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sábado, 3 de dezembro de 2011

Livro “A Vida Quer É Coragem” conta a história de Dilma

03.12.2011
Do BLOG DO ESMAEL, 02.12.11
Por Mônica Bergamo, na Folha

Dilma e Lula no Palácio da Alvorada, na noite da eleição de 2010. (Ricardo Stuckert)
Entre janeiro e março de 2009, já pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff fez 18 viagens pelo país, foi aos Estados Unidos, participou de 77 reuniões, audiências e inaugurações. Até que, em 20 de março, num check-up de rotina, os médicos descobriram um caroço abaixo de sua axila esquerda.
A ministra achava que era um pelo encravado. Uma sequela de depilação. Um mês depois, o diagnóstico: ela estava com câncer. No livro “A Vida Quer É Coragem”, sobre a vida da presidente, que será lançado no dia 15, o jornalista Ricardo Amaral, veterano que já passou por algumas das principais publicações do país e que trabalhou na assessoria da campanha de Dilma, no ano passado, relata como ela reagiu à notícia e enfrentou a doença.
Num primeiro momento, Dilma pediu aos médicos que não contassem nada a ninguém, revela Amaral. Nem mesmo ao presidente Lula. A coluna apurou que ela chegou a entrar escondida no hospital Sírio-Libanês para as primeiras sessões de quimioterapia. E que só mudou de ideia depois de constatar que a notícia tinha vazado para a Folha.(mais…)
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Fonte:http://www.esmaelmorais.com.br/?p=64913

Demanda de energia no Brasil crescerá 78% entre 2009 e 2035, diz diretora da AIE

03.12.2011
Da Agência Brasil, 02.12.11
Por Pedro Peduzzi

Repórter da Agência Brasil

Brasília - A demanda mundial por energia aumentará em um terço entre 2010 e 2035, apesar do cenário de crise internacional, e a China continuará sendo o maior consumidor mundial, usando 70% a mais de energia do que os Estados Unidos (EUA), segundo colocado nesse ranking. Apesar de ocupar a primeira posição, a China, no que se refere ao consumo per capita, representa menos da metade do que é registrado nos EUA. Os dados fazem parte da edição 2011 do anuário World Energy Outlook, divulgado hoje (2) pela Agência Internacional de Energia (AIE).

Segundo o documento, a procura mundial por energia primária registrou um salto “notável” de 5% em 2010. Isso, de acordo com a agência, provoca “um novo pico das emissões de dióxido de carbono”. Preocupante também é o fato de as taxas de crescimento do consumo de energia na Índia, na Indonésia, no Brasil e no Oriente Médio aumentarem "a um ritmo ainda mais rápido do que o da China”.
A diretora executiva da AIE, Maria van der Hoeven, avalia que o Brasil tem avançado significativamente no conhecimento e no desenvolvimento em diferentes campos de tecnologia. “Apesar de não ser um país membro, o Brasil tem parcerias bastante positivas com nossa agência”, lembrou a diretora, citando, entre as tecnologias, a de veículos bicombustíveis.
No entanto, a diretora pondera que, no Brasil, a demanda primária de energia crescerá 78% entre 2009 e 2035. “É o segundo crescimento mais rápido, atrás apenas da Índia”, enfatiza. Segundo a diretora, está previsto também, para o país, um aumento “considerável” do consumo de gás. Essa tendência teve início em 2010.
No contexto mundial, Maria van der Hoeven demonstrou preocupação com os recordes que têm sido batido nas emissões de gás carbônico. “A energia global crescerá um terço entre 2010 e 2035, sendo a China e a Índia responsáveis por metade disso”
A era dos combustíveis fósseis está longe de ter acabado, mas a sua predominância tende a declinar. O anuário aponta que os subsídios que estimulam “o consumo excessivo” de combustíveis fósseis subiram para mais de US$ 400 bilhões. “Enquanto os subsídios destinados a energias renováveis foram US$ 66 bilhões em 2010, os destinados a combustíveis fosseis foram US$ 409 bilhões. Precisamos aumentar esses investimentos em US$ 250 bilhões até 2035 para tornar as renováveis competitivas.”
Apesar disso, a percentagem de combustíveis fósseis no consumo global de energia primária registrou uma ligeira queda, passando de 81% em 2010 para 75% em 2035. O estudo sugere que o gás natural será o único combustível fóssil cuja percentagem aumentará, no combinado energético global, até 2035.
No setor de eletricidade, as tecnologias das energias renováveis, lideradas pelas energias hidroelétrica e eólica, constituem metade da nova capacidade instalada para responder à procura crescente. A porcentagem de fontes de energia renováveis não hidroelétricas na geração de eletricidade subirá de 3%, em 2009, para 15% em 2035, "mas necessariamente apoiadas em subsídios".
“Os investimentos em geração de energia que terão maior crescimento serão destinados à solar e eólica. Os 60% dos investimentos [nessa área] corresponderão a 30% da geração adicional. Apesar do custo elevado, acredita-se que os benefícios serão duradouros em matéria de segurança energética e proteção do meio ambiente”, disse a diretora da AIE.
“Mas esse tipo de energia levará tempo para se tornar comercialmente viável, a ponto de entrar significativamente no mercado a médio prazo”, completou.

