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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A estratégia chinesa para combater a pobreza


02.12.2011
Do site da Revista Carta Maior, 
Por  Marcelo Justo - Direto da China


Apenas duas semanas após declarar que a pobreza rural havia diminuído em mais de 94 milhões de pessoas em uma década, o governo chinês acrescentou, num canetaço, 100 milhões de pobres às suas próprias estatísticas. 


Modificando a definição do limite de pobreza o governo quadruplicou as cifras de pobres no campo, onde reside a metade da população, estimada no ano passado em 27 milhões de pessoas. Os novos pobres terão acesso aos 27 bilhões de yuans que o governo destinará para combater a pobreza.


Apenas duas semanas após declarar que a pobreza rural havia diminuído em mais de 94 milhões de pessoas em uma década, o governo chinês acrescentou, num canetaço, 100 milhões de pobres às suas próprias estatísticas. Modificando a definição do limite de pobreza que passaram de 1274 yuans anuais (menos de meio dólar por dia) para 3165 yuans (quase um dólar) o governo quadruplicou as cifras de pobres no campo, onde reside a metade da população, estimada no ano passado em 27 milhões de pessoas. 


Esta singular modificação das estatísticas oficiais forma parte da estratégia do presidente Hu Jintao, que prometeu nesta terça-feira que em 2020 estariam garantidas “a educação, a atenção sanitária e a moradia” de toda a população. Graças a esta mudança na medição, os novos pobres terão acesso aos 27 bilhões de yuans que o governo destinará para combater a pobreza com programas de capacitação, créditos suaves, empregos e em investimentos em infraestrutura. 


Após os festejos com que foram anunciados, em meados de novembro, os êxitos da última década, o governo se deteve em uma reflexão mais sóbria sobre o verdadeiro estado das coisas. Se há duas semanas a agência oficial Xinhua citava uma declaração na qual o governo se vangloriava de haver resgatado da pobreza uma população equivalente a “toda a França”, agora a mesma agência reconhece que, com sua nova medição, a China está ficando “dentro do padrão internacional mais aceitado”, um dólar diário, o que não é nenhuma maravilha. 


Esta nova medição reflete muito melhor a desigualdade que separa os centros urbanos dos rurais como se evidencia no crescimento do coeficiente Gini, que durante o “milagre chinês” passou de 0,28 em 1978 a 0,45 em 2000. A desigualdade se reflete não só nos ingressos – o salário urbano é hoje quatro vezes superior ao rural – mas também nos serviços. Pela noite, quando as cidades iluminam seus arranha-céus para competir com Nova Iorque, muitos povoados rurais penam sem luz elétrica sob um governo que chegou ao poder em 1949 pela mão de uma revolução camponesa. 


A atual estratégia de redução da pobreza do presidente Hu Jintao tem dois eixos: um massivo investimento em infraestrutura na atrasada zona oeste do país e a reforma do sistema de saúde, educação e da previdencia. Um dos modelos de investimento massivo se encontra na região autônoma de Xinjiang, que o governo promove como uma zona especial, similar às que dinamizaram o “milagre chinês”, de Shanghai a Guandong, na costa leste. 


Esta região, mais conhecida pelos enfrentamentos de 2009 entre a população Han (maioria étnica chinesa) e a uigur (minoria turco-muçulmana), tem fronteiras com oito países (da Índia e Paquistão à Rússia e o Cazaquistão) e está se convertendo em um centro sub-regional. Junto com este plano de desenvolvimentos provinciais, o governo planeja a universalização da cobertura médica para 2015 e da aposentadoria para 2020, como parte de um ambicioso projeto para que seu impressionante crescimento econômico dependa menos das exportações e mais do consumo doméstico. 


A complexidade de um projeto desta amplitude choca com um dos pilares mais frágeis da estratégia de Hu Jintao: a situação de aproximadamente 200 milhões de trabalhadores migrantes que não têm pleno acesso à saúde e à educação, porque estes serviços só são garantidos em seu lugar de residência original. A vontade política - e até ideológica - está presente. 


