sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Conheça a lista dos 200 sites de compra online que você deve evitar

30.11.2012
Do blog PRAGMATISMO, 29.11.12

Lista negra do Procon tem 200 sites de compra na internet que o consumidor deve evitar

A Fundação Procon-SP divulgou uma lista nesta quarta-feira (28) com 200 sites de compra online que devem ser evitados – alguns domínios estão fora do ar, mas outros ainda permanecem ativos. (Confira a lista AQUI)
sites compra online barrados procon
Procon lista 200 sites de compra online que devem ser evitados.
A lista foi feita com sites que receberam reclamações no Procon relativas ao não recebimento de mercadorias já pagas e ao envio de produtos de qualidade inferior ao prometido. “Não conseguindo falar com os sites, os consumidores nos procuram. Em seguida, nós mandamos notificações para os donos das lojas, mas não é raro que essas notificações voltem, pois os dados das empresas não batem com o que está registrado na Receita Federal. Muitas dessas empresas são de fachada”, diz o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes.
Segundo Góes, a lista é um alerta para que os compradores não caiam nas armadilhas dos sites enganosos. “A internet não é um ambiente seguro, qualquer um pode colocar um site bonito no ar. O problema é que, após uma compra malfeita, são poucos os casos que conseguem ressarcimento do prejuízo, já que é muito difícil achar os responsáveis pelas fraudes”, diz.
A recomendação do diretor executivo do Procon-SP é que o comprador tente sempre usar o cartão de crédito, modalidade em que é possível fazer o cancelamento da compra.
“É sempre bom ficar desconfiado de sites que só aceitam o pagamento por débito em conta corrente ou por boleto bancário. O melhor é usar o cartão de crédito, pois, caso se verifique algo errado com o processo de compra, é possível cancelar o pagamento com as administradoras do cartão”, afirma Góes.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/operacao-da-pf-encontra-indicios-de-venda-de-dossies-contra-o-pt

BLOG DA CIDADANIA: A fragilidade da base aliada

30.11.2012
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães


A entrevista que o vice-presidente da CPI do Cachoeira, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), concedeu ao Blog na quinta-feira, exige reflexão. Aqui ou em qualquer outra página em que a entrevista foi reproduzida – como no Blog do Nassif ou no Brasil 247 – os comentários foram, esmagadoramente, críticos. Aliás, melhor seria dizer que foram comentários furiosos.
As reações foram da ampla satisfação dos comentaristas de viés tucano à mais ampla rejeição dos de viés petista. Ninguém aceita as justificativas para o recuo do relator da Comissão, Odair Cunha (PT-MG), no sentido de retirar de seu texto os pedidos de indiciamento do jornalista Policarpo Jr. e do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Particularmente, fiquei dividido. Ao mesmo tempo em que, como todos sabem, apoio posições mais corajosas do PT e do próprio governo Dilma para enfrentar os ataques tucano-midiáticos, reflito sobre as condições efetivas de êxito que tanto um quanto outro possam ter tido…
Analisando o que o deputado Paulo Teixeira disse ao Blog, torna-se óbvio que a base aliada se esfacelou – ao menos no âmbito da CPI. Ora, a base aliada controla a presidência, a vice-presidência e a relatoria da Comissão, mas não conseguiu aprovar nada mais do que a oposição.
Se a base aliada convocou – ou convidou – um governador como Marconi Perillo – que, na verdade, é o foco da investigação por seu envolvimento escandaloso com o bicheiro Carlos Cachoeira –, a oposição conseguiu convocar o governador petista Agnelo Queiroz, contra quem não pesa nem um grama do que pesa contra seu homólogo tucano.
E se a base aliada convocou Paulo Preto, a oposição convocou Luiz Antonio Pagot…
O equilíbrio de forças oposicionistas e situacionistas na CPI mostra, portanto, que grande parte da base aliada ao governo Dilma atua ora como governista, ora como oposicionista. Não se sabe ao certo, portanto, qual é a verdadeira base aliada do governo Dilma, mas pode-se inferir que, à exceção do PC do B, não exista nenhum outro aliado confiável.
Em uma situação assim, fica mais fácil entender o temor do governo Dilma e do próprio PT. Com uma base de apoio tão volátil – e, frequentemente, tão desleal –, o governo se expõe, no limite, até a revoltas parlamentares como a que deu origem ao impeachment do ex-presidente Fernando “aquilo roxo” Collor de Mello.
Não é brincadeira…
Isso sem falar que Dilma tem como vice ninguém mais, ninguém menos do que Michel Temer, que já foi aliado “fiel” dos tucanos e que, dizem, está por trás da hesitação da presidente em relação à imprensa.  O governo deve temer Temer. E muito. Se Dilma sofrer queda de popularidade, ele salta do barco antes que você, leitor, possa proferir a palavra fisiologia.
Vejo-me obrigado, portanto, a refletir sobre a expressão “governo de coalizão”. Boa parte da militância petista não leva em conta algo que escrevi há alguns meses aqui, sobre que o PT chegou ao governo, sim, mas não chegou ao poder.
O fato é que a imprensa, apesar de não conseguir mais eleger quem quer por estrita falta de colaboração desse ente que trata sempre como detalhe nas escolhas que o país faz, ou seja, o povo, ainda  tem um poder político praticamente inacreditável. Isso porque se impõe em quase todos os partidos, para não dizer em todos.
A situação se torna estarrecedora quando se reflete que, mesmo no único partido em que a mídia não deveria ter influência, ela tem. Todos sabem muito bem quais são os petistas que vivem aos beijos e abraços com o Partido da Imprensa Golpista enquanto este faz tudo o que pode e que não pode para destruir o partido deles.
Como já expliquei em post anterior, isso se deve ao fato de que essa coisa de que a mídia não influi mais em eleições pode até ser verdade em eleições mais disputadas, nas quais o PT joga com a “bomba atômica” Lula e com o peso – e o dinheiro – que sua nova configuração ideológica lhe propiciou a partir de 2002. Mas não é verdade no varejo.
É óbvio que parlamentares, prefeitos de cidades menores e até governadores continuam sendo eleitos por influência da mídia – e são esses que até aderem, fisiologicamente, ao partido que está no poder, mas só para mamar, pois, na hora do vamos ver, os integrantes desses partidos “aliados” são liberados pelos dirigentes para agirem como quiserem.
Um bom exemplo é São Paulo. Enquanto Orestes Quércia estava vivo o PMDB era o maior aliado do PSDB por aqui, apesar de dividir o governo federal com o PT. É óbvio, portanto, que os interesses que um PMDB representa em São Paulo acabam interferindo na atuação da bancada federal do partido. E esse é só um exemplo.
Você, eleitor ou simpatizante do PT, pode ficar contrariado com o partido. Pode dizer que é covarde, pode xingá-lo quanto quiser. Mas uma coisa é certa: o PSDB só não está no poder porque o PT aceitou essas regras do jogo. O que há para decidir, portanto, é se queremos o PT no poder, mas sem poder falar grosso, ou falando grosso, mas na oposição.

