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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Restauração da PE-42 entra em fase de conclusão, facilitando tráfego na Mata Sul do Estado

14.12.2011
Do blog ESTRADAS DE PERNAMBUC,13.12.12
Por Pollyanne Brito

Foto: Paulo Amâncio
Com a finalização dos serviços de restauração da PE-42, que segue do entroncamento da PE-60 (Ipojuca) até o entroncamento da BR-101, o tráfego de veículos foi liberado na rodovia há cerca de 15 dias, abrindo rota alternativa para quem circula pela Mata e Litoral Sul, especialmente para as praias como Porto de Galinhas, Serrambi e São José da Coroa Grande. As equipes contratadas pela Secretaria de Transportes, através do DER, trabalham na sinalização vertical e horizontal para conclusão da obra.


Foto: Paulo Amâncio
Desta forma, quem trafega no sentido Recife-Mata e Litoral Sul do Estado, pode evitar a PE-60, que recebe um intenso fluxo de carros todos os dias. A opção é vir pela BR-101 e pegar diretamente a PE-42, dando acesso direto as praias do Litoral Sul de Pernambuco. E para quem sai do Agreste Central - Caruaru e outros municípios - pode usar a BR-232, PE-45 e depois a PE-42, evitando de passar pelo Cabo de Santo Agostinho. Com um custo de aproximadamente R$ 10 milhões, a estrada tem uma grande importância econômica, pois interliga regiões de Pernambuco: Mata Sul e Litoral Sul de Pernambuco, além de facilitar o escoamento de todo material líquido e gasoso de Suape. A obra faz parte do Plano de Infraestrutura Rodoviária Caminhos da Integração. 



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Fonte:http://estradasdepernambuco.blogspot.com/2011/12/restauracao-da-pe-42-entra-em-fase-de.html

JORNALISTAS BRASILEIROS SÃO HUMILHADOS PELOS PATRÕES - É PROIBIDO FALAR NA PRIVATARIA TUCANA

14.12.2011
Do blog 007BONDEBLOG, 13.12.11

A DITADURA DA DESINFORMAÇÃO CHEGOU AO ÁPICE, IMPONDO UM SILÊNCIO INDECENTE AOS JORNALISTAS, ARTICULISTAS E COLABORADORES DOS JORNALÕES, EM SUAS EDIÇÕES DE PAPEL OU ELETRÔNICA.

CAAALLLAAAADDDDOOOOSSSSS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

ESSA É A ORDEM. NÃO FALEM NO LIVRO "A PRIVATARIA TUCANA", TIREM JOSÉ SERRA, FHC E O PSDB DO NOTICIÁRIO. FINJAM QUE ESSE "ESCÂNDALO" NÃO CHEGOU AS NOSSAS REDAÇÕES E CONHECIMENTO.

A IMPRENSA BRASILEIRA JÁ VIVEU MOMENTOS VERGONHOSOS, COMO A EDIÇÃO DE DEBATE PARA ELEGER O PRESIDENTE QUE OS TUBARÕES DA MÍDIA QUERIAM, POUCAS VEZES, PORÉM, DE FORMA TÃO ESCANCARADA E DESCARADA PROTAGONIZOU UMA MANIPULAÇÃO TORPE COMO AGORA.
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PAULO HENRIQUE ENTREVISTA AMAURY RIBEIRO JR , AUTOR DO LIVRO "PRIVATARIA TUCANA":Quem é quem na privataria tucana

14.12.2011
Do blog de AltamiroBorges
Por Paulo Henrique Amorim

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/12/quem-e-quem-na-privataria-tucana.html

Privataria Tucana já nas livrarias de todo país FHC Serra e FHCboys no butim latino americano

14.12.2011
Do BLOG DE UM SEM MÍDIA, 13.12.11
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Fonte:http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com/2011/12/privataria-tucana-para-relembrar.html

Tucanos boicotam livro contra Serra

14.12.2011
Do blog ESQUERDOPATA, 12.12.11
Por Christina Lemos 




Até os mais combativos integrantes do PSDB se fecharam diante de perguntas sobre o livro Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr – uma investigação jornalística sobre o processo de privatização durante do governo Fernando Henrique Cardoso. O exemplo mais eloquente foi a recusa do senador Álvaro Dias em fazer qualquer comentário sobre o assunto. Na sede do PSDB em Brasília a informação é que o presidente do partido, Sérgio Guerra, não vai se manifestar sobre o assunto. O ex-presidente Fernando Henrique lembrou que o autor está indiciado pela polícia federal e usou o fato para escapar do tema.

