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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

MENTIRAS E MANIPULAÇÃO DA MÍDIA GOLPISTA: O vídeo-síntese que desmente Globo, Estadão, Veja e PSDB

25.01.2012
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Desde o último domingo, cenas de violência da Polícia Militar contra flagelados do Pinheirinho vão se sucedendo através de fotos e vídeos cada vez mais reveladores. Todavia, três dos maiores veículos da imprensa escrita nacional tratam de ignorar tais provas, fazem defesa ardorosa do governo paulista e acusam PT e PSTU de ansiar por mortes e de acirrar os ânimos.
O Estadão, por exemplo, chegou ao absurdo de afirmar – não sugerir, eu disse afirmar – que os dois partidos de oposição ao governo Alckmin “colocaram mulheres grávidas e crianças na linha de frente do conflito”, apesar da profusão de depoimentos sobretudo das mães de família em prantos afirmando que foram atacadas a bombas, junto com seus filhos – muitos de colo –, dentro de casa.
Leia, abaixo, esse editorial odioso, falso como uma nota de três reais, cometido pelo Estadão. Prossigo em seguida.
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O ESTADO DE SÃO PAULO

24 de janeiro de 2012
Editorial
Confronto esperado
A desocupação de uma área de 1,3 milhão de metros quadrados em São José dos Campos, determinada pela Justiça estadual e realizada na manhã de domingo pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM), seguiu rigorosamente o roteiro elaborado pelos movimentos sociais para ganhar as manchetes dos jornais e obter visibilidade política. Conhecida como Pinheirinho, a área pertence à massa falida da empresa Selecta, do Grupo Naji Nahas. Invadida em 2004, ela se converteu numa comunidade controlada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), cujos líderes diziam viver lá cerca de 1,5 mil famílias, num total de 6 mil pessoas.
Para dificultar o acesso ao local, os invasores ergueram barricadas com paus, que depois incendiaram, e colocaram idosos, grávidas e crianças na primeira linha de resistência. Por sua vez, a PM empregou na operação um blindado, além de 220 viaturas, 100 cavalos, 40 cães e 2 helicópteros, dando aos movimentos sociais pretexto para veicular pela internet notas de protesto descrevendo a operação de reintegração de posse como um “massacre” de pobres e desabrigados, que teria deixado “mortes” e um “rastro de destruição”.
Os invasores atiraram pedras contra policiais, incendiaram uma escola pública, uma biblioteca e oito veículos – entre eles dois carros de reportagem – e ainda tentaram impedir o tráfego na Via Dutra, o que obrigou a PM a intervir novamente. Na madrugada de segunda-feira, alguns manifestantes tentaram jogar um coquetel molotov num depósito de gás e num posto de saúde.
Terminado o embate – que resultou em 1 homem ferido à bala, 8 manifestantes com escoriações e 18 pessoas presas, acusadas de vandalismo – os líderes do MTST passaram a acusar a PM de ter exorbitado. Também criticaram o governador Geraldo Alckmin com o coro de sempre. Dirigentes da OAB, por exemplo, afirmaram que a ordem para a reintegração de posse expedida pela Justiça estadual foi ilegal. O advogado dos invasores, Antonio Ferreira, foi baleado na virilha, no joelho e nas costas com balas de borracha. E o senador Eduardo Suplicy alegou ter ficado “surpreso” com a operação. “A cada telefonema que recebo, ouço relatos de abusos por parte da polícia, jogando bombas”, disse ele.
O comando da PM, no entanto, anunciou que a operação foi inteiramente gravada, alegou que o “fator surpresa” foi crucial para a desocupação da área, afirmou que os moradores não ofereceram resistência e responsabilizou militantes de pequenos partidos da esquerda radical – que nem mesmo moram na área invadida – pelo entrevero. Uma semana antes, vários invasores e militantes posaram para cinegrafistas e fotógrafos equipados com capacetes de motociclistas, porretes, escudos de latão e canos de PVC – além de máscaras, para não serem identificados.
Por trás desse lamentável episódio, estão dois partidos que há muito tempo se digladiam para tentar desalojar o PSDB das principais prefeituras do Vale do Paraíba, região onde Alckmin iniciou sua carreira política. Um deles é o PT. Não foi por acaso que, entre as pessoas feridas com escoriações, uma se apresentou como assessor da Presidência da República. Sob o pretexto de intermediar uma solução pacífica, políticos petistas da região acenaram com a possibilidade de o governo federal ajudar na desapropriação da área, financiando um programa habitacional. O outro partido é o PSTU, que prega a substituição do Estado capitalista pelo ” marxismo revolucionário”.
Sem qualquer relevância no plano eleitoral, o PSTU é atuante nos meios sindicais, exercendo influência entre os metalúrgicos e os químicos no Vale do Paraíba, uma das regiões mais industrializadas do País. A exemplo do que ocorreu com o PT, em seus primórdios, o PSTU tem o apoio de movimentos sociais que se especializaram em invadir propriedades particulares para obter na mídia um espaço desproporcional à sua representatividade política. O confronto em São José dos Campos, iniciado com o descumprimento de uma ordem judicial, faz parte dessa estratégia.

