Pesquisar este blog

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

EUROPA EM CRISE: 'Supermercado do Povo' cresce e desafia crise no Reino Unido

13.01.2012
Do portal OPERA MUNDI, 24.12.2011
Por Roberto Almeida | Londres
Roberto Almeida/Opera Mundi
Com voluntários e rede de pequenos fornecedores, frutas e legumes são mais baratos que nas redes de supermercados, como Tesco e Sainsbury's

Roupa simples, cabelo curto e óculos de haste grossa. A britânica Kate Bull sabe que não preenche o estereótipo de uma CEO —nomeclatura moderna para o presidente de uma empresa. "Não preciso de terninho", diverte-se a executiva, enquanto reabastece seu carro elétrico nos fundos do estabelecimento.
Kate [foto abaixo] divide seus dias entre planilhas, pallets com caixas de alimentos, caminhões de entrega e voluntários. Muitos voluntários. Ela é a CEO do The People's Supermarket, ou Supermercado do Povo, uma minirrevolução silenciosa de modelo de negócios, que até o momento conta com uma loja em Holborn, no coração de Londres, embora já tenha inspirado outras iniciativas mundo afora.
Roberto Almeida/Opera Mundi
Na inauguração da empreitada, dia 1º de junho de 2010, funcionava assim: o cliente tinha de pagar 25 libras (cerca de 75 reais) por ano para se associar ao supermercado. Se trabalhasse quatro horas por mês na loja, varrendo o chão, tirando o lixo, fazendo pão ou operando o caixa, ganharia 10% de desconto em todas as compras.
Em 24 horas, a loja tinha 100 associados. Hoje, 18 meses depois, são 1.100. E a sorridente Kate está particularmente feliz porque, há menos de uma semana, conseguiu dar um passo importante para o desenvolvimento do negócio: em vez de 10%, os membros passaram a receber 20% de desconto.
Com essa tesourada, os preços da maioria dos produtos ficam abaixo das principais redes varejistas da Grã-Bretanha, como Tesco, Asda e Sainsbury's. O mercado trabalha com transparência, pagando em dia os 24 funcionários fixos e não obtém lucros.
A inspiração veio do modelo do Park Slope Food Cooperative, de Nova York, que opera com conceitos semelhantes. O investimento inicial na loja britânica foi de 175 mil libras, ou 535 mil reais. O faturamento de 2011 é de 1 milhão de libras, ou 2,9 milhões de dólares - um crescimento de 60% em relação ao ano passado.
Com esse conceito e esses números, The People's Supermarket é um ímã de holofotes. No dia 11 de fevereiro deste ano, a loja recebeu a visita do premiê britânico David Cameron, cujo sonho, dizia na época da eleição, era construir uma Big Society, ou "Grande Sociedade" - o conservador vem estimulando o voluntariado para suprir os cortes com a política de austeridade.
O encontro com Cameron durou cerca de uma hora. Kate sorri quando pergunto se conseguiu algum apoio do governo. "Verbalmente, apenas verbalmente", diz.
Segundo a última auditoria da loja, o Social Return on Investment, ou Retorno Social por Investimento do projeto tem proporção de 5 libras para uma. Ou seja, cada libra esterlina investida em um associado ou voluntário é revertida em 5 libras para a comunidade em ganhos sociais.
Economia social
A camiseta amarela do voluntário Jacob Pover, designer de 23 anos, leva a estampa do The People's Supermarket. Ele opera o caixa, pesa frutas, varre, o que vier, isso num sábado à tarde. Tudo porque sente que é parte de uma comunidade criativa e atuante, dentro de uma sociedade de relações interpessoais vazias.
Roberto Almeida/Opera Mundi

