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sábado, 24 de dezembro de 2011

POLÍTICA: Governo de Dilma é melhor avaliado que o de Alckmin

24.12.2011
Do BLOG DA FOLHA, 23.12.11
Publicado por Amanda Seabra



AE (São Paulo )- O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) conta com um grau maior de aprovação no Grande ABC, berço político do PT, do que a administração do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). A conclusão é de levantamento realizado com 3.456 pessoas, dos municípios de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá, pelo Instituto Unidade de Pesquisa (UP).
A gestão do tucano à frente do Palácio dos Bandeirantes foi bem avaliada na região, mas a administração da petista no comando do Palácio do Planalto levou vantagem. A sondagem aponta que a administração da presidente é avaliada como “ótima” ou “boa” por 56,5%, como “regular” por 27,7%, e como “ruim” ou “péssima” por 13,4%, sendo que 2,4% não souberam responder. A gestão do governador de São Paulo, por sua vez, é considerada “ótima” ou “boa” por 49%, “regular” por 36% e “ruim” ou “péssima” por 11,7%, sendo que 3,3% não souberam responder.
O levantamento foi promovido entre os dias 10 e 19 de dezembro e tem margem de erro de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. A pesquisa mostra ainda que nos municípios de Diadema, São Bernardo e Santo André a aprovação da presidente é maior do que a do governador, enquanto que em São Caetano e Mauá o tucano leva vantagem sobre a petista.
O crescimento da popularidade de Dilma Rousseff em São Paulo, administrado por quase duas décadas pelo PSDB, tem preocupado membros do Palácio dos Bandeirantes. O receio é de que o aumento da popularidade da presidente, que integra o principal partido de oposição ao PSDB em São Paulo, ameace a reeleição do tucano em 2014. A Unidade de Pesquisa (UP), fundada em 1998, é presidida pelo analista político Sidney Kuntz, especialista em marketing político e pesquisas eleitorais e administrativas.

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Fonte:http://www1.folhape.com.br/blogdafolha/?p=3022

Protógenes vai atrás da dívida externa do FHC

22.12.2011

Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim


"Meu livro é um grito contra a elite tucana de SP" (Foto Geórgia Pinheiro)

Quinhentas pessoas compareceram na noite desta quarta-feira ao relançamento triunfal de “A Privataria Tucana” no Sindicato dos Bancários, em São Paulo.

Foi uma ideia vencedora do Instituto de Mídia Alternativa Barão de Itararé e seu presidente vitalício, Miro Borges.

 
Os expositores foram o Amaury Ribeiro Junior, delirantemente recebido pela plateia, Protógenes Queiroz, igualmente recebido com entusiasmo, e este ansioso blogueiro.


A moderadora foi Maria Inês Nassif.


Não foram ao evento, apesar de especialmente convidados, com lugar reservado e tudo, a Catanhêde, Elio Gaspari, Judith Brito (que até hoje não foi receber o prêmio O Corvo) e Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da História da Globo.


Amaury contou que só teve a sensação de ter dado um nocaute quando abriu a Veja (isso é um perigo ! Dá cancer de pele !) e a Veja não tinha nada para defender os tucanos.


Depois de apanhar tanto para escrever o livro, foi muito divertido constatar o silêncio cúmplice do detrito de maré baixa.


O meu livro é o grito – disse Amaury – dos que não aguentam mais a hegemonia dessa elite tucana paulista.

Eles se acham deuses porque estudaram Economia na PUC e aprenderam a lavar dinheiro em Harvard.
(A plateia foi ao delírio !)


Eles acham que faziam operações muito sofisticadas – conta o Amaury -, mas ficou demonstrado que eram operações fajutas.


Só são “sofisticadas” porque têm a blindagem do PiG (*).


(A plateia vem abaixo !)


Só vim a conhecer o Protógenes esta noite, aqui, talvez a noite mais emocionante da minha vida, contou ele.


E o Protógenes esteve lá: no Banestado, no BNP Paribas, na dívida externa.


São sempre os mesmos delinquentes.


São sempre os mesmos lavodutos.


Se a CPI for instalada, disse Amaury, vai chegar à midia.


Ela está lá e por isso está com medo.


A ação em que me indiciaram – conta Amaury – não foi para a frente.


Não deu em nada.


(A reportagem do jn do Ali Kamel sobre o Amaury, na eleição de 2010, só ela, disse o Amaury, dá um livro.)


O PSDB tem uma articulação muito forte dentro da Polícia Federal (alô, alô, Zé Cardozo, vai encarar A Privataria ?) e no Ministério Público Federal, disse o Amaury.


(Brindeiro Gurgel, o senhor recebeu os 700 exemplares que o Edu Guimarães lhe mandou, através do Blog da Cidadania ?)


Amaury observou que escreveram quatro livros para espinafrar o Lula e não venderam nada.