A ordem geral é não dar espaço para o livro, mesmo que pela via da crítica ou do contraditório, uma vez que a obra é altamente negativa para muitos dos mais importantes representantes do PSDB, não só para José Serra. A aposta tucana é que o livro caia logo no descrédito e no esquecimento.

Políticos de outros partidos, até do PSOL, tentam ficar de fora da briga. Usam o argumento de que ainda não leram, mas o fato é que o livro está esgotado na maioria das livrarias, também em Brasília. No entanto, não causou surpresa a reportagem de capa da revista Veja desta semana, que acusa os petistas de falsificação de documentos para incriminar adversários. A publicação soou como reação indireta, mas expressiva ao Privataria Tucana.

O livro, embora se remeta a um fato transcorrido durante o governo FHC, tem o efeito de gasolina na fogueira, por causa da conjuntura política do momento em que é lançado. José Serra e Aécio Neves se batem pela preferência do partido para a disputa pelo Presidência. O paulista vem claramente enfraquecido, em função da derrota para Dilma, mas ainda é o nome de maior recall, no PSDB. Por outro lado, Aécio ainda não decolou, e já percebeu que a tribuna do senado não é vitrine suficiente para alavancar suas pretensões.

Para completar a má fase tucana, pesquisa Datafolha mostra aumento da rejeição por Serra (35%) numa eventual disputa pela prefeitura de São Paulo, e a crescente influência de Lula como indutor do voto paulista (48% admitem votar em quem Lula indicar). Até FHC acha que sua legenda está sem rumo.
O cenário, para além de livros e pesquisas, indica que o PSDB terá de se apressar para consertar a própria bússola.

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2011/12/tucanos-boicotam-livro-contra-serra.html

Sucesso de vendas cercado pelo silêncio

14.12.2011
Do blog de Altamiro Borges,12.12.11
Por Maria Inês Nassif, no sítio Carta Maior:


O livro "A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Jr., foi lançado há quatro dias e já é um fenômeno de vendas cercado por um muro de silêncio. Produto de doze anos de trabalho - e, sem dúvida, a mais completa investigação jornalística feita sobre o submundo da política neste século -, o livro consegue mapear o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro montado em torno do político tucano José Serra - ex-deputado, ex-senador, ex-ministro, ex-governador, ex-prefeito e candidato duas vezes derrotado à Presidência da República. 

De quebra, coloca o PT em duas saias justas. A primeira delas é a constatação de que o partido, no primeiro ano de governo Lula, "afinou" diante do potencial de estrago da CPMI do Banestado, que pegou a lavanderia de vários esquemas que, se atingiam os tucanos, poderiam também resvalar para figuras petistas. O segundo mal-estar com o PT é o ultimo capítulo do livro, quando o autor conta a "arapongagem" interna da campanha do PT, que teria sido montada para derrubar o grupo ligado ao mineiro Fernando Pimentel da campanha da candidata Dilma Rousseff. Amaury aponta (como ele já disse antes) para o presidente do partido, Rui Falcão. Falcão já moveu um processo contra o jornalista por conta disso. O jornalista mantém a acusação.

Ao atirar para os dois lados, o livro-bomba do jornalista, um dos melhores repórteres investigativos do país, acabou conseguindo a façanha de ser ignorado pela mídia tradicional e igualmente pelo PT e pelo PSDB. O conteúdo de seu trabalho, todavia, continua sendo reproduzido fartamente por sites, blogs e redes sociais. Esgotado ontem nas livrarias, caminha para sua segunda edição. E já foi editado em e-book.

