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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

BRIZOLA NETO: Adiós, España

24.01.2012
Do blog TIJOLAÇO,18.01.12
Por Brizola Neto

Vocês lembram que não faz muito tempo os brasileiros estavam sendo barrados na Espanha, suspeitos de estarem tentando entrar ilegalmente no país para trabalhar, bastando para esta suspeita não  levarem uma bolada de dinheiro?

Há apenas um ano, as estatísticas nos apontavam como os mais barrados e deportados da terra de D. Quixote. Um ano antes, virávamos notícia por buscar casamentos fraudulentos que fossem capazes de regularizar a situação de brasileiros por lá.
Progresso aqui – mesmo antes da crise por lá – mudaou isso do dia para a noite. No ano de 2010, só 12.961 nascidos no Brasil migraram para a Espanha, enquanto 17.661 nascidos no Brasil deixaram de viver por lá e voltaram para cá. Ou seja, 4.700 brasileiros retornaram ao seu país naquele ano.
Este número deve ter se tornado maior em 2011, quando pela primeira vez em dez anos tornou-se negativo o saldo migratório  (entrada vs. saída de estrangeiros)  da  Espanha. Menos 27,5 mil, quando em 2007 era positivo em mais de 700 mil. em 2010.
Os dados foram publicados ontem pelo diário espanhol El Mundo. E os números da saída e chegada de brasileiros em 2010 podem ser vistos aqui.
Embora os jornais prefiram falar dos nossos pobres irmãos haitianos que vêm para cá tangidos pela miséria, há um intenso movimento de volta ao país, provocado pela melhora da economia e do emprego.

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Portinari e os verdadeiros donos da Terra

24.01.2012
Do blog TRAZ MAIS UMA..., 23.01.12

Artista consagrado internacionalmente, Candido Portinari, no meio de suas mais de cinco mil obras, também retratou a realidade do homem do campo. Suas obras colocam em discussão o valor que esse povo dá a sua terra. Nos dias de hoje, essa discussão ainda é polemica. Puxa uma cadeira que a mesa toda tem uma pergunta, afinal de quem é a terra?

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Um dos artistas brasileiros mais conhecidos do mundo, Candido Portinari nasceu na cidade de Brodowski, São Paulo, em 1903. Portinari é vasto no seu talento, tanto no aspecto qualidade, quanto no aspecto quantidade, pois entre esboços e grandes murais, seu trabalho acumula mais de cinco mil obras.

O artista passional por seu trabalho, literalmente morreu por seu amor a arte, apresentando forte intoxicação pelo chumbo, presente nas tintas, Portinari desobedeceu a ordens clínicas e continuou a pintar,culminando em sua morte em 1962.

Passional também pelo seu povo, Portinari retrata as mazelas da vida do povo do campo e não é difícil observarmos a terra como personagem de seus quadros.

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Ao pintar a realidade do homem do campo, Portinari denuncia a vida miserável que o camponês viveu e ainda vive.

Em "O lavrador de café", uma de suas obras mais famosas, podemos observar os pés descalços e desproporcionais do lavrador, inchado por conta da labuta de todos os dias. Labuta essa que continua nos dias de hoje pois ainda esse homem é maltratado em virtude das vontades de uma pequena camada da sociedade.

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Quando Portinari pintava as cenas do cotidiano rural, queria mostrar a delicadeza de um povo que consegue ser feliz mesmo sendo explorado sol após sol. Ainda nos dias de hoje, existem os chamados bóias frias, pessoas tratadas como verdadeiros escravos, condenados à regimes de trabalho exaustivos, nenhuma preocupação com a saúde, ou ainda sua dignidade, por isso ainda hoje é comum vermos trabalhadores do campo manipulando equipamentos pesados sem o mínimo de proteção, muitos ainda morrem no meio dos canaviais, cafezais, milharais...

Outros clássicos de Portinari são os quadros “Os retirantes” e “Criança morta”, tristes quadros que nos mostram uma realidade à que tantos são condenados: Abandonar suas terras em busca de uma que possa lhe dar o mínimo de alento. E isso não precisava ser assim, se a verba destinada à essa gente não fosse pro bolso de engravatados na chamada industria da seca. Crianças estão morrendo!

