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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Silêncio criminoso da mídia não impediu que 100 mil soubessem da morte do blogueiro Mosquito

19.12.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 15.12.11

Movidos por intolerência à impunidade, mais de 100 mil pessoas acessam Pragmatismo Político em menos de 24 horas e rompem silêncio midiático

Mosquito lutou contra gigantes como um Gigante
Não fosse o empenho fomentado a partir das mídias sociais, a estranha morte do blogueiro Amilton Alexandre, o Mosquito, teria passado como um acontecimento cotidiano e descartável. Não é assim, aliás, que a vida humana é manuseada diariamente nos meios de comunicação mercadológicos; com desdém?

Desde que anunciamos aqui, ontem, a perda do colega e a cobrança por isenção nas investigações, mais de cem mil pessoas já acessaram a página e tomaram conhecimento do triste ocorrido. Isto sem contar a reverberação em demais sites e blogs.

Toda essa massiva repercussão não significa nada mais do que um contraponto ao silêncio sepulcral e inexplicável do ponto de vista jornalístico, mas inteligível pela ótica da contrariedade. 

Na última terça-feira, dia 13, Mosquito foi encontrado enforcado em sua residência. Mais detalhes sobre a morte você pode encontrar aqui.

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Humanista, afirmam os que com ele conviveram, era marcado por um misto de generosidade e coragem. Foi o primeiro a descobrir e denunciar um caso de estupro envolvendo o filho de uma importante figura do grupo RBS (afiliada da Rede Globo), e um dos poucos com destemor para levá-lo adiante. Suas atuações, no entanto, não se limitaram à este caso, e o supracitado blogueiro tornou-se notado por opor-se aos supostos desmandos proferidos no andar de cima da sociedade catarinense, o que lhe rendeu vários processos e condenações.

Mosquito não trabalhava na redação de nenhum grande jornal, e nem por isso era menor ou detinha espírito especulativo inferior. Ao contrário, talvez justamente por esta razão fosse livre para exercer a criticidade plena, sem amarras e cada vez mais escassa nos veículos de mídia convencionais.

Os mais de 100 mil usuários que acessaram Pragmatismo Político em menos de 24 horas não o fizeram movidos por mera curiosidade, mas por um sentimento de intolerância à impunidade. 

Aquele blogueiro sofria ameaças diversas e chegou a revelá-las de público. Sozinho, lutou contra gigantes como um gigante. Perdeu algumas batalhas, teve o seu blog censurado, mas venceu a maior delas: foi eficaz no estímulo ao inconformismo. Por toda essa bagagem conflituosa, é plausível aceitar a convicção do suicídio como afirmativa ainda prematura.

Nada se exija além de uma investigação séria, sem interferências, e, para tanto, o acompanhamento dos desdobramentos caberá a todos nós. Pragmatismo Político se coloca a fazer a sua parte, e toda informação adicional poderá ser enviada para o seguinte e-mail: pragmatismopolitico@yahoo.com.br

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Mosquito faria por qualquer um desses mais de 100 mil o que preciso fosse para não permitir o sucesso da injustiça. Não nos mobilizemos apenas após as tragédias – essa é uma lição que fica.


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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/12/silencio-criminoso-da-midia-nao-impediu.html

Jabor, Josias, Kramer... Cadê vocês?

19.12.2011
Do blog de Altamiro Borges, 18.12.11
Por Altamiro Borges


A velha mídia levou um baile das redes sociais e da blogosfera e, aos poucos, rompe seu silêncio sobre o best-seller “A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro. Na mídia impressa, a Folha engoliu a seco e publicou um artigo com o único intuito de desqualificar o autor e blindar o tucanato privatista e corrupto. O texto nem é assinado. Deve ter sido “obra” do Otavinho, o patrão serrista do diário. Um dia depois, o Estadão também reconheceu que o livro é um sucesso, num artigo um pouco mais isento.

