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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Senadores pedem mais debate sobre acordo ortográfico

22.12.2011
Do site da REDE BRASIL ATUAL, 13.12.11
Por Redação da Rede Brasil Atual

Senadores pedem mais debate sobre acordo ortográfico

Cristovam Buarque avaliou como tímida a reforma ortográfica e lembrou que a condução da discussão foi muito criticada (Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado)
São Paulo – O novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa será tema de audiência pública no Senado. A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta terça-feira (13) um novo debate da implementação do acordo, que passa a ser adotado em definitivo a partir de 2013 no país. A nova regra envolve os países membros da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP).
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que propôs a audiência junto com Paulo Bauer (PSDB-SC) e Ana Amélia (PP-RS), avaliou como tímida a reforma ortográfica e lembrou que a condução da discussão foi muito criticada. "Por isso queremos trazer aqui pessoas que contestam a forma como foi feito e o que ficou no acordo, e também os que defendem o resultado como o máximo que se poderia conseguir", destacou.
Para o presidente da Comissão, senador Roberto Requião (PMDB-PR), o acordo foi um "atropelo", tendo sido aprovado no Brasil de forma "apressada".

A reforma envolve mudanças nas palavras e, em vários acasos, até na pronúncia, como destaca o texto do requerimento. Os senadores querem correções para que realmente se fortaleça a língua portuguesa.

No Brasil, o acordo entrou em vigor em 2009, com quatro anos de adaptação às novas regras, em que tanto a grafia anterior como a nova serão aceitas oficialmente. A partir de 1º de janeiro de 2013, a grafia correta da língua portuguesa será somente a prevista no novo acordo.
Com informações da Agência Senado
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/educacao/2011/12/senadores-pedem-mais-debate-do-acordo-ortografico

Ex-chefão global detona Twitter e Facebook, mas esquece das mazelas platinadas

22.12.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 20.12.11
Por Luis Soares, Pragmatismo Político


Um sujeito que pautou as suas relações de poder com base na manutenção de um monopólio tratado em bastidores, a sete chaves e com roteiro digno das principais películas mafiosas não pode mesmo ser simpático às redes sociais


Diz-se que a maioria dos seres humanos é capaz de (quase) qualquer coisa para saciar o próprio ego e alcançar objetivos individuais. A veracidade dessa máxima não pode ser comprovada, mas o ex-diretor geral da Rede Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, é a prova viva de que o ditado não é de todo descartável, pois se aplica a ele próprio.

Nas últimas semanas, Boni recebe holofotes na mesma intensidade com que a emissora na qual trabalhou ascendeu nos períodos áureos da ditadura militar. Objetivando divulgar o seu livro, foi capaz até de assumir publicamente, após 22 anos, que a Globo influenciou diretamente o eleitorado nas eleições de 1989 para prejudicar Lula e eleger Collor.

Leia também:

Agora, não menos estrategicamente e em mais uma jogada de marketing, adota as redes sociais como alvo principal. Disse ele, essa semana, durante entrevista ao programa Roda Viva, da Tv Cultura:  "Eu acho que Twitter e Facebook se chamam suicídio coletivo. Eu não uso. Quando você fala em redes rociais, você leva um susto com a baixa qualidade do que se fala no Facebook, por exemplo.

Um sujeito que pautou as suas relações de poder com base na manutenção de um monopólio tratado em bastidores, a sete chaves e com roteiro digno das principais películas mafiosas não pode mesmo ser simpático às redes sociais.

Comunicação tradicional x Novas mídias

O papel das mídias sociais é essencialmente o de contribuir para a democratização da informação, coisa que não interessa a quem vive e acumula renda aproveitando-se da vulnerabilidade do senso comum. A comunicação alternativa, portanto, incomoda tanto por essa sua capacidade de contrapor um modelo que é imposto de cima para baixo.

Encontra-se de tudo – e isso é de uma verdade óbvia – num ambiente extremamente heterogêneo como é o das redes sociais: de conteúdos desprezíveis à enriquecedores; só que o mesmo não se aplica à Tv Brasileira, e mais especificamente à Globo. A diferença fundamental é que tudo na rede mundial de computadores pode ser filtrado, de modo que o cidadão detém o poder de selecionar o conteúdo que deseja consumir, e, ainda mais importante, deixa de ser agente passivo e torna-se partícipe, almejando projeção em um mundo que exige cada vez mais o embate de opiniões e ideias para dar continuidade à sua marcha evolutiva.

