domingo, 25 de dezembro de 2011

Prefeito defende gestão e diz querer ser candidato

25.12.2011
Do BLOG DA FOLHA
Publicado por Amanda Seabra
Às vésperas do ano eleitoral e ainda com uma imagem para consolidar, o prefeito do Recife, João da Costa (PT), que está completando três anos de governo, afirma, em entrevista para o Blog da Folha, que sua gestão, até agora, tem resultados importantes e “incontestáveis” que deverão ser levados em consideração, segundo ele, na hora da escolha do candidato do seu partido. O petista afirma que quer tentar a reeleição, mas confessa que não tem garantias de que vai ser o nome do PT.
“Ninguém tem garantia de candidatura. Isso é um processo político. Mas eu quero ser candidato”, declarou o gestor que foi escolhido há alguns dias para ser o condutor do processo eleitoral de 2012. 
João da Costa teve um ano difícil e foi alvo de uma avalanche de críticas com relação a sua gestão, tanto do lado da oposição, quanto dos aliados. Essa má avaliação do prefeito gerou um clima de incerteza sobre se ele teria condições de se reeleger, culminando no surgimento de outros pré-candidatos, inclusive dentro da Frente Popular. O próprio PSB deixou transparecer que poderia colocar o ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) na disputa. Sobre esse cenário político, o prefeito do Recife tentou não polemizar afirmando ser um quadro natural.
“Às vezes, há uma certa antecipação de uma série de processos, que faz parte da política. Não vou negar que tive problemas de governabilidade no início do governo. Depois fiquei doente, me ausentei. Alguns achavam que a gente não iria ter condições de terminar o ano com este portifólio de resultados incontestáveis.  Mas até tudo isso ser transformado em percepção pela população, é um outro problema, que a gente está trabalhando também, mesmo com todos os ruídos no meio do caminho para não deixar as pessoas verem. Tem interferências que fazem parte do jogo político. Quem não quer ser prefeito do Recife? É natural que quando há dificuldades, todos procurem se apresentar. Quando as dificuldades diminuem, essas coisas também vão mudando”, ponderou.
O petista destaca que, apesar das dificuldades que enfrentou, entre elas um transplante de rim, conseguiu resultados concretos na sua gestão. “ Passei um período doente, me afastei, fiz o transplante e até hoje eu não tenho um dia de tranquilidade e sossego, desde o primeiro dia e até hoje. E chego no final do terceiro ano de mandato com um resultado desses, com os partidos dentro da Prefeitura. A não ser o PTB, que fez a opção de sair, mas entrou o PTC. Então saiu um, entrou outro, não na mesma dimensão. Os partidos estão aqui, satisfeitos, convivendo, todos com investimentos, com orçamento. Então, PCdoB, PDT, PR, PSB, todos os partidos da Frente Popular, todas as forças do PT, estão dentro do governo, estão operando, trabalhando, têm orçamento. Esse resultado é fruto dessa parceria”, destacou.
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Fonte:http://www1.folhape.com.br/blogdafolha/?p=3112

Aloysio Biondi: Compre também sua empresa pública

25.12.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha, "Vi o Mundo", 24.12.11
Por Luiz Carlos Azenha

