terça-feira, 31 de julho de 2012

MÍDIA GOLPISTA NÃO DIVULGA CORRUPÇÃO DO PSDB. VIVA OS BLOGS SUJOS! AMAURY PEGA TUCANOS NA LISTA DE FURNAS

31.08.2012
Do blog CONVERSA AFIDADA, 31.07.12
Por Paulo Henrique Amorim

Arsenal de documentos comprova a existência de um “mensalão” organizado por Dimas na estatal.


Conversa Afiada republica matéria do site Hoje em Dia:

MINISTÉRIO PÚBLICO DENUNCIA ‘MENSALÃO’ DE FURNAS



Amaury Ribeiro Jr. – Do Hoje em Dia

A procuradora da República no Rio Andrea Bayão Ferreira denunciou o ex-diretor de Planejamento de Furnas, Dimas Toledo, e um grupo de empresários e políticos acusados de participarem da chamada Listas de Furnas – a caixinha de campanha clandestina que funcionou na empresa estatal durante o governo de FHC. A denúncia reúne um arsenal de documentos da Polícia Federal e da Receita Federal que, além de atestar a veracidade, comprova a existência de um “mensalão” organizado por Dimas na estatal.

De acordo com a procuradora, o mensalão de Furnas provocou o enriquecimento de funcionários públicos, empresários e lobistas, acusados de alimentarem os financiamentos ilegais de campanha políticas dos tucanos e de seus aliados com o dinheiro público. Segundo a denúncia, o esquema era custeado pelos contratos superfaturados assinados pela estatal com duas empresas : a Toshiba do Brasil e a JP Engenharia Ltda. As duas foram contratadas sem licitação pública para realizar obras no Rio . “ O diretor Dimas Toledo reproduziu, em Furnas, o esquema nacional que ficou conhecido como ‘ mensalão’ – um esquema de arrecadação de propina – na ordem de milhões, custeado mediante o superfaturamento de obras e serviços”, diz a procuradora na denúncia.

A lista

A lista de Furnas, assinada pelo próprio Dimas Toledo, traz o nome de políticos que receberam doações clandestinas de campanha da empresa estatal em 2002. Entre os beneficiados estão os ex-governadores de São Paulo e de Minas Gerais, e outros 150 políticos.

Réus confessos


Os próprios executivos da Toshiba do Brasil – uma das empresas que financiavam o esquema – confirmaram a existência de um caixa dois que sustentava mesada de servidores e políticos. O superintendente Administrativo da empresa japonesa, José Csapo Talavera, afirmou, por exemplo, que os contratos de consultoria fictícios das empresas de fachada, até 2004 , eram esquentados por um esquema de “notas frias”.

Escuta quente
As escutas da Polícia Federal desmentem que o lobista Nilton Monteiro teria tentando falsificar a lista. Pelo contrário. “Durante a intercepção das linhas telefônicas usadas por Nilton Monteiro, nada foi captado que indicasse a falsidade da lista, ao revés, em suas conversa telefônicas, inclusive com sua esposa, sustenta que a lista é autêntica”, diz a procuradora.

Jefferson confirmou


Um dos políticos citados na lista, o ex-presidente do PTB e ex-deputado Roberto Jefferson(PTB) também confirmou à PF a veracidade do documento. De acordo com o depoimento anexado à denuncia do MP, Jefferson disse ter recebido, na campanha para deputado federal em 2002, R$ 75 mil da estatal. A grana foi entregue pelo próprio Dimas Toledo a Jefferson num escritório no centro do Rio.

Peritos

Mas a prova cabal de que a lista de Furnas é mesmo verdadeira acabou sendo fornecida por peritos da Polícia Federal. Em depoimento à PF, além de confirmarem a autenticidade da assinatura de Dimas Toledo, os peritos descartaram a possibilidade de montagem.

Chantagem


De acordo com a denúncia, a lista com o nome de políticos que receberam doações clandestinas da estatal teria sido elaborada pelo próprio Dimas Toledo, que pretendia usá-la para manter-se no cargo. O próprio diretor da estatal teria entregue o material ao lobista, que tentou l negociá-la com os adversários políticos do PSDB.

Trânsito


Dimas Toledo confirmou que o lobista tinha trânsito livre na estatal. Dimas disse ter, inclusive, marcado um encontro do lobista com o departamento jurídico da estatal.

Indiciamento

Além de Jefferson, o MPF denunciou Dimas Toledo, mas deixou de fora caciques do PSDB citados, sob o argumento de que eles são alvos específicos de uma investigação da PF e do MPF sobre os beneficiários da caixinha de campanha alimentada pela empresa estatal.

Vara da Fazenda


O destino de Dimas e de outros operadores de Furnas será julgado pela Vara da Fazenda do Rio. Apesar de Furnas ser uma empresa estatal, a Justiça Federal do Rio encaminhou a denuncia do MPF à Justiça Estadual Fluminense.
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MÍDIA DESONESTA: Lista do mensalão tucano é notícia, menos para a nossa mídia


31.07.2012
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 30.07.12
Por Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual
     
Causa estranheza o silêncio nas redações da velha imprensa sobre a publicação na revista CartaCapital desta semana dos documentos que mostram o caixa 2 da campanha de reeleição do tucano Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais em 1998. O pouco que foi publicado a respeito foi Marcos Valério negando a autoria do documento (curioso é que quando o mensalão é tucano, a simples negativa de Valério é aceita sem maiores apurações jornalísticas).

Também apareceram declarações do ministro do STF Gilmar Mendes, negando ter recebido R$ 185 mil constantes na listagem, inclusive dizendo que na época não estava na Advocacia Geral da União (AGU), como sugere a matéria, e sim servindo na Casa Civil do governo Fernando Henrique Cardoso.

