domingo, 30 de setembro de 2012

Um espectro ronda o jornalismo: Chatô

30.09.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 29.09.12


Em texto exclusivo para o 247, o escritor Fernando Morais narra como, em meados do século passado, Assis Chateaubriand encomendou ao diretor do Estado de Minas uma reportagem sobre o estupro supostamente cometido pelo arcebispo de Belo Horizonte contra a própria irmã. Detalhe: Dom Cabral não tinha irmã. Passadas oito décadas, Chatô exumou-se do cemitério e encarnou nos blogueiros limpos e editores dos principais jornais brasileiros


As agressões e infâmias dirigidas por alguns jornais, revistas, blogs e telejornais ao ex-presidente Lula e ao ex-ministro José Dirceu me fazem lembrar um episódio ocorrido em Belo Horizonte em meados do século passado.

Todas as sextas-feiras o grande cronista Rubem Braga assinava uma coluna no jornal “Estado de Minas”, o principal órgão dos Diários Associados em Minas Gerais. Irreverente e anticlerical, certa vez Braga escreveu uma crônica considerada desrespeitosa à figura de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira de Belo Horizonte. Herege, em si, aos olhos da conservadora sociedade mineira o artigo adquiriu tons ainda mais explosivos pela casualidade de ter sido publicado numa Sexta-Feira da Paixão.

Indignado, o arcebispo metropolitano Dom Antonio dos Santos Cabral redigiu uma dura homilia recomendando aos mineiros que deixassem de assinar, comprar e sobretudo de ler o “Estado de Minas”. Dois dias depois o documento foi lido na missa de domingo de todas as quinhentas e tantas paróquias de Minas Gerais.

O míssil disparado pelo religioso jogou no chão a vendagem daquele que era, até então, o mais prestigioso jornal do Estado. E logo repercutiu no Rio de Janeiro. Mais precisamente na mesa do pequenino paraibano Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados, um império com rádios e jornais espalhados por todos os cantos do Brasil.

Célebre pela fama de jamais engolir desaforos, o colérico Chateaubriand telefonou para Geraldo Teixeira da Costa, diretor do “Estado de Minas”, com uma ordem expressa, repleta de exclamações:
- Seu Gegê! Quero uma reportagem de página inteira contando que quando jovem Dom Cabral estuprou a própria irmã! O senhor tem uma semana para publicar isso!

Tamanha barbaridade não passaria pela cabeça de quem quer que conhecesse o austero Dom Cabral, cujas virtudes haviam levado o Papa Pio XI a agraciá-lo com o título de Conde. Mas ordens eram ordens.

Os dias se passavam e a reportagem não aparecia no jornal. Duas semanas depois do ultimato, um Chateaubriand possuído pelo demônio ligou de novo para Belo Horizonte:
- Seu Gegê! Seu Gegê! O senhor esqueceu quem é que manda nesta merda de jornal? O senhor esqueceu quem é que paga seu salario, seu Gegê? Cadê a reportagem sobre o estupro incestuoso cometido por Dom Cabral?

Do outro lado da linha, um pálido e tremebundo Gegê gaguejou:
- Doutor Assis, temos um problema. Descobrimos que Dom Cabral é filho único, não tem e nunca teve irmãs...

Sapateando sobre o tapete, Chateaubriand parecia tomado por um surto nervoso:
- TEMOS um problema? Seu Gegê, nós não temos problema algum! Isso é um problema de Dom Cabral! Publique a reportagem! Cabe A ELE provar que não tem irmãs, entendeu, seu Gegê? Vou repetir, seu Gegê: cabe A ELE provar que não tem irmãs!!

Passadas oito décadas, suspeito que Chatô exumou-se do Cemitério do Araçá e, de peixeira na cinta, encarnou nos blogueiros limpos e nos editores dos principais jornais e revistas brasileiros. 

Como no caso de Dom Cabral, cabe a Lula provar que não marchou com a família e com Deus, em 1964, quando tinha 18 anos, pedindo aos militares que derrubassem o governo do presidente João Goulart. Cabe a Dirceu provar que não foi o chefe do chamado mensalão.

Fernando Morais é jornalista e escritor. É autor, entre outros livros, de “Chatô, o rei do Brasil”, biografia de Assis Chateaubriand.

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Céli Pinto: “Enfrentamos um processo de glorificação da despolitização”

30.09.2012
Do blog Lotus Egípcio
Por Marco Aurélio Weissheimer. Blog RSurgente

Entrevistei ontem (27) para a próxima edição do Adverso, publicação da Adufrgs Sindical (Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior de Porto Alegre) a cientista política Céli Pinto, professora do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Na entrevista (disponibilizarei o link aqui assim que a entrevista for publicada), Céli Pinto analisa a atual conjuntura política do país a partir de três processos que vem ocorrendo simultaneamente: o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), as eleições municipais e os trabalhos da Comissão da Verdade para investigar os crimes da ditadura.