Pouco depois de assumir como secretário geral do Partido Comunista em 2002, Hu Jintao surpreendeu com suas visitas a lugares históricos da revolução e sua capacidade de recitar de memória, pela televisão, textos básicos do marxismo e do maoísmo. A redefinição de pobreza e o lançamento de ambiciosos programas sociais para toda a década tentam projetar sua influência para além do próximo ano, quando o Partido Comunista elegerá seu novo secretário geral. Se ele irá conseguir, isso dependerá em grande medida do nome do sucessor e dos obstáculos que representa qualquer transformação que englobe simultaneamente um quinto da humanidade. 


Tradução: Libório Junior
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19107

Dilma, a nova marca do Brasil

02.12.2011
Do portal BRASIL247, 30.11.11
Por Edinho Silva*

O DESTAQUE DA PRESIDENTA NA REVISTA NEW YORKER DESTA SEMANA É O RECONHECIMENTO PELO TRABALHO DE DILMA QUE, NESTE PRIMEIRO ANO DE GOVERNO, MANTEVE O BRASIL NA ROTA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


A presidenta Dilma Rousseff é destaque desta semana da revista norte-americana “The New Yorker”. A revista relata a trajetória política da presidenta, como militante anti-ditadura, nos anos 60, secretária de governo em Porto Alegre e ministra da Casa Civil no Governo Lula. E ressalta a sua forte presença à frente das políticas de governo, como o lançamento do Programa Brasil sem Miséria, criado para eliminar a pobreza extrema no país até 2014.

A reportagem também ressalta os avanços conquistados pelo Brasil nos últimos nove anos, que tirou 28 milhões de pessoas da linha da pobreza. Segundo a revista, o país tem um orçamento equilibrado, quase o pleno emprego, dívida interna e inflação baixas. Para a The New Yorker, o Brasil “é, caoticamente, democrático, e tem uma imprensa livre”.

Esse destaque é o reconhecimento pelo trabalho da presidenta Dilma que, neste primeiro ano de governo, manteve o Brasil na rota do desenvolvimento sustentável, respeitando os limites dos recursos naturais e priorizando os investimentos públicos na melhoria da infraestrutura, dos sistemas de educação e saúde. Também se preocupou em adotar medidas de estimulo à economia, para criar novos empreendimentos e permitir a manutenção do nível de empregos.

Hoje, conforme a revista, o Brasil está na vanguarda de importantes questões mundiais, não só econômicas, mas também na seara política, posicionando-se contra as violações dos direitos humanos e à democracia, especialmente no mundo árabe. A presidenta brasileira ainda motiva comentário sobre o comportamento do país em relação à crise mundial. “Os EUA parecem estar constantemente na mente de Dilma, como um exemplo de como não lidar com a crise econômica global”, diz a revista. Sem dúvida, um fato marcante para o Brasil e especialmente para as mulheres, que só recentemente começaram a chegar ao poder executivo em suas três esferas. Como analisa a The New Yorker, a presidenta Dilma dá importante contribuição à consolidação do Brasil como uma das potências mundiais, principalmente porque a comunidade internacional considerava o país, há pouco mais de uma década, ignorante e subdesenvolvido.

Esse reconhecimento internacional representa, mais uma vez, a quebra constante de paradigmas que o Brasil tem vivenciado. Um operário, o Presidente Lula, vítima do preconceito, realizou a maior “revolução social” que a história já registrou. Tiramos da miséria milhões de pessoas e instituímos um modelo econômico que gera riqueza e garante a sua distribuição. A presidenta Dilma, primeira mulher a ocupar o cargo, primeira mulher a abrir uma conferência da ONU, tem mostrado ao mundo os rumos para o enfrentamento da crise internacional e chama a atenção para a erradicação da miséria. Definitivamente, o Brasil não é apenas o país do futebol.

*Edinho Silva é deputado estadual e presidente estadual do PT/SP.
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O mundo ideal dos patrões

03.11.2011
Do blog CRÔNICAS DO MOTTA, 02.12.11



O novo passaralho no Estadão, dias depois das bicadas que destroçaram não se sabe quantos na Editora Globo, que, por sua vez, foram antecedidas pela passagem da Carniceira pela redação da Folha, mostra que os empresários do setor de comunicação não estão para brincadeira.

