quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

TRABALHO ESCRAVO: Portaria do MTE cria cadastro de empresas e pessoas autuadas por exploração do trabalho escravo

05.01.2012
Do site do MINISTÉRIO DO TRABALHO, 05.2011


ATUALIZAÇÃO SEMESTRAL APRESENTA CINQUENTA E DUAS INCLUSÕES DE NOMES DE INFRATORES NO CADASTRO DE EMPREGADORES PREVISTO NA PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 2/2011. 
A Portaria Interministerial n. 2, de 12 de maio de 2011, enuncia regras sobre a atualização semestral do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo, ao disciplinar os meios de inclusão e de exclusão dos nomes dos infratores no/do Cadastro. 
Nesse contexto, o art. 2º impõe que a inclusão do nome do infrator no Cadastro ocorrerá após decisão administrativa final relativa ao auto de infração, lavrado em decorrência de ação fiscal, em que tenha havido a identificação de trabalhadores submetidos ao “trabalho escravo”. 
Com efeito, para proceder às novas inclusões foram efetuadas pesquisas no SISACTE -Sistema de Acompanhamento de Combate ao Trabalho Escravo; realizadas consultas no CPMR- Controle de Processos de Multas e de Recursos e no SEMUR – Setor de Multas e Recursos das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego - SRTE, além de consultas a banco de dados do governo federal, como o da Procuradoria da Fazenda Nacional.
 Nesse contexto, ocorreram cinqüenta e duas inclusões de nomes de Infratores no Cadastro.
Por sua vez, as exclusões derivam do monitoramento pelo período de 2 (dois) anos da data da inclusão do nome do infrator no Cadastro, a fim de verificar a não reincidência na prática do “trabalho escravo”; do pagamento das multas resultantes da ação fiscal, bem como da comprovação da quitação de eventuais débitos trabalhistas e previdenciários.
Pertinente esclarecer que o monitoramento referenciado resta materializado de forma direta ou indireta. Nesta, o Ministério do Trabalho e Emprego – MTE é subsidiado com informações dos órgãos e das instituições governamentais e não governamentais, além das obtidas junto à Coordenação Geral de Recursos da Secretaria de Inspeção do Trabalho. Naquela, ações fiscais são realizadas diretamente nas propriedades monitoradas.
 Ressalta-se que apenas dois Infratores lograram êxito, nesta atualização, em comprovar os requisitos para a devida exclusão.
 Por derradeiro, tem-se que na presente atualização constam 294 (duzentos e noventa e quatro) nomes no Cadastro, entre pessoas físicas e jurídicas.

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O ANO DO GRANDE NAUFRÁGIO DA EUROPA