Os personagens do PSDB são conhecidos. O ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, aparece como o "engenheiro" de um esquema que operou bilhões de dólares durante as privatizações e os dois governos de Fernando Henrique Cardoso. A mesma tecnologia financeira usada por Oliveira foi depois copiada pela filha de Serra, Verônica, e seu marido, Alexandre Burgeois. Gregório Marin Preciado surge também como membro atuante do esquema. Ele é casado com uma prima do tucano nascido na Móoca, ex-líder estudantil e cardeal tucano.

Embora esteja concentrado nesse grupo específico do tucanato - o empresário Daniel Dantas só aparece quando opera para o mesmo esquema -, o livro não poupa gregos, nem troianos. A documentação da Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) do Banestado, que forneceu os primeiros documentos sobre lavagem de dinheiro obtido ilegalmente das privatizações, é o pontapé inicial do novelo que se desenrola até as eleições presidenciais do ano passado. 

A comissão, provocada por denúncias feitas pela revista IstoÉ, em matéria assinada pelo próprio Ribeiro Jr. e por Sônia Filgueiras, recebeu da promotoria de Nova York, e foi obrigada a repassá-lo à Justiça de São Paulo, um CD com a movimentação de dinheiro de brasileiros feita pelo MTB Bank, de NY, fechado por comprovação de que lavava dinheiro do narcotráfico, do terrorismo e da corrupção, por meio de contas de um condomínio de doleiros sul-americanos. 

O material era uma bomba, diz o jornalista, e provocou a "Operação Abafa" da comissão de inquérito, pelo seu potencial de constranger tanto tucanos, como petistas (a CPMI funcionou no primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003).

Amaury Ribeiro conta de forma simples intrincadas operações de esfria/esquenta dinheiro ilegal - e, de quebra, dá uma clara ideia de como operava a "arapongagem tucana" a mando de Serra. Até o livro, as acusações de que Serra fazia dossiês para chantagear inimigos internos (do PSDB) e externos eram só folclore. No livro, ganham nome, endereço e telefone.

Nos próximo parágrafos, estão algumas das histórias contadas por Amaury Ribeiro Jr., com as fontes. Nada do que aponta deixa de ter uma comprovação documental, ou testemunhal. É um belo roteiro para a grande imprensa que, se não acusou até agora o lançamento do livro, poderia ao menos tomá-lo como exemplo para voltar a fazer jornalismo investigativo. 

1. A arapongagem da turma do José Serra (pág. 25) - Quando ministro da Saúde do governo FHC, José Serra montou um núcleo de inteligência dentro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (a Gerência Geral da Secretaria de Segurança da Anvisa). O núcleo era comandado pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), também delegado. O grupo foi extinto quando a imprensa denunciou que o grupo bisbilhotava a vida dos funcionários. O funcionário da Agência Brasileira de Informações Luiz Fernandes Barcellos (agente Jardim) fazia parte do esquema. Também estava lá o delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo de Graças Souza. 

Este núcleo, mesmo desmontado oficialmente, teria sido usado por Serra, quando governador, para investigar os "discretos roteiros sentimentais" do governador de Minas, Aécio Neves, no Rio de Janeiro. De posse do dossiê, Serra teria tentado chantagear Aécio para que o governador mineiro não disputasse com ele a legenda do PSDB para a Presidência da República. O agente Jardim, segundo apurou Amaury, fez o trabalho de campo contra Aécio. (Fontes: O agente da Cisa Idalísio dos Santos, o Dadá, conseguiu informações sobre o núcleo de arapongagem de Serra e teve a informação confirmada por outros agentes. Para a "arapongagem" contra Aécio, o próprio Palácio da Liberdade). 

2. O acordo entre Serra e Aécio (págs. 25 a 28) - Por conta própria, Ribeiro Jr., ainda no "Estado de Minas" e sem que sua apuração sobre a arapongagem de Serra tivesse sido publicada, retomou pauta iniciada quando ainda trabalhava no "Globo", sobre as privatizações feitas no governo FHC. Encontrou a primeira transação do ex-tesoureiro de campanha de FHC e Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira: a empresa offshore Andover, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, que injetava dinheiro de fora para outra empresa sua, em São Paulo, a Westchester. (Fontes: cartórios de títulos e documentos e Juntas Comerciais de São Paulo e do Rio). 