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A autenticidade dos depoimentos em vídeos, áudios e fotos, deveria bastar – são protagonizados por cidadãs brasileiras tomadas pelo desespero. Aliás, o material tem sido largamente reproduzido aqui. Todavia, um desses vídeos sintetiza a operação e a conduta da Polícia Militar comandada pelo governador Geraldo Alckmin, como se vê na sequência de fotos que encima este post.
Quem não viu esse vídeo-síntese aqui ou em algum outro blog pode assisti-lo logo abaixo enquanto reflete que em qualquer país em que não existam categorias de cidadãos cenas como essas provocariam, no mínimo, um escândalo de dimensão nacional, além de fazerem rolar muitas cabeças no governo do Estado, caso não degolassem o próprio governador.
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Não deixe de ouvir, abaixo, o comentário seminal do jornalista Ricardo Boechat sobre o caso
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Mais um vídeo contendo denúncias de assassinatos no Pinheirinho

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2012/01/o-video-sintese-que-desmente-globo-estadao-veja-e-psdb/

Homem que comprou triplex de Roberto Marinho é capa de jornal global vestido de presidiário

25.01.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO,19.01.12

Jornal das organizações Globo critica bicheiro, mas não consegue explicar como o triplex pertencido a Roberto Marinho tenha sido vendido ao maior deles


anisio globo bicheiro banguA foto à esquerda saiu na capa do diário Extra, que pertence às Organizações Globo (que só no Rio de Janeiro publica também os jornais O Globo, Valor Econômico, Expresso, possui as rádios Globo e CBN, a TV Globo, a revista Época, além dos canais Sportv e... e... [lista completa aqui], num oligopólio midiático à espera da Ley de Medios). O homem de verde, com a foto ampliada ao lado, é o banqueiro de bicho Aníz Abraão David, o Anísio da Beija-Flor, atualmente no presídio em Bangu.

A foto do Extra ironiza o bicheiro, flagrado com o uniforme da prisão: "Anísio já tem fantasia". 

O jornal só não informa a seus leitores que o homem que ironiza na primeira página foi o comprador do triplex da Avenida Atlântica (Copacabana, Rio), que pertencia a Roberto Marinho.

Em recente editorial, O Globo diz que banqueiros do bicho são criminosos. Então como justificar que triplex de Roberto Marinho tenha sido vendido a um deles?

LEIA TAMBÉM:

Como separar o dinheiro sujo da contravenção e de sangue dos homicídios (também denunciados no editorial de O Globo) do usado para comprar o triplex de Roberto Marinho?