Fonte:http://www.fazendomedia.com/o-ano-do-grande-naufragio-da-europa/

Cineasta chileno revisita 200 anos de história da "libertação" da América

05.01.2012
Do portal OPERA MUNDI, 31.12.11
Por | Fabíola Ortiz | Rio de Janeiro

Após seis anos de pesquisa histórica e entrevistas com pelo menos 60 pessoas entre intelectuais, historiadores, filósofos, chefes de Estado, lideranças políticas e sociais, para saber sobre as mazelas e os temas ainda pendentes para o desenvolvimento da América Latina, o cineasta chileno Luís Vera percorreu muitos dos 20 países da região para documentar a “Independência Inconclusa”. Co-produzido por Chile, México, El Salvador, Paraguai, Equador, Colômbia,  Venezuela, Cuba e Chile, o documentário de 188 minutos propõe uma revisão crítica e reflexiva aos 200 anos de história independente da região. 
“Eu me pergunto: mas o que vamos celebrar? Eu questiono o conceito desta celebração e me proponho a investigar quais são os grandes assuntos pendentes que temos nesta recordação, o sonho dos libertadores de uma pátria única que seria a América, mas que nunca foi”, disse ao Opera Mundi Luís Vera em uma breve passagem pelo Brasil.
“Independência Inconclusa” já foi exibido em festivais internacionais de cinema como o de Havana, em Cuba, e também na Colômbia, Venezuela, Suécia, Bélgica, Argentina. Em 2011, encerrou o Cinesul - Festival Iberoamericano de Cinema e Vídeo, no Rio de Janeiro. O documentário já foi exibido em salas de cinema em Barcelona, Bruxelas, Estocolmo e Paris e se prepara para ser lançado na Itália, no País Basco, Andalucía e Galícia, na Espanha.
A independência da região, define Vera, é um “sonho frustrado”, tendo sido um processo “tremendamente complexo e doloroso, com esperanças e muitas delas frustradas”, discute o cineasta. Em sua narrativa visual, Vera se lança ao desafio de atravessar 200 anos de história e fazer o resgate da identidade a fim de ampliar a discussão para o futuro.
Divulgação
“A intenção toda é fazer um filme sobre o futuro e não apenas sobre o passado. A região continua lutando pela sua independência que ainda não está concluída. Ela será plena na medida que sejamos capazes de recuperar a soberania e a independência sobre temas econômicos, políticos, judiciais e das tecnologias. O domínio das ideias é a grande batalha do conhecimento tecnológico e não podemos ficar atrás”, argumenta Luís Vera.
Para o documentarista engajado na compreensão histórica da realidade social da América Latina e seus desafios, a região ainda enfrenta grandes bolsões de pobreza com milhares de pessoas sem acesso a serviços de educação, saúde e moradia. “Em geral, as condições de trabalho são de má remuneração, baixa qualificação e de super exploração. A acumulação de riqueza e de poder econômico continua sendo forte, assim como a repartição de riqueza segue sendo desigual”, argumenta.
Diálogo da América
Com um projeto de documentário orçado em US$ 500 mil e financiado por fundos das comissões de comemorações ao bicentenário dos países latinoamericanos em 2010, Luís Vera percorre com sua câmera os grandes eventos históricos e transforma o filme num grande diálogo da América.
Participam das conversas e entrevistas um casting de personagens com diferentes pontos de vista como o escritor uruguaio Eduardo Galeano; o presidente da Bolívia, Evo Morales; o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o escritor mexicano Carlos Fuentes; o presidente do Paraguai, Fernando Lugo; a escritora e jornalista chilena Isabel Allende; João Pedro Stédile, líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) no Brasil; e Rigoberta Menchú, indígena da Guatemala Prêmio Nobel da Paz de 1992.
“São visões cruzadas e diversas sobre a história que revisam o presente para poder projetar, no futuro, a América Latina como uma região com um importante papel no mundo. A independência inconclusa representa um olhar de reflexão crítica da história para a região se projetar neste mundo”, analisa.
Segundo Luís Vera, a história contada em seu documentário não é a oficial. “É a contínua e reiteração de frustrações dos nossos processos de desenvolvimento que tem os grandes superpoderes transnacionais como um freio ao desenvolvimento dos nossos países desde 1800 até hoje. Falo também quais foram os grandes entraves e conflitos internos a partir daqueles que detem o poder e que permanentemente impõem obstáculos à nossa possibilidade de desenvolvimento independente, soberano, democrático, justo e de desenvolvimento humano”.
Confira a seguir a entrevista com o cineasta Luís Vera:
Luís Vera em Nova York, durante gravação de outro dos seus documentários.
Como surgiu a ideia do documentário “Independência Inconclusa"?