Anexo à listagem, tem cópias de depósitos e transferências bancárias que confirmam alguns nomes e valores da lista. Não há destes comprovantes para valores mais altos, que correspondem à maioria de políticos e autoridades famosas, como Aécio Neves, FHC e o próprio Gilmar Mendes (o que tem lógica, para não serem captados pelos alertas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras – Coaf, nem deixar rastros).

O fato é que não dá para a velha imprensa esconder essa denúncia do noticiário político. Se for verdadeira é grave e se for falsa também, pois é do interesse do próprio Gilmar Mendes esclarecer quem estaria envolvendo seu nome no mensalão tucano.

Afinal a quem interessaria incluir o nome de Mendes nesta listagem? Ele não é candidato a cargos políticos para ser abatido por escândalos. E se o material for parte de um dossiê político falso, forjado por adversários inescrupulosos, não interessaria colocar um ministro do STF na confusão, porque dividiria as atenções com o alvo, sob risco de enfraquecer e desviar o foco dos políticos do PSDB.

Assim, o mais lógico é que, ou o conteúdo da listagem é verdadeiro na íntegra, ou é parcialmente verdadeiro, e quem estava nela é que se interessou em incluir nomes do Judiciário para causar confusão e anular provas de processos.

É assunto para Polícia Federal esclarecer, mas também para imprensa informar. A CartaCapital publicou na internet a íntegra dos documentos que teve acesso, mostrando-se sintonizada com o jornalismo deste século. A imprensa alternativa, blogs e redes sociais também estão tratando do assunto com a dimensão que merece. O vexame da tentativa de abafar a notícia fica por conta da velha imprensa corporativa.
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SUPREMO TRIBUNAL MIDIÁTICO - O LINCHAMENTO DOS RÉUS E A COAÇÃO AOS JULGADORES GANHA CORPO

31.07.2012
Do blog BONDEBLOG, 29.07.12




Aproxima-se o tão esperado, exigido, cobrado e quase que imposto pela MÍDIA, dia do julgamento do "MENSALÃO", para usar o termo que os integrantes do ('STM' - SUPREMO TRIBUNAL MIDIÁTICO)tanto gostam, acompanhado do complemento: "do PT".

O Mensalão do PSDB, não é dessa forma chamado pela MÍDIA, a "possível" corrupção envolvendo políticos tucanos, empresários e até membros do judiciário, é chamado de "mensalão mineiro", onde o ex-governador de Minas, ex-senador e atual deputado federal, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), jamais é chamado de "MENSALEIRO", nem de RÉU, o 'STM' só se refere a ele como "envolvido".

Aliás o 'STM'  faz questão de esquecer, ignorar, esconder esse "mensalão" e, principalmente, NÃO COBRAR que seja levado a julgamento. Os membros do 'STM', estão excitados, estão principalmente muito bem articulados, falando a mesma língua e usando os termos como são determinados pelos CHEFES da REDAÇÃO, que conversam entre si e acertam como LINCHAR os RÉUS. 

Merval Pereira e Míriam Leitão até "combinaram" em colocar em suas colunas de hoje os - PONTO-CHAVE - do julgamento. Ele colocou três, e ela, mais três - ficou uma "gracinha" dentro do novo formato "gráfico" do jornal. 

A MÍDIA joga tudo na condenação máxima dos RÉUS. Para os CARRASCOS do 'STM', não se pode  pensar em absolvição e nem mesmo em penas que sejam só por crime eleitoral. O 'STM' entende que depois de anos e anos, batendo nos "MENSALEIROS DO PT", só uma condenação muito severa poderia compensar o seu "esforço" de tentar à todo custo, até com o sacrifício da pouca credibilidade que ainda possui, colocá-los na cadeia, e que se dane qualquer possível injustiça,

A sede do 'STM' é tão grande por "sangue dos petistas", que eles não se constrangem, não se detém e não se envergonham, em todos os momentos, tentar pautar, enquadrar e coagir os membros do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Nesse aspecto, é necessário se destacar a campanha para tirar o MINISTRO TOFFOLI do julgamento, colocando-o na condição de impedido em votar, e de preservar o MINISTRO GILMAR MENDES, não dando divulgação a nenhum fato de forma negativa que esteja associado a seu nome. O STM já adivinha até votos. 

Aliás é IMPRESSIONANTE como os membros do 'STM' sabem em detalhes o que fazem e pensam os membros do STF. Vez por outra surgem notícias com informações de caráter altamente sigiloso sobre situações que caracterizam um PRÉ-JULGAMENTO inaceitável em um ambiente democrático. Felizmente parece que tudo não passa de invenção do 'STM' para emparedar o STF.


Assim, nós caminhamos finalmente e felizmente para o dia do início do Julgamento que ao final terá virado uma página, nada mais que isso, da vida política brasileira. Se tudo correr normalmente como em outras oportunidades no STF, o julgamento pode sofrer muito atraso, muita interrupção, não seguir de forma tão tranquila o cronograma que a MÍDIA publica, só chegando ao final depois das eleições, frustrando muita gente que deseja usar o mensalão do PT para ajudar a eleger possíveis mensaleiros e parceiros de mensaleiros do PSDB.

Uma última questão: Qual será o motivo pelo qual o 'STM' insiste tanto que o Ministro Cesar Peluzo vote, clamando inclusive que ele antecipe esse momento, para não ser pego pela expulsória ? Será que os "juízes" do 'STM' pensam ter certeza que Peluzo vai votar pela condenação dos "execráveis REUS" ?

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NASSIF TAMBÉM PÕE BATATA DO GILMAR PARA ASSAR

31.07.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 29.07.12
Por  Paulo Henrique Amorim

Será que o Gilmar vai à Dra Cureau atormentar o Nassif e o ansioso blogueiro?