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DESABAMENTO: Prédio desaba parcialmente no centro do Rio

25.01.2012
Do BLOG DA FOLHA
Da Agência Brasil


Rio de Janeiro – Um prédio de 18 andares na rua 13 de Maio, esquina de avenida Rio Branco, no centro da capital fluminense, desabou parcialmente na noite desta quarta-feira (25). De acordo com os  bombeiros do Quartel Central, houve uma explosão seguida do desabamento parcial do prédio perto da Cinelândia, área considerada histórica do centro do Rio. No seu entorno ficam o Theatro Municipal, o Quartel Central da Polícia Militar e a Câmara Municipal do Rio.

Equipes da Defesa Civil Municipal, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar estão trabalhando no isolamento da área e na procura de possíveis vítimas. Vários carros que estavam estacionados na Rua 13 de Maio ficaram cobertos de poeira, devido aos escombros. Os bombeiros confirmaram também que há um forte cheiro de gás na região.

No saguão do prédio funcionava uma agência do Banco Itaú e uma padaria. Nas proximidades também ficam o tradicional Bar Amarelinho, que reúne políticos, artistas e jornalistas há décadas.

A Defesa Civil municipal confirmou há pouco que há feridos, mas não soube precisar a gravidade das vítimas.

Antes de desabar, rebocos se desprenderam da fachada do prédio

O vendedor de água Vicente da Cruz, que estava perto do prédio, disse que quase ficou sob os escombros. Segundo ele, só escapou porque correu quando percebeu que o reboco da fachada do edifício estava se desprendendo.

“Em menos de cinco minutos, tudo começou a cair nas pessoas que estavam embaixo, que começaram a correr assustadas”, disse o ambulante ainda com a roupa suja de poeira.

Neste momento, homens da Guarda Municipal estão ampliando a área de isolamento em torno do prédio porque a há risco de desmoronamento de um edifício ao lado. De acordo com os guardas, foram ouvidos dois estalos na estrutura de edifício que tem 21 andares.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, está no local avaliando a situação e acompanhando o trabalho das equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. As vias próximas à rua 13 de Maio estão interditadas.


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REMANESCENTES DE QUILOMBO NA BAHIA EM RISCO. E QUEM AMEAÇA É A MARINHA

25.01.2012
Do blog FAZENDO MEDIA, 19.01.12
Por Gustavo Barreto

O documentário abaixo denuncia a situação de violações dos direitos humanos dos quilombolas no Rio dos Macacos, no município baiano de Simões Filho, Bahia.
A Marinha do Brasil deflagrou nesta região uma guerra a um grupo de famílias negras descendentes de escravos que vivem ali desde antes da chegada da Marinha. Hoje, constituem mais de 50 famílias reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares como remanescentes de quilombo.
“Era muito bom. Era muito bom isso aqui. Muita alegria. Muita alegria pra gente aqui. Todo mundo nasceu. Meus filhos nasceram, se criou aqui, eu nasci e me criei aqui. E por que eles tão com essa perseguição comigo? Pra me tirar duma terra que eu nasci e me criei. Pra ir pra debaixo da ponte? Aí depois dizem que nós quer invasão. Nós não somos invasor não, moço. Quando eles chegaram acharam a gente”, conta Dona Maria (na foto acima). Ela lembra, com uma voz sofrida, que os quilombolas trabalharam para a Marinha no começo, para depois sofrerem ameaças, despejos e, em outros casos relatados, espancamentos.
Entre os moradores há pessoas com mais de 100 anos que nasceram no mesmo local, onde vivem até hoje. Só que agora sob regime de tensão e violência, aterrorizados: garantem que passam a noite acordados com medo de morrer – soldados passeiam à noite toda pelas suas roças – e têm medo de sair pois, quando voltar, poderão encontrar a casa derrubada.
O acesso à comunidade é controlado pelo portão de entrada da Vila Militar, um condomínio de residências de suboficiais da Marinha; e os conflitos vêm, sobretudo, com a construção desta Vila, a partir de 1971. As famílias da área foram removidas e desalojadas. Hoje estão proibidas de plantar e sendo expulsas da área.
O filme denuncia flagrantes violações dos direitos humanos fundamentais.
INCRA não consegue acesso ao local
Segundo os pesquisadores que acompanham o caso, antropólogos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) tentaram voltar este mês à comunidade de Rio dos Macacos, mas continuaram sem conseguir iniciar os estudos que vão compor o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID). A elaboração do documento é a primeira etapa do processo de demarcação do território tradicional e precisa ser concluído o mais rápido possível, já que, de acordo com determinação judicial, os quilombolas têm que deixar o local no dia 4 de março.
Na ocasião, as responsáveis pela elaboração do estudo apresentaram a ordem de serviço do INCRA que autorizava a entrada na comunidade, além do comunicado recebido pela Marinha previamente. Como justificativa para impedir a entrada no território, o órgão alegou que o processo já foi concluído e que o prazo concedido, que foi de quatro meses, é para que os moradores deixem a Barragem dos Macacos de uma forma mais confortável e digna.
De acordo com representantes da comunidade, a Marinha está barrando o RTID para que a delimitação do território quilombola não aconteça. Vale destacar que, no início do mês, durante a primeira visita das antropólogas ao local, moradores denunciaram o comportamento violento e desrespeitoso dos fuzileiros, que entraram na comunidade com fuzis em punho e revistaram os moradores, assim como suas casas.