Blogueiro Mosquito e 'Privataria Tucana' revelam a força das redes sociais

Para ficar em acontecimentos recentes, a estranha morte de Amilton Alexandre, o blogueiro Mosquito, responsável por descobrir e denunciar o estupro envolvendo o filho de um diretor da RBS (afiliada da Globo), mereceu o silêncio dos grandes conglomerados de mídia nacionais. O trabalho de divulgação realizado nos blogs alternativos impediu que o caso caísse em total esquecimento (esquecimento gera descrédito), e só em Pragmatismo Político o caso gerou ao site mais de 140 mil visitas em apenas dois dias, como podem ver aqui.

Outro exemplo de significância desmedida é 'A Privataria Tucana', livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr. e que, graças à justa atenção recebida pelo Twitter, Facebook, Blogs e outros veículos afins (jamais da mídia mercadológica), alcançou patamares inicialmente inimagináveis e servirá, inclusive, como alicerce para a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Congresso Nacional.

Nivelar por baixo para fazer sucesso (a verdadeira baixa qualidade)

Em outra recente entrevista concedida ao programa Jô Soares, Boni afirma que a Globo utiliza da prática do nivelamento rasteiro da sua grade de programação com o intuito de alavancar a audiência. A alquimia do sucesso, de acordo com o ex-diretor global, é exatamente essa: nivela-se o conteúdo por baixo para  manter a audiência em cima. Assim, segundo ele, a Rede Globo rejeitou ao longo da história propostas interessantes, intuitivas, educativas e de conteúdo elucidativo, pela mera (e mesquinha) impossibilidade de tornarem-se campeões de audiência.

Não é por acaso que Boninho, o filho de Boni, dirige um programa que é um dos carros-chefes da emissora na contemporaneidade: o deplorável Big Brother Brasil.

Leia mais:

Na Tv, Boni dirigiu projetos que foram sucessos de audiência. E ninguém se iluda: Boni não desistiu da audiência, mas continua perseguindo-a em outro gênero; quer agora ser um best-seller. Não é um homem de príncípios, mas de ibope.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/12/ex-chefao-global-detona-twitter-e.html

Deputado protocola pedido de CPI para investigar privatizações

22.12.2011
Do blog ESQUERDOPATA,21.12.11
Por Reuters



O deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) protocolou nesta quarta-feira na Mesa Diretora da Câmara um pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar denúncias de irregularidades nos processos de privatização durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O pedido de instalação da CPI teve o apoio de 206 deputados, segundo a Agência Câmara. A comissão pretende investigar as denúncias publicadas no livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr.

Protógenes foi o delegado da Polícia Federal responsável pela Operação Satiagraha, que prendeu, entre outros, o banqueiro Daniel Dantas, do Banco Opportunity, uma das figuras mais controversas do processo de privatização do setor de telefonia do país.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse que as assinaturas serão verificadas no início do ano que vem e, se o pedido atender a todas as exigências, a CPI será instalada em 2012.

Um dos citados pelo livro é o ex-governador de São Paulo e candidato derrotado na eleição presidencial do ano passado José Serra.

No livro, Serra é acusado de receber propinas de empresários que participaram das privatizações conduzidas pelo governo Fernando Henrique (1995-2002).

Serra é um dos possíveis candidatos do PSDB à prefeitura de São Paulo no ano que vem e à Presidência em 2014. Protógenes, no entanto, negou que o pedido de criação da CPI tenha motivação eleitoral.

"Não vamos explorar isso em nenhum momento. Vamos ter responsabilidade. Não vamos permitir que a CPI seja objeto de ataques a A, B ou C ou (palanque) em eleição", garantiu o deputado.

"Não queremos fazer um processo revisional nas privatizações brasileiras. mas todos os atores envolvidos relacionados no conteúdo do livro merecem prestar esclarecimentos na CPI, mas quem vai determinar (os depoimentos) são os integrantes da CPI."

Em declarações divulgadas pelo site do PSDB na Internet (www.psdb.org.br), o presidente da legenda, deputado Sérgio Guerra (PE), disse que o livro traz denúncias "velhas" e que tem o objetivo de encobrir denúncias de irregularidades recentes no governo da presidente Dilma Rousseff.

"O livro é distribuído num instante em que o governo federal sofre o desgaste de denúncias que contra ele foram feitas pela imprensa, por toda a imprensa brasileira, e que já vitimou alguns ministros", disse o presidente tucano.

"Nesse instante, (as denúncias) ameaçam um ministro do Partido dos Trabalhadores e, seguramente, pode continuar (a ameaçar) outros ministros", acrescentou, numa referência às suspeitas em torno dos serviços de consultoria prestados pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que é do PT.