A professora da UFRGS critica o processo de espetacularização do julgamento em curso no STF e identifica um preocupante quadro de esquizofrenia política no país com a degradação do quadro partidário, advertindo para os riscos da campanha sistemática contra a política e contra os políticos. Céli Pinto enxerga no horizonte uma configuração paradoxal que define como “o pior dos mundos”. Se por um lado os governos Lula e Dilma trazem consigo enormes avanços sociais, no plano de valores parece haver um avanço conservador:

“Há uma falta de vontade política de enfrentar mais de frente as forças conservadoras deste país. Essas forças conservadores ganham, por um lado, com o crescimento econômico e o aumento de consumo, e, por outro, há um avanço de valores conservadores, de avanço de valores das igrejas pentecostais e da igreja católica, dando o tom do que pode e do que não pode no país. Então, temos uma combinação que é o pior dos mundos. E esse pior dos mundos não é contra o desenvolvimento social. Nem a Igreja Católica nem os pentecostais são contra o aumento do consumo e de emprego. Muito menos a burguesia brasileira, desde que não haja aumento de poder das pessoas, que divida um pouco a imensa concentração de poder que há neste país”. 

Como agravante, temos ainda uma campanha midiática diária e sistemática contra a política e os políticos, descrita assim por Céli Pinto:

“Enfrentamos um processo de despolitização e até de glorificação da despolitização que afirma que o que é político é ruim e o que não é político é bom. Esse discurso vem sendo repetido incessantemente, dia e noite. Em sempre disse para meus alunos e em entrevistas que eu não acreditava que a grande mídia dominava corações e mentes em lugar nenhum do mundo e muito menos no Brasil; que se dominasse o Lula não teria sido presidente da República ou o Olívio não teria sido governador aqui no Rio Grande do Sul. Mas, neste momento, eu acho que há uma influência sim, muito mais espalhada, menos política, mais na escala de valores, que está muito entranhada nas pessoas. Você pega um táxi, vai a um consultório, conversa com as pessoas e quase todas estão falando mal da política e dos políticos. Esse discurso é repetido à exaustão diariamente na mídia: os políticos são corruptos, não são sérios, não trabalham”. 

Integrante da Comissão Estadual da Verdade no Rio Grande do Sul, ela define um dos principais objetivos desse trabalho: “queremos contar a história de quem foi preso, torturado, morto ou desaparecido e também apontar quem torturou e matou. Queremos mostrar que a tortura, a morte, o desaparecimento e a humilhação não foram exceções, mas sim uma política de Estado”.

Foto: Bruna Cabrera/Especial Palácio Piratini.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tucano pede voto em italiano: “Grazie”

28.08.2012
Do  BLOG DO MIRO
Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:


Recolhido ao meu lar, depois de mais um dia de dura labuta, apanho a correspondência sobre a mesa: nessa época, além de faturas do banco e contas de telefone e água, chegam muitos envelopes com propaganda eleitoral. Distraído, passo de um envelope a outro, até que me deparo com uma carta curiosa: o candidato a vereador, tucano, tem cara de homem, mas nome de mulher – Andrea.

Ah, esse eu conheço, penso com meus botões. Foto de homem, nome de mulher. Até aí, nada de mais. O que chama mais atenção é o texto da cartinha que está sobre minha mesa. Andrea (na Italia, é nome que pode batizar seres do sexo masculino) pede votos para vereador, apelando para suas raízes… italianas! Ele não disse: “vote em mim, sou nascido e criado na Penha”; ou “eleja um filho dileto da Vila das Belezas”. Não! Vote em mim, porque sou descendente de italianos!

Hehe. Esses tucanos. Depois não sabem porque o povo de fora de São Paulo às vezes pensa que tucanos paulistas são separatistas… Não quero dizer com isso que Andrea seja separatista. Nem tampouco que não goste do Brasil. Não é isso. Mas a carta tem um cheiro de afetação aristocrática.

Vejam o que diz o tal Andrea Matarazzo (orgulhosíssimo, aliás, do sobrenome quatrocentão): “construímos raízes no Brasil, mas nunca abandonamos nossos laços com a Itália”.

Uai, diriam os mineiros, mas é candidato em São Paulo ou Roma?

O mais engraçado é o jeito que Andrea encerra a cartinha: “Grazie, a presto”. Isso mesmo. Em italiano…

Nada tenho contra os imigrantes italianos, é claro. Meu bisavô era italiano. Minha mãe adora a Itália. Tudo bem. Mas pedir votos para brasileiros, usando como grande atributo o orgulho de ser “italiano”!!!

Suponho que o tal Andrea vai ser bem votado. Já vi o nome dele espalhado pela cidade, especialmente em bairros “nobres”. Ok. Mas não deixa de ser simbólico…

FHC, presidente da República, gostava de discursar em francês. Andrea, candidato a vereador, pede votos em italiano. Esses tucanos… 

Grazie, a presto? Não, obrigado. Pra mim, meia mussarela, meia calabresa. Passar bem.

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CHACINA NOS ESTADOS UNIDOS - FUNCIONÁRIO DEMITIDO FUZILA 22 EX-COLEGAS DE TRABALHO

28.09.2012
Do 700BONDeblog
4 MORTOS - 4 FERIDOS - SUICÍDIO

Tragédia ocorreu em Mineápolis, no Estado de Minnesota (EUA)

A cultura da violência, a facilidade com que se compra uma arma na esquina, a banalização do valor da vida, traduzida no ato de matar inocentes e dar cabo da própria vida e a "crença" de que tudo - de questões pessoais à relações internacionais - se resolve com "tiros", levou a mais um episódio de crime por fuzilamento em massa nos Estados Unidos.