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OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA:Oposição terceiriza seu projeto de poder

25.01.12
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE, 19.01.12

Que a oposição está perdida não é novidade. A última evidência é a confusão no PSDB sobre qual avaliação o partido faz sobre o primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff. Um diagnóstico mais virulento, produzido pelo ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, foi desautorizado e substituído por uma versão bem mais amena da direção nacional. Há tempos, os tucanos não sabem para onde apontar o bico.(As informações são do jornal Valor Econômico)

A diferença agora é que fica mais claro o vácuo de poder. O PSDB parece acéfalo. O senador mineiro Aécio Neves frustrou as previsões de que seria a voz da oposição e teve uma atuação apagada em sua volta ao Congresso. Não deu outra. Com o ex-governador de São Paulo, José Serra, no ostracismo depois da derrota à Presidência em 2010, e o atual, Geraldo Alckmin, voltado para defender seu território contra uma eventual e forte aliança entre o PT e o PSD que ameaça seus planos para 2014, até o senador Alvaro Dias (PR) apresenta-se como pré-candidato da sigla à corrida presidencial.


A doença por que passa a oposição é a de não criar expectativa de poder. Sua estratégia agora é se misturar ao grande condomínio da coalizão liderada pelo PT, e tentar se infiltrar e abrir fissuras no bloco. A criação do PSD pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e sua "sociedade" com o governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos, líder do PSB, é um exemplo desse movimento.

Em Campos deságua expectativa de voltar ao governo

A resistência do PSDB em bater no governo Dilma e o flerte de Alckmin com a presidente - visitante assídua de cerimônias no Palácio dos Bandeirantes - são outras evidências. Dilma, espertamente, encostou na oposição. E a oposição mantém o contato, que segue o plano de embolar com o adversário.

A ideia de que parcerias com programas federais ajudam na solução dos problemas da população é só uma mal disfarçada forma de mascarar a realidade. Quanto maior é a proximidade da oposição com o governo, mais ela revela a perda de sua força como alternativa. Não sem razão, o movimento foi intensificado depois de 2010.

O fracasso de Serra renovou a perspectiva de um governo petista pelo menos até 2018. A reeleição no Brasil, como nos Estados Unidos, criou um sistema em que o mandato praticamente é de oito anos, confirmado em sua metade, salvo um desastre. Hoje, a única esperança para a oposição é o agravamento da crise europeia a ponto de abalar seriamente a economia brasileira. Quanto pior, melhor. Mas a administração petista soube contornar, com destreza, até a crise de 2008. Então, haja paciência. E nem todos estão dispostos a esperar.

