 de outubro de 1969, combinado com os artigos 2º e 6º do DECRETO-Lei Federal nº 3.365, de 21 de junho de 1941, alterado pela Lei nº 2.786, de 21 de maio de 1956,
Decreta:
Artigo 1.º - Fica declarado de utilidade pública, a fim de ser desapropriado pelaCompanhia Estadual de Casas Populares, CECAP, por via amigável ou judicial, o imóvel abaixo caracterizado, constituído de um terreno com a área de 1.765.828,60m2 (um milhão, setecentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e vinte e oito metros quadrados e sessenta decímetros quadrados) e respectivas benfeitorias,situado no Jardim Morumbi, no distrito, município e comarca de São José dos Campos, necessário à referida Companhia para a execução de planos habitacionais na conformidade da Lei nº 905, de 18 de dezembro de 1975, ou a outro serviço público, e que consta pertencer a Benedito Bento Filho, Alfen Junqueira Pereira e outros, com as medidas,

limites e confrontações mencionados na plana e memorial descritivo constantes do processo CECAP-884-75, a saber: «Inicia-se no ponto nº 48, localizado na intersecção que faz a lateral da Estrada São José dos Campos - Jacareí (antiga Estrada Velha Rio-São Paulo) e a cerca de divisa que faz com a propriedade do Sr. Francis Hall Hodekiss. Desse ponto, segue com rumo de 60º15'33''SE numa distância de 1.098,85 m, (um mil, noventa e oito metros e oitenta e cinco centímetros), até o ponto nº 08, sendo que os primeiros 500,00 (quinhentos metros), confronta com propriedade do Sr. Francis Hodekiss e o restante 598,85 m. (quinhentos e noventa e oito metros e oitenta e cinco centímetros), confronta com propriedade que consta pertencer a família Goll. Do ponto nº 08 segue com rumo de 28º51'34'' NE em uma distância de 73,41 m (setenta e três metros e quarenta e um centímetros) até o ponto nº 11, confrontando com propriedade da Fiação e Tecelagem Kanebo S.A. Do ponto nº 11, segue com rumo de 30º36'05'' NE em uma distância de 242,29 m. (duzentos e quarenta e dois metros e vinte e nove centímetros) até o nº 12, confrontando-se com propriedade da Fiação e Tecelagem Kanebo. Do ponto nº 12, segue com rumo de 31º33'19'' NE em uma distância de 686,81 m. (seiscentos e oitenta e seis metros e oitenta e um centímetros) até o nº 13, confrontando-se com a propriedade da Fiação e Tecelagem Kanebo S.A.. Do ponto nº 13, segue com rumo de 32º04'25'' NE em uma distância de 187,82 m (cento e oitenta e sete metros e oitenta e dois centímetros) até o ponto nº 14, confrontando-se com a propriedade da Fiação e Tecelagem Kanebo S.A. Do ponto nº 14, segue com rumo de 31º42'08'' NE em uma distância de 14,79 m (quatorze metros e setenta e nove centímetros) até o ponto nº 17, confrontando-se com uma rua sem nome, entre a propriedade da Fiação e Tecelagem Kanebo S.A. e a propriedade do Sr. Jaime Guedes Filho. Do ponto nº 17, segue com rumo de 12º50'03'' NE em uma distancia de 385,58 m. (trezentos e oitenta e cinco metros e cinquenta e oito centímetros) até o ponto nº 19-A confrontando-se com propriedade do Sr. Jaime Guedes Filho. Do ponto 19-A, segue com rumo de 65º40'16'' NW em uma distância de 112,58 m. (cento e doze metros e cinquenta e oito centímetros), confrontando-se com a Rua Sem Denominação defronte a Fábrica Ferdimat, confrontando-se com a propriedade da mesma (Fábrica Ferdimat), até o ponto nº 20. Desse ponto, segue com rumo de 14º40'04'' NE em uma distância de 100,08 m. (cem metros e oito centímetros) até o ponto nº 26, confrontando-se com a propriedade da Fábrica Ferdimat; desse ponto, segue com rumo de 14º40'04'' NE em uma distância de 14,01 m. (quatorze metros e um centímetro) até o ponto nº 26-A, confrontando-se com a Rua Sem denominação. Desse ponto, segue com rumo de 54º41'17'' NW em uma distância de 371,75 m. (trezentos e setenta e um metros e setenta e cinco centímetros), até o ponto nº 33, confrontando-se com o Loteamento Jardim do Rosário, e com a propriedade que consta pertencer ao Sr. Manoel Amazonas Braun da Silva. Desse ponto, segue com rumo de 59º11'03'' NW em uma distância de 228,26 m. (duzentos e vinte e oito metros e vinte e seis centímetros) até o ponto nº 50, confrontando-se com a propriedade que consta pertencer ao Sr. Manoel Amazonas Braun da Silva. Desse ponto, segue com rumo de 54º36'11'' SW em uma distância de 577,10 m. (quinhentos e setenta e sete metros e dez centímetros) até o ponto nº 51, confrontando-se com a faixa de transmissão da Light, e desse ponto, segue com rumo de 30º30'15''SW em uma distância de 1.180,15m (um mil, cento e oitenta metros e quinze centímetros) até o ponto Nº 48, onde teve início a medição, confrontando-se com a Rodovia São José dos Campos-Jacareí, antiga Estrada Velha Rio-São Paulo».

