sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

PAULO HENRIQUE AMORIM: Tomara que o PSDB ataque o Haddad com o Enem. Tomara !

27.01.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 21.01.12
Por Paulo Henrique Amorim



Estadão publicou entrevista com Fernando Haddad sobre sua candidatura a prefeito de São Paulo: 

Haddad ofereceu uma prévia do que pretende fazer ao longo da campanha.

Primeiro, vai fugir da “calhordice”, segundo expressão de Ciro Gomes, que marcou a campanha de Padim Pade Cerra à Presidência da República.

A bolinha de papel, o aborto, a Bolsa Vagabundagem, “o Brasil que está nascendo”, o cano de Sergipe ao Ceará, o perito Bolina, o Bispo de Guarulhos, a ficha falsa da Dilma, a pseudo quebra de sigilo do Eduardo Jorge (o dos telefonemas do Juiz lalau), os brucutus da internet, os mil perdões do Bonner etc etc etc

Haddad não vai cair nessa.

Isso ele deixa para os tucanos de São Paulo, sobretudo os da cidade de São Paulo, especialistas, como se viu, na sinistra matéria.

Outro ponto da entrevista.

Tomara que os tucanos de São Paulo queiram – com a providencial ajuda do PiG (*), da Globo em especial, e da Justiça do Ceará – atacar o Haddad com ataques ao Enem.

Vão tomar uma surra.

Com o 1,2 milhão de alunos inscritos no ProUni, por exemplo.

Com a comprovação daquilo que todo pai de família de adolescente, que todo adolescente deste país já sabe: o Enem é a banda larga do acesso do pobre à faculdade.

(E olha que o Haddad não precisa falar que o Fernando Henrique baixou lei para proibir a construção de curso técnico e instalou uma universidade em oito anos de governo (?).)

Assistam à prévia da surra (é bom porque os candidatos tucanos se representam na entrevista do Estadão):

Pergunta o Estadão:

O secretário de Cultura, Andrea Matarazzo (PSDB), considerou “apavorante” sua ideia de reinventar São Paulo e foi irônico ao afirmar que nem pode imaginar o sr. usando na cidade a mesma técnica aplicada no Enem. Como o sr. responde a isso?

Graças ao Enem, nós vamos conceder, na segunda-feira, a milionésima bolsa a alunos da escola pública pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). Estamos promovendo a maior inclusão na educação superior da história do País. Eu não pretendo responder a agressões pessoais. A campanha de 2010 deve nos servir de lição para afastar a deselegância e o mau gosto.


O sr. não teme ser conhecido como o candidato dos erros do Enem?

Pode ser que seja essa a linha dos nossos adversários. Há uma tentativa de desgastar um projeto que tem 80%, 90% de aprovação, como o Enem. Da mesma maneira que tentaram macular o Bolsa Família, o PAC, o ProUni, vão tentar macular o Enem. Agora, não há no mundo um exame nacional do ensino médio que não passe pelos problemas que enfrentamos aqui. As tentativas de fraude foram abortadas pela Polícia Federal. Na China houve problemas, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na França.


O novo Enem está no 3º ano e em todos eles houve problemas. Não era possível prever falhas?

Mas nós vamos ficar falando só de Enem? Há quantos anos existe o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que tem 2% do tamanho do Enem? A Polícia Federal apurou fraude em cinco edições.


Antes sobre o papel decisivo da Globo à campanha contra o Enem, o Conversa Afiada tinha publicado “Globo cancela o Enem”:

Globo consegue cancelar um ENEM


Saiu no jornal nacional desta sexta-feira reportagem que celebra – com a repórter Claudia Bom (?) Tempo -  o cancelamento do primeiro Enem deste ano.


Pela primeira vez, o Ministério da Educaçao ia realizar dois Enem em 2012, para acelerar o acesso do pobre à universidade.


A Justiça do Ceará – sabe-se lá por que – e a Globo (com o auxílio secundário do PiG (*) impresso) conseguiram dinamitar o primeiro Enem do ano.


Mantém-se o habitual, o de novembro.


A reportagem do jn tenta passar a impressão de que o Ministro Fernando Haddad cancelou o primeiro Enem de 2012 por inépcia.


(De olho na  eleição de São Paulo …)


E atenua a verdadeira causa: com a decisão (ainda que provisória) da Justiça, que dá a cada aluno o direito de ver sua prova de redação, o Ministério da Educação ( e nenhum Ministerio da Educação do mundo ) não tem condição de atender às duas demandas: um Enem daqui a três meses e providenciar o acesso a TODAS as provas de redação.