LEIA + AQUI

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,atirador-mata-quatro-pessoas-apos-ser-demitido-de-empresa-nos-eua,937069,0.htm

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Fonte:http://007bondeblog.blogspot.com.br/2012/09/chacina-nos-estados-unidos-funcionario.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/NIKX+(007BONDeblog)

Marco Aurélio questiona se Barbosa tem condição de ser presidente do STF

28.08.2012
Do blog ESQUERDOPATA
Por Falha



Um dia após a sessão mais tensa do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Marco Aurélio Mello aumentou a polêmica e questionou nesta quinta-feira (27) as condições do colega Joaquim Barbosa presidir a Corte futuramente.

Marco Aurélio disse que a condução de Barbosa à presidência, prevista para novembro com a aposentadoria do Carlos Ayres Britto, não é automática. Ele questiona a postura de Barbosa.

"Eu fico muito preocupado diante do que percebo no plenário. Eu sempre repito, o presidente é um coordenador, é um algodão entre cristais, não pode ser metal entre os cristais", disse Marco Aurélio.

Ele disse, no entanto, que não vê que a eleição esteja em risco.

"Vamos aguardar novembro, é muito cedo. E afinal o voto até pela escolha do presidente e do vice do Supremo é um voto secreto. Há cédulas que são distribuídas e realmente nós temos a designação de um escrutinador e a proclamação de um resultado. Não é por aclamação", disse.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Requião defende Lula e detona a mídia

BLOG DO MIRO: O poder corruptor da TV Globo

26.09.2012
Do BLOG DO MIRO, 
Por Marco Aurélio Mello, no blog DoLaDoDeLá:


Quando decidi apontar internamente os desvios e as injustiças praticados pelo departamento de jornalismo da TV Globo de São Paulo, em 2006, muitos colegas me aconselharam a deixar isso pra lá. Os repórteres mais experientes diziam: os chefes passam, a empresa fica. Houve uma editora de texto, inclusive, que, candidamente, sugeriu que me aproximasse mais da chefia, que andava reclamando da minha rebeldia. Entendi aquelas mensagens como um convite à puxassaquice e fiquei mais indignado ainda.


Imperava a frase feita que dizia: - Se você não pode com eles, junte-se a eles. Fora da emissora pessoas comuns e colegas de profissão também se assustavam: - Como, você vai enfrentar esse império! - Por que não? Respondia. Hoje entendo mais claramente o tamanho do risco que corri. Afinal, como ficou bem claro nos esclarecimentos prestados pelo site Conversa Afiada, a Globo suborna as agências de publicidade com um bônus para cada anúncio programado por elas.

Esta é a causa para uma enorme concentração de mercado, que resulta num quase monopólio de arrecadação de verbas publicitárias. Apesar da emissora ter 50% de audiência média, fica com 70% de todos os recursos destinados à TV aberta. O efeito dessa concentração é danoso à toda sociedade. Em um faturamento estimado em R$ 12 bilhões de reais, o mercado publicitário recebe até um bilhão e meio de reais na forma de bônus.

Segundo David Olgivy, entrevistado por Paulo Henrique Amorim, "o bônus de volume da Globo é o maior faturamento das 40 maiores agências de publicidade do Brasil!". Traduzindo: a Globo é melhor para as agências do que os anunciantes. Guardadas as devidas proporções, é como se eu fosse síndico de um prédio e cotasse a compra de produtos de limpeza, mas escolhesse aquela que me dá de bônus 10% do valor da compra, independente da qualidade do produto ou do preço. O que o leitor acha disso?

Agora fica fácil entender porque a Dilma tem medo do PIG (o Edu Guimarães acha ela já acordou). O PIG - com o inestimável apoio das agências de publicidade e seus anunciantes endinheirados - mandam no Brasil! E ai da Dilma se ela fizer contingenciamento das verbas de publicidade das estatais e do Governo Federal. Ou pior, se questionar a concentração no setor... E ai do secretário de comunicação, seja qual for, que decidir em vez de anunciar na TV aberta, diversificar os negócios... Estão todos na rua no dia seguinte.

Sou do tempo em que, numa negociação, a vantagem era do cliente, não do intermediário. As Organizações decidiram explorar esse "nicho" e transformaram a TV num negócio de pai para filho. O meio, que é uma concessão não custa nem um centavo para ser explorado e a exploração ainda é subsidiada com benefícios diversos, entre eles as tais leis de incentivo ao audiovisual. Isso sem contar as isenções de impostos...
Peço apenas a ajuda dos juristas para entender porque as outras empresas de TV não entram com uma representação no CADE? Ou seria na ANATEL? Sei lá... Não estamos diante de um exemplo claro de abuso do poder econômico, de falta de concorrência ou de concentração abusiva? Parafraseando o bordão da própria Globo no futebol: - Pode, Arnaldo?
Por isso é que enfrentei, enfrento e não me arrependo. Tenho obrigação de combater as injustiças e vou até o fim. Quem quiser que siga comigo! Caso contrário, toda noite tem Avenida Brasil, que está imperdível, hehehe.