"Todas contribuem de alguma forma e se sentem em casa", diz o designer Jacob Pover
"Já trabalhei em um café desses de rede que os clientes não olhavam na minha cara, não sabiam meu nome. Aqui a diferença é enorme. Sou cumprimentado na rua por advogados que trabalham na região. Eles sabem quem eu sou, que faço parte do mercado que eles compram", conta Pover, um dos funcionários fixos da loja.
Segundo ele, o reconhecimento pelo trabalho é o que estimula o voluntariado. "Gente que não tinha experiência, que surtou por problemas pessoais ou profissionais e até pessoas que sofreram algum tipo de abuso fazem parte do grupo. Todas contribuem de alguma forma e se sentem em casa", afirma.
O clima é de pressão zero. Voluntários podem até agendar suas 4 horas de trabalho pela internet, mas nem sempre funciona assim. "O importante é aparecer para dar um oi que seja", brinca Pover, que agora quer aplicar seus conhecimentos em design para valorizar os produtos da loja.
Naquele sábado, o garoto dividia expediente com John Batho, 34 anos, o gerente da "Cozinha do Povo", que ocupa uma pequena área no canto do supermercado. Ele é um dos que aparecem com frequência para ajudar. Ex-jornalista de negócios, estressado e infeliz, optou pelo seu maior prazer: o de cozinhar.
Batho [foto ao lado] não precisou de experiência em restaurante para trabalhar na loja. Bastou querer aprender. Ele recebeu treinamento do chef midiático Arthur Potts-Dawson, um dos idealizadores do projeto - e, por que não citar?, sobrinho de Mick Jagger.
A batalha do ex-jornalista é contra o desperdício, uma das bandeiras do The People's Supermarket. "Reaproveitamos frutas e legumes que poderiam ser jogados fora. Fazemos tortas, bolos e pratos de salada", ressalta, após uma fornada de “mince pies”, as tradicionais tortinhas inglesas de Natal.
Aliás, ao contrário das redes varejistas, o mercado abre no dia 25 de dezembro porque alguns voluntários querem. "Tudo fecha em Londres no Natal. Mas nós estaremos abertos. Achamos que as pessoas têm direito de comprar uma cerveja ou um doce no dia. Podem vir beber com a gente", avisa Jacob Pover.
O futuro é fracionar
Na geladeira da loja, as cervejas são locais, produzidas por microcervejarias no leste de Londres. Foi decisão de assembleia: queremos cervejas locais. Mas The People's Supermarket não vende cigarros. Foi também decisão de assembleia: não venderemos cigarros porque, do outro lado da rua, tem um hospital. Os médicos louvaram a decisão.
Enquanto a assembleia de voluntários dá as cartas nas prateleiras, a CEO Kate Bull espera implantar no futuro o fracionamento de produtos, partindo cada vez mais para a venda a granel. "Em vez de um saco de açúcar, vamos vender uma xícara. Não queremos que você compre demais, como as cadeias fazem, com promoções de 3 pelo preço de 1. Queremos que você compre o suficiente", conta, mirando uma possível expansão da loja.
Por enquanto, The People's Supermarket continua no mesmo endereço, entre lojas de grife: Lamb's Conduit Street, Holborn, centro de Londres. Se a ideia do fracionamento colar como diferencial das grandes redes, Kate prevê bastante trabalho pela frente. "Leva tempo, mas temos de ser fortes e ambiciosos", define.
Roberto Almeida/Opera Mundi
'Supermercado do Povo' vende as tradicionais mincie pies, doce preferido dos inglêses no Natal, feitos na People's Kitchen
*****
Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/18729/supermercado+do+povo+cresce+e+desafia+crise+no+reino+unido.shtml

GLOBO INVENTA REPRESSÃO E CENSURA

13.01.2012
Do BLOG DO BENVINDO, 16.08.2011
Por  BEMVINDO SEQUEIRA 

Há semanas o jornal “O Globo” através da sua coluna de TV, noticia que a Rede Record de Televisão censura e repreende atores que postam mensagens e posts  no tuiter ou em sites.
Hoje, dia 16/08 chega ao cúmulo de sugerir que os telefones dos funcionários estariam grampeados.

Pra quem , como eu, conhece o PIG desde antes do Golpe que ele promoveu contra a Sociedade Brasileira, levando a 20 anos de censura, repressão, mortes e torturas, tendo como  um dos deflagradores do estupro constitucional este citado jornal, que hoje, 47 anos após continua  em sua marcha diária golpista -  como já por diversas vezes alertou Lula -  as afirmativas da Coluna de TV refletem algumas coisas, entre elas:

1 – Que registra os golpes que vem sofrendo na audiência com o trabalho da Record;

2 – Que não perdeu o caráter  falacioso , sobretudo após a tal “Carta de Princípios” elaborada devido á força dos tuitters e sites da web que teimam em contestar suas tendenciosas informações;

3 – Que  a briga é muito mais feia do que possam supor doidivanas polianas: trata-se da quebra de um monopólio de informação e domínio da mídia exercida há décadas sobre nossa nação.