Impossível ler Privataria Tucana sem passar, antes, por Aloysio Biondi, em O Brasil Privatizado. É um tema aparentemente complicado mas que ressoa, até hoje, na memória coletiva. Como disse um motorista de táxi que me trouxe certo dia ao Higienópolis, baiano de Vitória da Conquista, ao ingressar no que ele chamou de “território dos bicudos”: “O negócio deles é vender”. O ex-presidente Lula explorou este sentimento muito bem, nos debates que precederam o segundo turno da campanha presidencial de 2006, quando lembrou que Geraldo Alckmin queria vender “até o avião da presidência”. Em 2010, Dilma Rousseff trouxe de volta a Petrobrax, que é o retrato perfeito da relação dos tucanos com o patrimônio público: enfraquece, desvaloriza, descaracteriza, desmilingue e… vende.
O livro já é de domínio público (aqui) e vendeu 150 mil cópias quando ainda não existia a internet. Vale a pena relembrá-lo e disseminá-lo.
PRIMEIRA PARTE
por Aloysio Biondi, em O Brasil Privatizado
Compre você também uma empresa pública, um banco, uma ferrovia, uma rodovia, um porto. O governo vende baratíssimo. Ou pode doar. Aproveite a política de privatizações do governo brasileiro. Confira
nas páginas seguintes os grandes negócios que foram feitos com as privatizações – “negócios da China” para os “compradores”, mas péssimos para o Brasil.
Antes de vender as empresas telefônicas, o governo investiu 21 bilhões de reais no setor, em dois anos e meio. Vendeu tudo por uma “entrada” de 8,8 bilhões de reais ou menos – porque financiou metade da “entrada” para grupos brasileiros.
Na venda do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj), o “comprador” pagou apenas 330 milhões de reais e o governo do Rio tomou, antes, um empréstimo dez vezes maior, de 3,3 bilhões de reais, para pagar direitos dos trabalhadores.
Na privatização da rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo, a empreiteira que ganhou o leilão está recebendo 220 milhões de reais de pedágio por ano desde que assinou o contrato – e até abril de 1999 não começara a construção da nova pista.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi comprada por 1,05 bilhão de reais, dos quais 1,01 bilhão em “moedas podres” – vendidas aos “compradores” pelo próprio BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), financiadas em 12 anos.
Assim é a privatização brasileira: o governo financia a compra no leilão, vende “moedas podres” a longo prazo e ainda financia os investimentos que os “compradores” precisam fazer – até a Light recebeu um empréstimo de 730 milhões de reais no ano passado. E, para aumentar os lucros dos futuros “compradores”, o governo “engole” dívidas bilionárias, demite funcionários, investe maciçamente e até aumenta tarifas e preços antes da privatização.
Aproveite você também, conheça os detalhes neste livro.
E veja, nas páginas 65 a 68, um balanço das contas que o governo está escondendo.
Promessas e fatos
Irritada, tentando há 15 minutos utilizar um orelhão, Maria coloca o telefone no gancho e desabafa:
– Esse demônio só liga em número errado… É o terceiro orelhão com defeito em que estou tentando, e preciso falar urgente com meu filho, que vai sair para a escola…
– É, tá um inferno mesmo – retruca o Zé, no orelhão ao lado. –
E olhe que já estou sendo forçado a vir fazer ligações no orelhão porque o telefone lá de casa está mudo há duas semanas… E disseram que tudo ia melhorar com a tal privatização… “Telefone instalado, já, já, até em São José da Tapera”. Lembra do anúncio na televisão? Este país…
Diálogos igualmente indignados repetiram-se aos milhares, nas principais cidades brasileiras, nos últimos meses. Não apenas por causa das “telefônicas”, hoje tristemente famosas, mas também em razão dos desastrosos “apagões” da Light, da Eletropaulo, do “raio de Bauru”… Ou dos postos de pedágios que brotaram como cogumelos nas rodovias de São Paulo, Paraná etc., antes mesmo de as empreiteiras “compradoras” terem executado um único centímetro de pista nova… Ou dos bancos, que fecham agências em cidades onde eram os únicos a atender à população… Ou das ferrovias, que não cumprem metas, mas aumentam os fretes… Ou dos fertilizantes, defensivos, remédios para o gado, antes produzidos no país e agora importados e, por isso mesmo, pagos em dólar pelos agricultores…
Todos esses desastres já criaram a convicção de que o famoso processo de privatização no Brasil está cheio de aberrações. Não foi feito para “beneficiar o consumidor”, a população, e sim levando em conta os interesses – e a busca de grandes lucros – dos grupos que “compraram” as estatais, sejam eles brasileiros ou multinacionais. Mas há mentiras ainda maiores a serem descobertas pelos brasileiros, destruindo os argumentos que o governo e os meios de comunicação utilizaram para privatizar as estatais a toque de caixa, a preços incrivelmente baixos.
A venda das estatais, segundo o governo, serviria para atrair dólares, reduzindo a dívida do Brasil com o resto do mundo – e “salvando” o real. E o dinheiro arrecadado com a venda serviria ainda, segundo o governo, para reduzir também a dívida interna, isto é, aqui dentro do país, do governo federal e dos estados. Aconteceu o contrário: as vendas foram um “negócio da China” e o governo “engoliu” dívidas de todos os tipos das estatais vendidas; isto é, a privatização acabou por aumentar a dívida interna. Ao mesmo tempo, as empresas multinacionais ou brasileiras que “compraram” as estatais não usaram capital próprio, dinheiro delas mesmas, mas, em vez disso, tomaram empréstimos lá fora para fechar os negócios. Assim, aumentaram a dívida externa do Brasil. É o que se pode demonstrar, na ponta do lápis, neste “balanço” das privatizações brasileiras, aceleradas a partir do governo Fernando Henrique Cardoso.
Sugerimos também:
Leia um capítulo do livro de Amaury Ribeiro Jr.: O primo mais esperto de Serra
Leia outro capítulo: Quem é o Doutor Escuta