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IMPRENSA REACIONÁRIA CONSPIRA CONTRA DILMA: O alvo é Dilma em 2014

26.09.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 24.09.12
Por Eduardo Guimarães
O PT vai despertando de um transe que fez com que acreditasse que seria sustentável para a democracia brasileira conviver com monstrengos como esses impérios de comunicação que cada vez mais vão se tornando uma espécie de jabuticaba, porque, em breve, só existirão no Brasil. E há quem acredite que esse despertar já chegou até à presidente da República.

Ao Sul da América do Sul, porém, a semana começa com uma notícia que exige muita reflexão: até dezembro, os oligopólios de mídia argentinos, a começar pelo Grupo Clarín (a Globo argentina), terão que se desfazer de considerável parte de seus impérios no âmbito da entrada em vigor de uma lei da mídia idêntica à que existe em qualquer parte do mundo desenvolvido.
É um avanço imenso, impensável no Brasil. Afinal, em nenhum país civilizado existem grupos de comunicação que operam em todas as plataformas de mídia (televisão aberta e a cabo, rádio, jornais, revistas e portais de internet) como ainda ocorre em vários países latino-americanos, ainda que boa parte deles já esteja impondo regras a essa orgia comunicacional.
O resultado desse remanescente gigantismo e dessa voracidade por verbas públicas dos grandes grupos empresariais de comunicação todos estão vendo no Brasil. Cada vez mais, essas aberrações vão atuando como um poder paralelo ao do Estado – e, muitas vezes, prevalente.
Há pouco, ocorreu um fenômeno que só é possível em uma nação em que a comunicação não tenha regras e na qual um minúsculo grupo de grandes empresas de mídia consiga sufocar a pluralidade exigível em setor tão vital. Um veículo de imprensa escrita fez uma acusação grave a um ex-presidente da República, não apresentou uma só prova e essa acusação passou a ser vendida pelos outros três grandes impérios midiáticos e seus tentáculos como se fosse fato inquestionável.
Reflitamos sobre quantos veículos há hoje no Brasil com poder de:
1 – Pautar a Suprema Corte de Justiça e o Ministério Público, fazendo com que acusem e condenem sem provas seus adversários políticos.
2 – Fazer acusações gravíssimas aos adversários políticos sem apresentar uma só prova e sem responder por calúnia e difamação, porque qualquer reação é chamada de “censura”.
3 – Mandar repórter invadir até o quarto de dormir de adversários políticos.
4 – Manter fora do alcance de investigações funcionários envolvidos com o crime organizado.
A CPI do Cachoeira, por exemplo, irá investigar jornalistas envolvidos no esquema. Contudo, serão só os de pequenos veículos de Goiás. Ou seja: a licença para delinqüir em nome da “liberdade de imprensa” não é para a imprensa, mas só para algumas empresas de comunicação.
Essas empresas escolhidas (pelo tamanho e pelo poder econômico) põem seus funcionários para agredir as mais altas autoridades da República tecendo histórias que não provam e intimidando os agredidos com acusações de “censura”. E ninguém faz nada.
Os juízes do Supremo José Antônio Dias Tóffoli e Ricardo Lewandoski vêm sendo acusados, insultados, ridicularizados e até caluniados por funcionários de Veja, Globo, Folha e Estadão em suas “colunas” impressas e em “blogs” corporativos.
O ex-presidente Lula, que como todo ex-presidente deveria ser tratado com um mínimo de respeito, ainda que não esteja acima de críticas, foi insultado pesadamente por um colunista. Não houve uma acusação, houve xingamento puro e simples. É tratado como um criminoso condenado assim, abertamente.
Minha mulher pergunta “Como é que pode?”. Podendo, respondo. Ela quer saber se ninguém pode fazer nada. Digo que só quem poderia fazer é Lula e ele não processa ninguém. Não faz como Serra, que processou o autor de Privataria Tucana. E se processasse não adiantaria nada porque Veja tem muito dinheiro e, se condenada, paga a indenização e pronto.
Agora, se Lula entrasse na Justiça contra o tal colunista que só faltou xingar sua mãe, o processo demoraria anos e anos e, ao fim, a empresa que o emprega, paga. Garantir proteção aos seus pistoleiros é vital para que ataquem sem medo.
A classe política, o Judiciário, o Legislativo, o Executivo, todos se borram de medo de uma máquina que conta com uma horda de arapongas pronta a devassar a vida de qualquer um usando escutas ilegais, invasão de domicílio, chantagem e o que mais se puder imaginar.
E se a mídia não acha nada, inventa. E se não conseguir inventar, apela à ridicularização e à injúria, gerando desgaste emocional e destruindo o ambiente social de seus alvos. Imagine o sujeito que sai na capa da Veja ou da Folha, como lida com vizinhos, amigos, parentes, colegas de trabalho etc. É uma condenação. O sujeito paga a pena sem jamais ter sido condenado.
O julgamento do mensalão, pois, pretende plantar, já neste ano, a base de uma pretensa morte política do PT e do ex-presidente Lula. Mas o objetivo não são as eleições municipais de 2012 e o julgamento em tela não terminará após expedir suas sentenças. Está sendo plantada a base para que tenha um desenrolar.
O ministro do Supremo Joaquim Barbosa citou a presidente da República ao ler seu voto sobre uma das celeradas “fatias” que inventou para facilitar o curso desse que já é reconhecido por inúmeros juristas como um “tribunal de exceção”, ou seja, onde os critérios de julgamento fogem aos ditames do Direito e da jurisprudência.
Aqui e ali, nesse conclave entre o oligopólio midiático e os partidos de oposição ao governo federal, já se diz que o mensalão que está sendo julgado é parte de coisa ainda maior. Ou seja: estão ensaiando o discurso com o qual pretendem chegar a 2014.
Se a dobradinha entre Supremo e Procuradoria Geral da República de um lado e grande mídia de outro funcionar bem, lá pelo início de 2013 Lula será arrolado em alguma investigação sobre a acusação sem áudio, sem vídeo e sem confirmação alguma que a Veja lhe fez.
As certezas que os tais “colunistas” manifestam em que a Justiça será favorável ao plano, obviamente que derivam de conhecimento de bastidores por parte do patronato midiático em relação aos órgãos que dão curso à campanha de criminalização do PT e dos seus políticos mais eminentes.
