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domingo, 29 de janeiro de 2012

O fascismo social e o silêncio conivente da esquerda

29.01.2012
Do blog de Luiz Carlos Azenha, 28.01.12
PorTúlio Muniz

Brasil: inimigo meu

Em Agosto de 2011, o Observatório da Imprensa publicou artigo de minha autoria, Por novos discursos midiáticos, no qual abordei o conceito de “fascismo social”, de Boaventura Santos, e adiantei o que chamo de Dispositivo Pós-Colonial, ou DPC.
Relembrando: o “fascismo social” é “um tipo de regime no qual predomina a lógica dos mercados financeiros em detrimento de grandes setores das populações, gradativamente distanciados e excluídos do campo de direitos sociais adquiridos nas últimas décadas. O risco, alerta Santos, é o da ingovernabilidade”.
Presente no Forum Social de Porto Alegre quando da expulsão dos moradores do Pinheirinho, Santos, ainda que não referisse diretamente ao seu próprio conceito, demonstrou como o “fascismo social” é presente na sociedade brasileira, e reafirmou a necessidade de se contrapor a ações como aquela, que, com o aval do Estado, beneficiam setores dominantes e opressores em detrimento do bem público e social (ver aqui).
O caso do Pinheirinho é grave e preocupante, e alinha-se a outros acontecimentos recentes de violência estatal. Entre outros, estão a carga da polícia militar contra estudantes em São Paulo (USP) e contra professores cearenses, ambos em 2011. Vale lembrar que, já neste ano, a polícia militar foi autorizada pelos governos do Espirítio Santo, do Piauí e de Pernambuco a carregar contra estudantes, em protestos contra reajustes do transporte coletivo.
Aqui há perigo. SP está nas mãos dos debilitados tucanos, do PSDB que há quase duas décadas se aliou à direita financista, mas CE, PI, PE e ES são estados governador pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), o que demonstra que as cessões ao “fascismo social” não são exclusivos da direita, extravasaram também para a centro-esquerda, e às vezes com o silêncio conivente de partidos de esquerda.
Nos meio de comunicação convencionais, as abordagens críticas ao “fascimo social”, permanecem restritas aos espaços já consolidados (revista Carta Capital, Rede Record), com raras e bravas exceções, como a do jornalista Ricardo Boechat em seus comentários na Rádio Bandeirantes.
E eis que em meio ao caos ressurge com força o que outrora chamei de DPC, discursos e estratégias que os governos exercem sobre suas próprias populações, “impondo normas que visam tanto a justificar ocupações e dominação de territórios estrangeiros, quanto à imposição de determinações internas. Tais normas são geradas por governantes que necessitam coagir as populações nacionais e são sustentadas e difundidas pela mídia”.
A Rede Globo (não por acaso) permanece sendo o campo privilegiado de propagação do DPC. Se na TV aberta se esboça um certo pudor e contenção, estes se desnudam nos canais fechados da Globo, o que ficou patente em entrevistas recentes conduzidas por Monica Waldvogel.
Para além do bem e do mal, o DPC resulta no que se pretende, ou seja, coagir populações com discurso institucional legalista e higienista, conforme diz a Folha de S.Paulo de domingo, 29 de Janeiro: “Polícia na cracolândia é aprovada por 82% em SP”.
O que fazer nesse campo confuso, onde tanto o “fascismo social” quanto o DPC são gerados à esquerda e à direita? Talvez,  estar atentos para o que muitos  vem chamando de  período pós-institucionais, a eclosão de movimentos não necessariamente estruturados ou vinculados à organizações governamentais e não-governamentais (nesse sentido sugiro leitura de análise de [Emir] Sader, aqui).
Entretanto, permanece relevante o papel de pensadores que se inserem na mídia para tratar de casos que passam ao largo da “neutralidade” jornalística, e exemplo disso é o artigo “Razão, desrazão”, do sociólogo e filósofo Daniel Lins no jornal O POVO de 29 de Janeiro, acerca da violência estatal no Pinheirinho: “A exclusão da loucura emerge no domínio das instituições mediadas pelo enclausuramento psiquiátrico ou social. Exilado em sua diferença intratável, o destino do louco ou do pobre é o confinamento moral, social”.
No mesmo nível de importância no combate ao DPC, estão os sites e blogues no estilo do Observatório, e tantos outros (viomundo, conversaafiada, escrevinhador, luiznassif, cartamaior, etc). Estes, mais do que a mídia convencional, primam pela proximidade entre jornalismo e pensamento. Portanto, parece urgente e preciso, cada vez mais, reforçar e manter a aliança entre opinião e reflexão, esta arma poderosa que causa horror aos jornalões, às TVs e ao poder institucionalizado.
Pinheirinho, polícia contra estudantes e professores, magistrados nababos, prédios desabando, mídia sem regulação. O Brasil, definitivamente, não precisa de inimigos externos.
*Túlio Muniz é jornalista, historiador e doutor em Sociologia pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra.
PS do Viomundo: Não há combate possível ao fascismo social sem democratização da mídia; mídia concentrada, ascensão social despolitizada — calcada no consumismo — e governo por pesquisas de opinião são ingredientes essenciais para fomentar o “discurso da ordem”, que existe para bloquear a expansão dos direitos sociais.

