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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

BLOG DO MIRO: Como funciona a mídia

10.01.2012
Do blog de Altamiro Borges, 05.01.12
Por Georges Bourdoukan, em seu blog:



Um homem passeava tranquilamente no Central Park em Nova York quando, de repente, vê um cachorro raivoso prestes a atacar menina indefesa de sete anos de idade. Os curiosos olham, de longe, mas, atemorizados, nada fazem para defender a criança.

O homem não pensou duas vezes e lançou-se sobre o pescoço do cachorro , tomando-lhe a garganta e após muita luta, matou o raivoso animal e salvou a vida da menina.

Um policial que acompanhou tudo, maravilhado, aproximou-se e disse:

– O Senhor é um herói. Amanhã todos poderão ler na primeira página dos jornais a seguinte manchete:

“Um valente nova-iorquino salva a vida de uma menina”.

O homem respondeu:

– Obrigado pelo elogio, mas eu não sou de Nova York.

– Bom, disse o policial, então a manchete será:

“Um valente americano salva a vida de uma menina”.

– Mas é que eu tampouco sou americano, insiste o homem.

– Bom, isso é o de menos. E de onde o senhor é então?

-Sou palestino, respondeu o valente homem.

No dia seguinte, os jornais publicam a notícia com a seguinte manchete:

“Terrorista árabe massacra de maneira impiedosa um cachorro americano de raça diante de uma menina de sete anos que chorava aterrorizada”.

Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2012/01/como-funciona-midia.html

Honduras vai usar o evangelismo para combater a corrupção policial

10.01.2012
Do portal NOTÍCIAS GOSPEL, 06.01.12

Presidente do país acredita que só a experiência com Deus pode fazer as pessoas serem honestas


Honduras vai usar o evangelismo para combater a corrupção policial
Em um esforço para limpar força policial de seu país, desacreditada depois de numerosas denúncias de corrupção, o presidente de Honduras decidiu procurar ajuda. Ele apelou para um poder superior e consegui a ajuda de um bispo católico que irá evangelizar os policiais.
O presidente Porfirio Lobo Sosa deu a Rómulo Emiliani, bispo auxiliar de San Pedro Sula, a tarefa de incutir valores cristãos em uma instituição que tem perdido o respeito da população devido aos escândalos.
Em novembro do ano passado, 176 policiais foram presos em uma operação que provou seu envolvimento com assassinatos, sequestros e tráfico de drogas.
Pouco tempo depois, quatro policiais acusados ​​de assassinar dois estudantes foram inocentados e isso causou indignação nacional. No início de dezembro, membros das igrejas evangélicas hondurenhas protestaram em frente à sede da polícia nacional, decretando um dia de oração para mudar a atitude e ações dos policiais que não estavam cumprindo o seu dever.
O jornal La Tribuna também disse que, juntamente com o esforço de evangelismo, o governo está trabalhando para que mudanças na legislação e outras medidas possam erradicar a corrupção da polícia de Honduras.
“Estou confiante que com a intervenção de Rómulo Emiliani, haverá uma mudança na instituição policial”, disse o presidente em dezembro. “Nós temos grande esperança neste trabalho”.
O bispo Emiliani, nascido no Panamá, mas que vive há muitos anos em Honduras, é conhecido por sua paixão por evangelismo. Os detalhes de como o bispo irá realizar a sua missão entre os policiais não foram anunciados.
Traduzido e adaptado de ENI

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A "SOLUÇÃO FINAL" PARA A CRACOLÂNCIA E OUTROS FACTÓIDES

10.01.2012
Do blog NÁUFRAGO DA UTOPIA, 06.01.12
Por Celso Lungaretti

Cada vez mais fascistóide, o Governo Geraldo Alckmin lança, de afogadilho, uma retumbante operação policial para dispersar viciados em crack por toda a cidade de São Paulo, apenas mudando de lugar um problema social.

As otoridades batem cabeça: enquanto o comandante geral da PM promete extinguir o tráfico de drogas na  cracolândia  em 30 dias, o comandante do policiamento na região central reconhece o óbvio ululante: "É utopia dizer que vai acabar".

A mesma coisa fez o hediondo delegado Sérgio Fleury, quando ainda atuava no radiopatrulhamento, lá por 1966: com a truculência que lhe era inerente, barbarizou aboca do lixo --que, por sinal, localizava-se em área de abrangência da atual  cracolância.

Eu já vi esse filme antes;
 o astro era o Fleury.
As prostitutas apenas passaram a atuar em outros sítios e a darem menos  bandeira  por uns tempos, até tudo voltar ao normal.

Este filme está em vias de ser reprisado. Já foi medíocre da primeira vez.

Governo que não tem realizações mais expressivas para mostrar nem recursos em caixa para lançar obras majestosas, apela para factóides. Isto é tão velho quanto andar para a frente.