Caso o Ministro Ayres Britto não tenha lido “Ministro Britto, o Gilmar pode julgar ?”,saiu no Blog do Nassifinteressante analise de Jotavê (será primo do Stanley ?):

AVALIAÇÃO DE PAPÉIS QUE PROVAM LIGAÇÃO VALÉRIO-AZEREDO



Por Jotavê

Comentário do post “Os documentos que comprovam relação entre Valério e Azeredo”

A revista Carta Capital disponibilizou ontem à noite os documentos que embasaram a reportagem de Leandro Fortes. Com eles em mãos, já é possível fazermos uma avaliação mais sóbria.

Marcos Valério, através de seu advogado, alega que a lista é falsa. É possível que seja, mas não é provável. O motivo é simples. Os valores que constam nos recibos correspondem, na quase totalidade dos casos, aos valores constantes das listas. Mais ainda. Quando há DIVERGÊNCIA entre os valores da lista e os constantes nos recibos, essa divergência obedece a um padrão uniforme que, como veremos, REFORÇA a hipótese de a lista ser autêntica.

Vamos, antes de passar à análise dos dados, entender o material que a revista tem em mãos. Trata-se, por um lado, de um volume encadernado com o registro de doações recebidas pelo PSDB mineiro em 1998 e dos valores pagos pelas agências de Marcos Valério. Desse volume constam tanto os pagamentos contabilizados quanto os feitos por baixo do pano. A evidência disto é a discrepância entre os valores declarados pelo PSDB e os valores constantes do documento. Os pagamentos totais constantes da contabilidade secreta de Marcos Valério somam mais de 100 milhões de reais.

Além desse volume encadernado, há uma série de comprovantes de depósito ou de transferência bancária feitos (todos) pela agência SMP&B de Marcos Valério em nome de pessoas e empresas listadas (todas) no volume encadernado. Há comprovantes de todos os pagamentos? Não, não há. Não esperem encontrar um recibo com o depósito na conta de Gilmar Mendes, por exemplo, ou de Aécio Neves, até porque, se esses pagamentos aconteceram de fato (e já não tenho motivos para duvidar de que isso tenha acontecido, diante dos documentos apresentados), certamente foram feitos em espécie.

Se comparamos os recibos com os pagamentos declarados na lista, a concordância é quase total. Eis aqui a lista dos recibos que correspondem exatamente aos valores discriminados na lista. Listei-os por ordem decrescente de valor para fazer uma observação importante a seguir:

Maria Cristina Cardoso de Mello 175.000,00

Maurílio Borges Bernardes 125.000,00

Fábio Valença 91.457,28

Jaldo Retes Dolabela 53.025,00

Afonso Celso Dias 50.000,00

Luiz Flávio Vilela Mesquita 50.000,00

Nei Martins Junqueira 50.000,00

Vagner Nascimento Junior 30.000,00

Antônio Marum 25.000,00

Cláudio Pereira 25.000,00

Ermino Batista Filho 25.000,00

Gilberto Rodrigues de Oliveira 25.000,00

Gilberto Wagner/

Mario Luis P. Pereira 25.000,00

Márcio Luiz Murta 25.000,00

Baldomedo Artur Napoleão 23.000,00

Edson Brauner da Silva 20.000,00

Honório José Franco 20.000,00

Ivone de Oliveira Loureiro 20.000,00

Maria Ângela Arcanjo 20.000,00

Marlene Arlanda Caldeira 20.000,00

Martins Adélio Gomes 20.000,00

Olavo Bilac Pinto Neto 20.000,00

Ricardo Desotti Costa 20.000,00

Rosane Aparecida Moreira 20.000,00

Wilfrido Albuquerque Oliveira 20.000,00

Ajalmar José da Silva 15.000,00

Arnaldo Francisco Penha 15.000,00

Clemente Sarmento Petroni 15.000,00

Francisco Ramalho 15.000,00

João Manoel Rathsam 15.000,00

Maria Olívia de Castro Oliveira 15.000,00

Maurício Antônio Figueiredo 15.000,00

Obed Alves Guimarães 15.000,00

Odair Ribeiro Vidal 15.000,00

Sonia Maria Salles Campos 15.000,00

Eder Antônio Madeira 12.000,00

Geruza Pereira Cardoso 12.000,00

Naylor Andrade Vilela 12.000,00

Maria Eustáquia de Castro 11.000,00

Aldimar Dima Rodrigues 10.000,00

Alencar Magalhães da Silveira Jr. 10.000,00

Grupo Hum Prop./Marketing 10.000,00

Marcelo Jerônimo Gonçalves 10.000,00

Rui Resende 10.000,00

Tarcísio Henriques 10.000,00

Vilda Maria Bittencourt 10.000,00

José Augusto Ribeiro 9.000,00

Antônio de Pádua Luma Sampaio 8.000,00

Silvana Vieira Felipe 8.000,00

Cláudio de Faria Maciel 7.000,00

Heloísa Helena Barras Escomini 5.000,00

Nelson Antônio Prata 5.000,00

José Roberto del Calle 4.000,00

Maria Aparecida Vieira 2.500,00

Maria da Conceição Almeida Alves 2.500,00

Antônio Milton Sales 2.000,00


Reparem que, se excetuarmos os quatro primeiros pagamentos, todos os outros têm valores iguais ou menores a 50 mil reais. Ou seja, nos casos em que os valores constantes na contabilidade de Marcos Valério COINCIDEM com os depósitos feitos em conta corrente, os valores são relativamente baixos. Como veremos a seguir, existem abundantes evidências de que valores maiores que 50 mil foram divididos em vários depósitos. Quem estava recebendo não queria acender sinais de alerta no Banco Central e na Receita Federal. Mesmo nos quatro primeiros casos, reparem que o terceiro e o quarto referem-se a pagamentos de mercadorias ou serviços. Têm valores exatos, até a casa dos centavos, e muito provavelmente foram feitos de forma regular, com nota fiscal e tudo.
 