Artigo 2º - Fica a Expropriante autorizada a invocar o caráter de urgência no processo judicial de desapropriação, para fins do disposto no artigo 15 do Decreto-lei Federal nº 3.365, de 21 de junho de 1941, alterado pela Lei nº 2.786, de 21 de maio de 1956.
Artigo 3º - As despesas com a execução do presente decreto correrão por conta de verba própria da Companhia Estadual de Casas Populares - CECAP.
Artigo 4º - Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.


Palácio dos Bandeirantes, 11 de novembro de 1976.
PAULO EGYDIO MARTINS
Raphael Baldacci Filho, Secretário do Interior


Publicado na Casa Civil, aos 11 de novembro de 1976.
Maria Angélica Galiazzi, Diretora da Divisão de Atos do Governador
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FHC se livra do carma Serra

31.01.2012
Do BLOG DO MIRO,
Por Luis Nassif, em seu blog:

Dias antes da entrevista que concedeu ao The Economist – na qual dizia que Aécio Neves deveria ser o próximo candidato do PSDB à presidência e responsabilizava José Serra pela derrota de 2010 – o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teve uma conversa com diplomatas.

Segundo o Correio Braziliense, nessa conversa ele disse que sua “cota de Serra já deu”. Dias depois da entrevista, segundo Jorge Bastos Moreno, de O Globo, Serra teria dito que “Fernando Henrique está gagá”.

Chega ao fim o maior erro político de FHC

A relação entre ambos foi alimentada por dona Ruth Cardoso que, em dezembro de 1994 convenceu o marido a nomear Serra Ministro do Planejamento. FHC já conhecia suficientemente o parceiro para identificar suas fraquezas. Mas cedeu ao apelo da esposa.

Serra sempre foi um ministro desleal. Para fora passava a ideia de que era um resistente contra os erros do câmbio, os excesso da privatização. Jamais dava uma declaração pública. Na medida em que o quadro foi se completando, com relatos de dentro do governo, emergia de Serra o perfil de um sujeito pusilânime, que se inibia intelectualmente ante o maior preparo dos economistas do Real e que estava mais empenhado em fazer acordos sigilosos com protagonistas da privatização do que em gerir a pasta.

Esse jogo de dubiedades sempre permeou a vida política e pessoal de Serra. No domingo foi colocado no Youtube um vídeo bastante significativo (http://youtu.be/BkVzB9Nbrcs). Nele, Serra diz que pode ser acusado de muitas coisas, “menos de ser desonesto e de ser privatizante”. Em seguida, uma entrevista de FHC dizendo que Serra foi o que mais lutou pela privatização dentro do seu governo, tendo papel decisivo na Vale e na Light.

O livro de Amaury Ribeiro Jr – revelando os ganhos pessoais de Serra com a privatização, fecha o ciclo

Aliás, foi o livro o principal fator a dar a FHC energia para romper emocionalmente com Serra. O que segurava era a lembrança de dona Ruth e a impressão de que, apesar de cabeçudo, Serra tinha uma vida limpa.

Foi por isso que, depois de ter apoiado a indicação de Serra como candidato do PSDB em 2002, FHC teve paciência para suportar os ataques (por trás) que lhe foram desferidos. Serra dizia a quem quisesse ouvir que FHC o boicotara nas eleições porque sabia que ele, Serra, faria um governo melhor que o dele.

Pura jactância

Em São Paulo, Serra provavelmente entrará para a história como o mais inoperante governo que o estado já teve. Não se envolveu com a gestão, não comandava uma reunião conjunta sequer do seu secretariado, fugiu nos momentos decisivos (greve da Policia Civil, crise de 2008, enchentes na cidade).

O coroamento de sua carreira veio com a campanha de 2010 e, agora, com as revelações de que enriqueceu usando os diversos cargos públicos.

Serra acabou; FHC permanecerá como uma referência para o partido. Mas o PSDB vive seu pior momento, sem quadros de expressão nacional, sem ideias claras sobre o que pretende ser, sem renovação.