Quando presidente da República, Jânio Quadros proibiu o monoquíni (um tipo de maiô que deixava os seios das mulheres descobertos) e a rinha de galo.

Décadas depois, na prefeitura de São Paulo, desfez uma obra antiga que escondera belos arcos e os restaurou.

Após as férias forçadas em
Cochabamba, a prefeitura
São besteirinhas que custam pouco e rendem muito em divulgação.
O COMBATE À CORRUPÇÃO É 
INÓCUO SOB O CAPITALISMO

Outro mote permanente é o combate à corrupção, igualmente velho como andar para a frente. Há mais de meio século, p. ex., o  rouba-mas-faz  Adhemar de Barros teve de escafeder-se para a Bolívia, caso contrário seria preso. Não se passaram dois anos e ele já se elegia prefeito paulistano.

Desde os tempos da agourenta UDN uns políticos corruptos açulam o povo contra outros, com máxima cobertura da imprensa, pois as pequenas besteirinhas rendem grande audiência: os humilhados e ofendidos sentem-se vingados ao ver figurões na berlinda --e depois ainda podem extravasar seus rancores, indignando-se por eles não terem sido verdadeiramente punidos.

Tais catarses apenas mantêm os explorados longe, muito longe, da solução dos seus males. À esquerda competiria, pelo contrário, conscientizá-los de que a corrupção é intrínseca ao capitalismo, um sistema que prioriza a ganância, a busca da diferenciação, o privilégio e o êxito individual em detrimento do bem comum e da cooperação entre os homens.

Desde o "corvo" Lacerda, combate à
corrupção é bom mote para o golpismo
Enquanto existir o capitalismo, haverá quem utilize expedientes teoricamente ilícitos para levar vantagem sobre os outros. Ambiciosos amorais que têm coragem, buscam atingir tal objetivo pelo banditismo. Ambiciosos amorais sem coragem apelam para a  política oficial.

O verdadeiro antídoto se encontra alhures.

Ou seja, na política revolucionária, com a qual poderemos dar um fim ao capitalismo, que esgotou seu papel positivo há muito e tende a tornar-se cada vez mais nocivo e destrutivo, constituindo-se na maior ameaça atual à sobrevivência da espécie humana.

O resto é desconversa de quem prefere jogar para a galera a fim de conquistar nacos de poder sob o capitalismo.



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Fonte:http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2012/01/solucao-final-para-cracolancia-e-outros.html

Comissão Processante vai apurar caso de menino negro expulso de restaurante em São Paulo

10.01.2012
Da Agência Brasil, 06.01.12
Por Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do estado de São Paulo está apurando o caso do menino negro, de 6 anos, que foi colocado para fora de uma pizzaria, na zona sul da capital paulista, no último dia 30.
O garoto etíope foi retirado à força por um funcionário, enquanto os pais adotivos estavam se servindo no buffet por quilo. O casal espanhol encontrou o filho na calçada e registrou um boletim de ocorrência por discriminação racial na Delegacia do bairro de Vila Mariana.
Segundo a secretaria, uma comissão processante vai apurar o caso ouvindo todas as partes envolvidas. Ninguém foi ouvido ainda e não há um prazo definido para a conclusão do trabalho. A comissão é formada por três procuradores do estado.
Se o restaurante for considerado culpado, terá que pagar uma multa baseada na Lei Estadual 14.187/2010, que pune atos discriminatórios no estado de São Paulo.
De acordo com o coordenador de Políticas para População Negra e Indígena da Secretaria da Justiça, Antonio Carlos Arruda, a multa pode chegar a 3 mil Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp), o que corresponde a R$ 55.320.
Edição: Lana Cristina

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EXPULSO PELA DITADURA MILITAR: Miracapillo chega na paz, prega perdão e quer ficar no Brasil

10.01.2012
Do BLOG DE POLÍTICA, 05.01.12
Por Josué Nogueira


vito
O padre Vito Miracapillo, em Pernambuco desde terça-feira, concedeu entrevista nesta quarta. Leia matéria de Claudia Eloi, publicada no Diario.