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Ainda hoje os problemas de terra estão escancarados na nossa frente. Seja na “pacificação” dos morros cariocas, seja no Movimento Sem Terra, seja na especulação imobiliária no centro velho de São Paulo, seja na destruição do bairro de Pinheirinho em São José dos Campos, seja nas grilagens de terra no Norte do país, enfim...

Parece que cada centímetro desse chão é muito valioso. E é valioso mesmo. Porém há valores diferentes em cada ponta desse impasse.

Enquanto um lado dessa história olha pra essa terra e só consegue enxergar cifras, do outro lado temos gente que sempre viveu naquele chão e que construiu ali uma história. Isso é muito claro, por exemplo, nas famílias e famílias que foram desalojadas por conta do projeto de barragem em Belo Monte. Gente que de uma hora pra outra se viu sem sua casa, sem seu chão, sem a identidade que construíram ali ou ainda que seus pais e avós construíram ali.

A pergunta que não quer calar é:

É justo manter a Terra nas mãos de poucos enquanto o povo tem que vencer a fome, as péssimas condições de trabalho, a ignorância das outras classes, o descaso do Estado e a ganância desmedida da iniciativa privada? O que parece é que nos prestam favores aos nos ceder um pouco de sua tão valiosa terra para que possamos construir nossas casas.

Hoje no Bairro de Pinheirinhos em São José dos Campos a população teve que abandonar suas casas, sem ter tempo de retirar seus pertences, um homem morreu enquanto alguém colocou fogo em sua casa. Um bairro inteiro, pensem, um bairro inteiro, poderia ser o bairro onde você mora, ou seus país, ou seus avós...

O mesmo aconteceu na favela do moinho no centro velho de São Paulo, onde a imprensa e os órgãos oficiais disseram ter havido um incêndio por conta de uma deficiente mental que colocou fogo em sua casa, confirmam duas mortes. No entanto os moradores da favela, aliás, antigos moradores, relatam que o incêndio foi criminoso, pois houveram vários focos em locais diferentes no inicio do incêndio, também falam em 11 mortes. Vale lembrar que a favela do Moinho ocupava um território que vem sendo muito valorizado no centro de São Paulo. 

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Portinari nasceu no campo e é brilhante em pintar a realidade do homem da terra. Portinari não pintou empresários e fazendeiros, pintou o verdadeiro homem da terra, aquele que come comida fria e trabalha com os pés descalços nessa terra . Aquele que tira comida pra sua família e que viaja quilômetros e quilômetros em busca de um mínimo de terra fértil.

A terra não é de ninguém, a terra é um bem comum que não merece ser encarado como bem de consumo. A terra está aqui antes da gente e é viva...Não importa o quão rico seja, a terra nunca será uma propriedade, ela é de todos. Então tirem suas cercas dessa terra que também é nossa.

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E podem nos matar, nos escravizar, até nos domesticar, mas nunca terão a terra para si, por que ela pulsa. Essa briga já é perdida.

Traz mais uma!
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Fonte:http://lounge.obviousmag.org/traz_mais_uma/2012/01/portinari-e-os-verdadeiros-donos-da-terra.html

CRÔNICAS DO MOTTA:O poder e a vontade de vomitar

23.01.2012
Do blog CRÔNICAS DO MOTTA



Todo mundo já deve ter presenciado alguma injustiça em sua vida. Ou ter sido vítima de alguma. Nos dois casos, fica na gente uma sensação de impotência, um vazio que nos reduz a um estado sub-humano, ao mesmo tempo em que temos a vontade de fazer alguma coisa, dar o troco, mostrar que aquele que se julga superior, que desrespeita os direitos dos outros, que ofende a dignidade do semelhante, é só um babaca.

Muita gente - e eu me incluo entre elas - já teve algum colega, de trabalho ou não, pessoa legal, que, de uma hora para outra é promovido a chefe e aí vira outro sujeito, fazendo tudo o que criticava antes naquele que o antecedeu no novo cargo.

É aí que dizem que "o poder embriaga as pessoas".

Mas não é só isso: o poder, desde aquele raquítico, como o do porteiro do prédio, revela o verdadeiro caráter das pessoas, desnuda as suas almas.