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2012/11/a-fragilidade-da-base-aliada/

WAACK FEZ CAMPANHA CONTRA REDUÇÃO NA CONTA DE LUZ

30.11.2012
Do portal BRASIL247,23.11.12

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Fonte:http://www.brasil247.com/+011d4

Moído e triturado, por ser petista.

30.11.2012
Do blog MEGACIDADANIA, 2911.12

RACIOCÍNIO LÓGICO

Vamos por partes?
Ponto 1) Pizzolato é acusado de desviar dinheiro público.
Ponto 2) O Banco do Brasil, por sua vez, afirma ao Supremo Tribunal que o tal dinheiro nao é público, e sim privado.
Ponto 3) Este dinheiro pertence à multinacional Visanet.
Ponto 4) A auditoria da multinacional Visanet confirma que os serviços solicitados foram realizados, sim.
Ponto 5) Os tais serviços constam nas páginas 7, 8, 9, e 10 da revista abaixo.
Ponto 6) Tire suas próprias conclusões.

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Fonte:http://megacidadania.com/2012/11/29/moido-e-triturado-por-ser-petista/

E-MAILS DE ROSEMARY NÃO COMPLICAM LULA

30.11.2012
Do portal BRASIL247


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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/86651/E-mails-de-Rosemary-n%C3%A3o-complicam-Lula.htm

Fernando Ferro defende adesão do PT à gestão de Geraldo

30.11.2012
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por Vinícius Sobreira
Foto:Divulgação
Na manhã desta sexta-feira (30), o deputado federal Fernando Ferro (PT) declarou, em entrevista ao comunicador Ciro Bezerra, na Rádio Olinda, que o Partido dos Trabalhadores deve aderir ao governo de Geraldo Julio (PSB), que assume a prefeitura em janeiro de 2013. Para isso, contudo, o parlamentar reforça a necessidade do partido de debater internamente e avaliar politicamente a posição que adotará.

"Particularmente defendo que devemos continuar integrando esse campo político. Não podemos achar que nossa aliança, que foi a mesma que elegeu Lula e Eduardo, e mais recentemente a presidenta Dilma, já cumpriu todo o seu papel de transformação no país. É necessário amadurecer o debate e fortalecer a Frente Popular", declarou.

Fernando Ferro comentou ainda a nota enviada à imprensa pelo senador Humberto Costa, que defende uma postura "independente" do PT em relação à gestão do prefeito eleito do Recife, Geraldo Júlio.