Em poucos meses, mais de cem jornalistas foram demitidos. Não sei quantos deles tinham diploma de curso superior específico da função. Sei apenas que a decisão do Supremo Tribunal Federal que, em 2009, na prática acabou com a profissão de jornalista contribuiu muito para essa carnificina.

A notícia de que o Senado aprovou, em primeira votação, a PEC que reinstitui a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício profissional provocou, mais uma vez, a formação de uma frente única do patronato para evitar que os jornalistas tenham um mínimo de organização, pois como se sabe, não faz nenhum sentido a existência de um sindicato se não existe uma categoria que ele possa representar.

A verdade é uma só: os patrões não querem que existam jornalistas porque o mundo que idealizam é aquele no qual eles podem contratar qualquer um pelo salário que quiserem, sem serem obrigados a, sequer, pagar um piso, e, do mesmo modo, fazer quantas demissões julgarem precisas para manter seus lucros sem dar satisfação a quem quer que seja.

Essa história de que eles estão lutando pela liberdade de expressão é a maior mentira que existe. Até hoje, em nenhum momento os jornais deixaram de publicar o que bem quiseram. A tal liberdade de expressão que tanto dizem prezar nunca existiu para eles. No Brasil, o que há é um oligopólio no setor de comunicação: algumas poucas famílias, à frente de grupos empresariais, controlam as informações que são levadas ao público. A mais feroz censura é exercida por eles. Só publicam o que querem.

Além disso, para tais grupos, a única função das suas empresas é gerar lucro. Não existe nenhuma preocupação social, ou até mesmo com os mais elementares princípios do jornalismo.

A decisão do Supremo de acabar com a profissão de jornalista foi uma decorrência de anos e anos de uma intensa campanha dos patrões.

A lei que regulamentou a profissão, em plena ditadura militar, foi uma conquista histórica da categoria, que brigava por isso desde que o jornalismo passou a ter importância na sociedade brasileira.

Não dá para entender que, em pleno século XXI, depois de tantos avanços sociais à custa de muita luta e sofrimento, exista quem defenda, fora do campo patronal, a desregulamentação completa de um setor vital para o país como o da comunicação.

Equiparar, como fez o ministro do Supremo Gilmar Dantas, um jornalista a um cozinheiro, não é só sinal de um cinismo que retira do autor da frase toda a autoridade moral para exercer a sua função na magistratura. É também sintoma da mais profunda ignorância sobre questões aparentemente complicadas, mas muito simples em sua essência.

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A Mídia Golpista e manipulação da informação, por Irineu Messias

02.12.2011
Do Youtube, 26.10.11 
Por Irineu Messias


   
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LULA: Amor e ódio, por Luís Fernando Veríssimo

02.12.2011
Do BLOG DO SARAIVA, 01.12.11
Por Luís Fernando Veríssimo
Um historiador do futuro — figura retórica tão útil quanto o Marciano Hipotético para se olhar o Brasil atual de uma certa distância — terá duas grandes dificuldades para entender que diabos se passou por aqui nos últimos anos.

Uma será explicar o amor ao Lula. A outra será explicar o ódio ao Lula. As duas coisas transbordaram de qualquer parâmetro racional.

Lula terminou seu mandato com um índice de aprovação popular inédito, e odiado na mesma proporção. O amor resistiu a escândalos, gafes, alianças indefensáveis, uma imprensa hostil e uma oposição ativa. O ódio se manteve constante até depois do mandato e não se diluiu nem numa natural simpatia pelo homem doente — o antilulismo feroz não é solidário nem no câncer.

Nosso historiador talvez desista de encontrar explicações para essa polarização extrema na disputa política e sucumba a simplificações sociorromânticas.

Talvez conclua que Lula teria o amor da maioria pelo seu tipo físico e sua biografia independentemente de qualquer outra coisa, e seria aprovado pelos seus semelhantes não importa que governo fizesse. E que o ódio ao Lula se explicava por nada menos científico ou novo no Brasil do que o preconceito social, uma repulsa atávica a quem ultrapassa sua classe e com isto ameaça todo o conceito de classe predestinada.