Agora, os casos em que os valores depositados não batem com os valores declarados. Pus entre parênteses os valores que constam da contabilidade:


Alfeu Queiroga de Aguiar dois depósitos de R$25.000,00
 

(R$133.222,00)

Amilcar Viana Martins Filho R$6.000,00

(R$255.500,00 + R$211.726,40 (referente a multa))

Cantídio Cota de Figueiredo R$40.000,00

(R$53.000,00)

Carlos Welth Pimenta Figueiredo R$12.000,00

(R$59.000,00)

Custodio de Mattos R$20.000,00

(R$120.000,00)

Elmo Braz Soares R$6.000,00

(R$120.000,00)

Geraldo Magela Costa R$40.000,00

(R$ 5.000,00 – único caso de valor menor)

Humberto Candeias Cavalcanti R$3.000,00

(R$53.000,00)

João Batista de Oliveira R$7.000,00

(R$35.000,00)

José Pinto Resende Filho R$7.500,00 + R$15.000,00

(R$22.500,00 – fica claro o parcelamento)

Kemil Said Jumaira R$9.000,00

(R$59.000,00)

Luciano Claret Gonçalves R$15.000,00 + R$30.000,00

(R$45.000,00 – fica claro o parcelamento)

Paulo Abi Ackel R$50.000,00

(R$100.000,00)

Olinto Dias Godinho R$20.000,00

(R$120.000,00)

Romeo Anisio Jorge R$100.000,00

(R$200.000,00)

Sebastião Navarro Vieira R$9.000,00

(R$40.000,00)

Wanderley Geraldo de Ávila R$21.000,00

(R$43.900,00)

Como se vê, os poucos valores DISCORDANTES que temos entre recibos e contabilidade da SMP&B não afetam a credibilidade do documento. Pelo contrário, a reforçam. Em todos os casos, temos valores altos que foram pulverizados em diversos depósitos, para driblar o Banco Central e o fisco. Em dois casos (José Pinto Resende Filho e Luciano Claret Gonçalves), temos o retrato completo da operação toda de pulverização, com a soma dos recibos batendo exatamente com o valor declarado na contabilidade de Marcos Valério.

Agora, a pergunta principal. É possível que esta lista tenha sido falsificada? É possível, mas não é provável. A única possibilidade que consigo imaginar é a de alguém pegando a lista original e ACRESCENTANDO nomes que não estavam nela. Marcos Valério diz que o documento é falso. O cartório em que ele tem firma diz que a assinatura é dele. É preciso fazer uma perícia e verificar a autenticidade dessa assinatura. Se for dele, o Ministro Gilmar Mendes está exatamente na mesma posição que a maioria dos réus do mensalão. Recebeu dinheiro não contabilizado de campanha (sabendo disso ou não), e ainda por cima mentiu ao dizer, agora, que não recebeu coisa nenhuma. Por aquilo que sabemos até aqui, essa lista tem tudo para ser autêntica, e é um crime que a mesmíssima imprensa que deu publicidade ao grampo sem áudio envolvendo Demóstenes Torres, Gilmar Mendes e Policarpo Jr. não se preocupe em pelo menos investigar a fundo os dados fornecidos na reportagem da revista Carta Capital.


Em tempo: será que o Gilmar Dantas (*) também vai à Dra Cureau atormentar o Nassif e o ansioso blogueiro ? Bem que ele tentou antes e depois desistiu. – PHA 


(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste  em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…”
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O photoshop da Veja


31.07.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 29.07.12
Por Saul Leblon, no Blog das Frases


O mensalão e o photoshop de um tempo histórico

Quando Serra ataca blogs críticos, classificando-os de 'sujos', ou se refere ao PT como um partido que usa métodos nazistas, e Veja faz do photoshop seu principal argumento 'jornalístico' na demonização de lideranças adversárias -como na capa da edição desta semana, com o ex-ministro José Dirceu - , o objetivo é infantilizar o discernimento da sociedade, quebrar seu senso crítico para inocular valores e legitimar interesses que de outro modo figurariam como controversos, ou mesmo intragáveis, no imaginário social.

A infantilização da política é a tradução 'popularesca' da judicialização, o recurso extremo de um tempo em que projetos e referências históricas do conservadorismo foram tragados pela conflagração entre os seus interesses e as urgências da sociedade humana - entre elas a urgência ambiental e a urgência, a ela associada, de se convergir para formas mais sustentáveis de produção e repartição da riqueza.

Órfãos da crise do Estado mínimo, açoitados diariamente pelo noticiário econômico, soterrados nos escombros das finanças desreguladas --aqui e alhures-- que argumento lhes resta, além do photoshop dos fatos na tentativa, algo derrisória, de ainda vender peixe podre como iguaria inexcedível?

Nos EUA, a extrema direita e seus veículos, a exemplo das respectivas versões tupiniquins, usaram e abusaram do photoshop para implantar chifres demoníacos no perfil essencialmente cool de Obama, ademais de classificá-lo, ora de comunista, ora de nazista, com direito ao bigodinho do Führer. A extrema direita e a direita norte-americana não podem permitir a dissecação política do colapso financeiro - fruto de sua costela - em outro ambiente que não o photoshop e a barragem judicial às medidas requeridas pela desordem reinante.

