domingo, 8 de janeiro de 2012

Ditadura é ditadura

08.01.2012
Do BLOG DO AMORALNATO,05.01.12

Pinochet: chefe de uma ditadura e não de um regime militar 

Confesso que não sei quem é o autor da famosa frase "a estupidez humana não tem limites". Seja, porém, quem a cunhou, se pudesse observar o caminhar do homem pelo tempo, certamente ficaria orgulhoso por tão bem ter definido essa nossa vocação para, sempre que possível, superarmos nossa ignorância, egoísmo, frustrações e preconceitos com mais ignorância, egoísmo, frustrações e preconceitos.



A notícia que vem do Chile é um exemplo crasso de que o ser humano tem tudo para dar errado e pode, num futuro não tão longínquo quanto se imagina, ser superado pelas formigas ou abelhas, que, a julgar pelas suas ações, têm muito mais bom senso que todos nós. 


Pois bem, segundo informam as agências noticiosas, o Ministério da Educação do Chile mudou a expressão "ditadura militar" por "regime militar" nos textos escolares para se referir ao período que Augusto Pinochet triturou milhares de pessoas depois do golpe que arriou do poder o presidente legitimamente eleito Salvador Allende.


O titular da pasta da Educação, Haral Bayer, informou que a mudança foi proposta pelo Executivo, comandada pelo empresário Sebástian Piñera, neoliberal cujo governo ostenta índices baixíssimos de aprovação, e aprovada pelo Conselho Nacional de Educação em 9 de dezembro, apesar de ter sido divulgada apenas na quarta-feira à imprensa local.



Haral Bayer, que assumiu o comando do ministério há uma semana como segundo titular dessa pasta em cinco meses, explicou que se buscou usar uma "palavra mais geral" para se referir a esse período da história chilena, entre 1973 e 1990. "Usa-se a palavra mais geral que é 'regime militar'", disse. 


"As expressões são mais gerais... a de 'regime militar' que a de 'ditadura'", insistiu, explicando que a mudança não foi motivada por razões políticas. "Isso não tem a ver com apoiadores nem detratores, tem a ver com expressões usadas habitualmente nesses currículos em diversas partes do mundo", disse, informando que pessoalmente não tem problema em reconhecer que se tratou de um "regime ditatorial". A mudança se tornará efetiva tanto para os textos de línguas como de história, entre o primeiro e o sexto ano básico.


Pinochet foi um dos mais bárbaros ditadores que já passaram pelo mundo. O Chile, assim se pensava, havia superado seu triste passado recente com a eleição de governos democráticos. Mas essa medida do Ministério da Educação revela que lá, como aqui no Brasil, certos setores da sociedade ainda têm influência marcante no Estado.



Regime militar pode parecer, mas definitivamente, não é o mesmo que ditadura militar.É apenas uma definição que busca suavizar toda a estupidez que os militares chilenos, com o apoio de civis tão ensandecidos quanto eles, foram capazes de fazer.



No Brasil, pelo menos até agora, ainda não se pensou numa medida similar, embora existam muitos que ainda se refiram ao golpe militar de 64 como uma "revolução".



Ah, que inveja das formigas...

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O que sei do Nonno Paolo e do racismo no comércio de SP

07.01.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 03.01.12
Por Eduardo Guimarães