A perspectiva pessimista deixa a oposição muito mais longe de seu objetivo e exposta ao processo de definhamento. O DEM já passava por ele, antes da debandada para o PSD. O PSDB teme a mesma desidratação. Os rumores de que Serra pode sair para o PPS ou para o PSD (com menos probabilidade) para disputar a Presidência em 2014 é um retrato do desencanto.

A aproximação da oposição com o governo se dá, não por coincidência, no momento em que ela já percebe que está mais longe de ser a primeira via, o primeiro colocado, e mais perto de ser alcançada por quem vem atrás. Sua preocupação hoje é a de não ceder esse lugar ou minimizar a perda de espaço, negociando-o com a terceira via.

Por isso evitou agredir o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra (PSB), acusado de privilegiar seu Estado, Pernambuco, com verbas de combate a enchentes. Tudo para não melindrar Eduardo Campos, fiador de Bezerra.

Em Campos deságua hoje a principal expectativa de poder, fora do PT. Ele está na base do governo federal, mas habilmente constrói inúmeras pontes com a oposição, em alianças estaduais (São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Alagoas, Paraíba). A ida do deputado Márcio França para o governo Alckmin teve entre seus objetivos ajudar os tucanos e evitar que os petistas dominem São Paulo.

"O único foco real de oposição é São Paulo, Estado que impõe muito respeito e sozinho já assusta. Se o PT ganhar a capital e o governo, acabou o PSDB. O PT vira partido único, hegemônico", diz um dirigente do PSB.

Há quem aponte que o destino da oposição (PSDB, DEM, PPS) passe por Campos, como garantia de um período de estancagem da hemorragia, para só então haver uma volta ao poder, em 2023. É um exercício de futurologia, ainda que autointeressado. "A oposição vai ficar no pé do Eduardo. Ele vai ser a salvação", defende outro dirigente do PSB.

Eduardo Campos, no entanto, também tem suas dificuldades. Em primeiro lugar, precisa defender o que conquistou. Reelegeu-se com 83% dos votos, é o governador mais bem avaliado do país, mas, diante do fim do ciclo de dois mandatos, precisa fazer bem a transição. Tem o PT em seu calcanhar, no comando de Recife, e enfrenta o desafio da sucessão - sempre uma operação de risco, pela possibilidade de traição do apadrinhado. Sair do governo e eleger-se ao Senado é entrar numa trajetória declinante, como a de Aécio. Daí sua pressa de mostrar poder de fogo enquanto tem condições - como governador. Esforço evidente foi a força-tarefa montada na Câmara para eleger sua mãe, Ana Arraes, ministra do Tribunal de Contas da União.

Eduardo Campos quer influir como ator de peso em 2014. Seja como vice numa chapa de situação ou na cabeça de uma candidatura própria tendo Kassab como vice e/ou com apoio da oposição. Nos acordos para a eleição municipal, não quer discutir 2012 sem negociar 2014. A transferência do título eleitoral de Fernando Bezerra, de Petrolina para Recife, como ameaça ao PT, faz parte do jogo.

Em segundo lugar, Eduardo Campos carece de maior inserção no empresariado. Sem o mesmo enraizamento social e nacional, como os petistas, ou o poder econômico que mantém em São Paulo o polo da oposição, Campos procura abrir canais com o eixo Sul-Sudeste.

Pelo Brasil, o PSB já tem filiado nomes como Mauro Mendes, dono da Bimetal, no Mato Grosso, e José Batista Júnior, o Júnior Friboi, proprietário do grupo JBS, em Goiás. Mas em São Paulo, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, entrou na legenda e saiu para o PMDB. A aliança com Kassab, conhecedor do patronato paulista, pode ter, neste sentido, mais utilidade do que parece à primeira vista.
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Nova moda tucana: privatizar parques ambientais (ou seja, animais e plantas)

25.01.2011
Do blog AS ÁRVORES SÃO DIFÍCEIS DE ACHAR, 19.01.12

Depois de iniciar processos de privatização nas áreas de saúde, rodovias, presídio e saneamento, o governo tucano em Goiás copia o de São Paulo e vai entregar à iniciativa privada a gestão de 13 parques estaduais. Segundo o Secretário de Meio Ambiente, a concessão de parques é uma "tendência mundial". 

