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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Aliança conservadora para Prefeitura de São Paulo vai dando água

01.12.2011
Do site do CORREIO DO BRASIL, 29.11.11
Por Redação, com Vermelho.org.br



PSDB
A aliança entre PSDB e PSD está em um momento delicado, com sinais negativos para escolha do candidato para a Prefeitura de SP em 2012
A aliança conservadora para a disputa da Prefeitura de São Paulo está cada vez mais distante. A possibilidade de uma aliança entre o PSDB e PSD tem dado sinais negativos a partir dos últimos movimentos dos tucanos. No debate realizado na noite de segunda-feira entre os pré-candidatos do PSDB, a gestão de Gilberto Kassab foi atacada.
As críticas mais incisivas à gestão, da qual o PSDB também faz parte, partiram principalmente do secretário de meio ambiente do governo paulista Bruno Covas. Porém, os outros pré-candidatos também fizeram críticas.
Covas atacou os que defendem apoio ao candidato de Kassab e são contra a candidatura tucana, “aqueles que estão perto das benesses oficiais, mas longe do pulsar das ruas, estão tentando trabalhar contra, mas não vão conseguir”, disse.
O encontro, o primeiro de quatro que o partido pretende realizar na capital antes de realizar as prometidas prévias do partido, reuniu os secretários estaduais de Energia, José Aníbal, Meio Ambiente, Bruno Covas, e Cultura, Andrea Matarazzo, além do deputado federal Ricardo Tripoli.
Cabeça de chapa
O principal motivo de desavença entre os dois partidos é saber quem encabeça a possível aliança. Antes ventilada como possível, a candidatura do vice-governador Afif Domingos, ex-DEM e agora no PSD, agora é descartada por Alckmin. Em reunião no Palácio dos Bandeirantes, no sábado, com os quatro pré-candidatos tucanos, Alckmin descartou ceder a cabeça de chapa para o PSD na aliança pela Prefeitura. Foi a primeira fez que negou o acordo de maneira categórica.
O governador teria dito no encontro que o acordo para ceder a cabeça de chapa “só interessa a Kassab”. Lembrou que seu partido, o PSDB, tem uma aliança tradicional com o DEM – os tucanos trabalham ainda para fechar coligações com PP, PDT e PSB.
Serra
A desavença que ficou explícita nos últimos dias, mostra acima de tudo a disputa no próprio ninho tucano. Mais do que efeitos municipais, ela interfere no quadro político estadual e nacional. O ex-governador José Serra defende a aliança, inclusive a possibiliadade de ceder a cabeça de chapa ao PSD. Padrinho político de Kassab, interessa a Serra que ele saia fortalecido na disputa, o que também traz bônus para seu futuro político.
Na eleição de 2008 para a prefeitura, Serra, então governador de São Paulo, apoiou veladamente Kassab, naquela época no DEM. Alckmin foi condidato do PSDB contra a vontade de Serra, mas amparado por lideranças nacionais tucanas, como Aécio Neves. Kassab passou para o segundo turno e venceu a candidata petista Marta Suplicy, Alckmin ficou em terceiro.

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Fonte:http://correiodobrasil.com.br/alianca-conservadora-para-prefeitura-de-sao-paulo-vai-dando-agua/334872/

Prefeito do DEMo é afastado por uso da máquina pública

01.12.2011
Do blog ESQUERDOPATA,30.11.11


Juiz afasta prefeito do DEM por uso da máquina pública
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM UBATUBA

A Justiça determinou na segunda-feira que o prefeito de Ubatuba (SP), Eduardo Cesar (DEM), seja afastado imediatamente do cargo por ter supostamente usado a máquina pública para fazer propaganda pessoal.

A liminar também afastou o chefe de gabinete e pré-candidato a prefeito, Délcio José Sato (PPS), e o motorista Richarles Freitas.

Os réus podem recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo para tentar anular a liminar do juiz da 1ª Vara Cível de Ubatuba, João Mário Estevam da Silva.

O Ministério Público acusa o trio de distribuir folhetos com propaganda pessoal do prefeito e do chefe de gabinete na comemoração do aniversário da cidade.

O prefeito, que está viajando, não se manifestou. O secretário de Assuntos Jurídicos, Marcelo Mourão, disse que o prefeito ficou "indignado" e vai recorrer. Ele disse que o informativo não é uma publicação oficial e foi custeado pelo prefeito.

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2011/11/prefeito-do-demo-e-afastado-por-uso-da.html

"OCCUPY EUROPE": A indignação dos 1%

01.12.2011
Do blog TUDO EM CIMA, 18.11.11
Postado por André Lux
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Fonte:http://www.tudo-em-cima.blogspot.com/2011/11/indignacao-dos-1.html

O que fazer com Serra?