Sou bloqueiro, tuiteiro, fiel à minha ideologia de esquerda  e trabalho na Rede Record. Não sou e nunca serei chapa branca. Sempre estarei na oposição dado meu caráter inquieto e justiceiro, e baseado nisto devo tornar público  que jamais sofri qualquer censura, ingerência, ou sequer “sugestão” sobre o que posto ou deixo de postar, desde  brincadeiras triviais,  como a “meia hora de rabo” – que sugiro a jornalistas pressurosos na arte da  maledicência -   até artigos mais sérios e profundos que analisam do nosso mercado de trabalho a  até mesmo a política brasileira.

Tenho sim um compromisso justo e ético com a empresa onde trabalho, que pretendo manter até que ela não viole minha consciência social e política, fato  que reafirmo: até hoje não ocorreu.

No mais, sou um cidadão brasileiro em pleno gozo de seus direitos civis, e garanto que na história deste país não foi a Rede Record quem nos levou por década s às perdas das liberdades e direitos, não foi a Record que arrastou patriotas a serem exilados, torturados e assassinados.

Repudio qualquer forma de censura e repressão na liberdade de expressão, como continuo repudiando todas as armadilhas e falácias elaboradas pela mídia tradicionalmente golpista e antipopular.

O povo não é bobo...
****

Navio encalhado se parte em dois na Nova Zelândia e gera temor ambiental

13.01.2012
Do site da BBC BRASIL, 07.01.12


Uma forte tempestade partiu em dois um navio cargueiro que estava encalhado em um coral na Nova Zelândia desde outubro, reforçando os temores de um derramamento de óleo.
Quando o navio, Rena, encalhou no coral de Astrolabe no dia 5 de outubro com 1.733 mil toneladas de óleo, 350 toneladas vazaram.


Quase 20 mil pássaros foram mortos, no que se considerou o maior desastre ambiental da Nova Zelândia. O capitão e outros oficiais que comandavam o navio foram indiciados pelo acidente.
Entretanto, as autoridades ambientais neozelandesas sustentam que desta vez o dano ambiental será menor. O navio ainda contém 400 toneladas de combustível.
Ross Henderson, porta-voz da entidade que regula a atividade na Nova Zelândia, disse neste domingo à BBC que as equipes de emergência estão preparadas para lidar com qualquer derramamento de óleo e os riscos como resultado do incidente.
De acordo com a Maritime New Zealand, as comunidades na costa da Baía de Plenty devem esperar destroços de contêineres e vestígios de óleo ao longo desta noite e na segunda-feira.
Em uma entrevista coletiva em Tauranga, cidade portuária a cerca de 12km de onde o desastre ocorreu, o ministro do Meio Ambiente da Nova Zelândia, Nick Smith, estimou que a quantidade de óleo que pode chegar à costa neste último incidente deve ser bem menor que no primeiro.
"O risco para o meio-ambiente é um fragmento do que foi o outro, com no máximo dezenas de toneladas de óleo, em vez de centenas de toneladas que potencialmente poderiam ser derramadas", disse o ministro.

Ondas gigantescas

O navio, de bandeira grega, se partiu na noite do sábado depois de ser atingido por ondas de até 7 metros. Toneladas de leite em pó que estavam em um contêiner foram lançadas ao mar, colorindo a água ao redor da embarcação.
Ross Henderson afirmou que a parte frontal do navio permanece encalhada firmemente no coral, mas que a parte traseira se partiu completamente e está a uma distância de 20 ou 30 metros da outra.
A companhia encarregada de recuperar a carga, Braemer Howells, estima que entre 200 e 300 contêiners dos 830 originais foram perdidos depois que o navio se partiu, e que a maior parte deve simplesmente afundar.
Os 40 a 60 restantes serão recolhidos quando as condições meteorológicas na área melhorarem, afirmou a companhia.
O comandante das operações de emergência, Alex van Wijngaarden, disse que nenhuma praia em Tauranga foi bloqueada, mas aconselhou os banhistas a ficar fora da água, devido a possíveis destroços e às condições do mar.
"Reiteramos nossa mensagem de que as pessoas exerçam seu bom senso e não nadem nem surfem nas áreas onde é mais provável que haja contêineres e destroços", afirmou

****

Coaf aponta operações atípicas de R$ 855 mi de juízes e servidores

13.01.2012
Do site da Folha.com, 12.01.12
Por FELIPE SELIGMAN RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA


Um relatório do Coaf (órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda) revela que 3.426 magistrados e servidores do Judiciário fizeram movimentações consideradas "atípicas" no valor de R$ 855 milhões entre 2000 e 2010.