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-02/demanda-de-energia-no-brasil-crescera-78-entre-2009-e-2035-diz-diretora-da-aie

Afegã é perdoada, mas terá que se casar com estuprador para ficar com a filha Gulnaz, 21, ainda luta pelo direito de escolher livremente com quem deseja se casar

03.12.2011
Do blog OPERA MUNDI, 02.12.11
Por Fillipe Mauro | Redação

Gulnaz, 21, ainda luta pelo direito de escolher livremente com quem deseja se casar

A afegã Gulnaz, de 21 anos, conquistou o indulto do governo afegão, mas terá que se casar com o homem que a estuprou e a engravidou. A decisão foi tomada com base na rígida lei islâmica – a sharia – e como meio de legitimar sua maternidade sobre a criança que deu à luz enquanto presa.
A jovem havia sido condenada a 12 anos de prisão, sob acusação de adultério, mas teve sua “pena” reduzida para três. O agressor, por sua vez, também será punido. Como ele era casado à época do crime, a justiça afegã o enquadrou como adúltero, o que resultará em uma pena de sete anos de prisão.
CNN/Reprodução

A única forma de Gulnaz recuperar a honra é se casando com o estuprador

Gulnaz aceitou casar-se por conta de sua filha. Ela ainda corre o risco de sofrer um “assassinato de honra”, que muitas vezes são cometidos pelos próprios familiares ao se considerarem desonrados.
Em entrevista à emissora britânica BBC, a advogada de Gulnaz, Kimberley Motley, disse que o desejo da vítima era “poder escolher livremente entre casar ou não com o homem que a agrediu”.
Emal Faizay, porta-voz do governo afegão, informou que o ministro da justiça do país participou de uma reunião com a jovem. Ela teria dito, na ocasião, que só aceitaria casar-se com o estuprador na hipótese de seu irmão também se casar com a irmã dele.
Cerca de 5000 pessoas assinaram uma petição pela liberdade de Gulnaz. O embaixador da União Europeia no Afeganistão disse se sentir “maravilhado” com a notícia de que ela havia sido solta. Segundo ele, “o caso serviu para destacar o dilema das mulheres afegãs, que, mesmo depois de 10 anos da queda do regime do Talibã, ainda sofrem em condições inimagináveis, privadas até mesmo dos mais básicos direitos humanos
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O TCU de novo escorrega em seu papel constitucional

03.12.2011
Do BLOG DO ZÉ DIRCEU, 02.12.11
Por José Dirceu


ImageEntão tá, temos um Tribunal de Contas da União (TCU) que converte-se, na hora que quer, no papel que quer cumprir... Agora é fiscal das obras da Copa de 2014. Acaba de divulgar um relatório no qual afirma que apenas oito dos 49 projetos de obras de transporte nas 12 cidades-sede do Mundial no Brasil tiveram contratos assinados e 24 nem lançaram licitação. 

Não que o estágio e o atraso em algumas dessas obras não preocupe a todos, e ao governo em particular. Que, aliás, me parece atento a isto. Já ao TCU, nunca é demais lembrar que ele é um órgão auxiliar do Legislativo e que todas as suas decisões devem passar pela avaliação e decisão do Congresso Nacional.

Não têm passado, ele age à revelia, cada vez mais como um poder autônomo, decisório, quase como uma Corte. Mas, está lá na Constituição - é só ler - o seu papel de órgão auxliar do Poder Legislativo. 