"As declarações do senador Humberto Costa são suas avaliações pessoais, não sendo representativa de nenhuma força ou instância partidária. Respeito a opinião dele, que sentiu o desgaste da derrota aqui no Recife. Mas é estranha essa história de independência, temos que ter uma posição enquanto partido, ou somos situação ou oposição. E é natural que o PT fique mais próximo da Frente Popular".

RESGATE - Aconteceu ontem (29), no escritório do mandato do deputado federal Fernando Ferro, na Ilha do Leite, um debate com militantes do PT interessados em resgatar e reavivar as bandeiras históricas do partido. Debateu-se o projeto partidário de massa, democrático e socialista.

"Esse encontro não foi para deliberar nada ou poderia não ter levado a nenhum encaminhamento  mas precisamos reavivar o hábito de debater política de maneira aprofundada para não deixarmos se esfacelar as nossas bandeiras mais tradicionais em nossa militância. O PT precisa se reaproximar dos movimentos sociais e de base, não podemos esquecer que somos a referência de esquerda no Brasil". 
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2012/11/30/fernando_ferro_defende_adesao_do_pt_a_gestao_de_geraldo_142410.php

Operação da PF encontra indícios de venda de dossiês contra o PT

30.11.2012
Do portal  da REDE BRASIL ATUAL
Por Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual

Chama a atenção uma matéria desta semana no jornal O Estado de São Paulo sobre os famosos dossiês que geralmente são elaborados contra políticos do PT, que nos faz imaginar futuras nuvens carregadas e prenúncio de tempestades sobre a sede do PSDB e da grande mídia paulista.
Segundo a publicação, a Polícia Federal (PF) suspeita que arapongas presos pela Operação Durkheim estavam a serviço de um grupo criminoso com duas frentes de ação: uma voltada para a prática de extorsões e de estelionato, e outra dedicada à venda de dossiês para campanhas eleitorais.
Na segunda-feira (26), a PF desmontou a máquina de grampos telefônicos e de coleta ilegal de dados protegidos por sigilos bancário, tributário e patrimonial. Cerca de 180 políticos e empresários são vítimas da rede de espionagem, segundo a PF.
Um indício de que o aparato de grampos tem mandante é um e-mail enviado em 27 de fevereiro por Maikel Jorge a Aldo Barretis, ambos investigados pela operação. Eles tratam do rastreamento do ex-ministro e atual secretário executivo da Previdência Social, Carlos Gabas.
- Falei com o cliente agora sobre o min. Ele disse que estão interessados em coisas envolvendo ele e o caso Bancoop. Pelo que vi no Google faz quase 20 anos. Bem, vamos ver.
(...)
Quem é "o cliente" citado no email? Ainda é um mistério, mas não custa lembrar que quem tem verdadeira obsessão pelo caso Bancoop (uma cooperativa habitacional fundada por um sindicato e que tinha em sua direção integrantes do PT), é gente do PSDB paulista, que já fez até CPI na Assembléia Legislativa paulista.
Isso pode explicar o pouco interesse da velha mídia de São Paulo, aliada do tucanato, por esta operação, mesmo se tratando de violação de sigilos do senador Eduardo Braga (PMDB), de um ex-ministro de Estado e de desembargadores, e até uma emissora de TV (Que ninguém sabe qual foi e que tampouco provocou indignação da própria mídia com a possível violação da relação jornalista-fonte)
O pouco interesse contrasta com a importância dada em 2010 sobre o vazamento de informações sigilosas de tucanos e pessoas ligadas a José Serra. Contrasta também com o noticiário do grampo sem áudio do ex-senador Demóstenes Torres, que gerou uma CPI no Congresso.
Outra quebra de sigilo com características de espionagem política foi o extrato de telefonemas do prefeito Kassab nos meses de maio e junho. Quem teria interesse em saber para quem Kassab estaria ligando no período pré-eleitoral? E por qual motivo? Seria alguém suspeitando de traição partidária? São perguntas que precisam ser respondidas.
Pega muito mal a mídia paulista ficar quieta sobre a Operação Durkheim. Lembra a relação de lealdade de um revista famosa ao bicheiro Carlinhos Cachoeira.
A Polícia Federal precisa ir fundo nestas investigações, pois está claro que se trata de espionagem política, inclusive com a participação de maus policiais.
É preciso saber também se essa indústria de dossiês forjados eram matéria prima para denúncias na imprensa com fins eleitorais ou de derrubar pessoas de seus cargos no governo.

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/operacao-da-pf-encontra-indicios-de-venda-de-dossies-contra-o-pt

DANUZA LEÃO ODEIA POBRES: Danuza Leão era melhor no tempo em que entrava muda e saía calada

30.11.2012
Do blog ESQUERDOPATA
Por Urariano Mota - Direto da Redação


A velha Danuza Leão 


Às vezes penso que os textos necessários são os que escrevemos contra a vontade. Que são desconfortáveis para quem escreve. Textos em que, mesmo segurando a mão, vêm pesados mais do que deveriam. Como imagino ser este de hoje, sobre a colunista Danuza Leão.