Como não se fazem necessárias provas de nada para que o chefe do Ministério Público teça considerações sobre a hipótese de processar Lula, o mesmo valerá para qualquer outro cidadão brasileiro. Bastará uma reportagem que diga que ouviu dizer uma acusação pelo amigo, pelo parente ou pelo associado de alguém para que o Estado aceite a premissa.
Acabou a democracia no Brasil. Não é preciso mais provar nada para acusar alguém. E o que é pior: tal prerrogativa só vale para alguns, ou seja, para determinado grupo político.
O enfraquecimento do PT que está sendo plantado hoje com tanto afinco, com tanta sofreguidão, a um custo de milhões e milhões de dólares de campanhas publicitárias desencadeadas para difamar e caluniar, obviamente que não visa a eleição de prefeitos e vereadores.
Anote aí, leitor: está sendo plantada a semente do envolvimento da presidente Dilma Rousseff no mensalão 2, sobre o qual os mercenários empregados na grande mídia já falam abertamente.
Antes, porém, será preciso anular o padrinho político dela, de forma que não concorra em seu lugar se conseguirem envolvê-la em alguma coisa que a impeça de disputar a própria sucessão, contando, para isso, com o beneplácito da Procuradoria Geral da República e com a obediência do Supremo Tribunal Federal.
Os cínicos, os ingênuos e os mal-informados farão a mesma pergunta: ora, mas por que a mídia quereria tanto destruir um partido se o capitalismo vem ganhando tantos presentes dos últimos dois presidentes da República (Lula e Dilma)?
Sim, o governo Lula e o governo Dilma cederam muito ao capitalismo selvagem que vige no Brasil. Contudo, como se viu no caso dos bancos, os governos do PT cederam e cederão só enquanto não tiverem condições para deixar de ceder. Além disso, o gasto social de governos petistas e as políticas para redistribuir renda e oportunidades estão tornando o rico menos rico e o pobre menos pobre.
Quase posso ouvir a ultra-esquerda e a direita rindo juntas da afirmação que encerra o parágrafo anterior. Todavia, só se não tiver alguém para esfregar na cara delas o índice de Gini, que, aliás, melhora tanto no Brasil que pistoleiros do Partido da Imprensa Golpista já até tentaram desqualificar a mais reconhecida fórmula de mensuração da desigualdade.
Nos próximos anos, os índices oficiais mostrarão a continuidade de uma distribuição de renda que a partir do governo Lula ganhou um impulso visível a olho nu, sem nem necessidade de recorrer a estatísticas. E esse é o xis da questão.
Distribuição de renda no país virtualmente mais desigual do mundo obviamente que mobiliza contra si os poderes que produziram essa situação. Alguém já se perguntou por que o Brasil é tão mais desigual que qualquer outro país em estágio similar de desenvolvimento?
A concentração de renda brasileira é digna de qualquer republiqueta bananeira. Aliás, os países que se ombreiam conosco em injustiça social são só os países mais miseráveis e sem importância política da África e da América Latina. Ou seja: nenhum país com tanta riqueza e tecnologia quanto o nosso tem desigualdade sequer parecida.
A equação que construiu esse fenômeno desde a Proclamação da República se sustenta no uso de meios de comunicação de massa para produzir realidades virtuais e para calar quem disser o que não interessa aos beneficiários da injustiça social, aqueles que a mídia diz que não existem, que são invenção dos que querem “luta de classes”.
Eis porque o PT se tornou “inviável” para a elite que concentra renda e que é dona das maiores fortunas e dos mais importantes grupos de mídia.
Distribuição de renda? Ora, para dar a alguém há que tirar de alguém, por isso se diz distribuição, ou redistribuição. Desenhando: a quantidade de dinheiro que existe no país é uma só. Não dá para criar riqueza e dar só para quem tem pouco, tem que tirar de quem tem muito ou de quem tem mais ou menos e dar a quem não tem. É assim que funciona.
O mais engraçado de tudo isso é que os que têm muito sempre acabam empurrando uma conta desse tipo para quem tem mais ou menos, ou seja, para a classe média, que, no entanto, adota o discurso daquele que lhe empurra a conta. E achando-se muito inteligente por isso…
Enfim, digressões à parte, é assim que a banda toca. Se não houver uma reação já, o script é esse.
O tom arrogante dos mercenários da grande mídia se deve à certeza de que está tudo dominado: seus patrões, além de dinheiro, têm como chantagear qualquer poder da República com campanhas de difamação como as que se abateram sobre Tóffoli, Lewandowski, Lula etc.
É nesse contexto que se olha para a única pessoa que tem hoje poder para enfrentar tudo isso: Dilma Vana Rousseff. Porque mídia e oposição demo-tucana detêm o poder máximo do Judiciário graças a Lula e ela terem nomeado procuradores-gerais e ministros do Supremo de olhos fechados, acolhendo indicações da Justiça e do Ministério Público.
Lula chegou ao poder crente em que teria que agir de forma “republicana” na indicação daqueles que são os únicos que podem inclusive processar presidentes, condená-los e até destituí-los do cargo. Deu nisso aí.
O homem que agora está nas mãos de um procurador-geral da República que já se mostrou seu adversário político nomeou sempre aquele novo procurador-geral que o Ministério Público Federal indicava enquanto que os presidentes e governadores tucanos nomeavam e nomeiam procuradores-gerais afinados consigo politicamente.
Inocência? Sim, com absolta certeza. Lula foi inocente. Mas Dilma está sendo ainda mais. Começou seu governo achando que poderia se entender com a mídia sem entender que ela não passa de braço político de um setor da sociedade, o setor mais rico. Ponto.
Dilma também despertou? Alguns dirão que suas respostas aos insultos de Fernando Henrique Cardoso e de Joaquim Barbosa e a nomeação rápida do novo ministro do STF constituem sinais de que já entendeu o que está acontecendo. A preocupação, porém, é a seguinte: quem caiu naquele conto talvez ainda não tenha percebido que é o alvo final disso tudo.
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Quero cumprimentar o leitorado deste blog pelo magnífico desempenho no apoio que emprestou à iniciativa desta página e do Movimento dos Sem Mídia de exigir que a lei eleitoral seja respeitada. A medida, agora, terá dinâmica própria. O Jurídico da ONG já encaminhou a representação. Assim que tiver notícias, faço o relato.
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