Assim toda vez que ele usurpa atribuições constitucionais do Executivo ou/e do Legislativo deve ser denunciado. Ainda que suas decisões devam ser levadas em conta por estes dois poderes e os levem a firmar temos de ajuste de conduta, os conhecidos TACs para sanar o problema levantado. 

É assim que deve ser feito e encarado o seu trabalho, e jamais como decisões definitivas (suspensão, paralisação, atraso de obras...), como se o TCU fosse um órgão com poderes de deliberar sobre a execução do orçamento do país.

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Fonte:http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=13957&Itemid=2

Eduardo discute com ministros liberação de verbas para obras

03.12.2011
Do blog G20TOTAL, 02.12.11
Postado por Marcelo Mesquita



Liberação de recursos para obras nos portos de Suape, Recife e Fernando de Noronha e para melhorias na mobilidade no Grande Recife marcaram a pauta das reuniões mantidas pelo governador Eduardo Campos nesta quinta-feira (01/12), em Brasília.
O governador teve encontros com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, e com o secretário nacional dos Portos, Leônidas Cristino. Entre os projetos objeto da reunião estiveram as obras no Cais do Porto do Recife, que dá acesso ao novo terminal de passageiros; o alargamento do canal de acesso ao Porto de Suape e a quitação de obras já realizadas no Porto de Fernando de Noronha. É superior a R$ 150 milhões a soma total de recursos envolvidos nos entendimentos.
A novidade foi a comunicação feita pela ministra de que o Governo Federal vai pedir aos estados novos projetos para o Pacto da Mobilidade. “Disse à ministra que estamos prontos. Temos inclusive projetos que foram apresentados e não contemplados na fase atual”, comentou Eduardo.
Segundo o secretário de Governo, Maurício Rands, que acompanhou o governador, os encontros tiveram o resultado pretendido, pois ajudarão a acelerar a tramitação dos processos nos ministérios. “É um momento importante, de fechamento de exercício, quando a máquina administrativa federal dá prioridade ao empenhamento de despesas e à liberação dos recursos”, comentou.
Ainda durante a reunião, a ministra Miriam Belchior tratou da tramitação de vários projetos, executados pelo Governo do Estado em parceria com pastas como Ministério dos Transportes, Integração Nacional e Secretaria Nacional de Portos.

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Fonte:http://www.g20total.com/noticias/eduardo-discute-com-ministros-liberacao-de-verbas-para-obras/

PRESIDENTA DILMA,UMA LUTADORA CONTRA A DITADURA MILITAR NO BRASIL

03.12.2011
Do twitter de  @rei_lux

Dilma na sede da Auditoria Militar no Rio de Janeiro, em novembro de 1970. Ela mostra a cara... os militares escondem o rosto. Quem é o covarde?


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Respondendo à Turma da Globo: Por que temos que construir Belo Monte?

03.12.2011
Do site TEMPESTADE EM COPO D'ÁGUA
Por : Prof. Sebastião de Amorim - Departamento de Estatística - UNICAMP 


”A usina custará 30 bilhões de reais”

● Cuidado! Os engenheiros da Eletronorte, que há décadas estudam a questão e já avaliaram a obra, estimam o custo em R$19 bilhões.

Quem avalia em R$30 bilhões é a grande mídia, citando “o mercado”. Devem estar incluindo aí o tradicional super faturamento.

Com o qual a “turma da Globo” parece concordar.

● Agora, verifique sua última conta de luz: você paga algo em torno de R$0,40 por quilowatt.hora (kWh) consumido.

Em sua versão plena a represa de Belo Monte cobrirá uma área de cerca de 1200km² (não apenas 640km²) e gerará, de forma estável, 11,3 Giga watts (ou 15,4 milhões de HP) de potência. Ou seja:
área inundada=1200 km2 ↔ potência gerada=11,3 Gigawatts
● Nesse ritmo, ela produzirá, por ano, 100 bilhões de kWh de energia. Entregue ao consumidor final (ou, como se diz, na ponta do consumo) o valor gerado é de R$40 bilhões, por ano, todo ano, por toda a duração da usina.
Produção anual da usina: 100 bilhões de kWh ↔ R$40 bilhões

Então?
Você acha caro o custo total de R$19 bilhões?

O custo estimado não é R$30 bilhões.
Vamos dizer NÃO ao superfaturamento.
 