Um mal inescapável nas pessoas famosas é que elas envelhecem em público. A sua decadência física, quando se expõem em imagem, dá na gente um travo, porque será assim que envelheceremos. A sua decadência humana, quando se expõem em obras, nos dá repugnância e raiva, porque mostram que passaram do ponto de morrer como pessoas. Dilataram o tempo de forma desonrosa. Danuza Leão envelheceu assim, de modo duplo, no corpo e no espírito.

Entendam, por favor. Se a velhice física é uma lei biológica, a velhice da alma, não. Há homens que envelhecem tão bem na sua revolta, no seu ânimo, que deles não se pode dizer que são velhos irreconhecíveis para o que foram quando jovens. Penso em Niemeyer, no vigor dos seus 104 anos, a receber aulas de filosofia, a reclamar no hospital porque deseja voltar ao trabalho. Penso em Tosltói, que na idade em que os escritores se aposentam, escreveu um conto como Depois do Baile.... Mas que imensa bobagem. Lembro Tolstói e Niemeyer, quando o assunto é Danuza Leão. Que descabida desigualdade, que disparate.

Entendam por quê. Os leitores dos domingos, da Folha de São Paulo, recebem sempre os atentados contra a dignidade da pessoa que foi Danuza Leão. Os mais precavidos evitam o espetáculo, dela e de semelhantes que decaem em triste exibição. Mas hoje, por outros caminhos, me chegou a sua última cara de Bardot dos trópicos. Sim, de Bardot, aquela que nos enchia a vista na infância e se tornou uma velha muito feia da direita francesa. Pois Danuza, com menos talento cinematográfico, endurece as artérias no que escreve. Se não, olhem estas pérolas, do seu último domingo:

“Ir a Nova York já teve sua graça, mas, agora, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça?

AFINAL, QUAL a graça de ter muito dinheiro? Quanto mais coisas se tem, mais se quer ter e os desejos e anseios vão mudando - e aumentando- a cada dia, só que a coisa não é assim tão simples. Bom mesmo é possuir coisas exclusivas, a que só nós temos acesso; se todo mundo fosse rico, a vida seria um tédio...

Queremos todas as brincadeirinhas eletrônicas, que acabaram de ser lançadas, mas qual a graça, se até o vizinho tiver as mesmas? O problema é: como se diferenciar do resto da humanidade, se todos têm acesso a absolutamente tudo, pagando módicas prestações mensais?

As viagens, por exemplo: já se foi o tempo em que ir a Paris era só para alguns; hoje, ninguém quer ouvir o relato da subida do Nilo, do passeio de balão pelo deserto ou ver as fotos da viagem - e se for o vídeo, pior ainda- de quem foi às muralhas da China. Ir a Nova York ver os musicais da Broadway já teve sua graça, mas, por R$ 50 mensais, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça? Enfrentar 12 horas de avião para chegar a Paris, entrar nas perfumarias que dão 40% de desconto, com vendedoras falando português e onde você só encontra brasileiros - não é melhor ficar por aqui mesmo?

Viajar ficou banal e a pergunta é: o que se pode fazer de diferente, original, para deslumbrar os amigos e mostrar que se é um ser raro, com imaginação e criatividade, diferente do resto da humanidade?

É claro que ficar rico deve ser muito bom, mas algumas coisas os ricos perdem quando chegam lá. Maracanã nunca mais, Carnaval também não, e ver os fogos do dia 31 na praia de Copacabana, nem pensar. Se todos têm acesso a esses prazeres, eles passam a não ter mais graça.

Seguindo esse raciocínio, subir o Champs Elysées numa linda tarde de primavera, junto a milhares de turistas tendo as mesmas visões de beleza, é de uma banalidade insuportável. Não importa estar no lugar mais bonito do mundo; o que interessa é saber que só poucos, como você, podem desfrutar do mesmo encantamento.

Quando se chega a esse ponto, a vida fica difícil. Ir para o Caribe não dá, porque as praias estão infestadas de turistas - assim como Nova York, Londres e Paris; e como no Nordeste só tem alemães e japoneses, chega-se à conclusão de que o mundo está ficando pequeno”.

O acesso ao consumo para o povo do Brasil, criado pelo governo Lula, revelou o caráter da velhinha Danuza Leão. Que pena. Ela era melhor no tempo em que entrava muda e saía calada, como no filme Terra em Transe. Que grande mulher, pelo silêncio, ela parecia ser em 1967.

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/11/danuza-leao-era-melhor-no-tempo-em-que.html

Acusado de assassinar auditor fiscal é condenado a 18 anos de prisão

30.11.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO

Um dos acusados pelo homicídio do auditor fiscal José Raimundo Aras foi condenado a 18 anos de reclusão. Carlos Robério Vieira Pereira foi julgado ontem na Vara do Tribunal do Júri de Petrolina. A sessão foi presidida pelo juiz Cícero Everaldo Ferreira Silva. O réu poderá recorrer em liberdade.