Semi-informação, assim como a semi-cultura do bueiro televisivo, formam o lubrificante da infantilização e da impenetrável judicialização da política. O episódio chamado de 'mensalão' cumpre o papel de prato de resistência dessa ração tóxica servida à opinião pública nacional. O tema efetivo do julgamento que se inicia esta semana no STF argüi os alicerces do sistema político brasileiro. O nebuloso financiamento privado das campanhas eleitorais, indissociável da rejeição conservadora ao financiamento público, é a contraparte de um interdito mais amplo à presença do Estado - leia-se, do interesse público - em todas as esferas da vida social e econômica.

A direita nativa - e seu dispositivo midiático - sabe que o cerne da questão refere-se à prática do caixa 2 de campanha, uma degeneração intrínseca à entrega de um bem público, a eleição, à lógica de mercado. O jogo do toma-lá-dá-cá instaurado a partir da indução à busca de recursos privados não poupa direita ou esquerda. Todos os partidos foram e são reféns desse moedor que abastarda projetos e rebaixa a soberania democrática.

O PSDB de Serra, por sinal, desfruta o cume do pódium como pioneiro e virtuose, com o comprovado engate do valerioduto mineiro ao caixa 2 da fracassada tentativa de reeleição do ex-presidente do partido, Eduardo Azeredo, em 1998. Romper esse dínamo implica, na verdade, alargar as fronteiras da democracia, libertando-a não apenas do dinheiro privado, mas também dos limites exauridos do sistema representativo, revitalizando-o com a ampliação de mecanismos de consultas e referendos mais regulares e adequados às demandas de participação da cidadania.

O photoshop da Veja responde a esse divisor histórico desenhando chifrezinhos colegiais em Chávez, por exemplo. Ao reduzir a crise da economia e da sociedade a um tanquinho de areia, a direita brasileira quer garantir o seu recreio nas próximas semanas, fantasiando a hora do lanche à sua conveniência, com a esperada ajuda de alguns bedéis togados. Pode ser que atinja seu objetivo. Mas o fará no efêmero espaço do faz de conta judicial em que pretende circunscrever a história. O mundo real, que o photoshop tenta desesperadamente congelar, esse já rui
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2012/07/o-photoshop-da-veja.html

AS FORÇAS DA DITADURA MILITAR, DE NOVO, EM AÇÃO:Folha e Merval admitem a farsa do mensalão, e pedem ao STF voltar a aplicar o AI-5

31.07.2012.
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 29.07.12

Na hora da verdade, o jornal "Folha de São Paulo" e o colunista do jornal "O Globo" Merval Pereira já começam a pipocar diante do julgamento do mensalão.

Em editorial, a Folha admite que mentiu nos últimos 7 anos de investigações, pois não foi possível provar as acusações centrais: nem compra de votos, nem a origem pública do dinheiro.

Essa é a grande farsa do mensalão. Se a denúncia fosse de caixa-2 de campanha, coisa admitida por todos, e que todas as provas apontam para isso, seria um processo honesto. Mas quiseram carregar nas tintas para forjar uma crise política, e inventaram a estória da compra de votos e de que doações de campanha por caixa-2 de empresas privadas seria dinheiro público.

Agora, tudo indica, não haverá como condenar a maioria dos acusados. 

O que pede a Folha, então? Com outras palavras, pede ao STF que aplique os critérios de um monstrengo criado pela ditadura, o AI-5. Aquele dispositivo na mão do ditador para cassar algum adversário político que incomodava, inventando alguma acusação sobre ele como desculpa, dizendo para o distinto público que era "moralização" da política e "combate à corrupção".

Merval Pereira faz a mesma coisa. Admite que o julgamento é político. Dissimula em texto burilado o pedido para o STF também aplicar o AI-5 em nome da "moralidade pública".

Se a Folha e Globo ainda fossem apenas fascistas, mas pelo menos tivessem honestidade de propósitos, seria questão de divergência política. O problema é que a preocupação com moralidade e combate à corrupção passam longe nestes veículos de comunicação, pois tem uma enorme má vontade em aprofundar no mensalão tucano, na privataria tucana e na CPI do Cachoeira, quando aponta para José Serra (PSDB-SP).

Esses órgãos de imprensa querem apenas expurgar trabalhistas e socialistas da política brasileira, para recolocar no Planalto os demotucanos velhos de guerra, governos dóceis aos interesses econômicos dos barões da mídia.

A mentira de Merval

O colunista do Globo contou uma mentira ao argumentar que Eduardo Azeredo (PSDB-MG) responde a processo por responsabilidade e Lula não, devido a decisão política do Procurador-Geral.

A verdade é que Azeredo foi incluído no processo do mensalão tucano porque há cheques para ele e recibos, que são provas materiais. Contra Lula, vasculharam à vontade e não acharam nada.

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O STF agirá como corte criminal?

31.07.2012
Do BLOG DO MIRO, 29.07.12
Por Pedro Estevam Serrano, na revista CartaCapital:


Uma questão que tem ocupado espaços nobres de debate na mídia é a de que se deve o chamado caso do mensalão ter um julgamento técnico-jurídico ou político.

A rigor o tema é ao menos parcialmente vazio de sentido. A jurisdição como função constitucional do Estado é uma função sempre política, pois trata-se de uma das atividades fundamentais que se realizam pela possibilidade do uso legitimo da violência para fazer valer suas determinações.


Por outro lado, essas mesmas determinações são produzidas por seus agentes, os magistrados, não com fundamento em sua vontade autônoma, mas sim com fulcro na vontade heterônoma da lei, como forma de solução definitiva de conflitos de interesse, e neste aspecto são técnico-jurídicas por excelência, ou seja, o poder político é exercido através e submisso ao direito e não ao largo dele. É assim que funciona o chamado Estado de Direito.