Já nas telinhas, até o Boris Casoy, outro direitista convicto, noticiou o estrondo causado pelo livro. Só faltou o bordão: “Isto é uma vergonha”. Antes, vale registrar, a Record, por razões mercadológicas e políticas conhecidas, foi a primeira a dar destaque à obra – inclusive com uma excelente entrevista do autor ao jornalista Paulo Henrique Amorim. Bob Fernandes também usou a sua coluna na TV Gazeta para criticar o silêncio hipócrita e seletivo da maior parte da chamada grande imprensa.

E cadê os histéricos “calunistas”?

A pergunta que não quer calar é a seguinte: cadê os histéricos “calunistas” dos impérios midiáticos? Eles saíram de férias, ficaram com preguiça de ler o livro, estão com medo do vingativo Serra ou tem algum peso na consciência por terem apoiado o criminoso processo de privatização das estatais na era FHC? Será que alguém usou as lavanderias tucanas nos paraísos fiscais? Será?

No caso de Eliane Cantanhêde, da “massa cheirosa” do PSDB, ela tem uma justificativa. Está em férias. Mesmo assim, a incansável colunista da Folha escreveu mais um de seus petardos contra Hugo Chávez. Deve ser pura obsessão contra o líder venezuelano. Já o Josias de Souza, também da Folha, o famoso carona do FHC, não escreveu uma linha sobre o livro e também entrou em férias.

“Não-notícia” na telinha da Globo

Mirian Leitão e Dora Kramer, outras duas colunistas estridentes da mídia imprensa, também murcharam. A colunista do Estadão até ficou irritada com seus seguidores na internet, que criticaram o silêncio. “Façamos o seguinte: matriculem-se na faculdade de jornalismo, trabalhem 30 anos no ramo e aí a gente discute”, disparou a deselegante Kramer. Para ela, “o envolvimento do autor com dossiês de campanha, arranha a credibilidade [do livro]”. O policial-bandido João Dias, herói da mídia, não arranhou?

Já para o campeão de audiência na tevê, o Jornal Nacional, o livro de Amaury Ribeiro não existe, é uma “não-notícia”. O veterano Willian Bonner está calado e a novata Patrícia Poeta está muda. No Jornal da Globo, o requisitado Willian Waack, freqüentador da embaixada dos EUA, também está quieto. E o Arnaldo Jabor ainda não fez os seus trejeitos patéticos para tratar do tema tabu. Ele adora falar sobre as tais maracutaias, desde que não atinjam os seus íntimos amigos tucanos. 

Noblat não se acovardou

Entre os colunistas da mídia demotucana que não se acovardaram diante do best-seller, o primeiro foi Ricardo Noblat, o blogueiro mais acessado das Organizações Globo. De imediato, ele escreveu: “O livro desperta desde já dois tipos de reação: ‘Não li e não gostei’. E: ‘Não li e gostei’. Comecei a ler ontem. É uma leitura penosa para quem tem pouca intimidade com o mundo financeiro”.

Na sequência, ele assumiu o seu lado na contenda. Publicou o chilique de José Serra contra o livro. “Lixo é lixo”. E depois, como se fosse o porta-voz dos tucanos, ele antecipou que a “bancada de deputados federais do PSDB se reúne esta tarde, em Brasília, para anunciar providências quanto à publicação do livro ‘A Privataria Tucana’, que começou a ser vendido no último domingo”.

Merval Pereira, o “imortal” da Academia Brasileira de Letras, demorou, mas também se posicionou – como sempre, em apoio aos santos tucanos. Já com relação a Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, os blogueiros da Veja, não vale a pena falar. Eles babam!

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Lei veta venda de garagem a quem é de fora de prédio


19.12.2011
Do BLOG DE JAMILDO, 18.12.11
Da Agência Estado
Postado por Helder Lopes

Boa notícia para a vida em condomínio: a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara aprovou projeto de lei do Senado que proíbe dono de imóvel residencial ou comercial de vender ou alugar vaga de garagem a pessoas de fora do prédio. Hoje, o Código Civil pede apenas que condôminos tenham prioridade no negócio. A proposta segue agora para sanção presidencial.