Exílio “foi o mesmo que sentir a morte”
Com a voz calma, demonstrando serenidade e paz de espírito, o padre italiano Vito Miracapillo, expulso do Brasil pelo regime militar, revelou ontem, no Recife, que seu desejo sempre foi de retornar ao país para continuar o trabalho interrompido há 31 anos em favor dos menos favorecidos.
Ele conta que no instante em que o avião decolava rumo à Itália, o primeiro pensamento que lhe veio à mente foi o de quando poderia voltar ao Brasil.
“Foi mesmo como sentir a morte. Aquilo para mim foi um grande sofrimento. Não apenas para mim, mas para o povo. Eles colocaram em suas casas e na igreja sinal de luto”, lembrou.
O religioso foi expulso durante os anos de chumbo, após decreto do então presidente João Baptista Figueiredo.
Pesava contra ele a acusação de ter se recusado a celebrar uma missa em homenagem ao Dia da Independência, na cidade de Ribeirão, na Mata Sul do estado, por não considerar o Brasil um país livre.
O movimento de expulsão foi encabeçado pelo na época deputado estadual e atual prefeito de João Alfredo, Severino Cavalcanti.
Questionado ontem sobre como analisava o fato do mesmo Severino Cavalcanti fazer parte da aliança do governador Eduardo Campos (PSB), um governo socialista, Vito Miracapillo, evitou polemizar.
“O problema não é meu. É dele, é do governo. Não sei o que passa nessas coisas”, enfatizou. O religioso foi recebido pelo governador no final da tarde, a quem presenteou com uma imagem de Nossa Senhora de Medjugorge.
Vito Miracapillo disse que de sua parte não tinha nenhum problema em reencontrar Severino Cavalcanti e que não guarda mágoa de ninguém que contribuiu para a sua expulsão. “Eu o perdoei desde aquele dia quando Pedro Eurico (seu advogado) e eu saímos do interrogatório da Polícia Federal, no Recife. Não guardo mágoa de ninguém. Acho que o problema não era de relacionamento pessoal, mas uma questão de regime”, ponderou.
Questionado se participaria de alguma atividade política, o religioso foi enfático ao dizer que nunca pertenceu a partido ou sindicado e que seu trabalho era voltado para a pastoral. “O que me preocupava era a vida do povo e aquilo que precisava transformar para as pessoas terem uma vida digna. O pecado foi aquilo”, destacou.
Veja os tópicos:
Eu perdoei desde aquele dia (da expulsão)”  
Perdão 
Eu perdoei (quem trabalhou pela minha expulsão) desde aquele dia, quando Pedro Eurico (ex-deputado) e eu saímos do interrogatório da Polícia Federal no Recife. Disse para o capitão que me interrogou que não tinha nada contra ele. Não guardo mágoa de ninguém. Acho que o problema não era de relacionamento pessoal, mas uma questão de regime.

Severino Cavalcanti
Não tenho problema (em conversar). Nesse período eu soube que ele continuava falando contra mim. Me chamando de subversivo, mas a gente nunca se encontrou. Para mim, não havia nenhum problema em encontrá-lo e apertar sua mão. Sou padre e sou pessoa humana. É claro que a fragilidade muitas vezes é de se entender. Mas não guardo raiva, rancor ou ódio de ninguém.

Candidatura 
Quando fui expulso disseram que eu estava preparando uma greve de camponeses. Eu nunca pertenci a partido, a sindicato ou qualquer outra coisa pública. O que me preocupava era a vida do povo e aquilo que precisava transformar também para que todo mundo pudesse gozar de uma vida digna. Agora, o pecado foi aquilo. Mesmo voltando não vou entrar em política. Agora acho que todo o cidadão faz política. É claro que a ação pastoral pode ser ao mesmo tempo ação política se ela torna-se transformadora da realidade. Não precisa ser político de profissão para fazer política. Muitas vezes, é claro, isso pode desagradar governo ou quem tem o poder na mão, mas o problema é ver o que precisa naquela organização para melhorar a vida do povo.

Perda 
Estava pensando quando o avião estava aterrissando (de volta ao Recife) que na hora da saída, quando fui expulso, no momento em que o avião se levantava (para a Itália) estava pensando quando poderia voltar. Aquilo foi um grande sofrimento não apenas para mim, mas para o povo todo. Eles colocaram o sinal de luto, na igreja e nas casas. Foi mesmo como sentir a morte. Mas depois com as visitas que tive de centenas de brasileiros, mesmo os que não me conheciam diretamente e foram para minha casa. Eu sentia que continuava essa comunhão com o país e com o povo brasileiro.
Ação na Justiça 
Temos que ver. Não conheço a situação jurídica agora. Além do sofrimento do afastamento do país, não tive problemas maiores de depressão, medo ou pânico. Continuei meu trabalho lá na diocese da Itália. Logo que cheguei, o bispo (italiano) me disse: lhe expulsaram no Brasil, vou mandá-lo para Montevidéu. De que Montevidéu se trata? Perguntei. Era um bairro que tinha surgido na Itália, na periferia, sem qualquer estrutura ou serviço. Comecei lá meu trabalho pastoral, sentado no chão, vivendo a vida com o povo. Fizemos lá um bom trabalho.


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Bicicletários públicos. Que tal?

10.01.2012
Do BLOG MOBILIDADE URBANA
Publicado por Tânia Passos



Uma boa novidade já está presente nas ruas de Nova Iorque, são bicicletários públicos instalados nas esquinas. Uma idéia simples com benefícios secundários que favorecem a segurança viária em geral.

As doze ou quinze bicicletas paradas além de facilitarem a vida dos ciclistas, aumentam e muito a visibilidade nos cruzamentos, contribuindo para que todos os condutores possam interagir melhor. Além disso, por ser na rua, o bicicletário garante a total segurança e conforto dos pedestres que ficam livres das bicicletas estacionadas de maneira improvisada em postes e no mobiliário urbano.