Confesso que recebi com tristeza a notícia de que justo um estabelecimento comercial com o qual mantenho laços afetivos tenha se envolvido em um dos muitos casos de racismo e de discriminação de classe que infestam não só restaurantes, mas o comércio em geral nos bairros ditos “nobres” de São Paulo, entre os quais está o Paraíso, bairro em que fica o Nonno Paolo, pizzaria que freqüento com a minha família há quase 30 anos.
Para quem não conhece o caso – se é que isso é possível devido à sua larga repercussão em órgãos de imprensa de cobertura nacional como o portal de internet da Globo ou o da Rede Bandeirantes de televisão –, na última sexta-feira uma família espanhola em férias no Brasil foi ao restaurante Nonno Paolo, no bairro do Paraíso, em São Paulo. Os familiares adultos deixaram o filho adotivo – que é etíope e negro – sozinho por alguns momentos e ele teria sido expulso do restaurante pelo gerente. O garoto, que não fala português, foi encontrado pela família a um quarteirão de distância do local.
O caso vem repercutindo desde então e, devido às reações indignadas – e algumas destemperadas – que vem despertando, quero deixar registrada a minha opinião e também aproveito para revelar algumas coisas que sei sobre o racismo no bairro em que resido e no seu entorno.
Comecei a freqüentar o Nonno Paolo com a minha família por volta de 1985, quando me mudei para a rua Abílio Soares, onde fica esse restaurante. Passei a frequentar o estabelecimento com a minha mulher e com a única filha que tínhamos à época (que hoje tem 29 anos) e que, então, tinha quatro anos. Como nasci e vivi sempre nessa parte de São Paulo, os anos foram passando, outros filhos foram nascendo (mais três), nasceu-me a neta e continuamos freqüentando aquela pizzaria, ainda que atualmente faça tempo que lá não vamos.
O que posso dizer é que meus filhos, desde pequenos, talvez por serem brancos sempre foram tratados com muito carinho pelos garçons e até pela direção, e sempre que com esses filhos – ainda pequenos – entrávamos ou saíamos do restaurante víamos seus funcionários confraternizando com pessoas humildes – inclusive crianças de rua – à porta, ainda que também tenha visto crianças e moradores de rua sendo impedidos de entrar.
Ironicamente, o elegante bairro do Paraíso e todo seu entorno atrai muita população de rua, inclusive – e talvez sobretudo – crianças. No mais das vezes, essas pessoas são negras ou descendentes e a prática de impedi-las de entrar em restaurantes, lojas etc. é corriqueira. Aliás, pior do que restaurantes são os shoppings, que jamais deixam crianças ou moradores de rua entrar. Isso é comum e quem for da região e disser que nunca viu acontecer, mente.
Não sei o que aconteceu de fato. É bem provável que a criança, por ser negra, tenha sido mesmo retirada. Isso porque, nessa região, é difícil ver crianças negras em restaurantes como aquele, apesar de estar longe de ser dos mais caros. Acredito, portanto, que em qualquer restaurante de regiões “nobres” de São Paulo aconteceria algo parecido se vissem ali uma criança negra sozinha, já que, no Brasil, pobreza tem cor.

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LEI SECA: Radar antiblitz desligado na web

08.01.2012
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Renata Mariz
renatamariz.df@dabr.com.br

Usuários de redes sociais discutem como burlar proibição dos perfis sobre a Lei Seca no país

Jovens são os que mais utilizavam o recurso. Grupo do Recife saiu do ar na sexta-feira. Imagem: ANTONIO CUNHA/ESP. CB/D.A PRESS - 27/10/11

 Brasília - Depois da decisão da Justiça do Espírito Santo determinando o fim de uma conta do Twitter e de outra do Facebook que informam sobre blitze contra a lei seca na Grande Vitória, os perfis das redes sociais que divulgam conteúdo semelhante viraram um fórum de discussão. Em clima de revolta, muitos internautas já sugerem, caso haja determinação semelhante em outras partes do país, a utilização de códigos para a continuidade das postagens. “Podemos usar mensagens cifradas e ir trocando sempre”, sugere um usuário do leisecarj, seguido por 270 mil pessoas no Rio de Janeiro.

A artimanha havia sido utilizada pelos capixabas antes mesmo da ordem judicial. Tanto é que, na controversa decisão, o juiz Alexandre Farinas alerta as autoridades e os provedores das redes sociais para a estratégia. “Alguns usuários passaram a se valer de nomes fantasias, tais como Papai Noel, para indicar a presença de blitze”, destacou o magistrado no despacho. Tanto Twitter quanto Facebook permanecem sem se manifestar sobre o caso. De acordo com a decisão, os provedores terão sete dias para retirar as páginas, sob risco de multa diária de meio milhão de reais. 

Com a criatividade dos internautas, os provedores não terão como retirar todas as páginas que falam sobre as blitze nas cidades, apontam especialistas. “A internet traz esses dilemas porque é um espaço de liberdade, em que as pessoas podem postar o que quiserem e, só depois, há um filtro. Óbvio que, em casos de apologia ao crime e de pedofilia, os sistemas de rastreamento já estão avançados, mas não no caso em questão”, observa Renato Opice Blum, coordenador do curso de direito da Fundação Getulio Vargas em São Paulo. 