O documento ressaltou algumas situações consideradas suspeitas, como o fato de três pessoas, duas delas vinculadas ao Tribunal da Justiça Militar de São Paulo e uma do Tribunal de Justiça da Bahia, terem movimentado R$ 116,5 milhões em um único ano, 2008.


Segundo o relatório, 81,7% das comunicações consideradas atípicas estão concentradas no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro), Tribunal de Justiça da Bahia e o Tribunal de Justiça Militar de São Paulo.

Sem apontar nomes ou separar entre servidores e juízes, os dados também mostram que ocorreram depósitos, em espécie, no total de R$ 77,1 milhões realizados nas contas dessas pessoas.

O documento de 13 páginas, ao qual a Folha teve acesso, foi encaminhado na tarde desta quinta-feira ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Eliana Calmon. Ela disse ao STF não ter havido quebra de sigilo para se chegar às informações.

"Atipicidade" nas movimentações não significa crime ou irregularidade, mas apenas que aquela operação financeira fugiu aos padrões da norma bancária e do sistema nacional de prevenção à lavagem de dinheiro.

O Coaf apurou uma relação de 216 mil servidores do Poder Judiciário. Deste universo, 5.160 pessoas figuraram em 18.437 comunicações de operações financeiras encaminhadas ao Coaf por diversos setores econômicos, como bancos e cartórios de registro de imóveis.

As comunicações representaram R$ 9,48 bilhões, entre 2000 e novembro de 2010. O Coaf considerou que a maioria deste valor tem explicação plausível, como empréstimos efetuados ou pagos.

Dos R$ 855 milhões considerados "atípicos" pelo Coaf, o ápice ocorreu em 2002, quando "uma pessoa relacionada ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região", no Rio de Janeiro, movimentou R$ 282,9 milhões.

Em 2010, R$ 34,2 milhões integraram operações consideradas suspeitas.
******
Fonte:

AGÊNCIA BRASIL: Políticos cassados terão que pagar eleições extras para escolha de substitutos


13.01.2012
Da Agência Brasil, 12.01.12
Por Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil
Justiça

Brasília – Um acordo assinado hoje (12) entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Advocacia-Geral da União (AGU) deverá resultar em dupla punição a políticos que fazem mau uso do dinheiro público. Além de serem cassados dos cargos, agora, eles terão que pagar pela eleição extra convocada para escolher substitutos.

A ideia do convênio é facilitar a recuperação judicial de recursos usados pelo Erário com as eleições suplementares. De acordo com levantamento feito pelo TSE, a União já gastou cerca de R$ 6 milhões com eleições suplementares, sendo que quase metade desse valor foi gasto em 2010 e 2011. Desde dezembro de 2008, foram realizadas 176 novas eleições, sendo que mais quatro estão agendadas para os meses de janeiro, fevereiro e março de 2012.

“Este convênio possui um significado maior, justamente o significado pedagógico: uma mensagem que nós mandamos àqueles candidatos que não queiram agir corretamente, dando causa às anulações das eleições: que tomem mais cuidado", explicou o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski. Ele também acredita que a medida servirá para que os partidos escolham melhor os seus representantes.

Com o acordo, o TSE enviará à AGU as informações sobre eleições suplementares convocadas devido à cassação de políticos eleitos, por práticas de abuso de poder econômico, político ou compra de votos. A AGU, então, entrará com ações cobrando dos políticos os custos das eleições. O convênio vale por cinco anos.