01.12.2011
Do blog FERREIRO DA POLÍTICA, 27.11.11
Por Marcos Coimbra*
Publicado, originalmente, no blog do Noblat.


Como aqueles entes sobrenaturais incômodos que, às vezes, aparecem nas casas antigas, o ex-governador José Serra, volta e meia, se manifesta. Desde o início do ano, foram várias.

Em todas, causou embaraços e constrangimentos a seus correligionários. Quando, por exemplo, no primeiro semestre, resolveu pisar fundo nas críticas ao PT e a Dilma, em um texto que denunciava a “herança maldita de Lula” (vindo de quem havia se apresentado, em 2010, como o “Zé que vai continuar a obra de Lula”).

Justo na hora em que os governadores e parlamentares tucanos procuravam estabelecer um clima de diálogo com o governo.

Outro dia, se materializou, subitamente, no encontro peessedebista que estava sendo realizado no Rio de Janeiro, marcado - talvez por coincidência - para quando tinha dito que estaria indisponível. Voltou às pressas da Europa e lá surgiu.

Como a maior parte dos debatedores ali reunidos reprovava a campanha que fizera ano passado, teve que ouvir o que não queria.

Procurando acomodá-lo no arranjo partidário que emergiu da convenção de maio, arrumaram-lhe uma função para a qual se revelou inapto. Não faz sentido que o conselho político de um partido seja presidido por quem não dá mostras de querer ouvir os outros. Por quem quer apenas externar pontos de vista individuais.

Até agora, no entanto, Serra não tinha ido tão longe como foi na discussão da estratégia do PSDB para a sucessão da prefeitura de São Paulo. Na última terça feira, para espanto do meio político, saiu-se com a tese de que seu partido não deveria ter candidato a prefeito na maior cidade do país, a capital do estado que governa desde 1994 e o principal bastião tucano nacional.

Seu argumento é que o PSDB não tem “candidatos viáveis” e que, por isso, deveria se aliar ao PSD, cerrando fileiras em torno da candidatura de Guilherme Afif. Os quatro pré-candidatos tucanos que estão em campo - alguns intimamente ligados a ele -seriam perdedores.

Disputam a indicação os deputados José Aníbal, Ricardo Trípoli e Bruno Covas, assim como o secretário de Cultura do estado, Andrea Matarazzo. Todos, cada um a seu modo, estão qualificados para reivindicá-la – dois são deputados federais bem votados, um foi o campeão de votos para a Assembléia Legislativa (além de ser neto de Mário Covas), outro foi ministro de FHC e subprefeito na administração Serra.

Qualquer um deles é um “nome novo” para a prefeitura (especialmente Bruno Covas). O que não seria nada extraordinário na eleição que, provavelmente, teremos em São Paulo no ano que vem, pois vários dos possíveis candidatos de outros partidos também o são.

Seria nacionalmente relevante uma eleição em que os três maiores partidos apresentassem sua nova geração: Fernando Haddad, pelo PT, Gabriel Chalita, pelo PMDB, e um “nome novo” do PSDB. Ao invés do enésimo enfrentamento da “velha guarda”, nomes para o futuro.

Lula e Temer sabem que seus partidos precisam disso. Todas as movimentações de Alckmin sugerem que ele também. Os três raciocinam partidariamente (além de pensar, como a vasta maioria dos seres humanos, também em si mesmos). Serra, ao que parece, não. Sua aposta nunca é o novo. É o que ele considera “viável”.

A questão é como defini-lo. Em uma de suas frequentes amnésias seletivas, Serra se esquece de sua própria trajetória. Em 1988, quis ser candidato a prefeito e teve uma performance de nanico, com pouco mais que 5% dos votos (mas não se achava “inviável”). Em 1996, com Fernando Henrique no poder e o plano real nas alturas, voltou ao páreo e nem chegou ao segundo turno (mas continuou se acreditando “viável”).

Há quem ache que ele “não quer” ser candidato a prefeito em 2012, por ter medo de vencer e, assim, ser obrigado a abdicar de seu sonho presidencial. É improvável: o que tem é um fundado receio de perder, justificado pelo fraco desempenho nas pesquisas.

O que ele quer, mais uma vez, é que o PSDB faça o que ele quer. Se não é candidato, que ninguém o seja, assim permitindo que o partido seja usado na montagem da “estratégia nacional” que imaginou. E que só interessa a ele mesmo (e a seus amigos).