Perfis no Twitter do grupo RadarBlitz continuam suspensos em seis capitais e no Distrito Federal. O Blitz Trânsito Recife, grupo do Facebook com quase 16 mil membros, saiu do ar na sexta-feira. Uma reunião será realizada neste fim de semana pelos moderadores. A página Utilidade Pública, do Espírito Santo, continua no ar, mas fechada apenas para moderadores. Não há, em qualquer post desde ontem, qualquer informação sobre barreiras policiais, apenas sobre engarrafamentos, alagamentos, 
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IMPRENSA DEMOTUCANA: O que move o partido impresso


12.01.2012
Do blog de Altamiro Borges,08.01.12
Por Gilson Caroni Filho:

A leitura diária dos jornais pode ser um interessante exercício de sociologia política se tomarmos os conteúdos dos editoriais e das principais colunas pelo que de fato são: a tradução ideológica dos interesses do capital financeiro, a partitura das prioridades do mercado. O que lemos é a propagação, através dos principais órgãos de imprensa, das políticas neoliberais recomendadas pelas grandes organizações econômicas internacionais que usam e abusam do crédito, das estatísticas e da autoridade que ainda lhes resta: o Banco Mundial (BIrd), o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização Mundial do Comércio (OMC). É a eles, além das simplificações elaboradas pelas agências de classificação de risco, que prestam vassalagem as editorias de política e economia da grande mídia corporativa.

Claramente partidarizado, o jornalismo brasileiro pratica a legitimação adulatória de uma nova ditadura, onde a política não deve ser nada além do palco de um pseudo-debate entre partidos que exageram a dimensão das pequenas diferenças que os distinguem para melhor dissimular a enormidade das proibições e submissões que os une. É neste contexto, que visa à produção do desencanto político-eleitoral, que deve ser visto o exercício da desqualificação dos atores políticos e do Estado. Até 2002, era fina a sintonia entre essa prática editorial e o consórcio encastelado nas estruturas de poder.

O discurso “modernizante” pretendia — e ainda pretende — substituir o ”arcaísmo” do fazer político pela “eficiência” do economicamente correto. Mas qual o perigo do Estado para o partido-imprensa? Em que ele ameaça suas formulações programáticas e seus interesses econômicos?

O Estado não é uma realidade externa ao homem, alheia à sua vida, apartada do seu destino. E não o pode ser porque ele é uma criação humana, um produto da sociedade em que os homens se congregam. Mesmo quando ele agencia os interesses de uma só classe, como nas sociedades capitalistas, ainda aí o Estado não se aliena dos interesses das demais categorias sociais.

O reconhecimento dos direitos humanos, embora seja um reconhecimento formal pelo Estado burguês, prova que ele não pode ser uma instituição inteiramente ligada aos membros da classe dominante. O grau maior ou menor da sensibilidade social do Estado depende da consciência humana de quem o encarna. É vista nesta perspectiva que se trava a luta pela hegemonia.

De um lado os que querem um Estado ampliado no curso de uma democracia progressiva. De outro os que só o concebem na sua dimensão meramente repressiva; braço armado da segurança e da propriedade.

O partido-imprensa abomina os movimentos sociais os sindicatos (que não devem ter senão uma representatividade corporativa), a nação, antevista como ante-câmara do nacionalismo, e o povo sempre embriagado de populismo. Repele tudo que represente um obstáculo à livre-iniciativa, à desregulamentação e às privatizações.

Aprendeu que a expansão capitalista só é possível baseada em ”ganhos de eficiência”, com desemprego em grande escala e com redução dos custos indiretos de segurança social, através de reduções fiscais.

Quando lemos os vitupérios dos seus principais articulistas contra políticas públicas como Bolsa Família, ProUni e Plano de Erradicação da Pobreza, dentre outros, temos que levar em conta que trabalham como quadros orgânicos de uma política fundamentalista que, de 1994 a 2002, implementou radical mecanismo de decadência auto-sustentada, caracterizada por crescentes dívidas, desemprego e anemia da atividade econômica.

Como arautos de uma ordem excludente e ventríloquos da injustiça, em nome de um suposto discurso da competência, endossaram a alienação de quase todo patrimônio público, propagando a mais desmoralizante e sistemática ofensiva contra a cultura cívica do país. Não fizeram — e fazem — apenas o serviço sujo para os que assinam os cheques, reestruturam e demitem.