Carlos Robério foi condenado por homicídio duplamente qualificado. Segundo a denúncia, o auditor fiscal da Secretaria da Fazenda da Bahia, José Raimundo, foi assassinado com seis tiros, no jardim de sua casa, em outubro de 1996. Ele teria sido assassinado por combater a chamada Máfia do Açúcar, que atuava na divisa dos Estados da Bahia e Pernambuco, no trecho Juazeiro-Petrolina.

O juiz decretou a prisão preventiva de Carlos Alberto da Silva Campos, por entender que o acusado estaria procrastinando o júri. De acordo com a defesa, Carlos Alberto não compareceu ao julgamento por estar realizando tratamento de saúde em São Paulo.

Os demais acusados pelo crime, Francisco de Assis Lima, Carlos Alberto da Silva Campos e Alcides Alves de Souza tiveram o julgamento adiado para o dia sete de maio de 2013.

Ao longo da fase de instrução, foram ouvidas oito testemunhas de acusação, um informante e 21 testemunhas de defesa. O julgamento teve início às 9h15 e terminou às 18h.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2012/11/30/interna_vidaurbana,410545/acusado-de-assassinar-auditor-fiscal-e-condenado-a-18-anos-de-prisao.shtml

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

"Liberdade de imprensa não se confunde com comportamento criminoso"

29.11.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 28.11.12
PorNajla Passos

O deputado Protógenes Queiróz (PCdoB-SP) faz várias críticas ao relatório final da CPMI do Cachoeira, apresentado pelo relator Odair Cunha (PT-MG). Defende o aprofundamento das investigações sobre a empreiteira Delta e avalia que não há elementos que comprometam o procurador-geral da República. Mas não tem dúvidas de que a CPMI acertou ao pedir o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e de cinco jornalistas.

Com 15 anos de experiência como delegado da Polícia Federal (PF), o deputado Protógenes Queiróz (PCdoB-SP) tem várias críticas ao relatório final da CPMI do Cachoeira, apresentado originalmente pelo relator, deputador Odair Cunha (PT-MG), na semana passada. “De todo, não é ruim. Mas faltou dar foco ao esquema que sustentava a organização criminosa. É necessário quebrar o sigilo das 15 empresas laranjas da quadrilha e o do presidente da empreiteira Delta. Carlinhos Cachoeira é ponta menor neste esquema”, afirma.

Apesar da prorrogação da CPMI para o aprofundamento das investigações sobre a Delta ser uma pauta da oposição ao governo, o deputado acredita que ela é crucial para que a comissão cumpra papel relevante. “Desde o início, eu venho me manifestando no sentido de que o grande problema estava fora do cárceres, onde já estavam presos Cachoeira e seus comparsas. O que interessa ao Brasil é saber como se dá o financiamento das campanhas políticas, e isso passa por mais investigações sobre a Delta”, justifica.

Queiróz também não concorda que o relatório solicite ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigação sobre o comportamento do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Ele é colocado sob suspeita de prevaricar, ao suspender as investigações da Operação Vegas da PF, quando já havia indícios suficientes da participação de parlamentares federais na organização criminosa. Em especial o do ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).

“Este pedido é precipitado. Não há elementos suficientes. Não há materialidade da prova de que a paralisação das investigações favoreceram a organização criminosa. Até porque as investigações foram retomadas posteriormente com a Operação Monte Carlo. O próprio capítulo do relatório que trata sobre o assunto ficou bastante confuso”, destaca.

De acordo com sua experiência na PF, o deputado avalia que o prosseguimento de investigações de esquemas complexos de corrupção, muitas vezes, esbarram na falta de estrutura da própria Polícia e do Ministério Público, sem que isso signifique, necessariamente, prevaricação das autoridades envolvidas. “Quando eu investigava o esquema do Daniel Dantas [do Banco Oportunity], enfrentei este mesmo problema. No momento mais importante da operação, no final do ano, ela precisou ser paralisada. A pouca estrutura desses órgãos ocasiona a não continuidade de investigações importantes”, exemplifica.

Concordâncias
As divergências do delegado licenciado com o teor do relatório, entretanto, param por aí. Segundo ele, o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), está corretíssimo, já que os indícios da ligação dele com o esquema criminoso são abundantes. Ele afirma também que as investigações já realizadas não sustentam um possível pedido de indiciamento dos governadores do Distrito Federal, Agnelo Queirós (PT), e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), como cobra a oposição. “Pode ser que a continuidade das investigações revelem novos indícios, mas com o que foi apurado até agora, não há como”, atesta.