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Pinheirinho persegue os tucanos

29.01.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim



Esta é a Juíza que devolveu a posse a Naji Nahas


O Conversa Afiada reproduz e-mail que recebeu do amigo navegante João Batista Pereria:


PHA e amigos.


Como de costume estava navegando pela rede quando encontrei essa notícia:


“Andrea Matarazzo discute com manifestantes do ‘Ato pró-Pinheirinho’” (http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,andrea-matarazzo-discute-com-manifestantes-do-ato-pro-pinheirinho,828423,0.htm).


Segue abaixo a referida matéria:


“SÃO PAULO – O secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Andrea Matarazzo (candidato a prefeito de São Paulo, se o Cerra deixar – PHA) , discutiu com manifestantes do ‘Ato pró-Pinheirinho’ em frente ao Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP), cuja nova sede foi inaugurada neste sábado, 28. Houve confusão entre pessoas que defendiam o secretário e participantes do ato.

Os manifestantes protestavam contra a violência empregada durante a ação de reintegração de posse do terreno do Bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos, no interior de São Paulo, que era ocupado por cerca de 2 mil pessoas.


Defesa

Em nota distribuída pela assessoria de imprensa da Secretaria mais tarde, Matarazzo, disse que “lamenta a agressão sofrida durante a entrega do maior museu de arte contemporânea da América Latina”. De acordo com a nota, “no final da cerimônia, um pequeno grupo de manifestantes tentou impedi-lo (Matarazzo) de sair do local jogando objetos, com intimidação pessoal, hostilizando não apenas o Secretário, como visitantes e convidados, alguns deles idosos”.

“Era um momento de festa para a cidade, (…) jamais esperava que politizassem o evento e não há como encarar o que ocorreu de outra forma: foram atos de truculência”, escreveu o secretário na nota. “Fui agredido fisicamente durante a manifestação e esse é o limite da democracia, ninguém pode tirar o direito do outro de ir e vir, era apenas isso que eu tentava fazer”, continuou.

Segundo Matarazzo, “essas pessoas (manifestantes) não têm a mínima noção do que é cidadania”.”

Primeira constatação: houve um declínio no número de moradores do Pinheirinho: o Estadão fala somente em duas mil pessoas (sempre ouvi falar que em torno de 6 mil pessoas habitavam o Pinheirinho).

Não contente com a notícia do Estadão, fui ao youtube ver se havia algum vídeo postado lá. E havia!!

O vídeo está no endereço eletrônico http://www.youtube.com/watch?v=LbCGoYXgoU4

Pelo que pode ser visto no vídeo:

- O Andrea Matarazzo não foi agredido;

- Não vi objetos sendo atirados sobre o Secretário do Alckmin.

- Não vi pessoas idosas sendo impedidas de ir e vir

Em tempo: gostaria de saber qual é o conceito de democracia do Secretário do Alckmin??? Afinal, em Atenas (Grécia Antiga), não votavam mulheres, escravos e estrangeiros. Ou seja, era uma democracia de elites, no qual somente o cidadão ateniense (homem, nascido em Atenas, e proprietário) poderia exercer seu direito de voto na Ágora (praça onde ocorriam as votações). Qual o conceito de democracia do Sr. Andrea Matarazzo????