“A usina gerará, de fato, apenas um terço de sua potência máxima”

● Numa usina hidroelétrica, o papel da represa é regular o fluxo d’água ao longo do ano, estocando o excesso na estação chuvosa. Com essa “poupança” hídrica, ela mantém um fluxo estável nas turbinas, mesmo na estação seca.

● Na Amazônia, como em todo o Brasil, o fluxo dos rios varia bastante ao longo do ano: muita água na estação chuvosa e menos água na seca. No Nordeste alguns rios chegam a secar completamente nas estações secas.

● Para garantir um fluxo estável durante todo o ano, a represa de Belo Monte terá que cobrir uma área de 1100 km2. Equivalente a 2 meses do desmatamento caótico, a motosserra e fogo e geralmente ilegal, verificado em 2010. Ou 2 semanas do de 2004.

● Pressões de organizações internacionais, que se apresentam como defensoras do meio ambiente, associadas a diversas organizações e celebridades nacionais, muitas delas movidas por sentimentos sinceros, exigem que Belo Monte não seja construída.

● Por não abrir o debate ao grande público, buscando apoio popular amplo, o governo fica em posição enfraquecida, e tem medo de peitar essa pressão.

● Por isto assume uma opção de compromisso, extremamente danosa aos mais legítimos interesses do povo brasileiro. Segundo esta opção restrita:
A usina será construída, mas numa versão pequena,
com a represa cobrindo área de apenas 600km².


● Assim reduzida, a represa não estocará água suficiente nas chuvas, e a usina perderá potência nas secas. Nos meses de seca, o reservatório perderia fôlego e a potência média ao longo do ano seria 60% menor.

● Curiosamente, este que agora é citado como um “grave problema da usina”, seria uma conseqüência da adoção da versão reduzida, exigida pelos opositores do projeto.

● Com seu projeto original fortemente comprometido, a terceira maior hidrelétrica do planeta ficaria reduzida a uma potência média equivalente a menos que 40% do seu potencial pleno original.

● 100 bilhões de kWh por ano, equivalentes a R$40 bilhões de valor gerado na ponta do consumo, ficariam reduzidos a 35 bilhões de kWh e R$13 bilhões. Certamente uma perda gigantesca para o País.

A Usina Inundará 640 km2 de mata virgem

● Como vimos, na sua versão correta, a área inundada será cerca de 1100km2.

● Agora, dê uma olhada na “floresta virgem” que a represa cobrirá. Faça uma “viagem aérea” sobre a área da usina.

● Use o “Google Earth”. Vá para o ponto de coordenadas 3o12’ 42” S e 52o 12’ 42” O. Mantenha-se, inicialmente, a uma altura de 200km. Você estará sobre a cidade de Altamira e a grande volta do Rio Xingu (Figura 1).

● Observe a região embaixo. Desça a altitudes menores para poder apreciar detalhes em bom nível de resolução. Parte da região está coberta por fotos de excelente resolução; outras, nem tanto. Mas você verá que resta muito pouco de mata virgem na região. A imensa maioria da área que será inundada, já foi desmatada, aparentemente com retorno econômico e social pífios.

● A verdade é que a represa cobrirá muito pouca área de floresta virgem. Na maior parte serão áreas já há muito desmatadas, e sem retorno econômico ou social aparentes.

● Preste atenção particularmente numa grande mancha retangular começando a oeste de Altamira, e se estendendo por 75km na direção sudoeste.

● Um retângulo quase perfeito, de área, por coincidência, igual à que será inundada pela usina na sua versão plena. Quase não há árvore nele. Também não se vê, nesse retângulo, vestígios significativos de atividade econômica ou de valor, que redimam, que justifiquem o desmatamento. Na sua extremidade oeste há um pequeno vilarejo cujo nome homenageia o ditador Garrastazu Médici.

● Curiosamente, o processo de desmatamento que corroeu a Selva Amazônica no entorno do Xingú, na região de Belo Monte passou em grande parte despercebido, até que se começou a falar a sério da usina de Belo Monte.