Sobre o pedido de indiciamento dos cinco jornalistas apontados pelo relatório final como responsáveis por colaborar com os propósitos criminosos da organização, incluindo aí o diretor da sucursal da Veja em Brasília, Policarpo Junior, Queiróz é taxativo. “Há elementos mais do que suficientes. Há jornalistas que receberam dinheiro do crime. No caso do Policarpo, há sucessivas ligações entre ele e Cachoeira e seus comparsas. Há todo o comportamento dele em promover o interesse da quadrilha de desviar dinheiro público. Isso não era o comportamento de um jornalista, mas o de um membro de uma organização criminosa”, enfatiza.

O delegado criticou também a postura corporativa da imprensa de se unir para tentar blindar esses profissionais. “Ao condenar o indiciamento desses jornalistas, a imprensa brasileira está seguindo um caminho perigoso de defesa da prática do crime. Liberdade de imprensa e liberdade de expressão não se confundem com comportamento criminoso”, afirmou.

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/11/liberdade-de-imprensa-nao-se-confunde.html

Recife lidera geração de empregos no Brasil, em outubro

29.11.2012
Do BLOG DE JAMILDO,28.11.12
Postado por Vinícius Sobreira


A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada pela Dieese e Fundação Seade em 7 regiões metropolitanas revela o Recife com os melhores números do levantamento. Além da capital Pernambucana, a PED é realizada nas regiões metropolitanas do Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e São Paulo.

De acordo com a Seade e o Dieese, o nível de ocupação subiu 2,2% no Grande Recife. Em Fortaleza a alta foi de 0,8%. Salvador vem em seguida com 0,7% de crescimento. No Distrito Federal o nível de ocupação subiu 0,5%. Em Belo Horizonte, 0,3%. E em São Paulo a elevação foi de 0,2%. Na direção contrária, só Porto Alegre, que registrou recuo de 1,1%.


A taxa de desemprego no conjunto das sete regiões metropolitanas caiu no mês de outubro em relação a setembro, passando de 10,9% para 10,5% no período. O nível de ocupação nas regiões apresentou ligeira alta de 0,4% com a criação de 72 mil postos de trabalho.


O rendimento médio real dos ocupados nas sete regiões subiu 1,4% em setembro ante agosto, para R$ 1.546. A renda média real dos assalariados também subiu 1,4% na mesma base de comparação, para R$ 1.578.


Entre os setores avaliados, o nível ocupacional subiu 2,5% na Indústria de Transformação, com 74 mil pessoas, e no de Comércio e Reparação de Veículos (1,1%, ou 43 mil pessoas); mas apresentou recuo nos setores de Serviços (de 0,2%, ou 25 mil pessoas) e Construção (de 0,1%, ou 2 mil pessoas).


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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2012/11/28/recife_lidera_geracao_de_empregos_no_brasil_em_outubro_142281.php

PT sinaliza que marchará alinhado ao PSB no Recife

29.11.2012
Do BLOG DA FOLHA
Por TATIANE ACCIOLY

Vereador Jairo Britto, por exemplo, afirma que essa é a tendência (Foto: Arthur Mota/Arquivo Folha)

No próximo sábado, o diretório municipal do PT vai fazer a quarta e possível última reunião para decidir o posicionamento do partido no Recife, a partir de 2013.  O encontro, que já estava marcada há algum tempo, ganhou mais força depois que o senador Humberto Costa enviou nota à imprensa declarando que o partido deve ficar fora da base aliada do prefeito eleito do Recife, Geraldo Júlio (PSB). Posição que promete colocar ainda mais lenha na fogueira dessa reunião.

De acordo com o vereador Jairo Britto (PT), a discursão de apoiar ou não o PSB no Recife tem que ser feita pelo diretório municipal e não pelo senador. “Acho que, por uma questão de coerência, temos que manter a base como sempre foi. O Recife não é uma ilha para ficar independente. Existe uma aliança com o PSB nacional e estadual, por que não continuar com essa aliança municipalmente? Tem que continua sim”, defendeu o vereador petista.

Já o vereador eleito Henrique Leite (PT) declarou ao Blog da Folha que entende o posicionamento do senador petista, mas prega paciência pelo desfecho dessa história. “O posicionamento de Humberto (Costa) não é de agora. Ele sempre defendeu esse posicionamento e vai fazer isso na reunião do diretório. Agora, vamos esperar o resultado. Não dá para fazer o desenho de quem tem mais força dentro do diretório municipal”, ressaltou.

Henrique Leite lembrou que, apesar de entender o lado do senador, defende a ida do partido para a base de Geraldo Julio. “Entendo que por o PT está ao lado do PSB nos governos Federal e Estadual, estaria também na frente do governo municipal. Espero que o PT  chegue a um consenso e tome um posicionamento único. Tem que ser tomada uma decisão que não exponha o partido”, destacou.