Ele, modestamente, em uma semana vendeu 120 mil exemplares.


A CPI da Privataria é o futuro, disse Amaury.


Este ansioso blogueiro pediu ao Amaury para refutar ali a principal crítica dos gatos pingados do PiG que ousaram enfrentá-lo: que o Amaury não prova o vínculo entre a roubalheira dos documentos e a privataria do Cerra e do FHC.


Disse o Amaury:


Por que o Carlos Jereissati paga uma propina ao Ricardo Sergio de Oliveira depois de ganhar a Telemar do Ricardo Sergio de Oliveira ?


Por que o Daniel Dantas manda a irmã financiar a empresa da filha do Cerra em Miami (em Miami !) depois de o Ricardo Sergio e o FHC lhe concederem de mão beijada – sem botar um tusta – a Brasil Telecom ?


Por que o Preciado, quebrado, cunhado e sócio do Cerra, foi salvo no Banespa, ganhou uma concorrência, e pagou propina ao Ricardo Sergio de Oliveira ?


A filha do Cerra está para ser julgada por violação de sigilo.


Ela é ré do processo.


A sócia dela na empresa?


A irmã do Daniel Dantas que o Protógenes Queiroz não deixa de chamar de “banqueiro bandido”.


O Coaf arquivou (???) um processo de investigação de lavagem de dinheiro do Bourgeois, genro do Cerra, por lavagem de dinheiro.


Quer mais ?


Vamos ver na CPI, disse o Amaury.


Porque na CPI de 206 assinaturas (e não dá mais para tirar nome – nem colocar !) Protógenes pretende estabelecer o vínculo entre a Privataria Tucana de Cerra/FHC e a composição da dívida externa brasileira.


É aí que entram as CC5, o Anexo 4, o Banestado, o BNP Paribas e as malfadadas “moedas podres”.


Protógenes contou que, no âmbito da investigação do Banestado – o Dantas está lá, de mãos dadas ao Naji Nahas – foi ao Banco Central pedir os documentos que constavam dos processos de conversão da dívida externa brasileira.


O funcionário do Banco Central disse: não existe mais o departamento que trata disso.


Foi extinto.

E os documentos ?


Meu caro, se o departamento sumiu, o que o senhor acha que aconteceu com os documentos – foi a resposta que ouviu.


Protógenes investigava o Ministro da Fazenda Fernando Henrique e o responsável pela área externa do Banco Central, Armínio Fraga.


(O amigo navegante entende a ligação entre isso e o “chamar o Presidente às falas”, não é ?)


E daí chegamos à privatizacao, observou Protógenes.


No livro, Amaury se vale do Aloysio Biondi (“O Brasil Privatizado”, editora Perseu Abramo) para demonstrar que o Cerra e o FHC PAGARAM para vender o patrimônio nacional.


Entre moedas podres e créditos subsidiados do BNDES, o Brasil pagou para vender a Vale e a Telebrás.


Este ansioso blogueiro limitou-se a lembrar que o livro do Amaury e a CPI do Protógenes tratam da MAIOR ROUBALHEIRA DE TODAS AS PRIVATIZAÇÕES DA AMÉRICA LATINA !

O ansioso blogueiro lembrou que presidente do México que fez a privatização fugiu para a Irlanda e hoje vive escondido num bunker na cidade do México.

O presidente da Bolívia que fez a privatização saiu a correr para o aeroporto ao gritos de “assassino ! ” e fugiu para Miami (Miami !).


O presidente do Peru que fez a privatização está numa cadeia peruana.


O presidente da Argentina que fez a privatização arrumou um mandato de senador para escapar da cadeia.


E aqui …

Para encerrar, o ansioso blogueiro leu o post “Protogenes jogou a bomba do Riocentro no colo do Governo”.


Sobre o livro do Amaury e a blindagem do PiG, a melhor frase da noite foi do Gerson Carneiro: “a não propaganda é a alma do negócio”.


Em tempo:


Clique aqui para ver o vídeo do evento.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/12/22/protogenes-vai-atras-da-divida-externa-do-fhc/

Amor faz cometer loucuras - Soninha entra em cena para livrar Serra de precipício

24.12.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 22.12.11
Por Altamiro Borges em seu Blog


A “denúncia” de Soninha surge exatamente no momento em que Serra vive seu inferno astral

Sempre que José Serra está em apuros, Soninha Francine surge do nada com mais um dos seus factóides. Ela gosta mesmo do ex-governador. Nunca o traiu. Desta vez, em entrevista ao sítio Congresso em Foco, a ressentida ex-vereadora do PT (2005-2007) afirma que o partido cobrava comissão dos seus parlamentares e funcionários. “Eu achava isso um absurdo. Todo mês a gente quebrava o pau”.