INSTITUTO CANCELA DIVULGAÇÃO DE RESULTADO DE PESQUISA DE INTENÇÕES DE VOTOS NO RECIFE

25.09.2012
Do BLOG PORTAL DO B
Por Redação Online 



O Portal do Betinho (@portaldobetinho) obteve informações extra oficiais que o resultado de uma nova pesquisa eleitoral para a capital pernambucana estaria sendo guardada a sete chaves. De acordo com as informações, repassadas por pessoas que aplicaram os questionários na primeira semana de setembro no Recife, informaram que o tal "instituto de São Paulo" não divulgou os dados finais da pesquisa de intenções de votos para prefeito do Recife, planejado para sair na última segunda-feira (17/09), possivelmente, por causa do resultado que mostra a liderança dos candidatos do PT à Prefeitura do Recife, o senador Humberto Costa e o deputado federal João Paulo. Segundo os dados extra oficiais, o PT estaria em primeiro lugar com aproximadamente 37% das intenções de votos.   

Em segundo, o candidato da Frente Popular, secretário Geraldo Júlio (PSB) e o deputado estadual Luciano Siqueira (PCdoB), com 27% e no terceiro, o deputado estadual Daniel Coelho (PSDB) e a socióloga Débora Albuquerque (PPS), com 21%. Já o candidato do DEM, deputado federal Mendonça Filho e o coronel Alexandre Guarines (PMN) ficaria em quarto lugar, mais empatado tecnicamente com Daniel Coelho. Na quinta colocação, os candidatos da Frente de Esquerda, professor Roberto Numeriano (PCB) e a jornalista Albenise Pires (PSOL), estaria empatados com os candidatos do PPL, ex-vereadora Edna Costa e o sindicalista Marilton Cavalcanti. Na sexta posição ficaria os candidatos do PRTB. Todas as informações e dados são extra oficiais, e foram obtidas por fontes anônimas

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DIREITA REACIONÁRIA ODEIA LULA: Jornalista da Veja revela ódio a Lula: ‘ele morrerá sem saber o que é vergonha na cara’

25.09.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO
Por BRASIL247

A retórica agressiva está de volta à imprensa brasileira. O ex-presidente Lula passou a ser tratado por alguns meios de comunicação como criminoso