O vereador Jurandir Liberal (PT) preferiu não se posicionar sobre o assunto até que o partido tenha tomado uma decisão. A reunião vai acontecer no SINDPD-PE – Sindicato dos trabalhadores em empresas de informática, processamento de dados e tecnologia da informação de Pernambuco – às 9h do sábado.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=63564

Concentração de renda caiu no Brasil nos últimos dez anos, aponta pesquisa do IBGE

29.11.2012
Do portal da Agência Brasil, 28.11.12
Por Vladimir Platonow

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A diferença, no Brasil, entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres ainda é grande, mas tem apresentado uma queda considerável nos últimos dez anos. Entre 2001 e 2011 o rendimento familiar per capitada fatia mais rica caiu de 63,7% do total da riqueza nacional para 57,7%. No mesmo período, os 20% mais pobres apresentaram crescimento na renda familiar per capita, passando de 2,6% do total de riquezas do país em 2001 para 3,5% em 2011.

Os dados fazem parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2012, divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Leonardo Athias, pesquisador da Divisão de Indicadores Sociais do instituto, a redução da desigualdade no período deve ser atribuída às políticas de redistribuição de renda no país, com valorização do salário mínimo, expansão do Bolsa Família e ganhos educacionais, que permitem ao trabalhador almejar postos mais altos.
“Nós tivemos um duplo fenômeno. Uma diminuição da desigualdade, por um lado alavancada pelas políticas de renda, valorização do salário mínimo e programas sociais, direcionados à base da pirâmide de rendimentos, além de ganhos educacionais, tornando a população um pouco mais homogênea e ela pode almejar postos mais altos.”
O pesquisador também destacou o crescimento econômico ao longo da década passada como indutor das melhorias sociais. Outro fator importante foi o controle da inflação, iniciado na década de 90 e mantido após 2000, responsável por preservar o salário das classes mais pobres, que não tinham proteção via aplicações no sistema financeiro.
Outro índice mostrado na pesquisa do IBGE que demonstra a redução da desigualdade no país é o coeficiente de Gini, que vem apresentando uma redução constante a cada ano, desde a década de 90, quando atingiu o nível mais alto, de 0,602, chegando a 2011 com 0,508. Quanto menor o número, menos desigual é o país. Os extremos do coeficiente para o ano de 2011, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), foram de 0,586 para Angola e 0,250 para a Suécia.
Edição: Lílian Beraldo

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-11-28/concentracao-de-renda-caiu-no-brasil-nos-ultimos-dez-anos-aponta-pesquisa-do-ibge

SINDSPREV/PE: Uma retrospectiva histórica

29.11.2012
Do Youtube, 21.11.12
Por r 

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Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=D1Icxj_1P-0

PT se acovarda diante da mídia

29.11.2012
Do blog  Cinema & Outras Artes,28.11.12
Postado por 


Determinada pela presidência do PT, a decisão do deputado Odair Cunha (MG), relator da CPI do Cachoeira, de deixar de indiciar cinco jornalistas suspeitos de ligação com o crime organizado – entre eles Policarpo Júnior, editor-chefe da Veja – e de abdicar da sugestão de que o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, seja investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público tem causado indignação entre a militância petista, apoiadores do governo e cidadãos preocupados com o atual estágio das relações entre política, mídia e Justiça no Brasil.

Instalada a duras penas, a CPI representou uma rara oportunidade de promoção de uma investigação séria sobre as ligações entre mídia e crime organizado no país, a partir das para lá de suspeitas relações entre o criminoso condenado "Carlinhos" Cachoeira e a revista Veja. Tal oportunidade está perdida, e, embora a responsabilidade por tal retrocesso deva ser repartida com os demais membros da aliança governista – o PMDB, notadamente -, ele corrobora uma constatação que se difunde entre um número cada vez maior de pessoas: a de que, não importa o que a mídia apronte, o PT está acovardado e não reagirá.

Reação corporativa

Além da saraivada de ataques disparados pela imprensa, nos últimos dias, contra o indiciamento dos jornalistas – categoria profissional que, no Brasil, parece estar acima das leis – e do corporativismo extremado do Ministério Público em defesa de Gurgel, rondam o recuo petista ameaças menos ou mais veladas advindas do potencial supostamente explosivo da divulgação da correspondência entre o ex-presidente Lula e ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, indiciada na última sexta-feira pela Polícia Federal, com estridente alarde, mesmo para os padrões brasileiros.

Ainda que remota, a possibilidade de que Lula venha se candidatar a governador de São Paulo em 2014, com grandes chances de estabelecer hegemonia petista no município, no estado e no país, tem levado a mídia corporativa, linha-auxiliar do tucanato, a recrudescer as manifestações de ódio contra o ex-presidente, num exemplo claro do conflito de classes e de disputa de poder – e da posição que, neles, a mídia, que idealmente deveria buscar a imparcialidade, assume. Isso inclui, como índice de baixeza operacional da mídia, o desprezo pelo tratamento discreto da vida afetiva dos ex-presidentes da República, norma rigidamente seguida em relação a Fernando Henrique Cardoso, mas que as presentes insinuações em relação a Lula e Rosemary mandam às favas. Neste momento, reside no fuçar de e-mails e telefonemas entre eles a "grande esperança branca" do conservadorismo brasileiro – uma aposta, a meu ver, fadada ao fracasso.