Pré-candidata do PPS à prefeitura de São Paulo e integrante de uma autarquia no governo tucano de Geraldo Alckmin, ela acusa o PT de ter feito “caixinha”, cobrando 5% dos vencimentos dos vereadores e dos funcionários dos gabinetes. “A direção partidária exigia uma porcentagem sobre a gratificação de todos os assessores nomeados no gabinete, fossem eles filiados ao PT ou não”.

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O novo factóide de Soninha foi menosprezado pelos dirigentes petistas. Ex-presidente municipal da legenda, o vereador Ítalo Cardoso explicou que o estatuto partidário - e não só o do PT - define a contribuição dos filiados, inclusive dos eleitos pela sigla e dos que prestam assessoria. Mas apenas dos filiados. “Se a Soninha tem outro tipo de relação, eu não tenho nada com isso”, ironizou.

Já o atual presidente do diretório municipal, Antônio Donato, garantiu que a tal “caixinha” nunca existiu e que apenas os filiados contribuem financeiramente com o partido. “Se teve algum problema com ela, ela que procure o que achar de direito”, orientou, em tom de deboche. E ainda alfinetou: “Agora é que ela vem falar disso?”.

A defesa do “companheiro”

A “denúncia” de Soninha surge exatamente no momento em que Serra vive seu inferno astral. Seu ex-subchefe da Casa Civil e um dos coordenadores de sua campanha em 2010, João Faustino, foi preso por desviar dinheiro da inspeção veicular no Rio Grande do Norte. O livro de Amaury Ribeiro, A privataria tucana, atingiu em cheio a cabeça do ex-governador – doeu mais do que aquela famosa bolinha de papel. E o Datafolha indicou que Serra sofre de rejeição crônica (35%) entre os eleitores paulistanos.

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Soninha Francine, que coordenou as redes sociais na campanha presidencial de Serra e que hoje integra o governo Alckmin, deve ter percebido as dificuldades do “companheiro” e saiu em sua defesa, com seus famosos factóides. Em 2010, ela ajudou a difundir os preconceitos da direita nativa – sobre aborto, religião e outros temas. Ela não tem mais nada a ver com sua origem “libertária”.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/12/amor-faz-cometer-loucuras-soninha-entra.html

Shopping invadido por famílias

24.12.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 


Era para ser um dia quente nas vendas. A tensão só deveria existir por conta da correria para encontrar o melhor presente ou mesmo aquele sapato. Mas o consumidor que foi ao Shopping Center Recife, em Boa Viagem, Zona Sul, ontem, foi surpreendido por uma movimentação fora do comum. Pouco tempo depois que as portas do maior centro comercial da cidade foram abertas, às 10h, 280 famílias de seis comunidades da Região Metropolitana do Recife (RMR) ocuparam a entrada do supermercado Bompreço, que fica em frente a uma praça de alimentação. Entoando gritos de guerra, elas queriam que o estabelecimento fornecesse cestas básicas de graça. A loja fechou as portas. Pontos vizinhos fizeram o mesmo. Houve tensão e a Polícia Militar e o Batalhão de Choque foram acionados. Clientes e lojistas ficaram reféns de um shopping sitiado durante quase todo o dia. Os manifestantes só deixaram o centro comercial no final da tarde, depois que tiveram sua vontade atendida.

A ação das famílias foi planejada. Organizadas no Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), elas chegaram ao shopping divididas em pequenos grupos. Quando o centro comercial abriu, às 9h, no horário especial de Natal, elas começaram a entrar, aos poucos, dispersadas. Líderes de cada um desses grupos falavam-se por celular. Quando tiveram a certeza de que todas já estavam dentro do local, iniciaram a ocupação. Por volta das 10h, a massa de 280 famílias estava na frente do Bompreço. A reação dos seguranças da loja foi rápida. Em poucos instantes, as portas estavam fechadas. “Fizemos dessa forma para poder entrar no shopping sem chamar atenção. Driblamos a segurança”, revelou uma das coordenadoras do MLB Elizabete Araújo.

Os representantes do MLB ainda tentaram conversar com a administração do Bompreço, mas tiveram o pedido das cestas negado. A negociação, então, ficou a cargo do Instituto Shopping Recife, que cedeu os alimentos. Os manifestantes saíram do shopping por volta das 13h e aguardaram as cestas no estacionamento externo. O pedido só foi atendido às 16h, quando eles deixaram a área.

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A classe média fez a Primavera Árabe. E a “Privataria”

24.12.2011
Do blog CONVERSA AFIADA,23.12.11
Por Paulo Henrique Amorim



Ainda não caiu a ficha para o Governo, do PT, do PMDB, do PSDB ...

Conversa Afiada tem o raro prazer de publicar entrevista do historiador marxista inglês Eric Hobsbawn à BBC.