Nos mesmos papéis, encontrou outro personagem que usava a mesma metodologia de Oliveira: o genro de Serra, Alexandre Bourgeois, casado com Verônica Serra. Logo após as privatizações das teles, Bourgeois abriu duas off-shores no mesmo paraíso fiscal - a Vex Capital e a Iconexa Inc, que operavam no mesmo escritório utilizado pelo ex-tesoureiro, o do Citco Building. (Fonte: 3° Cartório de Títulos e Documentos de São Paulo). 

Amaury ligou para assessoria de Serra no governo do Estado e se deu mal: as informações, das quais queria a versão do governador, serviram para que o tucano paulista ligasse para Aécio e ambos aparassem as arestas. O Estado de Minas não publicou o material.

3. Ricardo Sérgio de Oliveira, Carlos Jereissati e a privatização das teles - O primeiro indício de que a privatização das teles encheu os cofres de tucanos apareceu no relatório sobre as movimentações financeiras do ex-caixa de campanha Ricardo Sérgio de Oliveira que transitou pela CPMI do Banestado. A operação comprova que Oliveira recebeu propina do empresário Carlos Jereissati, que adquiriu em leilão a Tele Norte Leste e passou a operar a telefonia de 16 Estados. A offshore Infinity Trading (de Jereissati) depositou US$ 410 mil em favor da Fanton Interprises (de Ricardo Sérgio) no MTB Bank, de Nova York.

Comprovação do vínculo da Infinity Trading com Jereissati: Relatório 369 da Secretaria de Acompanhamento Econômico; documentos da CPMI do Banestado.

Comprovação do vínculo de Oliveira com a Franton: declaração do próprio Oliveira, à Receita Federal, de uma doação à Franton, em 2008. 

4. Quando foi para a diretoria Internacional do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio tinha duas empresas, a Planefin e a RCM. Passou a administração de ambas para a esposa, a desenhista Elizabeth, para assumir o cargo público. Em 1998, a RCM juntou-se à Ricci Engenharia (do seu sócio José Stefanes Ferreira Gringo), para construir apartamentos. Duas torres foram compradas pela Previ (gerida pelo seu amigo João Bosto Madeira da Costa) ainda na maquete. A Planefin entrou no negócio de Intenet recebeu líquido, por apenas um serviço, R$ 1,8 milhão do grupo La Fonte, de Carlos Jereissati, aquele cujo consórcio, a Telemar, comprou a Tele Norte Leste (com a ajuda de Ricardo Sérgio, que forneceu aval do BB e dinheiro da Previ à Telemar). 

5. Em julho de 1999, a Planefim comprou, por R$ 11 milhões, metade de um prédio de 13 andares no Rio, e outra metade de outro edifício em Belo Horizonte. As duas outras metades foram compradas pela Consultatum, do seu sócio Ronaldo de Souza, que morreu no ano passado. Quem vendeu o patrimônio foi a Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, reduto tucano. O dinheiro para pagar a metade de Ricardo Sérgio nos imóveis veio da Citco Building, nas Ilhas Virgens Briânicas, a mesma "conta-ônibus" de doleiros que viria a lavar dinheiro sul-americano sujo, de várias procedências.

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MÍDIA GOLPISTA SE RECUSA A DIVULGAR LIVRO SOBRE A CORRUPÇÃO DA OPOSIÇÃO:Silêncio da privataria: quando a imprensa se cala

14.12.2011
Do portal BRASIL247
Por Diego Iraheta _247

Silêncio da privataria: quando a imprensa se cala
Foto: Edição Ana Pupulin/247

MAIOR PARTE DA MÍDIA IGNORA LIVRO-BOMBA CONTRA TUCANOS; PELO TWITTER, SEGUIDORES EXIGEM SEM SUCESSO ANÁLISES DOS JORNALISTAS DORA KRAMER, DO ESTADÃO, KENNEDY ALENCAR, DA FOLHA, E NOBLAT, DE O GLOBO; VEÍCULOS TRADICIONAIS AINDA ESTÃO DESCONECTADOS DO JORNALISMO 2.0

