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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O dia do velório da credibilidade da grande imprensa brasileira

12.12.2011
Do BLOG DO SARAIVA, 11.12.11
 POSTADO POR CLÁUDIO RIBEIRO

Coroa de flores em memória da pouca credibilidade que restava à grande imprensa brasileira, vitimada  covardemente, sábado dia 10 de dezembro

O tiro no pé na credibilidade abalada de grande imprensa brasileira...

O que foi possível perceber no sábado, dia seguinte ao lançamento do livro de Amaury Ribeiro Jr. sobre os esquemas arquitetados pelos tucanos e Cia Ltda para desvios de bilhões de dólares das privatizações, durante governo FHC, tendo como expoentes José Serra e Ricardo Sérgio de Oliveira, foi de total descaso e indiferença.

Parece que nada foi dito, publicado ou investigado.

Apenas a revista Carta Capital e alguns portais da internet se deram ao trabalho de comentar o fato escandaloso.  No mais o trabalho foi levado a cabo, com enorme dedicação, pela blogosfera brasileira.

É preciso contextualizar o fato

As privatizações ocorridas no governo FHC resultaram em 78,61 bilhões de dólares de receita para o Estado, mas não impediu o país de continuar aumentando a dívida pública, que saltou de 60 bilhões de dólares em julho de 1994, para 245 bilhões em novembro de 1998.

Quadruplicando-se em apenas quatro anos!

O BNDES financiou, àquela época e indevidamente, com grandes linhas de crédito os recursos utilizados na compra do patrimônio público por empresas privadas. Uma "apropriação" do patrimônio público brasileiro por grupos privados privilegiados, boa parte de capital estrangeiro. 

O governo vendia por uma lado as empresas e pelo outro lado do balcão, também estava lá para oferecer dinheiro para comprar as empresas que liquidava, negócio de "pai para filho".

Bilhões de reais que evaporaram, na liquidação a preço de ocasião, em esquemas de desvios desses recursos que, justamente, o repórter Amaury Ribeiro Jr. apresenta em seu livro "Privataria Tucana", sustentado por documentação que comprova, cabalmente, aquilo que afirma.

A imprensa, nos ínfimos espaços que concedeu, só se preocupou em ouvir acusados para desqualificar o autor. Tentativa arriscada de tornar as muitas acusações contidas na publicação em disputa política rasteira.

Não se deu ao trabalho de analisar coisa alguma, nem de confrontar as pessoas listadas como participantes de crimes contra o país.

A imprensa brasileira deu um tiro em sua credibilidade, a essa altura já bastante alvejada, ao ignorar fatos que a História já se dá ao trabalho de contar. O autor em uma entrevista on line, transmitida por diversos blogues afirmou que outros livros estão sendo produzidos e deverão ser lançados, de outros autores, para se ocuparem desta "ação entre amigos" que desfalcou o país de grandes riquezas, entregues a preço de banana em final de feira, com dinheiro emprestado pelo próprio vendedor em condições para lá de especiais.

Foi preciso o governo Lula rebater, dia após dia, as teses neoliberais que quase quebraram o país e fizeram FHC socorrer-se ao FMI por três vezes, para que as pessoas, em grande maioria, percebessem que as empresas públicas não funcionavam bem porque o Estado brasileiro, deliberadamente, as sucateava para depois afirmarem que era preciso desfazer-se delas, a qualquer preço.

Em uma pesquisa encomendada pelo jornal Estado de São Paulo em 2007, apontou que 62% dos entrevistados eram contra a privatização de serviços públicos, feita por quaisquer governos.
Mesmo com toda a propaganda neoliberal tardia que a imprensa brasileira ainda faz, todos os dias.

Esta mesma imprensa conservadora que resolveu apagar um evento de grande magnitude política da vida de milhões de brasileiros, simplesmente porque não quer fazer sangrar aliados e patrocinadores, porque, também, não quer sangrar junto.

E as pessoas comuns vão continuar embarcando na, suposta, pauta ética da imprensa após tamanha edição da História brasileira?

Não informar a sociedade, oferecendo subsídios para tomada de decisões e escolhas corretamente não configura uma falta grave?

Esconder fatos de grandes proporções, para proteger "parceiros", não desmorona a fé pública em suas afirmações editoriais, quaisquer que sejam ou contra quem sejam?

Sábado foi o dia do "nada aconteceu", "não há o que comentar", "vida que segue".

Tornou-se o dia do velório da credibilidade da grande imprensa brasileira, que vinha definhando aos poucos, a olhos vistos e demais sentidos perceptíveis.