Há cerca de oito anos, no Chile, fui convidado para um comitê que estava se formando para preparar a celebração do bicentenário da independência chilena  dos espanhóis, ocorrida em 1810. Ourtos países da América Latina como México, Colômbia, Paraguai, El Salvador, Argentina e Equador também iriam relembrar os 200 anos da emancipação. Mas reagi e questionei que celebração seria aquela. Este fato foi a gênese, o nascimento da ideia original da “Independência Inconclusa” que se tornaria um filme anos depois. No documentário, eu volto no tempo e abarco os 200 anos, mas não o faço do ponto de vista cronológico. Incorporo uma dimensão estética e ética e faço um jogo permanente com a ruptura de tempo e espaço.
Quais entraves a América Latina teve para o seu desenvolvimento? Quais são os pontos que, na sua opinião, não nos deixam celebrar a real independência latinoamericana?
Reconhecemos que houve uma independência administrativa no interior das nossas fronteiras e sociedades. São 200 anos de reiterada tomada e manutenção do poder por parte de uma classe dominante minoritária. Essa forma de administrar nossos países tem sido permanentemente dependente e é aí onde se perde a independência. Para poder se relacionar com o mundo, nossos países tiveram que comercializar seus produtos, entrar  num circuito universal econômico e sempre levamos a pior. Durante séculos, fomos os países monocultores de matérias primas, fomos os países que abasteceram para que fossem manufaturados e os produtos voltassem a ser vendidos a preços que significaram o endividamento crônico dos países.
Isso traz, como consequência, a dependência política em relação às superpotências. No século 19 foram a Inglaterra, a Alemanha e a França. Logo a partir do século 20, foram os Estados Unidos que tomaram o controle cada vez mais presente numa América Latina abandonada pelos conflitos internos europeus. Os EUA ocupam o espaço nas mais diversas formas de invasão com tropas, como na América Central, em Cuba e nos territórios mexicanos. Uma invasão física, geográfica e também de riquezas, como no Texas, Novo México e Arizona, que têm jazidas de matérias primas e petróleo. Era um anúncio de que os EUA não iriam tolerar a independência da América Latina e, que o seu vizinho mais próximo, o México, teria que ser invadido e ocupado.
Quais problemas se perpetuam ainda hoje em dia nos países da região?
Penso que a grande proposta é resolver nossos problemas de forma conjunta. Os grandes problemas hoje são a pobreza e a extrema miséria. Temos que descobrir as possibilidades de desenvolvimento real de nossas economias a partir das nossas próprias experiências e não da importação de modelos alheios aos nossos. Nunca nos foi permitido ter uma opção própria de modelo de desenvolvimento, sempre foi o modelo francês, alemão, espanhol ou norte-americano.
Ainda arrastamos os grandes problemas de extrema pobreza, exclusão, marginalização e de convulsão social. Arrastamos uma dívida social enorme que se acumula e de  endividamento progressivo de nossos povos. Nossos países hoje não são mais democráticos do que foram porque a representação é cada vez menor. Temos que recuperar em primeiro lugar as propostas que estavam no sonho dos libertadores: sermos donos soberanos de nossas próprias riquezas.
Como vê a presença brasileira de destaque na América Latina?
O Brasil é um país antes e outro depois de Lula. Esse fenômeno ocorre graças à capacidade de um povo entender que, através de mecanismos da participação política e da democratização, conseguiu avançar e fez com que o Brasil tivesse uma experiência diferente em relação ao que tinha antes. A UNASUL não teria sido possível sem a presença do Brasil, a cúpula iberoamericana sem a presença dos EUA não seria possível sem o Brasil.
O Brasil desempenha uma papel importante, não acredito que queira se impor sobre a América Latina. Há acusações injustas para criar divisões entre os países. Há 20 anos, o Brasil era mais um país do pátio traseiro, do terceiro mundo, e hoje é uma potência. Nós na América Latina temos que estar muito orgulhosos que o Brasil seja uma potência. Historicamente, ele deu as costas para a região. Nós vivíamos de costas um para o outro. O retorno aos países latinoamericanos decorre nos processos democráticos pós-ditadura no Brasil e logo com a participação de Lula que estabelece uma ponte de comunicação. Esta relação já não volta atrás, pois houve uma descoberta identitária e de familiaridade natural. Hoje estamos num cenário muito propício e esperançoso apesar das grandes dificuldades que temos do ponto de vista econômico e social.
Quais são os grandes temas pendentes ainda na América Latina?
Um tema maior de fundamental importância é a participação dos cidadãos nas grandes decisões. Acredito que há grandes temas que são comuns e temos que resolver urgentemente, como o câncer do narcotráfico. É algo que corrompe gravemente as instituições de todo tipo na região e é um problema absolutamente transversal a toda América Latina e atravessa desde o Canadá até a Patagônia, não há inocência.