Repensar a mobilidade e o uso do espaço público passa por pequenos e grandes detalhes. Um bicicletário em uma esquina é um excelente projeto piloto para repensar as cidades, quando estacionar bicicletas nas ruas torna-se política pública é o sinal definitivo de que a cidade está mudando em favor dos cidadãos.

No Rio de Janeiro esse tipo de experiência já começou e deveria ser copiada para outras cidades.Uma ideia simples que poderia ser trazida para o Recife. Sem necessidade de projetos ” mirabolantes” de soluções para o tráfego.

Com adaptações do Blog Transporte Ativo

BLOG MOBILIDADE URBANA: ambulância trânsito


12.01.2012
Do BLOG MOBILIDADE URBANA, 08.01.12
Publicado por Tânia Passos


O motorista está preso no congestionamento. De repente, surge no retrovisor uma ambulância em busca de passagem com os sinais visuais e sonoros de emergência ligados. O que fazer? O correto, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, é pegar a faixa da direita e liberar a da esquerda para o socorro chegar o quanto antes em seu local de destino.


O condutor também pode ultrapassar o sinal vermelho para dar passagem ao veículo de emergência, caso tenha condições seguras de fazer a manobra. Segundo a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Social (Urbes) de Sorocaba, o motorista não será multado se for flagrado pelo agente de trânsito.

Em casos extremos, quem está na direção de um automóvel pode acessar a calçada ou o canteiro central. A manobra, de acordo com a Urbes, deve ser feita de forma momentânea e não pode causar risco ao pedestre.

A Urbes dá algumas dicas para encarar uma situação emergencial no trânsito e liberar o fluxo. A primeira é deixar livre a passagem das ambulâncias ou das viaturas policiais pela faixa da esquerda e seguir pela direita. 

Já o pedestre, ao ouvir o alarme sonoro, deve aguardar no passeio e só atravessar a via quando o veículo já tiver passado pelo local.

Saída pela direita

O uso de dispositivos de alarme sonoro e de iluminação vermelha intermitente só poderá ocorrer quando da efetiva prestação de serviço de urgência. A prioridade de passagem na via e no cruzamento deve ser feita com velocidade reduzida e com os devidos cuidados de segurança.

A atitude de quem está na faixa da esquerda e joga o veículo em direção à calçada ou ao canteiro não é a mais correta. Segundo o chefe de seção do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Claudinei Leite Camargo, 36 anos, esse tipo de manobra só prejudica a passagem das ambulâncias. “Os nossos veículos são grandes e geralmente nós somos obrigados a passar bem perto dos demais carros para seguir o caminho”, diz.

Além das ambulâncias, a prioridade no trânsito é dada aos veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento. A lista inclui os automóveis de polícia, fiscalização e de operação de trânsito. Esses carros também gozam de livre circulação, estacionamento e parada, quando em serviço de urgência e devidamente identificados por dispositivos regulamentares de alarme sonoro e iluminação vermelha intermitente.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, os condutores devem deixar livre a passagem pela faixa da esquerda. A medida precisa ser tomada quando os dispositivos visuais e sonoros estiverem acionados. 

explica que o motorista de Sorocaba tem melhorado a conduta no trânsito, mas é preciso aperfeiçoar o comportamento diante de uma situação de emergência. “A população precisa entender que cada segundo é importante na tentativa de socorrer o paciente ou a vítima em busca de atendimento”, comenta.

O motorista Reginaldo César Pacheco, 43, trabalha há quatro anos como condutor da ambulância do Samu. Segundo ele, é comum o tráfego não ser liberado na pista da esquerda em situações de emergência. “Tem gente que não sai da frente e daí sou obrigado a parar”, diz. “Não faço manobras extremas para tentar fugir do congestionamento porque posso colocar em risco a segurança da equipe e do paciente”, completa.

De acordo com Pacheco, a junção das avenidas Afonso Vergueiro e General Osório é um dos pontos mais complicados do trânsito de Sorocaba. “A passagem nesse local em situação de emergência precisa ser gradativa e com cautela para evitar uma batida com outros veículos”, diz. O condutor inclui na lista os cruzamentos da rua Padre Luiz e a região da praça Lions.

O mesmo discurso é compartilhado com o 1.º sargento do Corpo de Bombeiros de Sorocaba Lair Inocêncio Alves Júnior, 49, com quase três décadas dedicadas à profissão. Segundo ele, os motoristas sorocabanos têm dificuldade para liberar o acesso às viaturas de emergência. “Já ouvi várias vezes que a minha pressa no trânsito é porque estou indo jantar”, diz. “Mas é bom deixar claro que o carro do Corpo de Bombeiros só sai para atender alguma ocorrência e não vai ao supermercado fazer compras”, completa.