Não é de espantar.


A Globo e uma certa Justiça são inimigos do Enem por motivos ideológicos.


Tão simples quanto isso.


A Casa Grande custa a desmoronar.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.



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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/01/21/tomara-que-o-psdb-ataque-o-haddad-com-o-enem-tomara/

O Pinheirinho e o Direito

27.01.2012
Do Portal LUÍS NASSIF
Por Dr. Alfredo Attié / Juiz em SP

"O Pinheirinho e o Direito: 

Amigas e amigos, brevemente. Existe o direito no atacado e existe o direito no varejo. 

O DIRETO, VAREJO

No varejo, o direito é da massa falida, dos credores da empresa que faliu (fisco, previdência, bancos, trabalhadores, fornecedores) e dos que prestaram serviço à massa propriamente dita (sindico, contador, perito, advogados, despesas), preserva-se o direito de propriedade, no sentido tradicional do termo (direito de).

O DIREITO, NO ATACADO

 No atacado, porem, as questões são mais complexas, porque a Constituição não preserva apenas a propriedade nesse sentido tradicional: tem-se o direito mais importante, que é o direito à propriedade (direito a), direito de tornar-se proprietário. 

Desde que iniciei minhas aulas e minha pratica de jurista, já vai um bocado de tempo,; tenho salientado que o direito à propriedade não é apenas uma questão material, mas, sobretudo o direito inalienável de cada um e de todos de assumirem o seu próprio destino, tomarem sua vida e seu futuro em suas próprias mãos. 

A solução da expulsão e' simplista e preserva apenas um lado, o direito mais 'a Mao, mais 'a compreensão do jurista tradicional, cuja equação é ainda a equação primitiva, da soma e da subtração. 

Como na matemática, porem, não existe essa equação simples, que é usada apenas para ensinar as mais complexas, a partir da divisão e da multiplicação. Resolver a questão de modo complexo permitiria dar um passo á frente em nossa historia e não reproduzir a desigualdade. Seria dividir e multiplicar se quiserem. 

Não podemos mais tolerar o Estado contra a Sociedade, a polícia contra o povo. Precisamos construir uma sociedade fraterna, solidária. Chega de ignorância no direito. 

Bom, depois retomo. Abraços a todos e viva São Paulo, em seu dia, 25 de janeiro, 458 anos. 
Mude a nossa historia. 

E ainda por Dr. Alfredo:

MUITAS LEIS,MAS MUITOS NÃO AS CUMPREM

"Fui indagado por querido amigo, o que faria, no caso. Explico: Querido amigo Tadeu Gostei de sua pergunta, cuja resposta é muito simples. Na Europa e nos EEUU, seja na experiência do direito angloamericano, seja na do continental europeu, não existe norma sem os meios materiais de sua efetivação, não existe imperativo sem eficácia. 

Isso serve pra qualquer norma, em qualquer grau, mesmo a sentença ou decisão judicial. Já te contei o caso de minha conversa, em Frankfurt, com um jurista alemão, sobre normas ambientais. 

Ele ficou espantado com o avanço de nossas leis, mas eu lhe disse que não eram cumpridas, que não havia meios. Ele sorriu e me disse que as normas deles eras mais modestas, mas todas eram cumpridas. 

Só se criava uma obrigação, se havia meios de concretizá-la, desde logo. O direito, para eles, não é um mar de declarações vazias, um mar aparente, sem água, na verdade um deserto, como o nosso direito. 

Um juiz não pode dar ordem que não vai ser cumprida, isto e', não pode emitir uma norma sem que haja meios materiais para seu cumprimento. Não posso mandar desocupar uma área se isso vai causar um problema maior do que se eu tiver dito que somente determinarei a desocupação se todos os instrumentos estiverem garantidos, se as pessoas que ocupam serão preservadas, se não houver plena garantia, pelo governo (que deverá cumprir a ordem, por meio de sua polícia), de que as famílias, as crianças terão pra onde se deslocar, dignamente. 

É uma ficção a historia de que ordem do judiciário deve ser cumprida, sem discussão. A ordem somente é  emitida apos muita discussão (no discurso de Péricles está: não acreditamos, nos democratas de Atenas, que o discurso entrave a ação). 

Assim, eu agiria, com base na minha experiência (que você conhece), nas diversas comarcas em que estive com base no conhecimento que busco sempre construir. Afinal, são anos e anos de estudo e de pratica do direito. 