A resposta da imprensa brasileira ao maior fenômeno editorial de 2011 lança luzes sobre o descompasso do jornalismo “mainstream” com a era digital. O livro A Privataria Tucana, do repórter Amaury Ribeiro Junior, vendeu 30,5 mil exemplares em quatro dias. As livrarias de todo o País já aguardam a segunda remessa da obra, que denuncia os subterrâneos das privatizações no Brasil na era FHC e revela o enriquecimento de familiares de José Serra. A despeito da bomba política, fartamente documentada, a maior parte da mídia segue calada. Não abre o bico para comentar o livro que bica o alto escalão dos tucanos. Pela internet, no entanto, milhares de brasileiros têm rompido esse silêncio e fustigado os jornalistas.

“Nunca escrevi ou comentei sob chicote de patrão, de fonte ou de leitor/telespectador/ouvinte/internauta. Não farei agora”, tuitou o jornalista Kennedy Alencar, colunista da Folha, nesta terça-feira. Essa foi a reação dele à pressão de seguidores exigindo uma opinião sobre o livro que não fica atrás do mensalão na lista de escândalos políticos brasileiros. “Se julgar válido, darei opinião ou farei algo na TV, no rádio ou na internet”, desconversou.
Sem uma linha sequer sobre o livro em suas últimas colunas, a renomada Dora Kramer, do Estadão, elevou o tom às críticas recebidas por tuiteiros: “Façamos o seguinte: matriculem-se na faculdade de jornalismo, trabalhem 30 anos no ramo e aí a gente discute, ok?”.
Ao ignorar o livro e o impacto dele para a política nacional, Kennedy Alencar, Dora Kramer e tantos outros revelam desconexão com as mídias digitais e os leitores 2.0 e 3.0. Que mal há se os seguidores exigem uma posição daqueles que consideram analistas políticos de referência sobre um fato político relevante? Esse é o mais claro indicativo de interesse público – o principal combustível do jornalismo.
Por meio das redes sociais, o jornalismo está se tornando cada vez mais horizontal. Sim, os leitores mandam, mas não precisam ser encarados como capatazes. É o interesse público em tempo real tuitando e cutucando. E não chicoteando!
O modelo top-down, a que Folha, Estadão e afins estão acostumados, não se encaixa na rotina produtiva de notícias atual. Hoje, quem decide o que é notícia não é só a empresa de comunicação, o colunista, a fonte. É o leitor – ativo, questionador, em contato permanente com o jornalista pela internet.
Esse leitor não precisa ingressar na escola de jornalismo hoje para aprender a discutir com colunistas. São os jornalistas de hoje que precisam entender que o modelo de 30 anos atrás ficou lá no passado. Mesmo!
A privataria: o dossiê de um jornalista indiciado pela Polícia Federal
Para justificar a ausência da privataria do próprio repertório político, Dora Kramer frisou “o envolvimento do autor [Amaury Ribeiro Junior] com dossiês de campanha. Arranha a credibilidade”. O amado, odiado e sobretudo seguido Ricardo Noblat, de O Globo, disse aos 132 mil seguidores que estranhou a motivação política de Amaury para escrever o livro. “Ele sabia que tava a serviço de um governador [Aécio Neves]... Isso não derruba a princípio o que ele escreveu no seu livro. Mas recomenda cautela em dobro para quem imagina lê-lo e comentá-lo”, ponderou.