As privatizações de empresas públicas realizadas durante o governo FHC atingiram os setores de telecomunicações, energia e mineração.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello) 

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Fonte:http://www.esquerdopata.blogspot.com/2011/12/deputado-protocola-pedido-de-cpi-para.html

BLOG MOBILIDADE URBANA:Operação para reduzir acidentes nos trechos mais críticos


22.12.2011
Do BLOG MOBILIDADE URBANA, 21.12.11
Por Tânia Passos

BR -101 em Pernambuco é uma das que mais registram acidentes no estado.

Em ação inédita, o governo federal lançou, nesta segunda-feira (19/12), a Operação RodoVida. O objetivo é reduzir a gravidade dos acidentes de trânsito com ações integradas entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), polícias estaduais e agências de trânsito.

Diagnóstico realizado pela PRF mostra que 60 trechos de dez quilômetros de extensão respondem por 22% dos acidentes mais graves atendidos pela corporação. É nesses 600 quilômetros de rodovias que as ações coordenadas pela PRF acontecerão entre 19 de dezembro e 27 de fevereiro de 2012.

Uma característica comum a todos esses pontos levou à integração das ações: em todos existe a confluência de vias estaduais ou municipais para as rodovias federais. Assim, a ação simultânea nas rodovias e vias de acesso vai aumentar a segurança e propiciar a redução dos acidentes.

A ação integrada da Operação RodoVida se dará por Blitzen simultâneas nas BRs, rodovias estaduais ou vias municipais nas proximidades dos pontos críticos. O foco estará no combate à embriaguez ao volante e na fiscalização de motocicletas. O primeiro por ser uma das principais causas de acidentes graves e o segundo por ser um veículo que vem se destacando em relação ao número de acidentes nos últimos anos. Em 2011, de janeiro a setembro, a PRF atendeu 25.437 acidentes com motociclistas, com 18.083 feridos leves, 8.166 feridos graves e 1621 óbitos.

Estima-se que o custo social dos acidentes nas rodovias federais este ano foi de R$ 7,9 bilhões (considerando o período de janeiro a setembro).

Campanha

O Ministério das Cidades, por meio do Departamento Nacional de Trânsito ( Denatran), lança a campanha de conscientização sobre não dirigir depois de consumir qualquer quantidade de bebida alcoólica.

Norteada pelo conceito “Bebida e direção. O efeito do álcool passa, a culpa fica para sempre”, a campanha mostra o sentimento de culpa de quem causa uma tragédia depois de dirigir sob o efeito do álcool.

As peças publicitárias chamam atenção também para o número de mortos e feridos graves em consequência dos acidentes relacionados à embriaguez.

Confira o link da  tabela com os trechos dos acidentes:

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CINEMA: Tintim, o repórter aventureiro