No caso, seria preferível pressionar o poder publico a agir corretamente, a estabelecer os meios para a subsistência dos ocupantes, sem comprometer os créditos da massa. Melhor isso do que pressionar as pessoas, pela violência, a saírem de lá e resolverem sozinhas a própria vida. 

A vida, alias, está lá na Constituição como direito precípuo, assim como sua dignidade. Afinal, a lei não fala apenas de propriedade, mas de solidariedade (que não e' uma brincadeira, é um direito, que o judiciário tem de fazer eficaz, verdadeiro). 

Abraços.
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SIDNEY RESENDE: Ministra quer saber se houve racismo na morte de secretário do governo

27.01.2012
Do BLOG SRZD, 21.01.12
Por  Redação SRZD | Nacional 



A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, quer incluir na investigação sobre a morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, a possibilidade de discriminação racial. Para ela, o motivo do não atendimento ao secretário que morreu de infarto após ter o atendimento negado em dois hospitais particulares de Brasília, é porque Duvanier e a mulher eram negros.
Luiza Barros, que fará o pedido à Polícia Civil do Distrito Federal, afirmou que, como o do secretário era negro a suspeita de racismo é procedente. "É válido que se levante essa possibilidade. Até porque, há muito tempo, vem se colocando e se denunciando o tipo de tratamento discriminatório que as pessoas negras recebem no Brasil. Isso é uma realidade", disse.
Duvanier morreu na madrugada de quinta-feira, aos 56 anos, após sofrer um infarto agudo do miocárdio e ter atendimento médico negado pelo Santa Lúcia e o Santa Luzia. por que seu convênio não foi aceito e por não possuir um talão de cheques em mãos. Duvanier só foi atendido no Hospital Planalto, mas o seu estado se agravou ele não resistiu.
Diretores dos hospitais negam omissão
O diretor Jurídico do Hospital Santa Lúcia, Gustavo Marinho, disse que em nenhum momento o secretário pediu atendimento de emergência. "Ele perguntou se o hospital atendia o convênio dele. Foi dito que não, mas a pessoa que o atendeu disponibilizou o pagamento como particular".
Em nota, a diretora do Hospital Santa Luzia, Marisa Makiyama, informou que um levantamento para verificar o fato não constatou a entrada de Duvanier Paiva no Pronto Atendimento na madrugada de quinta-feira. "Para tanto, foram checadas as imagens do circuito interno de TV, bem como os registros telefônicos e feitos contatos com funcionários que estavam de plantão".
Câmeras de segurança podem ajudar
Segundo a delegada-chefe de Defesa do Consumidor, Alessandra Figueredo, um inquérito foi instaurado para apurar se houve ou não omissão de socorro. As imagens das câmeras de segurança dos três hospitais por onde Duvanier passou antes de morrer vão ajudar a Polícia Civil do Distrito Federal a esclarecer o caso.
"A imagens vão comprovar o estado em que ele entrou nos hospitais e a dinâmica dos fatos", disse a delegada. De acordo com ela, um laudo do Instituto Médico-Legal também vai ajudar a esclarecer as causas da morte. Os depoimentos dos envolvidos vão começar na próxima semana.
Se for comprovada a omissão de socorro, os atendentes podem pegar até um ano e seis meses de prisão. "Se for uma norma do hospital, ou seja, eles (os diretores) instruem os atendentes a fazer isso, quem fez a norma é quem será responsabilizado". Segundo Alessandra Figueiredo, os hospitais só podem responder na parte cível.
"cheque caução" antes do atendimento não é crime
Em relação ao cheque caução, a delegada disse que o Código de Defesa do Consumidor caracteriza a prática como abusiva. No entanto, a exigência de cheque caução antes do atendimento não é crime. O diretor Jurídico do Hospital Santa Lúcia negou que o hospital tenha exigido cheque caução.
"Isso não existe. Se ele tivesse solicitado socorro seria imediatamente levado à nossa sala de emergência e o médico prestaria o socorro. O pagamento é uma questão secundária".
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PRAGMATISMO POLÍTICO: Ator Fábio Assunção toca na ferida e detona ação irresponsável na Cracolândia

27.01.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 19.01.12

Fábio Assunção, que é ex-dependente químico, criticou as autoridades por passearem pela Cracolândia "como se estivessem no Simba Safari, olhando os animais do carro, rezando para não serem atacados"


fábio assunção ator cracolândia
Em seu perfil oficial no Facebook, o ator Fábio Assunção manifestou repúdio à postura de autoridades e de parte da sociedade que defendem a ação policial na região da Cracolândia, no centro de São Paulo.