Há os que usam o poder para o bem, para ajudar os outros, para distribuir Justiça, para deixar o trabalho mais legal, e existem aqueles que só pensam no benefício pessoal, nas benesses e nos lucros fáceis que podem conseguir na posição que alcançaram.

Ampliando essa visão, há vários exemplos de estadistas que ganharam o respeito e a admiração de todo o mundo por terem exercido o poder para modificar e melhorar a vida das pessoas, das mais variadas maneiras.

E existem os que se deslumbraram com o poder e dele fizeram um meio rápido de ficar mais ricos, atropelando a ética e a moral, desrespeitando os mais básicos valores humanos, semeando o ódio e a violência, espalhando o preconceito contra minorias, acentuando as diferenças de classe e a desigualdade social.

Esses tiveram um destino comum: foram arremessados no lixo da história.


Aqui em São Paulo, o Estado mais rico da federação, que exibe números de fazer inveja a muitos países desenvolvidos, infelizmente o poder está nas mãos dessas pessoas pequenas e ambiciosas, incapazes de compreender a magnitude de suas missões de homens públicos.

Dia a dia se aprofunda mais o fosso entre essas "autoridades" e o povo, esse sim a verdadeira fonte de todo o poder.

A cada dia que se passa os atos praticados por esses tiranetes de ocasião, em nome de uma ordem pública idealizada por mentes esquizofrênicas, envergonham todos aqueles que ainda creem ser possível construir uma sociedade mais justa.

As cenas dessa última ação da Polícia Militar - essa guarda pretoriana violenta e arbitrária, essa corporação que atua como leão de chácara dos oligarcas -, expulsando famílias humildes de seus lares paupérrimos, em nome de uma "Justiça" caolha, dizem tudo - e muito mais - sobre que tipo de poder controla há décadas as terras paulistas.

A vontade de vomitar me impede de escrever uma linha sequer a mais para expressar toda a minha indignação.

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Estadão 'aciona' Sandra Cureau contra Haddad e Dilma

24.01.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 18.01.12


Inauguração sequer foi na capital paulista, foi em Angra dos Reis (RJ).
http://blog.planalto.gov.br/para-presidenta-educacao-e-a-ponte-para-um-brasil-de-oportunidades-iguais-para-todos/
Foi só o a presidenta Dilma e o ministro da Educação Fernando Haddad inaugurarem uma creche na cidade de Angra dos Reis (RJ), entre 600 creches que estão em construção no âmbito do programa ProInfância, que o jornal Estadão buscou atacar o ministro através do viés eleitoral, uma vez que Haddad deverá ser candidato pelo PT à prefeitura paulistana.

O fato, a inauguração da creche, fica em 2º plano, sendo descrita como "evento" na manchete sob medida para atacar com ilações.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,em-evento-no-rj-dilma-e-cabral-rasgam-elogios-a-gestao-de-haddad,824219,0.htm

O método foi amplamente usado no período pré-eleitoral das eleições de 2010. O Estadão fazia a ilação, a oposição representava junto à Procuradora Eleitoral Sandra Curueau, que propunha ação no TSE, que arquivava porque era com base em meras opiniões do jornal.

Dilma elogiou seu ministro em seu discurso, o que é extremamente normal:

"O ministro Fernando Haddad, um dos grandes ministros deste País na área da Educação, viu que a educação tinha de começar e tinha de ter importância desde a criança nascer. Quando ele cunhou a frase de que a educação é um projeto da creche à pós-graduação, passando pelo ensino básico, pelo ensino técnico, pela universidade e pela pós, ele cunhou uma coisa importantíssima para o Brasil, que é o caminho da igualdade de oportunidades".

Mas foi o governador Sérgio Cabral (PMDB/RJ) quem mais rasgou elogios. Comparou-o a outros educadores como Anísio Teixeira e Gustavo Capanema e completou:

"(Haddad) é o melhor ministro (da Educação) em período democrático. É o melhor ministro da Educação que o Brasil já teve... Aqui no Rio, você tem 16 milhões de admiradores [a população do estado]."

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Trolls do PiG devem 15 minutos de fama aos governos do PT. Quer maior ironia do que essa?