(Nada como respirar ar diferente do que o PiG exala.)

Ele demonstra que foi a classe média que fez a Primavera Árabe.

Como desconfia este ansioso blogueiro que foi a classe média que comprou o Privataria Tucana e vai enfiar a CPI da Privataria pela goela abaixo do Governo, do PT, do PMDB, do PSDB e do que passar pela frente.

Clique aqui para ler duas cartas de petistas a seus deputados.

Ao Hobsbawn: 

Para Hobsbawm, protagonismo da classe média marca revoltas de 2011


Andrew Whitehead


Do Serviço Mundial da BBC


A classe média foi a grande protagonista e força motriz das revoltas populares e ocupações que marcaram o ano de 2011. Esta é a opinião de Eric Hobsbawm, um dos mais importantes historiadores em atividade.


Em entrevista à BBC, o historiador marxista nascido no Egito, mas radicado na Grã-Bretanha, afirma ainda que a classe operária e a esquerda tradicional – da qual ele ainda é um dos principais expoentes – estiveram à margem das grandes mobilizações populares que ocorreram ao longo deste ano.


”As mais eficazes mobilizações populares são aquelas que começam a partir da nova classe média modernizada e, particularmente, a partir de um enorme corpo estudantil. Elas são mais eficazes em países em que, demograficamente, jovens homens e mulheres constituem uma parcela da população maior do que a que constituem na Europa”, diz, em referência especial à Primavera Árabe, um movimento que despertou seu fascínio.


”Foi uma alegria imensa descobrir que, mais uma vez, é possível que pessoas possam ir às ruas e protestar, derrubar governos”, afirma Hobsbawm, cujo título do mais recente livro, Como Mudar o Mundo, reflete sua contínua paixão pela política e pelos ideais de transformação social que defendeu ao longo de toda a vida e que segue abraçando aos 94 anos de idade.


As ausências da esquerda tradicional e da classe operária nesses movimentos, segundo ele, se devem a fatores históricos inevitáveis.


”A esquerda tradicional foi moldada para uma sociedade que não existe mais ou que está saindo do mercado. Ela acreditava fortemente no trabalho operário em massa como o sendo o veículo do futuro. Mas nós fomos desindustrializados, portanto, isso não é mais possível”, diz Hobsbawm.


Hobsbawm comenta que as diversas ocupações realizadas em diferentes cidades do mundo ao longo de 2011 não são movimentos de massa no sentido clássico.


”As ocupações na maior parte dos casos não foram protestos de massa, não foram os 99% (como os líderes dos movimentos de ocupação se autodenominam), mas foram os famosos ‘exércitos postiços’, formados por estudantes e integrantes da contracultura. Por vezes, eles encontraram ecos na opinião pública. Em se tratando das ocupações anti-Wall Street e anticapitalistas foi claramente esse o caso.”


À sombra das revoluçõesHobsbawm passou sua vida à sombra – ou ao brilho – das revoluções.


Ele nasceu apenas meses após a revolução de 1917 e foi comunista por quase toda a sua vida adulta, bem como um autor e pensador influente e inovador.


Ele tem sido um historiador de revoluções e, por vezes, um entusiasta de mudanças revolucionárias.


O historiador enxerga semelhanças entre 2011 e 1848, o chamado ”ano das revoluções”, na Europa, quando ocorreram uma série de insurreições na França, Alemanha, Itália e Áustria e quando foi publicado um livro crucial na formação de Hobsbawm, O Manifesto Comunista, de Marx e Engels.


Hobsbawm afirma que as insurreições que sacudiram o mundo árabe e que promoveram a derrubada dos regimes da Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen, ”me lembram 1848, uma outra revolução que foi tida como sendo auto-impulsionada, que começou em um país (a França) e depois se espalhou pelo continente em um curto espaço de tempo”.


Para aqueles que um dia saudaram a insurreição egípcia, mas que se preocupam com os rumos tomados pela revolução no país, Hobsbawm oferece algumas palavras de consolo.


”Dois anos depois de 1848, pareceu que alguma coisa havia falhado. No longo prazo, não falhou. Foi feito um número considerável de avanços progressistas. Por isso, foi um fracasso momentâneo, mas sucesso parcial de longo prazo – mas não mais em forma de revolução”.


Mas, com a possível exceção da Tunísia, o historiador não vê perspectivas de que os países árabes adotem democracias liberais ao estilo das europeias.


”Estamos em meio a uma revolução, mas não se trata da mesma revolução. O que as une é um sentimento comum de descontentamento e a existência de forças comuns mobilizáveis – uma classe média modernizadora, particularmente, uma classe média jovem e estudantil e, é claro, a tecnologia, que hoje em dia torna muito mais fácil organizar protestos.”


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/economia/2011/12/23/a-classe-media-fez-a-primavera-arabe-e-a-privataria/