Assunção, que recentemente foi internado numa clínica para dependentes químicos, escreveu que a discussão em torno do assunto "deixa evidente a dificuldade do homem em assumir e ser honesto frente à questão da dependência".

"Quem realmente anda batendo cabeça não me parece ser apenas os dependentes de álcool e drogas", escreveu o ator.
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Leia também:

Sem citar o nome do governador Geraldo Alckmin (PSDB), ele criticou o fato de as autoridades passearem pela Cracolândia "como se estivessem no Simba Safari, olhando os animais do carro, rezando para não serem atacados".

Assunção lembrou que 14% da população mundial, cerca de 700 milhões de pessoas, convivem com o problema e citou a "hipocrisia" com que os dependentes são tratados pela opinião pública, reduzidos à mera condição de "drogados".



facebook assunção"Enquanto não nos libertarmos do nosso sentimento equivocado de superioridade aos que vivem num labirinto de desespero e solidão, e enquanto não formos honestos com nossas vidas, essa tristeza vai continuar", escreveu.



"Um dia seus filhos os farão pensar sobre isso de forma humanitária. Nada como um dia após o outro. Crime é fechar os olhos àquilo que precisa de inteligência e verdade, além, claro, de amor", completou.

Leia mais:
O dia em que Wagner Moura humilhou a Revista Veja


Muito formador de opinião não conseguiu tocar tão perto da ferida.


Carta Capital
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BBB Operação-abafa lembra piores momentos da Globo

27.01.2012
Do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 20.01.12
 Por Mauricio Stycer*,  na edição 677    
 Reproduzido da Folha de S. Paulo [18/1/12


Mais surpreendente do que o próprio episódio que resultou na eliminação de um candidato do BBB 12 por suspeita de estupro foi a tentativa da direção do programa de varrer a baixaria para debaixo do tapete.
A operação-abafa, urdida na manhã de domingo, 15/1, foi sustentada até o final da tarde do dia seguinte. Nesse meio-tempo, o diretor do programa, Boninho, desdobrou-se em entrevistas, dando versões desencontradas e, em alguns casos, inexatas sobre o que de fato ocorreu.
O ápice da tentativa de reescrever a história ocorreu na noite de domingo, um dos dias nobres do BBB.
A edição do programa não apenas deixou de mostrar as cenas mais picantes da noitada anterior como ainda deu a entender que Monique, a suposta vítima de Daniel, fez um jogo de “morde e assopra” com ele nos momentos que antecederam a suspeita movimentação do modelo sob o edredom.
A cereja do bolo desse momento foi a cínica intervenção do apresentador Pedro Bial, que resumiu tudo assim: “O amor é lindo”. O caso lembrou algumas das maiores escorregadas da Globo, como a deliberada confusão que fez na cobertura do comício das Diretas de 1984, transformando-o numa festa pelo aniversário de São Paulo.
Além de não mostrar as imagens que poderiam ajudar o espectador a julgar o episódio por conta própria, Boninho ainda tentou distrair a opinião pública com a carta do “racismo”. Também não funcionou.
É preciso ressaltar que o cuidado do programa em não acusar Daniel é correto. O BBB não é polícia nem Justiça. Mas isso é muito diferente da tentativa feita de iludir o público sobre o ocorrido.
As festas do BBB, regadas a quantidades industriais de bebidas alcoólicas, destinam-se basicamente a criar situações a serem exploradas posteriormente pelo programa. Gafes, gritarias, baixarias, beijos roubados, escorregões e gemidos sob o edredom fazem a alegria de quem edita a atração e, depois, do público que assiste.
2012 não é 1984
O episódio que envolveu Daniel e Monique, nesse sentido, não chega a ser surpreendente. Foi apenas um ponto fora da curva. Mais cedo ou mais tarde ocorreria.
A novidade é que a edição deixou escapar um vídeo de quatro minutos, que ganhou a internet e se espalhou em velocidade espantosa; 2012 não é 1984.
Foi essa difusão que transformou a operação-abafa de Boninho em pó, levou o governo federal a se manifestar e colocou a polícia no Projac.
Apesar do Ibope em queda, o BBB é um dos programas mais bem-sucedidos da Globo, respondendo por um faturamento da ordem de R$ 380 milhões em 2011.
Responsável direto por este sucesso, o diretor parece ter acreditado que, com seu toque de Midas, seria capaz, mais uma vez, de reescrever a história.
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*Mauricio Stycer é repórter e crítico do portal UOL

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