●No ano de 2010 apenas, segundo o INPE, foram desmatados, na Amazônia Brasileira, cerca de 7.000km2. Dá uma Belo Monte a cada 2 meses. Em 2004 foram 28.000km2, uma Belo Monte a cada duas semanas, de desmatamento caótico, a motosserra e fogo, com retorno, econômico e social, desprezíveis.
Figura 1 - desmatamento na Amazônia - em azul, a área total da represa
Figura 2– Um trecho da foto acima, visto de cinco mil metros de altura, mostra o estado da “floresta virgem”, na área da Usina.
Figura 3 – A região de Belo Monte vista de 200km de altura, no Google Earth. Note o nível do desmatamento, particularmente o retângulo de 1000km2, a oeste de Altamira.

Quem pagará pela construção da Usina?

Uma das mais intrigantes questões levantadas pela “Turma da Globo” foi, curiosamente, respondida corretamente por eles mesmos:

“Quem pagará pela construção da usina!? Você... o palhaço aqui!”

E nos chamou palhaços porque nós é que vamos pagar.

Realmente, somos nós que pagaremos a Usina. Com dinheiro, nosso, do Povo Brasileiro, do Tesouro Nacional. Felizmente, graças à progressiva recuperação do Estado Brasileiro na última década, temos dinheiro para bancar a obra, sem precisar de financiamentos estrangeiros nem de submeter nossa soberania ao FMI ou Banco Mundial.

E parece MUITO BOM, apesar da opinião aparentemente contrária da “Turma da Globo”. Vejamos, se eles têm razão quanto ao “palhaço”.

Como poderia ser diferente? Com dinheiro de bancos privados nacionais e estrangeiros?

O problema é que, aí, eles iriam ser donos da Usina... pelo menos por um período de uns 30 anos. O tal regime de concessão: eles entram com a grana, mas ficam com a Usina.

Como vimos, a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, é um belíssimo projeto... do ponto de vista do retorno econômico, mesmo. Você investe R$19 bilhões e produz, na ponta do consumo, R$40 bilhões... por ano! E a usina estará lá, funcionando, pelos próximos 100, 200 anos. Nenhuma outra fábrica tem tal esperança de vida útil. De forma perfeitamente limpa e renovável. É claro que, além da geração, ainda tem transmissão e distribuição, antes da energia chegar às nossas casas, às avenidas, aos metrôs, às fábricas, aos hospitais, aos estabelecimentos comerciais, às escolas. Muita empresa pegará parte do resultado. Dos R$0,40 por kWh que você paga (verifique sua conta de luz), uns 10 centavos são imposto. Imagine: são R$10 bilhões de arrecadação para o Governo Federal. Imagine que dos R$30 bilhões restantes, um terço apenas fique com a Usina (a EletroNorte, a Eletrobrás, o Tesouro Nacional). São mais R$10 bilhões por ano... R$20 bilhões, por ano. Para R$19 bilhões totais investidos.

Um belíssimo negócio, sem dúvida.

Queremos, sim, pagar por ele, e queremos que ele seja do povo Brasileiro. Não de alguns grupos privados nacionais/internacionais.

Aliás, o regime de concessão que se discute nesse momento para Belo Monte é realmente inovador. Nós (via financiamento subsidiado do BNDS, com dinheiro público, isto é, nosso!) entramos com o dinheiro, e o grupo empresarial vencedor pegará a grana e a Usina. Pagarão em parcelas suaves, com parte da renda. {Cuidado, Marcos Palmeira, Bruno Mazeo. Vocês podem estar, inadvertidamente, jogando contra o patrimônio. Contra o Povo Brasileiro... o seu povo, afinal.}

Obviamente, não devemos aceitar isto: Nós entramos com o recurso natural e com os recursos humanos e financeiros. Nós somos os donos da Usina e dos seus gigantescos resultados econômicos.

Agora, a propósito dos R$ 19 bilhões de custo da Usina, é surpreendente que a “Turma da Globo” não tenha se manifestado com respeito à manchete do jornal O Estado de S. Paulo, do dia 08set2011, reproduzida na Figura 4.
Figura 4 - matéria de primeira página d'O Estado de S. Paulo, do 08-set-2011. Demos praticamente uma Belo Monte para banqueiros falidos. Parece que ninguém achou importante protestar. Doar bilhões para alguns bilionários pode, né?

A Energia hidroelétrica não é uma energia LIMPA

Uma usina Hidroelétrica é um tipo curioso de fábrica: Ela usa água como matéria prima e produz, como resíduo industrial, ... água. Mais nada. Nada de poluição, de gases tóxicos, nada. A mesma água que entra – a matéria prima – é a que sai, como resíduo. Sai exatamente tão limpa como entra. Curioso, não?