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BLOG MOBILIDADE URBANA: Um passeio pela África com bicicleta de bambu

25.12.2011
Do BLOG MOBILIDADE URBANA, 24.12.11
Postado por Tânia Passos
A bicicleta vem se tornando um importante instrumento de mobilidade na África. Vale até bicicleta feita de bambu. Confira o vídeo:
Do Blog da Transporte Ativo

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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/index.php/2011/12/um-passeio-pela-africa-com-uma-bicicleta-de-bambu/

Fim dos subsídios ao etanol abre mercado norte-americano para o produto brasileiro

25.12.2011
Do site da Rede Brasil Atual, 24.12.11
Por Stênio Ribeiro

Brasília – O mercado norte-americano estará aberto para os produtores brasileiros de etanol a partir do mês que vem, de acordo com nota divulgada nesta sexta-feira (23) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).
Termina no próximo dia 31 a vigência da legislação norte-americana que instituiu subsídios para os produtores locais e criou uma tarifa de US$ 0,54 sobre cada galão (3,78 litros) importado de etanol, inviabilizando o produto brasileiro no mercado norte-americano com preços competitivos.
Na nota, o presidente da Unica, Marcos Jank, diz que o fim da barreira tarifária abre caminho para as diferentes matérias-primas utilizadas na produção de combustíveis eficientes. O que conta, segundo ele, é o baixo custo ambiental para produzir energia renovável, e a cana oferece essa possibilidade mais do que qualquer outro produto.
Jank salienta, inclusive, que o etanol de cana produzido no Brasil é reconhecido até mesmo pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos como o melhor combustível do mundo em termos de redução de emissões de gases causadores de efeito estufa.
O presidente da Unica lembra que o fim dos subsídios norte-americanos vem em um momento de transição para o setor sucroenergético brasileiro, que se esforça para incentivar um novo ciclo de crescimento do setor no país e atender à demanda por seus produtos, aqui e lá fora.
A prioridade, segundo ele, continua sendo o atendimento do abastecimento interno, mas acredita que com o fim da tarifa americana é possível visualizar a consolidação do etanol como commodity (produtos básicos com cotação no mercado internacional), como acontece com o açúcar.
Os Estados Unidos são o maior produtor mundial de etanol, que no país é produzido à base de milho, enquanto no Brasil (segundo maior produtor) o etanol é obtido da cana-de-açúcar. Os dois países respondem por mais de 80% do etanol mundial.
Neste ano, porém, o cenário de lenta recuperação da economia americana, com dívida de quase US$ 15 trilhões (cerca de R$ 28 trilhões), um déficit recorde no orçamento e pressão cada vez maior para que o país ponha suas contas em dia, teve impacto na defesa de uma medida que custa aproximadamente US$ 6 bilhões (cerca de R$ 11,1 bilhões) por ano aos contribuintes.
Ainda em junho, em decisão inédita, o Senado americano aprovou uma emenda que previa o fim da tarifa e dos subsídios. O projeto não foi adiante, mas foi encarado como uma indicação de mudança de postura no Congresso em relação a um tema que, até então, era tabu em Washington.
Nos últimos meses, até alguns produtores de milho vinham descartando a possibilidade de renovação da tarifa e dos subsídios no fim deste ano. Em artigo publicado no mês passado, o presidente da Associação Nacional de Produtores de Milho, Gary Niemeyer, disse que “os produtores de milho e a indústria de etanol há muito tempo concordaram” em deixar de brigar pela renovação do subsídio.