No caso um torneiro mecânico inculto metido a grande coisa.

No fundo o que o perplexo historiador do futuro estaria dizendo é que é impossível confiar em padrões históricos como os que explicam outras sociedades para nos explicar. Não se trata de reativar a frase que o De Gaulle nunca disse, sobre nossa falta de seriedade. Somos sérios, sim. Mas também somos movidos a paixões que sabotam toda coerência histórica.

O Lula foi um catalisador de paixões, a favor e contra. E o mais extraordinário e brasileiro disso é que o amor e o ódio não têm nada a ver com os sucessos ou os fracassos do seu governo. Existem num plano ahistórico e apolítico de pura devoção ou pura raiva.
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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com/2011/12/amor-e-odio.html

Muro que separa EUA do México será estendido para dentro do mar

02.12.2011
Do blog ESQUERDOPATA
DA BBC BRASIL

O governo dos Estados Unidos está construindo uma prolongação do muro localizado na fronteira com o México que entra quase cem metros dentro do mar.

Os trabalhos de ampliação ocorrem nas praias de Tijuana (México) e San Diego (Califórnia, EUA), o ponto mais ocidental da fronteira entre os dois países.

O projeto Surf Fence ("cerca do surfe", em inglês) pretende dificultar a entrada de imigrantes sem documentos nos EUA vindos do México. Mais de 20 mil agentes do serviço americano de Alfândega e Controle de Fronteiras (CBP, sigla em inglês) vigiam a zona de fronteira com o território mexicano.



Com o projeto Surf Fence, os EUA pretendem substituir uma cerca já existente que chega até a costa, mas que, segundo as autoridades, pode ser ultrapassada nos períodos de maré baixa.


Nos últimos anos, a CBP fortificou mais de 1.000 quilômetros da fronteira entre os EUA e o México, afirma a repórter da BBC Mundo em Los Angeles, Valeria Perasso.

"Sem a cerca, a travessia ilegal até os Estados Unidos seria insustentável, e precisamos de uma infraestrutura física, além de oficiais nesta zona", disse à BBC Michael Hance, oficial de operações da Patrulha de Fronteira.

No lugar dos sarrafos de metal corroído que existem atualmente, a CBP gastará US$ 4,3 milhões para erguer uma cerca de 365 metros de extensão, dos quais mais de 90 metros estarão dentro do mar.

A fronteira entre Tijuana e San Diego possui algum tipo de separação há mais de 20 anos. A primeira cerca, com três metros de altura e feita de metal soldado, foi erguida em 1993, cobrindo os primeiros 22 quilômetros de fronteira desde o Oceano Pacífico.

Em 1996, o Congresso aprovou uma lei que levou à construção de uma segunda cerca, paralela à original.

MATERIAL CONTRA ESCALADAS

De acordo com a correspondente da BBC Mundo, o muro que será erguido agora, metálico e ondulante, foi projetado para resistir ao impacto das águas, que danificaram as estruturas anteriores.

Quando for concluída, em março do próximo ano, a cerca terá 2,5 metros de altura a mais que sua antecessora. Além disso, ela será reforçada com um material que dificultará a escalada dos imigrantes não documentados.

Apesar dos esforços, o número de prisões por tentativas de ingressar ilegalmente nos EUA está em franca diminuição. No ano passado foram registradas apenas um décimo das 630 mil detenções feitas, por exemplo, em 1986, de acordo com dados oficiais. 

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2011/12/muro-que-separa-eua-do-mexico-sera.html

Alckmin comete crime de lesa-humanidade ao privatizar saúde pública, afirma promotor

02.12.2011
Do blog ESQUERDOPATA, 30.11.11

Rádio Brasil Atual contou, nesta quarta-feira, 10, com a participação do promotor Arthur Pinto Filho, que deu detalhes da ação civil pública, movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, para impedir que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) coloque em prática a lei aprovada por ele, que transfere 25% dos leitos dos hospitais públicos do SUS, o Sistema Único de Saúde, para particulares e planos de saúde. 

Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas o promotor afirmou que o governo do Estado de São Paulo aplicou R$ 77,8 milhões dos recursos, que deveriam ser investidos em programas de saúde, no mercado financeiro. Além disso, o governo tucano também deixou de investir R$ 2,1 bilhões de saúde. Os movimentos populares de saúde realizam protesto nesta manhã, para protestar contra a privatização da saúde pelo governador Geraldo Alckmin.


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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2011/11/alckmin-comete-crime-de-lesa-humanidade.html

O preço do petróleo deve ser calculado em vidas


02.12.2011
Do portal OPERA MUNDI, 30.11.11
Por  Wladmir Coelho | São Paulo


Os fundamentalistas do neoliberalismo insistem na tese do Século 18, na qual a “mão invisível” seria a responsável por determinar os preços. Eliminam, estes fundamentalistas, de forma dogmática qualquer possibilidade de intervenção, na elaboração dos preços e dos fatores políticos, notadamente aqueles relativos à política econômica das empresas.

Os adeptos da crença neoliberal insistem em plantar na imprensa justificativas místicas para as variações observadas no preço do petróleo. Assim, o aumento ou queda nos valores deste importante mineral ficam restritos ao temor do “mercado”, apontado como entidade inocente, sem participação e interesses diretos nos eventos políticos – quase sempre militares.

O preço do petróleo, ao contrário da crença do Século 18, é determinado por decisões políticas e, tratando-se de um recurso não renovável, o controle de eventuais reservas torna-se assunto de segurança nacional. Devemos aqui observar que a expressão “nacional” não implica na redução de sua aplicabilidade aos limites territoriais de um determinado país.

O consumo das maiores potências não é efetivado a partir de reservas próprias, daí a necessidade do controle de áreas produtivas em pontos diferentes do planeta, a partir de empresas cujo controle do capital está subordinado aos grandes grupos financeiros.

Observa-se deste modo a consubstanciação entre a política econômica nacional e a política econômica dos grupos financeiros, sendo que os últimos submetem o mundo a seus interesses. A recente carnificina observada na Líbia, a ameaça de invasão do Irã, apenas para ficar nos mais recentes exemplos, revelam a face perversa desta realidade.

Controlar o petróleo representa a garantia de manutenção de um modelo econômico estruturado para funcionar a partir do uso dos combustíveis e matéria-prima derivados deste mineral, para todo tipo de indústria, cuja substituição ocorrerá cedo ou tarde, mas que ainda por muito tempo continuará predominante.

A evidente escassez do petróleo aguça a corrida por seu controle. Somando-se a estrutura militar e política necessárias para tal fim, seu preço tende a apresentar-se elevado e seus lucros repartidos entre os oligopólios financeiros.

Daí a acreditar que um simples comunicado foi o responsável pelo aumento na cotação do petróleo é algo no mínimo risível. As decisões são tomadas em nome da política econômica nacional e privada nos países-sedes e atuam para beneficiar os balanços de suas empresas.

A atual crise econômica criou a “necessidade” de aumentar a tributação dos mais pobres, e pagando preços ainda mais altos para as petrolíferas ficam garantidos os recursos para abastecer os bancos.

* Wladmir Coelho é mestre em Direito, historiador e membro do Conselho Curador da Fundação Brasileira de Direito Econômico. Website: http://politicaeconomicadopetroleo.blogspot.com/.

** Publicado originalmente no site Correio da Cidadania e reproduzido pelo Envolverde.
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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/18215/o+preco+do+petroleo+deve+ser+calculado+em+vidas.shtml

LINCHAMENTO NO TRÂNSITO: A BARBÁRIE MORA AO LADO

02.12.2011
Do blog NÁUFRAGO DA UTOPIA, 28.11.11
Por Celso Lungaretti
Escrevi em 2007 que a barbárie nos rondava. A situação evoluiu para pior: está bem mais próxima do que imaginávamos. E começa a mostrar por inteiro sua face monstruosa.