Em outubro de 2011, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou a terceirização de serviços em 33 áreas, onde também funcionam pousadas e restaurantes. O governo goiano informou que o novo modelo de gestão "reduz a burocracia" e "dá agilidade à gestão". "A administração direta enfrenta muitos entraves burocráticos. Gasta-se muito tempo e energia com atividades-meio, enquanto isso poderia ser despendido com atividades-fim". 

Ainda não foi informado se haverá repasse de recursos para a empresa que assumir a gestão dos parques e nem se haverá permissão para construções nas unidades, mas foi acertado que os novos gestores poderão cobrar por visitas, sem ainda definição de valores, comprometendo-se a "investimentos". 

O PSDB, que se mostra incapaz para gerir qualquer coisa, diz que não é caro gerir um parque (gasto atual declarado em manutenção e gestão varia entre R$ 70 mil e R$ 100 mil mensais em cada unidade goiana). O setor privado será o grande responsável pela manutenção e fará com que os parques cumpram sua função, não só de preservar a biodiversidade do Cerrado, mas também de garantir que as áreas preservadas sirvam para pesquisa, ensino, visitação e lazer. 

Com a privatização, o governo tucano afirma que "atuará" na fiscalização e na cobrança das obrigações dos gestores, como impedir incêndios e ações de predadores ou caçadores.

Só uma pergunta: e se o novo gestor for um "caçador" e quiser lucrar também com o bicho e com o mato? Biopirataria pode, Arnaldo?
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BLOG DO MIRO: As imagens distorcidas na TV

25.01.2012
Do BLOG DO MIRO, 19.01.12
Por Laurindo Lalo Leal Filho, no sítio Carta Maior:



A maioria dos brasileiros só se informa pela televisão e, quase sempre, fica mal informado. Todos os dias as emissoras selecionam e transmitem inúmeras notícias de fatos ocorridos no Brasil e no mundo mas o que não bate com seus interesses comerciais e políticos fica fora. A desinformação, no entanto, acontece também no que é mostrado. As notícias veiculadas são organizadas e editadas segundo os mesmos interesses. 



Há dois exemplos significativos. Um, de mais de vinte anos, só agora revelado. Trata-se do famoso debate Lula-Collor de 1989. Sabia-se que ele havia sido editado para ser exibido no Jornal Nacional, da Rede Globo, de forma a ressaltar os melhores momentos de Collor e os piores de Lula. Sua exibição, dessa forma, às vésperas das eleições influenciou um grande número de eleitores, conforme mostraram pesquisas na época.



A manipulação não ficou só ai. José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, um dos principais executivos da Globo naquela ocasião revelou, em entrevista recente, a dimensão real do episódio. O debate não foi manipulado apenas na edição levada ao ar. Os truques começaram bem antes, uma vez que segundo o próprio Boni, a emissora “tomou partido” e “produziu” o debate para beneficiar o então candidato alagoano.


“Eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade. Então, nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor, com uma 'glicerinazinha', e colocamos as pastas todas que estavam ali, com supostas denúncias contra o Lula. Mas as pastas estavam inteiramente vazias ou com papéis em branco", revela Boni.

Se você acha que isso é coisa do passado e não acontece mais está enganado. No mês passado, ocorreu em Caracas, na Venezuela, um fato capaz de dar à América Latina e ao Caribe a primeira oportunidade real de romper com as dominações externas mantidas sobre o continente há mais de 500 anos. 