Os tucanos que resolvam. Às vezes, é melhor ter muitos adversários que um só companheiro assim. 


*Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Fonte:http://ferreirodapolitica.blogspot.com/2011/11/o-que-fazer-com-serra.html

BRIGAS TUCANAS: Recusa ao próprio rosto

01.12.2011
Do blog BRASIL QUE VAI, 30.11.11
Postado por Luiz Cezar
A possibilidade do PSDB varrer suas 4 candidaturas já postas e nomear às pressas João Dória Junior candidato do partido às eleições de 2012 em São Paulo, ao mesmo tempo que soa como anedota para os adversários constitui verdadeiro espelho da psique do partido, que vive para sua autoimagem, sem vínculos orgânicos com a sociedade e absolutamente refratário à própria militância e aos quadros partidários mais qualificados.
O assunto foi exposto pelo jornal Valor Econômico em versão eletrônica desta terça feira e dá o governador Geraldo Alkimin como formulador do convite a Dória que, é claro, prontamente aceitou o convite caso seu nome “mostre densidade eleitoral”. 


A mesma matéria diz que o nome do apresentador do programa de televisão “O Aprendiz” foi arrolado junto ao dos demais candidatos em recente pesquisa encomendada pelo governador.
A notícia é divertida porque mostra o reconhecimento do governador à afirmação recente do rogado José Serra de que o partido não tem postulantes viáveis, colocação que produziu enorme burburinho e levou os candidatos já lançados à completa exasperação contra o declarante.
Mas as novas são também assunto de divan pelo que trazem de revelador do quanto o partido enxerga a si mesmo como ente midiático dependente de um “show man” que lhe restitua a identidade perdida. Mas a que tipo de homem de espetáculos pretende o partido pedir emprestado o rosto? A ninguém mais que um fictício chefe rigoroso , que premia a eficiência e pune o menor deslize de seus supostos pleiteantea a uma vaga de emprego!
Pensam os marqueteiros do governador que o universo de referências que cerca a figura do apresentador seria imediatamente transferido à sigla, fazendo com que o eleitorado passasse a vê-la como depositária dos presumidos atributos de eficiência e de seriedade do personagem encenado por Dória.
Mas que salto mortal no erro dariam se fossem adiante com a idéia. Primeiro porque não é certo que as classes médias vejam o chefe televisivo com o mesmo sentido de admiração com que o vêem os estrategistas de campanha. No fundo poucos acham a figura do chefe meritocrata paradigma de justiça e de competência, a ponto de alinhar-se incondicionalmente com ele nas decisões unipessoais que toma, as quais selam o destino dos que aspiram tão unicamente a uma oportunidade e um emprego.
Depois porque o programa tem características reconhecidamente elitistas, codificado na figura higiênica do apresentador e na trama desenrolada no palco, passando ao largo da sensibilidade da grande maioria de trabalhadores que não se relacionam em seus ambientes de trabalho nem com chefes glamorosos nem com organizações abertas aos sentimentos e aos anseios individuais.
Menosprezariam a capacidade das pessoas discernirem entre o que é ficção e o que é real, passando verdadeiro atestado de preconceito ao grosso do eleitorado, que não imaginaria o apresentador João Doria vestindo galochas para enfrentar o desafio das inundações ou amassando barro em obras de infraestrutura.
Mas, sobretudo, o eventual lançamento do apresentador representaria ressonante bofetada no que resta de militância do PSDB, cuja direção desprezaria o próprio rosto decidindo trocar deputados por um loquaz boneco de TV.   
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Quem está vencendo a disputa político-ideológica no Brasil?