No final da noite de domingo (27), um motorista de ônibus com 59 anos sofreu mal súbito quando conduzia seu coletivo por um bairro pobre da zona leste paulistana.

apagão faz com que colidisse com um carro estacionado. Foi o suficiente para cerca deTREZENTOS trogloditas saírem de um baile funk e o espancarem até a morte.

A notícia não esclarece, mas o proprietário do veículo certamente era um deles e os incitou.

Que dizer de seres tão desumanos a ponto de lincharem um pobre coitado por causa de um dano material involuntário?!

Um antigo colega de escola e de militância, espanhol que veio para o Brasil lá pelos 10 anos de idade, contou-me que à chegada, perplexo por ver uma turma de moleques espancando um único menino, perguntou ao pai: "São animais?".

No seu país, adultos ou crianças, se dez queriam brigar com um, tinham de enfrentá-lo individualmente, um por vez, caso contrário ficariam desonrados aos olhos da comunidade.

Na  patriamada, 300 massacram um quase sexagenário, em ato de bestialidade e covardia extremas, e nenhum  sequer vai preso, porque a polícia certamente considerou que homicídio de responsabilidade múltipla e difusa não compensa apurar.

O horror! O horror!

Obs.: a partir da primeira versão desta notícia, na qual me baseei, houve várias atualizações. Os 300 funkeiros seriam 40. Houve um atropelado e outros veículos atingidos, mas ora se atribui tais feitos ao próprio motorista, ora aos linchadores que invadiram seu ônibus e, na confusão, teriam soltado a barra do freio, provocando uma segunda colisão. Mas, no essencial, não há discrepâncias: o coitado, na véspera de completar 60 anos, teve um repentino mal-estar  e perdeu o controle do coletivo. A malta o massacrou por presumir erroneamente que ele estava bêbado. 
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Fonte:http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2011/11/barbarie-mora-ao-lado.html

São Paulo registra congestionamentos acima da média nesta sexta-feira


02.12.2011
Da Agência Brasil
Por Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil


São Paulo – O trânsito de veículos na capital paulista registrou congestionamentos acima da média nesta sexta-feira (2). Pela manhã, as filas chegaram a 149 quilômetros, a segunda maior marca registrada neste ano. A principal causa da lentidão foi a colisão de um carro em um poste, que interditou três faixas da Marginal Pinheiros, na madrugada de hoje. As pistas já foram liberadas, mas ainda há reflexos em várias partes da cidade.


Às 13h30 a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) chegou a registrar 67 quilômetros de congestionamento. No momento, a zona leste é a que está com maior problema de lentidão: 18 quilômetros ou 27% das vias monitoradas. A zona oeste vem em seguida com 15 quilômetros (22%), a Sul tem 14 quilômetros (21%); a região central, 10 quilômetros (14%), e a zona norte, 10 quilômetros (15%).


O trânsito na cidade pode piorar ainda mais no final da tarde. Nas próximas horas, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergência da prefeitura, são esperados chuviscos em pontos isolados, o que pode fazer aumentar a lentidão.


Edição: Lílian Beraldo
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-02/sao-paulo-registra-congestionamentos-acima-da-media-nesta-sexta-feira

Greve com ar condicionado com direito a coquetel e a tira-gosto


02.12.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE  LULA, 01.12.11


Magistrados de todo o país participaram ontem de uma greve relâmpago. A categoria reivindica 15% de reajuste salarial, a título de reposição de inflação, além de mudanças na política de segurança e previdênciária. A paralisação de um dia teve adesão de cerca de 80% dos juízes. A expectativa era de que o julgamento de mais de 20 mil processos fosse interrompido, mas a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o número foi bem inferior. "Ao contrário do que era esperado, o movimento não prejudicou o andamento da Justiça Federal", disse o procurador Marcelo Siqueira.

No Distrito Federal, 75% dos profissionais pararam e a análise de 645 processos foi adiada. Os juízes e membros do Ministério Público da União (MPU) participaram, em Brasília, de um ato no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região. O protesto, com manifestações das entidades que representam a categoria, foi realizado em uma confortável sala com ar condicionado e teve direito a coquetel e a tira-gosto. "Nossa pauta é muito simples, mas as negociações estão lentas. Caso não avancem, pretendemos parar por tempo indeterminado, a partir do início de 2012", expôs a presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Noemia Porto.