A única diferença: a matéria prima é água em local alto – portanto tem energia potencial – e o resíduo é a mesmíssima água, só que em local mais baixo, portanto sem aquela energia potencial.

A energia potencial extraída da água que entra nas turbinas, faz girar as turbinas, é transformada, portanto, em energia mecânica. Há aí, é claro, uma pequena perda por atrito. A rigor, a água na saída da turbina é um pouquinho mais quente. Um centésimo de grau centígrado mais quente, talvez.

Estas giram os geradores, que produzem energia elétrica (Quatro mil litros de água, descendo de uma altura de 100 metros, entrega aproximadamente 1kWh de energia mecânica às pás da turbina. Dá dois banhos de 12 minutos cada em chuveiro de 2500w; ou para manter uma lâmpada de 25w, dessas modernas, acesa por 40 horas. E você paga R$0,40 por essa energia, entregue em sua casa. É muito engenhoso.)

A disponibilidade de água em locais altos, se constitui em riquezas naturais das nações, tão concretas como as reservas de petróleo, só que eternamente renováveis. E as reservas de potencial hidrelétrico do Brasil são invejáveis.

As turbinas capturam a energia potencial da água e a transformam em rotação, em energia mecânica. Os geradores transformam esta energia mecânica em energia elétrica. O processo é muitíssimo engenhoso e, no fundo, de uma simplicidade surpreendente.

A Energia Elétrica, extremamente versátil, é transportada, injetada na rede nacional de transmissão, sendo disponibilizada em todo o país, de acordo com as necessidades sazonais de cada região.

Na verdade, linhas de transmissão adicionais deverão ser construídas para integrar Belo Monte à Rede Nacional. Naturalmente.

Limpíssima e absolutamente renovável, a construção da usina implica em algum dano ambiental, certamente.

Populações ribeirinhas, vivendo nas áreas a serem inundadas, deverão ser realocadas.

1100 km2 de área serão inundados. Corresponde à área desmatada a cada dois meses em 2010, e a cada 2 semanas em 2004.

A vegetação inundada morrerá e, ao longo dos anos, irá se decompondo e lançando gás metano na atmosfera. Este é um gás de estufa que, na atmosfera, com o tempo se transforma em gás carbônico. Isto, aliás, acontece com o desmatamento a motosserra e fogo, que aliás, já ocorreu na região. Só que muitíssimo mais rápido, sem o estágio metano, e sem retorno econômico ou social significativos.

Vejamos a alternativa:

Para crescer 5% ao ano, o Brasil precisará de aumentar em pelo menos 25% sua produção de EE até 2015. Sem construir Belo Monte, a solução seria a construção de 113 usinas termoelétricas de 100 Mega watts cada. Essas usinas queimariam por ano milhões de toneladas de carvão mineral (importado e caro).

Termoelétricas não são nada limpas. Pelo contrário, elas são muito sujas!

Cada milhão de toneladas de carvão queimado jogará na atmosfera 3,67 milhões de toneladas de gás carbônico, mais uma lista tétrica de gases poluentes, tóxicos diversos derivados do Nitrogênio e do Enxofre. Chuva ácida e poluição pesada traria danos gigantescos ao meio ambiente.

O brasileiro consome, em média, pouquíssima energia elétrica. Nosso consumo domiciliar médio é pífio quando comparado ao de países como Grécia e Portugal, para não falar dos países mais ricos, como França, Austrália, Itália, Canadá e Estados Unidos.

Com a melhoria das condições sociais das camadas mais pobres da população, estamos vendo uma alta acelerada do consumo domiciliar médio. Consumo de EE está associado a bem estar, a padrão de vida.

As comunidades indígenas e demais populações ribeirinhas da região serão prejudicadas

Também aqui a “Turma da Globo” acertou na mosca, embora de uma forma curiosa, ao avesso avesso.

Como vimos, Belo Monte produzirá, em regime permanente, um fluxo colossal de riqueza. Alem, é claro, de injetar na Máquina Brasil, energia limpa e abundante.

É claro que grupos econômicos nacionais e estrangeiros salivam quando pensam na possibilidade de pegarem este imenso patrimônio econômico da Nação Brasileira, em concessão por 30 anos, principalmente considerando que não precisarão de entrar com capital próprio.