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OS VIGILANTES DOS MUROS

05.01.2012
Do site da Assembleia de Deus On Line, Campinas/SP, 06.12.11
Por Pr. Flauzilino Araújo dos Santos


Sobre os teus muros pus guardas, que todo o dia e toda a noite de contínuo se não calarão; e vós, os que fazeis menção do Senhor, não haja silêncio em vós, nem estejais em silêncio, até que confirme, e até que ponha a Jerusalém por louvor da terra” (Isaías 62:6-7).
“Busquei entre eles um homem que levantasse o muro, e se pusesse em brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse, mas a ninguém achei” (Ezequiel 22:30).
“Guarda, que houve de noite? Guarda, que houve de noite?” (Isaías 21:11).
Não seria de estranhar que o misericordioso Deus maravilhe-se de que não haja intercessor diante dEle em momentos de crise?
Com efeito, há um apelo vindo de cima que se traduz em um chamado urgente para a cooperação humana mediante a intercessão, porque Deus está no céu à espera de encontrar-se com o homem que O busca.
A confusão que domina o mundo origina-se da falta de intercessão. A intercessão é o veículo pelo qual a intervenção divina se concretiza para restauração e cura, em todos os seus múltiplos aspectos, pois Deus disse: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7:14).
Assim é que as Escrituras estão entremeadas de expressões típicas: “clama a mim, e responder-te-ei”; “pedi, e dar-se-vos-á”; “buscai, e encontrareis”; “batei, e abrir-se-vos-á” etc.
Saída dos hebreus do Egito
Veja, a título de exemplo, como Deus ouve as nossas súplicas, que a saída dos hebreus da escravidão do Egito para a terra prometida foi motivada por clamores, conforme Ele mesmo disse a Moisés: “Tenho visto a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus opressores, e conheço os seus sofrimentos. Por isso desci para livrá-lo das mãos dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel…” (Êxodo 3:7-8).
Aquela não foi a primeira e nem a última vez que o Pai das misericórdias viu, ouviu e atendeu.
Encontramos a solução em resposta ao clamor solitário de uma pessoa, como se exemplifica com o caso de Jacó: “Não te deixarei ir, se me não abençoares” (Gênesis 32:26); e o de Daniel: “Dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para buscar com oração e rogos… Estando eu ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto no princípio, veio voando rapidamente… Ele me instruiu e me disse: Daniel, agora vim para fazer-te entender o sentido” (Daniel 9:1-22).
Também, de forma coletiva e institucional, os homens de Nínive crendo em Deus, proclamaram um jejum e, prostrados diante dos céus, clamaram fortemente até conseguirem mudar a sentença já anunciada pelo profeta Jonas, para destruição daquela cidade (cf. Jonas 3:1-10).
Poderíamos dizer de Elias, no Monte Carmelo, trazendo fogo do céu pela sua petição (1 Reis 18); de Paulo e Silas na prisão gélida, cujas orações abalaram os alicerces do cárcere (Atos 16:19-40); de Josué que orou e o sol parou (Josué 10:12-14) e de tantos outros exemplos eloqüentes de intercessões feitas por pessoas comuns, mas que trouxeram a glória do céu para atender necessidades da terra.
Este é o tempo de se colocar na brecha perante Deus! Este é o tempo de guardar o muro! Sim! Que não haja silêncio em nós até se confirme cada uma de nossas petições.
Esse se colocar genuflexo diante de Deus é o veículo para hajam céus abertos; não há outro modo de fazê-lo. Disse Paulo: “Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome. Oro para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder pelo Seu Espírito no homem interior, para que Cristo habite pela fé nos vossos corações. E oro para que estando arraigados e fundados em amor, possais perfeitamente entender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Ora aquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a ele seja glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém” (Efésios 3:14-20).
Ore! Você pode estabelecer uma linha direta com o céu. Disse o Senhor: “Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei” (Jeremias 29:12).
Criado em DestaqueNotícias

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Garibaldi: "Fundo pode ser mais rentável para novo servidor"

05.01.2012
Do portal IG, ECONOMIA, 13.09.11
Por   Danilo Fariello
iG Brasília

Ministro fala sobre fim do fator previdenciário, mudança nas pensões por morte e fundo de previdência para funcionalismo 

A Previdência Social não é um problema do dia seguinte, mas do futuro, diz em entrevista ao iG em vídeo o ministro Garibaldi Alves, titular da pasta desde o início do governo de Dilma Rousseff. Mas não por isso podemos deixar de resolvê-lo agora, completa. “O envelhecimento da população brasileira vai se dar depois de 2030, daí a nossa preocupação de fazer hoje uma reforma para o futuro.”


É com base nesse cenário que tende a elevar cada vez mais o déficit da Previdência que Garibaldi procurou acelerar uma série de processos que reformam o sistema geral neste ano. Entre eles criar um fundo de pensão para novos servidoresacabar com o fator previdenciário e alterar as regras para pensão por morte.


O ministro assegura que serão respeitados todos os contratos adquiridos, ou seja, não se pretende mudar em nada, por exemplo, o sistema de aposentadoria dos servidores federais da ativa. No entanto, para o futuro, muito deve ser feito. “Os problemas estão aí a olhos vistos, nós temos que fazer correções.”