Foi criada a Celac, Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, reunindo 33 países da região, deixando fora os Estados Unidos e o Canadá que sempre dominaram a OEA, a Organização dos Estados Americanos, até então a principal organização multilateral do continente, chamada com muita propriedade de “ministério das colônias” pelo então presidente de Cuba, Fidel Castro.

Trata-se de um grito de libertação dos países situados ao sul dos Estados Unidos. Dois séculos depois do rompimento dessas nações com as metrópoles espanhola e portuguesa inicia-se agora uma luta conjunta em busca da autodeterminação política e econômica, livre das imposições dos impérios modernos. 

A Celac definiu como um dos seus princípios básicos a defesa das democracias nos países-membros. Se, em algum deles, a ordem institucional for rompida a expulsão é imediata. Medida que busca evitar a repetição de fatos recentes como o golpe de Estado que depôs o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, em 2009 e a tentativa frustrada de tomar o poder através da força no Equador em setembro de 2010.

Alguém soube disso através da TV? Não que a televisão brasileira não estivesse lá. Estava mas não para mostrar a dimensão histórica do que ocorria em Caracas. Tudo que era importante foi escondido e, para não perder a viagem, o Jornal Nacional colocou no ar o questionamento feito à presidenta Dilma Roussef sobre uma declaração de amor divulgada, no Brasil, por um ministro em vias de demissão. Surpresa, Dilma foi gentil e respondeu a pergunta descabida e fora de lugar. Ao telespectador restou receber uma informação supérflua em prejuízo do essencial.

O caso revela que as distorções ocorridas em torno do debate presidencial de 1989 não são exceções. Ao contrário, trata-se de uma prática comum, embora menos perceptível. A TV acaba fazendo como o mágico que chama a atenção para o lenço enquanto, sem o público perceber, tira o pombo da cartola, na feliz imagem do sociólogo francês Pierre Bourdieu. Infelizmente assistimos a essa mágica todos os dias no telejornalismo brasileiro.

* Artigo publicado originalmente na edição de janeiro da Revista do Brasil.

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OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA: Devassa, Fiat, Omo, Antarctica, Niely: Quem financia a baixaria, é contra a cidadania

25.01.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 18.01.12

Carta aberta à Schincariol, Fiat, Unilever, Ambev e Niely

O BBB12 (Big Brother Brasil) é um oferecimento das marcas: Devassa, Fiat, Omo, Antarctica, Niely.

Há anos o programa não é só líder de audiência. É criticado também por muitos como líder de baixarias.

Demorou mas aconteceu uma cena que muitos telespectadores entenderam tratar-se de estupro de vulnerável. A polícia abriu inquérito e investiga o suposto crime.

Desde 2002, uma conquista da sociedade civil organizada levou à campanha permanente por ética na TV, com respeito a dignidade da pessoa humana.

O slogan é "Quem financia a baixaria, é contra a cidadania" (www.eticanatv.org.br).

Só há uma empresa parceira, apoiando esta campanha (Ad People).

Nenhuma das cinco empresas que patrocina o BBB é parceira da campanha Ética na TV.

Cada cota de patrocínio do BBB custa R$ 20,6 milhões, segundo o noticiário.

Uma pequena fração desse valor de cada empresa para patrocinar movimentos como o ética na TV, faria uma enorme diferença na qualidade do que se vê na TV.

Programas mais inteligentes e saudáveis poderiam dar tanta audiência quanto o BBB, se fossem tão bem promovidos, e se os patrocinadores exigissem responsabilidade social.

Como nós, consumidores, devemos lembrar da cerveja Devassa, dos carros Fiat, do sabão Omo, do guaraná Antárctica, e dos cosméticos Niely?

Como marcas associadas à baixaria, que financia coisas inescrupulosas a ponto de poderem levar até a ocorrência de estupros? Ou como marcas de empresas com responsabilidade social que apoiam a ética, inclusive na tv, e deveriam ser contra a exibição de coisas que ferem a dignidade humana?