01.12.2011
Do BLOG DA CIDADANIA, 30.11.11
Por Eduardo Guimarães

Todos os dias, grandes jornais, televisões, rádios e portais de internet travam uma disputa surda com blogueiros, tuiteiros e facebookers pelos corações e mentes dos formadores de opinião, aquelas pessoas de diversos estratos sociais, faixas etárias e regiões do país que têm interesse em política e que, ao lado da percepção da sociedade sobre a própria vida, influem na formação das duas grandes correntes político-ideológicas do país, uma contra o governo e outra a favor, ou uma conservadora e a outra progressista.
Antes de prosseguir, porém, qualifiquemos essas correntes quanto às ideias-força que as mobilizam.
Uma corrente político-ideológica acredita em nova forma de governar em que sejam privilegiadas medidas do Estado socialmente inclusivas e as relações sul-sul em detrimento das relações sul-norte. A outra corrente privilegia a teoria de fazer o bolo crescer para só depois dividi-lo e acredita em impor sacrifícios sociais até que o bolo tenha crescido suficientemente – o que nunca se viu ocorrer, diga-se.
As duas grandes correntes políticas que dividem o país, portanto, sempre foram a dos conservadores e a dos progressistas, sendo que tanto de um lado quanto do outro cabem subgrupos com diferentes intensidades de convicções naquelas macro premissas ou visões sobre o papel do Estado e sobre quem, ao fim e ao cabo, irá ganhar ou perder na divisão de riquezas e sacrifícios.
Essas correntes, hoje, digladiam-se diariamente, ainda que de forma desigual.
De um lado, grandes impérios de comunicação dotados de recursos bilionários e que, através deles, conseguem eleger políticos que lhes conferem um braço institucional votando ou administrando como esses grupos empresariais querem. E esses grupos, valendo-se de ameaças de ataques ou de promessas de afagos em seus veículos conseguiram instalar seus representantes também no Poder Judiciário.
Do outro lado, um grande movimento na internet composto por militantes de partidos, por cidadãos apartidários e por jornalistas sem cobertura de empresas jornalísticas, todos decididos a combater os conservadores apoiando políticos alinhados à sua visão, que, no caso, no fim das contas são os políticos do PT, ainda que estes mantenham uma relação muito mais distante com as novas mídias que os apoiam em maior ou menor intensidade.
O que caracteriza esse lado progressista na internet é o trabalho voluntário e isolado, caótico, sem um comando central como o dos grupos de mídia conservadores, grupos que, por sua vez, obedecem a interesses empresariais, de classe social e regionais que se comunicam entre si em associações formais e informais, e que, junto aos políticos que elegem com seus meios de comunicação, dão combate ao governo progressista.
Na verdade, essa é uma situação nova. Até 2002, quando finalmente o poder mudou de mãos no Brasil e a internet ainda era uma infante – enquanto que hoje é uma adolescente –, não havia guerra de comunicação alguma simplesmente porque a comunicação estava toda nas mãos de um dos lados da eterna disputa entre conservadores e progressistas, uma disputa que, ao longo do século passado, foi opondo grupos com divergências cada vez menores, sendo que o lado progressista foi o que mais cedeu, ainda que o lado conservador tenha passado a admitir certas e restritas demandas sociais.
O surgimento da internet, portanto, permitiu que as eleições deixassem de depender exclusivamente da percepção da sociedade sobre seu bem-estar e do que a grande mídia dizia sobre os políticos, fórmula que manteve certa corrente político-ideológica – mas não necessariamente partidária – no poder pelo maior período do século XX, excluídos os períodos de governos menos alinhados ao conservadorismo que acabaram sendo derrubados à força, sem concurso das urnas.
Neste ponto entra a primeira eleição do pós regime militar em que o poder mudou de mãos no Brasil. Parece pouco polêmico afirmar que Lula se elegeu em 2002 por acidente, digamos assim. Se o país, à época, não tivesse caído em um imenso buraco, o político trabalhista jamais teria se convertido na única opção que faltava o eleitorado experimentar na tentativa de sair de uma crise que parecia não ter saída.
Se a situação não tivesse piorado tanto, se tivesse melhorado um pouco que fosse de forma a dar esperança à sociedade, com a mídia demonizando a então oposição petista, dizendo-a adepta do “quanto pior, melhor”, pintando-a como grupo “radical” que transformaria o Brasil em uma “Cuba” o poder jamais teria mudado de mãos, pois governos conservadores, dos quais o governo Fernando Henrique Cardoso foi o último representante no poder, eram protegidos por aquela mídia de qualquer ataque que lhes fizesse a oposição progressista, então comandada por Lula e pelo PT.
Ao fim desse quilométrico preâmbulo, pois, surge a questão de fundo que o post propõe:  quem está vencendo a guerra da comunicação, neste momento?
A resposta é menos simples do que parece. Apesar de os progressistas terem chegado ao poder em 2002 e não saído mais, com três eleições presidenciais que foram vencendo de forma cada vez mais contundente, ampliando a base de apoio do governo a cada eleição, não se pode desprezar o fato de que a máquina conservadora – composta pela mídia, por partidos políticos e por amigos de ambos no Judiciário – tem conseguido fazer quase um governo paralelo, vetando muita coisa que os três últimos governos petistas (eleitos em 2002, 2006 e 2010) tentaram fazer e não conseguiram exatamente porque os adversários não deixaram.
Os dois governos Lula e o governo Dilma, respectivamente, tiveram e tem menos poder do que os dois governos Fernando Henrique Cardoso porque o PT, enquanto na oposição, não tinha tamanho, mídia ou grandes amigos no Judiciário como tem hoje e, assim, jamais conseguiu influir nos governos do PSDB como este tem conseguido influir nos do PT a mando daqueles setores empresariais, sociais e regionais que controlam a mídia e os políticos que ela ainda elege com seu noticiário partidarizado, ideologizado e editorializado.
A pergunta sobre quem está vencendo a disputa político-ideológica lembra a metáfora sobre o copo meio cheio ou meio vazio, pois, apesar de hoje os progressistas estarem em situação muito melhor do que jamais estiveram, há que lembrar o preço que pagaram para chegar aonde chegaram, porque não se pode negar quanto tiveram que abrir mão de ideais e valores, fenômeno que os tornou mais parecidos com os oponentes, ainda que não sejam iguais.
Para não deixar o leitor sem saber se comemora ou se desanima, vale lembrar que é melhor que nenhuma corrente tenha poder esmagador sobre a outra e que não exista um abismo intransponível entre as correntes político-ideológicas, pois posições inconciliáveis costumam gerar impasses e dos impasses podem surgir conflitos bem piores do que esses que os conservadores e progressistas travam hoje na internet de forma intensa, muitas vezes exagerada, quase sempre pouco educada, mas, sem sombra de dúvida, pacífica e civilizada.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/11/quem-esta-vencendo-a-disputa-politico-ideologica-no-brasil/