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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com/2011/12/o-dia-do-velorio-da-credibilidade-da.html

O silêncio dos nem tanto inocentes

12.12.2011
Do blog ESQUERDOPATA, 11.12.11
Por CRÔNICAS DO MOTTA




No começo da semana que passou, o ex-governador paulista e ex-candidato à Presidência da República José Serra foi destaque nos portais da internet - e provavelmente nos jornais impressos, que hoje leio tão pouco. Os títulos das notícias não poderiam ser mais expressivos. Serra mereceu tratamento de grande liderança política, imprescindível para o futuro da nação:

"Serra acha difícil Brasil conseguir cadeira no CS da ONU"
"Serra: Pimentel 'não está acima de qualquer suspeita'"
"Governo Dilma ainda não começou, diz Serra"
"Para Serra, grampo no PSDB é 'gravíssimo'"
"'Drama do atual governo é não saber para onde vai’, critica Serra"
"Serra considera grave notícia de que PSDB foi grampeado"

Nenhuma referência ao livro-bomba lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., "A Privataria Tucana", no qual Serra é destaque.

Estranho isso, né?

Ah! Hoje leio que, segundo o Datafolha, Serra tem a maior rejeição entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, simplesmente o dobro de suas intenções de voto. Isso um ano depois de ele ter concorrido à presidência.



Ou seja, Serra agora é um político absolutamente irrelevante no quadro nacional.
Não sei não, mas alguma coisa anda muito errada com esta nossa imprensa... 

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2011/12/o-silencio-dos-nem-tanto-inocentes.html

FHC perde a compostura e tenta forçar relação com Lula e Dilma

12.12.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 10.12.11
Por Kerison Lopes, Vermelho 


FHC ficou incomodado quando questionado sobre o livro de Amaury Ribeiro Jr.,Privataria Tucana

Em mais uma tentativa da mídia em “relançá-lo no mercado”, Fernando Henrique foi o entrevistado desta sexta-feira (9) na sabatina promovida pelo site UOL. Essa é a enésima vez que o ex-presidente aparece nos meios de comunicação desde o início de 2011. Com a desculpa dos seus 80 anos completados, uma ação ordenada foi deflagrada para talvez reverter um pouco da sua alta rejeição, que o faz ser escondido até nas campanhas tucanas.

No início da entrevista, Irineu Machado, gerente geral de Notícias do UOL e um dos sabatinadores, justificou a presença de Fernando Henrique pelo lançamento de seu mais recente livro, A Soma e o Resto: Um Olhar Sobre a Vida aos 80 Anos

Leia também:

Foi uma entrevista sem novidades, vazia. Na prática, comprovou que o PSDB, assim como o resto da oposição ao governo federal, não tem programa, nem projeto para a nação. O tucano chegou a ensaiar um mea-culpa, “já é repetitivo dizer que o PSDB está se reconstruindo”.

FHC evitou grandes polêmicas, principalmente em relação aos governos Lula e Dilma. Com o ex-presidente petista, quis forçar uma proximidade, numa tentativa de aproveitar da aprovação e carinho que Lula nutre no povo brasileiro.

“Certamente nós dois [ele e Lula] ficamos mais tempo governando, marcamos presença e marcamos a história contemporânea do Brasil”, disse, para afirmar que tem uma “relação antiga e pessoal como preza a civilidade” e que se iniciou em 1973. Orgulhoso, fez questão de citar que Lula chegou o apoiá-lo em uma eleição em São Paulo.

Nepotismo
Apesar da demagogia, admitiu que não apoiou a queda de Lula na crise de 2005, “período da crise do mensalão”, porque ficaria a marca que foi uma ação das elites contra o presidente operário, guardando semelhanças com o que ficou para a história com o suicídio de Getúlio Vargas.

Mesmo poupando Lula e também Dilma, com quem diz ter uma ralação “civilizada”, criticou o Partido dos Trabalhadores. “Há uma diferença grande entre os partidos. O PT deturpa o Estado. As agências [reguladoras] são ocupadas por partidos”.

O tucano só não citou que no seu período na presidência, as agências eram ocupadas na base do nepotismo, como no caso da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que era presidida pelo seu genro David Zylbersztajn, burocrata que tentou privatizar a Petrobrás.

Privataria Tucana
Buscando ser cordial, o tucano perdeu a compostura com a entrevistadora Mônica Bergamo a partir do momento que ela o questionou sobre o livro de Amaury Ribeiro Jr., Privataria Tucana, que chega esse final de semana nas livrarias. 

Leia mais:

A jornalista perguntou se ele colocaria as mãos no fogo pelo ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sergio, que foi seu tesoureiro de campanha e no livro é apontado como o articulador do esquema de desvios nas privatizações. FHC se limitou a dizer que o "autor [Amaury Ribeiro Jr.] está sendo processado por suas acusações e que prefere esperar as investigações”. Mesmo assim, defendeu Ricardo Sérgio. Pelo conteúdo que está no livro, com certeza vai queimar suas lisas mãos. 