Edição: Lana Cristina
****

Arquidiocese de Goiânia afasta padre que usava a Bíblia nas missas

13.01.2012
Do portal NOTÍCIAS GOSPEL, 08.01.12

O padre Luiz Augusto, que reunia milhares de pessoas, foi afastado sem explicação oficial


Arquidiocese de Goiânia afasta padre que usava a Bíblia nas missas
Em um país que já se acostumou a ver padres como Marcelo Rossi e Fábio de Melo atraírem multidões é de se estranhar que o sacerdote Luiz Augusto Ferreira da Silva, 51, da paróquia Sagrada Família em Goiânia seja punido por ser popular.
Chamado de “evangelizador das multidões”, em sua igreja recolhia mensalmente cerca de R$ 450 mil em dízimo (a maior arrecadação de Goiás). Além das missas concorridas, o padre liderava projetos sociais que faziam distribuição de cestas básicas, acolhi moradores de rua e ajudava dependentes químicos com parte da arrecadação. Padre Luiz levava alimentos, brinquedos e celebrava missas para as pessoas que moram em meio ao lixo depositado diariamente no aterro sanitário de Aparecida de Goiânia.
Depois de 15 anos na Sagrada Família, Luiz Augusto, teve de restringido o seu contato com os fiéis por imposição da Arquidiocese de Goiânia. Transferido de paróquia duas vezes por ordem de dom Washington Cruz, arcebispo de Goiânia, está agora proibido de celebrar missas para o público e de participar de programas de rádio e de TV.
Segundo a reportagem da revista ISATOÉ desta semana, não há um motivo claro para essa decisão.  “Trata-se de um caso de nítida perseguição a esse sacerdote, um líder nato que arrebanha multidões, mas causa inveja e ciúme”, disse à revista a odontopediatra Soraya Sebba Chater.
Ela conta que foi criada uma comunidade virtual de apoio ao padre e uma passeata em favor do padre com seis mil fiéis, além de um abaixo-assinado apoiado por cinco mil pessoas pedindo a permanência do pároco na Sagrada Família.
Entre os insatisfeitos está  Maria Dulce Loyola Teixeira, 60, que relata a indignação dos fiéis em um blog. Ela disse: “O público se manifesta, canta, há uma grande euforia nas pregações do padre Luiz Augusto. E os superiores dele veem nisso um excesso”.
Ainda segundo a  revista, um dos motivos para a censura é a liturgia empregada pelo sacerdote, pois ele usa a Bíblia e não os tradicionais folhetos em suas cerimônias. No site A Redação,a leitora Jessika Vitória, que afirma conhecer o padre e seu trabalho, deixou o seguinte comentário “Só porque ele não usava folheto na missa e fazia uso da Bíblia era perseguido”.
Um sacerdote funcionário do Tribunal Eclesiástico de São Paulo, declarou: “Eu acredito que o afastamento dele deve ter partido de uma regra disciplinar do próprio bispo local.”
Segundo a arquidiocese, Luiz Augusto  está passando por um processo de “correção da postura pastoral”, que incluem aconselhamentos com o bispo auxiliar de Goiânia, dom Waldemar Passini Dalbello.
Em sua defesa, o padre afirma apenas que “Sinceramente, não vejo motivo para eu seguir afastado… Passei pela Canção Nova (comunidade), onde padres celebram normalmente. Vejo o mesmo na Shalom. Eu não escolheria vir para cá, quando fui transferido da Sagrada Família, se soubesse que aqui eu não poderia celebrar… Se a arquidiocese tem a intenção de me corrigir, me ajudar, tudo bem. Mas seria falso se dissesse que estou contente”.
Com informações A Redação e Isto É

*****

BRASIL DE FATO: A CPI da Privataria

12.01.2012
Do site da Revista Brasil de Fato, 05.01.12
Por Editorial da edição 461

Será uma ótima oportunidade para vermos se a Casa do Povo ouve ou não os anseios do povo

No dia 21 de dezembro, o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB/SP) protocolou o pedido de abertura da CPI da Privataria. Logo depois, a Secretaria Geral da Mesa Diretora da Câmera conferiu as assinaturas dos parlamentares que faziam o pedido e atestou a validade de 185 delas, 14 além da quantia mínima necessária para validar o requerimento. O próximo passo será a análise jurídica do conteúdo do requerimento que poderá justificar a instalação da Comissão ou recomendar seu arquivamento.    

Cumpridas as exigências regimentais, caberá ao presidente da Câmera dos Deputados, Marco Maia (PT/RS) determinar a criação da CPI. Aprovada, será uma réstia de esperança do povo brasileiro que, até que enfim, fará um acerto de contas com a maior roubalheira do patrimônio público desse país, feita no primeiro governo FHC (1995-1998), patrocinada pelas políticas neoliberais e pelo Programa Nacional de Desestatização (PND).    