A luta pela não construção de Belo Monte é uma LUTA ERRADA, contrária aos interesses do Povo Brasileiro em geral, e daqueles diretamente afetados, em particular.

Temo pelos nativos e outros povos da região, nossos irmãos.

Quando esses movimentos ambientalistas se cansarem do tema e jogarem a toalha, como já jogaram com relação à Transposição do São Francisco.. Sendo seduzidos em direção a um beco sem saída, a uma opção de luta sem perspectiva de vitória, ele serão, no final, abandonados e esquecidos por esses mesmos movimentos que terão, assim, as suas profecias sombrias plenamente realizadas.

E Belo Monte seria apropriada por grupos privados: 100 bilhões de kWh, R$40 bilhões por ano de riqueza natural do povo brasileiro sendo privatizados, apropriados pelo grande capital.

Como pode vir a acontecer com o petróleo do Pré-sal, desde que o tema saiu da pauta, caiu da moda.

Uma proposta de Luta por Belo Monte

  • 1. Exploração plena do potencial hidrelétrico de Belo Monte
  • 2. Construção da Usina com recursos públicos – hoje disponíveis, graça à progressiva recuperação econômica do Estado Brasileiro – com operação e exploração pelo complexo estatal Eletrobrás
  • 3. Construção e Operação em regime de plataforma, impedindo o processo de urbanização caótica descontrolada do entorno da usina. Investimento sério na infra-estrutura urbana em Altamira, transformando-a em uma cidade modelo para a Amazônia.
  • 4. Construção de amplo e eficaz sistema lateral de passagem ao largo da represa, que permita o trânsito fácil de espécies aquáticas ao longo do rio.
  • 5. Investimento social dos recursos gerados.
    • a. Sustentação financeira de um sistema eficaz de Proteção e Defesa da Floresta Amazônica, contra o processo de devastação caótica e irregular da mesma.
    • b. Redução a zero do processo de desmatamento caótico, a motosserra e fogo, na Amazônia (hoje no ritmo de 6.000 km2por ano), antes da inauguração da usina.
    • c. Tratamento digno e generoso das populações nativas deslocadas pela represa:
      • i. Concepção e construção de rede de aldeias/vilas, com apoio e orientação de antropólogos, arquitetos, sociólogos, agentes de saúde, e a participação direta de representantes das comunidades envolvidas, com:
        • 1. Suprimento de eletricidade (naturalmente!) e água tratada;
        • 2. Serviços de telefone;
        • 3. Escola;
        • 4. Posto Médico;
        • 5. Centro Cultural com biblioteca, videoteca, discoteca;
        • 6. Conexão Internet banda larga;
        • 7. Campo de pouso... etc
    • d. Suporte logístico e financeiro a um Centro Avançado de Estudos Amazônicos, no entorno da usina, a ser operado por um consórcio de universidades e centros de pesquisas brasileiros (INPA, EMBRAPA, INPE, FIOCRUZ, etc.) e internacionais conveniados (em especial das nações Amazônicas).
    • e. Fomento a programas eficazes de recuperação de áreas ambientais degradadas em todo o país, com ênfase nas bacias hidrográficas, em particular a Bacia do S. Francisco.
    • f. Implantação de Base Militar na área da Usina, integrada ao Sistema Nacional de Defesa da Amazônia*.
    • g. Apoio financeiro a programas nacionais de racionalização e eficiência do uso de energia.
    • h. Apoio financeiro a sistemas de transporte público (metrôs nas principais metrópoles brasileiras: S. Paulo, Rio, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Manaus, Porto Alegre, Recife, Curitiba, Fortaleza, Goiânia).
    • i. Apoio financeiro de programas de pesquisa científica e tecnológica sobre novas fontes de energia e novos equipamentos mais eficientes, em universidades e centros de pesquisa brasileiros.

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Fonte:http://www.tempestadeemcopodagua.com/artigo.aspx

Filho de Johnbim, colega de Gilmar, advogado do PiG

03.12.2011
Do blog CONVERSA AFIADA, 02.12.11
Por Paulo Henrique Amorim



Conversa Afiada publica notícia do excelente Sul21, por sugestão de amigo navegante que se recusa a estudar no IDEP.