Abraços

João


Clique aqui para ver o vídeo revelador da juíza: “PM foi admirável”.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/01/29/pinheirinho-persegue-os-tucanos/

Uma exibição eloquente do padrão Veja de “jornalismo”

29.01.2012
Do BLOG DA CIDADANIA,28.01.12
Por Eduardo Guimarães

Peço desculpas por conspurcar este espaço novamente com o que virá a seguir, mas não poderia deixar passar a exibição de desonestidade intelectual e de mau jornalismo que o blogueiro da revista Veja Reinaldo Azevedo protagonizou em matéria que pretendia “desmascarar” os que relatam os horrores ocorridos no Pinheirinho.
Na última quinta-feira, o portal Terra relatou que ONGs que atuam por lá haviam divulgado nomes de pessoas que, segundo as suas famílias, estavam desaparecidas. Nem na matéria doTerra nem nas outras que dela decorreram – inclusive na que este blog publicou – houve qualquer afirmação de que os desaparecidos estariam mortos.
Todavia, devido ao fato de que alguns veículos da dita “grande imprensa” não buscam informar seu público, mas manipulá-lo, o tal blogueiro da Veja acaba de fornecer uma das provas mais contundentes do tipo de “jornalismo” que seu empregador pratica e que ele mesmo adota por razões óbvias.
Se você, leitor, for a uma escola do ensino fundamental e perguntar a uma criança de dez anos qual é a diferença entre “desaparecido” e “morto”, ela saberá explicar. Provavelmente, esse blogueiro não deve ter freqüentado o ensino fundamental e tampouco deve haver dicionários na Veja.
Essa pessoa que teve denúncia de desaparecimento feito por parentes se chama Gilmara. Durante a última sexta-feira, até por conta do noticiário, ela acabou sendo localizada.
O blogueiro da Veja, então, ligou para Gilmara e fez o que chamou de “entrevista” visando contestar um dos desaparecimentos. A “entrevistada”, no áudio que esse blogueiro divulgou, além de tudo revela que a informação sobre seu desaparecimento foi dada por sua família, o que mostra que ninguém inventou nada.
Nem vamos tratar do fato de que ainda podem surgir outras listas de desaparecidos além dos que ainda não foram encontrados – até a sexta-feira, ainda havia pelo menos dois. Isso sem falar que o IML, após quase uma semana, ainda não liberou a lista dos mortos que deram entrada de domingo passado para cá, conforme informação do advogado das famílias.
No áudio em que aparece conversando com a mulher, o tal Azevedo pergunta se havia alguma taxa cobrada por sindicalistas e militantes de partidos e a “entrevistada” diz que contribuía com “dez reais por mês”, sim, mas que era uma contribuição espontânea, contrariando ilações sobre partidos e sindicalistas extorquirem aquela população.
Fica, assim, um desafio ao blogueiro da Veja: que ele diga, exatamente, onde foi que viu a afirmação de que a senhora Gilmara estaria morta, porque não consegui achar tal afirmação em outra parte que não na página desse mesmo blogueiro. Aliás, essa deve ser a razão pela qual a sua matéria não dá nomes aos bois, como sempre faço aqui.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2012/01/uma-exibicao-eloquente-do-padrao-veja-de-%E2%80%9Cjornalismo%E2%80%9D/

Não adianta o PSDB tergiversar... Fizeram terrorismo no Pinheirinho - diz Carvalho

29.01.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE, 28.01.12



O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho (PT), disse nesta sexta-feira (27), em Porto Alegre, que a desocupação de Pinheirinho foi um ato de “terrorismo” contra os moradores do local. “O Brasil inteiro viu a realidade. Militares violaram os direitos daquelas pessoas, fizeram terrorismo para cima delas”, acusou um dos principais assessores da presidente Dilma Rousseff (PT).

O ministro deu a declaração em conversa com a imprensa após participar do painel Os sentidos da democratização, dentro das atividades da edição temática do Fórum Social Mundial.

Gilberto Carvalho disse que o cuidado na organização do aparato militar na ação de Pinheirinho não foi seguido da adequada cautela em reacomodar os moradores do bairro pobre de São José dos Campos – expulsos de suas casas por decisão da Justiça paulista, que ignorou duas liminares da Justiça federal e resolveu desapropriar as mais de 5 mil famílias da área que pertence à massa falida de uma empresa do megainvestidor Naji Nahas.