24.01.2012
Do blog TUDO EM CIMA, 18.01.12
Postado por André Lux 

Vira e mexe vejo gente graúda cobrando do Governo Federal uma resposta às inúmeras opiniões e análises negativas feitas por colunistas e pára-jornalistas como Merdal Pereira, Eliana Tucanhede, Miriam Leitoa, Reinaldo Azedo, Ricardo Nojoblat e tantos outros. 

Minha opinião é simples. Quem já tinha ouvido falar desses pobres coitados antes de o PT chegar ao governo federal? Só meia dúzia de iniciados nos bastidores do jornalismo Piguiano e olhe lá.... Agora, graças ao PT e à ladainha anti-petista que despejam em suas colunas, eles estão tendo seus 15 minutos de fama pela primeira vez na vida! Vejam a ironia disso! E tudo que eles mais querem é que alguém do governo venha discutir com eles... Já pensou como iriam ficar com seus egos inflados? 

Quem não se lembra do caso que envolveu o ex-poeta-stalinista e atual bobo da corte neoliberal Ferreira Gullar que, ao escrever um monte de asneiras em um panfleto do PiG, foi rechaçado por um assessor do Ministério da Cultura? Pronto, foi a chance do comunista arrependido responder todo histérico e ofendido, posando de vítima inclusive de atentado à liberdade de expressão e outras idiotices típicas de quem perdeu o rumo na vida e agora vive de lamber as botas dos coronéis midiáticos tupiniquins.

Na minha opinião, o governo tem mais é que ignorar essa gente que, há 8 anos, vem fazendo análises e previsões absolutamente ridículas sobre o Brasil e o mundo e só é levada a sério por um punhado de anti-petistas irracionais. Não adianta querer discutir ou debater com esses colunistas, pois eles na verdade não passam de trolls da direita. Se amanhã o Brasil virar a primeira economia do mundo e o Lula ganhar o prêmio Nobel da Paz, eles vão encontrar um jeito de continuar dizendo que está tudo ruim no país e que o mundo está perdido.

Vamos ficar nós nas redes sociais e na blogosfera tirando sarro desssa corja de trolls piguianos! É o máximo que eles merecem...
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OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA: A demora no SUS virou notícia

24.01.2012
Do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 17.01.12
Por Ligia Martins de Almeida*,  na edição 677