Os donos da mídia e o falso fantasma

01.12.2011
Do blog de Altamiro Borges, 28.11.11
Por Rui Falcão, no sítio do Centro de Estudos Barão de Itararé:


A firme defesa que o Partido dos Trabalhadores faz da necessidade da criação de um novo marco regulatório para a mídia criou um paradoxo: acusa-se de tentar cercear a liberdade de imprensa quem, através dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, não teve um único gesto ou iniciativa para inibir a mais ampla liberdade de opinião e expressão de todos os meios de comunicação, repelindo sempre a censura.

Não obstante a campanha dos detratores, que agridem a realidade em nome do obscurantismo e da negação dos novos tempos trazidos pela revolução digital, o PT não abrirá mão de lutar por uma comunicação mais democrática. Nosso compromisso é com o país e com a janela de oportunidades que se abre.

A regulação do setor não é invenção brasileira ou do PT. Ela existe em vários países. E ganha corpo na mesma velocidade em que os interesses econômicos, culturais, tecnológicos e de soberania nacional ficam mais evidentes com a nova realidade digital.

O PT, no seu papel de agente das transformações para a maioria, entende que alguns pontos precisam ser instituídos para que uma regulação moderna e democrática dote o país de ferramentas eficazes de inclusão social e defesa da comunicação e cultura nacionais.

O acesso à internet em banda larga é serviço essencial e instrumento indispensável na luta pela democratização da informação e do conhecimento. Sem conexão acessível aos mais pobres jamais reduziremos o fosso ainda grande entre brasileiros, por mais que os governos Lula e Dilma já tenham feito.

Entendemos que cabe ao Estado regular o setor de telecomunicações, até para evitar que o poderio econômico dos grupos que controlam a telefonia, por exemplo, sufoque os próprios setores da mídia tradicional, numa repetição em escala maior ainda do que já estamos testemunhando hoje com as crescentes dificuldades enfrentadas por emissoras de rádio do interior brasileiro.

Na outra ponta, é preciso ampliar os recursos em grandes redes de radiodifusão pública e de telecomunicações. O objetivo da EBC e da Telebrás não é o mesmo dos entes privados. Cabe ao Governo ser o indutor no espraiamento da democracia com seus veículos, sem que isso signifique a asfixia ou morte, como alardeiam os pregadores da falsa discussão.

Não fugiremos do nosso compromisso. O direito à livre expressão é pilar do PT. Não existe antagonismo algum entre ele e a defesa firme por mudanças que adequem o Brasil aos novos e irrevogáveis ventos da convergência digital. O não aos monopólios tem que ser acompanhado da inclusão da maioria da população e do sopro que a produção cultural do país exige.

O governo da presidente Dilma tem mostrado com atos que a busca pela democratização é compromisso. A Lei de Acesso à Informação e a criação da Comissão da Verdade estão aí, depois de muito esforço do PT e da sociedade civil. A regulação democrática da mídia será mais um passo mirando o futuro. O PT, democraticamente, continuará lutando pelas transformações do Brasil.