22.12.2011
Do site da Revista CartaCapital, 13.12.11
Por Paulo Ramos*

Aventura do personagem de Hergé que estreia nos cinemas estimula a inclusão de histórias em quadrinhos em sala de aula. Foto:Divulgação
 Já faz quatro décadas que as histórias de Tintim circulam entre os brasileiros, encontrando novos leitores a cada geração. 
Tudo indica que outra leva de pessoas vá se interessar pelo personagem a partir de janeiro de 2012, data programada para a -estreia no -País do filme As Aventuras de Tintim, com o jovem repórter. 
O longa surge com tratamento de megaprodução. Foi feito em 3D, com uma técnica que capta o movimento dos atores para moldar a animação. A direção ficou a cargo de Steven Spielberg, de E.T., o Extraterrestre, Tubarão e dos filmes de Indiana Jones, para ficarmos em três exemplos, e produzido por Peter Jackson, que esteve à frente da trilogia O Senhor dos Anéis.
Como geralmente ocorre com produções do porte, o marketing vai encarregar-se de tornar os personagens ainda mais populares e surgirão vários registros sobre as raízes do protagonista, criado nos quadrinhos. O herói é um moço aventureiro, sempre disposto a viajar o mundo para desvendar mistérios.
Invariavelmente, vai acompanhado de seu cãozinho Milu. Perspicaz, fiel e igualmente corajoso, o cachorro não raras vezes salva o dono. O bicho de estimação é também responsável por algumas das cenas de humor da série. De quando em quando, faz algum comentário que é visualizado apenas pelos leitores.
A estreia de Tintim nos quadrinhos ocorreu em 1929, na Bélgica. O jovem aventureiro foi criado pelo desenhista Georges Prosper Remi (1907-1983), que preferia assinar seus trabalhos com o apelido Hergé (baseado na pronúncia das iniciais de Remi e Georges). A primeira história foi lançada nas páginas de “Petit Vingtième”, suplemento juvenil do jornal Le Vingtième Siècle.
A aventura inicial já constrói as bases da série. Hergé apresenta o personagem como um jornalista do suplemento, o que fica explícito logo no primeiro quadrinho: “O Petit Vingtième, sempre preocupado em satisfazer seus leitores e mantê-los informados do que acontece no mundo, acaba de enviar à Rússia soviética um de seus melhores repórteres: Tintim!”
Polêmica colonialista
Feita originalmente em preto e branco, As Aventuras de Tintim – Repórter do ‘Petit Vingtième’ no país dos sovietes foi compilada em forma de livro em 1930, recurso que se tornou regular desde então. Nesse mesmo ano, o suplemento juvenil já trazia a segunda aventura do personagem, Tintim no Congo, seguramente a mais polêmica da série. O questionamento em torno da obra pauta-se no teor colonialista com que representou a hoje República Democrática do Congo.
Em dado momento, Tintim é aceito para dar uma aula a crianças locais. Ele ensina à sala sobre a “pátria de vocês, a Bélgica”. O trecho integrou duas revisões feitas pelo autor, uma em 1946 e outra em 1970. As mudanças reduziram parte do tom paternalista. A parte mencionada, por exemplo, troca a questão geopolítica pela matemática, na forma de uma conta de dois mais dois.
A polêmica mais recente envolvendo o álbum ocorreu em 2007, na Inglaterra. A Comissão para Igualdade Racial do Reino Unido pediu às livrarias britânicas que deixassem de vender a obra. A entidade afirmava que o livro tinha conteúdo racista e mostrava os congolenses de maneira idiotizada e com traços semelhantes a macacos. Duas das principais livrarias atenderam parcialmente ao pedido e tiraram o título da seção infantil, mas não deixaram de vender o álbum. O argumento era que caberia ao leitor a decisão da compra. Resultado: uma semana depois, a editora Egmond, que publica Tintim na Inglaterra, registrava aumento de 4.000% nas vendas do título.
A obra foi lançada no Brasil pela Record, que traduziu a história como Tintim na África. A editora publicou o personagem no Brasil no início da década de 1970 e disponibilizou quase todo o catálogo – a série é composta de 24 álbuns, cada um deles com uma aventura completa. A passagem do repórter pelo Congo foi relançada em 2008 pela Companhia das Letras, que reeditou todas as histórias.
A editora encerrou a reedição da série no fim de 2008, com duas histórias inéditas no Brasil, curiosamente a primeira ambientada na Rússia e a última intitulada Tintim e a Alfa-arte. Esta se resume a 42 páginas de esboços e diálogos feitos por Hergé. O desenhista morreu antes de finalizar a obra.
A derradeira história tem como mote o assassinato de dois especialistas em arte. Um deles iria revelar informações importantes, O repórter vê nas mortes um mistério. Aos poucos, associa os crimes a uma exposição da alfa-arte, esculturas que representariam uma volta à origem da civilização. O último quadrinho mostra Tintim sendo conduzido por um homem que aponta uma arma para ele. A trama fica sem desfecho.
A morte de Hergé, em 1983, pôs fim às aventuras. Mas apenas no papel. Em outras mídias, o personagem continuou popular. A série ganhou uma versão animada exibida no Brasil pela TV Cultura. E, agora, tem novamente parte adaptada para o cinema.
Bom início para novos leitores
O longa-metragem ancora-se em três álbuns: O Caranguejo das Pinças de Ouro, O Segredo do Licorne e O Tesouro de Rackham, o Terrível. Há bons motivos para o filme de Spielberg iniciar com essas três histórias. Se lidas em conjunto, formam um singular ponto de partida para quem nunca leu o personagem.
O Caranguejo das Pinças de Ouro, nono álbum, leva Tintim a desvendar um mistério formado a partir da imagem de um caranguejo estampada num pedaço de rótulo de lata rasgado. O papelote havia sido encontrado com uma pessoa afogada. Uma pista dada pelos atrapalhados investigadores Dupont e Dupond – iguais em tudo e que se tornaram personagens regulares – leva o repórter a uma embarcação, Karaboudjan.
Lá descobre que se trata de um navio de tráfico e é mantido preso. Ele e o verdadeiro capitão, Haddock, um beberrão obcecado por rum. Tintim e Haddock conseguem fugir e, enfim, revelar o mistério. A história marca o primeiro encontro de ambos, por isso um bom início para novos leitores – e também para o longa. O capitão, a partir de então, torna-se parceiro de aventuras do repórter.
Os dois protagonizam os álbuns O Segredo do Licorne e O Tesouro de Rackham, o Terrível, que compõem uma história dividida em duas partes. No início da aventura, Tintim compra um antigo navio em miniatura num mercado de antiguidades. O artefato seria um presente para Haddock. Mas, como tudo na série, esconde um mistério. Batizado de Licorne, o pequeno navio é a chave para o segredo de um tesouro de um antepassado do capitão e mantido em sigilo por décadas. O tesouro seria de um rival, Rackham, o Terrível.
É na segunda parte da história que Tintim tem o primeiro contato com outro personagem que se tornaria regular na série, o professor Girassol. De audição comprometida, sempre escuta o contrário do que é dito, o que dá toques de humor aos diálogos. Compensa com uma mente privilegiada, que ajuda a tornar reais suas várias invenções.
Muitos creditam a Hergé um lado conservador, materializado em parte em sua produção em quadrinhos. Mas isso não ofusca a importância que Tintim teve para a história das HQs, em particular na Europa. A reunião das aventuras, uma por álbum, ajudou a moldar um suporte editorial que vigora até hoje no Velho Continente. O estilo criado pelo desenhista exerceu também influência direta na produção franco-belga nas décadas que seguiram à criação do personagem. Na Bélgica, Tintim é referência e referenciado. Descobri-lo, mesmo que via cinema, é recuperar- uma parte importante da produção em quadrinhos mundial. E uma boa forma de levar o mundo da fantasia para a sala de aula.
*PAULO RAMOS, é professor do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Paulo e autor de, entre outros, A Leitura dos Quadrinhos e Faces do Humor – Uma aproximação entre piadas e tiras.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/carta-fundamental/tintim-o-reporter-aventureiro/