Mas a expressão “político” não tem sido usada por alguns formadores de opinião nesse sentido que expressei acima. Em essência, argumentam que como o julgamento do “mensalão” será realizado pelo STF e este é uma corte constitucional, e não um tribunal comum, tal julgamento deve se dar com a busca de um equilíbrio entre o juízo que emana do processo e a satisfação da chamada opinião pública, pois, segundo esse entender, as cortes constitucionais atuam com uma esfera de agir autônomo maior que a dos juízes comuns na interpretação da lei. Este o sentido da expressão “julgamento político” que parcela da mídia quer ver realizado no caso do “mensalão”.

Tal opinião expressa um efetivo desconhecimento das competências constitucionais e da natureza jurídica-institucional de nossa Suprema Corte.

De forma sintética, nos limites que possibilita um texto jornalístico, podemos afirmar, grosso modo, que dois modelos de jurisdição constitucional foram conformados no primeiro mundo desde o surgimento do Estado Constitucional de Direito.

A jurisprudência norte-americana, a partir do clássico Caso Marbury vs. Madison, construiu seu sistema de controle de constitucionalidade pelo chamado judicial review, ou seja, a constitucionalidade das leis é controlada pelo exercício corrente da atividade judicial comum. A partir de casos concretos de conflitos entre pessoas, as leis podem ser declaradas inconstitucionais.

Como há naquele país a figura jurídica do precedente, que obriga os órgãos judiciais a adotar as decisões anteriores de tribunais superiores em casos semelhantes, a decisão da Suprema Corte que declara inconstitucional uma lei num caso concreto acaba tendo efeito para toda a sociedade.

Já na Europa continental a forma historicamente construída de controle de constitucionalidade das leis foi outra, iniciando-se na Constituição Austríaca de 1920, aperfeiçoada por emenda de 1929, por inspiração de um dos maiores juristas do direito contemporâneo, Hans Kelsen, e influenciada certamente pelo fato de inexistir nos sistemas jurídicos da Europa continental a figura jurídica do precedente com vinculação de decisões futuras.

No sistema europeu, o controle de constitucionalidade, com as eventuais peculiaridades de cada país, é feito de forma concentrada por um órgão distinto do Poder Judiciário, chamado normalmente de Corte Constitucional, ou seja, as leis tidas como inconstitucionais têm seu controle realizado em abstrato, sem estar relacionado ao julgamento de um caso judicial concreto, por um órgão não integrante da estrutura do Poder Judiciário.

Na concepção de Kelsen, as cortes constitucionais teriam assim um papel de legislador negativo mais que de juízes, revogando leis tidas como inconstitucionais.

Daí surgem as concepções doutrinárias, mal compreendidas por parcela de nossa mídia, que atribuem à jurisdição constitucional um caráter mais político do que técnico-jurídico, a partir da visão que as normas constitucionais seriam dotadas de uma inafastável amplitude e vaguidade semântica que exige de seu aplicador mais que uma mera interpretação técnica, aproximando-a mais da atividade política do legislador que daquela do juiz comum.

Divergimos desse ponto de vista que vê tamanho poder do aplicador da norma constitucional na formulação de seu sentido, por entendê-lo superado no atual momento do pensamento jurídico, mas a questão da natureza constitucional do julgamento do mensalão não exige ingressar neste debate para ser deslindada.

Nossa Constituição adotou um modelo híbrido de controle de constitucionalidade entre os sistemas norte-americano e europeu, podendo ser realizado tanto de forma abstrata quanto no julgamento de casos concretos.

E mais: nosso STF, embora realize o controle abstrato de constitucionalidade, é órgão integrante do Poder Judiciário, possuindo além das atribuições de corte constitucional uma série de competências próprias de uma corte judicial comum, como o julgamento de recursos extraordinários em processos comuns, de mandados de segurança contra algumas autoridades federais, o julgamento de alguns processos crimes etc.

O STF não é uma corte constitucional apenas, pois exerce mais funções que o controle de constitucionalidade.

E aí o grande equívoco manifestado em editoriais e artigos de parte de nossa mídia. Ao julgar o caso do mensalão, o STF não estará atuando como corte constitucional, não estará realizando qualquer forma de controle de constitucionalidade, mas sim atuando como uma corte criminal comum, conforme a alínea “b” do artigo 102 de nossa Constituição.

Atuará como órgão de aplicação da ordem jurídica penal, nem se cogitando de exercer o papel supostamente “político” que parcela de nossa doutrina enxerga nas cortes constitucionais.

Das áreas do Direito em que atua nossa Jurisdição, certamente a criminal é a que o magistrado ou a corte julgadora mais deve ter sua decisão amalgamada às provas do processo, ao ponto de em havendo dúvida razoável quanto à autoria ou a materialidade do delito, o réu deve ser julgado inocente. É a chamada presunção de inocência.

A lei penal é, sem duvida, a que menos permite ao intérprete construções subjetivas autônomas em sua interpretação, pois, por ditame constitucional as normas penais devem ser interpretadas restritivamente, salvo quando em benefício do réu.

Querer que o magistrado leve em conta uma chamada opinião pública, que em verdade é a opinião publicada, numa decisão de processo-crime, como forma de mitigar o valor das provas constituídas no processo, mais que uma ofensa a direitos fundamentais dos acusados, é um inequívoco atentado aos valores e princípios mais comezinhos de um Estado Democrático de Direito. Trata-se de querer transformar o julgamento em linchamento.

Cabe, sim, a uma mídia democrática fiscalizar se o STF na fundamentação de sua decisão a realizará segundo as provas do processo e de acordo com nossa ordem jurídica e não procurar substituir a magistratura no exercício de suas funções.