Para o setor público, o governo já conseguiu aprovar em comissão na Câmara a criação do fundo de pensão dos servidores, que, segundo cálculos do ministério, após 35 anos pode ser até mais rentável para o novo funcionário público do que o modelo atual. “Uma aposentadoria nos moldes dessas aposentadorias que os fundos fechados proporcionam”, explica o ministro, ressalvando que a adesão seria voluntária.


Na discussão sobre o fim do fator previdenciário,  Garibaldi acredita que, ainda neste ano, o Congresso chegue a um consenso sobre o tema. “O assunto está por demais amadurecido.” Questionado sobre o modelo que combina idade mínima com tempo de trabalho, o ministro diz que essa é uma boa alternativa, mas que existem outras.

O ministro falou também sobre os riscos dos fundos de pensão. No mês passado, o governo decretou a intervenção no fundo Portus, dos funcionários do sistema portuário pelo país. Para Garibaldi, cujo ministério também responde pelo monitoramento dos fundos fechados, o caso do Portus foi um isolado e não há risco de efeito cascata.

Segundo Garibaldi, necessariamente o sistema de pagamento de pensões vai ser mudado em algum momento. Uma pensão deixada por uma pessoa que falece tendo contribuído apenas por um mês fica pela vida afora, diz. “Isso tem de ser revisto.”


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Imagem do Dia: Astronauta na Estação Espacial registra cometa passando próximo da Terra

05.01.2012
Do site JORNAL CIÊNCIA, 02.01.12
Por OSMAIRO VALVERDE DA REDAÇÃO DE BRASÍLIA

A imagem inacreditável foi retirada por Dan Burbank, comandante da Estação Espacial Internacional da NASA.
 A foto mostra o cometa Lovejoy que passou 386 quilômetros acima da Terra em um horizonte extremamente deslumbrante no dia 21 de dezembro de 2011. O comandante declarou que “foi a coisa mais incrível que já pode ver no espaço”, em entrevista à WDIV-TV de Detroit.
Burbank relatou que ficou sem fôlego quando viu o cometa passar e registrou dezenas de fotos. “Apesar das fotos, a visão do cometa me marcou muito, e isso nunca sairá das minhas lembranças”, declarou.
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Santayana: o pré-sal e a CPI da Privataria

05.01.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 03.01.12
Por Paulo Henrique Amorim


O Conversa Afiada tem o prazer de publicar artigo de Mauro Santayana:


O pré-sal em um mundo sem petróleo e as Forças Armadas


por Mauro Santayana


Há décadas que a exaustão dos mananciais de petróleo vem sendo anunciada. O assunto foi dos mais discutidos pelo Clube de Roma, que pretendia deter o desenvolvimento econômico do mundo, com  o congelamento do progresso e o crescimento zero. Os argumentos eram poderosos: como os recursos do planeta são finitos, infinito não pode ser o seu consumo, e o modelo de vida deve ser mudado. Ocorre que os países ricos – que promoveram o encontro e soaram o alarme – pretendiam congelar o tempo: os que se encontravam à frente, à frente continuariam, enquanto os outros, não podendo desenvolver-se, pelo acordo pretendido, regrediriam. A reação dos países em desenvolvimento, com o apoio então da URSS, tornou o projeto inviável.


A partir da Conferência de Estocolmo, em 1972, a preocupação com o meio ambiente passou a ser, sobretudo, dos países em desenvolvimento, que apontaram as razões reais da crise: a civilização do desperdício imposta ao mundo pelos países ricos. A partir de então, os países centrais aceleraram o seu esforço a fim de controlar as fontes de matéria prima, sobretudo do petróleo, no mundo inteiro, com o emprego da diplomacia e da guerra. Essa ofensiva foi possível mediante  a aliança entre Reagan, Thatcher e o Vaticano, com a cumplicidade de Gobartchev, contra o sistema socialista – que apoiava os esforços do Terceiro Mundo.


Uma das artimanhas do poder imperial é a desinformação. Com relação à energia – além do petróleo, o urânio e terras raras – essa desinformação é patente: tenta esconder o entendimento entre os países ricos para o controle direto das atuais jazidas, que se exaurem rapidamente. Não se preocupam com a poluição do mundo, nem com o chamado efeito estufa: seu cuidado é o de manter a posição hegemônica. Nessa atitude, os Estados Unidos, os países europeus e os chineses continuam a proclamar a  intenção de encontrar saídas para proteger o ambiente da vida, enquanto continuam em seu processo poluidor, não só em seus territórios nacionais, mas no mundo inteiro – conforme a atuação de suas empresas na África, na Ásia e na América Latina.