São intelectuais orgânicos do totalitarismo financeiro, têm com ele uma relação simbiótica. E é assim que devem ser compreendidos: como agentes de uma lógica transversa.

Merval Pereira, Miriam Leitão, Sardenberg, Eliane Catanhede, Dora Kramer e outros mais necessitam ser analisados sob essa perspectiva. É ela que molda a ética e o profissionalismo de todos eles. Sem mais nem menos.
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TUDO PELO PODER: ‘O que é bom a gente fatura’

08.01.2012
Do site  de CartaCapital, 06.01.12
Por Matheus Pichonelli 

Com certo atraso, fui ontem assistir “Tudo pelo Poder”, thriller político dirigido por George Clooney sobre os bastidores de uma pré-campanha presidencial nos Estados Unidos.
O filme tinha gancho: está em cartaz por esses lados justamente enquanto republicanos se acotovelam para decidir quem vai para a briga com o democrata Barack Obama em novembro. A coisa anda tão acirrada que, no primeiro capítulo das prévias, em Iowa, o primeiro colocado, o moderado Mitt Romney, recebeu apenas oito votos a mais que o segundo, o fundamentalista cristão Rick Santorum. Foram 30.015 votos contra 30.007.
Meio Clooney, meio Ryan Gosling: filme aborda a influência da relação com a imprensa na postura de um candidato
 Por lá, como se sabe, os pré-candidatos do mesmo partido se estropiam em eleições de verdade para, quem sair vivo, disputar a Presidência. Por cá, a ideia de “prévias” causa arrepio entre caciques, e é sempre vista como sinal de racha, que mais fragiliza do que fortalece o nome do partido. “Consenso” em torno de um nome só, por aqui, pega melhor.
Fato é que, em Tudo pelo Poder, o cenário é bem parecido com uma eleição de fato. Tem derrapadas feias, mas capta de certa forma o ambiente de uma campanha: as paranoias, as intrigas, a construção de discursos, os cuidados muitas vezes desnecessários sobre a exposição do postulante, os acertos para apoios, a partilha de cargos antes mesmo do resultado, a relação de interesses entre os coordenadores de campanha e a imprensa, as rodas de conselheiros, a temperatura de um comitê e o número de profissionais que a corrida exige, com gastos exorbitantes, financiamento, viagens, bastidores…
O elenco impressiona: o próprio Clooney (no papel de Mike Morris, o candidato a candidato democrata), Philip Seymour Hoffman (o coordenador da campanha), Evan Rachel Wood (a estagiária), Paul Giamatti (o coordenador da campanha rival), Marisa Tomei (a colunista interesseira), Jeffrey Wright (o senador de Ohio, de quem todos querem apoio), Gregory Itzin (o candidato rival).
Mas é Sthephen Myers, o assessor de imprensa interpretado por Ryan Gosling, quem assume o papel principal da campanha e do filme. É ele o responsável por municiar a imprensa com informações que valorizem seu candidato, e que tenta filtrar o que não interessa.
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CONVERSA AFIADA: Enchente: Estadão culpa o Nordeste. Eduardo Campos é “coronel”

08.01.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim



Depois do “caosaquático”da Globo – a tentativa de derrubar a Dilma com a chuva do verão, assim como tentou derrubar o Lula com o “caosaéreo” – , a questão política da enchente começa a se desenhar com tinhas mais fortes.

Quem faz isso com solar clareza é o Estadão, porta-voz (decadente) do old money  paulista (aquela elite que, na História, sempre foi separatista).

Diz o Estadão, na página A8:


“Pasta criada sob inspiração da ditadura militar (que o Estadão ajudou a construir e preservar – PHA) teve onze ministros, sendo 10 nordestinos, que privilegiaram região na condução dos projetos”.

O Estadão poderia também dizer que os paulistas – ou seus instrumentos – dominaram por muito tempo o Ministério da Fazenda e “privilegiaram a região na condução de projetos “.

E não foi à tôa que o Dr Tancredo se recusou a dar o Ministério da Fazenda a Olavo Setúbal.

Preferiu encaminhá-lo ao Itamaraty, uma espécie de trono dourado e irrelevante (àquela altura), que Itamar Franco dedicou a Fernando Henrique e Sarney a Abreu Sodré.

A “reportagem” do Estadão tem um sub-texto que a elite paulista entendeu perfeitamente, ao abrir o jornal e se dirigir à varanda para contemplar os cafezais: esse ministério é para nordestino roubar.