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Juiz acusa: Veja fez dossiê para soltar Cachoeira


31.07.2012
Do blog LIMPINHO E CHEIROSO, 30.07.12


Chantagem que motivou a prisão de Andressa Mendonça seria dossiê produzido pelo chefe de Veja em Brasília, Policarpo Jr., a pedido do bicheiro Carlos Cachoeira. Veja nega e anuncia que tomará providências judiciais contra o magistrado Alderico Rocha Santos.

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Esposa de Carlos Cachoeira, Andressa Mendonça, que foi detida na segunda-feira, dia 30, pela Polícia Federal, em Goiânia, e solta no início da tarde, terá três dias para pagar uma fiança de R$100 mil. Caso contrário, sua prisão preventiva será decretada. O motivo é uma suposta tentativa de chantagem contra o juiz Alderico Rocha Santos, responsável pelo caso.

O objeto da chantagem, segundo relata o juiz, é surpreendente. Santos relatou ao portal G1 que o jornalista Policarpo Jr., chefe da revista Veja em Brasília, produziu um dossiê a seu respeito, a pedido do bicheiro. E que este relatório seria publicado em Veja, caso Cachoeira não fosse libertado. Eis o que Andressa teria dito:

“Doutor, tenho algo muito bom para o senhor. O senhor conhece Policarpo Jr.? O Carlos contratou o Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor. Se o senhor soltar o Carlos, não vamos soltar o dossiê.”

Em nota, a revista Veja se posicionou contra a acusação “absurda” contra seu editor e disse tomará providências judiciais contra seus caluniadores.

De todo modo, a parceria editorial entre Cachoeira e Policarpo vem de longa data e produziu 
várias reportagens. Há um grampo, por exemplo, em que ambos tratam da demissão do ministro Alfredo Nascimento, dos Transportes.


Mulher de Carlinhos Cachoeira fica proibida de visitar marido na penitenciária da Papuda. PF investiga possível tentativa de chantagem sobre juiz Alderico Rocha. A pena pode variar de 2 a 12 anos de prisão. A musa da CPI já se dá mal.

O jogo virou contra a musa da CPI, Andressa Mendonça, mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira. Após ter a casa onde vive ocupada na manhã de segunda-feira, dia 30, por uma operação de busca e apreensão da Polícia, ela terá três dias para pagar R$100 mil após ter sido presa na delegacia da PF, em Goiânia, onde foi detida para esclarecimentos.

Ela é suspeita de ter tentado chantagear o juiz federal Alberico Rocha, com o sentido de obter decisão favorável à libertação do companheiro. Ele está preso na penitenciária da Papuda, em Brasília. Em entrevista coletiva no final da manhã, o delegado Sandro Paes Sandre, da PF em Goiás, informou que ela está proibida de visitar seu marido.

“Caso essas medidas não sejam atendidas, Andressa terá a prisão preventiva decretada e ficará presa na PF”, afirma o delegado. O pagamento da fiança no valor de R$100 mil, segundo Sandre, deve ser feito imediatamente. O valor deverá ir para a conta do juiz e ficar anexado ao inquérito. “Se for comprovada a oferta, ela pode pegar de 2 a 12 anos de reclusão pelo crime de corrupção ativa e ficará presa na PF”, esclarece o delegado.

Andressa teria enviado um bilhete ameaçador ao juiz Alderico Rocha Santos, oportunidade em que sugeriu que estaria de posse de um dossiê contra ele que seria publicado caso não relaxasse a prisão de Carlinhos Cachoeira. A musa teria, inclusive, escrito o nome de três amigos do magistrado que, supostamente, fariam parte em algum ato ilícito. Na residência dela, a PF recolheu computador, tablet e papéis com mensagens escritas à mão para confrontar as caligrafias disponíveis. Andressa foi liberada hoje pouco depois das 12h, após um depoimento de 20 minutos na sede da PF em Goiânia.

O juiz Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia, foi quem conduziu a audiência, na semana passada, do processo referente à Operação Monte Carlo. O contraventor e mais sete são réus na ação penal. Todos ficaram em silêncio na audiência. Em entrevista ao portal G1, Santos afirmou que Andressa o chantageou, pedindo a soltura do marido em troca da não publicação de um dossiê contra ele em uma revista semanal de circulação nacional.
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Autor da denúncia: "Não existe o crime mensalão"

30.07.2012
Do blog SINTONIA FINA


Veja aqui o que o  Partido da Imprensa Golpista (PIG- Partido da Imprensa Golpista) não mostra!




DE ACORDO COM ANTONIO FERNANDO DE SOUZA, QUE APRESENTOU A DENÚNCIA ORIGINAL, A PALAVRA MENSALÃO É APENAS O “SÍMBOLO QUE A IMPRENSA USOU”, MAS NÃO RETRATA, DO PONTO DE VISTA JURÍDICO, O QUE ESTÁ NO PROCESSO; ELE TAMBÉM NEGA COMPRA DE VOTOS NO CONGRESSO, MAS DEFENDE A CONDENAÇÃO DOS RÉUS