Se as próteses estrangeiras não estivessem no noticiário, a imprensa nacional jamais contaria aos leitores que as filas para reconstrução de mama no SUS obrigam as pacientes a uma espera de muitos anos. A notícia está no Estado de S. Paulo [14/1], na matéria “Fila para cirurgias de reconstrução preocupa pacientes”. “A aposentada Loeny Menezes da Rosa, de 61 anos, esperou cinco anos na fila para conseguir fazer a cirurgia de reconstrução da mama pelo SUS. Ela descobriu o câncer em 2001 e só conseguiu reconstruir a mama em 2006. ‘O médico disse que se eu quisesse colocar silicone na hora, teria de pagar à parte. Naquela época eu não tinha como pagar, por isso decidi esperar. Entrei na fila de novo e só fui chamada em 2006’.”
Afirma o jornal:
“O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que 52 mil mulheres serão diagnosticadas com câncer de mama em 2012. E a Sociedade Brasileira de Mastologia estima que ao menos 20 mil delas precisarão fazer uma cirurgia de retirada das mamas, sendo que apenas cerca de 10% delas sairão do centro cirúrgico com a mama já reconstruída. Para Luciana Holtz, psico-oncologista e presidente do Oncoguia, o governo precisa deixar claro como vai organizar as filas das mulheres que precisam fazer mastectomia, das mulheres que precisam fazer a reconstrução e das que possuem próteses da PIP ou Rofil com problemas. Ela diz: ‘Nós entendemos que o centro cirúrgico é um só. E existem centenas de mulheres com câncer esperando de três a seis meses só para fazer a mastectomia. Para fazer a reconstrução, demora uns dois anos. Qual a urgência de trocar a prótese dessas outras mulheres? A fila será única ou separada?’”
A maratona de cirurgias
As perguntas da oncologista sugerem uma excelente pauta para os jornais, que por anos a fio desconheceram mais essa omissão do SUS, ou porque assuntos desse tipo só viram notícia quando envolvem escândalos ou porque os jornalistas não têm tempo para insistir em assuntos árduos. A confirmação da falta de tempo ou interesse pode ser verificada na mesma matéria do jornal, quando informa que “o Ministério da Saúde diz que não tem como informar quantas mulheres estão na fila de espera nem quanto tempo está demorando a cirurgia porque o gerenciamento das filas é descentralizado e é feito por cada estado e município”.
O Ministério pode até ter tentado encerrar o assunto com essa declaração, mas se o jornalista tivesse dado uma rápida pesquisada na internet, teria descoberto que cerca de 2 mil mulheres esperam pelo procedimento. Foi o que mostrou, no ano passado, o jornal Correio Braziliense [31/3/11]:
“Às 7h de ontem, foi dada a largada para a maratona de cirurgias de reconstrução de mama que operaram 61 mulheres em 12 horas, número quase equivalente às 70 feitas ao longo de 2010. É a primeira vez que um mutirão como esse é realizado no Brasil. Para garantir o sucesso nos atendimentos, o reforço veio de 17 médicos de fora do Distrito Federal. A experiência pretende ser piloto de um projeto que prevê iniciativa parecida em âmbito nacional, prevista para março de 2012 — serão beneficiadas cerca de 2 mil mulheres que estão na fila do Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, os bons resultados de ontem serão encaminhados para análise da presidente Dilma Rousseff.”
Um sério trabalho de reportagem
Resta ver se a imprensa vai continuar atenta ao assunto ou vai deixar cair no esquecimento. Como disse àFolha de S.Paulo [14/1] o cirurgião plástico Alexandre Mendonça Munhoz, do Hospital Sírio-Libanês, o problema provável é a sobrecarga do SUS: “O sistema não teria condições de atender ao aumento da demanda para cirurgia. Imagine se metade das pacientes tiverem de ser operadas nos próximos cinco anos, serão 6.000 pacientes a mais para um sistema que já está sobrecarregado.” Segundo o médico, somente no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, mais de 200 pacientes aguardam por cirurgia reparadora.
Será que as mulheres que continuam na fila do SUS, agora acompanhadas pelas novas pacientes, vão merecer da mídia a atenção que merecem? Ou vamos ter que esperar uma nova atitude da presidência para que o assunto volte a ocupar espaço nos jornais? Seria interessante, ao menos uma vez, ver a imprensa engajada num sério trabalho de reportagem para contar aos brasileiros como anda, afinal de contas, o Sistema Único de Saúde. Nesta e em todas as outras áreas que atende ou deveria atender.
Leia também
O silicone e o papel da imprensa – Ligia Martins de Almeida
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*Ligia Martins de Almeida é jornalista]
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Moradores de São Paulo detestam a cidade

24.01.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 18.01.12
Por VAGNER MAGALHÃES
Terra


SP: pesquisa aponta que 56% gostariam de deixar capital

A rede Nossa São Paulo divulgou na manhã desta quarta-feira uma pesquisa encomendada ao Ibope que aponta o desejo de 56% dos entrevistados em deixar a capital paulista, "se pudessem". No ano passado, esse número era de 51%.

O levantamento mostra que 70% dos 1.512 moradores da cidade com 16 anos ou mais informaram utilizar ônibus todos os dias como meio de transporte. O tempo médio de espera nos pontos é de 22 minutos.
A nota geral para a qualidade de vida na cidade passou de 5,0 no ano passado, para 4,9, ao mesmo tempo que a sensação de insegurança cresceu de 24% - entre aqueles que consideram a cidade nada segura para se viver - para 35%.

Entre os principais medos do paulistano estão "assalto/roubo", com 69% das respostas. A preocupação em ser atropelado saltou de 12% para 17%.