Em tempo:


Os consumidores que quiserem reclamar:
Schincariol (Devassa): http://www.schincariol.com.br/index.php/site/fale-conosco
Fiat: http://www.fiat.com.br/fale-com-a-fiat/
Unilever (Omo): http://www.omo.com.br/fale-conosco
Ambev (Antarctica): http://www.ambev.com.br/pt-br/a-ambev/canais-de-comunicacao/fale-conosco
Niely: http://www.niely.com.br/Contato.aspx

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BBC BRASIL: Grã-Bretanha debate fertilização envolvendo DNA de três pessoas

21.01.2012
Do site da BBC BRASIL, 00.01.12


Fertilização in vitro (PA)

O governo britânico decidiu promover uma consulta pública a respeito de uma polêmica técnica de fertilização, que envolve material genético de três pessoas e cujo objetivo é prevenir que doenças sejam transmitidas de mãe para filho.
A técnica substitui material genético defeituoso no óvulo para eliminar doenças raras presentes na mitocôndria (componente celular que tem a presença de material genético), como síndromes que podem causar a morte prematura de crianças.


Só depois da consulta pública sobre a "fertilização in vitro de três pessoas" - com o material de fertilização de duas mulheres e um homem -, o governo da Grã-Bretanha decidirá se o método, atualmente usado apenas em pesquisas, poderá sr aplicado em pacientes.
Um centro de pesquisa da Universidade Newcastle também investigará se a técnica é segura.

Defeitos hereditários

A mitocôndria pode ser encontrada em quase todas as células humanas, provendo a energia que essas células precisam para funcionar.
Como os núcleos da célula, a mitocôndria contém DNA, ainda que em pequenas quantidades.
Em média, um em cada 5 mil bebês nasce com problemas hereditários em seu DNA mitocondrial, cujos efeitos podem ser graves ou até mesmo fatais, dependendo de quais células são afetadas por eles.
Cientistas acreditam ter encontrado uma forma de substituir a mitocôndria defeituosa e, assim, eventualmente prevenir o feto de desenvolver uma doença.
A técnica consiste no uso de dois óvulos - um da mãe do feto, e outro de uma doadora. O núcleo do óvulo doado é então removido e substituído pelo núcleo do óvulo da mãe.
O embrião resultante tem, dessa forma, uma mitocôndria em tese saudável e ativa vinda da doadora.
O procedimento pode ser comparado a uma troca de bateria. Não tem, portanto, impacto no DNA do feto nem na determinação de fatores como a aparência da criança.

'Manipulação genética'

No entanto, ainda que o procedimento conte apenas com uma limitada contribuição genética da terceira pessoa - a doadora -, a técnica é criticada por alguns grupos, que defendem que tais manipulações genéticas trazem riscos.
Atualmente, seria necessária uma mudança legal na Grã-Bretanha para que o procedimento possa ser oferecido a pacientes.
Ao anunciar a consulta pública, o ministro britânico para Universidades e Ciência, David Willetts, disse que "cientistas fizeram uma descoberta importante e potencialmente salvadora de vidas ao conseguir prevenir doenças mitocondriais". Mas ele faz a ressalva de que, "com todos os avanços da ciência moderna, é vital que escutemos a opinião do público antes de considerar qualquer mudança".
A consulta deve durar até o final deste ano.
A ONG Wellcome Trust, que vai financiar as pesquisas da Universidade Newcastle, defende que a técnica em discussão pode ser útil na prevenção de doenças incuráveis.
"Saudamos a oportunidade de discutir com o público o porquê de acharmos que esse procedimento é essencial para darmos às famílias afetadas (por doenças mitocondriais) a chance de ter filhos saudáveis", afirmou.
Segundo Douf Turnbull, professor da Newcastle, a universidade recebe anualmente "centenas de pacientes cujas vidas são seriamente afetadas" por essas doenças.

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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120120_ivf_parents_pai.shtml