“SOMOS UM POVO HONRADO GOVERNADO POR LADRÕES”
Escrita por Carlos Lacerda, na Tribuna da Imprensa, a manchete acima desencadeou os acontecimentos que levaram ao suicídio de Getúlio Vargas. Tendo Lula como alvo, a retórica violenta está de volta aos meios de comunicação, como no texto de Augusto Nunes, que diz que o ex-presidente morrerá sem saber o que é ter vergonha na cara; afinal, retornamos aos anos 50? Quais serão as consequências?
augusto nunes veja lula vergonha
Jornalista de Veja Augusto Nunes. Foto: reprodução
Antes de se transformar no Augusto Nunes (foto) atual, caricatura do que um dia foi no passado, o Augusto Nunes original redigiu a autobiografia de Samuel Wainer, a partir de seus depoimentos. Intitulado “Minha razão de viver”, o livro narra as peripécias do jornalista que revolucionou a imprensa brasileira na década de 50, contando com o apoio do ex-presidente Getúlio Vargas para criar a sua Última Hora.
Getúlio incentivou o desenvolvimento de uma imprensa de cunho popular porque era o alvo preferencial daquilo que hoje chamam de PIG (Partido da Imprensa Golpista) – organização que, nos anos 50, era comandada por Carlos Lacerda, dono da Tribuna da Imprensa.
Em 2 de agosto de 1954, Lacerda publicou a mais ousada de suas manchetes: “Somos um povo honrado governado por ladrões”. Vinte e dois dias depois, após um atentado contra Lacerda que acirrou ainda mais os ânimos, Getúlio se matou com um tiro no peito.
Essa retórica agressiva está de volta à imprensa brasileira. O ex-presidente Lula passou a ser tratado por alguns meios de comunicação como criminoso, sobre quem paira a ameaça de um processo judicial, e seis partidos políticos redigiram uma nota condenando o golpismo da imprensa e comparando a situação atual à dos anos 50.
Em resposta, Augusto Nunes, de Veja.com, escreveu um artigo dizendo que a comparação entre Lula e Getúlio insulta a memória do presidente suicida, mas não é exagero comparar seu estilo ao de Lacerda. No texto, Nunes afirmou que Lula, ao contrário de Getúlio, morrerá sem saber o que é ter vergonha na cara.
Paradoxalmente, o biógrafo de Samuel Wainer se transformou num arremedo de Carlos Lacerda.
(Leia, aqui, texto de Alzira Alves de Abreu, publicado pelo CPDOC, da FGV, que fala sobre a relação entre Getúlio e a imprensa. E também o texto de Sérgio Domingues sobre o comportamento dos meios de comunicação até o golpe de 1964)
Brasil 247

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Vox Populi: Haddad empata com Serra em SP

24.09.2012
Do portal BAND NOTÍCIAS, 
Por Da Redação noticias@band.com.br

Candidato do PT à prefeitura iguala tucano com 17% das intenções de voto na pesquisa; Celso Russomanno (PRB) lidera com 34%
Serra e Haddad estão empatados em segundo lugar / FolhapressSerra e Haddad estão empatados em segundo lugarFolhapress

Na pesquisa estimulada realizada entre os dias 19 e 21 de setembro, Haddad subiu de 14% no levantamento em agosto para 17% das intenções de voto. Já o candidato do PSDB passou de 22% para 17%.

A liderança continua com o candidato do PRB, Celso Russomanno, que ampliou a vantagem de 31% para 34% das intenções de voto.

Ainda de acordo com a pesquisa, o candidato do PMDB, Gabriel Chalita, aparece em quarto lugar, com 5% das intenções de voto, mesmo número do último levantamento.

Soninha Francine (PPS) caiu de 4% para 2%. Paulinho da Força (PDT) foi de 2% para 1%. E Levy Fidelix (PRTB) passou de 0% para 1%.

Carlos Giannazi (PSOL), Ana Luiza (PSTU), Anaí Caproni (PCO), Eymael (PSDC) e Miguel Manso (PPL) não alcançaram 1% dos votos.

O número de votos brancos e nulos é de 10%. Os eleitores que não sabem ou não responderam somam 13% do total.



Pesquisa espontânea

Já na pesquisa espontânea realizada pelo Vox Populi em São Paulo, Russomanno aparece com 30%, seguido por Haddad e Serra, com 15% das intenções de voto cada.

Chalita tem 4%, Soninha 2% e Levy Fidelix 1%. Os demais candidatos somam juntos 1% das intenções de voto.

O número de votos brancos e nulos é de 10%. Os eleitores que não sabem ou não responderam somam 22%.

A pesquisa Vox Populi ouviu 2 mil eleitores. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Rejeição

O Vox Populi também perguntou para o eleitor em qual candidato ele não votaria de jeito nenhum em São Paulo.

O índice de rejeição de Serra passou de 32% na pesquisa de agosto para 39% neste levantamento.

Haddad aparece em segundo lugar, com 12% - antes ele tinha 11%.

Russomanno teve o índice de rejeição elevado em dois pontos. Agora é de 7%.

Soninha e Levy Fidelix aparecem com 5% de rejeição. Paulinho da Força tem 3%. Eymael e Chalita somam 2%. Miguel Manso registra 1%.

Anaí Caproni, Ana Luiza e Carlos Giannazi não pontuaram.

Os eleitores que disseram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos somam 9%. Os que não votariam em nenhum deles são 7%. Não sabe ou não responderam somam 8%.

Quer saber mais sobre os candidatos?

Clique nos nomes abaixo e confira um minicurrículo de cada um dos 12 políticos que disputam o cargo de prefeito de São Paulo e um salário mensal de R$ 24.117,62. 