* Rui Falcão é deputado estadual (SP) e presidente nacional do PT. Artigo publicado no jornal O Globo.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/11/os-donos-da-midia-e-o-falso-fantasma.html

Humberto fala sobre o reconhecimento internaional de Dilma e dispara contra a oposição


01.12.2011
Do BLOG DE JAMILDO, 30.11.11
Postado por Daniel Guedes


O líder do PT e do Bloco de Apoio ao Governo no Senado, Humberto Costa (PE), disse nesta quarta-feira, 30, que o papel de destaque do Brasil no cenário internacional continua a atrair a atenção da imprensa estrangeira. Em discurso na tribuna do Senado, o parlamentar ressaltou que o protagonismo da presidenta Dilma Rousseff como líder política global foi alvo de matérias elogiosas nas últimas edições das revistas americanas New Yorker e Foreign Policy.

“O desenvolvimento econômico e social do Brasil, seu protagonismo no cenário internacional e as políticas públicas implementadas pelos governos Lula e Dilma Rousseff, que conseguiram retirar 28 milhões de brasileiros da pobreza extrema nos últimos oito anos, são motivos de orgulho para nós, do Partido dos Trabalhadores. E também do povo brasileiro”, disse.

No discurso, o senador pernambucano registrou que a revista New Yorker, uma das mais conceituadas e importantes publicações norte-americanas, publicou perfil de 14 páginas sobre a presidenta Dilma. Ele mencionou que a revista Foreign Policy incluiu Dilma entre os 100 pensadores mais influentes do mundo em 2011.

Humberto lamentou que as ótimas referências ao Brasil e ao governo Dilma ocorrem num momento em que a oposição parece "perdida e sem rumo", insistindo na tese de que o PT é responsável pela corrupção no Brasil, sem olhar para as mudanças realizadas pelos governos petistas nos últimos anos.

É curioso que o PSDB, em sua propaganda partidária levada ao ar na noite desta terça-feira, reforce a tese de que a corrupção nasceu com o PT”, disse. “Justamente no momento em que é a própria oposição alvo de denúncias de corrupção em um esquema de fraudes de inspeção veicular em São Paulo e outros estados. Um esquema que, aponta a imprensa, nasceu no coração do PSDB: o estado de São Paulo, governado há 20 anos pelos tucanos”.

Segundo Humberto Costa, até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez elogios ao desempenho da presidenta Dilma Rousseff na matéria publicada pela New Yorker. “A política, com pê maiúsculo, se faz em torno de políticas públicas, levando em conta os anseios do país, o bem-estar dopovo e o compromisso de mudar para melhor a vida dos 190 milhões de brasileiros”, disse na tribuna do Senado. “Este é o caminho. É isso que o PT fez, entre 2003 e 2010, no governo Lula, e continua a fazer, desde o início deste ano, com a presidenta Dilma Rousseff”.  

REGISTRO - Também na tribuna do Senado, Humberto Costa, fez um registro sobre a reforma da emergência do Hospital Regional do Agreste (HRA) e dá
início à construção do Hospital Mestre Vitalino.  

"Gostaria de registrar a importância desse empreendimento. O novo hospital fará atendimentos de média e alta complexidade e, com isso, desafogar o Hospital Regional do Agreste. Infelizmente não pude estar hoje em Pernambuco para a cerimônia, por causa das minhas atividades parlamentares. Mas fico feliz em poder contribuir, atuando aqui em Brasília, para as melhorias promovidas na área de saúde e o crescimento do Estado", disse o petista.

Humberto é autor de emenda de bancada no valor de R$ 90 milhões para o hospital Mestre Vitalino. Os recursos devem sere executados no orçamento de 2012.
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Serra, você precisa se controlar…

01.12.2011
Do blog TIJOLAÇO, 28.11.11
Por Brizola Neto
O senhor José Serra deve estar com a cabeça meio atrapalhada pela prisão de seu amigo e ex-subchefe da Casa Civil no Governo de São Paulo, o ex-senador João Faustino (RN), e anda dizendo coisas que depõem contra o seu ex-chefe (e ex-chefe de Faustino) Fernando Henrique Cardoso.