Os juízes federais haviam paralisado suas atividades em 27 de abril, mas não tiveram nenhuma reivindicação atendida. "As condições de trabalho são precárias. O número parece pequeno, mas cerca de 30 magistrados estão em depressão ou prestes a cometer suicídio", argumentou Noemia em entrevista para o jornal Correio Braziliense
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/12/greve-com-ar-condicionado-com-direito.html

Dilma tem motivos para ignorar a Comissão de Ética da Presidência

02.12.2011
Do BLOG DA CIDADANIA, 30.11.11
Por Eduardo Guimarães
O país foi surpreendido pela notícia de que a Comissão de Ética da Presidência recomendou a demissão do ministro Carlos Lupi por entender que ele não teria “conseguido se explicar” sobre as acusações que vem recebendo e por ter dado declarações à imprensa que foram consideradas “inconvenientes”.
Os membros daquela Comissão decidiram, por unanimidade, não só pela recomendação de demissão de Lupi, mas, também, por adverti-lo publicamente por ter considerado que usou avião de ONG que recebeu dinheiro da pasta que administra, conforme denúncia da revista Veja.
O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), reagiu à decisão da Comissão acusando-a de “perseguir” Lupi e lembrando que em 2007, quando ele assumiu a pasta do Trabalho, ainda no governo Lula, o mesmo órgão o censurou publicamente por acumular a presidência do PDT e o cargo no governo, o que o obrigou a deixar o cargo partidário.
É de se discutir se um ministro de Estado deve deixar de ser político ou de exercer atividades partidárias conquanto não o faça durante o expediente, mas aí pode estar evidenciada uma severidade com Lupi que inexistiu com os cinco outros ministros do governo Dilma que perderam o cargo neste ano sem que a mesma Comissão de Ética tivesse feito recomendação semelhante.
Dilma demitiu cinco ministros que a Comissão não condenou, apesar de que a versão oficial é a de que foram eles que pediram demissão. Terá havido leniência da Comissão com aqueles ministros ou só o atual é que tem indícios consistentes contra si?
Se a Comissão de Ética tem razão agora ao recomendar a demissão de Lupi certamente também estava certa ao não condenar os cinco outros ministros que perderam o cargo neste ano. E se não os condenou, só pode ter sido por tê-los julgado inocentes.
Quando a Comissão de Ética errou? E se errou antes ao não pedir a demissão dos que se demitiram ou foram demitidos, não pode estar errada também agora?
Há, portanto, uma boa dose de controvérsia na decisão unânime da Comissão de Ética de recomendar à presidente Dilma que demita um auxiliar que até então ela vinha se recusando a demitir em meio a um tiroteio político.
Pode até ser que a presidente acate a decisão da Comissão e que, pela primeira vez, demita um ministro em vez de lhe “aceitar” a demissão, como ocorreu com os outros ministros que deixaram seu governo.
Como o PDT reagirá a demissão como essa? A declaração de Paulinho indica que poderá não aceitar nada bem. E como a recomendação do órgão de controle pode estar contaminada pela política, que não se estranhe se a presidente não demitir o ministro. Até porque, estaria reconhecendo que falhou.
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É possível obter mel fresco em uma colméia artificial na sua casa produzida pela Philips