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Emediato: Esgotada primeira edição de Privataria Tucana

12.12.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha, 10.12.11
Por Luiz Carlos Azenha

Emediato: Esgotada primeira edição de Privataria Tucana

Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, experimentou ontem a força dos blogues sujos. E, obviamente, da capa da CartaCapital.
O fato é que, na noite de ontem, a editora já não tinha mais cópias do livro Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr.
Todos os 15 mil exemplares tinham sido despachados. A editora foi pega completamente de surpresa pela força de divulgação dos internautas e, durante o dia, teve de improvisar para dar conta de atender aos pedidos das livrarias, que não paravam de chegar.
Houve muitos boatos, inclusive sobre a apreensão do livro. De suspeito, mesmo, só alguns compradores que levaram todo o estoque de duas livrarias (50 livros em cada).
A Geração se especializou em lançamentos guerrilheiros, como o do livro Honoráveis Bandidos, de Palmério Dória, que vendeu mais de 100 mil cópias sem qualquer divulgação na grande mídia.
Há, porém, uma diferença: o livro de Amaury, embora trate de um tema espinhoso — lavagem de dinheiro — traz quase uma centena de páginas de documentos e pode ter desdobramentos políticos e até mesmo jurídicos de longo prazo.
PS do Viomundo: Nossos pedidos de desculpas aos leitores. Ontem, por uma lastimável falha técnica, o blog subiu uma janela para transmissão do twitcam que nos deixou na mão, sem que pudessemos corrigir a tempo. Felizmente, outros blogues supriram nossa deficiência.
PS do Viomundo2: Emediato ofereceu uma cópia do livro para ser sorteada entre os leitores do Viomundo. Deixem os nomes nos comentários, pois. Obrigado.
Leia também:

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Fernando Brito: A conexão Citco-PHC

12.12.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha, 00.12.11
Por Fernando Brito, no Tijolaço
Não, não é FHC de Fernando Henrique Cardoso. É mesmo PHC, de Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente.
É o primeiro dos fios do novelo obscuro puxado pelo livro “Privataria Tucana” que, nós dissemos, iam começar a ser puxados.
Aos fatos, sem ilações e com documentos.
O livro de Amaury Ribeiro Mostra que as empresas de fachada offshore de Ricardo Sérgio Oliveira, Verônica Serra e seu marido Alexandre Bourgeois foram abrigadas no Citco Building, edifício-sede de um grupo de companhias que, além das Ilhas Virgens onde se situa,  se espalha pelos ancoradouros piratas de Aruba, Curaçao, Bahamas, Ilhas Cayman, Barbados e por aí …
Eles foram para a sede da Citco B.V.I. Limited, em Tortola, como está documentado no livro de Amaury.
Foram longe, porque a Citco tem um escritório de negócios no Brasil. Bem ali em São Paulo, na Avenida Bernardino de Souza, 98, 14° andar, no bairro – se podemos perdoar a ironia – do Paraíso,  onde funciona a Citco Corporate Serviços Limitada, uma “pequena empresa” – com capital registrado de apenas R$ 10 mil – dirigida pelo senhor José Tavares de Lucena, representante plenipotenciário da Citco  Corporate Services, situada no 26° andar do número 701 da Brickell Avenue, em Miami, Flórida.
O décimo-quarto andar do nosso Paraíso paulistano é também a sede de inúmeras empresas. O senhor Lucena é um homem polivalente, que administra um uma plêiade de empresas dedicadas a negócios imobiliários  (a Select Brasil Investimentos), de telecomunicações( BBT do Brasil), informática (Torex International Sistemas de Informática), de embalagens (Dixie Toga, a dos copinhos plásticos) e muitas outras.
Nessa árdua tarefa ele tem a ajuda de outro contador, Jobelino Vitoriano Locateli, ambos muito atarefados com suas tarefas de representar oficialmente instituições de grande porte, como o JP Morgan e Citibank.
Mas sobra um cantinho no amplo andar do prédio da Bernardino de Souza para empresas menores,tão pobres quanto  a pobre Citco Corporate Serviços Limitada e seus R$ 10 mil de capital social.
É o caso da Radio Holdings SA , que tem capital social neste valor, dos quais 98,6% (R4 9.860,00) pertencem a PHC, Paulo Henrique Cardoso, como demonstra certidão da Junta Comercial de São Paulo. Lucena e Jobelino revezam-se como  administradores da empresa de PHC.
Esta pobre microempresa do filho do ex-presidente Fernando Henrique comprou, por R$ 2,98 milhões -  300 vezes seu capital social – a Rádio Itapema FM, que pertenceu ao grupo Manchete e ao RBS. E o fez como sócia majoritária de ninguém menos que  a Walt Disney Company, sob o nome de ABC Venture Corp, no endereço nos famosos estúdios de Burbank, Califórnia.
A rádio, claro, certamente por economia, também foi para efeitos fiscais, para o Paraíso paulistano da Bernardino de Campos, no mesmo lotado 14°andar.
Mas nada disso vai para os jornais.
Sobre os temas tucanos, o jornalismo investigativo brasileiro não aguenta sequer uma manhã de Google.
Será que o Ministério Público é melhor que ele?
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