É que ele deve ter lido a nota do Estadão, hoje, dizendo que “a engenharia do esquema de fraude na inspeção veicular em São Paulo denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) serviu de modelo para o edital e a licitação no Rio Grande do Norte, alvo da Operação Sinal Fechado, que levou para a cadeia 14 pessoas na quinta-feira. A acusação é da Promotoria potiguar, com base em interceptações telefônicas e de e-mails trocados pelo lobista paulista Alcides Fernandes Barbosa.” com o presidente da Controlar, Harald Peter Zwetkoff, caso que está complicando a vida de seu amigo Gilberto Kassab.
Mas essa perturbação não é motivo para que ele diga que “o Brasil ainda é, no contexto da economia mundial, por incrível que pareça, um país pequeno”, como fez hoje, falando a jovens empreendedores na Fiesp, segundo a Folha.
Não é, não, Serra. É injusto, mas não é pequeno.
Tornamo-nos, este ano, a sétima economia do mundo e estamos prestes a sermos a sexta, deixando para trás o Reino Unido, a depender de pequenas variações do PIB dos dois países.
Quando o governo tucano terminou, em 2002, éramos a 14ª. E caindo.
Deixamos de andar de pires na mão, de dizer “sim, alteza” para o FMI, paramos de vender patrimônio público, aumentamos o salário mínimo, não tiramos mais os sapatos para falar com os países ricos e não quebramos mais quando há uma crise na Tailândia.
Quem é o senhor para reclamar que não baixamos os juros, se participou de um Governo que, mesmo alienando quase todo mês uma empresa estatal para fazer caixa, fez quase triplicar a proporção entre a dívida pública do Governo Federal e o Produto Interno Bruto.  E fez isso porque pagava taxas de juros da ordem de 20% reais ao ano, cinco vezes mais do que hoje!
Então, menos, Serra, menos.  Se o seu plano de aliar, goela abaixo do Governador Alckmin, os tucanos ao candidato de Kassab parece que não vai emplacar mais , não é razão para andar dizendo estas besteiras.
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Curso do PSDB tira lições do PT e ensina candidatos a se aproximar do povo

01.12.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 30.11.11



"Nós ficamos muito elitizados. Perdemos a dona Maria. Temos dificuldade para chegar no povo". O comentário do presidente estadual do PSDB de São Paulo, deputado Pedro Tobias, é ouvido com atenção pelos participantes de um curso de formação política do PSDB, na capital paulista. Na plateia, candidatos às eleições de 2012, dirigentes partidários e militantes balançam a cabeça em sinal de concordância. "Somos órfãos do meio sindical. Lá, somos vistos como inimigos. Precisamos nos aproximar", diz Tobias. E como diminuir a distância em relação ao eleitorado? O dirigente sugere: "Tem que falar do mutirão de catarata, de próstata. Isso interessa a ela [dona Maria]".

Reunidos na noite de segunda-feira no diretório paulista, um grupo de 30 tucanos debate os rumos do PSDB e as eleições de 2012. O líder da bancada na Câmara, deputado Duarte Nogueira, fala sobre "a maior dificuldade" dos tucanos: a comunicação. "Nós somos péssimos", comenta. Nogueira cita uma pesquisa recente do partido sobre a percepção do eleitorado. Dos entrevistados, 40% ligaram o PSDB à Lei de Responsabilidade Fiscal, bandeira do partido. "Mas outros 40% acham que foi o PT que fez a lei", diz. "Não é tarefa fácil, mas temos de fazer uma ação de convencimento. Vamos arregaçar as mangas e agir como animadores".

Aos tucanos, Nogueira lembra do ex-presidente Lula como um "grande animador". "Ele é dez vezes melhor que o Silvio Santos, fala o que as pessoas querem ouvir. Lula tem um patrimônio que é enorme. Não adianta bater em ferro frio. É preciso ter humildade", afirma. O deputado diz que poucas pessoas sabem o que é a social-democracia e cita dados da pesquisa: 70% dos entrevistados sabem que PT é Partido dos Trabalhadores, mas só 20% sabem o que significa PSDB. "Mas se falar o que é social-democracia, 50% se identificam. Temos que fazer um ajuste fino na comunicação".

Nogueira, que é cotado para disputar a Prefeitura de Ribeirão Preto (SP), dá uma dica. "Quando fizer eventos, não esqueçam de chamar a liderança local, a enfermeira, o cobrador de ônibus, o líder comunitário. Às vezes eles têm a ensinar muito mais do que a gente acha. Tem que ter humildade, falar a língua do povo e fazer com que o PSDB não atraia só os intelectualizados", diz. Pedro Tobias interrompe: "Tem que atrair a dona Maria!"

Na sequência de Nogueira, o presidente da seção paulista do Instituto Teotônio Vilela, deputado Mendes Thame, explica o motivo da reunião daquela noite: divulgar o curso de formação política do PSDB que vai preparar os tucanos para 2012. A formação será obrigatória a todos que disputarem as eleições, inclusive para cargos de direção na sigla. Entre os temas estão a ética na política, a proposta social-democrata e o que é a forma tucana de governar.