02.12.2011
Do site do JORNAL CIÊNCIA, 28.11.11
Por OSMAIRO VALVERDE 
DA REDAÇÃO DE BRASÍLIA
A tecnologia dá uma mãozinha para quem ama a natureza, mas não gosta de ser picado por abelhas para colher o mais fresco mel.
Especialistas em desenho industrial e designers estão com uma idéia extremamente original: a colméia caseira. Uma invenção extraordinária e um conceito jamais pensado anteriormente. Uma colméia artificial dentro de sua casa, na qual é possível observar tranquilamente e com ótima visibilidade os insetos trabalharem, tudo isso com segurança, sem o perigo de ser picado pelas abelhas e sofrer reações desagradáveis.
O produto é composto por duas partes, uma transparente com camadas de colméias e outra com local para fixar vasos de flores. Os favos de mel são delicadamente construídos, com estruturas internas semelhantes a canalículos na qual é possível injetar pequenas doses de fumaça para acalmar as abelhas antes que você puxe o dispositivo para liberar o mel na parte inferior.
A estrutura permite que você fixe a colméia com material plástico transparente na parte interna de sua casa. A parte onde está as flores pode ficar para fora, com total segurança, permitindo que as abelhas cumpram seu principal papel na natureza que é a polinização extremamente essencial para garantir a variabilidade genética dos vegetais. Desse modo, as abelhas não tornam-se escravas, pois tem liberdade para buscarem néctar de flores em qualquer lugar.
A inovação é da marca Philips através da criação dos designers Heerden e Mama Jack. Em declaração oficial, a empresa afirma que a colméia urbana só trará benefícios, fornecendo mel fresco para os proprietários em tempo real, sem necessitar ir ao supermercado comprar um pote industrializado. Segundo a empresa, olhar as abelhas em ação dentro das colméias transparentes pode ter um certo efeito terapêutico.
A invenção não poderia ter chegado em melhor momento. Ambientalistas alertaram no semestre passado que existe um declínio na taxa de produção de mel e formação de colméias em todo o mundo.

Foto: Divulgação/Philips
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Por que a Globo é a Globo

02.12.2011
Do portal BRASIL247, 26.11.11
Por Paulo Nogueira

O QUE É TRAGICÔMICO É QUE, ENQUANTO A GLOBO USA QUANDO PODE O ESGUICHO, A CONCORRÊNCIA A PROMOVE LOUCAMENTE PUBLICANDO MATÉRIAS INTERMINÁVEIS SOBRE PRECIOSIDADES COMO AS NOVELAS E O BIG BROTHER

Fui almoçar ontem no centro de Londres com um jovem executivo de uma multinacional que tem uma verba de publicidade bilionária. Ele trabalha na área financeira, e é apaixonado por mídia. Está na faixa dos 30 anos, e por ser quase que um nativo da Era Digital ele no momento está num grupo que analisa tecnicamente o retorno financeiro da publicidade digital.

Sua empresa quer investir mais na internet em 2012, mas quer pisar em solo firme. Daí a análise.

Ouço-o com atenção. É um cara inteligente. Deve ir longe na vida corporativa.

Falamos sobre o Brasil, e ele me conta uma história exemplar.

“Uma amiga minha que trabalha num portal brasileiro me disse que o que atrasa o avanço da publicidade digital no Brasil é a Globo”, ele me diz. Está comendo com gosto. A fome talvez tenha se acentuado pelo esforço que ele fez ao ir do escritório para o restaurante numa das bicicletas que a prefeitura de Londres colocou à disposição das pessoas. Meia hora pedalando.

“Como assim?”, quero saber.

“Os anunciantes vão colocar anúncios nas novelas, no futebol, no Fantástico etc, e a Globo dá de graça espaço nos seus sites. A agência volta dizendo para o anunciante que fechou um grande negócio com a Globo. Mas para a concorrência digital, a começar pelo UOL, é a morte.”

Dou risada comigo mesmo.

Um executivo americano certa vez disse que se você vê um concorrente se afogando deve colocar um esguicho em sua boca e abrir no máximo. Parece ser este o espírito que Roberto Marinho colocou na cultura na Globo. É conhecida a história de quando Bloch, da agonizante Manchete, ligou desesperado em busca de socorro para Roberto Marinho e este o fez esperar interminavelmente apenas para dizer não. Era uma vendeta pessoal por causa de um assunto irrelevante.

O que é tragicômico é que, enquanto a Globo usa quando pode o esguicho, a concorrência a promove loucamente publicando matérias intermináveis sobre preciosidades como as novelas e o Big Brother. É como se você fornecesse as balas que acabarão vindo contra você.

Não admira que a Globo tenha, sozinha, mais da metade do bolo publicitário do Brasil.
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