NASA encontrou planeta rochoso “gêmeo” da Terra orbitando uma estrela como o Sol

22.12.2011
Do site do JORNAL CIÊNCIA, 20.12.11
Por OSMAIRO VALVERDE,  DA REDAÇÃO DE BRASÍLIA 

  A Agência Espacial Norte Americana encontrou um planeta rochoso que possui dimensões muito próximas as da Terra, orbitando uma estrela muito parecida com o nosso Sol.
  É a primeira vez que os astrônomos encontraram um exoplaneta com dimensões tão próximas a da Terra. Apesar do planeta (chamado de Kepler-20-f) possuir atmosfera gasosa constituída de grande quantidade de água, os astrônomos descartaram a possibilidade de existência de vida, já que sua superfície seria muito quente para o desenvolvimento de formas de vida microscópicas.
O Telescópio Espacial Kepler foi construído especificamente para procurar mundos fora do nosso sistema solar. Ele consegue fazer a varredura de estrelas distantes procurando distorções que os planetas fazem ao orbitá-la. Foto: Reprodução/NASA
Outro planeta foi encontrado no mesmo sistema solar, chamado de Kepler-20e, sendo ligeiramente menor que nosso planeta, mas com temperatura bastante elevada. A proximidade de Kepler-20f e Kepler-20e com sua estrela mãe é muito grande, o que faz com que um ano terrestre dure apenas 9 e 16 dias, respectivamente.

Um dos responsáveis pela descoberta, o astrônomo François Fressin, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, em Cambrigde, EUA, declarou ao Mail Online: “É a primeira vez que a humanidade foi capaz de descobrir um objeto semelhante em aparência e tamanho ao da Terra em torno de uma estrela, o que sugere que seremos capazes de encontrar muitos outros. Este poderia ser um marco importante. Eu acho que em 10 anos, talvez 100, as pessoas irão se perguntar sobre quando foi que os humanos conseguiram encontrar um planeta com o mesmo tamanho da Terra pela primeira vez. É muito emocionante”.
A estrela deste sistema solar está 945 anos-luz de distância. Segundo os astrônomos, ela está na “zona habitável” onde as temperaturas seriam em valores amenos, o suficiente para abrigar vida.
Na imagem abaixo é possível fazer a comparação de planetas que possuem semelhança com a Terra quanto ao tamanho:
No dia 06 de dezembro o Jornal Ciência notificou a última descoberta da NASA sobre um planeta com grande potencial habitável. Para conferir, clique aqui.

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Fonte:http://www.jornalciencia.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1226%3Anasa-encontrou-planeta-rochoso-gemeo-da-terra-orbitando-uma-estrela-como-o-sol&catid=132%3Aespaco&Itemid=515&utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+jornalciencia%2FmnER+%28Jornal+Ci%C3%AAncia%29