Em outubro do ano passado, Amaury foi indiciado pela Polícia Federal por violação do sigilo fiscal de lideranças tucanas e de familiares de José Serra. Os investigadores apontaram que o repórter se envolveu com corrupção ativa, uso de documento falso e oferta de vantagem a testemunha. No entanto, o livro de Amaury faz revelações contundentes amparadas em documentos públicos, obtidos em cartórios e na Junta Comercial. Ainda que tivesse finalidade de dossiê, tem um denso trabalho de apuração jornalística.
Dessa forma, nada impediria que Noblat e Dora destacassem o sucesso do livro que golpeia em cheio o coração do PSDB, mas com as devidas ressalvas. “Apesar da ampla apuração e das fontes reais, documentos que comprovam a tal privataria, o autor do livro foi indiciado pela Polícia Federal por corromper testemunhas, usar documentos falsos etc e tal.”
Reinaldo Azevedo, de Veja, tentou logo desqualificar a privataria. Pouco depois do lançamento do livro, deu uma indireta bastante certeira aos leitores de seu blog. “Lembrem-se do ‘Dossiê Cayman’. Bandidagem volta a agir!” foi o título de um post em que Reinaldo se refere ao conjunto de papéis falsificados que buscava incriminar o alto escalão do PSDB na campanha eleitoral de 1998.
Quem consegue furar o cerco?
Desde a semana passada, o Brasil 247 está acompanhando a repercussão do livro de Amaury Ribeiro Jr. No off-line, a Record News e a revista Carta Capital abriram espaço para falar da privataria. No on-line, os blogueiros Luiz Carlos Azenha Luis Nassif também se manifestaram. Essa meia dúzia de gatos pingados da mídia integra o time da “exceção”, que não se curva a um silêncio incoerente em tempos de buzz na internet.
Ao 247, Nassif criticou as empresas de comunicação: “Elas estão comprometendo a imagem de todos os jornalistas e colunistas. Como eles vão justificar que não estão tratando do tema do livro de maior vendagem da história?” Para o blogueiro, a mídia não pode mais blindar o que cai na rede. "Nas livrarias, metade das pessoas está querendo o livro. A outra metade quer saber que livro é esse", conta.
Reportagem exibida pela Record News na terça-feira, 13, sublinhou que, na queda-de-braço da grande mídia com as mídias sociais, a informação sai vitoriosa graças ao boca a boca nas redes. O âncora Heródoto Barbeiro, ex-CBN, fez questão de dizer que ele próprio está atrás do livro, esgotado em São Paulo.
O caso da privataria acena para o atraso da “grande imprensa” em lidar com o que, no passado, os donos dos veículos de comunicação carimbariam como impublicável. Hoje, isso não é mais possível pois a internet se encarrega de disseminar as histórias. A blogosfera já entendeu a mudança em curso graças à forma como a sociedade utiliza a tecnologia e as redes para obter - e compartilhar - informações.
No atual cenário de jornalismo em transformação, jornais e jornalistas deveriam ouvir mais para saber do que deveriam falar mais.