Mas o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que motivou o pedido da CPI, já deu ao país contribuições inestimáveis para o aperfeiçoamento da democracia e das instituições públicas. Seu extraordinário sucesso de vendas e sua repercussão nas mídias independentes são um aviso do povo ao Parlamento. Será uma ótima oportunidade para vermos se a Casa do Povo ouve ou não os anseios do povo.    

O poder de comunicação das redes sociais da internet, agora consolidado, e a obra de Ribeiro Jr. nocautearam o poderio da mídia burguesa. A luta pela democratização da comunicação ainda será longa e dura. Mas, o A Privataria mostrou que é possível impor-lhe derrotas e minar seus alicerces. Na última década, essa mídia se fez aparecer como defensora intransigente da moralidade pública e da liberdade de expressão. Bastou um apaniguado seu aparecer no centro da roubalheira pública para a máscara, mais uma vez, cair. A liberdade de expressão, para a mídia burguesa, não é outra coisa do que a liberdade de mentir, manipular ou silenciar sobre a realidade, em defesa dos seus interesses particulares ou dos seus protegidos.   

A defesa do patrimônio público é válida apenas quando não são eles os larápios e o butim não aterrissa em seus cofres ou em seus endereços nos paraísos fiscais. A necessidade de uma nova lei que promova a democratização da comunicação se evidencia cada vez mais e torna inadiável uma ação do governo nessa direção. Há que se reconhecer que o ex-governador José Serra tem um papel importante nessa batalha: ao exigir cada vez mais atitudes sevandijas da mídia aos seus interesses particulares, evidencia a necessidade de uma lei de mídias, apropriada aos tempos atuais e aos interesses do povo e do país.     

A leitura das páginas que documentam a roubalheira certamente provocará, também, a necessidade de um re-olhar sobre a organização e atuação dos partidos políticos. Não é algo que se impõe apenas aos tucanos. E sim, a todos. É impensável que uma organização partidária fique docilmente refém - se não é conivente - de uma pessoa que não mede esforços para impor seus interesses particulares e, inclusive, age para promover seu enriquecimento particular, dos seus familiares e amigos, com práticas que poderão conduzi-lo a sentar no banco dos réus. Ao menos quatro parlamentares do PSDB, ao assinar o pedido da CPI, deram demonstração de se insurgir contra a condição do partido permanecer refém dessa prática.   

Mérito ainda do livro que trouxe para a agenda política do país a discussão sobre as privatizações – agora a privataria – ocorridas no governo de FHC. A roubalheira documentada pelo jornalista e o roteiro percorrido pela riqueza açambarcada, é apenas um dos aspectos do crime de lesa-pátria cometido por aquele governo. Sobre os fatos documentados que aparecem no livro, cabe à Justiça, especialmente o Ministério Público Federal (MPF), dar continuidade as investigações para que prevaleça a verdade e, inclusive, os acusados tenham assegurado o direito de defesa.    

Mas, paralelo aos trabalhos da CPI e do MPF, deve-se promover um “reexame profundo do processo de privatizações e suas razões”, como enfatizou, em artigo, o jornalista Mauro Santayana.    

Para esse reexame nada melhor que ter como ponto de partida (correndo o risco de tornar-se repetitivo como ponto de chegada) a grave denuncia que o jornalista Aloysio Biondi fez em 1999: Com o jogo perverso de estimular a busca de pretensas vantagens individuais, o governo FHC destruiu a busca de objetivos coletivos. Destruiu o Projeto Nacional. A serviço de outros países, o governo escancarou o mercado às importações e às transnacionais. Destruíram a indústria e a agricultura. Em cinco ou seis anos, clones malditos dos intelectuais de ontem destruíram o que havia sido construído ao longo de décadas. Destruíram mais. Seu crime mais hediondo foi destruir a Alma Nacional, o sonho coletivo.     

Méritos para o livro e a mídia independente, que estão nos dando a oportunidade de fazermos esse acerto de contas e de abrir um novo período histórico. Atentas, as forças progressistas desse país não deixarão que o MPF e o Congresso Nacional frustrem essa expectativa.
****