Lair Júnior ressalta ainda a existência da sinalização de solo nas vias públicas. Em frente ao Corpo de Bombeiros de Sorocaba, no Jardim Santa Rosália, há uma pintura quadriculada na cor amarela para evitar a parada dos automóveis. “Esse espaço é reservado caso haja uma saída de emergência ou seja necessário uma manobra dos nossos veículos, mas quase nunca essa sinalização é respeitada”, diz o 1.º sargento.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
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Eduardo Campos enquadra mídia


10.01.2012
Do blog CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário, 06.01.12

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, protagonizou nesta sexta-feira, uma série de ações junto à mídia para pôr fim à recente “crise ministerial” envolvendo um ministro de seu partido. Ele deu entrevista à Folha e ligou para Merval Pereira, conseguindo enquadrar, ao menos por um dia, o principal colunista político do Globo.

A entrada de Campos compensa a timidez e um certo egoísmo da presidência da república, que mais uma vez não pareceu se preocupar com a fritura de um ministro. No primeiro dia após a eclosão do “escândalo”, tanto a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, como a presidente, surgiram na mídia, qual vingadoras da opinião pública, com informações de que fariam “uma intervenção” no ministério. 

No dia seguinte, Gleisi negou, mas o estrago já estava feito, e a negativa não vinha acompanhada de uma ação política maior para defender o ministro. É compreensível que a intenção do Planalto seja preservar Dilma Rousseff, a abelha-rainha da base aliada. Ministros podem ser substituídos. A presidente, não. Ministros não disputarão eleição em 2014. A presidente, sim.

Entretanto, é preciso evitar injustiças, combater a manipulação da notícia e, sobretudo, apostar no esclarecimento da população. As duas obras de barragem em Pernambuco, que consumiram os tais 90% do programa do ministério, são resultado de uma orientação política que passou pela Casa Civil e pela Presidência da República. Dilma inclusive participou do evento inaugural de uma delas. Ou seja, elas tem o carimbo da decisão soberana e popular de um governo democrátic e irão amenizar o sofrimento de milhões de nordestinos que vivem em áreas de risco em Pernambuco e Alagoas, trazendo benefícios econômicos e humanos, com reflexos em todo país.

O número mais vistoso que a mídia usa para acusar Fernando Bezerra é o uso de 90% da verba de um dos programas do ministério de Integração Nacional. Cito um trecho de um dos editoriais do Estadão de hoje:

Dos R$ 28,4 milhões liberados em 2011 pelo Ministério da Integração Nacional para obras de prevenção de desastres naturais em todo o País, o Estado de Pernambuco, terra natal do titular da pasta, Fernando Bezerra Coelho (PSB), ficou com R$ 25,5 milhões (89,7%). É o que apurou a ONG Contas Abertas com base em dados do Tesouro Nacional.

A origem do problema reside no fato de que o orçamento deste programa é ínfimo. R$ 28 milhões para prever desastres naturais em todo país? Seria injusto, porém, acusar o governo federal de estar investindo pouco nos estados. Só duas favelas cariocas (Alemão e Rocinha) receberam quase R$ 1 bilhão do governo federal num par de anos, para realizar de obras de infra-estrutura. O Rio recebeu ainda, do mesmo ministério de Integração Nacional, e no mesmo ano, R$ 300 milhões para obras de reconstrução, por conta das tragédias na região serrana. Quer dizer, a Integração dá R$ 25 milhões para Pernambuco e R$ 300 milhões para o Rio, e o primeiro é que é o privilegiado?

É óbvio que, diante de um volume tão pequeno de recursos, seria contraproducente dispersá-los por todo o território nacional.

O ministério poderia, se quisesse evitar esse tipo de acusação, não investir em estado nenhum, e usar o programa para construir um novo sistema nacional de gerenciamento e prevenção de desastres naturais. Seria talvez a melhor forma de aplicar essas verbas, e mais condizente com os objetivos conceituais do ministério, de integrar o país e aproximar as unidades da federação.

Por outro lado, não há “sistema de gerenciamento” que substitua uma obra de barragem, e não creio que investir em obras de prevenção numa das regiões mais pobres do país seja mau uso do dinheiro público.

Eu lembro que, estudando a grande reforma urbana que Pereira Passos fez no Rio de Janeiro na primeira década do século XX, fiquei pasmo ao ler que ela havia consumido quase a metade do orçamento federal no ano de 1905. E isso ao mesmo tempo em que o Nordeste continuava a experimentar tragédias humanas que ceifavam milhões de vidas, por conta da falta de investimentos em… prevenção de tragédias. E agora, a mesma imprensa carioca, que jamais denunciou o privilégio gozado pelo Rio no direcionamento das verbas federais, vem acusar Pernambuco por causa de duas obras de barragem no valor de R$ 25 milhões, que aliás não fazem nem cócegas nos bilhões que o Planalto, ainda hoje, tem investido no mesmo Rio de Janeiro?