As grandes empresas petrolíferas – que mantêm  influência poderosa nos governos dos países centrais, de forma direta, ou mediante o Clube de Bilderberg – escondem as previsões assustadoras de que as reservas petrolíferas do mundo chegarão ao seu pico nos próximos três anos, e se iniciará o processo de exaustão, calculado em 5% ao ano – nos termos atuais de consumo. Se essa previsão  se confirmar, em 20 anos as atuais reservas estarão esgotadas, se o consumo não aumentar, o que reduziria o prazo previsto.


Um dos sinais das dificuldades a vir é o  malogro do grande campo de Kachagan, nas águas sob a jurisdição do Casaquistão, no Mar Cáspio. A província petrolífera de Kachagan era uma das maiores promessas de grande produção. As reservas são calculadas entre 9 e 16 bilhões de barris. O início da produção estava previsto para daqui a dois anos – em 2014. Dificuldades técnicas e dificuldades econômicas se alternam. É preciso trabalhar em condições extremas, com a temperatura variando de 35 graus abaixo de zero, no inverno, a 40 graus acima de zero, no verão. As condições são de tal maneira duras que os trabalhadores da região protestaram, em dezembro, de forma vigorosa contra as condições de trabalho impostas pelas empresas Total, da França; Shell, da Holanda e do Reino Unido; Exxon, dos Estados Unidos, e Eni, da Itália. Foram reprimidos à bala pelo governo do Casaquistão, com pelo menos dez mortos. Houve deliberado silêncio sobre o incidente.


Com toda a pujança do campo de Kachagan, suas reservas totais dariam apenas para o consumo mundial, nos níveis atuais, de três meses (na previsão mais baixa, de 9 bilhões de barris) a menos de seis meses (na hipótese de 16 bilhões). O Cáspio era a grande miragem dos Estados Unidos e seus aliados europeus, e a verdadeira razão da guerra movida contra o Afeganistão, assim como a verdadeira razão da guerra contra o Iraque sempre foi o petróleo. Embora haja ainda a possibilidade de outras jazidas, de menor expressão, de petróleo e gás na região, a grande expectativa, a de Kachagan se frustra. Diante dos obstáculos, os investidores se afastam do projeto, e as empresas envolvidas começam a planejar a retirada, mas se encontram presas ao contrato com o governo do Casaquistão, e esse contrato termina em 2041 – com a transferência para o país das instalações da grande ilha artificial montada pelas contratantes.


O petróleo continua sendo a mais importante das matérias primas, enquanto a ciência não lhe encontrar sucedâneos. A advertência de que a contagem para a sua exaustão já se inicia deve ser meditada em nosso país. Estamos eufóricos com as perspectivas das jazidas encontradas sob a camada de sal no litoral atlântico. Há hoje uma disputa entre estados e municípios para o dispêndio de parcela dos resultados dessa exploração, por via dos royalties. Isso se houver realmente royalties, uma vez que, se não prevalecer a emenda Pedro Simon, os royalties a serem pagos pelas empresas exploradoras serão a elas devolvidos em óleo.


Temos também que usar desses recursos, se eles corresponderem ao que esperamos, para financiar pesquisas nacionais em busca de fontes alternativas de energia e, com a mesma preocupação, do fortalecimento de nossos exércitos. No que se refere às Forças Armadas, é urgente restabelecer a indústria nacional de armamentos, abandonada pelo derrotismo interessado dos neoliberais brasileiros. Essa atitude capitulacionista quase nos custou a entrega total da Petrobrás às sete irmãs bastardas, que são as principais petroleiras do mundo. O balanço objetivo do que foi o governo Fernando Henrique poderá ser realizado com a CPI das Privatizações, a ser constituída em breve.


O mundo que temos à frente não nos promete a paz – a menos que sejamos capazes de agir decisivamente contra o sistema atual, dominado por meia dúzia de meliantes, que controlam os governantes, a maioria deles  pessoas medíocres e subornadas pelos grandes bancos, que também controlam as grandes corporações multinacionais.  As  manifestações de massa do ano que passou podem ter sido apenas fogo de palha. Falta organizar politicamente o inconformismo, em cada um dos países do mundo, a fim de assegurar aos seres humanos os direitos que lhes são naturais, e que se resumem em viver, enquanto vida houver,  sem medo e sem ódio.


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