Depois do tormento Serra, parece que nem grama nasce mais nos campos do partido.
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Fonte:http://www.altamiroborges.blogspot.com/2012/01/fhc-se-livra-do-carma-serra.html

A chance do silêncio perdido

31.01.2012
Do blog ONI PRESENTE, 27.01.12
Por Vanessa Silva*

No Twitter, Soninha Francine critica moradores do Pinheirinho

A questão da reintegração de posse do Pinheirinho, em São José dos Campos no interior de São Paulo, ganhou novo fôlego nas redes sociais nesta sexta-feira (27), após declarações da ex-vereadora  e responsável pela Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco) do governo paulista, Soninha Francine (PPS-SP). Ela tomou partido na questão e defendeu a reintegração de posse feita pela polícia e chamou os moradores de criminosos e oportunistas.

Ao responder as críticas de um internauta, ela afirmou: “Those are criminals taking advantage of the situation, not just ordinary people defendind their land” (Esses são criminosos tirando vantagem da situação, não pessoas pobres defendendo suas terras). O internauta @jimmygreer havia compartilhado uma foto com os dizeres “imagem of people defending their land w/ Shields cut out of barrels, makeshift batons & motorcycle helmets (…) just unreal” (imagem de pessoas defendendo sua terra com barris cortados, bastões improvisados e capacetes de moto ... simplesmente surreal).





Ela também comenta outra foto, que mostra os trabalhadores preparados para resistir a uma possível invasão da polícia. Fato que não ocorreu, porque a PM chegou de surpresa, na madrugada de domingo (22), inviabilizando qualquer reação dos moradores: “@SoninhaFrancine: Esses [na foto com porretes] são criminosos tirando proveito da situação, não pessoas comuns defendendo sua terra”.


Ela segue com as críticas: “@SoninhaFrancine: Se são trabalhadores, lamento, escolheram métodos de bandidagem. O que pretendem, ‘matar ou morrer’”?

Os internautas iniciaram uma campanha contra as declarações da política. A hastag #criminalTakingAdvantageOfTheSituation está entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil nesta tarde de sexta-feira (27). 

Em seu blog, no entanto, ela rebateu as críticas feitas a ela: “discordo da decisão do governo, de fazer cumprir a reintegração de posse. Desaprovo a ação e condeno a violência policial, os abusos, as barbaridades. Duvido que as pessoas desalojadas tenham encaminhamento decente. É muita gente... Não houve preparação verdadeira para sua realocação”. 

E, em tom ácido, critica outras gestões estaduais no país, como forma de sustentar que os argumentoss usados contra São Paulo são mais rigorosos e pesados que os realizados em outras situações de violência e repressão no país. Com ironia, ela encerra: “Porque aqui, ah, aqui quem manda é a direita. Aqui não se tem a liberdade de manifestação e expressão, de organização e de imprensa que tem em Mato Grosso ou na Bahia. Ou no Irã, Cuba, Venezuela ou na China — esses países ‘de esquerda’, libertários, igualitários, justos, em que os ricos não têm privilégios, os trabalhadores são respeitados, os pobres vivem decentemente e o governo tolera a oposição”.

*Vanessa Silva
Da Redação do Vermelho,
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Pastor Silas Malafaia rebate critica de jornalista e o chama de “evangelicofóbico”

31.01.2012
Do portal GOSPEL PRIME

Em seu site o pastor assembleiano questiona os interesses que fazem o jornalista defender a causa homossexual e o desafia a provar que ele é homofóbico