Para muitos especialistas, essa não é uma discussão sobre propriedade, mas sobre a vida em condomínio. “Se a lei for sancionada não haverá mais brechas no Código Civil para se discutir uma questão que só coloca em risco a segurança de qualquer prédio”, diz o advogado Márcio Rachkorsky, consultor jurídico de 400 edifícios em São Paulo.

Enquanto a lei não entra em vigor, os condomínios têm tentado evitar esse tipo de problema elaborando regras internas rígidas, que claramente proíbem esse tipo de negócio. Em geral, dá certo. Dos 100 prédios administrados pela empresa Condovel, apenas um passou por essa experiência. Mas quando alguém apela para a Justiça, o prédio muitas vezes não tem como se defender. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 
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Amaury: Convites para eventos em todo o Brasil

19.12.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha,18.12.11
Por Luiz Carlos Azenha

Ilustração Berze
Surpreso, assustado e feliz. Amaury Ribeiro Jr. não esperava testemunhar o que testemunhou nos últimos dias. Não tinha a dimensão do poder da blogosfera para pautar a opinião pública. Aprendeu vendo.
O livro é certamente um fenômeno editorial. É natural que o debate nas mídias sociais a respeito doPrivataria Tucana esfrie. Por isso, em 2012, a prioridade de Amaury será atender às dezenas de convites para eventos que recebeu de todo o Brasil. “Tem uns duzentos convites”, diz ele.
O repórter pretende definir, em conjunto com a Geração Editorial, um calendário para tardes ou noites de autógrafo, debates e palestras. O objetivo, segundo Amaury, é dar a ele a oportunidade de agradecer pessoalmente aos milhares de internautas que, ao fim e ao cabo, são os responsáveis pelo sucesso do livro, já que fizeram a divulgação de forma espontânea nas mídias sociais, em comentários de blogs e produzindo suas próprias resenhas.
Como projeto de longo prazo, disse Amaury anteriormente, uma investigação sobre como as privatizações beneficiaram grupos de mídia direta ou indiretamente, o que talvez ajude a explicar o silêncio de algumas empresas jornalísticas em relação ao livro.
O autor frisa sempre que, apesar de ter incluído mais de 100 páginas de documentos no livro, dispõe de vasto material obtido a partir de um processo movido contra ele por Ricardo Sergio de Oliveira, um dos arquitetos das privatizações e personagem central do Privataria. Amaury usou o instituto da “exceção da verdade” para obter os documentos.
Amaury diz que está tranquilo quanto a futuros processos do PSDB ou de personagens citados no livro: pretende usar as eventuais ações judiciais para obter novos documentos. Ficou feliz com o aparente sucesso do deputado Protógenes Queiroz no recolhimento de assinaturas para uma CPI da Privataria. O Protógenes entende das minúcias, de toda a complexidade das operações, afirma o jornalista.
O deputado do PCdoB diz ter conseguido mais que as 170 assinaturas necessárias para garantir a instalação de uma CPI: espera conquistar o apoio de 250 deputados para o requerimento que apresenta na quarta-feira da semana que vem. Protógenes, aliás, diz que entende perfeitamente a posição assumida pelo governo Dilma em relação ao assunto — de aparente neutralidade –, mas afirma contar com grande apoio de parlamentares do PT.
De seu ponto-de-vista, Amaury diz que o mais interessante será travar um debate público sobre os métodos de lavagem de dinheiro e a legislação que permite a empresas baseadas em refúgios fiscais fazer ‘investimentos’ no Brasil sem identificar os sócios ou a origem do dinheiro.
É o que permite, como diz Amaury no popular, que gente lave dinheiro “batendo o escanteio e subindo para cabecear”.
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