Há várias formas de se editar uma entrevista. Nesta segunda-feira, o jornal “O Globo” publica uma com o ex-procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, que apresentou a denúncia original da Ação Penal 470. A manchete principal é “Há provas para condenar os réus do mensalão” e a interna “Muitas coisas eram provas, não apenas indícios, corroboradas depois por laudos”.
Existem, no entanto, declarações talvez mais interessantes de Antônio Fernando de Souza, que também poderiam merecer destaque, fosse outro o critério de edição e o viés da publicação. Ele nega, por exemplo, o mensalão em si, como pagamentos regulares a parlamentares, e a compra de votos no Congresso. Afirma outros crimes, como o peculato, mas que podem cair com a decisão recente do Tribunal de Contas da União, que validou os contratos entre as agências de Marcos Valério e o Banco do Brasil.
No entanto, Antonio Fernando de Souza aponta José Dirceu e Marcos Valério como eixos centrais da “quadrilha” e insinua a necessidade de “impedimento” de Dias Toffoli.
Eis alguns trechos:
O crime mensalão:
“Não existe o crime mensalão; existe corrupção ativa, passiva, peculato... Com relação a esses crimes, os elementos são fortes o suficiente para uma denúncia, que foi feita e depois as provas reforçam isso.”
A palavra em si:
“A expressão mensalão não retrata o caso. É o símbolo que a imprensa usou, mas não retrata, do ponto de vista jurídico, o que está no processo. A palavra mensalão dá a impressão de uma fila de pessoas que, ao fim do mês, vai receber alguma coisa. Nada a ver com isso. Ali tem peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha e os crimes fiscal e financeiro. Então, não tem nada a ver com receber dinheiro no final do mês.”
Havia ou não compra de votos:
“Não. Ficou essa ideia na imprensa e na CPI. Em função disso, se identificou a realização de crimes que têm uma relação entre todos eles. A denúncia foi mais abrangente especialmente para fazer esse tecido que formava um contexto único.”
Sobre Marcos Valério e José Dirceu:
“Eram os que coordenavam essa ação em diversos setores”.
Sobre Dias Toffoli, cuja namorada fez sustentação na defesa oral de um dos réus em 2007:
“A lei fala em cônjuge, mas a lei é antiga. Nessa expressão estaria compreendida a situação do companheiro, da união estável, porque ela é abrangente nesse sentido. Essa situação é de impedimento, não depende da vontade do julgador.”
Sintonia Fina
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Fonte:http://asintoniafina.blogspot.com/2012/07/autor-da-denuncia-nao-existe-o-crime.html

Imprensa golpista hoje

31.07.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 30.07.12





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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2012/07/imprensa-golpista-hoje.html

segunda-feira, 30 de julho de 2012

ASSIM FAZIA A DITADURA MILITAR DE 1964: Serra tenta censurar adversários

30.07.2012
Do blog ESQUERDOPATA



Caçando adversários 
Marcos Coimbra, no Correio Braziliense


Uma das sabedorias antigas dos mineiros ensina que, na política, não existem gestos gratuitos. Todos têm consequência.

E não só para quem os pratica. Muitas vezes, os efeitos de um ato individual atingem correligionários e companheiros.

Podem, por exemplo, afetar de maneira ampla a imagem do partido a que pertencem. Mudam a percepção da sociedade a respeito de seus integrantes. Quando é para o bem, ótimo. Mas pode ser para o mal.

Nesses casos, o ônus é compartilhado. Todos pagam por ele. A decisão da Executiva Nacional do PSDB de recorrer à Justiça contra os “blogueiros sujos” que o criticam é um desses.

O verdadeiro inspirador da ação foi o candidato do partido a prefeito de São Paulo, mas suas consequências negativas não se circunscrevem a ele. O gesto de Serra alcança coletivamente os tucanos.

Em si, é apenas uma reação tola. Que expectativa de sucesso tem o ex-governador? Será que acredita que conduzir o PSDB a uma cruzada contra os responsáveis por blogs que antipatizam com ele redundará em alguma vantagem para sua candidatura?

Movido por sua insistência, o partido representou à Procuradoria-Geral Eleitoral para denunciar o “uso de recursos públicos” no financiamento de “blogs, sites e organizações” que funcionariam como “verdadeiras centrais de coação e difamação de instituições democráticas”.

Na prática, o que o PSDB pretende é que empresas e bancos estatais sejam proibidos de comprar espaço publicitário em blogs contrários ao partido e às suas lideranças. A argumentação de que é movido pelo zelo de proteger as instituições é fantasiosa. Aliás, sequer cabe aos partidos políticos esse papel.

O que Serra quer mesmo — e não é de hoje – é impedir a manifestação de seus adversários.

Talvez tenha se acostumado com a convivência que mantém com alguns veículos e comentaristas da nossa indústria de comunicação. De tanto vê-los defendendo seus pontos de vista e acolhendo suas opiniões, convenceu-se que os críticos não mereceriam lugar para se expressar.

O fascinante na argumentação é que não o incomoda (ou a seu partido) que existam “blogs, sites e organizações (?)” — bem como revistas, jornais e emissoras de televisão e rádio — que recebam investimentos em propaganda do setor público e façam oposição até agressiva ao governo.

Parece que acham isso natural e que tais aplicações se justificariam tecnicamente. Se determinado veículo tem leitores, não haveria porque excluí-lo do plano de mídia de uma campanha de interesse de um órgão ou empresa pública. Fazê-lo equivaleria a puni-lo por um crime de opinião.

Se vale para os órgãos de comunicação hostis ao governo e ao “lulopetismo”, por que não se aplicaria no caso inverso? Seria errado anunciar em blogs com visitação intensa, apenas porque seus responsáveis não simpatizam com os tucanos?

Ou Serra e seu partido aplaudiriam se o governo proibisse que seus órgãos comprassem espaço publicitário na imprensa oposicionista?

A decisão sobre a alocação dessas verbas pode ser questionada com base em critérios objetivos: tem determinada emissora suficiente audiência para cobrar seus preços? Aquele jornal tem a circulação que afirma? O blog ou site em questão tem volume relevante de acessos?

Fora disso, é apenas castigar — ou querer castigar — quem tem opinião diferente.

Engraçado lembrar o destaque que o PSDB e suas figuras de proa, como Fernando Henrique, veem dando à internet na discussão do futuro do partido. Tomara que não pensem como Serra: que na internet só podem ficar os “limpos” — que os que o aplaudem, pois os “sujos” — que o questionam – devem ser banidos.
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