O próprio governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, tem dado apoio ao ministério de Integração Nacional, até porque não poderia, sem ser injusto, acusá-lo de não dar a devida atenção ao Rio.
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BLOG MOBILIDADE URBANA: INSS vai monitorar acidentes para processar motoristas infratores


10.01.2012
Do BLOG MOBILIDADE URBANA, 06.01.12
Publicado por Tânia Passos
Por meio dos dados do DPVAT, Previdência Social poderá achar responsáveis por criar novas pensões ou auxílios e pedir indenização
O INSS vai firmar até fevereiro um convênio com a Seguradora Líder, responsável pelo seguro obrigatório de automóveis (DPVAT), para ter acesso a informações sobre acidentes de trânsito em todo o País.

A meta é monitorar casos em que existam motoristas infratores e seja possível processar o responsável por mortes ou invalidez para, assim, ressarcir os cofres públicos que pagam pensões ou auxílios em consequência desses atos.

A iniciativa é um desdobramento da primeira ação regressiva do INSS contra um motorista, anunciada em novembro. O caso específico envolve um motorista do Distrito Federal que estava embriagado e dirigia perigosamente quando causou a morte de cinco pessoas. Ele é chamado a repor mais de R$ 90 mil à Previdência Social. Esse motorista, porém, ainda não foi notificado do processo.

Segundo Alessandro Stefanutto, procurador-chefe do INSS, a intenção da Previdência Social não é arrecadar mais com as ações. “Nosso interesse maior é didático. Quando a pessoa for beber e dirigir, ela vai pensar mais no que pode acarretar, como um processo com perda financeira que pode ter.”

Não haverá “caça às bruxas”

O governo estima um custo anual de R$ 8 bilhões ao INSS no pagamento de pensões e auxílios decorrentes de acidentes no trânsito. Mas a Procuradoria da Previdência destaca, porém, que nem todos os acidentes têm um “culpado” e que não haverá “caça às bruxas”, ou seja, só será processado o envolvido se houver indícios e denúncias relevantes de imprudência no trânsito – e, claro, se disso decorrer o pagamento de pensão ou auxílio pelo INSS.

Mesmo que o infrator não tenha recursos suficientes para compensar o INSS por suas ações, o governo pode causar constrangimento a essa pessoa, explica Stefanutto, como incluí-la nos cadastros de devedores. “Podemos até conseguir, na Justiça, receber diretamente da sua fonte de renda, para que seja lembrado todos os meses sobre o ocorrido e sobre o que causou.”

Stefanutto esclarece que o processo motivado pelo INSS não tem correlação direta com eventual ação civil ou penal que o envolvido no acidente responder. Ele destaca que um dependente de alguém que tenha falecido em acidente motivado por um infrator pode também acioná-lo na Justiça comum, em busca de indenização da mesma forma.

Procurada, a seguradora Líder respondeu ao iG que o escopo da parceria com o INSS está em definição e por isso prefere não se manifestar ainda.

Procuradorias Estaduais também serão acionadas

Além do acesso a informações do DPVAT, o INSS quer também estabelecer um contato mais próximo com os Ministérios Públicos Estaduais, para que ofereçam denúncias de imprudência no trânsito com vítimas.

Contatos já foram feitos pela Procuradoria do INSS com MPEs de Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. A meta é estabelecer convênios também com esses órgãos para ter acesso a informações e todos os MPs Estaduais devem ser procurados para isso.

Fonte: IG
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Expulsão de servidores federais bate recorde em 2011

10.01.2012
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, 06/01/12 
Por Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
Corrupção


O governo federal expulsou 564 servidores neste ano por irregularidades, a maioria relacionada à corrupção, segundo informou nesta sexta-feira a Controladoria Geral da União. O número é considerado recorde e equivale a 1,54 expulsões por dia. Os números começaram a ser contabilizados pelo governo em 2003, naquele ano foram expulsos 242 servidores.

Na comparação com 2010, houve um aumento de 8,25%, no número de punições. Os ministérios com o maior número de expulsões proporcionalmente ao número de funcionários são : Previdência Social, Meio Ambiente e Justiça.

"A intensificação das expulsões decorre da determinação do governo de combater a corrupção e a impunidade. Assim, a administração deixa de ficar apenas à espera da punição pela via judicial, que é demorada, e passa, ela própria, a administração, a aplicar as punições de sua alçada", explica o Secretário-Executivo da CGU, Luiz Navarro.

Desde 2003, 3.533 servidores federais sofreram punições expulsivas, sendo 3.013 demissões; 304 destituições de cargos comissionados; e 216 cassações de aposentadorias. O uso do cargo para obtenção de vantagens foi o motivo da maior parte das expulsões (1.887 casos), representando 31,7% do total. A improbidade administrativa vem logo a seguir, com 1.133 casos (19,0%). Outros 325 servidores (5,5%) foram expulsos por terem recebido propina.