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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Recordando: Serra e a privataria tucana em cordel

24.09.2012
Do blog MARIA FRÔ
Por Silvio Prado / Fortaleza – Ceará

O livro de 2011 que abalou a República e que está entre os finalistas do Prêmio Jabuti, já virou até Cordel, apreciem:


$ERRA E A PRIVATARIA TUCANA EM CORDEL

Fonte: Facebook

Caiu a casa tucana

Do jeito que deveria
E agora nem resta pó
Pois tudo na luz do dia
Está tão claro e exposto
E o que ninguém sabia
Surge revelado em livro
Sobre a tal privataria.

Amauri Ribeiro Junior

Um jornalista mineiro
Em mais de 300 páginas
Apresenta ao mundo inteiro
A nobre arte tucana
De assaltar o brasileiro
Pondo o Brasil à venda
Ao capital estrangeiro.

Expondo a crua verdade

Do Brasil privatizado
O livro do jornalista
Não deixa ninguém de lado
Acusa Fernando Henrique
Gregório Marin Preciado
Serra e suas mutretas
E o assalto ao Banestado.

Revelando em detalhes

Uma quadrilha em ação
O relato jornalístico
Destrói logo a ficção
De que político tucano
É homem de correção
Mostrando que entre eles
O que não falta é ladrão.

Doleiros e arapongas

Telefone grampeado
Maracutaias financeiras
Lavagem por todo lado
Dinheiro que entra e sai
Além de sigilo quebrado
Obra de gente tucana
Na privatização do Estado.

Parece mas não é

Ficção esse relato
Envolvendo tanta gente
E homens de fino trato
Que pra roubar precisaram
Montar um belo aparato
Tomando pra si o Estado
Mas hoje negam o fato.

Tudo isso e muito mais

Coisas de uma gente fina
Traficantes de influência
E senhores da propina
Mostrando como se rouba
Ao pivete da esquina
E a cada negócio escuso
Ganhando de novo na quina.

Se tudo isso não der

Pra tanta gente cadeia
Começando por Zé Serra
Cuja conta anda cheia
O Brasil fica inviável
A coisa fica mais feia
Pois não havendo justiça
O povo se desnorteia

Com CPI já pensada

Na câmara dos deputados
Não se fala outra coisa
No imponente senado
Onde senhores astutos
E tão bem engravatados
Sabem que o bicho pega
Se tudo for investigado.

Por isso, temos tucanos

Numa total caganeira
No vaso se contorcendo
Às vezes a tarde inteira
Mesmo com a velha mídia
Sua indiscreta parceira
Pelo silêncio encobrindo
Outra grande roubalheira.

São eles amigos da Veja

Da Folha e do Estadão,
Da Globo e da imprensa
Que distorce a informação
Blindando tantas figuras
Que tem perfil de ladrão
Mostrando-os respeitáveis
Como gente e cidadão.

Pois essa mídia vendida

Deles eterna parceira
E que se diz democrática
Mas adora bandalheira
Ainda não achou palavras
E silenciosa anda inteira
Como se fosse possível
Ignorar tanta sujeira.

Ela que tanto defende

A liberdade de imprensa
Mas somente liberdade
Pra dizer o que compensa
Não ferindo interesses
Tendo como recompensa
Um poder exacerbado
Que faz toda a diferença.

Mas neste livro a figura

Praticamente central
Sujeito rei das mutretas
Um defensor da moral
É o impoluto Zé Serra
Personagem que afinal
Agora aparece despido
Completamente venal.

É o próprio aparece

Sem retoque nem pintura
Tramando nos bastidores
Roubando na cara dura.
É o Zé Serra que a mídia
Esconde e bota censura
Para que o povo não veja
A sua trágica feiúra.

E ele sabe e faz tudo

No reino da malandragem
Organiza vazamentos
Monta esquema de lavagem
Ensina a filha e o cunhado
As artes da trambicagem
E como bandido completo
Tenta preservar a imagem.

Mas agora finalmente

Com a casa já no chão
E exposta em detalhes
Tão imensa podridão
Que nosso país invadiu
Com a privatização
Espera-se que Zé Serra
Vá direto pra prisão.

E pra não ficar sozinho

Que ele vá acompanhado
Do Fernando ex-presidente
Mais o genro dedicado
Marido da filha Mônica
E outro homem devotado
Ricardo Sergio Oliveira
E também o Preciado.

Completando o esquema

Deixando lotada a prisão
Ainda cabe o Aécio
Jereissati e algum irmão
Nunca esquecendo o Dantas
Que só rouba de bilhão
E traz guardado no bolso
O tal Gilmar canastrão.

Como estamos em época

De Comissão da Verdade
Que se investigue a fundo
E não se tenha piedade
Dos que usaram o Estado
Visando a finalidade
De praticar tanto crime
E ficar na impunidade.

Tanto roubo descarado

Provado em documento
Não pode ser esquecido
E ficar sem julgamento
Pois lesou essa nação
Provocando sofrimento
A quem sofre e trabalha
Por tão pouco vencimento.

Que o livro do Amauri

Maior presente do ano
Seja lido e comentado
Sem reservas nem engano
Arrebentando o esquema
Desse grupo tão insano
Abrindo cela e cadeia.
Pra todo bandido tucano.


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