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Vídeo bomba ! Amaury desmascara Cerra e FHC

14.12.2011
Do blog CONVERSA AFIADA, 12.12.11
Por Paulo Henrique Amorim



Conversa Afiada reproduz reportagem e entrevista de Amaury Ribeiro Júnior, autor de “Privataria Tucana”, nesta segunda-feira, na Record News, com Heródoto Barbeiro, o respeitado jornalista.

Heródoto “foi saído” da TV Cultura, depois que perguntou sobre pedágio a Padim Pade Cerra, num “Roda Morta”.
O PiG (*) se cala diante da maior roubalheira numa privatização

Clique aqui para ler o que disse o ansioso blogueiro num seminário de juízes do Rio Grande do Sul: “Na Comunicação, o Brasil é a ditadura perfeita”.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/video/2011/12/13/video-bomba-amaury-desmascara-cerra-e-fhc/

MOBILIZAÇÃO NACIONAL CONTRA A MÍDIA GOLPISTA: Chega de militância de sofá

14.15.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Na noite de ontem (terça-feira, 13 de dezembro), participei da cerimônia de entrega do 1º Prêmio CUT. No evento, mais uma vez conversei com lideranças dos movimentos sociais, do movimento sindical, com jornalistas, intelectuais, políticos etc. sobre ideia que venho defendendo desde 2007, quando propus, neste blog, que seus leitores me acompanhassem ao primeiro ato público do Movimento dos Sem Mídia.
A partir daquele ano, por sucessivas vezes tentei pôr em prática o que só agora vejo chances de conseguir. Nos últimos quatro anos, jamais existiu disposição como a que vejo agora nos movimentos organizados da sociedade civil e nos partidos para levarmos à rua, de uma vez por todas, as denúncias fartamente comprovadas de que as Organizações Globo, o Grupo Folha, o Grupo Estado e a Editoral Abril (Veja) lideram um partido político dissimulado que se vale até de atividades criminosas para impedir que este país distribua renda, direitos e oportunidades.
Esse legítimo Partido da Imprensa Golpista composto por impérios de comunicação, esse império do mal que atirou o Brasil em vinte anos de ditadura, essa máfia, enfim, elegeu parlamentares e governantes e cooptou juízes valendo-se do dinheiro público que os tais políticos que elegeu lhes doaram – e que continuam doando.
Toda essa máquina de corrupção, de difamação e de mentiras, agora muitos já sabem, foi erigida com o sangue, com o suor, com as lágrimas, mas, antes de tudo, com o dinheiro do povo brasileiro. Uma máquina que engana incautos, por um lado, e que rouba dinheiro público e distribui a quem aciona tais mecanismos.
Sempre soube, porém, que só poderia ver essa idéia se tornar palatável se conseguisse adeptos entre esses setores com os quais estive no Teatro Tuca, onde a Central Única dos Trabalhadores realizou a sua primeira premiação daqueles que entende que mais contribuíram para a Democracia e a Liberdade no ano passado, entre os quais figura o ex-presidente Lula.
Antes, ainda nesta semana, estive no Intervozes com a mesma finalidade: tratar dos preparativos para uma série de atos públicos, a partir do ano que vem, para denunciar na rua como o país está sendo espoliado por meia dúzia de famílias, pelos políticos que elegem e pelos juízes que põem no bolso
O objetivo dessa agenda de manifestações será explicar ao povão – em vez dos convertidos de sempre – como a comunicação de massas é uma máfia, no Brasil, e para propor a esse mesmo povo que apoie a Frente Parlamentar que apresentará um projeto de lei que visa conter o apetite dos mafiosos.
Não dá mais para esperar pelo governo Dilma. Não fará nada, não enviará projeto nenhum. Semana passada, a presidente repetiu aquela história de que o único controle da mídia que quer é o controle remoto das televisões. Uma barbaridade que o ministro do STF Carlos Ayres Britto também dissera pouco antes.
É uma barbaridade, o que disseram essas autoridades, porque vemos um debate público dessa importância ser literalmente censurado até por concessões públicas de rádio e tevê que continuam sendo regadas por bilhões de reais de dinheiro público ano após ano. É uma barbaridade porque o que se pede nada mais é do que um marco regulatório que existe em todos os países civilizados.
O marco regulatório das comunicações e uma agência como a FCC americana, como o Ofcom inglês ou como a CSA francesa são os objetivos desse movimento que deve eclodir no país no ano que vem simplesmente porque acabou a esperança de que militando atrás de computadores ou sentados em confortáveis sofás este país conseguirá se libertar da ditadura das famílias Marinho, Frias, Civita e Mesquita – uma ditadura que já foi de Estado e que hoje é apenas comunicacional.
Nesse aspecto, a ocultação dos grandes meios de comunicação, inclusive de concessões públicas de rádio e televisão, das denúncias escabrosas e fartamente documentadas contidas no livro A Privataria Tucana, penso que foi a gota d´água para todos os que acreditavam em outras formas de colocar a questão do marco regulatório da mídia na pauta do debate público.