Embora a grande maioria (56,2%) dos casos de expulsão esteja relacionada à prática de corrupção, há casos vinculados a outros problemas: 511 servidores (8,6%) foram expulsos por abandono do cargo e 288 (4,8%), por desídia (preguiça, desleixo). Outras 1.816 expulsões (30,5% dos casos) foram classificados como “outros motivos”. A soma ultrapassa o total de 3.533 expulsões registradas no período porque há casos em que a expulsão se baseia em mais de um motivo.

A CGU destacou um corregedor para supervisionar os processos em cada ministério e quando a situação envolve casos mais delicados ou complexos o processo é instaurado diretamente na controladoria.

Da Agência O Globo

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20120106181630

VI O MUNDO: O golpe do flagrante preparado contra manobristas

10.01.2012
Do blog de Luiz Carlos Azenha, 06.01.12

Flagrantes preparados do Jornal Hoje levantam sérias questões éticas
Na edição do dia 04/01/2012 o Jornal Hoje da Rede Globo exibiu uma “reportagem investigativa” onde sob o pretexto de revelar “os riscos que os motoristas enfrentam”, jornalistas armaram flagrantes preparados usando câmeras escondidas e exibiram as imagens dos manobristas que caíram nas armadilhas, sem ao menos proteger suas identidades, levantando sérias questões sobre a legitimidade e os limites éticos do jornalismo da maior emissora de televisão da América Latina.
A reportagem “Câmera do JH flagra manobristas vasculhando carros em São Paulo” apresentada por Evaristo Costa como “debate sobre os riscos que motoristas correm nas grandes cidades” e por Sandra Annenberg como “mostra do trabalho dos manobristas” são flagrantes preparados pelos jornalistas Walace Lara, William Santos, Robinson Cerântula, Carlos Rodrigues Junior, Juvenal Vieira e Patricia Marques, sob editoria de Teresa Garcia e Paulo Amaral. Devido aos métodos utilizados na reportagem, suponho que tenha sido aprovada pelos diretores de jornalismo da emissora Carlos Henrique Schroder e Ali Kamel.
Para preparar o flagrante os jornalistas colocaram deliberadamente no interior dos carros grandes valores em moedas e até doces como “tentação” (palavra usada na reportagem) para provocar e induzir os manobristas a um comportamento delituoso. Criaram um cenário artificial tentador que não corresponde à expectativa de um veículo comum que utiliza os serviços de estacionamento nas grande cidades, um cenário de causar tanto estranhamento que durante a reportagem os manobristas flagrados exclamam: “essa eu nunca vi não”; se espantam: “o carro aqui parece uma doceria”; e desconfiam: “tem câmera? têm ou não têm?”.
O documento com os Princípios Editoriais das Organizações Globo diz o seguinte sobre o uso de câmeras escondidas, na seção II, ítem 2/J:
“O uso de microcâmeras e gravadores escondidos, visando à publicação de reportagens, é legítimo se este for o único método capaz de registrar condutas ilícitas, criminosas ou contrárias ao interesse público. Deve ser feito com parcimônia, e em casos de gravidade.”
É flagrante que faltou “parcimônia” na escolha do método, visto que a informação sobre o risco de furto em estacionamentos poderia ter sido apresentada utilizando-se de outros métodos legítimos, porém, com certeza menos sensacionais. O delito flagrado pelas câmeras no cenário preparado pelos jornalistas – furtar moedas ou doces – não é um “caso de gravidade”, um juiz de direito aplicaria o princípio da insignificância em todos os casos retratados pela reportagem. Ademais, se o flagrante foi preparado não houve crime, houve um “delito putativo por obra de um agente provocador”. O flagrante preparado ou flagrante provocado – o estímulo de uma pessoa a outra para que esta pratique o ato típico de uma infração penal, com o intuito, porém, de surpreendê-la no momento da execução – é ilegal segundo a súmula no.145 do STF.
“não há crime quando o fato é preparado mediante provocação ou induzimento, direto ou por concurso, de autoridade, que o faz para fim de aprontar ou arranjar o flagrante (STF, RTJ, 98/136).”
O debate sobre câmeras escondidas, flagrantes preparados e ética jornalistica não é novo. Em 1997 nos EUA a rede de televisão ABC foi condenada a pagar mais de 5 milhões de dólares em danos por causa de uma reportagem do programa Primetime Live que supostamente revelava a presença de produtos estragados em uma corporação do ramo alimentício. A RTDNA (Radio Television Digital News Association) recomenda uma lista de seis critérios objetivos criados pela “Society of Professional Journalists” na análise da justificativa do uso de câmera escondida em uma reportagem. Para ser um ato justificável é preciso preencher todos os seis requisitos expressos. A reportagem do Jornal Hoje não preenche nenhum.
O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros da Federação Nacional dos Jornalistas diz o seguinte:
Art. 6. É dever do jornalista:
VIII – respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão;  (…)
X – defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito;
Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações:   (…)
II – de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes;
III – obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração;
Como não há crime na conduta dos manobristas retratados nos vídeos, e os jornalistas que prepararam o flagrante não podem ser considerados vítimas de subtração de coisa móvel, então as únicas vítimas acabam sendo os próprios manobristas. Vítimas de um golpe sensacionalista em busca de audiência, vítimas do que poderia ser considerado – em tese, pois não há lei de imprensa no Brasil – uma reportagem criminosa. No mínimo é uma conduta antiética pela visão do senso comum da sociedade e da comunidade profissional do jornalismo. E a identificação dos manobristas era uma informação irrelevante para o interesse público, poderia ter sido protegida pelos editores “pixelando” ou “esfumaçando” as faces dos envolvidos, mas os editores optaram por mostrar os rostos das vítimas de sua pegadinha séria com trilha de suspense.
Proteger o anonimato dos manobristas seria o respeito mínimo ao direito de imagem dos envolvidos, frente a natureza predatória dos métodos utilizados para colocá-los como objeto dos vídeos e pela  irrelevância de sua identificação na comunicação da narrativa. Pouparia dezenas de cidadãos – não só os manobristas, mas sua família, seus colegas e amigos – de sofrimentos desnecessários para contar a história. Porém, nem a imagem e nem a honra dos manobristas foi protegida, apenas as identidades corporativas das empresas onde os supostos furtos aconteceram. Não é por acaso. Corporações poderiam arrancar milhões da Globo em processos por danos morais, manobristas pobres – e provavelmente agora desempregados e envergonhados – terão muito mais dificuldade de acionar o judiciário e numa terra sem lei de imprensa, devem se contentar com as moedas e chocolates que subtraíram na fatídica pegadinha. Torço para que os manobristas brasileiros sejam organizados o suficiente para procurar a reparação dos prejudicados pela reportagem irresponsável, que mancha toda uma categoria profissional.
E cuide-se, leitor, pois a próxima vítima pode ser você ou alguém de sua família ou círculo social. Com a reportagem dos manobristas e o anúncio da série Câmera do JH, a Globo deixa claro que não respeitará a imagem de ninguém, e não abdicará de métodos questionáveis para flagrar pequenos delitos cotidianos em vídeo. Os jornalistas, que escondem seus rostos ao som de música de suspense preparando seus flagrantes,  para expor o rosto alheio em busca de um momento sensacional delituoso, parecem anunciar em tom de ameaça na página do projeto Câmera do JH: “A câmera do JH quer chegar bem pertinho de você” e “Fique ligado no Jornal Hoje, porque em 2012, o nosso foco está em você.” Qualquer incauto pode ser o próximo vilão do Big Brother jornalístico da hora do almoço. E não estranhe se forem trabalhadores jovens e pobres  induzidos a cometer pequenos delitos à serviço do espetáculo trágico, são as mesmas vítimas de sempre. A câmera escondida continuará sendo um “aparato tecnológico usado como ‘muleta’, pequenos instrumentos com poderosos recursos, que se voltam para retratar, na maioria das vezes, delitos banais, conseqüências, quando deveriam revelar causas.”
O Código de Ética dos Jornalistas não é cumprido no Brasil. Os princípios editoriais da Globo não são cumpridos pela Globo. Não foram cumpridos nem na mesma edição do Jornal Nacional em que foram anunciados com pompa, no caso da merendeira acusada de colocar veneno em comida de escola, quando a repercussão de um vídeo viral do Blog do Mello inspirado num artigo do Roteiro de Cinema obrigou William Bonner a admitir o erro e culpar uma “falha de edição” pelo deslize.  É sintomático que as vítimas dos deslizes éticos mais flagrantes da Globo sejam merendeiras e manobristas pobres. São a face mais desprotegida da sociedade.
Não há uma auto-regulamentação efetiva, nenhum ordenamento jurídico para proteger o indivíduo contra o abuso do imenso poder social dos veículos de comunicação. No legislativo está parado um projeto de lei do Senador Roberto Requião que regulamenta o direito de resposta e na gaveta do Ministro Paulo Bernardo adormece o projeto de marco regulatório das comunicações. É preciso urgentemente reabrir o debate sobre a regulamentação dos meios de comunicação de massa, sabotado pelas empresas de comunicação que gritam censura e sem nem cumprir suas próprias regras privadas tentam inibir qualquer discussão sobre regras públicas e balanceadas que visem preencher o vácuo jurídico deixado pela queda da velha e inconstitucional – segundo o STF – lei de imprensa. Uma legislação baseada na Constituição de 88, algo que proteja a liberdade de imprensa dos grandes conglomerados de mídia, as corporações privadas, mas que também nos proteja, meros cidadãos, dos abusos cometidos por elas. Alguém tem que vigiar o grande irmão que nos vigia. E vice-versa.
Fernando Marés de Souza
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/o-golpe-do-flagrante-preparado-contra-manobristas.html