O caso Rosemary

Dadas as condições materiais tipicamente de classe média de Rosemary e a vagueza das acusações de tráfico de influência - ainda mais contra uma agente radicada em São Paulo, longe do poder concentrado no Planalto Central - não se deve descartar a hipótese de que, assim como ocorreu com Erenice Guerra, com Luiz Gushiken e com Orlando Silva, trate-se, ao final, de mais um factoide para abastecer a mídia de manchetes escandalosas contra Lula e o PT. O modo como os jornais têm tratado as perfeitamente aceitáveis duas viagens oficiais ao ano efetuadas pela ex-secretária na última década– chamando-as de "a volta ao mundo de Rosemary" – sugere exatamente isso.

Já vimos esse filme várias vezes, e a sensação de déjà vu é inevitável: se, ao final, a acusada for proclamada inocente, como aconteceu com os personagens citados, uma notinha escondida na página 11 será a compensação pela enxurrada de manchetes e reportagens televisivas. Os danos morais, a desqualificação pessoal, o tratamento como criminoso dispensado a quem é apenas suspeito, o direito de resposta, o ouvir o outro lado? São detalhes que, naturalmente, não requerem o instrumento anacrônico da Lei de Imprensa, que a sapiência e o espírito democrático reinantes no STF extinguiram. Deixemos tudo à autorregulação, como sugeria o saudoso Ayres Britto.

Ufanismo fora de lugar

Os entusiastas do governo nas redes sociais dedicam horas e horas, diariamente, a prognosticar um golpe de Estado iminente, a destilar seu ódio contra o STF e a rebater todas as bobagens tendenciosas que Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo escrevem – o que dá mais audiência a tais "blogueiros", provocadores profissionais a soldo dos interesses da plutocracia mediática. Se esses internautas direcionassem uma pequena parte de sua energia a fins mais concretos – como pressionar o governo que apoiam a confrontar a mídia venal e a cumprir os compromissos assumidos em campanha -, não só aspossibilidades de ruptura institucional tornar-se-iam mais remotas, mas, entre outras áreas, seria outra a situação da saúde, da segurança pública e da educação (onde, conforme anunciado ontem, o Brasil ficou em 39o. lugar entre 40 países concorrentes noranking do Índice Global de Habilidades Cognitivas e Realizações Profissionais, evidencia que desmistifica e contraria o discurso ufanista predominante nessa área durante as administrações petistas). Além disso, poderíamos ao menos vislumbrar a possibilidade de regular a ação da mídia de acordo com parâmetros éticos

Ao invés disso, temos um cenário em que, como resume um dos maiores estudiosos da mídia no país, Venício A. de Lima, "Apesar do trabalho desenvolvido há décadas por pessoas e/ou entidades da sociedade civil, e apesar do inegável aumento da consciência coletiva sobre a centralidade da mídia na vida cotidiana, não tem havido resposta correspoindente dos poderes da República no sentido da proposta e/ou implementação de políticas poúblicas que promovam a universalização do direito à comunicação em nosso país".

Paz sem voz não é paz, é medo

O fato de a arena comunicacional do país ser dominada por uma mídia corporativa que age de forma parcial e partidarizada, tendo como métodos rotineiros a desqualificação agressiva, o escândalo e a mentira é uma herança do capitalismo selvagem e do patrimonialismo que por décadas vigeu no país – açulados, na última década, pela perda progressiva de poder e pelo ódio de classes.

Já o fato de tal distorção antidemocrática permanecer ativa e impune durante uma década de administração federal petista é resultado da omissão, pusilanimidade e covardia - e, quem sabe, de interesses não confessos – que têm caracterizado a inação do Partido dos Trabalhadores no que concerne à sua relação com a mídia, na qual não se limita a apanhar calado: continua a encher as burras das editoras e corporações midiáticas que, suspeitas de conluio com o crime organizado, o atacam e à democracia. 

Como assinala Saul Leblon, em artigo de leitura obrigatória, o petismo no poder parece resignado após assinar uma "pax branca que concede ao conservadorismo o pleito da hegemonia intocável na esfera da comunicação". Esse conformismo, que hoje desqualifica reputações, envenena o jogo político e deturpa o debate democrático, pode vir a ter consequências ainda mais graves, institucionalmente traumáticas, para o partido e, pior, para o país. E fica cada vez mais evidente que o PT nada fará contra o inimigo que alimenta.

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Fonte:http://cinemaeoutrasartes.blogspot.com.br/2012/11/pt-se-acovarda-diante-da-midia.html