O ministro lembrou que houve – e há – desejo de dialogar por parte do governo federal, mas que as tentativas de conversação não foram atendidas. “O diálogo não foi levado até o final, preferiu-se executar uma ação militar que deu no que deu”, criticou, acrescentando que “no centro de tudo isso, fica a pergunta: o ser humano é apenas um objeto que pode ser carregado de um lado para o outro?”.

Gilberto Carvalho considera que, agora, o principal problema a ser resolvido é garantir um lugar para as famílias expulsas do Pinheirinho morarem. “É isso que importa agora, que as famílias encontrem um espaço digno para viverem”.

O ministro Gilberto Carvalho acusou o PSDB – partido do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin – de tentar “tergiversar” a respeito da discussão sobre a desocupação de Pinheirinho. Em entrevista em Porto Alegre, o petista rebateu a nota divulgada pela direção nacional dos tucanos, que afirma que o governo federal estaria tentando “politizar” a questão.

“Lamento muito que se tente tergiversar a realidade. O Brasil inteiro viu”, observou Gilberto Carvalho. Ele recordou que o secretário nacional de Articulação Social – vinculado à sua pasta – tentou negociar no momento da ação policial, mas acabou levando um tiro com bala de borracha na perna.

“O Paulo Maldos, que foi alvejado, estava lá porque acreditou que haveria diálogo. Não há politização ou questão eleitoral, o que há é a necessidade da denúncia de um método equivocado. Afinal, há a realidade que o pais inteiro viu”, explicou.

O ministro reiterou que o governo federal “respeita” o governo do estado de São Paulo. “Temos uma boa relação. Procuramos pontuar a diferença de métodos e nos oferecemos para ajudar a resolver o problema daquelas famílias”, resumiu. (Do Sul21)

Maria do Rosário diz que extermínio do Pinheirinho violou direitos humanos

E que seu ministério age para garantir os direitos da população desalojada:


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Fontehttp://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2012/01/nao-adianta-o-psdb-tergiversar-fizeram.html

Record dá aula na Globo, no Pinheirinho: repórter chora.

29.01.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 28.01.12




A TV Globo cresceu louvando um chamado padrão globo de qualidade, a busca da perfeição estética (porque de conteúdo, haja deformação).

No jornalismo, o repórter deve ser o observador e narrador na notícia, evitar virar notícia e não ser envolvido por ela para não perder o objetividade. Mas a TV Record deixou quebrar essa regra uma vez, e ficou de parabéns.

O repórter Mauro Wedekin foi cobrir a volta das famílias que foram catar, para vender como reciclagem, os destroços de suas casas, demolidas no Pinheirinho, em São José dos Campos.

Lá ele se sensibilizou com a tristeza, culminando com uma criança sentada num bloco de concreto, olhando para aquela cena de terra arrasada, onde ali era sua casa. O repórter não conseguiu narrar o que via até o fim. Embargou a voz, deu um nó na garganta, e tentou sair de cena, distanciando da câmara para limpar as lágrimas e se recompor. A câmara gravou tudo.

A edição, em vez de seguir o padrão globo de qualidade, e cortar a cena, ou gravar de novo, mostrou exatamente o que se passou ali, não cortando nada, quando o repórter desabou emocionalmente. Parabéns para a Record e para Wedekin. Mostrou humanidade num lugar que precisa de humanidade. E aquelas cenas fez a gente, telespectadores, chorar junto.

Curiosidade do destino:

Boni, ex-todo poderoso da Globo, e um dos que implantaram o padrão globo de qualidade, é dono da TV Vanguarda, de São José dos Campos, afiliada que tem produzido as reportagens sobre o Pinheirinho para a Globo naciona

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2012/01/record-da-aula-na-globo-no-pinheirinho.html

REDE GLOBO MANIPULA E ATRAVÉS DE MINISSÉRIE FAZ CAMPANHA EXPLÍCITA PARA O PSDB! ATENÇÃO JUSTIÇA ELEITORAL!

29.01.2012
Da página do FACEBOOK de Allyne Macedo

Reproduzo abaixo texto extraído do Facebook de Aline Macedo, denunciando a campanha explícita que a Globo faz para a AÉCIO NEVES, do PSDB.

É vergonhoso e desrespeitoso com a maioria do povo brasileiro que está aprovando  o Governo de Dilma Roussef, que a Globo a todo momento golpeia com suas notícias distorcidas e manipuladas.