No serviço público de saúde, o tempo médio de espera para atendimento para consultas é de 52 dias (61 em 2010) e 65 dias para exames. No serviço privado é de 15 dias para consultas e 17 dias para procedimentos considerados mais complexos.
A gestão pública municipal é considerada como ruim/péssima por 30% dos entrevistados. Ano passado, esse número era de 21%. 
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2012/01/moradores-de-sao-paulo-detestam-cidade.html

TUDO EM CIMA:Nem por esperteza, Alckmin demonstrou sensibilidade

24.01.2012
Do blog TUDO EM CIMA, 23.01.12
Postado por André Lux



Não se espere de Alckmin nenhuma sensibilidade social. Só um amorfo moral para ordenar as ações da PM contra familias indefesas, em nome da ordem - como se estivesse tratando com marginais do PCC.
- por Luis Nassif, em seu blog

É trágica a maneira como o PSDB joga pela janela oportunidades políticas.

A vulnerabilidade central do partido é a insensibilidade social. Mesmo no bem avaliado governo Aécio Neves, a crítica central era a falta de preocupação social. Em São Paulo, a arrogância administrativa, das decisões de gabinete, sem nenhuma preocupação em ouvir, planejar ações.

Aí o partido reune sua executiva para pensar o futuro. As únicas fontes de pensamento "novo" são financistas, exclusivamente preocupados em vender o peixe do mercado para o partido.

Curiosamente, foi Geraldo Alckmin o primeiro político de peso do PSDB a perceber a emergência de novos valores. Ainda na campanha, mostrou as vantagens de programas tipo "Minha Casa, Minha Vida" sobre o modelo autárquico do CDHU. Entendeu a importância da colaboração federativa. Percebeu a relevância de reduzir o estado de guerra com o professorado, praticar o relacionamento civilizado com prefeitura e lideranças de bairro. Até ensaiou algumas ações administrativas colaborativas, juntando várias secretarias de governo e a prefeitura.

De repente, surge a grande oportunidade: 6.000 pessoas morando em uma área de disputa jurídica. Não são aventureiros, não são invasores forçando a barra para conseguir imóveis para futura negociação. São famílias que se estabeleceram ao longo de anos, criando uma comunidade com velhos, crianças, mulheres, mães e pais de família, que levantaram suas casas em regime de mutirão, firmaram-se nos seus empregos, colocaram suas crianças nas escolas, criaram uma comunidade sem nenhuma ajuda do poder público.

Seria o momento máximo de inaugurar uma nova era. Um governador minimamente competente teria convocado a Secretaria de Assistência Social, o CDHU, a Secretaria da Justiça e da Defesa, a prefeitura de São José dos Campos, grandes empresas instaladas na região para um plano integrado destinado a encontrar uma solução para a comunidade de Pinheirinho.

Não se espere de Alckmin nenhuma sensibilidade social. Só um amorfo moral para ordenar as ações da PM contra familias indefesas, em nome da ordem - como se estivesse tratando com marginais do PCC. Mas considere-se que, para quem almeja vôos altos, o exercício da esperteza política é fundamental.

Tivesse tratado o caso com um mínimo de esperteza, Alckmin estaria inaugurando um conjunto habitacional. As televisões mostrariam imagens de crianças brincando nas praças do conjunto, velhos se aquecendo ao sol de São José, pais de família voltando para casa e encontrando os seus em segurança. Estudos acadêmicos, no futuro, analisariam uma comunidade viva, com relacionamentos construídos ao longo desses anos, com a solidariedade dos vizinhos de outros bairros, que se auto-organizou ao largo do poder público. E falariam do governador sábio que impediu que essa riqueza social - uma comunidade que se auto-organizou - se perdesse sob os tratores e os cassetetes da polícia.

No entanto, o que se viu foi um festival de fotos trágicas, de mães carregando filhos ao colo, chorando, tendo ao fundo as fogueiras provocadas por governantes imbecis. Fotos de batalhões da PM, com cassetetes, escudos, capacetes, enfrentando familias com crianças e velhos. E, como defensores das famílias, políticos do PSOL se legitimando junto a uma rapaziada que ainda acredita na responsabilidade social como fator de mobilização política.

Que as fotos das mães e filhos chorando as casas perdidas sejam uma maldição a acompanhar Alckmin pelo resto da vida política.


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Fonte:http://tudo-em-cima.blogspot.com/2012/01/nem-por-esperteza-alckmin-demonstrou.html