É por isso que chove.

Que tem enchente.

E que a Dilma deve cair.

Aí, no pé da “reportagem” tem um aditivo.

É o perfil de um coronel que ultrapassa “o limite de institucionalidade”.

Ou seja, dá a entender que o coronel é Golpista, rasga Constituições – talvez assim como, em 1964, os Mesquita do Estadão ajudaram a rasgar.

O coronel tem futuro promissor, admite o Estadão.

Mas, “resta saber se a imagem de novidade na política não será afetada com a exposição de práticas atrasadas.”

O Estadão e seus notáveis repórteres-editorialistas não estão a traçar o perfil do Alckmin ou Padim Pade Cerra, que coronelizam o Estado de São Paulo há dezoito anos com o que há de mais inovador e progressista em administração.

Por exemplo, tratar os craqueiros de São Paulo como Hitler tratava os ciganos, homossexuais e aleijados.

Não, o Estadão tentou traçar o perfil de Eduardo Campos, governador que fez uma revolução em Pernambuco a partir de Suape, com a ajuda de seu Secretário Fernando Bezerra Coelho.

Bezerra Coelho se transformou num alvo da Globo e do PiG (*) – por agora.

E Eduardo Campos ?

Bem, esse a Globo espera por ele, para tentar abatê-lo, em breve.

E Estadão e a Globo refletem a inquietação de quem vê a banda passar pela janela.

O movimento irreversível da desconcentração economica – e política – para fora do Sudeste.

E, em boa parte, em direção ao Nordeste.

Isso faz parte do plano estratégico (secreto) do Nunca Dantes.

E a Globo, o PiG, o old e o new money de São Paulo não podem engolir isso a seco.

Esse Nunca Dantes …


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/01/08/enchente-estadao-culpa-o-nordeste-eduardo-campos-e-%E2%80%9Ccoronel%E2%80%9D/

AIDS: O vírus HIV foi inventado para se obter dinheiro em pesquisas, afirma apresentador de rádio

08.01.2012
Do site do JORNAL CIÊNCIA, 07.01.12
Por PAOLLA ARNONI 

Um apresentador de uma rádio cristã extremista fez a extraordinária afirmação de que “o HIV não causa AIDS”.
Bryan Fischer, Diretor de Assuntos de Análise para a Associação da Família Americana, disse aos seus ouvintes: “A razão pela qual o HIV foi inventado como a causa da AIDS foi para obter uma maneira de ganhar dinheiro para pesquisa."


Sir Nick Partridge, diretor executivo da AIDS charity the Terrence Higgins Trust, denunciou o comentário de Fischer e afirmou ao MailOnline: “Você sabe que isso é um disparate. Isso é um absurdo perigoso. A prova do impacto da pesquisa é o que tem feito por pessoas com HIV. Aqueles que decidiram parar de tomar medicamentos anti-HIV morreram. Aqueles que têm levado a sério sobreviveram”.
Partridge acredita que a afirmação de Fischer se deve o fato da fama de que a AIDS afetou gays, em primeiro lugar. Jonathan Ball, professor de virologia molecular na Universidade de Nottingham, afirma que o argumento de que o HIV não causa a AIDS é extremamente fraco e imoral. "Os argumentos utilizados por aqueles que afirmam que o HIV não causa AIDS são frágeis, para dizer o mínimo. Se a doença não for tratada, mais de 95% das pessoas com infecção por HIV irá desenvolver AIDS em 10 anos, é um fato”.
Professor Ball explicou que uma minoria tem uma resistência inerente que retarda os efeitos nocivos do vírus. No entanto, ele acrescentou que: "É importante utilizar o peso das evidências médicas e científicas para anular a desinformação e engano. Sem dúvida, a infecção pelo HIV causa a AIDS - uma doença impactante e trágica que causa um incomensurável sofrimento”.
Os comentários de Fischer surgiram durante uma entrevista com Peter Duesberg, autor de “Inventando o vírus da AIDS”. Duesberg disse a Fischer que metade dos pacientes com AIDS são “homossexuais masculinos, e não o homossexual americano, macho da casa ao lado, mas aquele que vai em cruzeiros”. Ele afirma que “milhares de contatos sexuais em um curto espaço de tempo – e ainda compara às olimpíadas - e eles só podem conseguir isso, como nossos Jogos Olímpicos, levando toneladas de drogas”.
A pesquisa de Duesberg argumentando que não há prova de que o HIV causa a AIDS foi publicada no Jornal italiano de Anatomia e Embriologia.
Fonte:http://www.jornalciencia.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1297%3Ao-virus-hiv-foi-inventado-para-se-obter-dinheiro-em-pesquisas-afirma-apresentador-de-radio&catid=140%3Ainacreditavel&Itemid=524&utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+jornalciencia%2FmnER+%28Jornal+Ci%C3%AAncia%29

OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA: Filmaço pro fim-de-semana: Privatas do Caribe - O Butim

08.01.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA



O blogueiro Ênio, do  PTrem das treze, , lançou uma 'super-produção', que é diversão garantida.

Confira abaixo:


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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

WikiLeaks identifica as empresas que vigiam o mundo

08.01.2012
Do blog LIMPINHO E CHEIROSO, 04.01.12

Via Resistir. O original encontra-se em CiperChilee em Cubadebate. Tradução de Guilherme Coelho.

A mais recente revelação da organização dirigida por Julian Assange põe a nu o negócio milionário das empresas de segurança que converteram seu negócio na nova indústria de espionagem maciça que alimenta sistemas de espionagem governamentais e privados. A última entrega de WikiLeaks fornece os nomes das empresas que, em diferentes países, interceptam telefones, rastreiam mensagens de texto, reconstroem a navegação na internet e identificam, inclusive, as vozes de indivíduos sob vigilância. Tudo isso é feito de forma maciça com softwares que são vendidos a governos democráticos e a ditaduras.

Poderia dizer-se que se trata de um mau filme, mas os sistemas de intercepção maciça fabricados por empresas ocidentais e usados, entre outros objetivos, contra adversários políticos, são mesmo uma realidade. Em 1º de dezembro, WikiLeaks começou a publicar um banco de dados de centenas de documentos provenientes de cerca de 160 empresas do setor de vigilância dos cidadãos.

Em colaboração com Budget Planet et Privacy International, bem como meios de comunicação de seis países – L’ ARD na Alemanha, Le Bureau of Investigative Journalism na Grã-Bretanha, The Hindu na Índia, L’Espresso, em Itália, OWMI em França e Washington Post nos EUA, – o WikiLeaks expõe à luz do dia essa indústria secreta cujo crescimento explodiu após o 11 de Setembro de 2001, representando milhares de milhões de dólares em cada ano.

Desta vez WikiLeaks publicou 287 trabalhos, mas o projeto “Um mundo sob vigilância” está lançado e novas informações serão publicadas esta semana e no próximo ano.

As empresas internacionais de vigilância estão localizadas nos países que têm as mais refinadas tecnologias. Elas vendem a sua tecnologia a todos os países do mundo. Esta indústria, na prática, não está regulamentada. As agências de espionagem, as forças militares e as autoridades policiais são capazes de interceptar massivamente, sem serem detectadas e no maior segredo, os telefonemas, tomar o controle de computadores, mesmo sem que os fornecedores das redes acesso se apercebam ou façam algo para o impedir. A localização de utentes pode ser seguida passo a passo, se usarem um telefone celular, mesmo se este estiver desligado.

Os dossiês de “Um mundo sob vigilância” de WikiLeaks estão acima do simplismo dos “bons países ocidentais”, exportando as suas tecnologias para os “pobres países em vias de desenvolvimento”. Empresas ocidentais também vendem um vasto catálogo de equipamento de vigilância para as agências de espionagem orientais.

Nas histórias clássicas de espiões, as agências de espionagem, tais como MI5, DGSE, colocam sob escuta o telefone de uma ou duas pessoas que interessem. Durante os últimos dez anos, a vigilância em massa tornou-se uma norma. Sociedades de espionagem, como a VASTech, têm secretamente vendido equipamentos que gravam de forma permanente chamadas telefônicas de países inteiros. Outros registram a posição de todos os celulares de uma cidade, com uma precisão de 50 metros. Sistemas capazes de afetar a integridade de pessoas numa população civil que usa Facebook ou que tem um smartphone estão à venda neste mercado de espionagem.