Juros mais baixos

A presidenta Dilma Rousseff editou nesta sexta medida provisória (MP) que autoriza o governo federal a oferecer juros mais baixos para quem buscar financiamento nos bancos federais para montar estrutura de estocagem de etanol.
De acordo com a Casa Civil, a MP será publicada no Diário Oficial da União da próxima segunda-feira (26).
Os detalhes das condições desses financiamentos foram definidos pelo Ministério da Fazenda, mas não foram divulgados. A intenção do governo é formar um estoque para poder regular a oferta de etanol com preços mais baixos mesmo no período de entressafra da cana-de-açúcar.
Na mesma medida, o governo oferece a instituições financeiras apoio na forma de subvenção para a contratação e acompanhamento de operações de microcrédito produtivo orientado. As taxas de juros, de acordo com o governo, serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

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Dargavs: A Cidade dos Mortos localizada ao norte da Rússia

25.12.2011
Do site JORNAL CIÊNCIA, 24.12.11
Por OSMAIRO VALVERDE
DA REDAÇÃO DE BRASÍLIA

  A cidade dos mortos realmente existe. Trata-se de um vilarejo na Ossétia, ao Norte da Rússia, “escondido” entre cinco cumes montanhosos.
  Segundo as lendas russas, quem vai a Dargavs, jamais volta vivo. A cidade dificilmente recebe turista, talvez pela fama de má sorte que ronda as mentes dos nativos ou pelo simples fato de ser uma localidade de difícil acesso.
  Para chegar a Dargavs é necessária uma longa viagem de três horas através de curvas sinuosas e perigosas, com vias extremamente estreitas, ao lado de várias colinas. O clima na região é sempre úmido, com grande concentração de neblina, o que dificuldade ainda mais o acesso.
  A própria cidade em si é um cemitério, sendo que as famílias enterram seus entes queridos em uma espécie de “casa” branca, construídas com pedras, chamadas de criptas. Cada família é dona de uma cripta e quanto maior e mais alta, mais pessoas da família estão enterradas. A cripta mais antiga é datada do século 16.
O local é de interesse quase nulo para as rotas de turismo, embora seja freqüentada por estudiosos em arqueologia, buscando artefatos ou detalhes incomuns sobre a sociedade desta região. Arqueólogos descobriram recentemente que boa parte dos mortos são enterrados em estruturas de madeira, assemelhando-se com barcos.
As crenças locais dizem que a necessidade do barco é para que os mortos possam atravessar rios que os levariam até a entrada do céu.
Outra crença local se dá na confirmação da entrada de seu ente querido no céu. Após o enterro, parentes jogam moedas ou pedras ao fundo de um poço. Se existir o som que o objeto tocou o fundo, fazendo barulho, isso seria uma confirmação que o morto conseguiu encontrar o caminho divino e a alma encontrou o percurso, sendo salva.

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Fonte:http://www.jornalciencia.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1241%3Adargavs-a-cidade-dos-mortos-localizada-ao-norte-da-russia&catid=137%3Adiversos&Itemid=520&utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+jornalciencia%2FmnER+%28Jornal+Ci%C3%AAncia%29

França vê problemas em 25 mil próteses de mama implantadas em brasileiras


25.12.2011
Da Agência Brasil, 23/12/11 
Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está aguardando a conclusão de autoridades francesas da área de saúde para decidir que orientações serão dadas às brasileiras que implantaram cerca de 25 mil próteses de mama PIP (sigla para Poly Implant Prothèse). De acordo com o governo francês, há suspeitas de que o gel de silicone seja de má qualidade e apresente mais chances de se romper.

Autoridades francesas aconselharam hoje (23) 30 mil mulheres do país que fizeram operações para aumentar os seios a retirar seus implantes, segundo a BBC Brasil. As operações serão pagas pelo governo francês.

Fabricadas pela empresa PIP, as próteses vêm se rompendo em uma taxa acima do normal, pelo menos na França. A Anvisa informou à Agência Brasil que está acompanhando o desenrolar das investigações, que provavelmente a responsabilidade pela retirada dos implantes será do fabricante e que o caso deverá ser resolvido no âmbito do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão vinculado ao Ministério da Justiça.

Ainda de acordo com a Anvisa, as orientações sobre procedimentos que deverão ser adotados pelas mulheres que implantaram próteses de mama PIP dependem ainda das informações que serão repassadas pela França. Caso a orientação seja a de retirada das próteses, caberá ao Ministério da Saúde dizer a quem caberá a responsabilidade pelas cirurgias de retirada.

O implante desse tipo de prótese foi proibido no Brasil em 2010. Em todo o país, foram comercializadas 25 mil delas. Até o momento, segundo a Anvisa, nenhum funcionário da área de saúde registrou a ocorrência de problemas nas próteses implantadas em brasileiras.

Edição: Graça Adjuto
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