Uma rede de televisão,que é uma concessão pública,deve  ser isenta( a Globo nunca foi, a exemplo da manipulação da eleição de 1989, que ajudou do Collor no debate contra LULA).
A TV GLOBO  e nenhum canal de televisão pode fazer  campanha aberta para nenhuma agremiação partidária. A atitude da Globo visando as eleições de 2014, é um festival de manipulação e um atentado  à  Constituição Federal. É, acima de tudo, um golpe aos valores democráticos, valores esses desprezados pela Globo, pois ela, assim como outros órgãos de imprensa, apoiaram a DITADURA MILITAR DE 1964, que cassou nossas liberdades civis. 

Conclamo a todos os brasileiros e brasileiras,  a repudiar e denunciar esse canal de televisão que tem usando seu "poder midiático, para manipular de forma espúria  o processo político brasileiro. 

Leia o texto abaixo e se encha de indignação tal como eu e milhares de brasileiros país afora.

Abaixo a Globo, integrante do  PIG - PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA!

Irineu Messias



Qualquer semelhação NÃO é mera coincidência: A Globo deu ínicio ao seu projeto eleitoral de 
 2014. Acaba de lançar a minissérie ” O Brado Retumbante”, enredo em que um político jovem mulherengo, mas um paladino da ética, assume a presidência da República e se dispõe a enfrentar a corrupção que assola o país.

 O presidente acidental da minissérie, Paulo Ventura, é um bon-vivant mulherengo incorruptível que chega ao posto máximo da política brasileira após a morte do presidente e do seu vice na mesma viagem. Desde a semelhança física até o estilo, é Aécio da cabeça aos pés. 

Não é de se espantar que a Globo assuma seu lado na eleição presidencial. Sua preferência pela direita, hoje representada pelo PSDB, não é novidade, que diga o apoio efusivo de Roberto Marinho ao generais golpistas de 64.

A ponte é até onde vai o meu pensamento....

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A velha marmita rançosa da mídia

29.01.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Cristóvão Feil, no blog Jornalismo B:


O jornal britânico Financial Times, uma das bíblias do neoliberalismo, caiu na real, e está fazendo uma série de matérias sobre a crise estrutural do capitalismo, se dando a liberdade de cogitar que estamos experimentando o limiar de um novo sistema de produção, mesmo não se sabendo ao certo aonda iremos.

Esse não é qualquer jornal, o FT é uma publicação que circula desde 1888, tem uma tiragem diária de 2,1 milhões de exemplares, circula em 140 países e tem agências editoriais em 50 países.

Corte rápido.

O diário paulistano O Estado de S. Paulo estampou em suas páginas no dia 23 de janeiro último um artigo do ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, onde ele afirma que os altos ganhos salariais são um dos fortes fatores da atual crise econômica da Eurolândia. É inacreditável que a essa altura da crise alguém ainda atribua a mesma a fatores que não os das finanças hipertrofiadas, o descontrole do crédito e a desregulação geral da atividade econômica, em especial a liberdade de ação dos grandes capitais bancários na Europa e no mundo todo.

Observem que enquanto um jornal de reputação internacional – podemos questionar a sua afiliação político-ideológica – trata da crise de forma direta, frontal e corajosa, o outro, um jornal provinciano como o Estadão, insiste em manter um séquito de especialistas em produzir vianda requentada, como se fora algo fresco e atual, para assuntos tão relevantes como a crise do capitalismo.

Essa é a grande dificuldade da mídia brasileira: servir marmita rançosa como se estivesse oferecendo peixe fresco grelhado sobre folhas tenras. O problema não é o proselitismo de direita tout court, o problema é o proselistismo de direita, proferido por velhos funcionários da ditadura civil-militar (como Maílson e tantos outros) envolto no papel engordurado do palpite manjado, da opinião pessoal e interessada travestida de vontade geral e republicana.

Prestem atenção, a mídia está coalhada de indivíduos, colunistas, apresentadores, leitores de telepromter e outros quetais que estão ali para expressarem as vozes dos seus donos (ou dos seus patrões e dos amigos dos seus patrões), entretanto querem representar o papel de porta-vozes do universal, do democrático e do espírito de nosso tempo.

Ainda bem que eles são péssimos atores e atrizes.

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