Venda de ferramentas de vigilância a ditadores

Durante a primavera árabe, quando os cidadãos derrubaram ditadores no Egito e Líbia encontraram câmaras de escuta onde, com equipes britânicas da Gamma, os franceses da Amesys, os sul-africanos da VASTech ou os chineses de ZTE, seguiam os seus mais pequenos movimentos on-line e por telefone.

Empresas de espionagem, tais como SS8 nos Estados Unidos, Hacking Team na Itália e Vupen na França, fabricam vírus (cavalos de troia) que invadem computadores e telefones (incluindo iPhones, Blackberry e Android), assumindo o seu controle e gravação de todos os seus usos, movimentos e até mesmo imagens e sons da sala onde os usuários estão. Outras sociedades, como a Phoenexia da República Checa, colaboram com os militares para criar ferramentas para análise de voz. Elas identificam os indivíduos e determinam o seu sexo, idade e nível de estresse e, assim, seguem-nos através de suas “faixas vocais”. Blue Coat nos EUA e Ipoque na Alemanha vendem as suas ferramentas aos governos de países como China e Irã para impedir os seus dissidentes de se organizar pala internet.

Trovicor, uma subsidiária da Nokia Siemens Networks, forneceu ao governo do Bahrein tecnologia de escuta que lhe permitiu seguir a pista do defensor dos direitos humanos Abdul Ghani Al Khanjar. Foram mostrados detalhes de conversas a partir do seu telefone pessoal, que datam de antes de ter sido interrogado e espancado durante o inverno de 2010 e 2011.

Empresas de vigilância partilham suas bases com estados

Em junho de 2011, o NSA inaugurou um sítio no deserto de Utah para o armazenamento para sempre de terabytes das bases de dados tanto americanas como estrangeiras, a fim de poder analisá-las em anos futuros. Toda a operação teve um custo de US$1,5 bilhão.

As empresas de telecomunicações estão dispostas a revelar as suas bases de dados dos seus clientes às autoridades de qualquer país. Os principais noticiários mostraram como, durante os confrontos em Agosto na Grã-Bretanha, a Research In Motion (RIM), que comercializa as Blackberry, propôs ao governo identificar os seus clientes. RIM tem estado envolvido em negociações semelhantes com os governos da Índia, Líbano, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, propondo-lhes compartilhar as suas bases de dados extraídas do sistema de mensagens do Blackberry.

Transformar as bases de dados em armas para matar inocentes

Existem muitas empresas que comercializam atualmente software de análise de bases de dados, transformando-os em poderosas ferramentas utilizadas por militares e agências de espionagem. Por exemplo, em bases militares dos EUA, pilotos da Força Aérea usam um joystick e um monitor de vídeo para pilotar o “Predator”, avião não tripulado durante as missões de vigilância no Médio Oriente e Ásia Central. Estas bases de dados estão acessíveis aos membros da CIA que se servem delas para lançar mísseis “Hellfire”, sobre os seus alvos.

Os representantes da CIA têm adquirido software que lhes permite instantaneamente correlacionar os sinais de telefone com faixas vocais para determinar a identidade e a localização de um indivíduo. A empresa Intelligence Integration Systems Inc. (IISI), sediada no Estado de Massachusetts (EUA), vende software para esse fim – “análise com base na posição” – chamado “Geospatial Toolkit”. Outra empresa, a Netezza, também de Massachusetts, que comprou este software com o objetivo de analisar seu funcionamento, vendeu uma versão modificada à CIA, destinada a equipar aviões pilotados remotamente.

A IISI, que diz ter seu software uma margem de erro de 12 metros, processou a Netezza para impedir a utilização deste software. O criador da sociedade IISI, Rich Zimmerman, disse a um tribunal que ficou “chocado e surpreso com o fato de a CIA ter um plano para matar pessoas com o meu software, que nem funciona”.

Em todo o mundo fornecedores mundiais de instrumentos de vigilância em massa ajudam as agências de espionagem a espiar os cidadãos e os “grupos de interesse” em larga escala.

Como navegar pelos documentos de “Um mundo sob vigilância?

O projeto “Um mundo sob vigilância “ da WikiLeaks revela, até ao pormenor, as empresas que estão fazendo milhares de milhões na venda de sistemas refinados de vigilância para os governos, ignorando as leis de exportação e ignorando de forma sobranceira que os regimes a quem vendem são ditaduras que não respeitam os direitos humanos.

Para pesquisar os documentos, clique em Um mundo sob vigilância , elaborado pela WikiLeaks.

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