Enquanto acharmos que através da internet, da militância de sofá, conseguiremos que os impérios de comunicação que o dinheiro público erigiu ajam direito, o país continuará sendo esbofeteado como em artigo publicado hoje na versão on line do jornal O Estado de São Paulo em que é dito que a mídia não repercutiu as denúncias do livro sobre a privataria tucana porque tem que lê-las primeiro, como se tal cuidado existisse quando o partido envolvido não é o PSDB.
Abaixo, reproduzo embate entre um vereador petista e outro tucano que ocorreu recentemente no plenário da Câmara Municipal de São Paulo. É perfeito para que você, leitor, entenda a dimensão do cinismo dessa gente. Em seguida já concluo este comentário.
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Há anos que jornalistas, blogueiros, intelectuais, partidos políticos e movimentos sociais vinham acreditando em alguma forma de diálogo com a direita tucano-midiática. Depois do escândalo da ocultação do livro sobre a privataria pela mídia, acho que já não acreditam mais.
Entendo perfeitamente o senso de responsabilidade de todos os que sempre apoiaram as iniciativas do MSM mas que jamais se envolveram de verdade com elas por acharem que não seria por aí que se travaria essa luta. CUT, MST, UNE, entre tantos outros, já vão chegando à conclusão de que chega de apanhar, de serem criminalizados por ordem de quatro famílias e dos interesses que elas defendem no âmbito da comunicação social.
Os crimes da mídia não têm fim, são cada vez mais ousados. E tendem a piorar.
Essas famílias midiáticas transformaram estudantes da USP em drogados, traficantes e arruaceiros por quererem que o debate sobre a Cidade Universitária ser policiada pela Polícia Militar não fosse discutido com o bode na sala, ou seja, só após a medida da reitoria ter sido adotada.
Os barões da mídia escondem denúncias gravíssimas e cheias de provas documentais de roubalheira de bilhões de dólares de patrimônio público praticada pelos arautos da moralidade do PSDB, os quais, quando questionados, fazem discursos indignados como o que você assistiu no vídeo acima.
Será que chega? Será que todos já entenderam? Podemos publicar todos os posts que quisermos, podemos escrever todos os livros que quisermos, podemos apresentar todas as provas possíveis e imagináveis – mesmo se forem um áudio ou vídeo com José Serra e FHC confessando a privataria –que não adiantará nada sem dar continuidade na rua.
E sabe por que não adiantará, leitor? Porque o Judiciário senta em cima de qualquer denúncia contra tucanos e amigos. Governantes tucanos roubam à vontade e a mídia finge que não vê enquanto transforma cada tapioca do governo petista no “maior escândalo da história”.
Comparem as cifras do mensalão com as da privataria. Não que ilegalidades não tenham sido praticadas por petistas e aliados no âmbito do financiamento de campanha via caixa 2, que obviamente envolve recursos de origem duvidosa. Mas os suspeitos estão sendo processados judicialmente e a mídia os ataca todo dia desde 2005. Está tudo sendo apurado e ocorrerão punições.
Enquanto isso, roubo de cifras astronômicas durante a privataria tucana, centenas de vezes maiores do que os valores envolvidos naquilo que a mídia tucana diz ser “o maior escândalo de corrupção da história”, é ignorado por um Judiciário acovardado diante do poder de difamação das quatro famílias midiáticas e de seus tentáculos.
Mais uma vez: a Justiça brasileira sentou em cima de processos contra Serra, sua filha e tantos outros envolvidos na maior roubalheira de dinheiro público da história brasileira porque juízes têm medo de virar alvo dos meios de comunicação controlados pelas famílias Marinho, Frias, Civita e Mesquita, os quais tratam de proteger o tucano porque ele é o despachante que querem pôr no Planalto.
E para que não reste dúvida: jamais se pediu, aqui, que os escândalos contra petistas e aliados não fossem denunciados. Nunca, jamais. É dinheiro público que pode estar envolvido. É dinheiro meu, também. Dinheiro que paguei de impostos e que tirei do tratamento da saúde de minha filha de 13 anos, portadora de Síndrome de Rett (paralisia cerebral).
O que não se pode aceitar mais é que os tucanos roubem muito mais e que, para ficarem impunes, usem mais dinheiro público para retribuir o apoio de Globo, Folha, Estadão, Veja e de seus tentáculos. Se querem montar uma máquina publicitária para combates políticos que façam com dinheiro de quem os apóia, não com o dinheiro que é de todos.
Então, chega de militância de sofá, leitor. Só indo à rua quantas vezes forem necessárias e aos milhares, às dezenas de milhares, porque os setores organizados da sociedade civil supracitados têm força e representatividade para tanto. Podem obrigar a mídia a aceitar o debate sobre o marco regulatório das comunicações. Ela poderá esconder as manifestações uma, duas, três vezes, mas não poderá esconder para sempre.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/12/chega-de-militancia-de-sofa/