Thame logo compara o curso dos tucanos às palestras de formação política dos petistas. "O PT, no começo, tinha um bom curso de formação. Eles ficavam uma semana no [instituto] Cajamar e depois azucrinavam a cabeça da gente com coisas corretas, como o Orçamento Participativo", comenta. Thame diz que o PSDB não tem condição de fazer uma espécie de "faculdade" para os militantes, mas defende a formação política.

Na plateia, homens na faixa dos 50 anos enchem a sala do diretório tucano. Apenas uma mulher acompanha a reunião, mas vai embora antes do fim do encontro.

Um dos responsáveis pelo curso de formação dos tucanos, o prefeito de Campo Limpo Paulista, Armando Hashimoto, retomou a discussão sobre a dificuldade de comunicação do partido. "Existe uma dissintonia entre o que a gente pensa e qual é a necessidade [do povo]", diz. "O PSDB, o DEM e o PSD têm o mesmo vício de origem porque são partidos que não vieram da militância. Vieram do cacique para a militância. Militância de verdade não tem. Vai em Ribeirão Preto e pergunta quem é militante do [governador Geraldo] Alckmin? Você não acha. Tem militante da liderança local, mas é completamente diferente do PT". O prefeito explica: "Eles [os petistas] têm cara de pau de defender o mensalão. Nós tivemos a obscenidade de esconder FHC [Fernando Henrique Cardoso] na campanha eleitoral, de não defender a privatização".

Na palestra, Hashimoto é o responsável por analisar a relação dos candidatos do PSDB com os meios eletrônicos. Ao discursar, o tucano reclama do embate gerado dentro do PSDB sobre a propaganda do partido na televisão. "Todo mundo que quer aparecer não é candidato agora, em 2012, mas sim em 2014. Quem vai ser candidato não aparece. É diferente dos partidos pequenos, que usam o programa de televisão para apresentar os candidatos municipais", diz, sem citar nomes. Em setembro, o senador Aloysio Nunes Ferreira reclamou que a sigla teria excluído ele e o ex-governador José Serra do programa.

Aos militantes, o prefeito compara o discurso do partido com o do PT. "Temos boa vontade, boas ideias, mas não temos o poder de adesão que tem o PT. Não temos a facilidade de ler as pessoas".

O grupo assiste a um vídeo de Fernando Henrique Cardoso. O ex-presidente reforça que o partido tem de estar "muito junto do eleitorado". Aos tucanos, FHC recomenda: "Fale diretamente o que pensa. Não precisa de muito slogan. Fale com espontaneidade."

Durante o encontro, tucanos demonstraram preocupação com outro tema, além da comunicação: a divisão do partido entre os grupos do governador paulista Geraldo Alckmin e do ex-governador José Serra. Em um rápido debate, um militante relatou que estava aflito com a "dicotomia no PSDB". "O Serra é mais próximo do Kassab do que é do Alckmin? O PSDB é do Alckmin ou do Serra? A gente sente essa divisão, nos perguntam o que está acontecendo, mas a gente não sabe responder. Precisamos de uma posição firme do partido", diz. "Nem os deputados sabem o que está acontecendo", comenta outro militante.

O líder da bancada, ao discursar, prega a união partidária e diz que não se pode "ciscar para fora". "Temos nossas diferenças internas como qualquer partido, mas é na somatória do pensamento de todos que converge a nossa força. Não adianta ciscar para fora. A galinha quando quer alimentar o pintinho cisca para dentro. Temos que superar as diferenças", diz Nogueira.Por Cristiane Agostine do Valor
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/11/curso-do-psdb-tira-licoes-do-pt-e.html

Avança obra de implantação e pavimentação da PE-160

01.12.2011
Do blog ESTRADAS DE PERNAMBUCO, 30.11.11
Foto: Paulo Amâncio
As equipes que trabalham na implantação e pavimentação nos 12 km da PE-160, no trecho entre Jataúba e Congo, na divisa com a Paraíba, estão executando os serviços de terraplanagem. A obra, orçada em R$ 10,5 milhões, faz parte do Plano de Infraestrutura Rodoviária Caminhos da Integração, e foi iniciada há 30 dias.

A implantação da via terá impacto direto na economia da região, visto que representará uma redução de 100 quilômetros no trajeto realizado por compradores da Paraíba para o Pólo de Sulanca do Agreste Pernambucano. Atualmente que sai dos municípios paraibanos do Sertão do Cariri têm que se deslocar até Campina Grande (PB) para depois seguir para Santa Cruz do Capibaribe (PE). Depois que a estrada estiver pronta, a ligação para o município pernambucano será direta.
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Fonte:http://estradasdepernambuco.blogspot.com/2011/11/avanca-obra-de-implantacao-e.html