Pastor Silas Malafaia rebate critica de jornalista e o chama de “evangelicofóbico”
pastor Silas Malafaia usou o site Verdade Gospel para responder a um jornalista do O Globo que o chamou de homofóbico. No texto publicado nesta segunda-feira, 30, Ancelmo Gois comenta as palavras do pastor assembleiano sobre o reality show da Globo, o Big Brother Brasil 12, mas a forma como ele cita Malafaia foi entendida pelo líder religioso como “preconceito contra evangélicos”.
Intitulada como “O pastor e o ‘Big Brother’” a pequena coluna reproduziu o comentário do líder da Assembleia de DeusVitória em Cristo sobre os evangélicos que assistem ao BBB. “Silas Malafaia, o telepastor que abriu guerra contra os gays ao se declarar homofóbico, agora mira no… “Big Brother”, da TV Globo. Em seu site verdadegospel.com, disse que ‘se algum crente assiste ao programa, tem de se converter de novo’”, escreveu.
Sobre a primeira parte do texto Malafaia rebate, dizendo que admirava muito o jornalista, mas que agora ficou “de boca aberta” por ser chamado pelo profissional de homofóbico. “Nunca disse, e muito menos sou homofóbico. Ancelmo Gois está desafiado a provar em qualquer instância que ele quiser, quando que eu fui conivente com violência contra gays. Porque homofobia é uma aversão ao homossexual, desejando agredi-lo ou até eliminá-lo. Quando foi que eu fiz isso?”
Em seu site Malafaia ainda comenta que esse texto mostra que o jornalista aprova o homossexualismo, mas tem preconceito contra evangélicos. Não satisfeito o apresentador do programa Vitória em Cristo foi mais longe e questionou os reais motivos que levaram Ancelmo Gois a tecer aquele comentário.
“A partir do comentário de Ancelmo Gois, passo a ter algumas interrogações a respeito dele: 1. Será que ele esta defendendo causa própria? 2. Será que ele tem tanta afinidade com os homossexuais que passou a defender, translocadamente, a bandeira deles? 3. Será que ele e evangelicofóbico? 4. Será que ele tem ódio de pastores evangélicos? 5. Será que é mau caratísmo da parte dele?”, questiona Malafaia.
O religioso mantém sua opinião sobre o reality show dizendo que tal atração promove a cultura da traição, do alcoolismo, do fingimento e etc. “Quanto ao Big Brother, que toda a imprensa tem comentado, todos nós sabemos que este programa tem ensinado a cultura da traição, a cultura do alcoolismo, a cultura da safadeza, a cultura do fingimento, a cultura da sensualidade, a cultura da depravação, e todas estas culturas sendo impregnadas para destruir valores fundamentais para o equilíbrio da família, da sociedade e do ser humano”.

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“Igreja cristã mais numerosa do mundo está na China”, diz especialista

31.01.2012
Do portal GOSPEL PRIME, 30.01.12

Influente economista chinês avalia que país está experimentando um avivamento

“Igreja cristã mais numerosa do mundo está na China”, diz especialista
Embora seja comumente aceito que a Igreja do Evangelho Pleno, liderada pelo pastor Paul Yonggi Cho na Coréia do Sul é mais numerosa do mundo, o economista e pregador Zhao Xiao afirma que existe uma maior na China.
Zhao é o fundador e presidente do Instituto de Liderança Cypress, em Pequim. Ele esteve recentemente em um seminário realizado pela Associação dos Homens de Negócio do Evangelho Pleno (ADHONEP), no sul da Califórnia e falou sobre o que pouca gente sabe.
Embora a igreja Yonggi Cho tenha cerca de 800.000 membros, após um exame cuidadoso, Zhao disse que na verdade a maior igreja está na China. Sem revelar seu nome, afirmou que há uma igreja na China que compreende de 100.000 congregações, onde cada congregação é formada por uma média de 50 pessoas. Logo, o número total de membros ultrapassa cinco milhões.
Além disso, essa igreja na China está preocupada com missões e já enviou mais de 100 missionários no exterior.
Mesmo que a religião seja proibida pelo governo, a China está passando por uma mudança transformadora e, em algumas áreas do país, as igrejas estão experimentando um grande avivamento, com o número de crentes ultrapassando a metade da população.
Embora o crescimento contínuo dos cristãos na China seja óbvio, os crentes tem pouco preparo doutrinário. Neste aspecto, Zhao espera que a igreja na China possa aprender mais com as igrejas cristãs no país vizinho, Coreia do Sul.
Zhao disse que ficou surpreso ao visitar algumas das famosas igrejas da Coreia, onde ficou  profundamente comovido ao ver suas orações apaixonadas e dedicação às missões. Muitas dessas igrejas abrem às quatro ou cinco da manhã para encontros de oração. Ele disse que chegou em algumas delas às 5 da manhã para participar da reunião de oração e, para sua surpresa, a igreja já estava lotada de pessoas.
Mencionou ainda a lentidão de certas igrejas do ocidente, pois afirma que muitas dessas igrejas orientais  começam a investir em missões no exterior apenas um ano após sua fundação.  O exemplo mais famoso é a Igreja Onnuri, da Coreia, cuja visão é tornar-se uma igreja missionária, para isso um dos seus objetivos é enviar uma em cada três famílias para um campo missionário. Seu objetivo futuro é chegar a 2.000 missionários no exterior.
O economista  destacou que as experiências da China com a mudança causada pela cruz é benéfica, pois garante que o povo possa viver em paz, construir uma sociedade harmoniosa, e experimentando grandes bênçãos. Para ele, a economia chinesa se beneficiará da propagação do cristianismo. Como economista, ele já publicou um artigo intitulado “Economias de mercado com Igrejas e Economias de Mercado sem Igrejas”, onde argumenta que a chave para o sucesso comercial dos Estados Unidos foi o seu grande número de igrejas cristãs.
Traduzido e adaptado Gospel Herald
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