Uma questão de gosto … 

SUL21 -   Bastidores

01/12/11 | 20:24


Filho de Jobim vai para RBS


Blog do Previdi noticia nesta quinta-feira (1º) que o advogado Alexandre Kruel Jobim assumiu a vice-presidência jurídica e de relações governamentais do Grupo RBS. Alexandre é filho do ex-ministro da Defesa e ex-ministro do STF, Nelson Jobim.


Como advogado, Alexandre atua há bastante tempo em defesa das grandes empresas de comunicação. Segundo nota publicada pelo blog, o advogado é consultor da Associação Nacional de Jornais (ANJ) já atuou para a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert), além de outras entidades semelhantes.


Para a Abert, atuou, por exemplo, contra leis que favorecem a criação de mais rádios comunitárias. Alexandre leciona no Instituto de Direito Público, que tem como um de seus fundadores o ministro do STF, Gilmar Mendes, e onde outros ministros também lecionam. Mesmo trabalhando para uma empresa baseada em Porto Alegre, Jobim filho continuará residindo em Brasília.


Em tempo: a ênfase é desse amigo navegante que não vai estudar NUNCA no IDP. Por que será ? –PHA 

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/12/02/filho-de-johnbim-colega-de-gilmar-advogado-do-pig/

BELO MONTE: VÍDEO REVELA MANIPULAÇÃO DA TV GLOBO

04.12.2011
Do Youtube
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Imprensa, MP e Justiça: quem faz as denúncias?

03.12.2011
Do blog BALAIO DO KOTSCHO, 30.11.11
Por Ricardo Kotscho



Com os malfeitos municipais (licitação do Controlar) e estaduais (contratos do Metrô) tomando nas últimas semanas o lugar dos casos federais que dominaram o noticiário durante todo o ano, deu para notar uma importante diferença na origem das denúncias.
No plano federal, quem toma a iniciativa das investigações, das denúncias e, às vezes, até dos julgamentos de ministros, é a imprensa, quer dizer, os principais veículos de comunicação do país, com interesses econômicos contrariados ou com medo do fantasma do "controle social da mídia".
A Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça vão a reboque do clamor da imprensa e dos partidos de oposição, tomando providências em função do noticiário e da opinião publicada (não confundir com opinião pública).
Já em São Paulo, dá-se exatamente o contrário. Tanto no plano municipal como no estadual, quem investiga, denuncia e julga são os orgãos competentes e é a imprensa que vai a reboque dos fatos, limitando-se a registrar o resultado das investigações policiais e dos inquéritos do Ministério Público.
O denuncismo seletivo e o tratamento diferenciado, oferecido principalmente pelos jornalões paulistas, acaba se refletindo também nas revistas semanais e nos telejornais de maior audiência, que só costumam repercutir e amplificar as denúncias contra o governo federal.
É verdade que a "Folha" foi quem levantou a lebre do contrato das obras de um trecho da Linha 5 do Metrô, ao provar que os vencedores da concorrência já eram conhecidos seis meses antes. Depois disso, porém, ninguém mais foi atrás do assunto, até que a Justiça determinasse a suspensão das obras e o afastamento do presidente do Metrô, que já voltou ao cargo.
No caso do estranhíssimo contrato da Prefeitura com o Consórcio Controlar (das empreiteiras Camargo Correa e Serveng) para inspeção de veículos, assinado em 2007 por Gilberto Kassab, dez anos depois da licitação feita ainda nos tempos de Paulo Maluf, a imprensa só se interessou pelo assunto depois que o Ministério Público terminou suas investigações e a Justiça tomou providências, decretando o bloqueio dos bens do prefeito.
O destaque dado no noticiário às denúncias contra ministros, que já levaram à demissão de cinco deles, é desproporcional aos valores e à natureza dos ditos malfeitos, se comparados aos prejuízos causados aos cofres públicos pelo Metrô (em torno de R$ 300 milhões nos cálculos do Ministério Público) e pela Controlar (os promotores calcularam o valor da ação em R$ 1 bilhão).
Não se trata de mensurar a corrupção, mas de questionar o tratamento desproporcional dado pela grande imprensa a casos de igual gravidade no governo federal, no estadual e no municipal.
Só os donos da mídia e seus prepostos não estão se dando conta de que, com a internet, não dá mais para ter este tipo de comportamento sem que todo mundo perceba. É isso que explica a crescente perda de freguesia e de credibilidade da velha mídia.

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Fonte:http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/11/30/imprensa-mp-e-justica-quem-faz-as-denuncias/